8.9.08

Meeting Ike and an italian


Bom, eu estou indo viajar afinal. Digo afinal, porque deveria ter ido na quarta ou quinta passadas.
Viajo amanhã pela manhã e chego aos Estados Unidos juntamente com o Ike.
Nada como um furacão para animar as coisas, não?
Olha, gente, eu brinco mas não é brincadeira, não.
Pelo menos, já eliminaram o risco do furacão passar por Miami (parece que ele mudou um pouco de direção) mas sofreremos os side effects (ventos fortíssimos e tempestades, risco de tornados)
E todo mundo vai perguntar porque não esperamos o raio do furacão passar mas acho que não vai dar, não. Essa viagem já está mais do que atrasada e se não formos agora, não podemos mais ir, vai ser tarde demais. Precisamos da informação para fazer o trabalho e é isso, furacão ou não furacão.

E ontem fui tomar um café com mais um ser humano, gênero masculino, proveniência internetis.
A Marcia, minha sócia diz que eu vou morrer de tanto tomar café mas não vou, não. Adoro café.
Têm sido vários, mas eu não me dou ao trabalho de contar porque não valem as letras digitadas.

O de ontem vale. Porque eu nunca ri tanto.
Se eu andava reclamando da insegurança dos rapazes, paguei a minha língua. O cara era italiano. Italiano e xavequeiro são quase que sinônimos absolutos mas esse, esse era O Rei.
Cocky? Super mega blaster cocky, ao cubo. Beirando o ridículo, praticamente um Zé Bonitinho.

Sim, eu sei que esse é o modelo, eles são educados desse jeito, sei lá, deve ter uma cartilha que eles lêem quando pequenos, ou coisa que o valha porque, sinceramente, não é possível.
E olha, nunca conheci ninguém tão direto, italiano ou de qualquer outra nacionalidade.
O cara é muito interessante, não posso negar, mas terei que atravessar um mar de presunção, primeiro.

E é a união de dois estereótipos, né não? Eles, com uma imagem fantasiosa da mulher brasileira (segundo ele, as brasileiras são as mulheres número 1 do mundo, obrigada pela parte que me toca mas, né, eles assistem carnaval demais na televisão) e nós, com uma imagem praticamente espelhada do homem italiano e igualmente fictícia (Casanova, o fundador da tradição (ou da maldição)).

Minha amiga Sheila, para quem eu liguei, às gargalhadas, assim que cheguei em casa, me disse: pelo menos faz bem pro ego. Sei não. Quem é que acredita naquele monte de bobagem?

Ele disse que quer cozinhar prá mim, quando eu voltar da viagem, na semana que vem. Então, fica aqui a questão:
Comemos ou não, um prato italiano?

3.9.08

Pedido de desculpas



Eu sinceramente pretendia ter ido ao lançamento do livro da Fal. E ter encontrado todas vocês lá. Mas eu não ando muito bem e ontem, especialmente, ninguém merecia minha companhia. Ninguém mesmo.
Espero que tenha sido o sucesso que ela merece.

1.9.08

Ôceis num presta prá nada, mes

Num rezáru, né? Rezáru coisa nenhuma.
Porque me ligaram lá de Manaus hoje e, além da entrevista onde eu só falei asneiras ter passado na televisão, disseram que eu saí em todos os jornais.
E gente, juro juro juro, não sirvo prá isso, não. Morro de vergonha. Verdade verdadeira.

29.8.08

Nem fui e já voltei

Então, né. O chá. Que não foi chá coisa nenhuma, sendo que serviram champagne e trufas. Correu tudo dentro dos conformes. O troço foi organizado por um colunista social de lá. Kind of Amaury Djuniors manauara. Sei lá quem foram as fulanas que foram mas segundo eles, eram as fulanas que eles queriam que fossem.
E vai aparecer em todos os jornais locais e tchã-nã-nã, na televisão. No tal do programa da pessoua.
Para o qual eu dei uma entrevista absolutamente ridícula. Vergonha. Medo. Medo. Vergonha.
Ainda bem, deuzépai, que só passa lá, né? Ou eu me enterraria em um buraco bem fundo para sempre. Ou então, quem sabe, os deuses olharão cá prá baixo e se condoerão (???) de mim e o tal do Alex me editará. Cortará tudo. Me apagará dos anais da história televisiva amazônica para sempre.
Orem amigos.

27.8.08

A saga continua

Só para não perder o hábito a viagem da semana é... tã-nã ... Manaus!

O nosso cliente está promovendo um evento para cinquenta mulheres da sociedade de Manaus. Um chá. E queria que uma de nós estivesse presente. Após uma disputa ferrenha de par ou ímpar com a minha querida sócia, quem ganhou, quem ganhou? Adivinhou.
A " sortuda" aqui.
Bate e volta para Manaus (tão pertinho, né, crianças?), para tomar chá com as damas da sociedade. Mereço?

22.8.08

Será possível?

Pensei e pensei e pensei sobre o que aconteceu e só me restou uma pergunta:

Será que é sempre necessário esse equilíbrio: um forte e um fraco? Um egoísta e um generoso?
Um adicto e um co-dependente? Um doador e um tomador? Essa interação de opostos, sempre?

Porque foram duas experiências onde eu estava forte, sabia o que queria, agi com segurança e naturalidade e o resultado foi provocar uma insegurança enorme do outro lado.

Quero, preciso acreditar que não. Que o encontro de duas pessoas seguras é possível. Dois justos (para citar o Gikovate).
Dois inteiros.

Então

eu recebi um e-mail do DJ. Vocês não tem idéia. Da putice dele. Disse que eu o reduzi a uma mera ejac*lação, justo ele que era um amante secular (sic) (o cara acha mesmo que é um vampiro) , e que tinha frases preparadas para sussurrar no meu ouvido, e justo ele que adora fazer amor, and so on and so on. O tom, completamente agressivo. Muito.

A-hã. Reduzi mesmo. Ele tem toda a razão. Foi exatamente o que eu fiz. Fria. Agindo totalmente contra a minha natureza, on purpose. Fucking like a man. Realizando a tal da experiência, onde eu era o rato. Deixando de ser a agradadora patológica para ser a tomadora (não, não vou ficar assim prá sempre, não sou eu, de jeito nenhum. É um exercício mesmo, e demanda um tremendo esforço da minha parte. O objetivo é uma certa forma equilíbrio. Consigo? Não sei. Preciso tentar, se é que eu pretendo ter um relacionamento decente algum dia, no futuro )

E não é inacreditável isso? A gente não pode, não. A gente tem que bancar a dama arrebatada e apaixonada, suspirando pelos cantos e pedindo sais. Não esquecendo de bater as pestanas e abanar o leque. Merece uma análise de alguém mais competente que eu, esse negócio aqui. Porque ontem, tive uma outra demonstração de insegurança, vinda de outro lugar. Pois então, fuck like a man, they become little women. Muitíssimo esclarecedora, essa inversão.

Gente, esses experimentos estão se revelando muito mais do que o inicialmente pretendido.
E, por favor, não fiquem com peninha dele, não. Que o que ele queria era a minha alma, como ele mesmo deixou bem claro várias vezes. Ele é um sedutor profissional e eu, uma mera enganação.

Fiquem com peninha de mim. Porque a co-dependente que mora aqui dentro (e não sai de mim, não sai), sofreu um pouco. Desagradar, para mim, é extremamente difícil. E essa luta para largar de achar que o mundo inteiro tem que gostar de mim e das minhas atitudes é diária.
Um dia de cada vez.

21.8.08

Falta pouco

E ainda bem que a minha irmã chega amanhã. De Florianópolis, that is. Onde ela escolheu morar. Que é onde moram todas as pessoas de sumpaulo que resolveram dar um basta e disseram não. Não ao trânsito, não à essa vida maluca, etceteras. Tudo bem que ela foi bem antes dessa moda dos paulistanos. Ela merece esse aparte. Vinte anos atrás, só os neo-hippies iam morar em Florianópolis. Minha irmã é neo-hippie? Sei lá, acho que não. Gosta de praia, isso sim. Mas eu também gosto e não iria morar lá, não. E olha que adoro, hein? Florianópolis.
Natureza demais faz mal para a saúde. Parque do Ibirapuera já tá de bom tamanho. E umas férias e rólideis, de vez em quando.

Porque ela veio para salvar a minha vida, entendam. Que atravessei essa semana a nado. E o ar parecia mercúrio. Quase não respirei, porque se eu respirasse, afogava. Fiz que nem o garoto lá, da medalha, respirei, pulei, nadei. E não respirarei mais até o fim da tarde de sexta. Quando iniciarei os trabalhos de embebedamento que durarão o final de semana. Todo.
Isso é para vocês, que acham que eu levo uma vida de glamour e sofisticação com toques de Samantha Jones. Levo, não.
Problemas abundam, decisões são necessárias, o tédio impera, o trabalho se arrasta, o ex complica a vida.

Por isso, ave Isabela, que vem me fazer companhia e partirá comigo para as duas festas para as quais fomos convidadas (uma, eu e a outra, ela). Às vezes, até acho que deus existe.

16.8.08

Relatório

Eu tenho que explicar direito esse negócio das experiências. Onde eu sou o rato. Ontem conversei com o meu amigo filósofo e ele sempre me faz perguntas tão procedentes que eu sou obrigada a pensar sobre os assuntos.
E ele me pediu para explicar cada experiência e o objetivo delas. E perguntou o que eu estava realmente pretendendo aprender.

Então cheguei à seguinte conclusão: o que eu estou tentando fazer é romper com meus padrões de comportamento para ser mais livre.
Elaborando: eu tenho tentado não seguir meus primeiros impulsos, ignorando os meus imprints. Isso eu gosto, isso eu não gosto, isso eu faço, isso eu não faço, isso me atrai, isso não me atrai. Será? Vamos ver. Eu paro, racionalizo e então, experimento agir em outra direção que não aquela que eu instintivamente seguiria.
Tenho feito descobertas impressionantes sobre mim mesma e tido experiências muito especiais.
Exige uma frieza que normalmente não é parte da minha personalidade mas tem servido aos seus propósitos.

Quanto ao DJ e o fim de semana no Rio, preciso confessar uma coisa. Porque ficou parecendo a final de um jogo e não foi bem assim. Quando eu disse que ganhei, ganhei de mim mesma.
Porque seria uma situação e um objeto com os quais, em outros tempos, eu me envolveria profundamente.
Nós temos mesmo, muitas afinidades. Conversamos muito abertamente sobre esses e outros assuntos.

E agora, tenho que admitir, eu sinto falta dele. Não do DJ da vida real, atentem. Mas do DJ de antes. Do jogo, da fantasia, da brincadeira.

Bem, da adrenalina.

Não, não mudei tanto assim.

11.8.08

Veni, vidi, vinci

Well, dears, brasas atravessadas. Eu eu, ilesa. Sorriso de satisfação aqui, porque ele até disse que não gosta de ninguém, hein? Ninguém mesmo. Só dele. Olha que isca perfeita prá mim? Desafio, hein? Mas, não. Não funcionou, não.

Eu sei que vocês gostam de relatos detalhados mas acho que basta dizer que conversamos, passeamos, dançamos, jantamos, the works.
Nasa, the butterfly has landed. And it´s not flying again. Not with this crew, anyway. (e porquê é muito mais fácil escrever em inglês, hein? Digam-me. Não é metideza, não, juro. Eu penso muito em inglês, vai saber lá porquê. Deve ser a capacidade de síntese. Da língua, não minha.)

The most expensive fuck, ever*, mas o motivo da ida não foi esse, em absoluto. Eu estou fazendo diversos testes comigo mesma e tenho passado com flying colors (essa expressão, por exemplo, tem equivalente? com notas azuis? com notas dez?).


*essa, por sua vez, tem a tradução perfeita mas fica assim, meio que mais discretinho e classudo em inglês, não? Posso usar também a famosa BFSF, best f so far. It applies.

* e eu vou ter que pagar essa, São Pedro. Bad karma e tudo. Mas acho que terei um desconto, tendo em vista que era um teste e que o sujeito passeia bastante, me or not me.




8.8.08

Olha,

se eu soubesse mesmo escolher hómis com propriedade e bom senso, como faz a minha mãe* (só retirem o meu pai biológico dessa lista, por favor, que todo mundo erra, vez ou outra), o cara com quem eu tomei café ontem e que, sim, saiu lá do negocinho da internetis, seria a perfeição.
Totalmente do bem, um pai maravilhoso, trabalho, dinheiro no banco, com cabelo e sem barriga.
Mas e as borboletas, hein? Borboletas totally missing.

Ligo para a minha irmã, descrevo e ela diz: gostei desse.
E eu: Gostou desse o c*ralho, Belinha! Que no seu histórico só tem vagabundo! (Dei exemplos para reforçar o argumento e ela, claro, foi obrigada a concordar). Gostou prá mim, né? Que você me ama e só quer o meu bem. Eu sei. Mas me explica, agora, por favor, porque é que a gente só gosta de sem-vergonha? É genético?
E ela: é, né.
E eu: é.
E ela: Pois é. Mas dá uma chance prá esse, vai..

Gente, juro que eu tentarei. Prometo. Estou aqui beijando os dedinhos cruzados.
Mas, depois. Depois do fim de semana no Rio, para o qual, já estou de passagens compradas (e as borboletas flying, que só elas. Montes).

*gente, minha mãe tá namorando. E o cara é um príncipe. E trata ela feito rainha. Só minha mãe, mesmo. E essa lição, não aprendi, não. Sei lá porquê. Freud me entenderia. Talvez.

7.8.08

São tantas emoções

Coisas acontecem por aqui. Os astros se movimentam, acho.
Bom, acho que o fim de semana à carioca vai rolar e será neste próximo.
At least, resolveremos esse mistério (Dona Branca na sala de jantar com a faca?), que esse jogo já foi longe demais.

E, pasmem todos vocês, eu ganhei uma passagem para Londres! (aliás, posso escolher Londres, Paris, Barcelona ou Milão). Chique, hein?
Pé de pato, mangalô, três vezes (acho que é necessário, na atual conjuntura). Porque eu já estava indo viajar, vejam vocês. Daqui a vinte dias, vou para Miami trabalhar. Fazer pesquisa pros crientis. E também não estou pagando essa viagem (as despesas sim, mas nem passagem, nem hospedagem). Veja bem. Note. Que coisa.

Os astros, então, resolveram me botar para andar e, seja o que for que isso signifique, estou indo.

E, assim, throwing in, for good measure, já estive no Rio semana passada à trabalho, de novo esse fim de semana. Sei lá. Um momento Ja*ck Ke*rouac rolando, né não?

Esse Londres terá que ser entre setembro e outubro, que é a validade do presente (porque foi isso que aconteceu, não é sorteio, não. Foi um presente daquele meu amigo que é bambambam em uma companhia aérea e muito, muito generoso.).
Portanto, setembro nos eua e outubro nas oropa. Fina é pouco. (Não sei onde vou arrumar dinheiro para todos esses moveres, né? Mas. Cartão no povo e bóra lá).

Mando notícias. Ou postais.

3.8.08

Séquis and the city, literally

Depois de uma sexta-feira bêbada dançante e uma ressaca dos infernos no sábado, somada às visitas a pontos comerciais com um corretor e dois sócios de um negócio que ainda não existe mas que está me assustando mais do que deveria, eu fiz o que eu devia ter feito desde o início: maratona Séquis and the City, pipoca, amendoim, chocolate, coca-cola, montes de cigarros. Um domingo perfeito.

Eu sei, eu sei. Mas sempre me faz rir and besides, eu sou a própria Carrie Bradxó, por fora bela viola, por dentro pão bolorento (e não estou falando da minha lingerie, não, que essa também é bem bonitinha). Além de idolatrar sapatos, claro. Mas como eu já comprei duas sandálias novas na semana passada e ainda não usei nenhuma, bom, só me restaram as antigas temporadas.

E, vejam, não falei (falar é eufemismo para o eme-esse-ene) com nenhum dos excelentíssimos senhores presentes na minha janelinha. (Mentira, só um, cinco minutinhos, e a história do fim de semana no Rio renasce das cinzas).
Olha, vocês não conhecem nem uma pequena parte desse livro mas não adianta contar, não.
Tantos twists and turns que tá mais para roteiro filme B. Nem eu mesma consigo entender muita coisa. E sou personagem principal.
Mas acho mesmo que tenho que colocar um ponto nesse negócio, seja qual for. Final, interrogação, exclamação, necessita-se de um ponto qualquer. Com urgência.

Só vou dizer mais uma coisinha: aquele site de relacionamentos tem me rendido boas risadas (só vendo os e-mails para crer), algumas boas conversas, um ou outro amigo e well, you know, that too. Portanto, eu recomendo para quem tem paciência. Muitíssimo necessária na seleção e recrutamento.

30.7.08

Eu sei, sumi

mas é que eu estava em um tipo de férias, com o Mateus no acampamento por quinze dias.
Passei duas semanas sozinha e literalmente caí. Na farra, na balada, no rock and roll. Sei que vocês queriam relatos precisos dos episódios "séx and th*e city" que eu tenho vivido mas, né? Kind of complicated, pessoas lêem, etecetera e tal.
É aquele negócio de sempre, não é, Klein? Blog anônimo, blog não anônimo, eis a questão.
Mas posso garantir que dava um roteiro para uns dois ou três episódios bem engraçados.

Quanto ao cara lá, aquele de sempre, tudo na mesma. Ou não. Porque eu andei apertando alguns parafusos e claro, ele espanou um pouco. Ofereci um fim de semana em São Paulo, hospedagem cinco estrelas, all inclusive, e ele não veio. Deu lá umas desculpas, mas.
Então mudei meu ponto de vista. E acho que tenho servido, na verdade, para colocar um pouco de emoção em uma vida que deve ser extremamente monótona. Sem problemas. Ele também me diverte e me ajudou muito a passar um período bem complicado.

Ahh, obrigada. Pelos generosos elogios. Eu roubei, né? E escolhi umas fotos bem boas mas obrigada de qualquer forma. E, engraçado, todos vocês disseram que achavam que eu era bem mais velha. Ou que o que eu escrevo é bem mais vellho. Sei lá o que isso quer dizer, mas não sei se concordo. Se velhice tiver a ver com sabedoria, estou porca. Porque gente, tateio como todo mundo. Talvez passados quarenta anos, o que eu tenha seja uma idéia um pouco menos vaga de quem eu sou e de onde os calos me apertam mas, digo de cadeira, na maioria das vezes não me adianta de absolutamente nada.

20.7.08

Ama-se

Tenho dissertado sobre os métodos de sedução e a vida de solteira e festas e baladas e séquiço casual e bláblábá mas, o resumo da ópera, mesmo, é esse: tudo isso diverte mas me cansa deveras, dá uma trabalheira danada.
Dia desses, meu amigo Marcelo me disse que estava fazendo uma pequena pesquisa informal, perguntando às pessoas o seguinte: se elas tivessem que escolher uma coisa só, se prefeririam amar ou ser amadas*.
Não precisei pensar nem meio segundo para responder: amar.
Não sei ser amada muito bem, não. Mas amo à perfeição. Claro, amo meu filho, meus amigos, minha família. Amo o ex, até. Mas o que tem me faltado, amigos, é um alguém para amar.
Deve ter alguém por aí sem a menor idéia do que está perdendo.

* a título de curiosidade, a maioria das pessoas responde: ser amado.

Mereço?

A pessoa, agora, disse que está pensando em largar tudo para casar comigo.
Detalhe importantíssimo: ele nem me conhece pessoalmente. Nunca te vi, sempre te amei, trilili, etcetera.
Minha vida é uma novela mexicana.

19.7.08

Cantora, eu?





Eu nunca coloco fotos aqui mas algumas do meu aniversário ficaram tão legais que eu quis dividir com vocês. Escolhi duas do meu momento pop star.

14.7.08

Sucesso de público e crítica

Feliz, feliz, feliz. A festa foi um sucesso. Todos os meus amigos, música excelente, bebida a não mais podermos.
Até cantei uma musiquinha, surpresa para os meus amigos (amigos tem que aguentar de tudo).
Meu aniversário, mesmo, é hoje, portanto, não se acanhem crianças. Como boa canceriana que sou, adoro rebeber os parabéns.

10.7.08

Quarta-feira feriado

Esse negócio de feriado no meio da semana é bom mas parece que fica faltando um domingo depois, né? Sei lá. Meio esquisito.

De qualquer forma, marquei roupas para o acampamento, fui almoçar com meu irmão and family (temos um novo integrante na família, dez dias de vida, e morro de tanto apertar a criaturinha mais fofa desse mundo), gravei CDS para amigos (esse negócio de baixar as tais das pérolas da internetis acabou provocando essa demanda) e jantei com meu melhor amigo, aquele que vai cantar no meu aniversário e com quem vou me casar aos 70, caso ainda estejamos sozinhos (pacto feito, só faltaram as gotas de sangue). Tenho certeza de que ele não leva esse pacto tão à sério quanto eu, já que é muito, muito mais romântico e tem sinceras esperanças de encontrar o eterno amor. Eu torço por ele todos os dias, juro. Mas tenho lá minhas restrições à essa prática de colocar "eterno" e "amor" na mesma frase.

7.7.08

Então,

o DJ me convidou para um fim de semana no Rio. Porque eu quereria passar um fim de semana com esse ser humano complicado, vagabundo, casado, eu não sei. Mas admito, estou tentada. Tá bom, podem mandar me prender. Ou internar, acho melhor.

Tenho considerado como a minha prova de fogo. São brasas, que se eu conseguir atravessar descalça e sair sem nenhuma queimadura do outro lado, me darão a liberdade. Eu sei, eu sei, é um primeiro gole que eu nunca deveria tomar. E depois, casados são bad karma. Mas, putaqueopariu, ter virado esse jogo, foi sublime. Fulaninho está babando furta-cor, método ou não método. Mereço o Oscar.

Não fiquem preocupados ainda, crianças. Eu tratei de voltar para o lugar de onde nunca deveria ter saído: a terapia. O grupo. E eu tenho plena consciência de que estou passando pela crise de abstinência. Falta a adrenalina de sempre. Aquela que o meu casamento sempre me deu em doses cavalares, regulares, consistentes.
As pessoas terminam casamentos porque estão entediadas, eu terminei porque eu queria paz.

Eu sei que nesse caso específico, além da adrenalina, tem o jogo, o controle, a disputa pelo poder, o desafio, coisas que também me movem. Doida, eu? Imagine...

É isso. Desabafo feito. Preciso aprender a gostar da paz. Preciso aprender a gostar de pessoas saudáveis. Oremos.

3.7.08

Eu estou só o pó

Olha, deu tudo certo com o trabalho enorme. Mas antes de dar tudo certo, deu tudo errado. E nós trabalhamos sábado e domingo, viramos noites, estamos exaustas. Mas foi um sucesso.
Hoje e amanhã, folga para todo mundo, porque, juro, ninguém merece.
Então, vou sair daqui a pouco e começar a providenciar cousas para a minha festa (sábado, 12) e para o acampamento do Mateus. E para minha casa, que não tem shampoo, não tem pão, não tem nada na geladeira.
E, claro, um vestido novo para usar no dia D, que eu mereço, mereço, mereço.

30.6.08

O Convite

Ficou bonitinho, não? Cliquem para aumentar.

26.6.08

It´s birthday, let´s celebrate

Não, calma. Não ainda. Só no mês que vem. É que eu resolvi fazer uma festa de aniversário esse ano. E com festas de aniversário, sou uma bissexta megalomaníaca. Na maioria das vezes não faço absolutamente nada e de vez em anos, resolvo dar uma festa de arromba. Este é o ano. Preparem-se. Sempre me arrependo quando está chegando perto, muitas providências, muitas despesas, ai, será que não vem ninguém, todo aquele stress pré-traumático. Mas, essa sou eu. E esse aniversário é especial, idade redonda, vida nova, etcetera and all.

Sobre a crise dos quarenta, espero escrever algum dia, se eu tiver alguma crise para escrever sobre, porque além da resolução de manter a idade pública em 39 para sempre, nada mudou (pensando bem, isso não vai dar muito certo, não, porque as pessoas possuem matemática básica, ainda que memória deficiente. Acho que vou ter que dar uma reduzida para uns trinta e seis e ir aumentando de dois em dois anos, sei lá. Pensarei melhor nesse assunto).

Recebi três conselhos de seres humanos do séquiço masculino me recomendando a prática. Todos me sugeriram a permanência abaixo dos 35, com a finalidade de manter-me dentro do target dos hómis do meu target. Eu sei, dá vontade de mandar tomar no cú (com acento) mas, pensando bem, melhor rir , concluir que homem é um bicho idiota mesmo e aproveitar-me do que a genética me deu (risada malévola nesse ponto da narrativa).

E, atenção! Festa com música ao vivo, claro, que festa de Daniela sem música ao vivo da melhor qualidade, tocada pelos amigos músicos (sim, eu tenho), não é festa, não senhor.
E estou há semanas baixando pérolas da internetis para a trilha do acontecimento. Tudo música pré-histórica, anos 70 e 80, claro. Vou até promover um "bailinho". Músicas para dançar a dois (eu sei que essa parte do post quase precisa de tradução para a maioria dos que lêem este humilde blog. Lá nos idos de 1912, as pessoas dançavam juntas. Juro.)
São só seis músicas lentas, escolhidas, peneiradas, outras cortadas com lágrimas de sangue mas, putz, o povo vai se emocionar, garanto.

E, no meio disso tudo, a entrega de um trabalho de seis meses, dois dias de apresentação e show-room montado no nosso escritório, na semana que vem e falta tudo, tudo, tudo.

E Mateus vai para o acampamento no dia justo da festa e tem que arrumar mala e marcar todas as malditas peças de roupa e comprar meias e cuecas e, e, e ... Socorro!

22.6.08

Então na sexta,

eu fui ao aniversário de uma amiga. E depois fomos tomar uns drinks em um bar novo, pertinho da minha casa. Eu sei que essa informação não interessa a vocês em nada, mas estavam lá (na mesma mesa) Sabrina Sato, Júnior (Sandy), Vesgo (Pânico) e um barbudinho que, acho eu, deve ser o namorado da Sabrina.
Só prá constar. Acho que tenho ido aos lugares errados. Independente da tal da mesa.

Ah! Esqueci de contar. Rato número dois, DJ clássico, de volta com força total. Aumentei o nível do meu xadrez, consideravelmente. E tenho salvo as conversas. Quase todas, pelo menos. Quem sabe, um dia, dá um livro. E os amigos me perguntam o que realmente eu quero com esse cara, vagabundo master plus. Eu, sinceramente, não sei responder direito, mas o que eu tenho certeza é de que essa partida me agrada muito e me diverte horrores. Somos páreo um para o outro e devo dizer, isso é coisa raríssima. Os outros ratos (exceção feita ao Marcelo, meu amigo filósofo) não conseguem manter a minha atenção por mais de alguns minutos. Déficit de atenção, eu?

15.6.08

Canto-terapia

E ontem fui fazer uma aula experimental de canto. Juntamente com a Sheila-amiga que marcou a tal da aula. E a quem eu agradeço porque eu teria morrido de vergonha sozinha.

Aulas de canto são uma coisa que eu quero fazer desde sempre e nunca fiz. Tenho um amigo músico que vive dizendo que a minha voz é boa e que eu sou afinada e ti ti ti e tá tá tá mas eu gosto demais de música e tenho um ouvido muito bom para concordar. Então sempre dei milhões de desculpas mas acho que a melhor, é a que eu nunca dou, que é vergonha absoluta mesmo.
Mas amei! Só conversamos com a professora, claro, que é minha xará e canceriana também. Ou seja, outra d'eu, praticamente.

No final ela nos pediu para cantar um pouquinho (ai). Pois então, não sei se ela estava puxando o saco mas ela disse que eu tenho uma voz linda e que ela acha que eu sou contralto(?), o que, segundo ela, é raríssimo (na verdade, depois de uma "googlada", descobri que contralto é a voz feminina mais grave, modelo anas carolinas da vida).
E claro, disse que era um pecado eu fumar.
Bom, como eu não pretendo ser cantora, sei lá, mas as aulas, estou bem tentada a fazer. Além do quê, juro, é praticamente uma terapia.

13.6.08

Diadusnamoradus

Primeiro dia dos namorados sozinha em hum... dois mais três menos um, noves fora, vinte e um anos. Não posso me dar ao luxo de reclamar, não. Eu sei. Então não vou. Ainda mais porque o ex não dava a menor bola prá essas coisas.

E andei conversando essa semana sobre a beleza. E de como a gente gosta de estar com alguém (so called) bunito para se validar. Porque, p*rra, a beleza não serve para absolutamente nada, é completamente passiva. E pessoas que cresceram sendo muito bonitas normalmente não desenvolveram quase nenhuma outra habilidade por falta absoluta de necessidade prática. Há uma fase da vida em que a beleza e a coolzisse abre todas as portas (não foi o meu caso, hein?). Eu sei, estou generalizando mas qual é a graça da vida sem generalizações de botequim?

E toca a fazer uma retrospectiva, puxando pelos farrapos da memória porque, né, faz tempo, Alzheimer em processo. E, vixe! Não é que eles eram lindos, os ex'es do passado remoto? Lindos mesmo. F*deu. Mas para tudo tem perdão, né? Eu sou uma esteta, era nova demais e não sabia de nada, nada, nada. E a vida, ultimamente, tem me dado belíssimas lições (ou rasteiras, dependendo do ponto de vista).

E, falando em beleza, eu juro que adoraria roubar aquela gravura do Picasso da Estação Pinacoteca. Mesmo.

12.6.08

Sai, darling.


Dessa vez , foi a Sheila, que deu a definição perfeita. Muito bom ter amigos inteligentes e divertidos. Se um dia vocês precisarem de amigos, podem emprestar os meus, são realmente de primeira categoria.
Depois de contar os últimos acontecimentos, ela me diz:

Amiga, finalmente você tirou o elefante cor de rosa da sua vida.

E eu digo: tirei e foi simplíssimo.

E ela: Pois é, dá até uma propaganda. O elefante tá lá. Você faz de tudo. Grita, chora, empurra, contrata um caminhão munck. E nada. O elefante permanece firme, forte e cada vez mais cor de rosa.
Aí um dia, você simplesmente olha pro elefante, sorri e diz: Sai, querido. Sai, elefante. E ele sai. Sem mais.

11.6.08

Variadas e Diversas

Ó, só para vocês não reclamarem, eu vou dizer que a história teve mais alguns capítulos. Vou me abster de contar mais por enquanto, porque eu não sei direito o que fazer, tá?
Não se preocupem, está tudo certinho. Quem não é certinha, sou eu. Mas isso, vocês já estão carecas de saber.

E amigo espirituoso é tudo, hein?
Fui à uma festa no sábado. Casa noturna, balada clássica. O amigo supracitado, no fim da noite, define a frequência à perfeição: festa de amigo oculto* da Moto*rola. HUAHUAHUA. Impossível ser mais preciso.

* o "oculto" fica por conta da origem carioca da pessoa, que, por aqui, em terras paulistanas, o amigo é secreto.

E a Su escreve sobre a percepção que os outros tem de nós. Eu sou a rainha. De passar uma imagem enganosa. Falsidade ideológica, praticamente. Não, não é de propósito e só me atrapalha mas a gente precisa se defender de alguma forma e cria umas máscaras que nos acompanham por anos. Para remover, acho que só com cirurgia radical.

7.6.08

Bom, eu prometi

que contaria tudo. Então vamos lá.
Saí ontem à noite com um ser humano do sexo masculino, contato feito através da internet.
(queridos preocupados, tomei todas as precauções: lugar público, amigo avisado, etecetera e tal mas nada disso foi necessário).
Não, não é o rato DJ, claro. Desse mato não sai mais nada.
Eu mudei as premissas do experimento. Agora só São Paulo, e telefone depois de três ou quatro conversas. Digamos que somadas à (para mim) quase que indispensável altura mínima de um-metro-e-oitenta e posse do português básico, não sobram muitos candidatos. Mas. É a vida.
E sabem? Foi muito divertido. O cara é inteligente, agradável e quando sorri, faz uma carinha de garoto que é muito ...(estou aqui há meia hora tentando achar o adjetivo certo e não consegui nada melhor que "fofa").
Well, ele é mesmo uns anos mais novo que eu, mas como disse meu amigo Marcelo: Amiga, você tem que ampliar essa faixa! Ampliada est.
Não completamente ampliada, não; para bom entendedor, meia palavra, etc.
Mas, very nice steps towards.

Veremos. Conto mais, caso haja.
Ou não conto, né, porque estamos correndo o risco de transformar isso aqui no Diário da Bridget Jones, dating after the net.

2.6.08

Morreu Saint Laurent


E eu, que desde que me entendo por gente que gosta e trabalha com moda, tenho como sonho de consumo, um dos seus célebres smokings, deixo aqui, minha homenagem.

1.6.08

Ai, que saco!

Tem gente que não sabe se divertir. E ponto final. E fica bancando de politicamente correta, ecológica, feminista, intelectual, engajada (ou qualquer outra bandeira que carregue) e é simplesmente cega. E completamente chata.
Porque é óbvio que existem degraus de qualidade nas coisas. Dã. Qualquer retardado sabe.
ÓBVIO. Mas também qualquer retardado sabe não esperar das coisas o que elas não estão se propondo a dar e que porcaria faz parte intrínseca da vida e pode ser muito, muito divertida. Menos pretensão e mais diversão, esse é o lema.
Filme ruim, às vezes é ótimo. Livro ruim também. Música ruim, então, quando no contexto? Excelente! Você sabe rir, querida?
Feminismo dentro do quarto de dormir? Ah! Vai te catar! São brincadeiras, amor. FANTASIAS.
Depois você vai embora do motel e paga a conta. E pega sua bolsinha e vai para a sua casa. Pronto. Feminismo suficiente?
Desculpa, gente. Vocês não tem nada a ver com isso. Mas é que eu leio umas coisas por aí, de vez em quando, que putz!, me irritam muito.

Eu tiro as fotos






e depois fico com preguiça de baixar do celular, mas aí está:

A Parada - vista exclusiva do apartamento do meu irmão
(clique para aumentar)

30.5.08

Só prá constar

Ontem fui jantar com a mulherada poderosa. Um lugar muito gostoso, comida boa. Um pouquinho expensivozinho, mas vale a pena - Sal Gastronomia.
Menos mulheres presentes, então deu para conversar melhor. E, conto, por cima, a história do rato/sedução e tem gente que não acredita. Acha que é coincidência. Que o cara não estava usando técnica nenhuma, não. Tem pai que é cego. The devil does not exist. Evil does.

E o ex está aqui de novo. Portanto é uma semana complicada. De novo.
Acho que preciso voltar para a terapia, hein. Que eu abandonei no final do ano passado.
Que saber das coisas não resolve nada, não. Preciso é mudar padrões de comportamento. Hipnose, talvez? Seria mais simples.

E eu não tenho falado sobre nenhum assunto sério há séculos. Minha vida não tem me permitido seriedade, por ora. Desculpem-me.

24.5.08

Sorry, prometo. Nunca mais um post tão longo.

Então, a história é longa. Eu (retardada, como sempre) não estava percebendo o padrão ou então não há padrão, vai saber, sei lá.
O pobrema é a gestalt. Que resolveu se instalar na minha vida assim, de uma forma, digamos, muitíssimo estridente.

Começou com o tal do DVD que meu amigo me emprestou. Um café filosófico. Tema: A paixão nos tempos modernos. Mas na verdade falava de Don Juan e Casanova e os estilos de seduzir, eteceteras e tal. Prestei muita atenção, não. Até dormi num bom pedaço. Mas.

Depois foi o rato. Que eu sinceramente desconfiava que fosse um DJ clássico (Don Juan, né, não aquela pessoa que coloca musiquinhas).

E conheci outro cara na internet, que ficou deveras meu amiguinho e está fazendo doutorado em filosofia e virou meu conselheiro-mor para assuntos aleatórios-paquerísticos-virtuais. E ele me contou que conviveu por um ano com um DJ típico. Não um natural. Um construído mesmo. Com as mais perfeitas e maquiavélicas técnicas de como fazer amigos e claro, influenciar muitas pessoas e comer muitas mulheres. Todas. E dominar-lhes a alma (o que segundo o meu amigo é o objetivo dessas pessoas, só sexo não basta, não, qualé a graça?). Ele foi confidente do cara, que contou a vida para ele. Acho que estava em crise. Segundo ele, o cara é um gênio. Mestrado, doutorado, Phd (de verdade) em história, ciências políticas, filosofia. E é uma figura pública que há muito, seduz as massas. E quem será, hein? Tenho meus palpites.

Aí viagem. Minas. Livraria. Preciso de livrinho leve e divertido para a viagem. Exposto lá na livraria: O Jogo - A Bíblia da Sedução e a Sociedade Secreta dos Mestres da Conquista. Uia. Coincidência? Sei lá. Comprei. Bem mal escritinho ou mal traduzidinho; conta a história de um jornalista do NYT, nerd total, fracasso sociar e sexuar, que conheceu um desses mestres, que foi com a cara dele e resolveu ensinar. E o cara começou um ano sabático (rá) , andando atrás dos mestres da sedução e aprendendo tudo o que havia para aprender e mais um pouco. Ele cita alguma literatura no livro. Então.

Trigésimo nono capítulo (me desculpem pelo tamanho deste post-livro mas isso está acontecendo há algum tempo, eu é que não tinha juntado as pecinhas): Vou almoçar na casa de um amigo. Que é um especialista na arte mas eu nunca tinha observado direito para notar que ele usa as famigeradas técnicas. E em cima da mesa, um livro. Não era novo. Bem lidinho até. E, pasmem. Era um dos livros indicados pelo nerd lá do NYT. A Arte da Sedução do Robert Greene. Emprestei, né? Lógico; o Universo conspira e etcetera, porque ne c'est pas possible.

Bom, gentes. Impressive. Really. Ri muito lendo o tal do livro. Porque o rato usou todas as técnicas que estão descritas lá, à perfeição. Só que eu não respondi a contento. Inclusive, sem querer, eu mesma usei várias e acho que f*di com tudo. Pobre da pessoa. Porque o nosso xadrez foi de mestre, posso agora notar. E, só para concluir de vez a experiência, ele era ao mesmo tempo um DJ clássico e está, classicamente, apavorado. Fiz um último teste, com a ajuda inestimável do meu amiguinho e o rato pulou certinho com o choquinho ( na verdade, foi um queijinho e ele não pulou). Assustador viu, crianças? Esse negócio não é para pessoas de estômago fraco, não.

Coisa é o seguinte: deuses querem que eu aprenda alguma coisa sobre esse negócio. Só pode ser. E eu, quando resolvo aprender alguma coisa, sai da frente. Amazon Books, pode se preparar, darling.

Mas o resumo da ópera (enfim, podem pular de alegria) é o seguinte: como diz o cara da bíblia: I see the Matrix. Completely. O que será de mim agora? Vou usar essas tequiniques, não, hein, medo. Fiz uns testinhos ridículos que resultaram em cinco números de telefone de seres humanos do sexo masculino, só nesta semana. Vejam vocês.

Minha amiga Sheila diz que eu tenho que escrever um livro e contar a experiência do rato e decodificar as minhas leituras e etecetera e tal, mas livro? Sei não. Talvez um outro blog. Pensarei no assunto. Pena, pena, pena que eu não salvei as conversas/lab reports porque daria uma bela edição comentada.

19.5.08

O fim de semana todo

de cama com gripe. Que, com certeza, neste inverno, deve ter o nome do travesti do Fenômelo, que graças a deus eu não sei qual é. E todas as piadas subseqüentes, do tipo: te derruba, você acha que é uma coisa e é outra muito pior, etcetera etcetera etcetera. Se o povo brasileiro dependesse de mim para inventar piadas, estava perdido.

Hoje à noite vou prá Minas trabalhar. Fico dois dias. Vejo vocês na quinta.

16.5.08

Pideits

Nas duas últimas noites, dormi, dormi, dormi. O sono dos justos ou dos que inventaram que terça e quinta são os melhores dias para sair nesta cidade cinza.
Hoje, juro, só vou ao teatro. Nem sei o nome da peça, porque vou com uma amiga que ganhou os convites. Mesma amiga que providencia convites para as festas da Adidas, etc and all. É como eu sempre digo, bom mes é ser amigo do rei.
Amanhã, no entanto, é outro dia e veremos.

Quanto ao Don Juan, missing. Chamei duas vezes, ele não me respondeu. Não é a primeira vez que ele faz isso mas p*rra, cansei. Das alternativas possíveis para esta atitude, nenhuma me interessa.

A) Jogo
B) Medo
C) Desinteresse
D) F*da-se

Fiz um X na D.

Tem outros ratos no experimento ainda mas, nada tão interessante ou divertido. Que era o objetivo desta experiência, em primeiro lugar. Esticar os músculos e me divertir.
Andei "adicionando" mais espécimes mas acabo me perdendo. Preciso caprichar mais nas minhas anotações e lab reports. Ou desistir do experimento por completo. Depois eu conto.

14.5.08

Esse negócio

de sair durante a semana, está me deixando destruída. Tenho mais idade prá isso, não, amigos.
E ontem, mais uma festa da Adidas, dessa vez com a temática "Blue Note". Jazz, com a banda do Bocato e a Ana Cañas. Open Bar. Façam seus cálculos.

Bom, dessa vez vocês erraram. Porque eu bebi pouco e voltei cedo. Assim que acabou o show.
Depois desse último fim de semana, em que eu saí na quinta, sexta e sábado, juro, preciso aprender a priorizar. Guento mesmo não. Essa solteirice vai acabar me matando.

7.5.08

Eu sei que vocês querem novidades

Mas eu não tenho. Not really. Continuo conversando com o ser humano do sexo masculino pelo eme-ésse-ene. Não, ainda não nos conhecemos. Sim, já estou de saco cheio. E ainda não pude de fato concluir se ele é um Don Juan clássico ou se está "apenas" morto de medo. O que também não deixaria de ser clássico. Diz ele que vem depois do dia 10, quando começam as férias (dele, claro). Mas não sei não, caros amigos, não acreditem piamente, porque eu mesma, não acredito. Quanto à mim, acho que perdemos o momentum, realmente.
Há umas três semanas atrás, teríamos tido um fim de semana bem divertido, isso eu posso garantir. Agora, já não sei mais.

E, amigas do sexo feminino, tem um livro que vocês tem que ler. Eu sei que eu vivo indicando os livros do Flávio Gikovate e que tem gente que não o suporta, mas esse, esse vocês precisam ler. Para mim, foi uma revelação (momento Peggy Sue aqui, ai se eu soubesse disso tudo). Homem: o Sexo Frágil? Leiam. Leiam. E me escrevam, please, relatando suas impressões. Deveras importantérrimo que troquemos informações sobre o tema.

Uma frasezinha aqui que me desanimou por completo mas fazer o que né? Realidade acima de tudo. E a gente já sabe mas finge que é lenda urbana.

..." algumas palavras a mais acerca da dificílima posição na qual ficam as mulheres muito ricas em qualidades. Mulheres inteligentes, capazes de ganhar decentemente a vida através de uma atividade profissional destacada, bonitas e joviais e ainda atraentes e desinibidas sexualmente, se vêem numa situação extremamente delicada, pois no mais das vezes os homens, em virtude de suas inseguranças, fogem delas como o diabo da cruz." F.G.

E isso não é por causa do trabalho, não. Ele diz, na verdade, que o trabalho veio a desequilibrar mais ainda uma balança que já estava desequilibrada. Porque eles já se sentiam inseguros antes.

F*deu, né, people?

6.5.08

Meio e Mensagem


Dia desses escrevi essa estorinha para uma pessoa específica. Como ele me deu autorização, aqui está. Eu sei que não sou escritora e que o estilo é um plágio descarado da Marina Colasanti mas serviu bem ao propósito. Ele entendeu perfeitamente.

Asas

Durante muitos anos, eu me sentei naquele banquinho.
De quinze em quinze dias, cuidadoso e delicado, ele me aparava as asas.
Nos olhos dele eu via apenas o amor e não o medo.
No início, doía um pouco, mas ele limpava o sangue do chão frio de azulejos e secava minhas lágrimas com beijos.
Com o tempo, e as cicatrizes, foi ficando mais fácil. Rotineiro, até. Fazer as unhas dos pés, cortar as asas.


Claro, veja, era para o meu bem, onde já se viu? Uma mulher com asas?
Cordata e obediente, eu deixava que ele me transformasse em uma mulher perfeita.
E levasse o meu riso com ele, bem guardado, em um porta-jóias dourado.
Para ser usado em ocasiões especiais, feito anel de brilhantes em cofre de banco, só saindo em dias de festa.
Com o passar do tempo, às vezes, ele se esquecia, e uma pena ou outra teimava em aparecer.
Rapidamente arrancada por ele ou por mim mesma.


Hoje elas crescem de novo.
Desordenadas, confusas, espalhafatosas, algo difíceis de manejar.
Então, por favor, não me peça para dizer palavras que eu não posso dizer.
Nem fazer promessas que eu não posso fazer.
Porque o que eu preciso mesmo, é que você me alimente.
Ambrosia aos montes, da sua mão para a minha boca.
E depois,depois que eu conseguir voar, depois você pode pedir tudo.

3.5.08

My Blueberry Nights


Just loved it.

Loas

Meu tipo de trabalho envolve uma boa dose de vaidade. Na verdade, acho que todos envolvem, mas trabalhar com criação, mexe com o ego, às vezes de maneira insuportável. E com inseguranças.
Dia desses assisti à entrevista da Maria Adelaide Amaral na Marília Gabriela. E ela disse que quando estava empacada no final da última minissérie, não conseguia escrever mesmo, bloqueio total, dizia para si mesma: Maria Adelaide, você não sabe escrever. Você é uma fraude e agora todo mundo vai descobrir.
Bom, é só botar Daniela no lugar. Eu sempre me senti desse jeito. Não o tempo todo, é claro, porque quando você faz um trabalho bom, quando você pega no lápis e a idéia vem, é o extremo oposto. Você se acha um deus.
De uns tempos pra cá, tenho mudado essa minha relação com o trabalho, tenho me importado bem menos com os elogios e tentado diminuir a minha dose de perfeccionismo.
Eu não preciso mais escutar que eu sou inteligente, talentosa, competente. Trabalho há vinte anos, isso eu já sei.

Daqui prá frente, só quero escutar uma coisa: Daniela, você é linda! :)

2.5.08

Fal, Fal, Fal

Ela diz tudo. Lindamente. Tudo que a gente sente e queria saber dizer e não sabe. Melhor nem tentar.
Vou colocar um pedacinho aqui, mas você vai lá, prá ler inteirinho.


..." O que gostamos de chamar de nosso ato de bravura e rebeldia, mas que não é, é puro medo, medo do novo, do desconhecido, do que pode revelar algo sobre nós e que nós - ah, definitivamente - não queremos conhecer. O que não assegura nossos passos, o que não nos dá garantias por escrito, o que não lavra a escritura, o que não checa documentos, o que não segura nossa mão."

" O que nos desafia, o que nos revela, o que pode ou não pode vir a nos machucar, o que ameaça nosso comodismo, o que perturba o status quo, o que tem sotaque, o que usa roupas esquisitas, o que tem um corte de cabelo estranho, o que cheira a curry, o que come coisas diferentes do que comemos, o que cheira dum jeito diferente, o que é apenas, o que não é da nossa vila, do nosso bairro, da nossa lista de e-mails, do nosso pequeno mundo, do nosso quintal, da nossa família, de dentro de nós, de dentro de nós, de dentro de nós."

Quer mais? Vai lá.

Once


Pequeno, delicado, encantador.
Adorei.

E recomendo também, (quem não tem paciência pode pular os primeiros capítulos), o livro novo do Flávio Gikovate - Uma História do Amor, com Final Feliz.
Ah... e A Praia (On Chesil Beach), do Ian McEwan.

1.5.08

Atualização do sono

Passei três dias em Blumenau. Visitei seis fábricas. Cheguei ontem à noite e pretendo usar este dia-feriado para uma atualização completa do sono. Porque amanhã eu trabalho. Gostaria de saber cumequié qui eu vou dinamizar a tal da libido desse jeito. Hein, Personare?

27.4.08

ES-PE-TÁ-CU-LO!!!!!!!

Essa Virada Cultural. Não tenho uma palavra melhor.
Orgulho sem tamanho dessa minha cidade. O espaço público sendo aproveitado dessa maneira, como deveria sempre ser.
E o que é aquele Vítor Araújo, hein? Uma noite maravilhosa, uma praça, um piano de cauda. Lindo demais.

25.4.08

Mulheres Sensacionais

Inspirada não estou. Devia estar mais para poder falar delas, mas dormi muito pouco. Muito vinho às quintas-feiras, definitivamente prejudica o raciocínio lógico do ser humano.
De qualquer forma, estive ontem em um jantar com mulheres poderosas. É um grupo que se reúne de vez em quando, para um networking básico mas sobretudo para trocar experiências e claro, jogar conversa fora, comer bem, beber e dar risada, que ninguém é de ferro.

São empresárias, executivas, escritoras, tem um pouco de tudo. Algumas realmente poderosas, inclusive com condições de influenciar e mudar as coisas em grande escala.
Maravilhosas! Histórias de vida sensacionais. Ontem resolvemos até fazer um livro com as nossas histórias mas, como naquela altura, já havíamos bebido demais, sabe-se lá se esse livro sai.

Em junho, se não me engano, uma delas (que é a maior aglutinadora que eu conheço) vai promover um encontro de mulheres com diversas palestras. Prometo que aviso vocês. Definitivamente vale a pena participar.

22.4.08

Tremeu aí também?

Não sei onde vocês moram, mas aqui em SP perto da Paulista com Rebouças, no meu apartamento no terceiro andar, há dois minutos atrás, tremeu. De verdade verdadeira verdadeiríssima. A mesa do computador tremeu, o monitor tremeu, o chão tremeu.
Que será isso, meusdeuses? O fim do mundo se aproxima, hein?

Uia! Um mês, hein? Da tal da dinamização. Quem sabe agora, com os astros a favor?

Dinamização da Libido


Entre os dias 22/04 (hoje) às 15h54 e 21/05 às 0h06, o planeta Marte estará formando um ângulo harmonioso em relação ao planeta Vênus do seu mapa astral, Daniela. Este tende a ser um período particularmente positivo para o sexo, o prazer, uma fase em que você provavelmente sentirá que está irradiando um magnetismo pessoal maior, e de fato estará... Convém aproveitar o momento, circular mais, fazer-se ver, exibir-se um pouquinho não faz mal ninguém, afinal de contas.

O magnetismo pessoal irradiado neste momento vai bem além da mera esfera sexual, entrando em todas as suas áreas sociais, do trabalho às amizades. As pessoas estarão percebendo em você um "tesão maior" para fazer as coisas, uma percepção de que você estará tendo mais prazer em viver a vida. E você, é claro, poderá contaminar positivamente os outros com esta qualidade, neste momento.

Redobre a atenção no período que vai de 09/05 até 16/05, Daniela, pois a Vênus celeste estará estimulando positivamente também o seu Marte. Nestes dias, boas coisas podem ocorrer no que diz respeito às suas questões afetivas e sexuais. Seu magnetismo pessoal estará com a corda toda! Que tal se produzir e ir à luta? Você está no seu momento, afinal!

21.4.08

Errata

Na balinha do convite está escrito: para ter a voz de Marvin Gaye. Whatever. Só prá Sheila não dizer que eu errei o texto das balas.

19.4.08

A minha história com o Chico Buarque

Depois de ler o post dela sobre o Chico, fiquei pensando na minha paixão por ele e claro, na paixão de quase todas as mulheres por ele. Eu vivo chamando o Chico de Príncipe das Madas, porque, gente, concordemos, o cara é um problema ambulante, beberrão, mulherengo mas aqueles olhos azuis, aquela cara de bonzinhomepõenocoloplease, ninguém resiste. Mas claro, o principal são as letras. Porque a gente acha que se ele entende tanto de mulheres assim, putz, tem que ser o cara. E imagina? Uma música com o meu nome? Nossinhora, a glória.

A minha história com ele vem desde a infância. Das fitas K7 ouvidas durante as longas viagens para o interior, de carro, família toda, férias. Eu e a minha irmã, cantando em coro: Mulheres de Atenas e O Meu Amor e a minha avó paterna dizendo que isso não era música prá crianças, não era não, de jeito nenhum e vamos colocar a fita da Vila Sésamo, já, imediatamente.

Quando tinha uns quinze anos, fui ao Rio com a minha mãe e o Adalberto, meu amado pai-padrasto. Ela tinha qualquer coisa de trabalho para fazer por lá, então fomos a tiracolo, passar o feriado.
E, compramos ingressos para o show do Tom Jobim no Canecão. Estávamos na fila, lá fora, e a minha mãe diz: olha, é a Marieta Severo! Bom crianças, olhei prá trás e meu coração parou. Porque atrás de mim, na fila, colado em mim, a meio metro, os malditos olhos azuis.
Pronto, daí em diante, o que era paixonite virou amor eterno. Forever and beyond.

O show foi maravilhoso e o Tom pediu que ele subisse ao palco para cantar Anos Dourados. Ele esqueceu a letra, claro. E fez aquela carinha de coitadinhomeadotamepeganocoloagora. E o sorriso tímido, o sorriso tímido não podia faltar. Derreteu todas as mulheres e homens presentes.

Chico, eu também te amo.

E como para todas as épocas da vida, existe a música do Chico perfeita: Samba do Grande Amor. Eu e o meu coração de fiador.

PS- upideite - o cara (aquele mesmo que eu nunca vi, nunca comi, só ouço falar) me deu um banho de filosofia, depois disse (crianças presentes fechem os olhos aqui e coloquem a fita da Vila Sésamo) que quer me comer de todos os jeitos possíveis e depois, (claro, né Mary?) deu uma bela mijada demarcatória me pedindo para "esperar" ele vir me ver. Não sei se era para eu achar bonitinho essa história de ciuminho mas eu não achei, não.

17.4.08

Cheguei

de uma viagem de dois dias para Minas. E para vocês que acham que o meu trabalho é muitíssimo glamouroso, vejam só: duas noites praticamente passadas no ônibus (não, não tem avião prá lá) e uma no hotel com crise de enxaqueca. Beleza. Agora são 9:30 da manhã, estou em casa, pretensamente para descansar e dormir e cadê o fdp do sono?
Mas a minha irmã chega hoje de Florianópolis e fica até segunda. O que me deixa tão, mas tão feliz, que conserta todo o resto.

E os deuses conspiram crianças, porque eu tinha uma mega festa de uma marca de esportes com show da Paula Lima incluído na terça, uma festa inspirada na Motown. Vocês tinham que ver o pacote de balinhas de menta que vieram junto com o convite. Com uma imagem do Marvin Gaye e os dizeres: para você cantar melhor. Pois então. A pessoa que vos fala, que ama ama ama black music, estava em minasgerais em companhia de uma lindíssima enxaqueca. Mereço.

E, claro, não cumpri a promessa. O que com certeza contribuirá. Com certeza.

14.4.08

Uia, ela voltou!

A minha amiga concentração. Porque comprei um livro ontem (estou trapaceando, eu sei) e li de uma sentada. Ou duas, vá. Será que agora posso me liberar da minha promessa? Tá, tá, tá. Já tinha comprado dois outros na sexta-feira mas um era presente e o outro é um livrinho de bolso do Mario Quintana, então esse não vale. Não vale, não. Decidi que não vale e pronto.
Vamos fazer assim, Daniela, como você vai viajar hoje e em quartos estranhos de hotéis estranhos, você precisa ler alguma coisa, leve aqueles que não estava conseguindo terminar. Dois.

Caso eu venha a cumprir esta tarefa, crianças, estarei liberada da promessa de não comprar mais livros. Porque eu não cumpro essa promessa mesmo e ficar descumprindo promessas deve trazer consequências terríveis para a vida da pessoa. Bad karma. Total. Você nunca mais fará séquiço nesta vida, Daniela, porque não cumpre suas promessas ou qualquer coisa parecida.

13.4.08

Papo de Homem

Estou completa e totalmente viciada no blog-revista Papo de Homem. Tenho chorado lágrimas grossas de tanto rir. Cheguei lá, via post do Alex no LLL. Eu, como a Suzana (que certa vez escreveu sublimemente sobre isso), adoro meninos, o seu humor e sua forma de ver o mundo.
E tem um plus: é uma janela aberta para a psiquê masculina. O que não deixa de ser muitíssimo útil.

12.4.08

Fulano de Tal, acabou de entrar

Olha, gente,
tenho que ser sincera com vocês. Porque eu sempre fui. A minha brincadeira com o rato número 2 já aumentou muito de proporções. Cuspi prá cima e caiu na testa. Não sei aonde isso vai dar porque continua sendo uma relação virtual mas estou que nem a propaganda do Estadão, tendo que rever os meus conceitos. (Eli, amigo querido, não sei se você tem passado por aqui mas, se tem, deve estar às gargalhadas e dizendo: sincronicidade, sincronicidade).

Aliás, rever conceitos tem sido a frase de ordem, ultimamente.

Eu que sempre disse que era uma pessoa da vida real, admito. A internet também é vida real** apesar de ter uma textura completamente diferente.
Não, ninguém vai me encontrar morta diante do computador, após dias sem comer e beber mas o meu nível de interesse e envolvimento com o objeto, já contaminou a experiência há tempos.
É uma paixão inventada, claro. E construída mutuamente. Portanto, provavelmente, muito mais bem adaptada aos nossos desejos, fantasias, expectativas. Só que o que se pretendia que fosse apenas isso e que se mantivesse nessa realidade paralela, começa a projetar sombras sobre as realidades individuais que existem fora deste espaço*.


* Mary, você realmente tem razão quanto à demarcação de território. Engraçado que isso também ocorra virtualmente. Muito me espanta. Ou não. Porque as nossas naturezas se manifestam em qualquer realidade. Apesar da evidente "vantagem" do anonimato e da construção de personas aperfeiçoadas que a internet permite.

** "A proximidade virtual e a não virtual trocaram de lugar: agora a variedade virtual é que se tornou a "realidade" (...). A proximidade não-virtual termina desprovida dos rígidos padrões de comedimento e dos rigorosos paradigmas de flexibilidade que a proximidade virtual estabeleceu. Se não puder imitar aquilo que se transformou em norma, a proximidade topográfica vai se tornar um "ato de transgressão" que certamente enfrentará resistência. E assim se permite que a proximidade virtual desempenhe o papel da genuína e inalterada realidade real pela qual todos os outros pretendentes ao status de realidade devem se avaliar e ser julgados".
Zygmunt Bauman em Amor Líquido.

11.4.08

E prá quê que a gente precisa de terapia?

Se pode fazer um testinho aqui.
E o purtugueis de Purtugal, hein? Amo.

Como aborda os homens?
Destinado a adultos do sexo feminino

A Escolhida

É a mulher que os homens notam após um segundo olhar. A sua aura sensual é como um perfume leve que a rodeia mas que não tem cheiro intenso. As pessoas precisam de estar perto de si para a sentirem.
O seu efeito é súbtil porque cultiva e limita e sua sensualidade. Se cravar algo doce, será certamente uma certa marca de chocolate. Se não consegue o que quer, prefere não ter a gratificação. Os seus sentimentos por homens é igual.
Não procura uma conquista rápida mas um encontro mais certificado. Contudo, perde muitas experiências expontaneas. A sua cabeça é como um computador, a filtrar tudo o que experimenta em "bons" ficheiros ou "maus" ficheiros.
Para si, a sensualidade é expontanea. Por exemplo, será acidental que um contacto de olhos momentâneo faça o seu coração disparar, paralizar a sua cabeça, e criar um sentimento de euforia. Os homens admiram-a, mas normalmente, eles não se atrevem a ter algo mais consigo. Eles acham que alguém que consiga controlar os próprios sentimentos como você, tenha a capacidade de também controlar os de outros.

Então tá, né... eles é que estão dizendo



Abrir-se ao novo é importante!

Temos aqui o 7 de Copas como seu arcano conselheiro neste momento, Daniela. O Tarot sugere que este momento é propício para que você abra seu coração para o conhecimento de pessoas novas que surgirão, revelando novas possibilidades afetivas. Isso não significa necessariamente que você tenha que abdicar do velho em sua existência, nem que tenha que cair na farra de uma forma excessiva, mas que talvez seja necessário que você atente para o fato de que curtir com outras pessoas pode oferecer uma perspectiva nova, que até mesmo melhora suas relações antigas. Isso não implica em obrigatoriamente fazer sexo ou namorar outras pessoas, mas no mínimo sair com outras figuras, conversar com gente que gosta de você (até mesmo apenas amigos) e ter uma melhor perspectiva de si através do olhar dos outros. Converse com as pessoas, ouça o que elas têm a lhe dizer, permita-se perceber como uma pessoa sedutora e querida. Ainda que você não faça nada, não deixa de ser uma experiência boa para o seu ego.

Conselho: Aprenda a exercitar a arte da sedução.

9.4.08

Filhos... porque não tê-los?

"Mãe, você engordou?"
"Não, filho, tô até mais magra."
"Então você tá mole"

8.4.08

Então

ontem à noite eu cortei a última veia. Que me ligava à ele. Quando ele perguntou se não havia nenhuma possibilidade de envelhecermos juntos. Eu disse: não sei. Ele me disse: não diga não sei porque o futuro não existe, é hoje. Eu disse: então não, hoje não há.

E não sangrei até morrer.

5.4.08

Como nossos pais

E o Mateus saiu ontem para sua primeira "baladinha" (sic) noturna. Mamãe, aqui, ficou esperando acordada, agoniada, preocupada. É claro que eu sabia que este dia iria chegar mas, juro, gente, não é fácil, não.

4.4.08

Séquiço and de módern deis

Eu sempre achei que o se*xo, depois dos anos 60, ficou meio overrated. Antes dessa época (e do Kinsey e do relatório Hite), o pobre estava confinado entre quatro paredes. Mudo, tímido, ingênuo e complexado. Praticamente um nerd. Mas depois, ah... depois... Virou O assunto. E eu achava um exagero, sinceramente.

Percebo hoje, que analisava o se*xo de uma posição muitíssimo privilegiada. Porque o casamento é, caros amigos, uma posição privilegiada. Apesar da propaganda enganosa que rola por aí. Mais e melhor, é no casamento mesmo. Ou em qualquer relação estável, onde a intimidade prevaleça.
Está sempre ali, literalmente ao alcance da mão. Muito fácil olhar com estranheza para o desespero com que as pessoas buscam, e correm, e suam a camisa, atrás de uma noite de prazer fugaz.
Bom..... Experimente não ter.

Não que eu tenha mudado completamente de idéia. Não é isso. Mas estou aprendendo uma nova lição de humildade. E reconhecendo que, talvez, eu não seja tão diferente assim.

3.4.08

Dilema

O ex foi embora na terça de manhã e ontem à noite, me liga, dizendo que tem uma entrevista aqui em SP, portanto precisa voltar nesse fim se semana para ficar mais uns três ou quatro dias.
Eu sei que um relacionamento civilizado entre nós é importante, tanto para o Mateus, como para minha própria sanidade, mas esta última vinda me deixou muito mal. Como diz a minha amiga Marcia, quando a gente separa, tem que SEPARAR.
Claro que o correto, pelo menos por enquanto, seria ele ficar em outro lugar. Mas ele está procurando emprego e sem grana nenhuma. Vou prá casa da minha mãe e deixo ele aqui, em casa, com o Mateus?

1.4.08

Sexy is out!

Minha grande amiga Cláudia (que, de quebra, é casada com meu Tio Luis) me liga e diz que viu as fotos do rebento no Or*kut. Menciona uma, em especial, e diz que estava sexy.
E eu:

"Mateus, a Tia Cláudia tá mandando beijo e dizendo que a sua foto no Or*kut tá sexy."

"Sexy, mãe? Mas sexy não é uma coisa dos anos 70?"

HUAHUAHUAHUA. Quase morri.

31.3.08

A semana cobrou seu preço

A festa foi ótima mas eu não vi quase nada. Resultado de não ter dormido. Ter saído para caminhar durantes horas pela manhã para tentar "desagoniar". Ter tentado resistir à dor, a semana toda.
Tomei duas doses de uísque e as paredinhas que eu construí cairam todas. Chorei e fui dormir.
Melhor assim. Quem manda beber quando tá triste? Ontem passei o dia inteiro trancada na minha caverna/quarto. O aperto no coração não passa. Quero colo.

27.3.08

Alguém aí



quer me dar esse livro de presente? Pú favô... plis...
Os livros se acumulam na minha mesinha de cabeceira. Não tenho conseguido ler nada. A concentração que eu sempre tive, foi passear e não voltou mais. E eu prometi à mim mesma, que não compro mais nada até ler, pelo menos, a metade da pilha. Então, f*deu, né? Porque eu continuo namorando os livros e eles me retribuem os olhares.

Semana difícil, difícil. Ansiedade máxima, trabalho emperrado, Mateus doente, ex chegando hoje (ele sempre muda a data da vinda) e, claro, festa no sábado. Que os deuses se apiedem de mim.

24.3.08

Tem dias

em que, contrariando todas as minhas convicções, minha única vontade, era ser madame mesmo, teúda e manteúda, ou coisa que o valha, qualquer situação onde eu não precisasse trabalhar nunca mais. Porque é f*da!

It's holiday, let's celebrate

Espero que vocês tenham se divertido muito nas suas viagens. Porque eu fiquei em SP, trabalhando. O dia em que vocês resolverem chutar o pau da barraca e serem donos do próprio negócio, pensem nisso. Trabalha-se quando se tem trabalho. Não tem férias, nem décimo-terceiro, etc and all.

Jantei com meu best friend na sexta e rolou uma pizza no sábado com duas amigas. E foi só, queridos amigos. Nada de fortes emoções nesse feriado do coelhinho.

Ex deveria ter vindo ontem para passar 3 ou 4 dias (o que serviu para me deixar a semana toda ansiosa) aqui, em casa, com o Mateus. Não veio. Disse que vem na quarta e vai passar o fim de semana. O da festa. Acho que ele fareja, não é possível.
Ou então os deuses conspiram, para me transformar em asceta.

E a história do Ke*anu Ree*ves, bem, mordo a língua. Porque o cara disse que vem, em Abril, para me conhecer (não sei se eu havia dito que ele mora em outra cidade, o que tem sido deveras conveniente).

E agora, Daniela? Meda. Meda. Meda. E velgonha, claro. Quem mandou, né?

19.3.08

Relatório de Pesquisas

Tenho acrescentado mais ratos ao meu experimento. Não sei o que eu estou aprendendo com isso mas tenho me divertido. Continuo preferindo o meu segundo rato, aquele que já mencionei. É o mais inteligente, pula nas horas certas, fica amuadinho quando não ganha a comidinha, faz uns truquinhos sensacionais e claro, é fã do Rubem. Continua me mantendo interessada. Ponto prá ele. Só não digo que estou apaixonada porque isso não existe. Talvez seja comparável à uma paixão pelo Ke*anu Ree*ves, por exemplo, no quesito possibilidade de fazer parte da vida real.
E a vida real urge, amigos. As cores são mais vivas.

Os ratinhos são muito engraçados porque fazem uma série de exigências mas se você acertar o sabor do queijo, eles esquecem tudo e pulam do mesmo jeito. Choques funcionam também. Sinceramente, não achei que me divertiriam tanto. Devo estar ficando doida. Mais.

18.3.08

Fólou-api

Não, a festa não aconteceu ainda but they tricked me. Into a sort of blind date. Não é, Sr. Paulinho? De qualquer forma, algumas coisas não são passíveis de serem inventadas ou fabricadas. O cara é uma graça mas o quociente de atração física entre nós foi zero. The quest goes on.

16.3.08

HUAHUAHUAHUA

Assistindo a Sony (tem crase nesse a? Sony é feminino? Nunca sei).
Intervalo com uma chamada do Desperate Housewives. Que eu assisti no começo
mas não vejo mais. E a menina, filha da Bree, gravidíssima, faz cara de susto e diz:
"I think that my water just broke"
e a legenda diz:
Acho que quebrei o encanamento.

Não, amigos, ninguém merece.

12.3.08

Quarta-feira

e a semana que prometia, está cumprindo. Meu nome é trabalho.

Ah! Mas temos boas notícias! O cara pagou uma parte do que devia hoje e disse que paga o resto amanhã. Inclusive antecipando uma grana que ele só deveria pagar no dia 20. Nem acredito.

Monotema, monotema...

Acabo de chegar à conclusão de que não tenho mesmo saco para esses joguinhos amorosos cibernéticos. Tenho mantido uma chama piloto mas juro, me custa muito. A esperança deveria ser a última que morre mas o que fazer quando a paciência já está mortinha da silva, hein?

E morro de rir, porque as pessoas se mobilizam. Para me desencalhar, quero dizer.

A doida da minha amiga (cuja ousadia, ela só põe prá funcionar pros ôtro), chegou a pedir o cartão de um fulano, em uma festa em que estávamos na sexta passada, só porque eu disse que o cara era interessante. E fez um monte de perguntas, totalmente embriagada de champanhe grátis . E me desafiou a escrever um e-mail prá ele.
Então eu escrevi pedindo desculpas pela doida (só prá jogar na cara dela, claro), achando que o cara nunca ia responder.
Claro que respondeu, né? E a anta aqui, paralisada de vergonha.

Meu melhor amigo está organizando uma festa na casa dele, para me apresentar um tal que ele diz que é um cara muito legal. E já cantou a bola pro cara, né? E eu? Lógico, queridos. Morta da Silva de Vergonha Sauro.

Aguardemos os próximos capítulos.

10.3.08

Segunda-feira

e eu já me sinto exausta. A semana promete.

Anunciação, querida, estou tomando todos os cuidados possíveis. Nome falso, e-mail falso, eme-esse-ene falso. Podiam me enquadrar por falsidade ideológica.
Não se preocupe, é só uma experiência científica. Me comove saber que você está aí, tão longe e se preocupando comigo. Esse sim, é o verdadeiro milagre da conectividade. Obrigada, de coração.

O nosso maior cliente não está pagando direito. O que está nos deixando em uma situação muito, muito complicada. Contas se acumulam. Continuamos acreditando nas boas intenções dele mas, sinceramente, não sei se os credores estão interessados nelas.

Se eu botar um anúncio no jornal: procura-se: friend with benefits, no strings attached, curriculum para rua Shalalá, 312; será que eu recebo algum?

8.3.08

Então

eu continuo conversando com o cara pelo eme-esse-ene. Shoot me.
O cara é genial. Muito, muito esperto mesmo. E me matou na segunda conversa quando eu perguntei qualquer coisa que eu nem lembro mais e ele respondeu: vastas emoções e pensamentos imperfeitos. Porque p*rra, nem se ele me conhecesse. Tenho amigos de anos que não sabem que esse é um dos meus livros favoritos ever. E rolaram várias outras como essa.

De qualquer forma, acho que a curtição dele é essa mesmo. Manter paixões virtuais. Platônicas.
Joguinhos de gato e rato. Quem pode mais. Quem manda a frase mais inteligente. Ou espirituosa. Sei lá.
Apesar de ele ter me dito que detesta disputas intelectuais (é só isso que fazemos o tempo todo) e que o que ele gosta, mesmo, é de me desejar*.

E eu não posso dizer que não acredito que relações se estabeleçam por aqui e assim permaneçam, porque eu tenho esse blog, né? E vocês.

* Mary W, querida, sua ajuda nesse momento seria imprescindível. Porque esse fenômeno merece uma análise sociológica.

4.3.08

Atentem

A Marina do Blowg, foi prá lá.

E eu estou indo prá Minas. Volto sexta. Como diz a Fal, a chapa aqui, tá quente.

26.2.08

Encontraaar alguém, encontrar alguéeem,

encontrar alguéemm, que me dê amooor, ô u ô...

Subtítulo (parodiando o Klein) - Tentando abrir a porta do puteiro.

Monotema na minha vida, no momento. Porque as pessouas só falam disso e ficam me enchendo o saco. Deveras. Muito mesmo. E aí, você fica achando que, p*rra, tem mesmo que sair, seja aonde for, para (óh, deuses), paquerar. E acho que essa palavra nem existe mais. Embora a atividade persista.
Como, quando e onde encontrar alguém, métodos de sedução, conselhos sem fim. Segundo lugar na lista de recebedora oficial de conselhos não solicitados, logo após estar grávida.

E você sai e claro, nada acontece. Ou nada que valha a pena ser relatado neste blog, pelo menos. Ófi-córse que rolam umas cantadas, não muitas. Algumas. Nenhuma que tenha acelerado meus batimentos cardíacos (e , p*ta que o p*riu, sem batimentos acelerados não dá).
E aí eu leio o Klein (supra-citado) e ao menos, vejo que não estou sozinha. A porta está entreaberta mas vai precisar mais do que uma cantadinha sem graça para abrir, acho.

E meus amigos dizem que eu estou escolhendo muito e que é só treino, que não precisa ser perfeito. Tá bom. Eu sei, antas. Até concordo que eu preciso saltar esse obstáculo - o primeiro homem depois do Zé (e não é um obstáculo dos mais fáceis, não. Por diversos motivos). E que a altura do obstáculo vai aumentando, conforme passa o tempo. Mas, p*rra, né? Vocês hão de concordar que alguns quesitos básicos tem que ser preenchidos.

E, muita sinceridade nessa hora (e porque ele nunca lê esse blog) tenho sentido muita falta dele ultimamente.
Ó, claro que ele tem defeitos. E claro que tínhamos problemas. E não, amigos, não é que eu queira voltar, mas um homem inteligente, alto, charmoso, extremamente cheiroso e pós graduado nas técnicas ninja não é assim tão fácil de encontrar. Ponto.

Então, chega de digressão e voltemos ao assunto. Porque até cadastro naquele site de relacionamentos eu cheguei a fazer (de novo seguindo os conselhos das pessouas. E meu deus, o que é que é aquilo, hein? Como diz meu amigo Marcio, medo ocre. Se bem que, tem rendido boas gargalhadas).*

Mas a coisa é complicada, caros amigos. Porque eu tenho que me encantar com a pessoa. Não, não preciso amar nem estar propriamente apaixonada, mas tem que haver um encantamento de alguma espécie.
Acho que vou fazer que nem a Marília Gabriela, que disse numa entrevista recente que nunca está sozinha de fato, porque quando não está apaixonada, ela inventa.

Well, começarei a inventar.



* E agora vou pagar a minha língua (pelo menos um pedacinho dela), porque tinha escrito este texto há dias e desde sábado tenho "conversado" com um fulano que me achou lá e, no mínimo, ele tem me divertido deveras.

23.2.08

Leiam



Os críticos podem meter o pau no Jonathan Safran Foer.
Extremely Loud & Incredibly Close é uma jóia.

17.2.08

Uma e meia da manhã

e eu entrei aqui só prá dizer para vocês assistirem Juno. Saí do cinema com vontade de ter o DVD para poder chegar em casa e saborear aqueles diálogos todos de novo. Bem devagar.
Mal comparando, é uma sensação parecida com a que tive quando li High Fidelity. Uma forma nova.
Uma delícia.

14.2.08

É hoje...

Tem dias que a gente veste qualquer coisa e dá certo. Linda, poderosa, ma-ga-vi-lho-sa. Mas tem outros que por mais que a gente tente, nada funciona. Depois de umas dez tentativas, a gente decide pela menos pior e vai passar um rimelzinho e um batom. O batom cai dentro da privada.
Vou lá ler o meu horóscopo e já volto.

8.2.08

O carnaval foi muito bom

apesar da chuva. E, sinceramente, os homens cariocas são bem mais lisonjeiros que os paulistas. O ego vai bem, obrigada.
Já sei, estão todos especulando e eu vou dizer logo que não, não tomei nenhuma atitude em relação à isso. Esse modelo fast food do carnaval não é muito meu estilo. Se bem que escutei das minhas amigas TODAS que devia ter beijado o bonitinho do último dia, mas gente, juro, nem tive coragem de perguntar quantos anos ele tinha. Porque com um pouco menos de idade, acho que ele poderia estar frequentando minha casa para jogar videogame com o Mateus.
Costumavam prender as pessoas por isso, né? Melhor não.

28.1.08

O máximo da ironia

é ter que escurecer os cabelos brancos da cabeça e clarear os pelos escuros da coxa. Um porre.

E acho que vou pro Rio, no carnaval.
Helê, tá por aí? Se eu for mesmo, quero muito te ver.

Seja óbvia, menina!

Jantei na casa de um amigo na sexta-feira. Um grande amigo. Éramos eu, ele e mais uma grande amiga. Eu e ele, separados; ela, solteira. Pois então. Aproveitei para tirar todas as minhas dúvidas sobre a paquera de espécimes de meia idade, do ponto de vista masculino. Foi muito, muito engraçado (depois de três garrafas de vinho, tudo fica engraçado).
E o melhor conselho que ele me deu foi: Tenha dó dos moços! Seja óbvia!
Óbvia no sentido de deixar bem claro o meu interesse, já que, segundo ele, o maior pânico dos machos da espécie é a rejeição (só deles?).

Então, menina, olha bem, olha de novo, sorri, olha mais, sorri de novo, que é prá ele ter certeza de que pode se aproximar sem medo.

Vou tentar colocar em prática esse negócio de ser óbvia (não é uma tarefa das mais fáceis prá mim, não).
Exercitarei o meu músculo da obviedade, pois. Se bem que eu tenho certeza que vai doer, já que eu não uso essa p*rra nunca.
Voltarei para contar os resultados.

21.1.08

Not so extreme makeover

Eu não podia gastar nada mas fui dar uma volta na liquidação da Et*na e juro, vale a pena. O preço dos tapetes indianos feitos com retalhos de couro está quase ridículo. Comprei dois para a sala por 89 cada um (coloquei um do lado do outro e ficou um tapetão enorme, finérrimo). E acabei comprando copos, cabides, uma luminária de piso, um outro tapete pro quarto do Mateus, etc, etc, etc.
Bom. Resumo: pirei na batatinha. Em dez sem juros.

Só que agora me deu vontade de mudar TU-DO. F*deu.

18.1.08

Eu sei que você sabe que eu sei que você sabe

que eu tô por aqui. Quieta no meu canto, mas estou.
Porque we're supposed to be upbeat, quando começam os anos. E como tudo o que podia acontecer me aconteceu nos primeiros dez dias do ano, estou quieta. Muda. Calada. Que eu não quero acabar de vez com as esperanças de vocês. De que tem salvação, este mundo de meudeus.

Tá bom, queridos, tá bom. Vou dar uma delineada prá vocês terem uma idéia:
Logo após o meu post do dia dois, despachando o dois mil e sete lazarento, entro na minha conta do banco na internet e descubro que meu cê-pê-éfe tá na lista negra. E tenho a grata surpresa de que sou devedora solidária (solidária, my ass*) de uma dívida do ex-husband. Porque eu era sócia dele nos idos do passado (sociedade essa, desfeita bem antes da separação). O valor da dívida dá para comprar um pequeno apartamento num bairro simplinho. Veja você. Estou tomando providências. Veremos.

Cinco dias depois, sócios capitalistas da Babydoll resolvem balançar o balde. A água não entornou de vez mas as perspectivas não são nada boas.

E, só para fechar com chave de ouro, mais dois dias e recebo um daqueles telefonemas de sequestro. Eu já estava em SP, Mateus ainda em Florianópolis. Por dois ou três minutos, acreditei. E seu eu fosse cardíaca, my friends, vocês estariam aguardando a missa de sétimo dia. Porque eu morri. Quase. Meu corpo tremia inteiro.

Então é isso. Tenho feito força para acreditar que tudo isso deve ter um propósito. Tenho que deixar de ser trouxa e não assinar papéis que eu não tenho que assinar e assinar papéis que eu preciso assinar. A partir de 2008, serei uma pessoa que possui advogados.

Qualquer reclamação, portanto, dirijam-se às excelentíssimas figuras que me representam.

2.1.08

Olá pipou!

Vocês devem estar onde quer que seja que decidiram passar os feriados mas quem sabe sobrou alguém por aí.
Voltamos ontem da Guarda do Embaú e estamos em Florianópolis.
Pegamos dez dias de praia e sol ininterruptos. Senegaleses. Minha dermatologista vai me matar, ela leva um ano para consertar o estrago que eu faço em quinze dias mas, que pourra, temos que ser felizes e eu sou um daqueles bichos que adora praia.

2007 foi um ano de merda, então já vai tarde esse lazarento. Que venga doismileocho!

17.12.07

Amanhã

à noite viajo para Florianópolis e na sexta vamos para a praia da Guarda.
Bom final de ano para todos que continuam vindo aqui. O carinho de vocês continua a me impressionar, sempre.
Minhas férias terminam no dia sete de janeiro mas como vou direto trabalhar em Blumenau, só volto para São Paulo no dia 14.
Até lá.

14.12.07

Último dia

E as pendências se empilham. Ontem, apareceram mais duas, grandes, de assuntos que considerávamos resolvidos. E eu, simplesmente, quero que se f*da. Porque meu cérebro não funciona mais.

Temos feito uma queda de braço com os sócios capitalistas da Babydoll.
Sim, temos isso aí. Sócios capitalistas. Possuidores de cinquenta por cento da nossa marca. Que sabiamente registramos no nosso nome, para ter algum tipo de garantia. Amém.
Relação difícil, essa. Porque a idéia é nossa, o produto e o conceito são concebidos por nós, mas eles põe o dinheiro e produzem as peças e claro, se acham.
Nós também nos achamos, já que dar dinheiro e costurar não são habilidades que exijam muita competência. Ultimamente, nossa vontade é comprar a parte deles e ir costurar noutra freguesia mas os dinheiros nos faltam, infelizmente.

E um contrato grande para o ano que vem que estava praticamente fechado, empacou, ontem, numa tecnicalidade. Tecnicalidade esta, que pode nos dar um tremendo prejuízo. Então temos que rever os termos todos. Hoje. E não acredito que vai dar tempo. Então não vamos, conforme pretendíamos, sair de férias, com o contrato no saco e dormir tranquilas.
Mas no estado em que eu estou, prefiro dormir de qualquer jeito.
Sem lenço, sem documento, nada no bolso, blablabla.

3.12.07

12 dias para as tais das férias

Saco cheio é apelido. De tudo.
Nessa semana li Vale Tudo, do Nelson Motta e O Diabo que te carregue!, Stella Florence.
Precisava rir um pouco.
Devo dizer que o Tim Maia funcionou deveras e o Diabo, nem tanto, já que as carapuças serviram quase todas e as risadas saíram, assim, meio, constrangidas, né?

E ontem a noite (crases, ó crases, quando retornarão?) fui passear na livraria mas prometi a mim mesma que não ia comprar nada, então só sentei lá e fiquei lendo de grátis mesmo.

E não fiz (quase) nenhum esforço de socialização neste último fim de semana porque não estava a fim (e custam dinheiros, essas tentativas, não?). Já me bastou o fim de semana passado.
E amanhã tem Baile do Baleiro de novo e para ser sincera, nem isso está me animando muito.

Hoje vencem todas as contas do mundo and beyond e depois de uma consulta com o meu ginecologista* na sexta, que insiste em não atender nenhum plano de saúde, e do pagamento da terapia, hoje, pouco restará para o aluguel, cartão de crédito, escola do Mateus e toca a tirar mais um dinheirinho dos guardados que jurei, com sangue, que seriam imexíveis até o dia da realização do sonho da casa própria que, sinceramente, tem me parecido cada vez mais longe.

* e este, depois de perguntar como andava minha vida sequiçual e eu responder que devo estar prestes a atigir o nirvana, tal a sublimação dos prazeres terrenos, me passou o sermão da montanha sobre o séquiço nos dias de hoje, dias de agá-pe-ve. Devo dizer que fiquei devidamente apavorada com as recomendações dele. Bom, como disse um amigo meu, daqui para a frente só a camisinha não resolve, deve-se ter sempre consigo, um rolo de magipack.
E deus nos ajude.

19.11.07

E voces tem que ler

o que ela escreveu. Porque ela é genial e sempre diz tudo do jeito que tem que ser dito. E é por isso que para mim, ela sempre será a primeira e única, musa inspiradora, rainha dos blogs.

18.11.07

Se segura malandro, prá fazer a cabeça tem hora

E o Zé tá aqui faz uma semana. Veio passar o feriado com o Mateus e está hospedado aqui em casa. Eu sei que a nossa separação está sendo das mais civilizadas, nada de brigas, nada de gritos, etceteras mas essa proximidade, putz, é f*da!
E eu fico doente, literalmente, de tanto girar o dial da civilidade pro ponto máximo.
E ontem ele me disse de novo que me ama e me pediu em namoro. Assim mesmo. Feito nos tempos do antigamente.
E eu disse que não. Não dá. Talvez um dia, quem sabe, mas agora não dá, não. De jeito nenhum. Porque ele me tira o chão e me deixa completamente louca e eu perco o equilíbrio e fico ansiosa e todas as minhas neuras vem a tona (as crases tb. sumiram, as danadas) e meu dinheiro não vai chegar para a quantidade de sessões psicanalíticas necessárias.
Então é isso, pessoas, que acontece por aqui, nestas paragens.
E me vem uma música na cabeça, não sei daonde essas coisas aparecem porque é uma música brega a não mais poder, mas diz assim:

"Meu vício é voce, meu cigarro é voce
Eu te bebo, eu te fumo
Meu erro maior
Eu acendo, eu assumo... "

E por aí vai...

15.11.07

Estive viajando

a trabalho. Minas, dessa vez. Fomos finalizar a consultoria. Nada tem me deixado mais feliz do que finalizar, nestes dias que correm. Estou no fim das minhas energias. Peguei um raio duma virose semana passada e fiquei péssima. Hoje, enxaqueca. Povo, não dá mais não. Qualquer médico me mandaria prá casa descansar. Repouso absoluto, não contrariem por favor. Que a pessoa tem pobrema nos nelvos.
E bora, mudar o rumo dessa prosa, que tá chata até dizer chega.

Hoje é aniversário do Mateus. Oficialmente teen. TREZE ANOS!

E no onibus para Minas uma fulana conversa comigo. Aquele jeitinho mineiro de conversar com todo mundo na maior intimidade que me assusta deveras. Ela disse que era estilista e que tinha um ano de formada e perguntou o que eu fazia. Bom, mais ou menos a mesma coisa, só que eu tenho dezoito. Dezoito, o que? Anos de formada, ué! E ela fez a cara do espanto e me disse para não ficar falando isso porque eu parecia ter, NO MÁXIMO, uns vinte e cinco anos...
Esse povo de Minas quando quer agradar é capaz de qualquer coisa.

8.11.07

Só o baile salva

Tem dias em que todos os departamentos da sua vida travam. Terça foi assim. Problemas com a ex-cara-metade, problemas com o trabalho, problemas com o Mateus. E uma sensação de incompetencia ampla, geral e irrestrita. Um cansaço tão profundo de tudo que é de dar dó.
A vontade é de se enfiar num buraco quentinho e botar uma plaquinha do lado de fora: não estou prá ninguém. No exceptions.
Então, pronto. Vou pro baile do Zeca, encho o caneco e danço até morrer.
Se alguém tiver o telefone desse moço, please, pode me dar? Caso com ele amanhã.

2.11.07

Ãpideite da situeishon



Então, esse negócio de me relacionar de novo. E eu leio e também os sábios me dizem que eu preciso dar um tempo. E aprender a ser seletiva de um jeito diferente: não descartar de cara as pessoas pelas quais não sinto atração imediata e não selecionar de cara as que me elevam o batimento cardíaco. Evitar atrações fatais*. Tá escrito lá. Então, tá. Vou conhecer um fulano que me emociona menos que um chuchu e vou dar uma chance prá ele.

Se eu fosse uma adicta em recuperação iam me mandar comprar uma planta e depois um cachorro (que nem no filme em que a Sandra Bollocks faz o papel de uma alcoólatra) e manter eles vivos por um ano antes de... bem, antes de. Eu tenho plantas, eu crio um filho. All alive and kicking. Meu problema é o oposto. Não tenho que aprender a cuidar. Tenho que aprender a deixar de ser cuidadora. Então você compra uma planta e deixa ela morrer?

Terapia, então. Bora lá aprender a me relacionar de uma maneira saudável. Comecei na quinta-feira, então calculem o tempo que isso vai levar, caros amigos. E tem divã. O que me assusta sobremaneira. Tem cadeira também, mas ela disse que o melhor para mim é o divã, que tornaria a relação menos intelectualizada. Eu sei, ela é sabida, e está tentando puxar o meu único tapete que voa sem problemas. Meu cérebro.

Enquanto isso, na sala de justiça, o bicho vai pegando e você vai ficando ca-ren-te.

E povo, na próxima terça, dia seis, tem Baile do Baleiro de novo! No Ca*rioca Club.
Vem dançar comigo?

*Porque dia desses eu bolei uma metáfora. Eu sou uma Naja. Não no sentido cobrístico da coisa mas no sentido do poder, mesmo. Forte e poderosa. Mas basta aparecer um ser humano que balança a flautinha e toca uma musiquinha mais ou menos que eu fico hipnotizada. Grógue. Retardada mental. E acabo entregando TODO o meu poder, sem mais. Só prá agradar mesmo.