Ai, ai.
Acho que o Mateus está apaixonado. Os sintomas estão quase todos lá. Há um mês, mais ou menos, ele vem me pedindo para comprar umas roupas novas, está se arrumando para ir prá escola e pasmem! quer cortar o cabelo. Esse é o sintoma mais grave. Porque vocês não tem idéia. Para o Mateus cortar o cabelo é necessária uma conferência extraordinária da ONU. Mais ou menos assim. Ele NUNCA quer cortar o cabelo. O cabelo dele é castanho bem claro, liso e comprido e como TODAS AS PESSOAS DESTE MUNDO vivem dizendo que o cabelo dele é lindo e talecousa e cousaetal, ele acha que então, não precisa cortar nunca, porque vai perder parte da lindeza, ó horror!
E meu coração padece. Porque eu sei, ah! eu sei, como a gente sofre com o primeiro amor. A gente vai aos estertores da agonia romântica. Se bem que esse não é o primeiro, teve a Cecilinha no pré-primário, mas a Cecilinha não conta.
Hoje ele acordou mais cedo para *atenção aqui neste ponto da narrativa* tomar banho! B A N H O !!!!!! (muitas exclamações necessárias) e passou até perfume (que eu comprei de presente para ele nesse fim de semana porque, sabe, eu entendo e comungo e ajudo, mas sofro sofro sofro).
Dia desses eu fiz a pergunta diretamente:
"Filho, você está gostando de alguém?"
"Não, mãe. Não tô, não."
"Tem certeza? Quando você tiver você vai me contar?"
"Você contou prá vó?"
(Claro que não contei, né? E tive que dizer a verdade, não costumo mentir prá ele a não ser em caso de vida ou morte, então disse:)
"Não. Não contei. Mas a vó não era tão minha amiga assim, como nós somos. Você pode me contar o que você quiser. A mãe é sua amiga e você pode me pedir ajuda, se precisar. A mãe já passou por tudo isso, sabe?"
(Claro que não adiantou nada e não sei se ele vai me contar mesmo e eu sei que ele precisa da privacidade dele mas... que eu queria saber, eu queria)
Ah, meu filho, que a vida seja generosa com você e os muitos amores que virão...
31.10.06
25.10.06
Sem lenço, sem documento, sem cartão
Estou como a Suzana. Na semana retrasada recebi um telegrama do cartão dizendo que havia a possibilidade dele ter sido clonado e que seria cancelado. Me pediram para aguardar o novo. Até agora nada. Ontem, sai para almoçar somente com o meu cartão do banco no bolso. Adivinha? Não passou.
Erro 65. Ligar para autorização. Fuck.
Assino um papelzinho lá no restaurante. Ainda bem que eu almoço lá com freqüência, o mocinho do caixa me conhece. Mais ou menos.
Vou até o banco, falo com a gerente. Ela diz que o cartão está normal, que é problema do sistema. Tudo hoje é pobrema do sistema. Então, tá.
Hoje de manhã, saio de casa mais cedo e passo nas Lojas Americahnas para comprar umas bobagens, hidratante, rímel, condicionador. No caixa: Erro 65. Ligar para autorização. Fuck ao quadrado.
Tudo bem que eu tô quebrada, mas os céus precisavam avariar TODOS os meus cartões?
Erro 65. Ligar para autorização. Fuck.
Assino um papelzinho lá no restaurante. Ainda bem que eu almoço lá com freqüência, o mocinho do caixa me conhece. Mais ou menos.
Vou até o banco, falo com a gerente. Ela diz que o cartão está normal, que é problema do sistema. Tudo hoje é pobrema do sistema. Então, tá.
Hoje de manhã, saio de casa mais cedo e passo nas Lojas Americahnas para comprar umas bobagens, hidratante, rímel, condicionador. No caixa: Erro 65. Ligar para autorização. Fuck ao quadrado.
Tudo bem que eu tô quebrada, mas os céus precisavam avariar TODOS os meus cartões?
24.10.06
Atchinnnn!

Não, não é a gripe aviária. É a doença do emprego, mesmo. De tempos em tempos, eu pego.
Resolvo que nenhuma liberdade do mundo vale a segurança de um contra-cheque, férias remuneradas e cof cof, benefícios. Acho tudo muito lindo, amo muito tudo isso e decido que essa vida de pessoa independente, que precisa pagar um contador, não serve mais, não. Está me levando toda a sanidade mental, esse negócio de profissional liberal.
Aí começo a pensar no que eu sei fazer. Muitas coisas, na verdade. Uma série de coisas pelas quais ninguém quer pagar o que eu quero ganhar, claro.
Eu, na vida toda, só tive um emprego. Nunca tirei carteira de trabalho, nunca recebi um centavo de FGTS. Mesmo nesse "emprego" eu tinha uma micro e dava nota fiscal, ou seja, eu tinha que ter um contador. É uma sina. "Você vai ter contadores ad eternum. Amém."
O vírus tá espalhado pelo ar e basta a imunidade bancária baixar que ela me pega, a maldita.
Quem não tem emprego não tem que apresentar atestado médico, nem dar satisfação. Pois então. Acho que vou tirar uns dias, tomar muito líquido e esperar passar. Tem outro jeito, não.
23.10.06
Não. Entendeu?
Estava assistindo ontem a um programa no G.N.T sobre casais. Esse, especificamente, era sobre casais de nacionalidade mista. Brasileiros com estrangeiros. Duas coisas me chamaram a atenção. Duas, que na verdade, são as mesmas. Os estrangeiros, SEM EXCEÇÃO, disseram que nós não sabemos dizer não e que nós dizemos uma coisa e queremos dizer outra.
Eles entendem que nós não somos francos, eu acho que não somos literais. E que, sempre pisando em ovos, temos medo de desagradar o outro.
Somos um país de agradadores inseguros e temos a maior dificuldade em dizer o que pensamos, por medo de correr o risco de não sermos, naquele momento, amados, gostáveis, legais. O que, na vida, acaba provocando uma série de situações em que estamos onde não queríamos estar, fazemos o que não queríamos fazer, somos o que não queremos ser.
Se eu fico esperando que você interprete meus sinais e leia SEMPRE nas entrelinhas e, principalmente, entenda quando o meu não quer dizer sim, quando o meu sim quer dizer não e adivinhe o que quero dizer com o meu silêncio, posso morrer de esperar.
Eles entendem que nós não somos francos, eu acho que não somos literais. E que, sempre pisando em ovos, temos medo de desagradar o outro.
Somos um país de agradadores inseguros e temos a maior dificuldade em dizer o que pensamos, por medo de correr o risco de não sermos, naquele momento, amados, gostáveis, legais. O que, na vida, acaba provocando uma série de situações em que estamos onde não queríamos estar, fazemos o que não queríamos fazer, somos o que não queremos ser.
Se eu fico esperando que você interprete meus sinais e leia SEMPRE nas entrelinhas e, principalmente, entenda quando o meu não quer dizer sim, quando o meu sim quer dizer não e adivinhe o que quero dizer com o meu silêncio, posso morrer de esperar.
16.10.06
Só prá vocês saberem
A minha empregada, que já não veio a semana passada, me ligou ontem à noite para dizer que a médica falou que ela só pode voltar no dia 27. Vinte e sete.
O Mateus passou mal a noite toda, deve ser uma dessas viroses. Faltou na escola e agora, dorme.
E eu que deveria estar na bicicleta ergométrica do escritório, estou aqui.
E depois de dar um tapa na casa, resolvo lavar um pouco de roupa, porque a montanha cresce.
A máquina de lavar quebrou.
O Mateus passou mal a noite toda, deve ser uma dessas viroses. Faltou na escola e agora, dorme.
E eu que deveria estar na bicicleta ergométrica do escritório, estou aqui.
E depois de dar um tapa na casa, resolvo lavar um pouco de roupa, porque a montanha cresce.
A máquina de lavar quebrou.
12.10.06
Feriado
E eu sei que eu tenho que dizer alguma coisa para os pobres que continuam vindo.
Tédio. Cansaço. Desânimo. E não sei o que é pior. Se ficar em casa ou ir pro escritório. Porque quando estou em casa, quero ir pro escritório e quando estou no escritório quero vir prá casa, então acho que devia ir pr'outro lugar qualquer que eu também não sei aonde é. Parecido com vontade de comer alguma coisa sem saber o quê.
Além disso, o trabalho ultimamente tem parecido uma bicicleta ergométrica.
Não tem servido para nada, nem chegado a lugar nenhum.
Podia ir lavar aquele monte de louça que se acumula lá na pia.
E o Zé fica me perguntando porque é que eu não o amo mais.
Tenho preguiça até de dizer que amo. Então sorrio.
O que já me custa um esforço demasiado.
Tédio. Cansaço. Desânimo. E não sei o que é pior. Se ficar em casa ou ir pro escritório. Porque quando estou em casa, quero ir pro escritório e quando estou no escritório quero vir prá casa, então acho que devia ir pr'outro lugar qualquer que eu também não sei aonde é. Parecido com vontade de comer alguma coisa sem saber o quê.
Além disso, o trabalho ultimamente tem parecido uma bicicleta ergométrica.
Não tem servido para nada, nem chegado a lugar nenhum.
Podia ir lavar aquele monte de louça que se acumula lá na pia.
E o Zé fica me perguntando porque é que eu não o amo mais.
Tenho preguiça até de dizer que amo. Então sorrio.
O que já me custa um esforço demasiado.
11.10.06
Só a Mega Sena salva
Acordei ontem, terça-feira, me sentindo como se fosse sexta. O cansaço correspondente, quero dizer. Preciso urgentemente de dinheiro ou de férias.
5.10.06
Celebridade?
Na semana passada, o Mateus deu mais um salto mortal da arquibancada da escola e se estourou todo. Passamos a tarde no hospital. Saiu de lá com um braço engessado e o corpo todo dolorido. Depois de uma semana tomando banho com saco de lixo no braço e sentado numa cadeira de plástico, voltamos para tirar o gesso e metade do hospital o conhecia (incluindo TODOS os técnicos em radiologia). Ele disse: Mãe, eu sou famoso.
Acho que ser famoso no hospital, não é boa coisa. Não é não.
Acho que ser famoso no hospital, não é boa coisa. Não é não.
2.10.06
Política, Religião etc and all
Eu vou começar já terminando porque nunca quis e continuo não querendo falar desse assunto aqui. Mas é o assunto. Então vamos lá. Eu sempre tentei votar com coerência. Mas vivo numa cidade, estado, país, que elegeu Jâhnio Quadros, Paulo Mahluf, Fernando Cohllor. Então. Frequentemente fica difícil. Não voto nulo. Não acredito em me eximir da responsabilidade.
Honestidade não devia ser qualidade, devia ser condição sine qua non e no mundo ideal estaríamos escolhendo entre programas de governo e capacidades.
Essa polarização esquerda-direita já deu no saco faz tempo, pelo menos no meu. E na minha modesta opinião, esse debate é antigo e ultrapassado. Porque este mundo vem mudando numa velocidade assustadora e novas questões estão e serão colocadas a todo instante.
A questão da pobreza, da falta de emprego, da insuficiência de recursos naturais, de riqueza suficiente, é mundial.
E não vejo isso ser considerado pelas pessoas que estão por aí.
Me parece que ainda há de surgir uma geração que pense nesse mundo que estamos vivendo agora, porque essa que está aí, não pensa, não. No mundo REAL. Porque, como disse o Gahbeira, a esquerda perdeu o trem. E a direita... bom, é a direita, né?
Então só quero dizer que seja em quem for que você tenha votado, o segundo turno é bom.
Pelo menos, são mais vinte e seis dias em que eu espero escutar propostas.
PS. E acabo de ver a Heloena Helisa na TV, dizendo que os eleitores dela são homens e mulheres livres, que não precisam de indicação para votar em ninguém. Tá. Fácil, assim, né? Tirar o dela da reta. Achei que ela tinha mais peito.
Honestidade não devia ser qualidade, devia ser condição sine qua non e no mundo ideal estaríamos escolhendo entre programas de governo e capacidades.
Essa polarização esquerda-direita já deu no saco faz tempo, pelo menos no meu. E na minha modesta opinião, esse debate é antigo e ultrapassado. Porque este mundo vem mudando numa velocidade assustadora e novas questões estão e serão colocadas a todo instante.
A questão da pobreza, da falta de emprego, da insuficiência de recursos naturais, de riqueza suficiente, é mundial.
E não vejo isso ser considerado pelas pessoas que estão por aí.
Me parece que ainda há de surgir uma geração que pense nesse mundo que estamos vivendo agora, porque essa que está aí, não pensa, não. No mundo REAL. Porque, como disse o Gahbeira, a esquerda perdeu o trem. E a direita... bom, é a direita, né?
Então só quero dizer que seja em quem for que você tenha votado, o segundo turno é bom.
Pelo menos, são mais vinte e seis dias em que eu espero escutar propostas.
PS. E acabo de ver a Heloena Helisa na TV, dizendo que os eleitores dela são homens e mulheres livres, que não precisam de indicação para votar em ninguém. Tá. Fácil, assim, né? Tirar o dela da reta. Achei que ela tinha mais peito.
1.10.06
E mais uma vez me ajoelho

Nascer com bom gosto é uma maldição. As fadas se aproximam de você no nascimento, dão uma risada maquiavélica e dizem: Essa daí vai ter bom gosto. E pronto, tá feito.
A partir desta data, seus olhos enxergam proporções, equilíbrios, desequilíbrios, imperfeições, beleza.
Não, eu não sou daquelas que acha que as coisas precisam ser caras para serem bonitas mas devemos concordar numa coisa aqui: essa relação é frequentemente mais verdadeira do que falsa, infelizmente.
E não vou reclamar muito também, porque tenho pagado as minhas contas desde sempre, vendendo essa habilidade. Mas que dói, dói.
Porque você se ajoelha aos pés da deusa da beleza e jura eterna fidelidade. E ela é cruel. Toda vez que você pensa em traí-la por qualquer motivo fútil que seja (e todos são fúteis para ela), ela aperta seu coração com aquelas mãos perfeitas, de longos dedos e unhas manicuradas e diz simplesmente: não. Não e não.
O escritório novo inaugura oficialmente amanhã. Lindo. Perfeito, não. Mas, lindo.
Desculpe, minha deusa, mas para chegar à perfeição, nos falta o numerário.
Estamos exaustas, felizes e falidas.
Escuto ela ronronar no seu divã de veludo. Satisfeita. Espero, que entre um concerto e uma vernissage, um baile de máscaras e um ballet, um passeio por Fernando de Noronha e um outro por Paris, ela encontre tempo de sussurrar aos ouvidos de um dos seus vários admiradores, o deus da prosperidade, que precisamos de suas bençãos.
E toca a ir prá feira comprar flores, porque sabe, ô mulherzinha difícil de agradar.
26.9.06
Oh, shit.

Post Secret
"A opinião pública é uma tirana débil, se comparada à opinião que temos de nós mesmos"
Thoreau
20.9.06
18.9.06
Ignorance, dear, IS bliss.
Cheguei a uma conclusão. Vixe, que perigo!
O contentamento da pessoa é inversamente proporcional à quantidade de livros lidos e filmes vistos pela própria.
Li livros demais.Vi filmes demais.
Se eu não tivesse todas essas imagens e diálogos impressos no meu córtex cerebral, ou seja lá onde for que essas coisas ficam impressas, eu seria muito mais feliz.
O contentamento da pessoa é inversamente proporcional à quantidade de livros lidos e filmes vistos pela própria.
Li livros demais.Vi filmes demais.
Se eu não tivesse todas essas imagens e diálogos impressos no meu córtex cerebral, ou seja lá onde for que essas coisas ficam impressas, eu seria muito mais feliz.
16.9.06
Acho que passou
Prá quem ficou preocupado, acho que as coisas já estão entrando no ritmo.
Dizem que o universo conspira. Segundo a Marcia, não estão querendo que tiremos férias, não. O que estão querendo é que a gente mude logo para um escritório maior e melhor e compre um carro novo. Eu espero que sim, sinceramente. Não estaríamos fazendo tudo isso, nesse momento sem faturamento nenhum, se não tivessem nos dado vários ponta-pés. Não costumo acreditar nessas coisas, mas tem momentos na vida que são muito esquisitos. Como esse. No creo em brujas, etc e tal.
Então o piso está sendo colocado nesse exato momento. Já deve estar adiantado. O cara passou a noite lá. A mudança chega às dez. Vamos ficar no meio de uma zona absoluta. Porque a parte do eletricista ainda está por fazer e do pintor também e vejam bem, o banheiro não está pronto.
Mas, segunda estaremos lá. Sem banheiro, sem telefone e sem internet, mas lá.
Então, Mr. Universe, tá escutando? Como nós fomos persistentes e enfrentamos tudo que vocês jogaram aí no nosso caminho? Fosso com jacarés, lava incandescente, orcs hidrófobos, passamos todas as fases. Tá na hora de resgatarmos a princesa e o nosso prêmio.
Dizem que o universo conspira. Segundo a Marcia, não estão querendo que tiremos férias, não. O que estão querendo é que a gente mude logo para um escritório maior e melhor e compre um carro novo. Eu espero que sim, sinceramente. Não estaríamos fazendo tudo isso, nesse momento sem faturamento nenhum, se não tivessem nos dado vários ponta-pés. Não costumo acreditar nessas coisas, mas tem momentos na vida que são muito esquisitos. Como esse. No creo em brujas, etc e tal.
Então o piso está sendo colocado nesse exato momento. Já deve estar adiantado. O cara passou a noite lá. A mudança chega às dez. Vamos ficar no meio de uma zona absoluta. Porque a parte do eletricista ainda está por fazer e do pintor também e vejam bem, o banheiro não está pronto.
Mas, segunda estaremos lá. Sem banheiro, sem telefone e sem internet, mas lá.
Então, Mr. Universe, tá escutando? Como nós fomos persistentes e enfrentamos tudo que vocês jogaram aí no nosso caminho? Fosso com jacarés, lava incandescente, orcs hidrófobos, passamos todas as fases. Tá na hora de resgatarmos a princesa e o nosso prêmio.
14.9.06
Um, dois, três
As coisas ruins vem de três, né? Então, tá. Chega. Enough. Não dá mais, não.
Acho bom o responsável pelas distribuição da má-sorte me tirar da listinha.
Que ninguém merece. Ninguém.
Primeiro o assalto do escritório (sei que eu disse que tivemos sorte porque não levaram nada mas tenho que incluir esse acontecido na lista porque a outra hipótese é concluir que ainda falta uma cousa ruim e não posso acreditar nisso, não).
Segundo: piso. Até hoje nada de piso. Até hoje nada de escritório novo. Dizem que vão lá hoje mas não acredito em duendes.
Last but not least, ontem à noite roubaram nosso carro. Quando digo nosso, quero dizer o carro da firrrrma, que eu e a Marcia possuimos em conjunto e usamos para trabalhar.
Já sei. Alguém aí não quer que a gente trabalhe. Só pode ser isso. Porque depois do assalto encaixotamos tudo - sem material de trabalho. Sem piso - sem local de trabalho. Sem carro - sem meio de locomoção para visitar os clientes.
Será que querem que eu tire férias? Eu sei que nós estamos precisando mas podiam ter achado um jeitinho mais delicado de nos avisar.
Acho bom o responsável pelas distribuição da má-sorte me tirar da listinha.
Que ninguém merece. Ninguém.
Primeiro o assalto do escritório (sei que eu disse que tivemos sorte porque não levaram nada mas tenho que incluir esse acontecido na lista porque a outra hipótese é concluir que ainda falta uma cousa ruim e não posso acreditar nisso, não).
Segundo: piso. Até hoje nada de piso. Até hoje nada de escritório novo. Dizem que vão lá hoje mas não acredito em duendes.
Last but not least, ontem à noite roubaram nosso carro. Quando digo nosso, quero dizer o carro da firrrrma, que eu e a Marcia possuimos em conjunto e usamos para trabalhar.
Já sei. Alguém aí não quer que a gente trabalhe. Só pode ser isso. Porque depois do assalto encaixotamos tudo - sem material de trabalho. Sem piso - sem local de trabalho. Sem carro - sem meio de locomoção para visitar os clientes.
Será que querem que eu tire férias? Eu sei que nós estamos precisando mas podiam ter achado um jeitinho mais delicado de nos avisar.
13.9.06
Murilo!
Bom, então tem o Artur. Que é o dono da fábrica no Rio com a qual trabalhamos. Muito fino, o Artur. Muitas posses, etcetera e tal. Vai muito a Portugal. E à outras paragens européias, by the way. Então ele foi a Portugal com a excelentíssima espousa e mais um casal de amigos. A outra, uma perua. Segundo ele, consumisshhhta demaissshhh.
Pois bem. A outra tinha um bordão, que vou adotar de pronto.
Cada vez que ela via uma coisa que queria, ela dava um gritinho e dizia:
"Muriloooo, não posso viver sem isso!"
E o Murilo concordava, claro.
Adotado está. Só falta arranjar o Murilo.
Pois bem. A outra tinha um bordão, que vou adotar de pronto.
Cada vez que ela via uma coisa que queria, ela dava um gritinho e dizia:
"Muriloooo, não posso viver sem isso!"
E o Murilo concordava, claro.
Adotado está. Só falta arranjar o Murilo.
10.9.06
Então tá
Estávamos assistindo "Mrs. Henderson presents" no DVD e eu dizendo que adoraria ser uma velha muito rica que pudesse gastar todo aquele dinheiro para financiar as minhas loucuras.
O Mateus diz que dá tempo ainda. Eu digo:
"Você não entendeu, filho. Ela casou com um homem rico e nunca trabalhou na vida"
"Então, mãe. Você ainda pode dar duro e eu vou ficar sem fazer nada e aproveitar a boa vida"
O Mateus diz que dá tempo ainda. Eu digo:
"Você não entendeu, filho. Ela casou com um homem rico e nunca trabalhou na vida"
"Então, mãe. Você ainda pode dar duro e eu vou ficar sem fazer nada e aproveitar a boa vida"
9.9.06
Ódio!
É o que eu estou sentido agora. Ódio. Ódio. Ódio.
Compramos um piso de 60 paus o metro quadrado pro escritório novo. Incluída a colocação. TUDO incluído. A empresa de colocação, que não é a mesma que vendeu o piso manda um fulaninho fazer a vistoria antes da colocação propriamente dita que está marcada para segunda e eu preciso, necessito, dependo disso para fazer TODO O RESTO. E mudar no próximo sábado. E eles sabem disso.
O fulaninho me diz que o piso da sala maior não está PERFEITAMENTE nivelado (é um piso de tacos com sinteko e gente, dá prá patinar nele) e que o ideal seria nivelar com cola e pó de serra para o piso ficar PERFEITAMENTE instalado. Pergunto quanto custa. Doze reais o metro, ele diz.
"O quê? Doze reais? Tá louco? Paguei sessenta no piso colocado e vou pagar doze de pó de serra?"
Pergunto se dá para colocar assim mesmo e ele diz que dá, o risco que se corre é que dentro de uns anos dependendo do uso podem abrir algumas mínimas frestas. Não sei nem se eu vou estar viva dentro de uns anos. Toca o piso. Ele diz que a instaladora vai mandar eu assinar um papel dizendo que eu estava ciente de que o piso seria instalado sobre um contra-piso que não estava PERFEITAMENTE nivelado. Tá, eu assino qualquer coisa. Diz que eu vou perder a garantia. Tá, eu perco.
Hoje uma serumana grossa, gritenta, sem um pingo de educação, me liga dizendo que está "desagendando" o piso porque NÃO vai instalar sobre um contra-piso que não está PERFEITAMENTE nivelado. Digo que assino qualquer coisa. Ela diz que NÃO. Digo que vou mandar nivelar eu mesma, ela diz que NÃO.
O que ela quer é me esfolar em 400 paus. E acha que eu não tenho escolha.
O assunto já está sendo resolvido em escalas superiores (loja que vendeu + fabricante do piso) e ainda não sei o final dessa história, mas me deixa tão emputecida, isso. Muito mesmo. E como é comum nesse país este tipo de atitude.
Das pessoas tentarem se aproveitar ou da sua urgência, ou da sua ignorância (vide mecânicos e assistência técnica de eletrodomésticos), ou da sua boa-fé.
Ódio. Muito ódio.
Compramos um piso de 60 paus o metro quadrado pro escritório novo. Incluída a colocação. TUDO incluído. A empresa de colocação, que não é a mesma que vendeu o piso manda um fulaninho fazer a vistoria antes da colocação propriamente dita que está marcada para segunda e eu preciso, necessito, dependo disso para fazer TODO O RESTO. E mudar no próximo sábado. E eles sabem disso.
O fulaninho me diz que o piso da sala maior não está PERFEITAMENTE nivelado (é um piso de tacos com sinteko e gente, dá prá patinar nele) e que o ideal seria nivelar com cola e pó de serra para o piso ficar PERFEITAMENTE instalado. Pergunto quanto custa. Doze reais o metro, ele diz.
"O quê? Doze reais? Tá louco? Paguei sessenta no piso colocado e vou pagar doze de pó de serra?"
Pergunto se dá para colocar assim mesmo e ele diz que dá, o risco que se corre é que dentro de uns anos dependendo do uso podem abrir algumas mínimas frestas. Não sei nem se eu vou estar viva dentro de uns anos. Toca o piso. Ele diz que a instaladora vai mandar eu assinar um papel dizendo que eu estava ciente de que o piso seria instalado sobre um contra-piso que não estava PERFEITAMENTE nivelado. Tá, eu assino qualquer coisa. Diz que eu vou perder a garantia. Tá, eu perco.
Hoje uma serumana grossa, gritenta, sem um pingo de educação, me liga dizendo que está "desagendando" o piso porque NÃO vai instalar sobre um contra-piso que não está PERFEITAMENTE nivelado. Digo que assino qualquer coisa. Ela diz que NÃO. Digo que vou mandar nivelar eu mesma, ela diz que NÃO.
O que ela quer é me esfolar em 400 paus. E acha que eu não tenho escolha.
O assunto já está sendo resolvido em escalas superiores (loja que vendeu + fabricante do piso) e ainda não sei o final dessa história, mas me deixa tão emputecida, isso. Muito mesmo. E como é comum nesse país este tipo de atitude.
Das pessoas tentarem se aproveitar ou da sua urgência, ou da sua ignorância (vide mecânicos e assistência técnica de eletrodomésticos), ou da sua boa-fé.
Ódio. Muito ódio.
7.9.06
O gato subiu no telhado
Então eu acordo às seis e vintisete da manhã nesse dia de setesetembro. Feriado.
Sequelada a pessoa ou o quê?
E sento aqui e leio blogs.
Mateus acorda e sai da cama quentinho a passear pela casa sem casaco e sem meias. Neste puta frio de meu deus. E chega aqui na sala e eu digo: vai botar uma meia, menino.
"Mãe, faz favor? Pega um casaco prá mim?"
e continua
"Acho que tem um controle remoto lá no quarto."
E eu:
"Dá prá parar de falar em código? Você quer que eu pegue o controle remoto? Fala tudo que você quer que eu pegue que eu vou pegar de uma vez só."
"Tá bom, mãe, tá bom, deixa que eu vou."
Eu devo estar descontrolada mesmo ultimamente. Se a pessoa precisa falar comigo assim, aos poucos e delicadamente para eu não surtar, é porque a coisa é grave.
Sequelada a pessoa ou o quê?
E sento aqui e leio blogs.
Mateus acorda e sai da cama quentinho a passear pela casa sem casaco e sem meias. Neste puta frio de meu deus. E chega aqui na sala e eu digo: vai botar uma meia, menino.
"Mãe, faz favor? Pega um casaco prá mim?"
e continua
"Acho que tem um controle remoto lá no quarto."
E eu:
"Dá prá parar de falar em código? Você quer que eu pegue o controle remoto? Fala tudo que você quer que eu pegue que eu vou pegar de uma vez só."
"Tá bom, mãe, tá bom, deixa que eu vou."
Eu devo estar descontrolada mesmo ultimamente. Se a pessoa precisa falar comigo assim, aos poucos e delicadamente para eu não surtar, é porque a coisa é grave.
6.9.06
Passadinha básica por Manhattan

Então está frio. A Paulista ontem parecia a Sétima (Não ficou chique, isso? - e eu sei lá onde é a 7th Av? - mas que ficou lindo, ficou).
Isso tudo é porque uma amiga nossa que mora nos Estados Unidos (e já virou totalmente americana - workaholic, networking person, etc e all) disse que conhece uma pessoa very important lá na Victoria Secret. Em Nova Iorque. E disse bem assim,very casually: "Quando vocês estiverem dando uma passada em New York, me avisem. Eu ligo prá ela e marco para voces se conhecerem."
Yes, baby. Sure. Brief business trip to New York.
Só se for naquela rua Nova Iorque. Acho que fica no Brooklin. Em São Paulo.
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