28.3.11

Cega e grisalha... oh god!

Prá tudo nessa vida tem um episódio do sex*and*the*city. Incrível. Estava me faltando esse... aquele em que a Samantha descobre um monte de cabelos brancos lá mesmo, naquele lugar, nas partes íntimas. Ai ai. Que saco. Mais essa. Se alguém tiver alguma dica, estou aceitando...
Porque vou te contar, essa ladeira depois dos 40 é íngreme. E a gente desce de rolemã. Em meses, não enxergo mais nem um cardápio... bora usar oclinhos de leitura, dear. E voltar, urgente para a academia porque senão... o meu sex*and*the*city particular estará deveras compremetido very very soon. Life sucks.

1.3.11

Daniela, o retorno....


Queridos...
Sorry, sorry, sorry.

Vida corrida, como sempre. Prometo não sumir mais por tanto tempo.
Voltei para divulgar o nosso novo blog, com a linha de lingerie noite mais linda desse mundo.

Babydoll Boudoir... vão lá conhecer.

15.1.11

Olá

Só para dizer que estou viva.
Cheguei de vaigem e mudei de casa. Ainda estou sem internet. A Donanet tem que resolver dar o ar da graça... já deu o cano uma vez, promete a ilustre visita para a próxima segunda.
Prometo que volto.

22.12.10

Quickies

Trabalhando, trabalhando.
Indo ao apartamento novo todo santo dia, só para constatar que não vai ficar pronto mesmo, esse ano.
Vivendo entre caixas, sem cama e sem sofá.
Contando os minutos para o dia 25. Uma semana em Cancun com os amigos.
E essas serão as férias. Se é que dá prá chamar de férias... Uma semana? Não dá, né?
Na volta me esperam a mudança e uma montanha de trabalho.
2011 promete.

17.12.10

Só um desabafo de quem não é CLT

Eu nunca falo de política ou qualquer assunto desse tipo mas tem dias que... sinceramente... não dá.
Eu estou começando um projeto com uma fábrica que produz confecção para marcas de terceiros.
Estou desenvolvendo produtos para uma marca e vou receber da fábrica, uma comissão sobre o que for vendido.
Olha... a gente aperta daqui, aperta dali, faz o preço, coloca as margens da fábrica e as nossas (que são menores do que a gente pretendia e deveria receber) e quando colocamos os impostos... bem... os impostos são maiores do que o lucro da fábrica e a nossa remuneração somados. E o preço vai lá em cima e fica realmente difícil de negociar.

Então, sorry pelos idealistas, mas ser empresário nesse país, com essas leis trabalhistas e com essa carga tributária é ser um herói.
E apoiar um governo estatizante, que infla a máquina e aumenta cada vez mais os impostos para sustentá-la... sinto muito, não dá.
No meu segmento, o que acontece é que cada vez mais a produção sai do Brasil e se desloca para outros países. E é um segmento que poderia dar muitos empregos. Confecção é o segundo empregador depois da construção civil.

Conversei ontem com um amigo, empresário, para quem trabalhei durante dois anos. Uma das pessoas mais corretas e honestas que eu conheço. Tinha uma fábrica com 250 funcionários. Pagava todos os impostos, todo mundo registrado, funcionários respeitados. Uma beleza, mesmo. Há três anos ele fechou a fábrica e botou o dinheiro dele todo no banco. Diz que não se arrepende nem por um minuto porque esse é um país onde não dá para trabalhar. Não dá para produzir. E essa era um pessoa que acordava todo dias 5 da manhã e ia para a fábrica feliz.

Um outro, meu melhor amigo, que continua lutando, me disse que nos últimos 4 anos, a carga tributária dele aumentou 43%. As margens? Só rindo, né... Ele não consegue recuperar nem um quarto disso. Porque tem concorrentes de fundo de quintal que não pagam impostos, não registram funcionários e vendem mais barato. Está no banco, pagando juros altíssimos para conseguir girar o negócio e manter uma fábrica com 120 funcionários. A fábrica que era do pai e que ele ama. Mesmo. Portanto, chega de onerar quem paga, tem que fiscalizar melhor quem não paga.

Eu mesma. Há dois meses atrás, paguei mais imposto no mês do que a minha retirada. Uma empresa de duas sócias e uma funcionária. 20% do que a gente fatura é imposto. Isso, sem contar o imposto de renda de 27,5% que é aplicado depois, sobre as nossas retiradas pessoais. Gente... simplesmente não dá.

É óbvio que eu concordo com a distribuição da riqueza mais equitativamente, com condições justas e dignas de sobrevivência para todos, educação de qualidade, saúde, segurança, transporte. E que a forma de fazer isso é tributando. Mas tributando lucros, não onerando os produtos. Produtos e serviços, no Brasil, hoje, são mais caros que em qualquer lugar do mundo. Europa social democrática incluída.
Se não formos capazes de produzir riqueza, o que é que vamos dividir?
A nossa carga tributária e o nosso paternalismo inviabilizam a iniciativa privada.

Desculpe pela chatice, queridos. Só puta da vida mesmo.

9.12.10

Why god, why?

Só prá divertir vocês... porque não tenho saído, tenho evitado contatos de segundo e terceiro grau com seres do gênero masculino. Tenho somente trabalhado e encaixotado. Very fun, as you can see.

Mas tem essa pessoa com a qual eu saí... sei lá... um ano atrás? Se não for mais...
Nada de fundamentalmente errado com ele. É quase uma década mais novo que eu mas já cresceu o suficiente para ser homem. Se bem que já disse várias vezes prá ele que devia tratar de arrumar uma namorada e casar. Criatura totalmente família. Ama os sobrinhos. fala todo dia com ele. Tem cachorro e tal. Family man mesmo. Devia casar e procriar. E eu, no departamento procriação, digamos que já cumpri a minha missão nessa terra.

Anyway, a gente conversa de vez em quando e ele nunca deixou de jogar o xaveco básico, toda santa vez. A questão é que... problemas de compatibilidade mesmo. Exato. Lá. Naquele quesito onde as fantasias e os recalques se revelam.

Só sei que faz uma semana que a criatura não sai de mim, não sai. Mensagens, telefonemas, conversas. E eu já deixei bem claro que outra mulher poderia fazê-lo bem mais feliz que eu. Pessoa não desiste. Uma pena mesmo. Sendo que estou mais sozinha que cobrador de pedágio e a companhia da pessoa é muito agradável. Outside the bedroom.
E ele descreve o tipo de mulher que ele aprecia e sou eu. Sem tirar, nem por (tem circunflexo nesse por/pôr? Não sei mais escrever depois da reforma, sorry).
Só vim aqui escrever essa bobagem porque meu celular acabou de apitar e nele se lê: Bom dia. Beijos. Quite cute.

Enquanto que outro deles, que deveria ligar, is totally missing. Não, não. Nada apaixonada. Apenas dividiria um espaço plano com ele anytime, anywhere.
At your service, 24 hours a day. Home deliveries. Just a phone call away. Bla bla bla.

Why god, why?

6.12.10

Dr Freud, please, give me a break

Semana passada, Mateus me perguntou se eu voltaria com o pai dele. Oh God... Esse é o tipo de pergunta que acaba com a gente, né? Porque você acha que já está tudo entendido e sedimentado. Já se passaram três anos. E não. Eles sempre querem ver os pais juntos. No matter what. E o maldito Freud continua tendo razão diariamente nessa casa. Responsável por todo o tipo de sequelas emocionais dessa pessoa no futuro, eu serei. A Mãe. Arquetípica. Que abandonou O Pai.
Shit.

4.12.10

Trecho de In Treatment, Gabriel Byrne

Having a tennager at home is like going to the dark side of the moon. The person that you've known, that you've loved, just disappears. You just have to trust that, eventually, they will come back. Maybe different. But they will.

1.12.10

Update

Trabalhando bastante para entregar tudo que precisamos até o dia 17.
Embalando minha casa para mudar na semana do dia 20.
Remoendo meus pensamentos e me sentindo impotente em relação ao papel que realmente temos na educação dos nossos filhos.
Sendo e me sentindo sozinha.

14.11.10

Feeling miserable

Eu passei metade da minha vida me dedicando quase que exclusivamente à família. Eu trabalhava, claro. Mas a minha prioridade sempre foi meu marido, meu filho. O meu dinheiro sempre foi para sustentar a casa e um monte de sonhos malucos que meu ex-marido tinha. Tudo que eu pude fazer pelos dois, eu fiz. Inclusive em se tratando de presentes, festas, pequenos luxos. Eles sempre vieram primeiro. Quatro últimos modelos de video-game comprados antes do meu primeiro notebook, que é esse aqui, em que eu escrevo agora.
Não estou reclamado. Era apenas meu jeito de ser. Hoje, depois de muito esforço e amadurecimento, eu aprendi que a generosidade absoluta não é saudável. E que ser necessária e querida a qualquer preço não é bom. E que não faz mal dizer não, de vez em quando.

Eu estou dura. Em parte porque estou faturando muito pouco no escritório mesmo, em parte porque comprei computador e celular novos para mim, além de ter pago uma parcela da viagem do reveillon com a turma. Além disso, pretendo comprar duas televisões, parceladas a perder de vista para os nossos quartos no apartamento novo.
Tudo certo, né? Não estou cometendo nenhum crime. Eu sei disso. E esse egoísmo saudável era uma coisa que eu tinha que aprender mesmo. Pelo meu bem. E pelo bem de todas as pessoas que convivem comigo.

Agora me diz porque eu quero morrer quando Mateus vem me dizer que não vai ganhar nenhum presente amanhã? E ainda me joga na cara o que eu comprei para mim? (sim, já sabe como me manipular, a criatura). Porque esse é o mal do generoso, né? Só a simples suspeita de que está fazendo alguém sofrer, mesmo que seja inconscientemente, basta para me deixar arrasada. Acaba comigo mesmo, ser chamada de egoísta.

E não adianta vir me dizer que ele vai ganhar um quarto novo, com cama nova (presente da avó), criado mudo pop novo, tv nova, banheiro só para ele com tapetinho especialmente trazido de Hong Kong... etcetera, etcetera, etcetera. Para o meu quarto ainda não comprei absolutamente nada e ainda assim me sinto culpada, culpada, culpada.

Culpada por estar vivendo. Shoot me. Quando é que eu vou aprender?

11.11.10

Meia noite e vinte e um

e estou meio bêbada. Acabei de chegar de um jantar com música excelente, vinho melhor ainda e a companhia mais querida do mundo. Meu melhor amigo... que, certamente, é um ornitorrinco de primeiríssima linhagem. Já falei dele aqui. E não gente..., não adianta insistir... irmãos mesmo.
Mas depois de muitas risadas, chegamos à seguinte conclusão:

Inteligente demais? Uma lobotomia parcial resolve.
Alta? Sempre podemos cortar um pedaço das pernas.
Bem vestida? O mais simples de resolver... bora pro Brás.
Rica? Faz-me rir... Quer cobrir o meu cheque especial?

Amigos. A solução para todos os problemas. Melhor que diclofenaco de potássio.

10.11.10

Continuação da pesquisa para aprimoramento estratégico

Vocês acham que eu estava exagerando, né? Acham sim, eu sei.
Segue-se um diálogo no eme-esse-ene entre mim e um ex-PA, agora convertido em um bom amigo.

Daniela diz:
Vc me acha assustadora?
não... vc me conhece bem, sabe que eu não sou

Ex-PA, bom amigo diz:
não
intimidadora, sim

Daniela diz:
aimeudeus
pq? posso saber?

Ex-PA, bom amigo diz:
bonita
alta
bem vestida
inteligente
e rica*
mais?

Daniela diz:
rs

Ex-PA, bom amigo diz:
so me daria mais medo se tivesse o pau maior que o meu
rs



I rest my case.


* E não sou rica p*rra nenhuma. Sou designer(confundida com profissão fina e cool mas quando eu escolhi fazer artes plásticas em 1912, todo mundo achou que eu ia morrer de fome) e moro num bairro que hoje é chique mas praticamente nasci aqui e era um bairro de classe média e é o meu bairro. Onde me sinto em casa. Trabalho feito uma moura, isso sim.

9.11.10

Pela estrada afora eu vou BEM sozinha...ou por onde andam os Lobos, pelo amor de Dadá?


Cansada. Cansada de ser desejada e temida. Eu sei que fui eu mesma quem disse que o desejo masculino não é ofensa, o contrário disso. Não mudei de opinião. Só cansada de assustar os homens, mesmo.
Peço para uma criatura que me conheceu biblicamente, para sugerir uma fantasia que ele ache que combine comigo (fantasia mesmo... roupa. Tenho uma festa daqui alguns dias). As sugestões se seguem: Mulher-gato, Mulher Maravilha, Cleópatra, Ísis e mais alguma coisa do gênero. See a pattern here?
OK, eu sei que foi um elogio. Mas, né? Esse é o problema, na verdade.
Too powerfull, these women. Deusas, rainhas, heroínas? Ai ai.
Um outro me diz que eu sou a Carla Bruni (gente, nem de longe tão bonita, tenho vários espelhos aqui em casa), ele quis dizer poderosa também. Agora me diz, quantos presidentes da república existem? Ahhh, tá. Então tá, então. Tantos candidatos me restam... ó que legal...
Ser humano acha que eu não vou permanecer com ele. Então não permanece comigo, in the first place. Para evitar o constrangimento.
Melhor começar a meditação, a sublimação, a busca do nirvana. Porque sobram somente os que se acham a última bolacha do pacote e esses... ninguém merece. Ou os loucos e as crianças, que não tem medo de nada. E aí, acho que também não dá, né?
Eu sei que ando monotemática mas... p*rra... carente, acho. Viram, pessoas? Ca ren te. Normal, comum, feito, igual, que nem ocêis tudim.

Ainda tentei dizer que estava pensando em algo com mais humor. Chapeuzinho Vermelho, talvez... ele disse que de jeito nenhum. Não combina.

Dá para vocês me darem licença de ser a Chapeuzinho, please? Passeando desavisada pelo bosque, e deixando o trabalho todo pro lobo? Thank you.

3.11.10

Procura-se um Ornitorrinco


Acho que é isso. Define bem. Porque o que eu quero mesmo... é quase uma impossibilidade. Um bicho raro. Devem existir por aí, uma meia dúzia de espécimes mas, na realidade, não são exatamente animais em extinção, seriam, praticamente, acidentes genéticos.

Tem que ser macho, o que não deveria implicar necessariamente em cuspir no chão, coçar o saco e usar um tacape. O Deida já colocou em palavras para mim, essa necessidade que eu tenho de um homem macho. Ele escreve bem mais bonitinho... energia masculina para contrapor a minha exagerada energia feminina mas no fundo é isso. Tem que ter verniz. Mas a testosterona por baixo tem que aparecer um pouco ou não me atrai. Em absoluto.

Tem que ter maturidade. E por maturidade, não quero dizer idade. Conheço homens de 30 e moleques de 50. Tem que, ao menos, já ter chegado à algumas conclusões sobre si próprio. Ter tido a coragem de olhar prá si mesmo sem dó. Tem que ter vivido.
E, por outro lado, tem que ser jovem. Jovem no sentido de não ter perdido o encantamento com a vida. A capacidade de se divertir, de rir de si mesmo, de aprender.

Tem que ser independente. Independente a ponto de não precisar de mulher nenhuma para sobreviver. Para fazer o supermercado, pagar as contas, dobrar a roupa da mala, para ser feliz. Mas querer muito uma para usufruir o bom da vida. Alguém capaz de construir uma relação baseada na fruição ao invés da dependência. Uma diferença muito importante: precisar e querer. Eu quero... não preciso de nada. Ou como diz, Flávio Gikovate, uma troca do amor de necessidade pelo amor de desejo. Dois inteiros, não duas metades. Não preciso mais viver 24 horas por dia grudada com ninguém. Been there, done that. Sou uma pessoa ocupada, trabalho muito, tenho um filho adolescente. Tem que ter sua própria vida, seus amigos, seus interesses. Eu tenho os meus.

Tem que ser inteligente. Não... não fazemos questão de mestrados ou doutorados. Mas um pouco de cultura, interesse e curiosidade... indispensável. Aprender, para mim, é um dos maiores prazeres, gostaria que também fosse para ele.

Tem que ter senso de humor. Não precisa (nem deve) ser palhaço. Mas, por favor, ter que explicar a piada, o trocadilho, não dá, né? Risadas são importantes. Gargalhadas são um dos maiores prazeres da vida. Tem que se permitir gargalhar, falar bobagem, ser ridículo (eu deveria colocar um aparte aqui.... tem que ser sério... e seriedade não quer dizer chatice). Bom humor, nem se fala, né? Sine qua non.

Tem que ser seguro. Sem ser arrogante. Prepotência é broxante. Segurança é um tesão. Porque eu sou mesmo inteligente (e não vou me fingir de burra), sou mesmo independente (e não vou me fingir de mulherzinha (mas claro que você pode e deve abrir o pote de azeitonas prá mim)), tenho mesmo pernas bonitas (e não vou deixar de usar saias... como me pediram uma vez). Ciúme é chato. Ofensivo. Estúpido. Olha nos meus olhos e vai ver que estou com você.
E, p*rra, se caminhou o suficiente, deve saber que nada nessa vida é definitivo. Garantias não existem.
Saco bem cheio de homens que tem medo de Mulher (notem o M maiúsculo) #prontofalei.

Tem que ter vocação para o prazer. Sem tesão, como diria Roberto Freire, não há mesmo solução. Tesão por tudo (eu, incluída nesse tudo, claro). Não me venha com "blasezísses"... não tenho saco prá isso, não. Que seja capaz de ter prazer. Com as coisas simples. Que saiba apreciar as pequenas coisas. Uma comida gostosa, um banho quente, a pele encostando em lençóis limpos, tanta coisa boa nessa vida, meudeus. E, claro... as coisas ditas finas e sofisticadas, também. Mas entre gostar e (novamente) precisar... há um rio de diferença. Gente recalcada que precisa de aval de grife... isso é cool, isso não é cool... ahhh, me poupem. Estão perdendo um monte de "porcaria" extremamente divertida.

E com vocação para o prazer, quero dizer "aquilo" que todo mundo pensou quando leu a expressão no início do parágrafo anterior, também. Importante. Importantíssimo. Importantérrimo.
S E X O. Ser conectado com o seu próprio prazer. Ter aprendido que sexo é bom, saudável e necessário. Que segure metaforicamente a minha mão e diga: vem comigo. Prometo que eu respiro fundo e pulo.
Tem que ter caminhado o suficiente para não separar mais as mulheres em gavetinhas. Please. Ninguém merece. Nem vou me estender muito sobre esse assunto, já cansei de falar disso...
A lady, a puta. Somos mulheres. Ponto final.
Tem que saber variar a levada, o groove, o ritmo. A gente gosta de delicadeza, a gente gosta de carinho mas, por favor, refira-se ao segundo parágrafo nesse ponto... a gente gosta de macho.
Eu costumo usar a seguinte analogia: quem já foi à Disney, já andou naquela montanha russa no escuro... Space Mountain. Não é uma montanha russa grande, não é a maior do mundo, nada disso. O segredo? No escuro. Por favor, me surpreenda. Quando eu estiver esperando uma curva suave, me ofereça uma queda vertiginosa.... e vice-versa. Um homem que saiba fazer isso... UAU.

Tem mais? Claro que tem...Tem o óbvio: caráter, honestidade, generosidade e tal. Isso... nem se discute, né? Implícito em seres humanos de qualidade.
Podia gostar de ler, podia saber dançar, podia apreciar cinema e música de qualidade. Mas nada disso é tão importante assim. Da mesma forma que eu não serei aquela que você construiu em pensamentos (a bunda da Ellen R*oche, só a Ellen R*che tem), você também ficará devendo à minha fantasia. Porque é isso que elas são. Fantasias. A realidade é melhor. Tem cor, tem cheiro, tem som, tem toque. E surpreende. E não é o que a gente esperava. Que graça teria se fosse? Se o roteiro da vida pudesse ser escrito assim?

Bom... já me estendi demais... torrei a paciência dos três leitores. Chega, né?

E, enquanto Seu Ornitorrinco não vem?
Enquanto Seu Ornitorrinco não vem continuamos passeando pelo bosque, cantando e colhendo frutinhas silvestres. Life is fun.

31.10.10

Exausta

desse embate diário com o Mateus. Exausta mesmo. Ser mãe, por vezes, é a tarefa mais difícil de todas. E sem o outro para fazer o good cop/bad cop... juro... não me resta muita trégua.
Paz é coisa rara por aqui.

28.10.10

Será que vai?

Uma vontade de escrever um postizinho sobre um assunto aí... mas antes de sair metendo a boca, vou dar mais uma chance prá pessoa se redimir. E redimir metade da humanidade junto.

PS. Parece que foi só um mal-entendido. Então... acreditemos por mais uns instantes que existe esperança para a maturidade nesse mundo.

27.10.10

Triste, mas é verdade...

"É como se não se tivesse passado tempo algum em mais de meio século – as modas mudaram, mas a igualdade das mulheres ainda não passa de uma ilusão – talvez mais agora do que naquela época."

Em um novo mundo, os dois sexos desempenham os mesmos antigos papéis

Matéria do Herald Tribune/UOL, sobre o filme "The Social Network". Vocês deviam ler, meninas.

Quando voltei da viagem de HK, comentava com um amigo que tinha achado um dos caras que trabalhava na Trading que está desenvolvendo os nossos produtos, muito interessante. Escocês. Conheci em um jantar, logo quando cheguei. Rolou um xavequinho light, uns olhares, cigarro na varanda do restaurante e tal. Só isso. Meu amigo me perguntou porque nada mais. Eu disse que quando cheguei no dia seguinte para trabalhar... surprise... ele era o gerente da nossa conta e que várias coisas haviam sido feitas de forma inadequada e que eu tinha que trabalhar para o cliente, O que significava ter que ser bem firme com o cara.
Meu amigo perguntou: E daí?
Eu respondi: Eu sou mulher, não posso fazer isso. Perderia totalmente o respeito e a autoridade naquela situação. Você sabe que é verdade. Se fosse o contrário, um cliente homem, um gerente de conta mulher... a situação seria inversa. Sair com ela, provavelmente traria uma vantagem competitiva. Colocaria o cara em uma posição de "superioridade".
Ele acabou por dizer que eu tinha razão. Claro.

Só uma historinha boba para ilustrar o que ainda vivemos, infelizmente.
Eles "mandam", nós somos os objetos de desejo... mesmo quando em situações que não estão dentro desse contexto.
Nem sempre. Generalizei. Mas quando as generalizações são possíveis... e parecem procedentes, geralmente a realidade corresponde. Soooo sad.

E continuamos aguardando as raras exceções.

26.10.10

Revista Próxima Viagem


Porque tá assim. Praticamente.
Quase que me enfiam em um avião de volta para Hong Kong no sábado passado (outro cliente) mas mesmo com toda minha paixão, não queria ir, não. Acabei de chegar e tenho um filho e uma casa. E minha mãe já está com o bilhete vermelho metade para fora do bolso... ser a responsável exclusiva pelo Mateus, mesmo que por 9 dias plus Rio de Janeiro... meio que exaure as pessoas.
Agora... Reveillon em Cancun. Sei que é completamente cê-vê-cê e meio breguinha mas a turma que vai... putz... sensacional.
Além disso já estou totalmente passada da idade dessas viagens de galera, u-hu, no Caribe mas... pensei e cheguei à conclusão que a minha sala de jantar nova para o apartamento novo... (essa eu não tinha contado, né?) pode esperar. Porque essas coisas são agora ou nunca, a vida é curta, passa rápido, a oportunidade tem cabelos na frente e bla-bla-bla. Todos esse clichês carpe diem, seize the moment, etc and all.
Portanto... vou. E a mesa virá quando puder vir.
Vivemos sem mesa Saarinen. Não vivemos sem memórias, amigos e histórias para contar. Ou vivemos... mas é um raio de uma vida chata e sem graça.

PS. Só para constar e devidamente anotado que a pessoa resolveu entrar na história depois de mim, o cutucador oficial de dragões, agora oficialmente livre, vai nessa viagem. Ainda estou para decidir se isso é bom ou ruim.

22.10.10

United Nations ou meus amigos internacionais...

Meu amigo Márcio morou dois anos e meio na Europa e voltou há alguns meses. Lá, ele morou em algumas casas coletivas. Pessoas morando juntas e dividindo espaço e despesas... meio que como uma república, só que com gente que há muito saiu da faculdade.
Chegando aqui, ele resolveu fazer o mesmo... já que não queria morar sozinho e chegou à conclusão que moraria muito melhor se dividisse despesas.
Alugou uma casa enorme, quatro quartos, em uma vilinha nos jardins e botou anúncio nos sites estrangeiros, já que, segundo ele, brasileiros tem preconceito contra esse tipo de esquema.
Hoje, a casa dele é praticamente a ONU. No momento, um espanhol, um alemão e um canadense.
Tem fila para morar lá.

Tudo isso prá dizer que domingo passado fui almoçar lá, já que a empregada dos moços faz uma feijoada sensacional que ela deixa pronta todo sábado.
E aproveitei para perguntar uma coisa que há muito me intriga...

Nós sabemos, mulheres brasileiras, que fazemos parte do imaginário dos homens de praticamente todas as nacionalidades. Nessa última viagem, encontrei profissionalmente com diversos e era só dizer que era brasileira para ver as estrelinhas nos olhos deles. "O" estereótipo.

Com os caras lá da casa do Márcio, tenho mais intimidade, então perguntei:

"Escuta, que tipo de fantasia vocês tem sobre as brasileiras, que basta falar que nasceu nesse país para vocês fazerem essa cara de peixe morto? Que nós somos vagabundas?" (desculpem pelo termo, não acho aque isso realmente exista mas era para ficar claro para seres do sexo
masculino, entendam...)

"Não, não." Eles disseram. "A gente acha que vocês dançam, são sensuais... (boas de cama implicito nessa observação).

Bom, isso é o que eles imaginavam. Perguntei então, o que realmente encontraram... já que os três estão namorando brasileiras, claro...

Carinhosas (boas de cama implícito nessa observação e também uma certa dose de subserviência), bem-cuidadas (a tal da manicure semanal e, principalmente, a depilação - precisavam ver a cara de nojinho do espanhol quando falou da quantidade de pelos por lá...), ciumentas (isso, segundo eles, em função do hábito compulsivo do brasileiro de trair (homens e mulheres)), nunca transam no primeiro encontro (segundo ou terceiro, normalmente (disseram que as mulheres por lá são muito mais seguras de sua sexualidade, no sentido de expressarem o desejo e de tomarem a iniciativa)).

Acho que é isso. Nenhum julgamento de valor, nada disso. Só para constar mesmo. Informação nunca é demais. E saber como somos vistos por aí... ajuda a pensar em como realmente somos.

Ahhh... a quem interessar possa: alemães são absolutamente fiéis.