8.2.07

A volta das que não foram

A pessoa que deveria se encontrar em Manaus, se encontra aqui em SP. Em casa, para ser mais precisa. Porque como nós somos deveras originais, eu e minha sócia, fomos passear ontem no aeroporto de Guarulhos (aventura somente recomendada para quem aprecia fortes emoções) debaixo da chuva mais torrencial dos últimos tempos e trânsito parado, parado, parado.
Chegamos ao soar do gongo e a mocinha do check-in garante que o avião, claro, está no horário. Oquei, como não? Esbaforidas, suadas, destemperadas, correm para o embarque.
Não mais que de repente (após pagar pelo segundo café com leite mais caro do universo - cinco reais!), a voz no alto-falante anuncia que, em função da chuva, TODOS os aviões estão atrasados e sem previsão de embarque.

Mas nem, nem que me matassem eu ia ficar naquela salinha 17, lotada de pessoas. Bora desembarcar e esperar lá fora. E perguntar, lá no balcão, se e quando esse avião vai sair. E fumar, claro, o que é que eles estão pensando?
Mocinho do balcão diz que não, não podemos ficar lá fora, não. Porque ele não garante que vão chamar o vôo nos alto-falantes de fora e que o vôo pode sair a qualquer momento. Diz ele que a Infrahellus só anuncia alguns, assim aleatoriamente. Ah.... então tá bom então.
Bora de volta pro embarque. Na salinha 15, que é maior e dá prá escutar o raio da pessoa anunciar a chegada do avião.

Mas nem com o benefício da presença de uns seres do sexo masculino de boa aparência se pode contar nessa vida, nem isso para divertir a pessoa tinha não.

Fome. De fome padecem as sócias proprietárias do L'atelier.
Bora comer, então, ali no único café do corredor de embarque.
Misto quente sola de sapato - dez reau
Suco de laranja - num tem, não (mas como ué, tô vendo aí a máquina com as laranjas! A máquina se encontra parada para limpeza- Ah... se encontra, né? Então, tá. Café com leite. Olha, pessoas, um misto rachado e dois cafés com leite - vinte e cinco reaus e vinte centavos - no café do corredor é mais caro).
Avião no horário - realmente, não tem preço.

Embarco, desembarco, fumo embarco, desembarco, fumo. O povo que tava lá esperando as pessoas queridas amigas amantes conhecidas que estavam nos aviões atrasados deve ter achado que, realmente, eu sou uma pessoa que viaja muito rápido. Por teletransporte, deve ser. Que raio essa mulher tá desembarcando de novo?

Well, após umas três horas e meia dessa edificante atividade, vamos pela enésima vez até o check-in. Escolho um mocinho novinho com cara de ingênuo intocado pela crise aeroviária e furo a ondulante fila dos pobres que ainda nem check-in fizeram e acreditam, coitados, que vão viajar.
"Moço, falaverdade, esse avião sai hoje ou não sai, porque, sabe, eu vou prá casa e volto amanhã."
"Olha, o avião está no Galeão, sem previsão de sair de lá". (O Galeão, para quem não sabe fica no Rio de Janeiro).
"Tá, moço, então deu. Vamos remarcar essa joça prá amanhã."
Tec, tec, tec tec, tec tec, tec, tec. Passagem remarcada para amanhã às 19:00.

Acabou? Nananinanão, caros telespecadores.
E as malas? Ah... as malas.... peraí que nós vamos localizar as malas, esperem aqui um segundinho, por favor.
Foram aproximadamente 60X60 segundinhos e cinco pessoas para estarem tentando localizar as malas.

Acabou, agora, então?
Não, pessoas, cabô inda não.
Tinha o táxi.
Fila de umas cinquenta pessoas para pagar com cartão.
Fila de umas trezentas pessoas (não é uma figura de linguagem usada para reforçar a narrativa neste ponto, não) para os táxis, propriamente ditos.

Agora acabou. Depois de uma emocionante aventura de seis horas, chegamos em casa às 2:30 de la matin. Podres. Famélicas.

Mas não desligue ainda, hoje à noite tem mais.
Porque, vejam, neste exato momento, chove. E, (tá lá no Terra) já são vinte e cinco aviões atrasados em Congonhas que estão sendo redirecionados para adivinhem? Guarulhos.

6.2.07

Muié Cobra. Soon on a movie theater near you.

Então eu resolvi fazer um peeling. Fui ontem na primeira sessão. Não, não tô a muié-cobra. Ainda. O rosto tá vermelho, dolorido e sensível.Acho que a transformação vai começar quando eu estiver em Manaus (de quinta a sábado). Jisuis, que excelente primeira impressão para o cliente novo, não acham?
E ainda bem que amanheceu chovendo em sumpaulo, hoje. Ou a pessoa de chapéu ia realmente chamar a atenção a caminho da farmácia para comprar o mega-filtro-solar que a dermato mandou.

E essa do prefeito, hein? Ridículo. Destemperado, descontrolado e grosso. E pouquíssimo político. Onjáseviu?
Estapear o eleitor e ainda por cima chamá-lo de vagabundo na frente das câmeras? Senhor Kassabs, acho melhor inventar um cursinho de anger management control para nós, paulistanos, feito tem lá nos States.
Alunos, não vão faltar, é só passear no trânsito e recolher.

5.2.07

"O Bobo"


Há tempos estava entediada com o meu trabalho. Tinha se tornado, na maior parte, uma coisa mecânica, sem desafios, pé nas costas. Era só ligar o piloto automático. Agora, com esse trabalho novo em Manaus, estou super entusiasmada. Eufórica, mesmo. É uma coisa que nunca fizemos. E, sincronicidade ou não, é justamente esse assunto específico que tem me interessado nos últimos dois anos.
Sinto uma mistura de medo e excitação.
Tenho estudado, lido, pesquisado.
Sinapses a mil.
Recomeçar é bom.

2.2.07

Duas cousas

1. Alguém mudou o blog pro Google? Aconteceu alguma coisa? Socorro! Mudo ou não mudo?

2. Leiam, leiam, leiam. Ela quase me matou.

31.1.07

Me engana não, que eu não gosto

Eu sei que vocês já devem estar de saco na lua dessa história dos meus cursos e tal, mas os fulanos lá da minha faculdade (do MBA com nome bunito) me ligaram hoje à tarde, para dizer que eu tinha passado na seleção. Hã-rã.
Eu já decidi não fazer, mas só de sacanagem contei que estava esperando o resultado da seleção lá da faculdade f*dona e que só sairia dia 7, e que eu não ia decidir nada até lá. Pessoa secretária me pede para esperar um momentinho, ela vai falar com o coordenador do curso. Volta e diz que eles vão esperar até dia 7. Então tá.
Duzentos e trinta cadidatos para vinte e cinco vagas e eles vão me esperar até dia 7?
Tão caçando aluno a laço.
Agora, se eu não passar na seleção da f*dona, vou chorar.

Só para os fãs: Mateus repaginado, com novo corte de cabelo e leve bronzado (foi o que a chuva permitiu) volta às aulas na próxima segunda.

30.1.07

Follow up

Eu disse que ia dar notícias, então vamos lá: fechamos a consultoria com o tal cara. Seis meses.
O negocinho de reclamar aqui no blog vem funcionando. Obrigada, seres superiores que lêem blogs.
Ah! A empresa fica em Manaus, então lá vamos nós. Sinergia total com a redegrobo.

Quanto ao meu curso, acabei achando um negócio que me interessa. Só que, vou falar hein... neguinho tem que ser milionário para estudar nesse país. Mileseiscentos reais (por mês, atentem!) por quatro semestres. É assim, quase um pequeno apartamento, que eu não possuo, by the way.
Então, vou começar por um curso curto de especialização (três meses de aula e cinco meses de setecentos reaus). Se ainda houver vaga e eles me aceitarem. Não dá para saber. Você faz a inscrição pela internet e fica aguardando "eles" darem o ar da graça. Ainda tenho que mandar a papelada (até sexta), que inclui uma carta da empresa em que eu trabalho (rá), empresa esta que pagaria pelo meu curso (rá rá), caso eu trabalhasse numa dessas empresas finas.

Então, toca a escrever a tal carta, porque a empresa sou eu mesma, obrigada.

27.1.07

E agora?

Me inscrevi em duas pré seleções. Um curso de especialização curto na faculdade de administração mais famosa e mais cara do país e um MBA, na faculdade que eu estudei. Aí me chamaram para a entrevista do MBA. Fui lá. Não gostei muito, não. Ou melhor, acho que o cara gostou demais de mim. Se eu ficasse lá mais quinze minutos, ele ia acabar me chamando para dar aula no tal curso. Ele realmente ficou uau com o meu curriculum. De como eu fiz uma faculdade de Artes Plásticas e saí passando o trator (palavras dele). Diz que são 230 candidatos para 25 vagas, não sei se eu acredito muito não, a mensalidade é bem salgada.

E eu estou procurando um curso porque eu quero aprender, de verdade. E não fazer uma reciclagem (palavras dele, de novo). O título não me acrescenta nada. Não sou profissional de carreira. Então fiquei meio decepcionada com a empolgação da pessoa com as minhas credenciais, né. Fácil demais. Eu queria um enfoque em marketing e varejo porque é onde minhas falhas estão, realmente. E o enfoque deles lá, é mais em moda. Mesmo sendo um MBA (e cada nome bonito que eles põe nos cursos, vocês precisam ver, a gente quase acredita). E de moda... bem, de moda eu entendo o suficiente.
Devia ter aceitado o conselho da minha irmã e encarado direto o curso f*dão na faculdade f*dona.

Metade das coisas por aí é engana-trouxa total. E eu não tô rasgando dinheiro, não.
Alguém tem uma dica?

22.1.07

Peggy Sue

Acabei de voltar da faculdade. Fui pedir um certificado de conclusão porque estou pretendendo voltar a estudar. Até hoje eu nunca tinha pedido meu diploma. Cheguei lá, dei meu nome. Lá vai o mocinho me procurar nos arquivos inativos. Veja você. Veiêra é o meu nome. Achou e não mais que de repente me dá a notícia de que meu diploma já estava lá, prontinho, me esperando. Diz ele que para quem se formou até 94, a faculdade era obrigada a pedir o diploma pro MEC.

"Você quer em papel normal ou pele de carneiro?"
(pele de carneiro? cruzes!) "Papel normal, mesmo."
Então, é só pagar (claro, né) setenta reais ali no caixa e retirar aqui.

Já está comigo. Meu diploma. Que já tinha debutado, lá numa gaveta da FAAP.
Posso requerer cela individual.

E vou falar, que aproveitei para dar uma volta no prédio das Artes Plásticas, espiei as oficinas de gravura, as salas de aula e tal. Nostalgia total.
Não, da FAAP não. De mim mesma, jovem. Claro.

19.1.07

Eu precisava vir aqui

dizer uma coisa porque até a minha irmã me ligou preocupada com o post pessimista e as cousas dando errado. Não é pessimista, not really. Só um desabafo. Um banho de realidade, vamos dizer assim, só para não começar o ano na ilusão. De qualquer forma, o cara esteve aqui hoje e tudo caminha a contento mas não temos nada fechado ainda (orçamento para ele na segunda, então veremos).
Mas o que eu quero contar não é isso, não. Acho que "eles" escutaram, sabe. Ou leram, para ser mais precisa. Porque, numa virada inacreditável do destino de quem nunca ganhou nem rifa, fui sorteada numa dessas promoções de Natal de loja e ganhei um I-Pod (achei até que era o shuffle mas é um naninho). Portanto não sei se não reclamo mais ou se é agora que eu reclamo mesmo - "O " Grande Irmão legítimo (ou um de seus assistentes menores, talvez) está lendo esse blog. Meda, meda, meda.

16.1.07

Eu te disse, eu te disse, eu te disse, eu te disse


Porque essas coisas acontecem? Porque, porque, porque? (tem circunflexo nesses porquês todos? nunca sei, mas acho que sim). Sei que parece de propósito. O ano começa, cheio de possibilidades. Clientes novos (nada certo ainda, claro), encontro um cara na hora do almoço (mega networking), passo um e-mail assim que chego no escritório, o cara me responde imediatamente. Passo um outro e-mail prum provável cliente, dizendo que ele precisa decidir logo porque não conseguimos pegar muitos projetos simultâneos e temos outras propostas (rá) - é agora ou f*deu - e o cara liga no instante seguinte (juro), dizendo que vem à São Paulo na próxima semana e quer trabalhar conosco de qualquer jeito.
Empolgação total. Esse ano vai. Agora vai. Agora a gente ganha dinheiro. Putz. É de propósito. Só prá gente se entusiasmar e depois eles (não me pergunte quem são eles, mas tem que ter eles senão a teoria da conspiração mela) se divertirem horrores com a nossa cara de tacho. Só pode ser.
Pessimista, eu? Não, não. Meio Poliana, até. Mas frustração tem limite, né? Deve ter. Não achei meu fundo de poço ainda, sempre tá cabendo mais uma.

E tenho tido dores de cabeça monumentais - doutor, cadê minhas recomendações médicas para o repouso nas montanhas?

E minha única, solo, resolução de ano novo, continua esperando.


* escrevi esse negócio no dia 10, das três coisas pendentes, duas já eram. Falta uma (o cara que ligou) - ele vem na sexta. Dou notícias.

A cigana (foi taróloga, mas cigana fica mais legal) me disse uma vez que nunca faltaria dinheiro prá mim, mas que não era dinheiro fácil, que ela só via dinheiro vindo de trabalho. Nada de baú, nada de mega-sena, nada de milhões no meu futuro. A féladaputa me rogou foi praga. Das boas.

15.1.07

Tem título não

Sábado fomos a um show de uma big band (Desculpe, Su, é por isso que eu não apareci lá, tínhamos mesa reservada e tudo prá esse tal show). Botaria diversos reparos no repertório mas tenho que dizer que sou absolutamente, irremediavelmente apaixonada por instrumentos de sopro. Amo. Meu negócio são os tambores e os intrumentos de sopro. Tem boa batida? Amo. Tem aqueles instrumentos que cantam feito uma voz humana? Amo.
E a Vanessa Jackson (lembram dela?) estava lá e cantou uma música. Canta muito.

13.1.07

BigImbróglioBrasil

Feito a Hunny (que eu adoro, adoro, adoro), também não sou muito fã do BBB. Não consigo nem conceber o que é estar confinada. Sou meio claustrofóbica*. Apesar de adorar ficar em casa. Na minha. Fico imaginando, se eu estivesse lá, o que eu faria com os meus pêlos. E acho que devido à minha boca grande seria eliminada em dois tempos. Não serve prá mim, não. Eu iria prum reality show como o No Limite, por exemplo, ou o The Amazing Race. Com um objetivo a conquistar, acho que eu funciono. Mas esse negócio de somente ser e estar, sei não. Acho que sou mesmo é uma chata de galochas. Sem TV? Sem computador? Sem livros? Putz, inimaginável.
Mesmo assim, adoro ler os comentários da Mary, mesmo sem saber direito quem são aquelas pessoas. Acho que vou assistir um pouco, só prá poder me divertir mais. Porque o show, amigos da rede grobo, é ela.

* e essa coisa da Van soterrada aqui, em São Paulo, me aterroriza mesmo. A pior morte do mundo prá mim. Ser enterrado vivo. Me dá vontade de gritar só em pensar no assunto.

10.1.07

Oi, Daniela

Qualquer um que já tenha frequentado as salas dos grupos de anônimos sabe que é das melhores terapias que existe. Qualquer sala. E olha que hoje, existem muitas. Ainda não é como nos Estados Unidos que tem uma para cada doidice* e particularidade existente, mas tem muitas.
E funcionam. Porque eu estou hoje aqui falando isso? Não sei. Deu vontade. Deu vontade de contar que já participei de algumas e no começo, detestei. Ia porque sabia que precisava. E detestava. Não gostava porque tinha uma maldita superioridade intelectual e me aborrecia profundamente com algumas partilhas, com gente que não sabia verbalizar ou elaborar intelectualmente suas mazelas ou então nem se dava conta dos processos pelos quais estavam passando. Lá aprendi humildade e comecei a aprender a escutar (que definitivamente não é das minhas principais faculdades, falo demais). E ouvir. E quando consegui ouvir, aprendi muito.
Porque através das histórias dos outros, fui capaz de olhar para mim mesma com um pouco mais de generosidade, de compaixão. E fui me perdoando e exigindo ao mesmo tempo (se é que dá para entender) menos e mais de mim.

* no bom sentido, claro

9.1.07

Uia

Compraram nóis tamém.
O Google vai dominar o mundo.
Tô achando que o Pausa vai sumir no buraco negro de uma hora para outra.
Será que temos que mudar pro novo?

5.1.07

Floradas na Serra

Ainda de férias e quase sem absolutamente nada para fazer. Ontem, o povo acordou. O povo do trabalho, quero dizer. Tinha uma dúzia de e-mails na minha caixa postal e recebi umas duas ou três ligações pelo celular. Incrível como o meu batimento cardíaco aumentou e a minha respiração ficou mais curta. Acho que não dou prá isso, não. Trabalho. Trabalhar faz mal à minha saúde.
Bom seria, se como antigamente, quando os médicos não dispunham de tantas pílulas, o doutor me recomendasse uma mudança de ares, uma temporada em uma estância climática, boa comida, bons livros, boas companhias. Passeios por entre as árvores, longas conversas sobre filosofia, uma tossezinha aqui, uma partidinha de bridge ou gamão acolá. Um absintho no fim da tarde, que ninguém é de ferro.
Olha, acho que eu me adaptaria com perfeição.

2.1.07

Adeus ano velho

Então tá. Resolvi ficar por aqui mesmo. No interior, casa de mamãe. Praia devidamente desistida. Sendo que está lotada de seres humanos com fobia de aeroporto e chove. Aqui também chove mas consegui pegar uns três ou quatro dias de sol, o que resultou numa pessoa menos fantasmagórica. O mal de ser morena é esse. Não sobrevivemos sem a fotossíntese.
Reveillon na casa da Regina, que é casada com meu tio Du, irmão mais novo da minha mãe. A comida lá é sempre fantástica, maravilhosa mesmo. Ela é a pessoa que eu conheço que mais curte comida. As compras dela, são sempre de coisas para comer. Quando viaja, traz comida. Quando foi à Espanha, trouxe um presunto cru Pata Negra. Imenso. Prá você ter uma idéia.
Então, comi. E bebi muito champagne.

25.12.06

As pastorinhas, prá consolo da lua

vão cantando na rua
Lindos versos de amor

Acordo cedo como sempre. Mesmo depois de toda a trabalheira e champagne de ontem. Meu corpo dói. Os Natais por aqui são produções hollywoodianas e nos últimos três anos, passamos o Natal na casa da minha irmã em Florianópolis, muito mais descontraído. Não que eu esteja reclamando, decoração de festas é uma das oitocentas e vinte e três coisas que eu já fiz profissionalmente nesta vida e eu gosto. Mas, putz. Haja pernas.

Acordo para a notícia da morte do Braguinha. Gente, eu amo esse homem. As músicas dele permearam a minha infância (os disquinhos infantis todos, tocando naquela vitrolinha portátil laranja), meu avô cantando As Pastorinhas, as marchinhas de carnaval. Muito da felicidade daqueles tempos está conectada a essa trilha sonora.

Hoje tem festa no céu. Baile de carnaval.

Chiquita Bacana, lá da Martinica
Se veste com uma casca de banana nanica.

22.12.06

Tudo bem por aqui

mas só chove, chove, ouuu, chove, chove...

20.12.06

Até que enfim

Estou de férias! Portanto me perdoem se os posts sumirem de vez.

18.12.06

Não fui

Estou aqui ainda, trabalhando.
Mas hoje é o último dia.
Prometo.

16.12.06

Tem dia que sei lá

Que dia, ontem. Doze horas quase que ininterruptas trabalhando numa embalagem de páscoa. Acreditem. Doze horas com aqueles malditos coelhos! (sorry, hunny) Pessoas começam a embalar ovos de páscoa em janeiro e por isso eu sofro.

E para completar esse dia tão feliz, minha querida sócia surtou ontem. Total (eu já devia estar acostumada porque ela surta de quando em quando, mas esse último ano foi tranquilo, salve a farmacologia - mas eu sempre me surpreendo e fico magoada, toda santa vez).

Primeiro brigou com o dono da fábrica no Rio (que em seguida ligou prá mim e soltou o canil todo). Depois comigo. E disse que não queria mais aquilo tudo, que ia procurar emprego, que esse nosso processo de trabalho está acabando com o gênio criativo dela e blá e blá e blá (tudo isso gritando e chorando ao mesmo tempo). Hum-rum. Tá. E saiu pisando duro e batendo portas.

E eu lá, coscoelhos.

Ela me liga no fim da tarde, bem etilicamente alterada, para dizer que me ama e pedir desculpas. Eufórica. Muito. E ligou prus clientes todos nesse estado, deusmeproteja.
E depois de ter dito que não queria trabalhar mais lá, resolveu ligar o ISO 9010 e disse que vai trabalhar a semana que vem toda (estaríamos de férias a partir de terça) para aparar os rabos que sobraram (muitos, muitos). E que volta uma semana depois de mim.
Fuck. Ou bem eu saio correndo prás minhas férias hoje ou vou na reunião de segunda e fico com 4 dias de férias a menos. Dilema, dilema.

E ainda teve a volta dela pro escritório, lá pelas seis. E me abraçou e me beijou e te amo te amo te amo e só eu te abraço desse jeito e te digo que te amo e falei com o cliente e ele disse que o nosso trabalho é maravilhoso e que a nossa coleção de inverno é espetacular e somos as deusas do olimpo e me enforcava (juro) enquanto eu tentava dar jeito nos coelhos problemáticos.

E eu só: vai prá casa, por favor. Me deixa trabalhar. Nós temos que entregar isso hoje, pelamor de dadá (copyright da Cris).

E ela foi. O santo namorado dela veio buscar. Amém.

E eu passei mais QUATRO HORAS coscoelho.
Bem, gente, quer saber?
Acho que eu vou mesmo. Amanhã.

15.12.06

Sem título

Exaustão. Essa é a palavra. Teoricamente, não poderíamos parar de trabalhar nesse momento. Mas a maior vantagem de não se ter patrão (e 13º, e férias pagas, e plano de saúde e etc etc) é justamente essa. Mandar um f*da-se bem grande. E miliuma cousas a fazer antes de viajar e Sir Artur (dono da fábrica do Rio, lembra?) marca uma reunião com cliente novo. E tomamos um chá de cadeira de três horas. Perdi a manhã toda. Ninguém merece. Ninguém. Ninguém. A única graça foi ver, justamente Sir Artur, O FINO, esperar esse tempo todo. Maldosa, eu? Nã, jeinenhum.
E a última reunião, marcada para amanhã, passou para segunda e eu perdi o fim de semana. Lindo, né? Mas terça, eu vou. Juro. Nem que venha o apocalipse.

E eu gosto de Natal. Eu sei, eu sei, é muito demodé gostar de Natal. Mas eu gosto. Dar presentes está no meu top ten.

13.12.06

Quem vai querer, põe o dedo aqui!


Há tempos venho procurando a bolsa do poder. Eu tenho essa coisa com bolsas, vocês bem sabem. Profissionalmente, uma bolsa do poder ajuda. Muito.
Quando o cliente precisa achar que você é mutcho bem sucedida, e você precisa precisa precisa aumentar os seus honorários que além de não quererem mais crescer, estão ficando corcundas, você bota a bolsa do poder em cima da mesa e cobra. Não testei ainda (os honorários, até hoje, não permitiram, mas tenho plena convicção de que vai funcionar).
Além disso, serve também para ser bem tratada naquelas lojas metidérrimas ou enfrentar qualquer situação onde a insegurança impera. Para mim funciona assim, me agarro na alça da bolsa e não me afogo - sou louca, eu sei.
Jurei que não ia contar prá ninguém - de que vale se todo mundo sabe que é falsa?
Mas, so what?
É um site (tem muitos, mas até hoje não tinha achado nenhum que prestasse), ships worldwide, não são baratas, mas tem tudo. TUDO. TODAS as marcas impressiona-trouxa. Últimos modelos. À vista só nas revistas de moda importadas. Que todo mundo desse mundinho besta fashion, lê. E de primeiríssima qualidade, ou assim me parece (vou comprar essa aí da foto de presente de Natal prá migo mesma- depois que virar meu cartão - veremos).
Eu sei que parece a coisa mais besta e fútil del mondo, mas no meu, funciona. Né mole, não, questo mundinho da moda.
Não vou colocar aqui o endereço (sei lá, né, vai que...) mas se alguém quiser, manda um email prá danidemenezesarrobagmailpontocom.
E deixa eu correr, temos reunião mega importantérrima daqui a pouco. Sem bolsa do poder prá botar na mesa, resta o trabalho, né?

9.12.06

Estou me arrastando

e faço coro para o "acaba 2006!".
Nem de longe terminei todas as minhas tarefas mas que elas andaram, andaram (obrigada pelas preces na entrega do trabalho das floricuturas - terminado e devidamente entregue, amém jisuis).

Mateus, agora, que nem o Lost, novos episódios, só em Fevereiro (as aulas acabaram, crianças!).

E a pessoa que vos fala capotou antes do globoreportis, está de pé há uma hora e vai trabalhar. Hoje e amanhã.

5.12.06

Isso aqui já está virando

o blog do Mateus e se ele descobrir, me pendura de cabeça prá baixo, esfola e joga sal. Mas vamos lá. Para quem perguntou nos comentários: gente, não sei de nada! Provavelmente não aconteceu nada no mundo das coisas físicas mas para ele aconteceu tudo, tenho certeza.
Acabei de encontrar um caderninho*, aqui em cima da mesa com uns rabiscos, umas frases e vários, vários "te amo".

"Eu te amo muito, não consigo expressar isso mas te amo" e " Eu queria poder te falar que te amo. A vergonha não permite".

Doze anos. O primeiro amor. Que os anjos te protejam, meu filho.

E hoje, vou apresentar o projeto visual lá das tais floriculturas. Fiz uns muitos estudos. Torçam, pray for me please, porque eles tem que gostar de alguma coisa para eu poder finalizar logo e entregar porque senão... não vejo mesmo a possibilidade de sair de férias no dia 16.
E eu preciso. Ou morrerei.
Porque ainda falta mais da metade da coleção de Babydoll, uma pequena coleção de masculino e todas aquelas de inverno que eu já havia mencionado antes que já estão desenhadas mas estão sendo pilotadas (piloto é a primeira peça) e dá muito, muito xabu nessa fase - provas de roupa, remontagem, eteceteras e tales.

*Shame on me, por ler as coisinhas dele. Mas não resisti.

3.12.06

Mateus apaixonado - parte II

Há três ou quatro semanas, ele vem tentando ajeitar uma ida ao cinema no shopping. Com "ela". E mais uma galera da escola para diluir o constrangimento e não deixar tudo assim, tão óbvio. Os meninos nunca querem ir. Todo fim de semana mela. Hoje ele foi. Escutei ele ligar para vários amigos. Insistir, insistir, insistir. Pelo que pude deduzir (continuo não sabendo de nada diretamente - tudo isso que estou contando resulta da união de pequenos fragmentos de conversa), ninguém topou*. Ele foi assim mesmo.
Camiseta nova, meu tênis emprestado (sim, calçamos o mesmo número), até me pediu prá passar um jeans. Ele estava cantando. Literalmente.
Uns quinze minutos depois que ele saiu, liga uma garota e pergunta por ele (essa é uma primeira vez, nunca aconteceu, pelo menos não que eu tenha atendido, mas não posso ter certeza, normalmente ele atende o telefone aqui em casa). Eu digo que ele foi ao shopping (sei que é ela, meu coração de mãe sabe) e que levou meu celular. Pergunto se ela quer o número, escuto ela pedir uma caneta para a mãe - elas estão no carro, espero que indo pro maldito shopping, porque o meu filho já está lá esperando. Por ELA. Com o coraçãozinho ansioso e cheio de expectativa. Ela anota o telefone. Espero que elas já estejam perto. Vai menina, vai.

Ai, meu deus, mãe sofre.

* No final, foram umas seis crianças.

1.12.06

Não tenho mais idade para...

Daqui, dali e d'acolá.

1) Ser boazinha
2) Perder tempo com gente melodramática e masoquista
3) Fumar desse tanto
4) Esquecer o dia do anticoncepcional
5) Mudar o rumo da minha profissão (ou tenho?)
6) Sofrer com as críticas e olhares enviesados da minha mãe
7) Usar mini-saia
8) Permitir que me tratem mal
9) Ser alvo de ciúmes irracionais
10) Justificar as minhas escolhas
11) Me acabar no carnaval
12) Deixar de ir à academia (10 months and counting...)
13) Não tirar férias
14) Ser obrigada a concordar com uma fulana com 15 anos a menos de experiência do que eu , só porque ela é o cliente
15) Carregar o piano sozinha
16) Descolar um casamento por conveniência, aka, golpe do baú
17) Deixar de ler por absoluto cansaço mental
18) Gostar de ficção científica (adoro)
18) Ter cabelos compridos (mas tenho)
19) Cobrar barato (estava pensando em trabalho mas acho que vale para tudo)
20) Adiar minhas vontades fúteis
21) Não poupar para a velhice
22) Achar que eu tenho 20 anos
23) Insistir numa idéia falida
24) Aprender a dirigir (eu também, né Suzana?)
25) Não possuir a tal da casa própria
26) Achar que um dia meu pai vai mudar
27) Procrastinar muito tudo que se refere à saúde, médicos, exames, etc.
28) Trabalhar na sexta-feira
29) Virar a noite e/ou beber seis doses de uísque
30) Comprar por impulso
31) Me sentir culpada por comprar por impulso (p*orra, eu trabalho prá quê?)
32) Ter vergonha do que quer que seja
33) Ser insegura em relação à minha capacidade profissional
34) Não me achar bonita o suficiente
35) Ficar esperando the bigger plans for me that god must have e que não vão acontecer nunca se eu não movimentar o meu rabinho
36) Ter outro filho (exceto, como meus amigos bem sabem, se for com o Antônio Ermíri*o de Mora*es)
37) Ficar com raiva e não dizer nada
38) Fazer essas listinhas, principalmente quando o número de itens tiver que ser igual à idade.

* Eu sei que essa listinha já rolou há tempos mas a minha ficou esquecida no rascunho .

30.11.06

Ai, ai, ai


Semana passada fomos almoçar em um restaurante diferente. Estávamos enjoadas do nosso natureba de todos os dias. É um restaurante simples, pequenininho, o dono é italiano e (atenção garotas!*) parece que todos os italianos das redondezas almoçam lá.
Pois então. Devido à essa concentração geográfica de pessoas italianas do sexo masculino, encontramos um amigo que há muito não víamos. Trabalhamos juntos na Bene*tton, milênios atrás.
Pedimos uma forcinha para a divulgação/comercialização da Babydoll (nossa marquinha de pijamas, prá quem ainda não sabe), já que ele sempre está trabalhando numa dessas marcas glamourosas italianas e conhece muita gente, o que não é o caso da pessoa que vos fala.

Ontem ele me liga para dizer que deu nossos telefones para uma pessoa que estávamos querendo conhecer. Ótimo, muitíssimo agradecida. E que está tentando descolar um show-room na Itália para colocarmos a Babydoll. Lindo! Maravilhoso! Era tudo o que nós queríamos. Se der certo, p*ta que o pariu! Obrigada, obrigada, super obrigada.
E pediu para darmos uma passada lá, onde ele está trabalhando, porque PRECISAMOS comprar umas peças e ele vai fazer o preço de custo prá nós e etcetera e tal e que TODAS as mulheres chiques da Itália usam estas benditas calças e que nós TEMOS que comprar uma. Ou duas. Ou três.
Gente, ele está sendo gentil. Gentilíssimo. Amigo. Eles não fazem isso prá qualquer um, não. De jeito maneira.

O que me preocupa deveras no momento é: Quanto será que custa essa p*rra de calça?
Porque uma, pelo menos, eu vou ser obrigada a comprar.


* a quem interessar possa: o restaurante fica na Rua Augusta, numa galeriazinha furreca, entre a Oscar Freire e a Estados Unidos. Só almoço.

27.11.06

Quem quer casar com a Sra. Baratinha?

Leio na Ve*ja a matéria sobre o casamento. E a suposta constatação de que boa parte das mulheres não vai se casar nunca. Olha, esse tipo de pesquisa não serve para o Brasil, não. Em comparação aos Estados Unidos, quero dizer. Porque lá as pessoas se casam, oficialmente e tals. E não se consideram casadas mesmo que morem juntas há muitos anos. Diferentemente daqui.
Sou casada há 17 anos e nunca me casei. Portanto sou solteira na tal pesquisa. Minha irmã, também. E minha tia. E quase todo mundo que eu conheço.

Por outro lado, acho que hoje as pessoas demoram muito a se casar. E não costumam permanecer casadas por muito tempo. E essa cultura da gratificação instantânea atrapalha muito. Porque todo mundo quer ser superhipermegafelizinhoerealizado o tempo todo e isso não existe, nem com o uso intenso da farmacologia disponível.
Egoísmo e uma adolescência que não acaba nunca, é isso que eu vejo.

25.11.06

Com música, o pepino escorrega feito quiabo

Bobby pai e Bobby filho saíram.
Peguei o IPod novo do Mateus (presente de dia das crianças + aniversário, chiquérrimo) e saí arrumando camas e lavando louça e catando a bagunça.
Decidido. Vou comprar um prá mim.

24.11.06

Congresso? Tô dentro!

Três semanas atrás:
Ligo no cirugião plástico, a recepcionista me diz que ele está num congresso. Volta em quatro dias.

Semana passada:
Agora é a recepcionista do ginecologista, para quem ligo tentando marcar um dia para ele ver meus exames: A agenda está cheia, porque ele vai passar quatro dias num congresso.
Tá.

Ontem na recepção do cardiologista:
Mocinha do laboratório médico insistindo com a recepcionista do dotô, para ele ir ao congresso, frisando que ele pode levar um acompanhante.

Uia. Eita negocinho bão. Hotel 5 estrelas pago, com acompanhante, só prá assistir umas palestrinhas de lançamento de remédio?

E bora lá prá piscina, que ninguém é de ferro.

22.11.06

Tem que ter peito? Então, f*deu...

Eu sei, sumi.
Muitas emoções.
Primeiro passei uma semana fazendo TODOS os exames do universo and beyond.
Eu, que nunca vou ao médico. Não faço exame nenhum. Tá. Ao ginecologista, eu vou. Com uma frequência (o trema caiu ou não, afinal?) que deixa a desejar.
Então resolvi fazer os exames que ele tinha me pedido em fevereiro. FEVEREIRO, atenção. E mais uma cacetada de outros pedidos pelo.................. (pausa dramática neste ponto) cirurgião plástico.

Joooooguem pedras, pessoas.
Ou, pensando bem, que jogue a primeira pedra quem... etc e tal.

Em julho, estive no lugar incerto e não sabido, onde nasci, e aproveitei para fazer uma coisa que há muito tinha vontade. Marquei uma consulta no plástico e perguntei "de um tudo". Cuméquié, quantucusta, cuméquifaiz?
Saí de lá bem contentinha, ele me disse que eu parecia ter dez anos a menos (é uma idiotice, mas que é bom de ouvir, é) e com a resolução de, enfim, fazer os meus peitos voltarem ao que eram AM (antes do Mateus).

Guardei uma grana e decidi. O escritório estava devagar mesmo. Juntando República com Consciência Negra, noves fora, 6 dias, bora lá. Marquei. E saí correndo atrás dos 325 exames.
Não deu tempo, 325 exames demoram, tive que desmarcar.
Ainda por cima, fiz o cara encomendar TRÊS tamanhos diferentes de prótese porque ele acha que eu tenho que botar XYZ mililitros (não lembro mesmo o quanto) mas eu não quero virar nenhuma Daniela Winnit*s, muito obrigada, e pedi mais dois tamanhos menores do que ele acha adequado para poder decidir. E ele deve estar bem puto. Preciso, preciso, ligar para marcar outra data mas bem, leia a continuação a seguir...

De repente, não mais que de repente, o mundinho-bestinha-féshion acordou do coma induzido e agora, já, tudo ao mesmo tempo, prá ontem, queremos, precisamos, é agora ou nunca, fechar a coleção de inverno até o maldito DIA DAS MÃES, antes de 15 de dezembro. E sabe, com esse povinho que nós trabalhamos é assim mesmo. Ou bem você aparece com uma coleção pronta lá no dia marcado, ou eles compram de outro. Assim, sem mais.

Então, estamos feito vacas loucas, alucinadas, babando furta-cor, para conseguir fazer tudo, porque disso depende a nossa sobrevivência por TODO o primeiro semestre do ano que vem.
E para completar, mais um projeto gráfico (logo, embalagens, identidade visual, projetos de mobiliário) de uma rede de floriculturas, a ser montada em lojas de conveniência de postos de gasolina que eu resolvi pegar, cobrando beeem baratinho, porque sabe..., o mundo da moda estava lá, praticando a sonoterapia. E pessoas-precisam-pagar-aluguel-de-novo-escritório-fino-nos-Jardins. Fuck.

Fuck. Fuck. Fuck.

Lá se foram os peitos.

14.11.06

Que frio da p*rra é esse? E porque estamos sem um tostão.

Taí. Muito bem explicado pelo sempre genial e delicioso de ler, Ricardo Freire, no seu Viaje na Viagem.


ClimaRiq, o mais cricri dos institutos de meteorologia, informa: daqui a um ano, na primavera de 2007, você já terá esquecido que a primavera de 2006 foi fria e embaçada - do mesmo jeito que você já esqueceu que a primavera do ano passado, e a do ano retrasado, e a maioria das outras, também foram.

Volto a insistir: as estações do ano no Sudeste não são essas que entraram para a língua portuguesa em Portugal, naquele aprazível canto da Europa onde essas estações existem verdadeiramente e são, de fato, quatro.

Por aqui só temos duas (a seca e a chuvosa); quem sabe, três (a seca, a chuvosa sem calor e a chuvosa com calor). E para que algum dia a gente possa reconhecer as estações pelo que elas são e ter as expectativas corretas sobre o que cada uma delas nos reserva, aqui vai uma primeira sugestão para um batismo honesto das ditas-cujas.

ClimaRiq adverte: as estações do ano do Sudeste são três. A saber: Secura, Embaço e Bafo.

Secura - a mais aprazível das estações. Começa em abril (às vezes, um pouco antes) e vai até agosto (às vezes, um pouco depois). Caracteriza-se por dias ensoladados e secos, com temperaturas que chegam a 28 graus, e noites agradabilíssimas, em que dá para dormir de coberta. De vez em quando esse tempo perfeito (ou nem tão perfeito assim, para os asmáticos e alérgicos à poluição) é atrapalhado por um frentes frias passageiras (doravante conhecidas oficialmente como friagens) que trazem chuvas e declínio abrupto de temperatura, mas nunca duram o suficiente para as lojas desovarem a coleção de inverno*.

Embaço - estação que começa em setembro/outubro e que se caracteriza por tempo instável e temperatura média diurna mais baixa do que a temperatura média diurna da secura. A umidade aumenta, as chuvas voltam. Não é uma má estação. Mas ocorre que, depois de vários meses em que todo mundo queria frio mas só aparecia calor, de repente todo mundo passa a querer calor, mas só aparece tempo embaçado**.

Bafo - a mais celebrada das estações do ano. Começa em dezembro e vai até março***. As temperaturas aumentam tanto de dia quanto à noite. É uma espécie de verão amazônico, só que interrompido por mais frentes frias do que no meio do ano.

* A coleção de Inverno não vende.

** A de Verão, também não.

*** Dois meses para vender a coleção de verão, baby. Porque em FEVEREIRO, a NOVA coleção de Inverno já está nas lojas.

10.11.06

Indecent Proposal


Li, lá na Cris, sobre as "paqueras" dela. Não, ela não está sozinha. Mas comigo não são os catinguentos, não. São, definitivamente, para ser politicamente correta, os seres humanos masculinos da terceira idade. Não sei o que é. Não sei mesmo. Mas parece que eu atraio. Sempre. Indefectivelmente.

E dia desses, estava no cabeleireiro e a minha manicure estava no mood fofoca absolute e me contou de uma fulana que vai lá e é teúda e manteúda. A gente sabe que esses seres existem mas, na verdade verdadeira mesmo, eu, pessoalmente, nunca conheci uma. Mas essa é.

Diz que ela tem uma pessoa do sexo masculino da terceira, etc., americano, que paga todas as contas dela e ainda manda uma grana por mês. E que não deve ser pouca, haja visto que ela mora nos Jardins, não faz p*rra nenhuma, vive no cabeleireiro e carrega aquelas bolsas que custam um ano de rendimentos tributáveis dos seres normais. E veja você, a pessoa do sexo masculino, etc. mora lá nos Estados Unidos, o que significa que só vem muito de vez em quando, o que significa que esse arranjo passa a parecer quase que interessante. Do meu ponto de vista, Teresa Batista cansaaaada de guerra.

Bem que eu podia unir minha incrível habilidade de atração aos poucos anos de fertilidade que me restam e dar um jeito definitivo nessa minha vida de arrimo de família.

Pensando bem, há uns quatro anos, a possibilidade me apareceu na forma de um árabe (na verdade, acho que era libânes).
Nos conhecemos profissionalmente (ainda estou para matar a féladaputa da Rosana, que me indicou prá ele e não me deu nenhum toque), e duas ou três reuniões depois ele me pediu para dizer quanto eu queria por mês para ser feliz, inclusive frisando que eu podia continuar casada.

Olha, gente, não sei se ele tinha dinheiro suficiente, não. Acho que não dou para isso (perdão, perdão, mas foi irresistível).

7.11.06

Poucas e nem tão boas assim

Novidades no mundo fashion
Pessoa desocupada vê um teste num blog (não lembro qual) e vai lá fazer. Acaba caindo no site da Elle e faz todos os testes existentes. Até o "Que tipo de noiva você é?"
Numa dada pergunta, você tem que escolher o seu tipo de vestido de noiva, uma das alternativas:
- Vestido tomara-que-caia com calda (Calda, Cyn!!)
(HUAAAHUAHUAAA, pro noivo lamber, será????)

Incompatibilidade de gênios
Casal na casa dos vinte, caminhando na rua da minha casa, conversando sobre presentes, acho que devia ser aniversário dela.
"P*rra, no ano passado você ganhou a melhor prancha de surf do mundo, mas se esse ano você quiser que eu te dê uma melissa, tudo bem."

6.11.06

Listinhas

A pessoa que vos fala encontra-se funcionando em modo de segurança. Tenho que fazer uns exames hoje e é necessário jejum. Sem comer? Boa. Sem café? Crise de abstinência aguda.

Então vamos lá, na listinha que roubei dela.

  • What to Wear: jeans, se bem que ando num enjôo, acho que vou fazer um juramento e só usar duas vezes por semana, aí eu quero ver como eu me arranjo
  • What NOT to Wear: Nunca diga nunca
  • What to Shoe: Saltos, boots diversas, havaianas
  • What to Bag: não vivo sem os meus caderninhos dentro da bolsa, pó compacto e batom
  • What to Denim: reta, boca justa
  • What to E-Bay: achei dia desses um espelho veneziano mas não tive coragem de comprar
  • What to Tee: Herings - brancas e pretas
  • What to Accessory: Anéis enoooormes
  • What to Bargain: detesto. Acho que as pessoas cobram o que elas acham que valem e que a gente paga se acha que vale
  • What to Jewelry: Anéis, de novo
  • What to Makeup: pó, rímel, blush, batom cor de boca
  • What to Fragrance: Variam os perfumes mas perfumada, sempre
  • What to Hair: cabelo sem tintura
  • What to See: Flores, no CEASA em dia de feira
  • What to TV: Séries, séries, séries
  • What to Listen: A Vitrola da Beth
  • What to Read: Ter ou Não Ter - Eis a questão (não dá prá recomendar ainda, estou no começo)
  • What to Eat: Comida boa
  • What to Drink: Coca-cola

5.11.06

Everyone, just... pretend to be normal.


Little Miss Sunshine
Só posso dizer que dá vontade de comer esse filme, de tão bom.

E sozinha, marido viajando, filho dormindo na casa do amigo, caminhada até o cinema, na Paulista, sábado à noite, Little Miss Sunshine... well, bliss.

4.11.06

Momento Caras

Porque todo mundo sabia, menos eu. Que o casal famoso tinha se separado. O alto, moreno e lindo e a loura que fica cara a cara com as pessoas na televisão. E lembrei de uma historinha.
Há uns quatro ou cinco dias dos namorados ago, fui na Galeria Ouro Fino comprar uma calcinha, calcinha esta que brilhava no escuro, mas na hora H não brilhou, etecetera e tal, já contei essa história antes. Mas, o detalhe particular e que vem ao caso, é que a pessoa alta, morena e deslumbrante, esteve lá, na mesma loja, comprando uma coleção completa de calcinhas fofas, engraçadas, diferentes, para a pessoa loura. Morri. E me apaixonei de vez.

1.11.06

Convites, please

Esse é um trecho do meu Personare de hoje:

Entre os dias 01/11 (hoje) às 09:26h e 10/11 às 03:55h, o planeta Vênus no céu estará formando um aspecto harmônico à Lua do seu mapa de nascimento, Daniela. Este ciclo está associado a uma idéia de popularidade, charme social, boas situações envolvendo lazer, festas, encontros e reuniões. É um excelente momento para conhecer as pessoas certas, que poderão lhe beneficiar de alguma forma no seu trabalho ou em sua vida afetiva, ou até na vida espiritual. A qualidade natural deste momento envolve um bem-estar que está associado a uma busca por tudo aquilo que é bom e belo na sua concepção das coisas. É um período conveniente para interagir, fazer-se ver, conhecer gente nova.

Ei, vocês aí! Querem fazer o favor de me convidar pr'umas festas?

Também diz lá que eu tenho que comprar roupas novas. Onde já se viu? Se até o trânsito astral me cutuca, aí é que não tem jeito mesmo. Aliás, já fiz umas extravagâncias nesse último fim de semana. Estou me sentindo bem menos culpada pós-personare.

E, puxa! quanta gente nova por aqui e quantos comentários no post do Mateus! Definitivamente, meu filho é um sucesso de público e crítica.

31.10.06

Meu coração, ao mesmo tempo, fica apertado e sorri

Ai, ai.
Acho que o Mateus está apaixonado. Os sintomas estão quase todos lá. Há um mês, mais ou menos, ele vem me pedindo para comprar umas roupas novas, está se arrumando para ir prá escola e pasmem! quer cortar o cabelo. Esse é o sintoma mais grave. Porque vocês não tem idéia. Para o Mateus cortar o cabelo é necessária uma conferência extraordinária da ONU. Mais ou menos assim. Ele NUNCA quer cortar o cabelo. O cabelo dele é castanho bem claro, liso e comprido e como TODAS AS PESSOAS DESTE MUNDO vivem dizendo que o cabelo dele é lindo e talecousa e cousaetal, ele acha que então, não precisa cortar nunca, porque vai perder parte da lindeza, ó horror!
E meu coração padece. Porque eu sei, ah! eu sei, como a gente sofre com o primeiro amor. A gente vai aos estertores da agonia romântica. Se bem que esse não é o primeiro, teve a Cecilinha no pré-primário, mas a Cecilinha não conta.

Hoje ele acordou mais cedo para *atenção aqui neste ponto da narrativa* tomar banho! B A N H O !!!!!! (muitas exclamações necessárias) e passou até perfume (que eu comprei de presente para ele nesse fim de semana porque, sabe, eu entendo e comungo e ajudo, mas sofro sofro sofro).

Dia desses eu fiz a pergunta diretamente:
"Filho, você está gostando de alguém?"
"Não, mãe. Não tô, não."
"Tem certeza? Quando você tiver você vai me contar?"
"Você contou prá vó?"
(Claro que não contei, né? E tive que dizer a verdade, não costumo mentir prá ele a não ser em caso de vida ou morte, então disse:)
"Não. Não contei. Mas a vó não era tão minha amiga assim, como nós somos. Você pode me contar o que você quiser. A mãe é sua amiga e você pode me pedir ajuda, se precisar. A mãe já passou por tudo isso, sabe?"
(Claro que não adiantou nada e não sei se ele vai me contar mesmo e eu sei que ele precisa da privacidade dele mas... que eu queria saber, eu queria)

Ah, meu filho, que a vida seja generosa com você e os muitos amores que virão...

25.10.06

Sem lenço, sem documento, sem cartão

Estou como a Suzana. Na semana retrasada recebi um telegrama do cartão dizendo que havia a possibilidade dele ter sido clonado e que seria cancelado. Me pediram para aguardar o novo. Até agora nada. Ontem, sai para almoçar somente com o meu cartão do banco no bolso. Adivinha? Não passou.
Erro 65. Ligar para autorização. Fuck.
Assino um papelzinho lá no restaurante. Ainda bem que eu almoço lá com freqüência, o mocinho do caixa me conhece. Mais ou menos.
Vou até o banco, falo com a gerente. Ela diz que o cartão está normal, que é problema do sistema. Tudo hoje é pobrema do sistema. Então, tá.
Hoje de manhã, saio de casa mais cedo e passo nas Lojas Americahnas para comprar umas bobagens, hidratante, rímel, condicionador. No caixa: Erro 65. Ligar para autorização. Fuck ao quadrado.
Tudo bem que eu tô quebrada, mas os céus precisavam avariar TODOS os meus cartões?

24.10.06

Atchinnnn!


Não, não é a gripe aviária. É a doença do emprego, mesmo. De tempos em tempos, eu pego.

Resolvo que nenhuma liberdade do mundo vale a segurança de um contra-cheque, férias remuneradas e cof cof, benefícios. Acho tudo muito lindo, amo muito tudo isso e decido que essa vida de pessoa independente, que precisa pagar um contador, não serve mais, não. Está me levando toda a sanidade mental, esse negócio de profissional liberal.
Aí começo a pensar no que eu sei fazer. Muitas coisas, na verdade. Uma série de coisas pelas quais ninguém quer pagar o que eu quero ganhar, claro.

Eu, na vida toda, só tive um emprego. Nunca tirei carteira de trabalho, nunca recebi um centavo de FGTS. Mesmo nesse "emprego" eu tinha uma micro e dava nota fiscal, ou seja, eu tinha que ter um contador. É uma sina. "Você vai ter contadores ad eternum. Amém."

O vírus tá espalhado pelo ar e basta a imunidade bancária baixar que ela me pega, a maldita.

Quem não tem emprego não tem que apresentar atestado médico, nem dar satisfação. Pois então. Acho que vou tirar uns dias, tomar muito líquido e esperar passar. Tem outro jeito, não.

23.10.06

Não. Entendeu?

Estava assistindo ontem a um programa no G.N.T sobre casais. Esse, especificamente, era sobre casais de nacionalidade mista. Brasileiros com estrangeiros. Duas coisas me chamaram a atenção. Duas, que na verdade, são as mesmas. Os estrangeiros, SEM EXCEÇÃO, disseram que nós não sabemos dizer não e que nós dizemos uma coisa e queremos dizer outra.
Eles entendem que nós não somos francos, eu acho que não somos literais. E que, sempre pisando em ovos, temos medo de desagradar o outro.
Somos um país de agradadores inseguros e temos a maior dificuldade em dizer o que pensamos, por medo de correr o risco de não sermos, naquele momento, amados, gostáveis, legais. O que, na vida, acaba provocando uma série de situações em que estamos onde não queríamos estar, fazemos o que não queríamos fazer, somos o que não queremos ser.

Se eu fico esperando que você interprete meus sinais e leia SEMPRE nas entrelinhas e, principalmente, entenda quando o meu não quer dizer sim, quando o meu sim quer dizer não e adivinhe o que quero dizer com o meu silêncio, posso morrer de esperar.

16.10.06

Só prá vocês saberem

A minha empregada, que já não veio a semana passada, me ligou ontem à noite para dizer que a médica falou que ela só pode voltar no dia 27. Vinte e sete.
O Mateus passou mal a noite toda, deve ser uma dessas viroses. Faltou na escola e agora, dorme.
E eu que deveria estar na bicicleta ergométrica do escritório, estou aqui.
E depois de dar um tapa na casa, resolvo lavar um pouco de roupa, porque a montanha cresce.
A máquina de lavar quebrou.

12.10.06

Feriado

E eu sei que eu tenho que dizer alguma coisa para os pobres que continuam vindo.

Tédio. Cansaço. Desânimo. E não sei o que é pior. Se ficar em casa ou ir pro escritório. Porque quando estou em casa, quero ir pro escritório e quando estou no escritório quero vir prá casa, então acho que devia ir pr'outro lugar qualquer que eu também não sei aonde é. Parecido com vontade de comer alguma coisa sem saber o quê.
Além disso, o trabalho ultimamente tem parecido uma bicicleta ergométrica.
Não tem servido para nada, nem chegado a lugar nenhum.

Podia ir lavar aquele monte de louça que se acumula lá na pia.

E o Zé fica me perguntando porque é que eu não o amo mais.
Tenho preguiça até de dizer que amo. Então sorrio.
O que já me custa um esforço demasiado.

11.10.06

Só a Mega Sena salva

Acordei ontem, terça-feira, me sentindo como se fosse sexta. O cansaço correspondente, quero dizer. Preciso urgentemente de dinheiro ou de férias.

5.10.06

Celebridade?

Na semana passada, o Mateus deu mais um salto mortal da arquibancada da escola e se estourou todo. Passamos a tarde no hospital. Saiu de lá com um braço engessado e o corpo todo dolorido. Depois de uma semana tomando banho com saco de lixo no braço e sentado numa cadeira de plástico, voltamos para tirar o gesso e metade do hospital o conhecia (incluindo TODOS os técnicos em radiologia). Ele disse: Mãe, eu sou famoso.
Acho que ser famoso no hospital, não é boa coisa. Não é não.

2.10.06

Política, Religião etc and all

Eu vou começar já terminando porque nunca quis e continuo não querendo falar desse assunto aqui. Mas é o assunto. Então vamos lá. Eu sempre tentei votar com coerência. Mas vivo numa cidade, estado, país, que elegeu Jâhnio Quadros, Paulo Mahluf, Fernando Cohllor. Então. Frequentemente fica difícil. Não voto nulo. Não acredito em me eximir da responsabilidade.
Honestidade não devia ser qualidade, devia ser condição sine qua non e no mundo ideal estaríamos escolhendo entre programas de governo e capacidades.

Essa polarização esquerda-direita já deu no saco faz tempo, pelo menos no meu. E na minha modesta opinião, esse debate é antigo e ultrapassado. Porque este mundo vem mudando numa velocidade assustadora e novas questões estão e serão colocadas a todo instante.
A questão da pobreza, da falta de emprego, da insuficiência de recursos naturais, de riqueza suficiente, é mundial.
E não vejo isso ser considerado pelas pessoas que estão por aí.

Me parece que ainda há de surgir uma geração que pense nesse mundo que estamos vivendo agora, porque essa que está aí, não pensa, não. No mundo REAL. Porque, como disse o Gahbeira, a esquerda perdeu o trem. E a direita... bom, é a direita, né?

Então só quero dizer que seja em quem for que você tenha votado, o segundo turno é bom.
Pelo menos, são mais vinte e seis dias em que eu espero escutar propostas.

PS. E acabo de ver a Heloena Helisa na TV, dizendo que os eleitores dela são homens e mulheres livres, que não precisam de indicação para votar em ninguém. Tá. Fácil, assim, né? Tirar o dela da reta. Achei que ela tinha mais peito.

1.10.06

E mais uma vez me ajoelho


Nascer com bom gosto é uma maldição. As fadas se aproximam de você no nascimento, dão uma risada maquiavélica e dizem: Essa daí vai ter bom gosto. E pronto, tá feito.
A partir desta data, seus olhos enxergam proporções, equilíbrios, desequilíbrios, imperfeições, beleza.
Não, eu não sou daquelas que acha que as coisas precisam ser caras para serem bonitas mas devemos concordar numa coisa aqui: essa relação é frequentemente mais verdadeira do que falsa, infelizmente.
E não vou reclamar muito também, porque tenho pagado as minhas contas desde sempre, vendendo essa habilidade. Mas que dói, dói.
Porque você se ajoelha aos pés da deusa da beleza e jura eterna fidelidade. E ela é cruel. Toda vez que você pensa em traí-la por qualquer motivo fútil que seja (e todos são fúteis para ela), ela aperta seu coração com aquelas mãos perfeitas, de longos dedos e unhas manicuradas e diz simplesmente: não. Não e não.

O escritório novo inaugura oficialmente amanhã. Lindo. Perfeito, não. Mas, lindo.
Desculpe, minha deusa, mas para chegar à perfeição, nos falta o numerário.
Estamos exaustas, felizes e falidas.

Escuto ela ronronar no seu divã de veludo. Satisfeita. Espero, que entre um concerto e uma vernissage, um baile de máscaras e um ballet, um passeio por Fernando de Noronha e um outro por Paris, ela encontre tempo de sussurrar aos ouvidos de um dos seus vários admiradores, o deus da prosperidade, que precisamos de suas bençãos.

E toca a ir prá feira comprar flores, porque sabe, ô mulherzinha difícil de agradar.

26.9.06

Oh, shit.



Post Secret

"A opinião pública é uma tirana débil, se comparada à opinião que temos de nós mesmos"
Thoreau

20.9.06

18.9.06

Ignorance, dear, IS bliss.

Cheguei a uma conclusão. Vixe, que perigo!

O contentamento da pessoa é inversamente proporcional à quantidade de livros lidos e filmes vistos pela própria.

Li livros demais.Vi filmes demais.
Se eu não tivesse todas essas imagens e diálogos impressos no meu córtex cerebral, ou seja lá onde for que essas coisas ficam impressas, eu seria muito mais feliz.

16.9.06

Acho que passou

Prá quem ficou preocupado, acho que as coisas já estão entrando no ritmo.
Dizem que o universo conspira. Segundo a Marcia, não estão querendo que tiremos férias, não. O que estão querendo é que a gente mude logo para um escritório maior e melhor e compre um carro novo. Eu espero que sim, sinceramente. Não estaríamos fazendo tudo isso, nesse momento sem faturamento nenhum, se não tivessem nos dado vários ponta-pés. Não costumo acreditar nessas coisas, mas tem momentos na vida que são muito esquisitos. Como esse. No creo em brujas, etc e tal.
Então o piso está sendo colocado nesse exato momento. Já deve estar adiantado. O cara passou a noite lá. A mudança chega às dez. Vamos ficar no meio de uma zona absoluta. Porque a parte do eletricista ainda está por fazer e do pintor também e vejam bem, o banheiro não está pronto.
Mas, segunda estaremos lá. Sem banheiro, sem telefone e sem internet, mas lá.

Então, Mr. Universe, tá escutando? Como nós fomos persistentes e enfrentamos tudo que vocês jogaram aí no nosso caminho? Fosso com jacarés, lava incandescente, orcs hidrófobos, passamos todas as fases. Tá na hora de resgatarmos a princesa e o nosso prêmio.

14.9.06

Um, dois, três

As coisas ruins vem de três, né? Então, tá. Chega. Enough. Não dá mais, não.
Acho bom o responsável pelas distribuição da má-sorte me tirar da listinha.
Que ninguém merece. Ninguém.

Primeiro o assalto do escritório (sei que eu disse que tivemos sorte porque não levaram nada mas tenho que incluir esse acontecido na lista porque a outra hipótese é concluir que ainda falta uma cousa ruim e não posso acreditar nisso, não).
Segundo: piso. Até hoje nada de piso. Até hoje nada de escritório novo. Dizem que vão lá hoje mas não acredito em duendes.
Last but not least, ontem à noite roubaram nosso carro. Quando digo nosso, quero dizer o carro da firrrrma, que eu e a Marcia possuimos em conjunto e usamos para trabalhar.

Já sei. Alguém aí não quer que a gente trabalhe. Só pode ser isso. Porque depois do assalto encaixotamos tudo - sem material de trabalho. Sem piso - sem local de trabalho. Sem carro - sem meio de locomoção para visitar os clientes.

Será que querem que eu tire férias? Eu sei que nós estamos precisando mas podiam ter achado um jeitinho mais delicado de nos avisar.

13.9.06

Murilo!

Bom, então tem o Artur. Que é o dono da fábrica no Rio com a qual trabalhamos. Muito fino, o Artur. Muitas posses, etcetera e tal. Vai muito a Portugal. E à outras paragens européias, by the way. Então ele foi a Portugal com a excelentíssima espousa e mais um casal de amigos. A outra, uma perua. Segundo ele, consumisshhhta demaissshhh.
Pois bem. A outra tinha um bordão, que vou adotar de pronto.
Cada vez que ela via uma coisa que queria, ela dava um gritinho e dizia:

"Muriloooo, não posso viver sem isso!"

E o Murilo concordava, claro.
Adotado está. Só falta arranjar o Murilo.

10.9.06

Então tá

Estávamos assistindo "Mrs. Henderson presents" no DVD e eu dizendo que adoraria ser uma velha muito rica que pudesse gastar todo aquele dinheiro para financiar as minhas loucuras.
O Mateus diz que dá tempo ainda. Eu digo:

"Você não entendeu, filho. Ela casou com um homem rico e nunca trabalhou na vida"

"Então, mãe. Você ainda pode dar duro e eu vou ficar sem fazer nada e aproveitar a boa vida"

9.9.06

Ódio!

É o que eu estou sentido agora. Ódio. Ódio. Ódio.
Compramos um piso de 60 paus o metro quadrado pro escritório novo. Incluída a colocação. TUDO incluído. A empresa de colocação, que não é a mesma que vendeu o piso manda um fulaninho fazer a vistoria antes da colocação propriamente dita que está marcada para segunda e eu preciso, necessito, dependo disso para fazer TODO O RESTO. E mudar no próximo sábado. E eles sabem disso.
O fulaninho me diz que o piso da sala maior não está PERFEITAMENTE nivelado (é um piso de tacos com sinteko e gente, dá prá patinar nele) e que o ideal seria nivelar com cola e pó de serra para o piso ficar PERFEITAMENTE instalado. Pergunto quanto custa. Doze reais o metro, ele diz.

"O quê? Doze reais? Tá louco? Paguei sessenta no piso colocado e vou pagar doze de pó de serra?"

Pergunto se dá para colocar assim mesmo e ele diz que dá, o risco que se corre é que dentro de uns anos dependendo do uso podem abrir algumas mínimas frestas. Não sei nem se eu vou estar viva dentro de uns anos. Toca o piso. Ele diz que a instaladora vai mandar eu assinar um papel dizendo que eu estava ciente de que o piso seria instalado sobre um contra-piso que não estava PERFEITAMENTE nivelado. Tá, eu assino qualquer coisa. Diz que eu vou perder a garantia. Tá, eu perco.
Hoje uma serumana grossa, gritenta, sem um pingo de educação, me liga dizendo que está "desagendando" o piso porque NÃO vai instalar sobre um contra-piso que não está PERFEITAMENTE nivelado. Digo que assino qualquer coisa. Ela diz que NÃO. Digo que vou mandar nivelar eu mesma, ela diz que NÃO.
O que ela quer é me esfolar em 400 paus. E acha que eu não tenho escolha.

O assunto já está sendo resolvido em escalas superiores (loja que vendeu + fabricante do piso) e ainda não sei o final dessa história, mas me deixa tão emputecida, isso. Muito mesmo. E como é comum nesse país este tipo de atitude.
Das pessoas tentarem se aproveitar ou da sua urgência, ou da sua ignorância (vide mecânicos e assistência técnica de eletrodomésticos), ou da sua boa-fé.
Ódio. Muito ódio.

7.9.06

O gato subiu no telhado

Então eu acordo às seis e vintisete da manhã nesse dia de setesetembro. Feriado.
Sequelada a pessoa ou o quê?
E sento aqui e leio blogs.
Mateus acorda e sai da cama quentinho a passear pela casa sem casaco e sem meias. Neste puta frio de meu deus. E chega aqui na sala e eu digo: vai botar uma meia, menino.
"Mãe, faz favor? Pega um casaco prá mim?"
e continua
"Acho que tem um controle remoto lá no quarto."
E eu:
"Dá prá parar de falar em código? Você quer que eu pegue o controle remoto? Fala tudo que você quer que eu pegue que eu vou pegar de uma vez só."
"Tá bom, mãe, tá bom, deixa que eu vou."

Eu devo estar descontrolada mesmo ultimamente. Se a pessoa precisa falar comigo assim, aos poucos e delicadamente para eu não surtar, é porque a coisa é grave.

6.9.06

Passadinha básica por Manhattan


Então está frio. A Paulista ontem parecia a Sétima (Não ficou chique, isso? - e eu sei lá onde é a 7th Av? - mas que ficou lindo, ficou).
Isso tudo é porque uma amiga nossa que mora nos Estados Unidos (e já virou totalmente americana - workaholic, networking person, etc e all) disse que conhece uma pessoa very important lá na Victoria Secret. Em Nova Iorque. E disse bem assim,very casually: "Quando vocês estiverem dando uma passada em New York, me avisem. Eu ligo prá ela e marco para voces se conhecerem."
Yes, baby. Sure. Brief business trip to New York.
Só se for naquela rua Nova Iorque. Acho que fica no Brooklin. Em São Paulo.

Vixe, seis coisas...

A Suzana me passou, então vamos lá:

1. Não sou uma pessoa simpática. Não mesmo. Sou muito tímida prá isso. As pessoas naturalmente ficam intimidadas comigo (acho que é um misto da minha altura, com a voz grave e a postura talvez, sei lá), então invisto mais ainda nisso e uso saltos muuuito altos e óculos escuros enormes para afastar as pessoas. Tenho medo delas.

2. Em compensação adoro cidade grande, cheia de gente. Acho que é o anonimato que me agrada, na verdade.

3. Eu tomo banho no escuro. Isso. Não acendo a luz. Mesmo se for de noite. Melhor ainda se for de noite. Para mim, relaxar implica em não ver. Em descansar o olhar. Sou uma pessoa visual demais, acho.

4. Sou muito preguiçosa. Trabalho muito, não tenho medo de trabalho. Mas mesmo assim sou preguiçosa. Deu prá entender?

5. Tenho uma necessidade imensa de solidão. De ficar sozinha. Aqui em casa eles chamam de "A Toca". É o meu quarto. "A mãe já tá na toca?", eles falam. É, tô. Preciso, senão eu morro.

6. Sou uma pessoa ansiosa, a milhão mesmo. Mas por dentro. Por fora costumo passar uma imagem de calma e segurança que absolutamente não reflete o que se passa na minha cabeça. DDA total. O que acarreta vantagens e desvantagens. Profissionalmente, funciona. Pessoalmente, me obriga a carregar a cruz sozinha, já que todo mundo acha que está tudo sob controle quando não está. De modo algum. E eu detesto pedir ajuda. Mas aí já são sete, né?

5.9.06

Vento de fissura, porta de la sepultura!*


Gente, não é ótimo esse frio? Vou te contar uma coisa, puta q o pariu! São Pedro devia estar presente quando eu joguei paralelepípedo na cruz. Não é possível! Isso porque essa semana estivemos nos clientes e eles disseram que a venda estava melhorando muito com as roupas de verão. V - E - R - Ã - O !!!!

Eu gosto de frio. Gosto mesmo. Mas aqui, nos trópicos, gente, não dá, não. As nossas casas não estão preparadas. Tem fresta prá todo lado, não tem uma janela que feche direito na minha casa!

Lá nas partes civilizadas do mundo faz frio. Muito frio. Mas tem aquecimento central. Em TODOS os lugares. Só faz frio na rua. E aí você põe um casaco daqueles lindos que tem lá, cachecol, luvas e o caral*o e sai. E quando chega onde quer que seja que você estivesse indo, está quentinho. Você tira tudo. Fica loura e linda. Infinitamente diferente dessa cebola que eu pareço, com uma roupa sobre a outra até não conseguir movimentar mais os braços. Ou qualquer outra parte do corpo.

São Pedro, please. Colabora, vai... Pessoas precisam vender roupinhas. Muitas roupinhas. As contas se acumulam.

E para quem estava acompanhando A SAGA, ontem assinamos o contrato de uma sala comercial, num prédio antigão mas charmoso, com janelões do teto ao chão, a QUATRO quadras da minha casa! Uh hu!

* by Mama Gabriela, uma sábia mama, legitimamente italiana, que pariu meu querido amigo Marcelo.

31.8.06

Filé de Linguado - R$ 24,00 o kg

E o Zé foi pescar. Uma semana, na divisa com a Bolívia. Já voltou, by the way.
Eu não entendo esse gosto por pescaria não, mas xá prá lá, que depois do Brokeback, esses assuntos nem se mencionam.
Não trouxe peixe porque eu não deixo. Não deixo ele trazer os troféus. Porque, sabe, o peixe vem inteiro com cabeça, rabo e todas as outras partes peixísticas e a pessoa esposa tem que limpar. E a pessoa esposa, nesse caso específico sou eu, que, sinceramente, tenha dó.
O supermercado ali na esquina vende. Peixe. Limpinho. Adoro peixe do supermercado.
Mas ele trouxe um poncho que eu estou vestindo agora, porque ontem ele deixou jogado aqui na sala e está um frio da muléstia nessa terra de sumpaulo.
Vestindo o poncho, tomando um cafezinho que acabei de passar, fumando e lendo os arquivos antigos dela.
Bliss.

30.8.06

A vida não é justa

Ai, você achava que era, desculpe.

Porque, veja você, o Artur. Você já sabe que ele é o dono da fábrica no Rio. de Janeiro.
E que ele é muito fino, muito chique, muito educado. Tá. Mas é maníaco depressivo, ciclotímico, bipolar. Total.
A pessoa acorda no meio da noite. E pensa. E tem idéias. Medo. Horror.
Todo dia de manhã ele liga e me pega (ou a Marcia) por uma hora no telefone para despejar a mais nova teoria econômica que explicará definitivamente a absoluta falta de vendas no varejo.
O clima explica, querido. O clima e a falta de numerário de toda a população.

Pois então. A pessoa delira de madrugada e tem brilhantescas idéias que vão resolver tudo. Os problemas do mundo. E liga, e muda tudo o que a gente tem para fazer todo santo dia.
Porque, entendam, cada dia ele quer atender um cliente diferente, com um produto diferente.
E toca a desenhar.
Ele acha que o escritório é uma padaria. Modelinho quente a cada duas horas.

Graças a deus, ele não é o meu patrão. Não é. Mas neste exato momento, quase TODO o faturamento do escritório vem da parceria com ESTA fábrica, DESTA pessoa.

Então, tá. Continuemos.
Estamos f*didas, vocês já sabem. Lembra do inverno que foi sem nunca ter sido e para piorar está sendo agora? Que as roupitchas DE VERÃO estão nas lojas?
Sem vendas. Sem faturamento. Sem comissão. SEM DINHEIRO.
Nós e a fábrica.
Então quando ele não tem idéias, ele liga para reclamar. Que está tendo que botar dinheiro do bolso, que não é um saco sem fundo, que ele vai fechar a fábrica e mudar prá Búzios. Hã hã.
Dia desses, a Marcia até chorou, de pena dele, tal a força da argumentação do ser humano.

Certo. A história tá longa mas acaba. Eu juro.

Ele está cansado. A pessoa Artur. A do saco que tem fundo. Então ele vai sair de férias amanhã.
Destino - Grécia. Descansar um pouco, sabe? Quinze dias em Mikonos e Santorini, uma passadinha em Creta e Atenas, que ninguém é de ferro.

A vida não é justa, não é não.

Alive and kicking

Ontem descobri que ela tinha voltado. Agora, aqui. Imperdível, como sempre.
E à noite tive um breve contato com ela.
Deve ser um sinal, eu disse.
Ela disse que se fosse sinal, coisa boa é que não era.
Claro que é. Entre vocês duas, salvei o meu dia.

29.8.06

O trem que chega é o mesmo trem da partida

Ontem comecei a treinar o Mateus prá voltar da escola de metrô. Essa semana toda, estou indo buscá-lo na escola (ele voltava com o transporte escolar) para voltarmos juntos. É uma sensação ambígua. Fico super preocupada mas ao mesmo tempo, muito orgulhosa dele. Porque foi ele, que decidiu ficar mais duas horas na escola todos os dias para estudar e fazer as lições de casa e que me pediu para voltar de metrô porque é bem mais rápido. Tá crescendo, meu filho. E tomando decisões equilibradas e responsáveis sozinho. E está todo feliz com essa nova independência.
Ver os filhos crescer é uma sensação estranha. E justo eu, que há uma semana atrás havia dito que ele era criança e ponto final. Pois é. A vida tem dessas de dar a volta e rir da sua cara.

E só para vocês saberem, já que torrei o saco alheio com a história do escritório perfeito, perdemos. Ontem o Fernando me ligou para me pedir desculpas pela última vez. O onipotente preferiu alugar pro cara da loja de baixo, que já é inquilino dele. Azar. Dele, claro. E como disse minha cunhada, que é diministradoura formada pela GV, ele está potencializando o risco. Um belo jeito de dizer que eu me f*di, o inquilino se deu bem e o próprio-otário, bem, esse, só o tempo dirá.

28.8.06

Break in


Vocês sabem que o escritório é nos fundos da casa da Marcia, construído especificamente para tal. Pois então. Com a venda da casa e a demolição se aproximando, a Marcia também teve que procurar outro lugar. E felizmente achou rápido. E mudou na terça feira. Portanto o escritório ficou sozinho lá até a nossa mudança que ainda não está marcada (vamos decidir amanhã para onde vamos) mas que deve ser dentro de uns dez dias.
Na noite de sexta para sábado, entraram lá. Nós só descobrimos no domingo de manhã quando a Marcia passou lá para ver umas coisas. Não tinham levado nada além do nosso decrépito aparelho de som que não estava nem funcionando (só funcionava o rádio). Acho que alguma coisa aconteceu e ele/eles tiveram que sair correndo e não deu tempo. Conversamos por telefone eu e a Marcia e tínhamos certeza de que eles iam voltar. Botamos correntes e cadeados em tudo - a Marcia inclusive fechou a janela do andar de baixo com sarrafos de madeira.
Eles voltaram. Quebraram vidros e passearam por tudo lá dentro mas por qualquer razão inexplicável também não tiveram tempo de levar nada. Estavam prontos para isso. Deu prá ver pela posição dos monitores que já estavam desligados e por uma mala que nós temos para carregar amostras que já estava sendo cheia das nossas coisas (acredite se quiser, a primeira coisa que eles colocaram dentro da mala foram umas amostras de um projeto que nós temos e está parado, de umas calcinhas ultra delicadas, de seda pura, bordadas à mão, lindas, lindas - tem bom gosto esses filhos da puta!).
O guarda da rua (sim, pagamos um, juntamente com os vizinhos) disse que não viu nada.
Nós temos sorte. Claro que temos. Neguinho entra lá duas vezes e não leva nada? Muita sorte.
Polícia, BO, etceteras e tales.
Carregamos tudo de valor que tinha lá para a casa nova da Marcia ontem. Hoje voltamos para encaixotar o resto. Vamos ficar acampadas lá ou aqui em casa até a mudança.
Nunca tinha me acontecido isso antes. É uma sensação horrível.

25.8.06

Tudo podre no Reino da Dinamarca

Como todo mundo, eu estou usando o gmail.
Agora há pouco, entrei na pasta Spam, que eu nunca sequer tinha olhado, para procurar um e-mail que eu estava esperando e talvez pudesse ter ido parar lá.
Medo.

Achamos!


Depois de mais um dia de buscas, achamos não um, mas três lugares possíveis e principalmente, pagáveis. Nada ainda do onipotente proprietário do melhor imóvel.
Então ficamos assim: vou providenciar a papelada para estes também (olha eu de novo na fila translumbrante do cartório para tirar certidão negativa do imóvel do fiador) e segurar tudo até o meio da semana que vem. Aí, decidimos. Com resposta do tiozinho, ou não. Que se não me quiser, modéstia muito à parte, vai perder a melhor inquilina.

E como eu fiz promessa para Santo Expedito (na hora do desespero vale tudo) lá vai:

Agradeço a Santo Expedito pela graça alcançada.
E o resto da promessa pagamos na semana que vem.

24.8.06

Larga d'eu!

De vez em quando alguém me diz que eu paparico muito meu filho. Que trato ele feito criancinha. Tem cabimento? Ele é criança! Quase doze anos é criança e ponto final! Acho que vou continuar achando o mesmo quando ele tiver quarenta e dois mas esse é outro assunto.
Só sei que se eu quisesse somente educar bem, sem carinhos, beijos e abraços eu teria decidido ser governanta ou babá inglesa.
Sou mãe.

23.8.06

Socorro!

Tudo na minha vida atualmente gira em torno da busca insana de um imóvel para o escritório. Parece que estou vivendo no intervalo das visitas a casas em ruínas e prédios comerciais cheios de salinhas, cheias de advogados e contadores, que mais parecem prisões. Tudo horrível, horroroso, medonho, cinza. E o pior não é isso. O pior é que nós achamos o lugar perfeito. Mas não é tão simples assim. O lugar perfeito tem um dono nada perfeito.
Estamos esperando há QUATRO semanas e NADA. O advogado do proprietário (sim, porque este, não quer nenhum contato de primeiro, segundo ou terceiro grau com o inquilino) já examinou, re-examinou, tre-examinou a papelada e me disse que eu sou a candidata ideal (cheguei quase a perguntar se ele não veria ver meu último papanicolau, tantos os papéis). Mas não sou a única. Tem mais dois interessados. E todos, esperando uma decisão do excelentíssimo senhor soberano supremo onipotente proprietário do local, um senhorzinho de 83 anos que mora num sítio e segundo o advogado é o ser humano mais sistemático do mundo e não tem pressa NENHUMA. Ele está tetra-examinando os papéis à busca dos pelos nos ovos e escolhendo o inquilino. Que pode ser qualquer um de nós, dada a arbitrariedade dos critérios.
Ligo duas vezes por semana para o Dr. Fernando (já estou ficando íntima, chamo de Fernando) para ele me pedir desculpas e dizer que acha, espera, acredita que dentro de três ou quatro dias o fulano já vai ter se decidido. E nada, nada, NADA. Estou a ponto de surtar de vez.

E vou dizer mais: além de tudo o preço está fora de mercado. Para baixo. Ou seja, nós podemos pagar. Porque um lugar feito esse, com essa localização, custa o dobro. E apesar de continuarmos procurando TODO SANTO DIA, ainda não encontramos mais NENHUM lugar com as características que precisamos e com um valor que possamos pagar.
E isso é um desabafo. Me desculpem.

22.8.06

Errata

Na verdade, revi um pedaço da entrevista agora. Os quatro signos mal-vistos são: Câncer, Escorpião, Virgem e Capricórnio. Monix, você está salva! Agora, eu e você, Amber, continuamos na lista.

21.8.06

Gosto não se discute

Eu sei. Faz tempo que eu não venho aqui. Isso aqui virou um diarinho chato.
Ontem assisti um pedaço da entrevista da Marília Gabriela com a astróloga não-me-lembro-o-nome.
Ela disse que quatro signos são mal-vistos e que a maioria das pessoas que são desses signos não gostam.
Câncer, Escorpião, Touro e Capricórnio.
Eu sou Câncer com ascendente em Touro. O Zé é Capricórnio; o Mateus, Escorpião.
Putz.
E gosto.

9.8.06

Notícias do front

Depois de três dias na vitrine (é exatamente assim que a gente se sente dentro de um stand todo iluminado), o que sobrou de mim escreve aqui. Estamos exaustas. E felizes. Já podemos dizer que Babydoll começa a engatinhar com o pé direito.

6.8.06

É Hoje!!!

A feira começa hoje à tarde.
E como diz a minha amiga Luzia, a super exposição da figura também.
Vamos passar os próximos três dias lá, sendo e tendo nossos produtos avaliados pelo mercado.
A ansiedade já bateu no teto faz tempo.
Oscilamos entre o pavor e a confiança abusada.
Ai, meu jisuis, que medo!

3.8.06

Só eu e a mãe do Braga

O Mateus deu um pulo de 4 metros de altura e distendeu os músculos das coxas, barriga e costas. Em resumo, está todo dolorido e quase não consegue andar. Coisa de moleque. Ontem me ligou todo choroso e eu vim mais cedo prá casa para cuidar dele. À noitinha, dei banho nele, passei uma pomada anti-inflamatória, botei na cama quentinha e fiz um sanduíche e um leite para comer na cama. E ele gemendo e reclamando da dor, gemendo e reclamando da dor.
Então eu disse:

"Poxa, Mateus, tá doendo mas vai passar, pensa naquelas pessoas que tem doenças que duram a vida toda ou nas pessoas que ficam doentes mas não tem um chuveiro e uma cama quentinhas."
"Verdade, né, mãe. Muito pouca gente no mundo tem isso. Quantos por cento?"
"No mundo, não sei, mas no Brasil, pessoas que vivem como a gente devem ser uns 5%.
Agora, que tem uma mãe que dá banhinho, faz massagem, põe na caminha um menino desse tamanho devem ser uns 0,3% mais ou menos."
Ele riu e disse:
"Mãe, a mãe do Braga também tá nessa"

27.7.06

Coragem irmão, você vai conseguir!

Tenho andado feito doida. Esse negócio de mudança mexe com as estruturas da gente. A ansiedade corrói, nem conseguimos trabalhar direito. Na verdade, temos 60 dias para sair da casa/escritório e começamos mesmo a fazer uma busca sistemática hoje. O que deu para ver foi que, claro, temos que procurar mais mas existem, sim, lugares legais ao alcance do nosso bolso.
Lógico que as despesas vão aumentar muito, já que vamos separar casa e escritório e essa decisão é definitiva, era uma coisa que queríamos já há algum tempo e a venda da casa precipitou. Vamos ter que correr atrás dessa grana a mais e claro, dá medo.

Hoje de manhã, li na Fal, a definição perfeita:

"O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: Esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa,
Sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem."

(Guimarães Rosa)

22.7.06

De novo, não!

Sei que é egoísmo mas detesto quando as coisas das quais gosto muito caem no gosto popular e viram moda. Se bem que a moda passa e como eu sou uma pessoa de pricípios, continuo gostando. Mas demora.
Agora foi Amsterdam. Que saco! Não dava prá continuar mostrando Paris, Nova Iorque, Miami?
Londres, não, que Londres eu também adoro.
Mas Amsterdam era a minha cidade do coração. O lugar onde eu queria passar uns dois ou três meses fazendo um curso qualquer só prá curtir a sensação de morar lá por um tempo.
É uma cidade pequena, linda, que consegue ser antiga e muito moderna ao mesmo tempo e onde quase ninguém tem carro (oba!), todo mundo anda a pé, de trem ou bicicleta.
A Holanda é o país da liberdade individual (de verdade, porque nos Estados Unidos é tudo mentira), onde os direitos de escolha são verdadeiramente respeitados e você pode fazer o que te der na telha (respeitando sempre o alheio, claro).
E aqueles canais? O que é aquilo? É a cidade mais linda que eu conheço. Não é como Paris, que é linda de um jeito grandioso e prepotentemente blasé e onde uma coca-cola pode custar quase um aluguel.
Saco! Agora resta esperar que a novela termine ou que os personagens voltem todos para o Leblon.
E que eu ganhe na megasena, lógico.

21.7.06

Sem lenço, sem documento

Não, gente, diz que desgraça pouca é bobagem mas não é não, é certeza mesmo. Porque justo agora que vamos passar pelo perrengue financeiro do inverno que foi sem nunca ter sido, liga o Dr. Ezequiel. Eu sei, eu sei. Vocês não conhecem o Dr. Ezequiel. O Dr. Ezequiel é o devogado que diministra os mil quatrocentos e trinta e dois imóveis de uma fulana de posses. E a Marcia, minha sócia, mora em um deles. Há vinte e dois anos. Ouviu bem? Vinte e dois. E nosso escritório lindinho foi construído nos fundos da casa dela. Nosso escritório. Pois então. A fulanilda vendeu a casa que, atentem, é tombada pelo patrimônio histórico, para uma pessoa que nem foi lá ver. Aposto que tem falcatrua nessa história e vão tombar a casa, literalmente. Porque, fala a verdade, quem é que vai comprar uma casa sem ver? Só se for prá derrubar e botar um prédio de novo rico no lugar.
Bom, e nóis, você vai dizer? Nóis estamos duplamente despejadas e precisamos, a partir de segunda feira, procurar não um, mas dois imóveis! Puta que los pariu! E fazer mudança e etceteras e tales.
Estamos fazendo o maior esforço Polyana para achar que vai ser para o bem maior mas tá difícil.

20.7.06

Tem outra blusa não, Heloísa?

Alguém aí sabe me explicar porque a Heloísa Helena usa a mesma blusa todo santo sacro dia?
É aquela blusinha branca com uma golinha alta e um babadinho. Todo dia. Igual.
É promessa? Será que ela mandou fazer várias da mesma para parecer simplinha? Espero que seja isso, assim pelo menos dá prá lavar. Se bem que é ridículo de qualquer jeito. Se isso é idéia de algum marqueteiro político, é péssima. Se foi dela, então, piorou.

19.7.06

Pode demorar, mas compensa

Na semana passada aconteceu uma coisa que me deixou muito orgulhosa. Eu sempre fico me questionando profissionalmente, principalmente em relação à minha capacidade de fazer marketing pessoal que é praticamente nula. Nesse mundinho da suposta moda, então, sou incapaz de fazer os salamaleques necessários. Não gosto mesmo. Não tenho saco. Sou tímida.
Sei que o meu trabalho é bom mas eu me vendo muito, muito mal.
Além disso, sou incapaz de puxar sacos ou tapetes alheios para conseguir qualquer coisa.
Pois então. Na semana passada liguei para uma pessoa para a qual fiz uma série de trabalhos há quase vinte anos atrás. Eu era garota, ainda estava na faculdade, mas já tinha um pequeno escritório. Estamos precisando de trabalho, já que o fracasso desse inverno no varejo vai refeletir no faturamento do escritório até setembro mais ou menos e temos que dar um jeito de tapar esse buraco com uns frilas.
Marcamos uma reunião e fomos lá. Essa pessoa trabalha numa grande empresa importadora de tecidos e eles tem trocentos e dezenove mil clientes. O que eu pedi foi que ela me indicasse caso algum cliente perguntasse ou estivesse precisando de algum serviço de criação. Ela me recebeu muito bem, disse que vai fazer isso e ainda me ofereceu um trabalho lá mesmo, para eles, que caso role bem, ainda tem a possibilidade de se tornar uma consultoria fixa.
Tudo isso depois de fazer muitos elogios à minha competência, seriedade e profissionalismo e dizer que eles gostam muito de mim pessoalmente e profissionalmente.
Um trabalho de vinte anos atrás, veja só.
Então, ao invés de ficar pensando que eu sempre vou me ferrar porque me falta a cara de pau e a paciência de puxar os sacos certos, acho que posso me orgulhar de trabalhar direito e ser correta, né?

18.7.06

Dolce far niente

Tirei essa semana de férias e estou passando esses dias no interior, na casa da minha mãe. Minha irmã não estava muito bem de saúde e veio prá cá, dar um tempo e se cuidar um pouco.
Então, estamos as duas aqui, bundando juntas, de pernas para o ar. E comendo muito.
Bom, muito bom.

15.7.06

Com quem será?



Ontem eu fui a primeira a tomar banho. Hoje de manhã, fui a última. Entre os meus dois banhos, o Zé tomou banho duas vezes e o Mateus, uma.
Me lembro de um conto de fadas que estava em um livrão do Câmara Cascudo que eu li e reli na minha infância e adolescência. Eram três moças casadoiras. Candidatas a casar com um príncipe, claro. Ele convidava, uma de cada vez, a ir ao castelo, e colocava, não me lembro bem, acho que uma escova ou qualquer coisa parecida, no chão, no caminho de entrada da moçoila.
A primeira passava pela escova e nem notava, a segunda pisava em cima e a terceira pegava a escova e guardava. O príncipe casou com essa. Com a ordeira, organizada, limpinha.
Bom, tenho que dizer a vocês que, feliz ou infelizmente, eu casaria com o príncipe. E o Mateus e o Zé, bem, esses iam ficar solteiros. Ou prá homem, a estória é outra?

14.7.06

38


Trinta e oito anos.
Quatorze de Julho.
Liberté, egalité, fraternité
para nós todos.

10.7.06

Eu te disse, eu te disse

A crônica de hoje na Franka fala de uma propaganda de lançamento de um prédio que diz que andar a pé é chique. Um luxo. Pois é. Eu também acho. Tanto é que ando. Todo santo dia.
Mas hoje, amores, it's raining cats and dogs e eu acho que preciso rever a minha posição. Ou virar fina de vez e comprar uma capa de chuva Burberry. Que lá na Inglaterra, o povo entende de chuva.

E obrigada, obrigada, obrigada. Aos amigos que me desejaram boa sorte. E Su, me manda seu endereço por e-mail para eu poder te mandar um convite, tá?

5.7.06

Agora vai

Bom, gente. Agora é fato. Estaremos lançando a Babydoll aqui em São Paulo, em agosto. Já fechamos um espaço no Salão Lingerie Brasil que acontecerá de 6 a 8 de agosto, no Centro de Exposições Imigrantes. Não tenho os convites ainda mas, se algum de vocês, amigos, quiser ir, me avise, tá?

Ai, tô com um medo...

3.7.06

Afe! Acabou!

O jogo de sábado teve tudo que a gente queria ver. Chapéu, passe de letra, toque de bola.
Era isso que a gente estava querendo, Parreira. Só que no nosso time.
No fim, o que fica mesmo, como disse a minha irmã, é uma sensação de alívio.
O fim do martírio.

1.7.06

Tem TV aí no hotel, Parreira?


A Argentina perdeu o jodo de ontem por causa do conservadorismo do técnico. Tinha o jogo na mão quando o técnico resolveu jogar feito time europeu. Deu no que deu.
Eu fiz a minha parte. Cedi ao pedido do Tevez aos corinthianos e torci. Aliás, parabéns ao Tevez, que jogou um bolão.
Sinceramente, espero que o Parreira tenha assistido ao jogo. E que tenha servido de lição.
Time sul-americano tem que jogar futebol. Marcar gol. Senão, é arrumar a mala.

29.6.06

Uh, huuuuu! Tá frio!!!!!!!!!!!

O Personare me diz que é tempo de segurar a onda no que diz respeito às questões financeiras e que é um tempo de recolhimento e de economia. Recolhimento, my ass! O que vem pela frente é penúria total e absoluta. Os clientes dizem que esse é o pior inverno dos últimos oito anos, que as vendas cairam 70% e prorrogaram nossos pedidos de Junho e Julho a perder de vista. A explicação é a falta de frio e a copa. Bom, queridos. O frio chegou. Toquem a comprar casacos porque a serumana aqui tem contas a pagar e nós já estamos vendendo o verão. E ninguém compra nada enquanto esses maledetos casacos não sairem das lojas (entendam que nós não fazemos casacos pesados. Aliás, ninguém faz. Na maioria das grandes lojas, os casacos vem da China e todo santo ano é a mesma história - os importados empatam as verbas e as pobres indústrias nacionais não conseguem vender nada).
Quanto à copa... bem, não dá prá torcer pro Brasil perder, não. Apesar do Parreira, apesar da falta absoluta de toque de bola, apesar de metermos a boca mesmo, ninguém quer que eles caiam fora. Então, só nos resta esperar até o dia nove de julho.

28.6.06

Ronaldinho*, cade você? Eu vim aqui só prá te ver!

Acho bom esse povo parar de bater recordes e começar a jogar futebol.
E nem vem dizer que é uma coisa feia ficar reclamando de uma seleção que está ganhando, e que brasileiro é muito exigente e talecoisa e coisaetal porque mais da metade da graça da copa tá aí.
Afinal, somos todos técnicos, comentaristas, especialistas em medicina esportiva. Ou não?

* Gaúcho, bem entendido.

27.6.06

Favoritos

Formatamos o computador e perdi todos os meus blogs favoritos. Resolvi, dessa vez, colocar os links aí do lado. Que não estão em ordem alfabética nem em ordem de preferência. Ordem nenhuma que representa a desordem da minha cabeça. Se você não está aí do lado, não se preocupe, não. Não acabei ainda.

22.6.06

Laerte


Roubei lá no blog da Fernanda d'Umbra. Laerte. Genial.

20.6.06

Descascando o abacaxi

Nosso fogão novo chegou na semana passada e foi instalado no sábado. Há tempos queríamos um fogão melhor e principalmente, mais potente. Se cozinha muito nesta casa. O fogão não é dos mais chiques mas tá quase lá. Lindo. Pois então me diga: quem foi o espírito de porco que resolveu colocar um adesivo de papel no vidro do forno? Puta que o pariu! Vou passar um e-mail pro diretor de marketing da Brastemps pedindo prá ele vir aqui, sentar o bundão no chão gelado da minha cozinha e ficar descascando o raio do adesivo com a unha. Não me conformo! Um fogão caro desse e neguinho economiza no adesivo? Tenho óooodio de adesivo de papel! Será que não cabia no orçamento, um reles de um adesivinho de plástico, tipo daqueles de carro?
Deve haver um inferno específico para essa gente. O inferno dos descascadores de adesivo. E o chão de lá, há de ser bem mais quentinho!

E só prá vocês saberem, ainda não consegui tirar tudo, não. Ainda sobraram os restinhos daquela cola maligna. Não sai de jeito nenhum. Óooooodio!

13.6.06

Quinze segundos, melhor dizendo


Estou aqui assistindo o jornal da manhã na TV. Os jornalistas foram caçar os três croatas existentes no Brasil. Andy Warhol, mardito. O que você rogou, foi praga!

Respeitável público

Estava relendo o post do seminário de marketing e me pareceu que passei a impressão de que sou um completo desastre em termos financeiros. Não é bem assim, não. O problema é que eu passei suficientes vezes na fila do empreendedorismo (montei meu primeiro escritório aos vinte e um anos enquanto ainda estava na faculdade) mas acho que esqueci da fila do valor próprio.
Porque tenho ganhado dinheiro, sim, durante quase vinte anos de carreira (ui). Mas não muito.
Bastante. Mas não muito. Então só posso chegar a conclusão de que eu não sei cobrar direito. Porque trabalhar eu sei. Na fila da Isaura, entrei váaarias vezes.
Me falta um mecenas, é isso. Se eu tivesse nascido em priscas eras, teria um mecenas e estaria tudo certo.

Voltando ao misterioso assunto do que fui fazer em Blumenau...
Tã dã! Rufar de tambores, por favor.
Fomos lançar uma marca de sleepwear. Chic, né?
Nossa marca. Nossa marca. Nossa marca.
Vou repetir feito um mantra.

Não sei se vocês se lembram do post das camisolas mas sempre achei que havia uma oportunidade nesse segmento, já que os fabricantes parecem acreditar que gostamos de parecer débeis mentais ou vacas. Porque, por favor. Tente procurar uma camisola por aí, que não tenha um ursinho rodeado de corações ou então seja vermelha com rendas pretas. Tem não. Raríssimas exceções.
Tá bom. Eu sei que tem dia que a gente tá a fim de bancar a colegial ou a fodona. Mas não é todo dia. Na minha experiência pessoal, devo dizer que é quase dia nenhum.
Portanto, começamos. Pequenininhas, mas começamos.
Tudo de malha super macia. São coordenados, onde tudo combina com tudo e você pode montar seu próprio pijama, escolhendo as peças que ficam melhor em você.
Sei que tá parecendo propaganda mas não é não. Não tá nem vendendo em lugar nenhum ainda.
Estamos começando a vender para entregar no verão.
Quando eu tiver mais notícias, conto.

9.6.06

Estação Trianommmmmm

Preciso dar um aviso aos publicitários. Ei! Vocês estão gastando muito dinheiro à toa. Sim, eu sei. Vocês são especialistas em gastar dinheiro, já que levam uma porcentagem de tudo que gastam. Mas nesse caso específico, os clientes vão logo notar que não está dando resultado nenhum.
Estou falando dos anúncios no metrô. Vocês sabem que eu sou uma usuária diária desse meio de transporte que é o único que realmente funciona nessa cidade. Pois bem. Ultimamente, neguinho anda botando propaganda em tudo que é lugar, lá dentro. Ontem mesmo, o trem tava inteirinho plotado. Ronaldinho Gaúcho (de novo!) e Roberto Carlos vendendo, o quê mesmo? Não lembro. Ninguém vai lembrar.
Porque sabe, não sei o que acontece, mas quando descemos as escadas do metrô, entramos imediatamente em uma espécie de transe. Pode reparar. Não sei se é o fato de estarmos confinados e não podermos sair. E embaixo da terra. Não tenho certeza. Mas que acontece, acontece. Fica todo mundo feito zumbi, olhando pro nada. É claro que passamos os olhos por tudo. E tendo letras, lemos. Mas, sinceramente, depois de dois segundos, não lembramos mais de nada. Ficamos assim, meio que levitando.

Pensando bem, acho que vou levar a fatura do cartão, todo mês, prá abrir lá embaixo.
Metrô-Nirvana.

6.6.06

Super Nanny, vai catar coquinho!

A Super Nanny que me ponha de castigo no degrauzinho, mas tem dia que a gente tá cansada.
Dias em que fica difícil manter a coerência. Como no caso dos banhos, por exemplo. Não sei o que é que dá nos seres do sexo masculino quando chegam à idade de onze anos. Eles definitivamente não querem mais tomar banho. É fato. Cada operação diária de higienização corporal vira isso mesmo, um palavrão. Uma negociação que rivaliza com o conflito de Gaza. Complicada, demorada, com raízes no inconsciente coletivo e que não leva a lugar nenhum.
Me lembro do meu irmão. Era assim. A Marcia diz que o Gabriel também teve essa fase. Ele confirma. Me lembro também do Rodrigo, irmão da minha amiga Fernanda. Esse entrava no banheiro, ligava o chuveiro e ficava lendo gibis. Depois molhava o cabelo na pia e tava tudo certo.
Aqui em casa, estamos assim. Exausta de insistir, pedir, implorar, gritar, dar de louca, meio que desisti. Em termos. Dia sim, dia não, é mais ou menos como estamos. Então, eu grito dia sim, dia não e tenho um descanso. Em relação ao banho, bem entendido. Porque, amigos, não é assim tão simples. Tem também a lição de casa, né?
Pensando bem, será que tem filhos, essa fulana?

2.6.06

Fica prá próxima. Vida, bem entendido.

Estava no aeroporto, voltando de Blumenau e vi um cartaz com a propaganda de um seminário. Desses de marketing/vendas. Gostei dos temas e sinceramente, pensei em ir. Eu vim com essa parte faltando, sabe. Essa aí que faz você ganhar muito dinheiro. Tinha certeza de que ia ser caro, porque todos os palestrantes eram gringos, com exceção do Bilhão Diniz. Imaginei assim, uns quinhentos reau. Mas eu tava disposta. O que é que são quinhentos reau para aprender com os gurus do make a lot of money? Pois então. Entrei no site. Quatromilecem reaus. Believe it or not.
Agora, diz aí. Se você tem quatro mil e cem reais para dar num seminário, num tá precisando de seminário prá aprender a vender mais e melhor, não, né?