26.6.07
Espelho, espelho meu
E vem dizer se há no mundo
Mulher mais malvada do que eu
Não tenho escrito muito aqui. Principalmente porque tenho me sentido a pessoa mais malvada do mundo (malvada enquanto pessoa muito má, mesmo).
Porque tenho tomado atitudes que vão completamente contra a minha natureza (natureza doente, mas é a minha) e tem sido extenuante e difícil.
Meu guru, FK, diz que raramente tomamos decisões internas baseados em maioria absoluta. Que, normalmente, é maioria simples mesmo e dê graças a dios. Pois então, baseada em uma maioria bem simplinha (uma mão a mais, meio levantada, meio sem coragem), tenho tocado o barco.
E, Klein, ainda não fiz aniversário, não. Mas obrigada, mesmo assim. Recebi um daqueles e-mails do Personare, dizendo que o inferno astral estava terminando (acho que começou o signo de Câncer, acho que é isso).
20.6.07
Relaxa, né Marta?
Martinha, darling, porquê vc. não vai "práquele" lugar? De avião, claro.
Amanhã termina meu inferno astral. Tem que melhorar, né? Alguma hora peloamordedadá*.
*copyright dela.
18.6.07
Update
Fim de semana com trabalho e festa de criança. Soa como pagamento de promessa mas não foi, não.
E nessa semana, volto para a floresta. Manaus, bem entendido.
Além do site, estamos preparando um blog de Babydoll para tentar vender diretamente para o consumidor. Paciência, paciência, temos que tirar muitas fotos. A princípio, vamos vender somente os saldos de estoque do verão passado. Como produzimos sob pedido, ainda não temos peças de inverno suficientes.
Vou precisar muito da ajuda de vocês para espalhar por aí.
E, last, but absolutely not least, por onde anda Elvis? Tenho sentido uma falta danada dela.
14.6.07
Aviso
Eu vou e recomendo.
O Flávio Gikovate é um cara muito sério, diferentemente de uns e outros espalhados por aí, para quem o mais importante é vender muchos livros, não importanto o conteúdo.
10.6.07
Morram de inveja
Eu comprei uma dessas doquinhas de I*pod, um tocadorzinho portátil que é a cousa mais fófilis de todos os tempos forever and beyond.Comprei pela A*mazon e pedi para entregarem na casa do meu amigo em Miami, que, convenientemente, vem a cada duas ou três semanas para o Brasil (não, ele não é contrabandista, não, trabalha em uma companhia aérea).
E chegou! E é lindo. E é portátil mes, e você coloca numa sacolinha e carrega prá todo lado, mas eu quero mesmo é para escutar minhas músicas no meu quarto.
Portanto, podem morrer. Eu morreria.
6.6.07
Se eu fosse você, eu pulava esse post
Falta absoluta do que dizer, então... peguei daqui.
Se eu fosse uma música, eu seria... black (qualquer black music, amo)
Se eu fosse um mês, eu seria... junho (tudo fica lindo na luz de outono)
Se eu fosse um dia da semana, eu seria... sexta-feira (nem precisa explicar, né?)
Se eu fosse uma hora do dia, eu seria... 6 horas da tarde (da sexta-feira, claro)
Se eu fosse um planeta, eu seria... a Lua, vale?
Se eu fosse uma direção, eu seria... todas e nenhuma, às vezes
Se eu fosse um móvel, eu seria... uma cama.
Se eu fosse um esporte, eu seria... sei lá, gosto de assistir à vários, mas eu mesma, só caminhada e musculação
Se eu fosse um divertimento, eu seria... um livro
Se eu fosse um momento, eu seria... um suspiro
Se eu fosse um líquido, eu seria... vinho tinto ou, pensando bem, um bom café
Se eu fosse uma pedra preciosa, eu seria... esmeralda
Se eu fosse uma árvore, eu seria... um chorão
Se eu fosse uma flor, eu seria... lírio branco
Se eu fosse um instrumento musical, eu seria... um sax
Se eu fosse uma cor, eu seria... branco
Se eu fosse um sentimento, eu seria... nostalgia
Se eu fosse um tempero, eu seria.. sal
Se eu fosse um animal, eu seria... uma baleia jubarte (cantando e viajando pelos 7 mares)
Se eu fosse uma fruta, eu seria... um morango
Se eu fosse um elemento, eu seria... água
Se eu fosse um livro, eu seria... ah, f*deu, todos juntos, embaralhados
Se eu fosse um personagem, eu seria... não sei também, não, são tantas...
Se eu fosse uma comida, eu seria... uma massa, um risoto, qualquer coisa quente e confortável
Se eu fosse um lugar, eu seria... Amsterdam
Se eu fosse um objeto, eu seria... um vaso de flores
Se eu fosse um filme, eu seria... Não vou conseguir escolher um, não, gente, impossível
Se eu fosse um gesto, eu seria... um sorriso
5.6.07
Nem sempre se vê, lágrimaaaaa, no escuro
Leio um blog e penso: chato. Leio um livro e acho: chato. Folheio uma revista e tã.. nã..: chata. Filme então, nem se fala. Chata és tu, cara de tatu.
E ontem, pela primeira vez (acho que estava muito ocupada fazendo força para manter e cumprir as minhas determinações), senti uma falta doída do Zé.
Não liguei prá ele, não. Melhor não, né?
Dizem que o tempo cura todas as feridas mas, sinceramente, podia passar mais rápido.
4.6.07
Fim de Semana and more
Passei o sábado e o domingo com a minha mãe, que também chegou na sexta-feira, agora de vez, para morar aqui em SP, perto da gente. Ela ainda está muito muito triste. E me encontro no meio de toda uma situação de perda e rompimento, tudo ao mesmo tempo agora. A vida é estranha. E cruel, às vezes.
Queria muito ir a Buenos Aires, no feriado mas, claro, não tem mais passagem (barata, quero dizer). Minha cunhada (ou ex-cunhada, não sei bem como denominá-la na atual situação e ainda não quero falar disso, não) mora lá e me convidou. Fiquei muito tentada. Mas vou ter que deixar prá próxima. Esse negócio de não planejar viagens e fazer tudo no impulso do momento só funciona prá quem tem mucha plata, caros amigos.
Quanto à Babydoll, thank you, thank you, thank you. Vocês não sabem o bem que me causam quando elogiam. Porque a Babydoll é nosso bebê, literalmente. E a gente acredita muito na marca e no produto que estamos fazendo. Nós ainda não estamos vendendo em SP, acabamos de colocar uma representante aqui (daqui a pouco já vai ter em algumas lojas e eu aviso).
No site, por enquanto, não vai ter venda, não, gente. Vai ser só institucional, por enquanto, infelizmente.
E por fim (ufa!), tem algumas coisas da Babydoll (coleção passada, de verão) em um bazar na Alameda Tietê, entre a Haddock Lobo e a Augusta. Não sei o preço que o cara botou mas demos um super desconto prá ele, então, não deve estar caro, não.
1.6.07
Não estou conseguindo comentar
Hunny, Klein? Não é que eu não queira dar os meus pitacos mas não tô conseguindo mesmo.
28.5.07
Boas notícias para variar


Ficaram prontas hoje, as primeiras fotos de Babydoll. Até que enfim! (prá quem é novo aqui, Babydoll é a nossa marca de sleepwear).
Demoramos todo esse tanto em função do custo, claro, e também do perfeccionismo das sócias envolvidas que sempre querem tudo perfeito, maravilhoso, impecável (medo, muito medo de ficar uma coisa com cara de catálogo barato ou pior, com cara de Ele&Ela, pelamordedios).
Bom, decidimos baixar a bola. Porque para pagar um mega-fotógrafo, uma top-model, um estúdio de primeira linha, essas fotos não iam sair nunca. E fizemos.
Sabe que ficaram boas? (uma amostrinha aí em cima)
O site deve sair em breve, eu aviso vocês.
22.5.07
Não
Estou me separando do Zé.
Não sei se é definitivo.
Não cuspo prá cima.
Não tem briga.
Não tem raiva.
Não sei o que eu quero.
Não sei o que eu sinto direito.
Talvez, daqui a um tempo, eu seja capaz de falar sobre isso com alguma distância.
Não hoje.
14.5.07
11.5.07
Deixe em paz meu coração
10.5.07
Viagem ao centro da terra
Não vou cair nesse buraco, não (been there, done that).
E só prá deixar esse post mais light, preciso mesmo comprar uma bota preta com sola de borracha.
Que ontem cheguei em casa com os pés congelados e úmidos.
1.5.07
Cala a boca, Magda
Mas de vez em quando a gente dá uma olhadinha de soslaio, disfarçada... e a coisa tá lá. Te dando um sorrisinho amarelo e um tchauzinho sem graça. Então a gente engole seco e, muito rápido, olha pro outro lado.
Essa coisa silenciosa, às vezes, resolve começar a emitir ruídos, a féladaputa.
30.4.07
Notícias do front
Cansada mas feliz com os resultados do trabalho que vai muito bem, obrigada (eu devia mesmo ter cobrado mais caro). Ainda restam quatro meses mas o cara disse que quer ampliar o projeto e estender o tempo da consultoria e disse que num larga mais di nóis, jeinenhum.
Entonces, who knows, tentemos aumentar o preço e oremos.
E aproveito para agradecer o carinho. Vocês podem pensar que é coisa pouca, que umas palavrinhas não mudam nada, que não faz diferença. Mas faz.
25.4.07
Post chato mas necessário
Meu pai morreu de enfarto. Foi um enfarto silencioso (o médico chamou assim). Ele passou uns quatro ou cinco dias se sentindo mal, meio esquisito. Com dor nas costas e um mal estar de estômago. Achou que era uma virose qualquer. Como não passava, no terceiro dia foi ao hospital (em São Paulo). Falou para a médica, inclusive, que achava que estava enfartando. Fez o eletrocardiograma, não deu nada (normalmente não dá nada - só aparece alguma coisa se a pessoa tiver alterações cadíacas naquele exato momento). Saiu do hospital com uma receita de relaxante muscular e remédio para enjôo.
Viemos a saber depois que existe um exame específico, que mede umas tais enzimas e que esse é o único exame que poderia ter detectado o enfarto.
Quando, finalmente, um outro médico, de outro hospital (um reles posto de saúde, sem recurso nenhum, na praia de Boiçucanga), mais atento e cuidadoso desconfiou que talvez ele estivesse enfartando e o mandou para uma UTI, o coração dele já havia perdido sessenta por cento da capacidade e ele não resistiu.
Claro que se ele fosse uma pessoa que fizesse check-ups regulares (esteira e eco), teríamos sabido antes que as coisas não estavam bem. Mas ele não era. Detestava médicos, não gostava de dar trabalho e minimizava o próprio desconforto em qualquer situação. Mas esse tipo de atitude é muito comum, muita gente é assim (eu, incluída).
O que eu estou tentando dizer aqui é que os sintomas desse tipo de enfarto são difusos e difíceis de diagnosticar. Mas existem. Só a própria pessoa pode saber o que ela está sentindo e dor de estômago, dor nas costas, suor excessivo, são alguns dos sintomas. Que passariam batido para a grande maioria das pessoas.
No caso relatado na revista, o paciente era jovem, atleta, não apresentava nenhum dos sintomas clássicos, somente uma dor esquisita que parecia muscular.
Foram feitos todos os exames, inclusive o das enzimas cardíacas. Nada. O enfarto ainda estava no começo e as enzimas ainda não apareciam. Na manhã seguinte, o cara deu entrada no hospital com enfarto agudo do miocárdio. O médico diz se arrepender de não ter segurado o paciente no hospital e refeito os exames algumas horas depois, já que ele liberou o fulano, sem diagnóstico.
Mas vejam, o cara foi para o hospital. Porque, apesar de estar acostumado com dores musculares, aquela dor, para ele, não era normal.
E é isso que interessa. Só a gente mesmo sabe se o que estamos sentindo é normal, para nós. Meu pai sabia o que estava sentindo e disse para a médica que estava estava tendo um enfarto.
Temos que insistir com os médicos. Para que eles façam todos os exames possíveis. Eles não são deuses.
E, claro, fazer check-ups regulares.
Não, eu não estou naquela viagem do que poderíamos ter feito, porque sei que não adianta nada.
Eu estou aqui, escrevendo tudo isso, justamente pelo contrário, pelo que ainda pode ser feito.
23.4.07
É pau, é pedra
"Que música?"
"É de uma dupla, mãe, tem outra música deles lá, Retrato em Branco e Preto."
"Tom e Elis? Águas de Março?"
"É, acho que é isso mesmo, mó da hora essa música, mãe. A moça vai falando umas coisas sem nexo, muito engraçado."
"Filho, essa música é um clássico da música brasileira."
"É? Ahhhh. Eles eram casados?"
"Não, filho. Eles não eram uma dupla. Só cantavam juntos de vez em quando."
"Eles já morreram?"
"Já."
"Os dois?"
"Os dois."
"Que pena, né, mãe? Porque quando eles cantam juntos, fica mó bonito."
19.4.07
Procura-se
Tem que gostar de moda.
Tem que ter carro.
Não pode precisar de dinheiro imediatamente porque, acredito, vai levar um tempinho para formar a carteira de clientes. Mas a comissão é boa e o produto é ótimo.
Conhecem alguém?
15.4.07
Pregnant? No no no no
Detalhe: a Lane tá grávida de gêmeos e com uma barriga que transcende qualquer outra barriga grávida fake já exibida em toda a história da televisão mundial.
Acho que vou transformar em camisola, sabe.
Boa idéia?
12.4.07
Só a Fal poderá me salvar
E novela nova, vamos lá, força irmão, você vai conseguir.
Não consigo. Chato demais. No único capítulo que eu aguentei dez minutos, parece que todo mundo tava voltando do raio de uma festa e usava longo.
Fal, querida, como serviço de utilidade pública, você bem que poderia analisar o figurino do povo.
A fã, aqui, seria eternamente agradecida.
10.4.07
Hoje sou folha morta
Essa atmosfera sólida também prejudica a minha audição. Sério. Não tenho escutado direito. É como se eu estivesse dentro de uma bolha. E fico dizendo: hã? prás pessoas e elas me olham como se eu fosse idiota e não, surda.
Mas navegar é preciso, então toco o barco.
E finjo que estou lá, quando, na verdade, não estou.
3.4.07
Obrigada, pai
Vocês sabem que eu tenho dois pais. E esse pai a que me refiro, é aquele que se casou com a minha mãe quando eu tinha onze anos. Aquele que me deu praticamente todos os livros que eu li na adolescência, que me buscou de madrugada nas festinhas, que me consolou quando eu chorei, que me deixava, no forno, um pratinho pronto, para quando eu chegasse à noite, da faculdade.
Que trouxe para esta família, equilíbrio, inteligência, bom senso, um tremendo bom humor, muito amor e principalmente uma lição de generosidade, daqueles que, de verdade, vivem para servir.
Eu, realmente, não sei quem eu seria se ele não tivesse existido. Participado das nossas vidas. Estado sempre lá, em qualquer circunstância, para todos nós.
E a falta que ele vai me fazer não tem medida. E a tristeza que eu sinto, também não.
Eu sei que ele não gostaria que sofrêssemos mas, olha, é impossível.
23.3.07
Tenho andado distraíduuu, impaciente e indecisuuuu
Vou exemplificar melhor: No quesito bebida, por exemplo, não significa tomar uma tacinha de vinho todos os dias às refeições mas sim, passar um tempo sem beber nada e, de vez em quando, encher a cara, enfiar o pé na jaca, fundo.
Tá, eu sei. Isso não é equilíbrio, p*rra nenhuma, mas eu sou assim e pronto. DNA Formiga com Cigarra, (já falei disso). Fazer o quê? Prá mim, funciona.
Pois então.
De uma hora para outra, parece que minha vida é só trabalho. Tenho trabalhado muito, mesmo, mas isso não é novidade, já aconteceu antes (cigarra, formiga, etecetera e tal). O que mudou foi o foco (essa história de mudar o foco parece tirada de livro de auto-ajuda do Shiniachique mas não me ocorre palavra melhor, sem café, às seizimeia da manhã). E não fui eu que mudei o foco, não, deusulivre. Mudaram lá. E só me acontecem coisas de trabalho e eu estou cansada, de saco cheio, exausta mesmo, de coisas de trabalho.
E esse post não tem conclusão apropriada, apenas a constatação de que todos os departamentos da repartição pública que vem a se chamar Daniela estão tendo desempenhos sofríveis. Patéticos, mesmo. E alguém devia assumir essa joça, passar a régua, mandar metade do povo embora, fazer reuniões motivacionais, sei lá. Dar um jeito nesse troço.
O tempo urge.
21.3.07
Um passinho à frente, faz favor
17.3.07
Hold the line, please - your call to the divine operator is ringing
Quem sou, onde estou, para onde vou, deixaram de ser questões metafísicas nesse momento.
Mas nada como uma mega chuva na tarde de sexta para inundar a pistinha de Con*gonhas e encher o aeroporto nesse sábado de manhã, tãaaao animado. Estou indo pro Rio para uma reunião e claro, espero.
E o meu cartão de crédito, pelo menos serve prá isso, o tal do "Dainers-Crub", tem uma salinha VIP com internet grátis e banheiro. Onde pessoas podem esperar ad eternum o avião que nunca chega.
Sem previsão. Parece a minha vida.
Totalmente sem previsão.
12.3.07
3.3.07
High and Low ou Que p*rra de vida é essa?
Não posso deixar de me sentir orgulhosa só de ter sido considerada para este negócio. Aí fora, acreditam muito mais na minha capacidade do que eu mesma jamais conseguirei.
E meu dia ontem (momento diarinho, hein, Klein?) foi hilário. Só comigo mesmo.
De manhã, provável sócia de um negócio quase milionário. (Mood: Eu sou demais)
Durante o dia, Brás com o povo de Manaus. Horror, horror. Com volta de metrô passando a pé pelo Largo da Concórdia às seis da tarde. Nada melhor para colocar um ser humano no seu devido lugar.(Mood: Prá baixo de c* de cobra)
Em casa: E-mail da f*dona convidando para a aula inaugural com o Del-fim Neto. (Mood: Ó deus, jogando dados de novo? Tô meio cansada, sabe? Meus dados devem ser mais bonitinhos... ele anda me escolhendo com uma certa frequência)
E acho que vou tirar umas férias daqui, ando meio cansada.
Dos poucos que me lêem, terei saudades.
Mas continuarei dando voltas por aí.
2.3.07
Só para vocês saberem, já que sabem de tudo, mesmo.
Ficamos sem peito, portanto.
Ou que tal um estilo Amazona? Moderno?
À beira de um ataque de nervos. Juro.
Esta é a maravilhosa inquipe de compras, que o cara falou que tinha.
Temos que comprar (atentem para o número nesse ponto) cinco mil peças para a mudança de conceito na maior loja dele, a primeira da rede de oito que vamos mexer.
Nosso trabalho é orientar a compra, fazer a coordenação de moda, melhorar o visual merchandising (só essa frase já é um puta elogio - o VM lá, inexiste), treinar o pessoal para tocar a loja.
Gente, não é preconceito. Eu comecei a via sacra com a maior paciência deste mundo. Juro. Modelo Buda-Zen, Elba Ramalho perde.
Mas, olha, tem dó. Se eu soubesse que seria assim, tinha que ter cobrado pelo menos o dobro. O triplo. Adicional insalubridade, com certeza.
Moda, prá essas duas fulanas é uma palavra alienígena. O que elas estavam comprando até hoje eu não sei, ou melhor, eu sei, porque o cara tem dois milhões de estoque encalhado e está com dívidas até o pescoço. Funcionando é que não estava, não é óbvio, caro telespectador?
E elas se acham. E peitam, hein? E discordam. E duvidam. E não entendem uma palavra do que falamos.
E EU NÃO AGUENTO MAIS!! NÃO! NÃO! NÃO! NÃO!
Decote bateau? Balenciaga? Referências dos anos 80? Cartela de cores? Segmentação por estilo de vida? A pessoa gorda não é velha, pelamordedios? Elas olham prá mim com aquela cara de dãaa. E o fulano dono da birosca não me fica doente e some da face do planeta quando ele é mais que necessário para calar a boca das duas e estalar o chicote?
Como diz a sábia Fal, devo ter picado salsinha na tábua dos dez mandamentos, só pode ser.
A saga continua. Hoje. Vamos comprar o jeans, valha-me meu bom jesus de Praga. 400 peças. Orem por mim.
1.3.07
Shalom
Mas tive um ataque, certo dia do mês passado, entrei na Amazon e comprei nem lembro mais quantos (não chegaram ainda) livros de um mesmo fulano. E o pior é que nem é literatura, são livros de um rabino aí, muito do sábio (não, num é cabala, não, gentem, cruzes, pelo que me tomam?), que falam sobre assuntos cotidianos sob a ótica judaica. Eu sei, surtei. Estava com "pobremas" seríssimos nesse dia, só pode ser. Não sei se já faturaram, mas não quero nem ver.
E eu nem gosto desse tipo de livro. Só prá esclarecer.
28.2.07
São tantas emoções...
Está acontecendo na minha vida uma coisa monumental. Essa é a única palavra que mais ou menos descreve. O tamanho d'O ASSUNTO. Que é como eu e a Marcia estamos chamando. Já tem até apelido: "O". A gente faz um O e as aspas com as mãos e não precisa falar mais nada. O que é bom porque só conseguimos falar sobre isso desde que a bomba caiu, na quinta-feira.
Dormir então, virou uma mission impossible.
É trabalho. É grande. É arriscado. Pode mudar a nossa vida. Em todos os sentidos. Não decidimos nada ainda porque não dá para decidir assim, sem pensar muuuuuito. O post classe média cai como uma luva. Medo medo medo medo medo medo, muito medo mesmo.
E tem sido muito duro tocar o dia a dia depois "d'O".
E o mais importante é decidir se eu quero.
..............................................
E toma mais um chá de aeroporto ontem. Calculando o tempo que levamos para vir do Rio a SP, dava quase para percorrer o trajeto de charrete.
Air Jegue, o transporte do momento. Totalmente in.
...............................................
Querida,
Muito mais gentil que o meu presente foi o que você escreveu sobre mim.
E você é meu ídolo, você sabe. Primeira e Única.
................................................
Quanto à onde achar as coisinhas da BABYDOLL é o seguinte: a marca é nova, estamos começando. Aqui, em São Paulo, por enquanto, só tem em uma loja em Alphaville (justo lá, o lugar mais chato do mundo, na minha opinião) Ainda não temos representante para a cidade de São Paulo (alguém se habilita?). Temos um saldo da coleção de verão e estamos pensando em fazer um bazar - se rolar, ponho um recadinho aqui.
A coleção de inverno está saindo e se tudo der certo, estará em mais lojas.
Eu estava de olho em um ponto super especial. Bem pequenininho mas em um lugar espetacular. Tinha uma loja de bijouteria lá. E eu, botando olho gordo - Sai, fulana, que esse ponto é meu!
Pois é. Fulana se fue (dá até nome de bolero). O valor do ponto eu demoraria três vidas para juntar. O aluguel... bem, acho que teriam que ser pijaminhas de oiro para poder pagar aquele aluguel.
E já que tocamos nesse assunto, preciso muito de uma pessoa incrivelmente talentosa e barateira para fazer o site prá nós. Espalhem, por favor.
...............................................
E, por último, passei na seleção da f*dona. O resultado só saiu ontem. Fiquei feliz, claro. Mas no meio de tanta coisa, perdeu metade da graça. Todo mundo diz que tinha certeza de que eu ia passar. Menos eu. Belezura de auto-estima, a pessoa possui.
23.2.07
Bom dia amiguinhos, já estou aqui
E tinha um negão maravilhoso cantando lá, onde fomos.
Inveja pura. Inveja avassaladora. Inveja que eu tenho de quem pode cantar assim.
Meu tio usa uma expressão: cavalo paraguaio. Nunca ouvi de mais ninguém, não sei de onde ele tirou. Designa tipos que só tem força no arranque: Aquele é que nem cavalo paraguaio, só tem partida.
De quando em quando, sou a própria.
Égua.
22.2.07
Em nome d'Ele, o Trabalho
É uma preocupação com segurança e dinheiro, com a manutenção do status quo que gera medo e uma aversão ao risco monumentais. Porque quem não tem nada a perder não tem medo e quem tem muito, pode se dar ao luxo.
Risco não é para a classe média, definitivamente. É isso que aprendemos. É assim que me ensinaram. Uma valorização do trabalho enquanto sacrifício. Um menosprezo ao hedonismo. Culpa, culpa, culpa.
E quase que imediatamente me lembro de uma outra reprise, desta vez da Op*rah, de um programa onde falavam sobre a dificuldade cada vez maior da classe média em manter sua posição social. De como, cada vez é necessário mais dinheiro, mais investimento na educação dos filhos para que se consiga, ao menos, manter o padrão econômico que herdamos dos nossos pais.
E de como essa escada tem se tornado cada vez mais longa e do esforço necessário para se manter num mesmo degrau.
Gente, estamos nos agarrando ao degrau com uma mão só. Suada.
E cada vez temos que trabalhar mais, mais, mais.
Minha mãe conseguiu educar três filhos. Bem. Curso superior em boas faculdades, inglês, clube, etc.
Eu tenho um filho só. Mateus estuda na mesma escola em que estudei.
Moramos na mesma rua onde eu morei praticamente toda a minha infância e juventude.
Inglês na Inglaterra? rá
Clube? rá rá
Mais um filho? De maneira nenhuma.
Somos espécie em extinção.
No último carro alegórico: a velha guarda pequeno-burguesa.
E bom seria, se eu conseguisse me libertar desse medo.
19.2.07
E é por isso que eu fiquei por aqui mesmo
Ô, meu rei
O paulistano normalmente leva uma vida tranqüila, sem sobressaltos. Estamos perfeitamente adaptados ao nosso habitat. Sabemos como proceder em todas as situações, desenvolvemos métodos e temos soluções à mão para praticamente todo tipo de imprevisto. Na boa: ser paulistano é conseguir ficar relax mesmo morando numa cidade desse tamanho.
Por isso, quando o paulistano quer realmente se estressar, o que ele faz? Quando o paulistano quer realmente se estressar, o paulistano tira férias.
O fato é que o paulistano não está preparado para o estilo de vida de outros povos – principalmente se esses outros povos falam português e vivem dentro do Brasil. Não é um problema apenas de ritmo ou de qualidade de serviço. Qualquer diferença cultural – do jeito de falar à preferência musical ao tempero da comida – é motivo para o paulistano se estressar.
O pessoal dos outros lugares acha graça, pensando que paulistano é um estressado de nascença. Não é. A verdade é que o paulistado ficou estressado foi naquele momento. De São Paulo ele saiu calmo, que eu vi.
Quer ver o paulistano ficar muito, muito, muito estressado? Basta usar o pronome de tratamento “meu rei” numa situação em que algo deu errado. Quando alguém começa a dar uma explicação ou pedir desculpas com um “Ô, meu rei…”, sai de baixo. Do outro lado da linha tem um paulistano à beira de um ataque de nervos.
Mas por que diabos o paulistano tira férias, se fora de casa tudo para ele é motivo de stress? Porque o paulistano é um idealista e um abnegado. O paulistano tem uma missão nessa vida, que é a de levar a eficiência a todos os cantos do país – aproveitando a mesma viagem para, se possível, varrer o coentro da face da Terra.
Isso que o paulistano fala – “eu vou descansar” – é pura desculpa de missionário. Paulistano não sabe descansar. Não está no seu DNA. O paulistano só se propõe a descansar porque dessa maneira ele vai poder ficar mais estessado – o que facilita a tarefa de mostrar a essa gente como é que as coisas devem ser feitas de um jeito profissional. É assim que tem que ser. E um paulistano, por definição, jamais fugirá das suas responsabilidades, nem que para isso tenha que abdicar por uns dias do seu dia-a-dia resolvido e relaxado.
Ei! Você aí! Quer parar de chiar o “s”? Não vê que eu tô me estressando?
14.2.07
Código Morse
Dani
Desculpa
Acidente
Vestido
Desse jeitinho.
F*ck.
13.2.07
Ele chegou!
Sorry, periferia.
12.2.07
Estive em Manaus e lembrei de você
Trabalhamos bastante mas, claro, eles nos levaram para dar uma volta no Rio Negro, atravessar o rio, na verdade. E fomos almoçar num hotelzinho de floresta que eu já havia visto em alguma reportagem de televisão. É um onde o cara recicla tudo e os chalés ficam em cima de uma plataforma flutuante feita de PETs, já viram? Uma delícia de almoço, peixe fresco e um feijãozinho maravilhoso.
Nunca vi tanto peixe junto. E infelizmente não nadei no rio (água de banho de tão morna), vai ter que ficar pra próxima. Que já está marcada para meados de março.
Estou muito cansada mas é mais o chá de aeroporto e atrasos e tal do que qualquer outra coisa.
E peguei a van do Di*ners para voltar de Guarulhos. Muito boa mesmo. E de graça.
E agora, corro, porque tenho que fazer uns exames de sangue e esse negócio de acordar e não poder tomar café, prejudica sobremaneira o raciocínio desta que vos escreve.
8.2.07
A volta das que não foram
Chegamos ao soar do gongo e a mocinha do check-in garante que o avião, claro, está no horário. Oquei, como não? Esbaforidas, suadas, destemperadas, correm para o embarque.
Não mais que de repente (após pagar pelo segundo café com leite mais caro do universo - cinco reais!), a voz no alto-falante anuncia que, em função da chuva, TODOS os aviões estão atrasados e sem previsão de embarque.
Mas nem, nem que me matassem eu ia ficar naquela salinha 17, lotada de pessoas. Bora desembarcar e esperar lá fora. E perguntar, lá no balcão, se e quando esse avião vai sair. E fumar, claro, o que é que eles estão pensando?
Mocinho do balcão diz que não, não podemos ficar lá fora, não. Porque ele não garante que vão chamar o vôo nos alto-falantes de fora e que o vôo pode sair a qualquer momento. Diz ele que a Infrahellus só anuncia alguns, assim aleatoriamente. Ah.... então tá bom então.
Bora de volta pro embarque. Na salinha 15, que é maior e dá prá escutar o raio da pessoa anunciar a chegada do avião.
Mas nem com o benefício da presença de uns seres do sexo masculino de boa aparência se pode contar nessa vida, nem isso para divertir a pessoa tinha não.
Fome. De fome padecem as sócias proprietárias do L'atelier.
Bora comer, então, ali no único café do corredor de embarque.
Misto quente sola de sapato - dez reau
Suco de laranja - num tem, não (mas como ué, tô vendo aí a máquina com as laranjas! A máquina se encontra parada para limpeza- Ah... se encontra, né? Então, tá. Café com leite. Olha, pessoas, um misto rachado e dois cafés com leite - vinte e cinco reaus e vinte centavos - no café do corredor é mais caro).
Avião no horário - realmente, não tem preço.
Embarco, desembarco, fumo embarco, desembarco, fumo. O povo que tava lá esperando as pessoas queridas amigas amantes conhecidas que estavam nos aviões atrasados deve ter achado que, realmente, eu sou uma pessoa que viaja muito rápido. Por teletransporte, deve ser. Que raio essa mulher tá desembarcando de novo?
Well, após umas três horas e meia dessa edificante atividade, vamos pela enésima vez até o check-in. Escolho um mocinho novinho com cara de ingênuo intocado pela crise aeroviária e furo a ondulante fila dos pobres que ainda nem check-in fizeram e acreditam, coitados, que vão viajar.
"Moço, falaverdade, esse avião sai hoje ou não sai, porque, sabe, eu vou prá casa e volto amanhã."
"Olha, o avião está no Galeão, sem previsão de sair de lá". (O Galeão, para quem não sabe fica no Rio de Janeiro).
"Tá, moço, então deu. Vamos remarcar essa joça prá amanhã."
Tec, tec, tec tec, tec tec, tec, tec. Passagem remarcada para amanhã às 19:00.
Acabou? Nananinanão, caros telespecadores.
E as malas? Ah... as malas.... peraí que nós vamos localizar as malas, esperem aqui um segundinho, por favor.
Foram aproximadamente 60X60 segundinhos e cinco pessoas para estarem tentando localizar as malas.
Acabou, agora, então?
Não, pessoas, cabô inda não.
Tinha o táxi.
Fila de umas cinquenta pessoas para pagar com cartão.
Fila de umas trezentas pessoas (não é uma figura de linguagem usada para reforçar a narrativa neste ponto, não) para os táxis, propriamente ditos.
Agora acabou. Depois de uma emocionante aventura de seis horas, chegamos em casa às 2:30 de la matin. Podres. Famélicas.
Mas não desligue ainda, hoje à noite tem mais.
Porque, vejam, neste exato momento, chove. E, (tá lá no Terra) já são vinte e cinco aviões atrasados em Congonhas que estão sendo redirecionados para adivinhem? Guarulhos.
6.2.07
Muié Cobra. Soon on a movie theater near you.
E ainda bem que amanheceu chovendo em sumpaulo, hoje. Ou a pessoa de chapéu ia realmente chamar a atenção a caminho da farmácia para comprar o mega-filtro-solar que a dermato mandou.
E essa do prefeito, hein? Ridículo. Destemperado, descontrolado e grosso. E pouquíssimo político. Onjáseviu?
Estapear o eleitor e ainda por cima chamá-lo de vagabundo na frente das câmeras? Senhor Kassabs, acho melhor inventar um cursinho de anger management control para nós, paulistanos, feito tem lá nos States.
Alunos, não vão faltar, é só passear no trânsito e recolher.
5.2.07
"O Bobo"

Há tempos estava entediada com o meu trabalho. Tinha se tornado, na maior parte, uma coisa mecânica, sem desafios, pé nas costas. Era só ligar o piloto automático. Agora, com esse trabalho novo em Manaus, estou super entusiasmada. Eufórica, mesmo. É uma coisa que nunca fizemos. E, sincronicidade ou não, é justamente esse assunto específico que tem me interessado nos últimos dois anos.
Sinto uma mistura de medo e excitação.
Tenho estudado, lido, pesquisado.
Sinapses a mil.
Recomeçar é bom.
2.2.07
Duas cousas
2. Leiam, leiam, leiam. Ela quase me matou.
31.1.07
Me engana não, que eu não gosto
Eu já decidi não fazer, mas só de sacanagem contei que estava esperando o resultado da seleção lá da faculdade f*dona e que só sairia dia 7, e que eu não ia decidir nada até lá. Pessoa secretária me pede para esperar um momentinho, ela vai falar com o coordenador do curso. Volta e diz que eles vão esperar até dia 7. Então tá.
Duzentos e trinta cadidatos para vinte e cinco vagas e eles vão me esperar até dia 7?
Tão caçando aluno a laço.
Agora, se eu não passar na seleção da f*dona, vou chorar.
Só para os fãs: Mateus repaginado, com novo corte de cabelo e leve bronzado (foi o que a chuva permitiu) volta às aulas na próxima segunda.
30.1.07
Follow up
O negocinho de reclamar aqui no blog vem funcionando. Obrigada, seres superiores que lêem blogs.
Ah! A empresa fica em Manaus, então lá vamos nós. Sinergia total com a redegrobo.
Quanto ao meu curso, acabei achando um negócio que me interessa. Só que, vou falar hein... neguinho tem que ser milionário para estudar nesse país. Mileseiscentos reais (por mês, atentem!) por quatro semestres. É assim, quase um pequeno apartamento, que eu não possuo, by the way.
Então, vou começar por um curso curto de especialização (três meses de aula e cinco meses de setecentos reaus). Se ainda houver vaga e eles me aceitarem. Não dá para saber. Você faz a inscrição pela internet e fica aguardando "eles" darem o ar da graça. Ainda tenho que mandar a papelada (até sexta), que inclui uma carta da empresa em que eu trabalho (rá), empresa esta que pagaria pelo meu curso (rá rá), caso eu trabalhasse numa dessas empresas finas.
Então, toca a escrever a tal carta, porque a empresa sou eu mesma, obrigada.
27.1.07
E agora?
E eu estou procurando um curso porque eu quero aprender, de verdade. E não fazer uma reciclagem (palavras dele, de novo). O título não me acrescenta nada. Não sou profissional de carreira. Então fiquei meio decepcionada com a empolgação da pessoa com as minhas credenciais, né. Fácil demais. Eu queria um enfoque em marketing e varejo porque é onde minhas falhas estão, realmente. E o enfoque deles lá, é mais em moda. Mesmo sendo um MBA (e cada nome bonito que eles põe nos cursos, vocês precisam ver, a gente quase acredita). E de moda... bem, de moda eu entendo o suficiente.
Devia ter aceitado o conselho da minha irmã e encarado direto o curso f*dão na faculdade f*dona.
Metade das coisas por aí é engana-trouxa total. E eu não tô rasgando dinheiro, não.
Alguém tem uma dica?
22.1.07
Peggy Sue
"Você quer em papel normal ou pele de carneiro?"
(pele de carneiro? cruzes!) "Papel normal, mesmo."
Então, é só pagar (claro, né) setenta reais ali no caixa e retirar aqui.
Já está comigo. Meu diploma. Que já tinha debutado, lá numa gaveta da FAAP.
Posso requerer cela individual.
E vou falar, que aproveitei para dar uma volta no prédio das Artes Plásticas, espiei as oficinas de gravura, as salas de aula e tal. Nostalgia total.
Não, da FAAP não. De mim mesma, jovem. Claro.
19.1.07
Eu precisava vir aqui
Mas o que eu quero contar não é isso, não. Acho que "eles" escutaram, sabe. Ou leram, para ser mais precisa. Porque, numa virada inacreditável do destino de quem nunca ganhou nem rifa, fui sorteada numa dessas promoções de Natal de loja e ganhei um I-Pod (achei até que era o shuffle mas é um naninho). Portanto não sei se não reclamo mais ou se é agora que eu reclamo mesmo - "O " Grande Irmão legítimo (ou um de seus assistentes menores, talvez) está lendo esse blog. Meda, meda, meda.
16.1.07
Eu te disse, eu te disse, eu te disse, eu te disse

Porque essas coisas acontecem? Porque, porque, porque? (tem circunflexo nesses porquês todos? nunca sei, mas acho que sim). Sei que parece de propósito. O ano começa, cheio de possibilidades. Clientes novos (nada certo ainda, claro), encontro um cara na hora do almoço (mega networking), passo um e-mail assim que chego no escritório, o cara me responde imediatamente. Passo um outro e-mail prum provável cliente, dizendo que ele precisa decidir logo porque não conseguimos pegar muitos projetos simultâneos e temos outras propostas (rá) - é agora ou f*deu - e o cara liga no instante seguinte (juro), dizendo que vem à São Paulo na próxima semana e quer trabalhar conosco de qualquer jeito.
Empolgação total. Esse ano vai. Agora vai. Agora a gente ganha dinheiro. Putz. É de propósito. Só prá gente se entusiasmar e depois eles (não me pergunte quem são eles, mas tem que ter eles senão a teoria da conspiração mela) se divertirem horrores com a nossa cara de tacho. Só pode ser.
Pessimista, eu? Não, não. Meio Poliana, até. Mas frustração tem limite, né? Deve ter. Não achei meu fundo de poço ainda, sempre tá cabendo mais uma.
E tenho tido dores de cabeça monumentais - doutor, cadê minhas recomendações médicas para o repouso nas montanhas?
E minha única, solo, resolução de ano novo, continua esperando.
* escrevi esse negócio no dia 10, das três coisas pendentes, duas já eram. Falta uma (o cara que ligou) - ele vem na sexta. Dou notícias.
A cigana (foi taróloga, mas cigana fica mais legal) me disse uma vez que nunca faltaria dinheiro prá mim, mas que não era dinheiro fácil, que ela só via dinheiro vindo de trabalho. Nada de baú, nada de mega-sena, nada de milhões no meu futuro. A féladaputa me rogou foi praga. Das boas.
15.1.07
Tem título não
E a Vanessa Jackson (lembram dela?) estava lá e cantou uma música. Canta muito.
13.1.07
BigImbróglioBrasil
Mesmo assim, adoro ler os comentários da Mary, mesmo sem saber direito quem são aquelas pessoas. Acho que vou assistir um pouco, só prá poder me divertir mais. Porque o show, amigos da rede grobo, é ela.
* e essa coisa da Van soterrada aqui, em São Paulo, me aterroriza mesmo. A pior morte do mundo prá mim. Ser enterrado vivo. Me dá vontade de gritar só em pensar no assunto.
10.1.07
Oi, Daniela
E funcionam. Porque eu estou hoje aqui falando isso? Não sei. Deu vontade. Deu vontade de contar que já participei de algumas e no começo, detestei. Ia porque sabia que precisava. E detestava. Não gostava porque tinha uma maldita superioridade intelectual e me aborrecia profundamente com algumas partilhas, com gente que não sabia verbalizar ou elaborar intelectualmente suas mazelas ou então nem se dava conta dos processos pelos quais estavam passando. Lá aprendi humildade e comecei a aprender a escutar (que definitivamente não é das minhas principais faculdades, falo demais). E ouvir. E quando consegui ouvir, aprendi muito.
Porque através das histórias dos outros, fui capaz de olhar para mim mesma com um pouco mais de generosidade, de compaixão. E fui me perdoando e exigindo ao mesmo tempo (se é que dá para entender) menos e mais de mim.
* no bom sentido, claro
9.1.07
Uia
O Google vai dominar o mundo.
Tô achando que o Pausa vai sumir no buraco negro de uma hora para outra.
Será que temos que mudar pro novo?
5.1.07
Floradas na Serra
Bom seria, se como antigamente, quando os médicos não dispunham de tantas pílulas, o doutor me recomendasse uma mudança de ares, uma temporada em uma estância climática, boa comida, bons livros, boas companhias. Passeios por entre as árvores, longas conversas sobre filosofia, uma tossezinha aqui, uma partidinha de bridge ou gamão acolá. Um absintho no fim da tarde, que ninguém é de ferro.
Olha, acho que eu me adaptaria com perfeição.
2.1.07
Adeus ano velho
Reveillon na casa da Regina, que é casada com meu tio Du, irmão mais novo da minha mãe. A comida lá é sempre fantástica, maravilhosa mesmo. Ela é a pessoa que eu conheço que mais curte comida. As compras dela, são sempre de coisas para comer. Quando viaja, traz comida. Quando foi à Espanha, trouxe um presunto cru Pata Negra. Imenso. Prá você ter uma idéia.
Então, comi. E bebi muito champagne.
25.12.06
As pastorinhas, prá consolo da lua
Lindos versos de amor
Acordo cedo como sempre. Mesmo depois de toda a trabalheira e champagne de ontem. Meu corpo dói. Os Natais por aqui são produções hollywoodianas e nos últimos três anos, passamos o Natal na casa da minha irmã em Florianópolis, muito mais descontraído. Não que eu esteja reclamando, decoração de festas é uma das oitocentas e vinte e três coisas que eu já fiz profissionalmente nesta vida e eu gosto. Mas, putz. Haja pernas.
Acordo para a notícia da morte do Braguinha. Gente, eu amo esse homem. As músicas dele permearam a minha infância (os disquinhos infantis todos, tocando naquela vitrolinha portátil laranja), meu avô cantando As Pastorinhas, as marchinhas de carnaval. Muito da felicidade daqueles tempos está conectada a essa trilha sonora.
Hoje tem festa no céu. Baile de carnaval.
Chiquita Bacana, lá da Martinica
Se veste com uma casca de banana nanica.
22.12.06
20.12.06
18.12.06
16.12.06
Tem dia que sei lá
E para completar esse dia tão feliz, minha querida sócia surtou ontem. Total (eu já devia estar acostumada porque ela surta de quando em quando, mas esse último ano foi tranquilo, salve a farmacologia - mas eu sempre me surpreendo e fico magoada, toda santa vez).
Primeiro brigou com o dono da fábrica no Rio (que em seguida ligou prá mim e soltou o canil todo). Depois comigo. E disse que não queria mais aquilo tudo, que ia procurar emprego, que esse nosso processo de trabalho está acabando com o gênio criativo dela e blá e blá e blá (tudo isso gritando e chorando ao mesmo tempo). Hum-rum. Tá. E saiu pisando duro e batendo portas.
E eu lá, coscoelhos.
Ela me liga no fim da tarde, bem etilicamente alterada, para dizer que me ama e pedir desculpas. Eufórica. Muito. E ligou prus clientes todos nesse estado, deusmeproteja.
E depois de ter dito que não queria trabalhar mais lá, resolveu ligar o ISO 9010 e disse que vai trabalhar a semana que vem toda (estaríamos de férias a partir de terça) para aparar os rabos que sobraram (muitos, muitos). E que volta uma semana depois de mim.
Fuck. Ou bem eu saio correndo prás minhas férias hoje ou vou na reunião de segunda e fico com 4 dias de férias a menos. Dilema, dilema.
E ainda teve a volta dela pro escritório, lá pelas seis. E me abraçou e me beijou e te amo te amo te amo e só eu te abraço desse jeito e te digo que te amo e falei com o cliente e ele disse que o nosso trabalho é maravilhoso e que a nossa coleção de inverno é espetacular e somos as deusas do olimpo e me enforcava (juro) enquanto eu tentava dar jeito nos coelhos problemáticos.
E eu só: vai prá casa, por favor. Me deixa trabalhar. Nós temos que entregar isso hoje, pelamor de dadá (copyright da Cris).
E ela foi. O santo namorado dela veio buscar. Amém.
E eu passei mais QUATRO HORAS coscoelho.
Bem, gente, quer saber?
Acho que eu vou mesmo. Amanhã.
15.12.06
Sem título
E a última reunião, marcada para amanhã, passou para segunda e eu perdi o fim de semana. Lindo, né? Mas terça, eu vou. Juro. Nem que venha o apocalipse.
E eu gosto de Natal. Eu sei, eu sei, é muito demodé gostar de Natal. Mas eu gosto. Dar presentes está no meu top ten.
13.12.06
Quem vai querer, põe o dedo aqui!

Há tempos venho procurando a bolsa do poder. Eu tenho essa coisa com bolsas, vocês bem sabem. Profissionalmente, uma bolsa do poder ajuda. Muito.
Quando o cliente precisa achar que você é mutcho bem sucedida, e você precisa precisa precisa aumentar os seus honorários que além de não quererem mais crescer, estão ficando corcundas, você bota a bolsa do poder em cima da mesa e cobra. Não testei ainda (os honorários, até hoje, não permitiram, mas tenho plena convicção de que vai funcionar).
Além disso, serve também para ser bem tratada naquelas lojas metidérrimas ou enfrentar qualquer situação onde a insegurança impera. Para mim funciona assim, me agarro na alça da bolsa e não me afogo - sou louca, eu sei.
Jurei que não ia contar prá ninguém - de que vale se todo mundo sabe que é falsa?
Mas, so what?
É um site (tem muitos, mas até hoje não tinha achado nenhum que prestasse), ships worldwide, não são baratas, mas tem tudo. TUDO. TODAS as marcas impressiona-trouxa. Últimos modelos. À vista só nas revistas de moda importadas. Que todo mundo desse mundinho besta fashion, lê. E de primeiríssima qualidade, ou assim me parece (vou comprar essa aí da foto de presente de Natal prá migo mesma- depois que virar meu cartão - veremos).
Eu sei que parece a coisa mais besta e fútil del mondo, mas no meu, funciona. Né mole, não, questo mundinho da moda.
Não vou colocar aqui o endereço (sei lá, né, vai que...) mas se alguém quiser, manda um email prá danidemenezesarrobagmailpontocom.
E deixa eu correr, temos reunião mega importantérrima daqui a pouco. Sem bolsa do poder prá botar na mesa, resta o trabalho, né?
9.12.06
Estou me arrastando
Nem de longe terminei todas as minhas tarefas mas que elas andaram, andaram (obrigada pelas preces na entrega do trabalho das floricuturas - terminado e devidamente entregue, amém jisuis).
Mateus, agora, que nem o Lost, novos episódios, só em Fevereiro (as aulas acabaram, crianças!).
E a pessoa que vos fala capotou antes do globoreportis, está de pé há uma hora e vai trabalhar. Hoje e amanhã.
5.12.06
Isso aqui já está virando
Acabei de encontrar um caderninho*, aqui em cima da mesa com uns rabiscos, umas frases e vários, vários "te amo".
"Eu te amo muito, não consigo expressar isso mas te amo" e " Eu queria poder te falar que te amo. A vergonha não permite".
Doze anos. O primeiro amor. Que os anjos te protejam, meu filho.
E hoje, vou apresentar o projeto visual lá das tais floriculturas. Fiz uns muitos estudos. Torçam, pray for me please, porque eles tem que gostar de alguma coisa para eu poder finalizar logo e entregar porque senão... não vejo mesmo a possibilidade de sair de férias no dia 16.
E eu preciso. Ou morrerei.
Porque ainda falta mais da metade da coleção de Babydoll, uma pequena coleção de masculino e todas aquelas de inverno que eu já havia mencionado antes que já estão desenhadas mas estão sendo pilotadas (piloto é a primeira peça) e dá muito, muito xabu nessa fase - provas de roupa, remontagem, eteceteras e tales.
*Shame on me, por ler as coisinhas dele. Mas não resisti.
3.12.06
Mateus apaixonado - parte II
Camiseta nova, meu tênis emprestado (sim, calçamos o mesmo número), até me pediu prá passar um jeans. Ele estava cantando. Literalmente.
Uns quinze minutos depois que ele saiu, liga uma garota e pergunta por ele (essa é uma primeira vez, nunca aconteceu, pelo menos não que eu tenha atendido, mas não posso ter certeza, normalmente ele atende o telefone aqui em casa). Eu digo que ele foi ao shopping (sei que é ela, meu coração de mãe sabe) e que levou meu celular. Pergunto se ela quer o número, escuto ela pedir uma caneta para a mãe - elas estão no carro, espero que indo pro maldito shopping, porque o meu filho já está lá esperando. Por ELA. Com o coraçãozinho ansioso e cheio de expectativa. Ela anota o telefone. Espero que elas já estejam perto. Vai menina, vai.
Ai, meu deus, mãe sofre.
* No final, foram umas seis crianças.
1.12.06
Não tenho mais idade para...
1) Ser boazinha
2) Perder tempo com gente melodramática e masoquista
3) Fumar desse tanto
4) Esquecer o dia do anticoncepcional
5) Mudar o rumo da minha profissão (ou tenho?)
6) Sofrer com as críticas e olhares enviesados da minha mãe
7) Usar mini-saia
8) Permitir que me tratem mal
9) Ser alvo de ciúmes irracionais
10) Justificar as minhas escolhas
11) Me acabar no carnaval
12) Deixar de ir à academia (10 months and counting...)
13) Não tirar férias
14) Ser obrigada a concordar com uma fulana com 15 anos a menos de experiência do que eu , só porque ela é o cliente
15) Carregar o piano sozinha
16) Descolar um casamento por conveniência, aka, golpe do baú
17) Deixar de ler por absoluto cansaço mental
18) Gostar de ficção científica (adoro)
18) Ter cabelos compridos (mas tenho)
19) Cobrar barato (estava pensando em trabalho mas acho que vale para tudo)
20) Adiar minhas vontades fúteis
21) Não poupar para a velhice
22) Achar que eu tenho 20 anos
23) Insistir numa idéia falida
24) Aprender a dirigir (eu também, né Suzana?)
25) Não possuir a tal da casa própria
26) Achar que um dia meu pai vai mudar
27) Procrastinar muito tudo que se refere à saúde, médicos, exames, etc.
28) Trabalhar na sexta-feira
29) Virar a noite e/ou beber seis doses de uísque
30) Comprar por impulso
31) Me sentir culpada por comprar por impulso (p*orra, eu trabalho prá quê?)
32) Ter vergonha do que quer que seja
33) Ser insegura em relação à minha capacidade profissional
34) Não me achar bonita o suficiente
35) Ficar esperando the bigger plans for me that god must have e que não vão acontecer nunca se eu não movimentar o meu rabinho
36) Ter outro filho (exceto, como meus amigos bem sabem, se for com o Antônio Ermíri*o de Mora*es)
37) Ficar com raiva e não dizer nada
38) Fazer essas listinhas, principalmente quando o número de itens tiver que ser igual à idade.
* Eu sei que essa listinha já rolou há tempos mas a minha ficou esquecida no rascunho .
30.11.06
Ai, ai, ai

Semana passada fomos almoçar em um restaurante diferente. Estávamos enjoadas do nosso natureba de todos os dias. É um restaurante simples, pequenininho, o dono é italiano e (atenção garotas!*) parece que todos os italianos das redondezas almoçam lá.
Pois então. Devido à essa concentração geográfica de pessoas italianas do sexo masculino, encontramos um amigo que há muito não víamos. Trabalhamos juntos na Bene*tton, milênios atrás.
Pedimos uma forcinha para a divulgação/comercialização da Babydoll (nossa marquinha de pijamas, prá quem ainda não sabe), já que ele sempre está trabalhando numa dessas marcas glamourosas italianas e conhece muita gente, o que não é o caso da pessoa que vos fala.
Ontem ele me liga para dizer que deu nossos telefones para uma pessoa que estávamos querendo conhecer. Ótimo, muitíssimo agradecida. E que está tentando descolar um show-room na Itália para colocarmos a Babydoll. Lindo! Maravilhoso! Era tudo o que nós queríamos. Se der certo, p*ta que o pariu! Obrigada, obrigada, super obrigada.
E pediu para darmos uma passada lá, onde ele está trabalhando, porque PRECISAMOS comprar umas peças e ele vai fazer o preço de custo prá nós e etcetera e tal e que TODAS as mulheres chiques da Itália usam estas benditas calças e que nós TEMOS que comprar uma. Ou duas. Ou três.
Gente, ele está sendo gentil. Gentilíssimo. Amigo. Eles não fazem isso prá qualquer um, não. De jeito maneira.
O que me preocupa deveras no momento é: Quanto será que custa essa p*rra de calça?
Porque uma, pelo menos, eu vou ser obrigada a comprar.
* a quem interessar possa: o restaurante fica na Rua Augusta, numa galeriazinha furreca, entre a Oscar Freire e a Estados Unidos. Só almoço.
27.11.06
Quem quer casar com a Sra. Baratinha?
Sou casada há 17 anos e nunca me casei. Portanto sou solteira na tal pesquisa. Minha irmã, também. E minha tia. E quase todo mundo que eu conheço.
Por outro lado, acho que hoje as pessoas demoram muito a se casar. E não costumam permanecer casadas por muito tempo. E essa cultura da gratificação instantânea atrapalha muito. Porque todo mundo quer ser superhipermegafelizinhoerealizado o tempo todo e isso não existe, nem com o uso intenso da farmacologia disponível.
Egoísmo e uma adolescência que não acaba nunca, é isso que eu vejo.
25.11.06
Com música, o pepino escorrega feito quiabo
Peguei o IPod novo do Mateus (presente de dia das crianças + aniversário, chiquérrimo) e saí arrumando camas e lavando louça e catando a bagunça.
Decidido. Vou comprar um prá mim.
24.11.06
Congresso? Tô dentro!
Ligo no cirugião plástico, a recepcionista me diz que ele está num congresso. Volta em quatro dias.
Semana passada:
Agora é a recepcionista do ginecologista, para quem ligo tentando marcar um dia para ele ver meus exames: A agenda está cheia, porque ele vai passar quatro dias num congresso.
Tá.
Ontem na recepção do cardiologista:
Mocinha do laboratório médico insistindo com a recepcionista do dotô, para ele ir ao congresso, frisando que ele pode levar um acompanhante.
Uia. Eita negocinho bão. Hotel 5 estrelas pago, com acompanhante, só prá assistir umas palestrinhas de lançamento de remédio?
E bora lá prá piscina, que ninguém é de ferro.
22.11.06
Tem que ter peito? Então, f*deu...
Muitas emoções.
Primeiro passei uma semana fazendo TODOS os exames do universo and beyond.
Eu, que nunca vou ao médico. Não faço exame nenhum. Tá. Ao ginecologista, eu vou. Com uma frequência (o trema caiu ou não, afinal?) que deixa a desejar.
Então resolvi fazer os exames que ele tinha me pedido em fevereiro. FEVEREIRO, atenção. E mais uma cacetada de outros pedidos pelo.................. (pausa dramática neste ponto) cirurgião plástico.
Joooooguem pedras, pessoas.
Ou, pensando bem, que jogue a primeira pedra quem... etc e tal.
Em julho, estive no lugar incerto e não sabido, onde nasci, e aproveitei para fazer uma coisa que há muito tinha vontade. Marquei uma consulta no plástico e perguntei "de um tudo". Cuméquié, quantucusta, cuméquifaiz?
Saí de lá bem contentinha, ele me disse que eu parecia ter dez anos a menos (é uma idiotice, mas que é bom de ouvir, é) e com a resolução de, enfim, fazer os meus peitos voltarem ao que eram AM (antes do Mateus).
Guardei uma grana e decidi. O escritório estava devagar mesmo. Juntando República com Consciência Negra, noves fora, 6 dias, bora lá. Marquei. E saí correndo atrás dos 325 exames.
Não deu tempo, 325 exames demoram, tive que desmarcar.
Ainda por cima, fiz o cara encomendar TRÊS tamanhos diferentes de prótese porque ele acha que eu tenho que botar XYZ mililitros (não lembro mesmo o quanto) mas eu não quero virar nenhuma Daniela Winnit*s, muito obrigada, e pedi mais dois tamanhos menores do que ele acha adequado para poder decidir. E ele deve estar bem puto. Preciso, preciso, ligar para marcar outra data mas bem, leia a continuação a seguir...
De repente, não mais que de repente, o mundinho-bestinha-féshion acordou do coma induzido e agora, já, tudo ao mesmo tempo, prá ontem, queremos, precisamos, é agora ou nunca, fechar a coleção de inverno até o maldito DIA DAS MÃES, antes de 15 de dezembro. E sabe, com esse povinho que nós trabalhamos é assim mesmo. Ou bem você aparece com uma coleção pronta lá no dia marcado, ou eles compram de outro. Assim, sem mais.
Então, estamos feito vacas loucas, alucinadas, babando furta-cor, para conseguir fazer tudo, porque disso depende a nossa sobrevivência por TODO o primeiro semestre do ano que vem.
E para completar, mais um projeto gráfico (logo, embalagens, identidade visual, projetos de mobiliário) de uma rede de floriculturas, a ser montada em lojas de conveniência de postos de gasolina que eu resolvi pegar, cobrando beeem baratinho, porque sabe..., o mundo da moda estava lá, praticando a sonoterapia. E pessoas-precisam-pagar-aluguel-de-novo-escritório-fino-nos-Jardins. Fuck.
Fuck. Fuck. Fuck.
Lá se foram os peitos.
14.11.06
Que frio da p*rra é esse? E porque estamos sem um tostão.
ClimaRiq, o mais cricri dos institutos de meteorologia, informa: daqui a um ano, na primavera de 2007, você já terá esquecido que a primavera de 2006 foi fria e embaçada - do mesmo jeito que você já esqueceu que a primavera do ano passado, e a do ano retrasado, e a maioria das outras, também foram.
Volto a insistir: as estações do ano no Sudeste não são essas que entraram para a língua portuguesa em Portugal, naquele aprazível canto da Europa onde essas estações existem verdadeiramente e são, de fato, quatro.
Por aqui só temos duas (a seca e a chuvosa); quem sabe, três (a seca, a chuvosa sem calor e a chuvosa com calor). E para que algum dia a gente possa reconhecer as estações pelo que elas são e ter as expectativas corretas sobre o que cada uma delas nos reserva, aqui vai uma primeira sugestão para um batismo honesto das ditas-cujas.
ClimaRiq adverte: as estações do ano do Sudeste são três. A saber: Secura, Embaço e Bafo.
Secura - a mais aprazível das estações. Começa em abril (às vezes, um pouco antes) e vai até agosto (às vezes, um pouco depois). Caracteriza-se por dias ensoladados e secos, com temperaturas que chegam a 28 graus, e noites agradabilíssimas, em que dá para dormir de coberta. De vez em quando esse tempo perfeito (ou nem tão perfeito assim, para os asmáticos e alérgicos à poluição) é atrapalhado por um frentes frias passageiras (doravante conhecidas oficialmente como friagens) que trazem chuvas e declínio abrupto de temperatura, mas nunca duram o suficiente para as lojas desovarem a coleção de inverno*.
Embaço - estação que começa em setembro/outubro e que se caracteriza por tempo instável e temperatura média diurna mais baixa do que a temperatura média diurna da secura. A umidade aumenta, as chuvas voltam. Não é uma má estação. Mas ocorre que, depois de vários meses em que todo mundo queria frio mas só aparecia calor, de repente todo mundo passa a querer calor, mas só aparece tempo embaçado**.
Bafo - a mais celebrada das estações do ano. Começa em dezembro e vai até março***. As temperaturas aumentam tanto de dia quanto à noite. É uma espécie de verão amazônico, só que interrompido por mais frentes frias do que no meio do ano.
* A coleção de Inverno não vende.
** A de Verão, também não.
*** Dois meses para vender a coleção de verão, baby. Porque em FEVEREIRO, a NOVA coleção de Inverno já está nas lojas.
10.11.06
Indecent Proposal

Li, lá na Cris, sobre as "paqueras" dela. Não, ela não está sozinha. Mas comigo não são os catinguentos, não. São, definitivamente, para ser politicamente correta, os seres humanos masculinos da terceira idade. Não sei o que é. Não sei mesmo. Mas parece que eu atraio. Sempre. Indefectivelmente.
E dia desses, estava no cabeleireiro e a minha manicure estava no mood fofoca absolute e me contou de uma fulana que vai lá e é teúda e manteúda. A gente sabe que esses seres existem mas, na verdade verdadeira mesmo, eu, pessoalmente, nunca conheci uma. Mas essa é.
Diz que ela tem uma pessoa do sexo masculino da terceira, etc., americano, que paga todas as contas dela e ainda manda uma grana por mês. E que não deve ser pouca, haja visto que ela mora nos Jardins, não faz p*rra nenhuma, vive no cabeleireiro e carrega aquelas bolsas que custam um ano de rendimentos tributáveis dos seres normais. E veja você, a pessoa do sexo masculino, etc. mora lá nos Estados Unidos, o que significa que só vem muito de vez em quando, o que significa que esse arranjo passa a parecer quase que interessante. Do meu ponto de vista, Teresa Batista cansaaaada de guerra.
Bem que eu podia unir minha incrível habilidade de atração aos poucos anos de fertilidade que me restam e dar um jeito definitivo nessa minha vida de arrimo de família.
Pensando bem, há uns quatro anos, a possibilidade me apareceu na forma de um árabe (na verdade, acho que era libânes).
Nos conhecemos profissionalmente (ainda estou para matar a féladaputa da Rosana, que me indicou prá ele e não me deu nenhum toque), e duas ou três reuniões depois ele me pediu para dizer quanto eu queria por mês para ser feliz, inclusive frisando que eu podia continuar casada.
Olha, gente, não sei se ele tinha dinheiro suficiente, não. Acho que não dou para isso (perdão, perdão, mas foi irresistível).
7.11.06
Poucas e nem tão boas assim
Pessoa desocupada vê um teste num blog (não lembro qual) e vai lá fazer. Acaba caindo no site da Elle e faz todos os testes existentes. Até o "Que tipo de noiva você é?"
Numa dada pergunta, você tem que escolher o seu tipo de vestido de noiva, uma das alternativas:
- Vestido tomara-que-caia com calda (Calda, Cyn!!)
(HUAAAHUAHUAAA, pro noivo lamber, será????)
Incompatibilidade de gênios
Casal na casa dos vinte, caminhando na rua da minha casa, conversando sobre presentes, acho que devia ser aniversário dela.
"P*rra, no ano passado você ganhou a melhor prancha de surf do mundo, mas se esse ano você quiser que eu te dê uma melissa, tudo bem."
6.11.06
Listinhas
Então vamos lá, na listinha que roubei dela.
- What to Wear: jeans, se bem que ando num enjôo, acho que vou fazer um juramento e só usar duas vezes por semana, aí eu quero ver como eu me arranjo
- What NOT to Wear: Nunca diga nunca
- What to Shoe: Saltos, boots diversas, havaianas
- What to Bag: não vivo sem os meus caderninhos dentro da bolsa, pó compacto e batom
- What to Denim: reta, boca justa
- What to E-Bay: achei dia desses um espelho veneziano mas não tive coragem de comprar
- What to Tee: Herings - brancas e pretas
- What to Accessory: Anéis enoooormes
- What to Bargain: detesto. Acho que as pessoas cobram o que elas acham que valem e que a gente paga se acha que vale
- What to Jewelry: Anéis, de novo
- What to Makeup: pó, rímel, blush, batom cor de boca
- What to Fragrance: Variam os perfumes mas perfumada, sempre
- What to Hair: cabelo sem tintura
- What to See: Flores, no CEASA em dia de feira
- What to TV: Séries, séries, séries
- What to Listen: A Vitrola da Beth
- What to Read: Ter ou Não Ter - Eis a questão (não dá prá recomendar ainda, estou no começo)
- What to Eat: Comida boa
- What to Drink: Coca-cola
5.11.06
Everyone, just... pretend to be normal.
4.11.06
Momento Caras
Há uns quatro ou cinco dias dos namorados ago, fui na Galeria Ouro Fino comprar uma calcinha, calcinha esta que brilhava no escuro, mas na hora H não brilhou, etecetera e tal, já contei essa história antes. Mas, o detalhe particular e que vem ao caso, é que a pessoa alta, morena e deslumbrante, esteve lá, na mesma loja, comprando uma coleção completa de calcinhas fofas, engraçadas, diferentes, para a pessoa loura. Morri. E me apaixonei de vez.
1.11.06
Convites, please
Entre os dias 01/11 (hoje) às 09:26h e 10/11 às 03:55h, o planeta Vênus no céu estará formando um aspecto harmônico à Lua do seu mapa de nascimento, Daniela. Este ciclo está associado a uma idéia de popularidade, charme social, boas situações envolvendo lazer, festas, encontros e reuniões. É um excelente momento para conhecer as pessoas certas, que poderão lhe beneficiar de alguma forma no seu trabalho ou em sua vida afetiva, ou até na vida espiritual. A qualidade natural deste momento envolve um bem-estar que está associado a uma busca por tudo aquilo que é bom e belo na sua concepção das coisas. É um período conveniente para interagir, fazer-se ver, conhecer gente nova.
Ei, vocês aí! Querem fazer o favor de me convidar pr'umas festas?
Também diz lá que eu tenho que comprar roupas novas. Onde já se viu? Se até o trânsito astral me cutuca, aí é que não tem jeito mesmo. Aliás, já fiz umas extravagâncias nesse último fim de semana. Estou me sentindo bem menos culpada pós-personare.
E, puxa! quanta gente nova por aqui e quantos comentários no post do Mateus! Definitivamente, meu filho é um sucesso de público e crítica.
31.10.06
Meu coração, ao mesmo tempo, fica apertado e sorri
Acho que o Mateus está apaixonado. Os sintomas estão quase todos lá. Há um mês, mais ou menos, ele vem me pedindo para comprar umas roupas novas, está se arrumando para ir prá escola e pasmem! quer cortar o cabelo. Esse é o sintoma mais grave. Porque vocês não tem idéia. Para o Mateus cortar o cabelo é necessária uma conferência extraordinária da ONU. Mais ou menos assim. Ele NUNCA quer cortar o cabelo. O cabelo dele é castanho bem claro, liso e comprido e como TODAS AS PESSOAS DESTE MUNDO vivem dizendo que o cabelo dele é lindo e talecousa e cousaetal, ele acha que então, não precisa cortar nunca, porque vai perder parte da lindeza, ó horror!
E meu coração padece. Porque eu sei, ah! eu sei, como a gente sofre com o primeiro amor. A gente vai aos estertores da agonia romântica. Se bem que esse não é o primeiro, teve a Cecilinha no pré-primário, mas a Cecilinha não conta.
Hoje ele acordou mais cedo para *atenção aqui neste ponto da narrativa* tomar banho! B A N H O !!!!!! (muitas exclamações necessárias) e passou até perfume (que eu comprei de presente para ele nesse fim de semana porque, sabe, eu entendo e comungo e ajudo, mas sofro sofro sofro).
Dia desses eu fiz a pergunta diretamente:
"Filho, você está gostando de alguém?"
"Não, mãe. Não tô, não."
"Tem certeza? Quando você tiver você vai me contar?"
"Você contou prá vó?"
(Claro que não contei, né? E tive que dizer a verdade, não costumo mentir prá ele a não ser em caso de vida ou morte, então disse:)
"Não. Não contei. Mas a vó não era tão minha amiga assim, como nós somos. Você pode me contar o que você quiser. A mãe é sua amiga e você pode me pedir ajuda, se precisar. A mãe já passou por tudo isso, sabe?"
(Claro que não adiantou nada e não sei se ele vai me contar mesmo e eu sei que ele precisa da privacidade dele mas... que eu queria saber, eu queria)
Ah, meu filho, que a vida seja generosa com você e os muitos amores que virão...
25.10.06
Sem lenço, sem documento, sem cartão
Erro 65. Ligar para autorização. Fuck.
Assino um papelzinho lá no restaurante. Ainda bem que eu almoço lá com freqüência, o mocinho do caixa me conhece. Mais ou menos.
Vou até o banco, falo com a gerente. Ela diz que o cartão está normal, que é problema do sistema. Tudo hoje é pobrema do sistema. Então, tá.
Hoje de manhã, saio de casa mais cedo e passo nas Lojas Americahnas para comprar umas bobagens, hidratante, rímel, condicionador. No caixa: Erro 65. Ligar para autorização. Fuck ao quadrado.
Tudo bem que eu tô quebrada, mas os céus precisavam avariar TODOS os meus cartões?
24.10.06
Atchinnnn!

Não, não é a gripe aviária. É a doença do emprego, mesmo. De tempos em tempos, eu pego.
Resolvo que nenhuma liberdade do mundo vale a segurança de um contra-cheque, férias remuneradas e cof cof, benefícios. Acho tudo muito lindo, amo muito tudo isso e decido que essa vida de pessoa independente, que precisa pagar um contador, não serve mais, não. Está me levando toda a sanidade mental, esse negócio de profissional liberal.
Aí começo a pensar no que eu sei fazer. Muitas coisas, na verdade. Uma série de coisas pelas quais ninguém quer pagar o que eu quero ganhar, claro.
Eu, na vida toda, só tive um emprego. Nunca tirei carteira de trabalho, nunca recebi um centavo de FGTS. Mesmo nesse "emprego" eu tinha uma micro e dava nota fiscal, ou seja, eu tinha que ter um contador. É uma sina. "Você vai ter contadores ad eternum. Amém."
O vírus tá espalhado pelo ar e basta a imunidade bancária baixar que ela me pega, a maldita.
Quem não tem emprego não tem que apresentar atestado médico, nem dar satisfação. Pois então. Acho que vou tirar uns dias, tomar muito líquido e esperar passar. Tem outro jeito, não.
23.10.06
Não. Entendeu?
Eles entendem que nós não somos francos, eu acho que não somos literais. E que, sempre pisando em ovos, temos medo de desagradar o outro.
Somos um país de agradadores inseguros e temos a maior dificuldade em dizer o que pensamos, por medo de correr o risco de não sermos, naquele momento, amados, gostáveis, legais. O que, na vida, acaba provocando uma série de situações em que estamos onde não queríamos estar, fazemos o que não queríamos fazer, somos o que não queremos ser.
Se eu fico esperando que você interprete meus sinais e leia SEMPRE nas entrelinhas e, principalmente, entenda quando o meu não quer dizer sim, quando o meu sim quer dizer não e adivinhe o que quero dizer com o meu silêncio, posso morrer de esperar.
16.10.06
Só prá vocês saberem
O Mateus passou mal a noite toda, deve ser uma dessas viroses. Faltou na escola e agora, dorme.
E eu que deveria estar na bicicleta ergométrica do escritório, estou aqui.
E depois de dar um tapa na casa, resolvo lavar um pouco de roupa, porque a montanha cresce.
A máquina de lavar quebrou.
12.10.06
Feriado
Tédio. Cansaço. Desânimo. E não sei o que é pior. Se ficar em casa ou ir pro escritório. Porque quando estou em casa, quero ir pro escritório e quando estou no escritório quero vir prá casa, então acho que devia ir pr'outro lugar qualquer que eu também não sei aonde é. Parecido com vontade de comer alguma coisa sem saber o quê.
Além disso, o trabalho ultimamente tem parecido uma bicicleta ergométrica.
Não tem servido para nada, nem chegado a lugar nenhum.
Podia ir lavar aquele monte de louça que se acumula lá na pia.
E o Zé fica me perguntando porque é que eu não o amo mais.
Tenho preguiça até de dizer que amo. Então sorrio.
O que já me custa um esforço demasiado.
11.10.06
Só a Mega Sena salva
5.10.06
Celebridade?
Acho que ser famoso no hospital, não é boa coisa. Não é não.
2.10.06
Política, Religião etc and all
Honestidade não devia ser qualidade, devia ser condição sine qua non e no mundo ideal estaríamos escolhendo entre programas de governo e capacidades.
Essa polarização esquerda-direita já deu no saco faz tempo, pelo menos no meu. E na minha modesta opinião, esse debate é antigo e ultrapassado. Porque este mundo vem mudando numa velocidade assustadora e novas questões estão e serão colocadas a todo instante.
A questão da pobreza, da falta de emprego, da insuficiência de recursos naturais, de riqueza suficiente, é mundial.
E não vejo isso ser considerado pelas pessoas que estão por aí.
Me parece que ainda há de surgir uma geração que pense nesse mundo que estamos vivendo agora, porque essa que está aí, não pensa, não. No mundo REAL. Porque, como disse o Gahbeira, a esquerda perdeu o trem. E a direita... bom, é a direita, né?
Então só quero dizer que seja em quem for que você tenha votado, o segundo turno é bom.
Pelo menos, são mais vinte e seis dias em que eu espero escutar propostas.
PS. E acabo de ver a Heloena Helisa na TV, dizendo que os eleitores dela são homens e mulheres livres, que não precisam de indicação para votar em ninguém. Tá. Fácil, assim, né? Tirar o dela da reta. Achei que ela tinha mais peito.
1.10.06
E mais uma vez me ajoelho

Nascer com bom gosto é uma maldição. As fadas se aproximam de você no nascimento, dão uma risada maquiavélica e dizem: Essa daí vai ter bom gosto. E pronto, tá feito.
A partir desta data, seus olhos enxergam proporções, equilíbrios, desequilíbrios, imperfeições, beleza.
Não, eu não sou daquelas que acha que as coisas precisam ser caras para serem bonitas mas devemos concordar numa coisa aqui: essa relação é frequentemente mais verdadeira do que falsa, infelizmente.
E não vou reclamar muito também, porque tenho pagado as minhas contas desde sempre, vendendo essa habilidade. Mas que dói, dói.
Porque você se ajoelha aos pés da deusa da beleza e jura eterna fidelidade. E ela é cruel. Toda vez que você pensa em traí-la por qualquer motivo fútil que seja (e todos são fúteis para ela), ela aperta seu coração com aquelas mãos perfeitas, de longos dedos e unhas manicuradas e diz simplesmente: não. Não e não.
O escritório novo inaugura oficialmente amanhã. Lindo. Perfeito, não. Mas, lindo.
Desculpe, minha deusa, mas para chegar à perfeição, nos falta o numerário.
Estamos exaustas, felizes e falidas.
Escuto ela ronronar no seu divã de veludo. Satisfeita. Espero, que entre um concerto e uma vernissage, um baile de máscaras e um ballet, um passeio por Fernando de Noronha e um outro por Paris, ela encontre tempo de sussurrar aos ouvidos de um dos seus vários admiradores, o deus da prosperidade, que precisamos de suas bençãos.
E toca a ir prá feira comprar flores, porque sabe, ô mulherzinha difícil de agradar.

Post Secret
