Peguei dela.
23.3.07
Tenho andado distraíduuu, impaciente e indecisuuuu
Eu nunca fui uma pessoa adepta do trabalho, só trabalho, muito trabalho (podendo substituir aqui por estudo, na época da juventude). Mesmo tendo vivido em plena era yuppie (ai, credo, jisuis, aquelas ombreiras eram de matar), sempre fui partidária do equilíbrio. E (é muito importante que você entenda a diferença), equilíbrio prá mim não é uma coisa assim, morna, café com leite. Né não. Meu equilíbrio está mais para: umas vezes café, e outras leite. Entendeu?
Vou exemplificar melhor: No quesito bebida, por exemplo, não significa tomar uma tacinha de vinho todos os dias às refeições mas sim, passar um tempo sem beber nada e, de vez em quando, encher a cara, enfiar o pé na jaca, fundo.
Tá, eu sei. Isso não é equilíbrio, p*rra nenhuma, mas eu sou assim e pronto. DNA Formiga com Cigarra, (já falei disso). Fazer o quê? Prá mim, funciona.
Pois então.
De uma hora para outra, parece que minha vida é só trabalho. Tenho trabalhado muito, mesmo, mas isso não é novidade, já aconteceu antes (cigarra, formiga, etecetera e tal). O que mudou foi o foco (essa história de mudar o foco parece tirada de livro de auto-ajuda do Shiniachique mas não me ocorre palavra melhor, sem café, às seizimeia da manhã). E não fui eu que mudei o foco, não, deusulivre. Mudaram lá. E só me acontecem coisas de trabalho e eu estou cansada, de saco cheio, exausta mesmo, de coisas de trabalho.
E esse post não tem conclusão apropriada, apenas a constatação de que todos os departamentos da repartição pública que vem a se chamar Daniela estão tendo desempenhos sofríveis. Patéticos, mesmo. E alguém devia assumir essa joça, passar a régua, mandar metade do povo embora, fazer reuniões motivacionais, sei lá. Dar um jeito nesse troço.
O tempo urge.
Vou exemplificar melhor: No quesito bebida, por exemplo, não significa tomar uma tacinha de vinho todos os dias às refeições mas sim, passar um tempo sem beber nada e, de vez em quando, encher a cara, enfiar o pé na jaca, fundo.
Tá, eu sei. Isso não é equilíbrio, p*rra nenhuma, mas eu sou assim e pronto. DNA Formiga com Cigarra, (já falei disso). Fazer o quê? Prá mim, funciona.
Pois então.
De uma hora para outra, parece que minha vida é só trabalho. Tenho trabalhado muito, mesmo, mas isso não é novidade, já aconteceu antes (cigarra, formiga, etecetera e tal). O que mudou foi o foco (essa história de mudar o foco parece tirada de livro de auto-ajuda do Shiniachique mas não me ocorre palavra melhor, sem café, às seizimeia da manhã). E não fui eu que mudei o foco, não, deusulivre. Mudaram lá. E só me acontecem coisas de trabalho e eu estou cansada, de saco cheio, exausta mesmo, de coisas de trabalho.
E esse post não tem conclusão apropriada, apenas a constatação de que todos os departamentos da repartição pública que vem a se chamar Daniela estão tendo desempenhos sofríveis. Patéticos, mesmo. E alguém devia assumir essa joça, passar a régua, mandar metade do povo embora, fazer reuniões motivacionais, sei lá. Dar um jeito nesse troço.
O tempo urge.
21.3.07
Um passinho à frente, faz favor
Eu sei que parece que eu tenho vivido em aeroportos mas bem, tenho vivido em aeroportos. Quem sabe alguém precisa de uma correspondente especial direto de Congonhas, reportando o último problema? Tô topando.
É quase uma da manhã. Saí de casa às cinco da manhã de ontem. Fui prá Brusque, Santa Catarina. Na ida, tudo bem. Compramos o primeiro vôo e torcemos para não chover. Deu certo.
Trabalhamos o dia todo e pegamos o último vôo de volta.
Passamos uma hora dando voltas sobre o litoral do Paraná porque Congonhas estava lotado. Depois a marrrravilhosa notícia de que iríamos pousar em Guarulhos, ou seja, mais uma hora de ônibus até em casa.
Dessa vez a desculpa foi que em Congonhas não tinha lugar para o avião "parkear" (palavras do piloto).
No fim, por sorte (ou mais precisamente, uma distribuição mais justa do azar), o piloto avisa que vamos para Congonhas.
Devem ter arrumado uns manobristas melhores e dado uma apertadinha.
E eu estou aqui, porque de tão cansada, não consigo dormir.
17.3.07
Hold the line, please - your call to the divine operator is ringing
Eu não ia voltar aqui tão cedo, não. Pelo menos não antes de resolver a minha vida. Porque "O" negócio voltou. Um pouco menor, mas voltou. E viver tem sido complicado. Um limbo. Tudo meio que suspenso até segunda ordem.
Quem sou, onde estou, para onde vou, deixaram de ser questões metafísicas nesse momento.
Mas nada como uma mega chuva na tarde de sexta para inundar a pistinha de Con*gonhas e encher o aeroporto nesse sábado de manhã, tãaaao animado. Estou indo pro Rio para uma reunião e claro, espero.
E o meu cartão de crédito, pelo menos serve prá isso, o tal do "Dainers-Crub", tem uma salinha VIP com internet grátis e banheiro. Onde pessoas podem esperar ad eternum o avião que nunca chega.
Sem previsão. Parece a minha vida.
Totalmente sem previsão.
Quem sou, onde estou, para onde vou, deixaram de ser questões metafísicas nesse momento.
Mas nada como uma mega chuva na tarde de sexta para inundar a pistinha de Con*gonhas e encher o aeroporto nesse sábado de manhã, tãaaao animado. Estou indo pro Rio para uma reunião e claro, espero.
E o meu cartão de crédito, pelo menos serve prá isso, o tal do "Dainers-Crub", tem uma salinha VIP com internet grátis e banheiro. Onde pessoas podem esperar ad eternum o avião que nunca chega.
Sem previsão. Parece a minha vida.
Totalmente sem previsão.
12.3.07
3.3.07
High and Low ou Que p*rra de vida é essa?
"O" assunto não vai rolar mais. Não sei se choro ou pulo de alegria e alívio. Porque era realmente uma coisa totalmente fora da escala da minha vida atual. Grande mesmo. Nada que tenhamos dito ou feito, simplesmente coisas aconteceram. E não posso falar nada, sabe lá deus quem lê esse blog, e o negócio era e ainda é secretíssimo. Porque há muitos seres humanos envolvidos e eles vão estar no olho da rua daqui a dois meses.
Não posso deixar de me sentir orgulhosa só de ter sido considerada para este negócio. Aí fora, acreditam muito mais na minha capacidade do que eu mesma jamais conseguirei.
E meu dia ontem (momento diarinho, hein, Klein?) foi hilário. Só comigo mesmo.
De manhã, provável sócia de um negócio quase milionário. (Mood: Eu sou demais)
Durante o dia, Brás com o povo de Manaus. Horror, horror. Com volta de metrô passando a pé pelo Largo da Concórdia às seis da tarde. Nada melhor para colocar um ser humano no seu devido lugar.(Mood: Prá baixo de c* de cobra)
Em casa: E-mail da f*dona convidando para a aula inaugural com o Del-fim Neto. (Mood: Ó deus, jogando dados de novo? Tô meio cansada, sabe? Meus dados devem ser mais bonitinhos... ele anda me escolhendo com uma certa frequência)
E acho que vou tirar umas férias daqui, ando meio cansada.
Dos poucos que me lêem, terei saudades.
Mas continuarei dando voltas por aí.
Não posso deixar de me sentir orgulhosa só de ter sido considerada para este negócio. Aí fora, acreditam muito mais na minha capacidade do que eu mesma jamais conseguirei.
E meu dia ontem (momento diarinho, hein, Klein?) foi hilário. Só comigo mesmo.
De manhã, provável sócia de um negócio quase milionário. (Mood: Eu sou demais)
Durante o dia, Brás com o povo de Manaus. Horror, horror. Com volta de metrô passando a pé pelo Largo da Concórdia às seis da tarde. Nada melhor para colocar um ser humano no seu devido lugar.(Mood: Prá baixo de c* de cobra)
Em casa: E-mail da f*dona convidando para a aula inaugural com o Del-fim Neto. (Mood: Ó deus, jogando dados de novo? Tô meio cansada, sabe? Meus dados devem ser mais bonitinhos... ele anda me escolhendo com uma certa frequência)
E acho que vou tirar umas férias daqui, ando meio cansada.
Dos poucos que me lêem, terei saudades.
Mas continuarei dando voltas por aí.
2.3.07
Só para vocês saberem, já que sabem de tudo, mesmo.
Acabei de decidir nesse instante fazer o curso de gestão de varejo da f*dona. É um curso curto (dois meses e meio) e esse eu posso pagar. Vai me custar um peito (da grana que eu guardei para a minha plástica, lembram?) mas, fazer o quê, né? Que seja.
Ficamos sem peito, portanto.
Ou que tal um estilo Amazona? Moderno?
Ficamos sem peito, portanto.
Ou que tal um estilo Amazona? Moderno?
À beira de um ataque de nervos. Juro.
Eu tenho passado a extensão completa dos meus dias andando nesse calor com duas serezumanas, funcionárias da rede de lojas de Manaus. O projeto que pegamos.
Esta é a maravilhosa inquipe de compras, que o cara falou que tinha.
Temos que comprar (atentem para o número nesse ponto) cinco mil peças para a mudança de conceito na maior loja dele, a primeira da rede de oito que vamos mexer.
Nosso trabalho é orientar a compra, fazer a coordenação de moda, melhorar o visual merchandising (só essa frase já é um puta elogio - o VM lá, inexiste), treinar o pessoal para tocar a loja.
Gente, não é preconceito. Eu comecei a via sacra com a maior paciência deste mundo. Juro. Modelo Buda-Zen, Elba Ramalho perde.
Mas, olha, tem dó. Se eu soubesse que seria assim, tinha que ter cobrado pelo menos o dobro. O triplo. Adicional insalubridade, com certeza.
Moda, prá essas duas fulanas é uma palavra alienígena. O que elas estavam comprando até hoje eu não sei, ou melhor, eu sei, porque o cara tem dois milhões de estoque encalhado e está com dívidas até o pescoço. Funcionando é que não estava, não é óbvio, caro telespectador?
E elas se acham. E peitam, hein? E discordam. E duvidam. E não entendem uma palavra do que falamos.
E EU NÃO AGUENTO MAIS!! NÃO! NÃO! NÃO! NÃO!
Decote bateau? Balenciaga? Referências dos anos 80? Cartela de cores? Segmentação por estilo de vida? A pessoa gorda não é velha, pelamordedios? Elas olham prá mim com aquela cara de dãaa. E o fulano dono da birosca não me fica doente e some da face do planeta quando ele é mais que necessário para calar a boca das duas e estalar o chicote?
Como diz a sábia Fal, devo ter picado salsinha na tábua dos dez mandamentos, só pode ser.
A saga continua. Hoje. Vamos comprar o jeans, valha-me meu bom jesus de Praga. 400 peças. Orem por mim.
Esta é a maravilhosa inquipe de compras, que o cara falou que tinha.
Temos que comprar (atentem para o número nesse ponto) cinco mil peças para a mudança de conceito na maior loja dele, a primeira da rede de oito que vamos mexer.
Nosso trabalho é orientar a compra, fazer a coordenação de moda, melhorar o visual merchandising (só essa frase já é um puta elogio - o VM lá, inexiste), treinar o pessoal para tocar a loja.
Gente, não é preconceito. Eu comecei a via sacra com a maior paciência deste mundo. Juro. Modelo Buda-Zen, Elba Ramalho perde.
Mas, olha, tem dó. Se eu soubesse que seria assim, tinha que ter cobrado pelo menos o dobro. O triplo. Adicional insalubridade, com certeza.
Moda, prá essas duas fulanas é uma palavra alienígena. O que elas estavam comprando até hoje eu não sei, ou melhor, eu sei, porque o cara tem dois milhões de estoque encalhado e está com dívidas até o pescoço. Funcionando é que não estava, não é óbvio, caro telespectador?
E elas se acham. E peitam, hein? E discordam. E duvidam. E não entendem uma palavra do que falamos.
E EU NÃO AGUENTO MAIS!! NÃO! NÃO! NÃO! NÃO!
Decote bateau? Balenciaga? Referências dos anos 80? Cartela de cores? Segmentação por estilo de vida? A pessoa gorda não é velha, pelamordedios? Elas olham prá mim com aquela cara de dãaa. E o fulano dono da birosca não me fica doente e some da face do planeta quando ele é mais que necessário para calar a boca das duas e estalar o chicote?
Como diz a sábia Fal, devo ter picado salsinha na tábua dos dez mandamentos, só pode ser.
A saga continua. Hoje. Vamos comprar o jeans, valha-me meu bom jesus de Praga. 400 peças. Orem por mim.
1.3.07
Shalom
Vamos esquecer "O" assunto por alguns momentos. Não aguento mais. A cabeça tá dando nó. E tenho que trabalhar, né. Dia primeiro, contas, coisa e tal. O boleto do meu cartão de crédito está lá, dentro do envelope, que eu não abri e vence amanhã. Nem quero olhar porque, sabem, adquiri coisas no mês passado. Para ser justa devo dizer que a maioria foram roupas novas para o Mateus que, crescendo e apaixonado, veementemente demandou. Então, aproveitemos as liquidações, irmãos e oremos!
Mas tive um ataque, certo dia do mês passado, entrei na Amazon e comprei nem lembro mais quantos (não chegaram ainda) livros de um mesmo fulano. E o pior é que nem é literatura, são livros de um rabino aí, muito do sábio (não, num é cabala, não, gentem, cruzes, pelo que me tomam?), que falam sobre assuntos cotidianos sob a ótica judaica. Eu sei, surtei. Estava com "pobremas" seríssimos nesse dia, só pode ser. Não sei se já faturaram, mas não quero nem ver.
E eu nem gosto desse tipo de livro. Só prá esclarecer.
Mas tive um ataque, certo dia do mês passado, entrei na Amazon e comprei nem lembro mais quantos (não chegaram ainda) livros de um mesmo fulano. E o pior é que nem é literatura, são livros de um rabino aí, muito do sábio (não, num é cabala, não, gentem, cruzes, pelo que me tomam?), que falam sobre assuntos cotidianos sob a ótica judaica. Eu sei, surtei. Estava com "pobremas" seríssimos nesse dia, só pode ser. Não sei se já faturaram, mas não quero nem ver.
E eu nem gosto desse tipo de livro. Só prá esclarecer.
28.2.07
São tantas emoções...
Sumi, né. Estava trabalhando no Rio. Na verdade, é claro que lá tem computador e internet e eu podia sentar e escrever qualquer coisa. Mas nem.
Está acontecendo na minha vida uma coisa monumental. Essa é a única palavra que mais ou menos descreve. O tamanho d'O ASSUNTO. Que é como eu e a Marcia estamos chamando. Já tem até apelido: "O". A gente faz um O e as aspas com as mãos e não precisa falar mais nada. O que é bom porque só conseguimos falar sobre isso desde que a bomba caiu, na quinta-feira.
Dormir então, virou uma mission impossible.
É trabalho. É grande. É arriscado. Pode mudar a nossa vida. Em todos os sentidos. Não decidimos nada ainda porque não dá para decidir assim, sem pensar muuuuuito. O post classe média cai como uma luva. Medo medo medo medo medo medo, muito medo mesmo.
E tem sido muito duro tocar o dia a dia depois "d'O".
E o mais importante é decidir se eu quero.
..............................................
E toma mais um chá de aeroporto ontem. Calculando o tempo que levamos para vir do Rio a SP, dava quase para percorrer o trajeto de charrete.
Air Jegue, o transporte do momento. Totalmente in.
...............................................
Querida,
Muito mais gentil que o meu presente foi o que você escreveu sobre mim.
E você é meu ídolo, você sabe. Primeira e Única.
................................................
Quanto à onde achar as coisinhas da BABYDOLL é o seguinte: a marca é nova, estamos começando. Aqui, em São Paulo, por enquanto, só tem em uma loja em Alphaville (justo lá, o lugar mais chato do mundo, na minha opinião) Ainda não temos representante para a cidade de São Paulo (alguém se habilita?). Temos um saldo da coleção de verão e estamos pensando em fazer um bazar - se rolar, ponho um recadinho aqui.
A coleção de inverno está saindo e se tudo der certo, estará em mais lojas.
Eu estava de olho em um ponto super especial. Bem pequenininho mas em um lugar espetacular. Tinha uma loja de bijouteria lá. E eu, botando olho gordo - Sai, fulana, que esse ponto é meu!
Pois é. Fulana se fue (dá até nome de bolero). O valor do ponto eu demoraria três vidas para juntar. O aluguel... bem, acho que teriam que ser pijaminhas de oiro para poder pagar aquele aluguel.
E já que tocamos nesse assunto, preciso muito de uma pessoa incrivelmente talentosa e barateira para fazer o site prá nós. Espalhem, por favor.
...............................................
E, por último, passei na seleção da f*dona. O resultado só saiu ontem. Fiquei feliz, claro. Mas no meio de tanta coisa, perdeu metade da graça. Todo mundo diz que tinha certeza de que eu ia passar. Menos eu. Belezura de auto-estima, a pessoa possui.
Está acontecendo na minha vida uma coisa monumental. Essa é a única palavra que mais ou menos descreve. O tamanho d'O ASSUNTO. Que é como eu e a Marcia estamos chamando. Já tem até apelido: "O". A gente faz um O e as aspas com as mãos e não precisa falar mais nada. O que é bom porque só conseguimos falar sobre isso desde que a bomba caiu, na quinta-feira.
Dormir então, virou uma mission impossible.
É trabalho. É grande. É arriscado. Pode mudar a nossa vida. Em todos os sentidos. Não decidimos nada ainda porque não dá para decidir assim, sem pensar muuuuuito. O post classe média cai como uma luva. Medo medo medo medo medo medo, muito medo mesmo.
E tem sido muito duro tocar o dia a dia depois "d'O".
E o mais importante é decidir se eu quero.
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E toma mais um chá de aeroporto ontem. Calculando o tempo que levamos para vir do Rio a SP, dava quase para percorrer o trajeto de charrete.
Air Jegue, o transporte do momento. Totalmente in.
...............................................
Querida,
Muito mais gentil que o meu presente foi o que você escreveu sobre mim.
E você é meu ídolo, você sabe. Primeira e Única.
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Quanto à onde achar as coisinhas da BABYDOLL é o seguinte: a marca é nova, estamos começando. Aqui, em São Paulo, por enquanto, só tem em uma loja em Alphaville (justo lá, o lugar mais chato do mundo, na minha opinião) Ainda não temos representante para a cidade de São Paulo (alguém se habilita?). Temos um saldo da coleção de verão e estamos pensando em fazer um bazar - se rolar, ponho um recadinho aqui.
A coleção de inverno está saindo e se tudo der certo, estará em mais lojas.
Eu estava de olho em um ponto super especial. Bem pequenininho mas em um lugar espetacular. Tinha uma loja de bijouteria lá. E eu, botando olho gordo - Sai, fulana, que esse ponto é meu!
Pois é. Fulana se fue (dá até nome de bolero). O valor do ponto eu demoraria três vidas para juntar. O aluguel... bem, acho que teriam que ser pijaminhas de oiro para poder pagar aquele aluguel.
E já que tocamos nesse assunto, preciso muito de uma pessoa incrivelmente talentosa e barateira para fazer o site prá nós. Espalhem, por favor.
...............................................
E, por último, passei na seleção da f*dona. O resultado só saiu ontem. Fiquei feliz, claro. Mas no meio de tanta coisa, perdeu metade da graça. Todo mundo diz que tinha certeza de que eu ia passar. Menos eu. Belezura de auto-estima, a pessoa possui.
23.2.07
Bom dia amiguinhos, já estou aqui
E eu devia estar dormindo. Acordei cedo, como sempre, para despachar o Mateus prá escola, mas eu devia voltar para a cama, já que dormi aproximadamente duas horas e tomei algumas-várias doses de whisky ontem, hoje, sei lá.
E tinha um negão maravilhoso cantando lá, onde fomos.
Inveja pura. Inveja avassaladora. Inveja que eu tenho de quem pode cantar assim.
Meu tio usa uma expressão: cavalo paraguaio. Nunca ouvi de mais ninguém, não sei de onde ele tirou. Designa tipos que só tem força no arranque: Aquele é que nem cavalo paraguaio, só tem partida.
De quando em quando, sou a própria.
Égua.
E tinha um negão maravilhoso cantando lá, onde fomos.
Inveja pura. Inveja avassaladora. Inveja que eu tenho de quem pode cantar assim.
Meu tio usa uma expressão: cavalo paraguaio. Nunca ouvi de mais ninguém, não sei de onde ele tirou. Designa tipos que só tem força no arranque: Aquele é que nem cavalo paraguaio, só tem partida.
De quando em quando, sou a própria.
Égua.
22.2.07
Em nome d'Ele, o Trabalho
Estava assistindo uma reprise do Saia Justa e a Mônica Wald*vogel mencionou o "pacote" da classe média. Os valores classe média que são passados de geração para geração e que influenciam o nosso comportamento, a nossa forma de viver. Impossível evitar. Eu sou classe média. Fui criada em uma família de classe média, estudei em colégios de classe média, etc, ad nauseaum.
É uma preocupação com segurança e dinheiro, com a manutenção do status quo que gera medo e uma aversão ao risco monumentais. Porque quem não tem nada a perder não tem medo e quem tem muito, pode se dar ao luxo.
Risco não é para a classe média, definitivamente. É isso que aprendemos. É assim que me ensinaram. Uma valorização do trabalho enquanto sacrifício. Um menosprezo ao hedonismo. Culpa, culpa, culpa.
E quase que imediatamente me lembro de uma outra reprise, desta vez da Op*rah, de um programa onde falavam sobre a dificuldade cada vez maior da classe média em manter sua posição social. De como, cada vez é necessário mais dinheiro, mais investimento na educação dos filhos para que se consiga, ao menos, manter o padrão econômico que herdamos dos nossos pais.
E de como essa escada tem se tornado cada vez mais longa e do esforço necessário para se manter num mesmo degrau.
Gente, estamos nos agarrando ao degrau com uma mão só. Suada.
E cada vez temos que trabalhar mais, mais, mais.
Minha mãe conseguiu educar três filhos. Bem. Curso superior em boas faculdades, inglês, clube, etc.
Eu tenho um filho só. Mateus estuda na mesma escola em que estudei.
Moramos na mesma rua onde eu morei praticamente toda a minha infância e juventude.
Inglês na Inglaterra? rá
Clube? rá rá
Mais um filho? De maneira nenhuma.
Somos espécie em extinção.
No último carro alegórico: a velha guarda pequeno-burguesa.
E bom seria, se eu conseguisse me libertar desse medo.
É uma preocupação com segurança e dinheiro, com a manutenção do status quo que gera medo e uma aversão ao risco monumentais. Porque quem não tem nada a perder não tem medo e quem tem muito, pode se dar ao luxo.
Risco não é para a classe média, definitivamente. É isso que aprendemos. É assim que me ensinaram. Uma valorização do trabalho enquanto sacrifício. Um menosprezo ao hedonismo. Culpa, culpa, culpa.
E quase que imediatamente me lembro de uma outra reprise, desta vez da Op*rah, de um programa onde falavam sobre a dificuldade cada vez maior da classe média em manter sua posição social. De como, cada vez é necessário mais dinheiro, mais investimento na educação dos filhos para que se consiga, ao menos, manter o padrão econômico que herdamos dos nossos pais.
E de como essa escada tem se tornado cada vez mais longa e do esforço necessário para se manter num mesmo degrau.
Gente, estamos nos agarrando ao degrau com uma mão só. Suada.
E cada vez temos que trabalhar mais, mais, mais.
Minha mãe conseguiu educar três filhos. Bem. Curso superior em boas faculdades, inglês, clube, etc.
Eu tenho um filho só. Mateus estuda na mesma escola em que estudei.
Moramos na mesma rua onde eu morei praticamente toda a minha infância e juventude.
Inglês na Inglaterra? rá
Clube? rá rá
Mais um filho? De maneira nenhuma.
Somos espécie em extinção.
No último carro alegórico: a velha guarda pequeno-burguesa.
E bom seria, se eu conseguisse me libertar desse medo.
19.2.07
E é por isso que eu fiquei por aqui mesmo
Do sempre genial, Ricardo Freire.
Ô, meu rei
O paulistano normalmente leva uma vida tranqüila, sem sobressaltos. Estamos perfeitamente adaptados ao nosso habitat. Sabemos como proceder em todas as situações, desenvolvemos métodos e temos soluções à mão para praticamente todo tipo de imprevisto. Na boa: ser paulistano é conseguir ficar relax mesmo morando numa cidade desse tamanho.
Por isso, quando o paulistano quer realmente se estressar, o que ele faz? Quando o paulistano quer realmente se estressar, o paulistano tira férias.
O fato é que o paulistano não está preparado para o estilo de vida de outros povos – principalmente se esses outros povos falam português e vivem dentro do Brasil. Não é um problema apenas de ritmo ou de qualidade de serviço. Qualquer diferença cultural – do jeito de falar à preferência musical ao tempero da comida – é motivo para o paulistano se estressar.
O pessoal dos outros lugares acha graça, pensando que paulistano é um estressado de nascença. Não é. A verdade é que o paulistado ficou estressado foi naquele momento. De São Paulo ele saiu calmo, que eu vi.
Quer ver o paulistano ficar muito, muito, muito estressado? Basta usar o pronome de tratamento “meu rei” numa situação em que algo deu errado. Quando alguém começa a dar uma explicação ou pedir desculpas com um “Ô, meu rei…”, sai de baixo. Do outro lado da linha tem um paulistano à beira de um ataque de nervos.
Mas por que diabos o paulistano tira férias, se fora de casa tudo para ele é motivo de stress? Porque o paulistano é um idealista e um abnegado. O paulistano tem uma missão nessa vida, que é a de levar a eficiência a todos os cantos do país – aproveitando a mesma viagem para, se possível, varrer o coentro da face da Terra.
Isso que o paulistano fala – “eu vou descansar” – é pura desculpa de missionário. Paulistano não sabe descansar. Não está no seu DNA. O paulistano só se propõe a descansar porque dessa maneira ele vai poder ficar mais estessado – o que facilita a tarefa de mostrar a essa gente como é que as coisas devem ser feitas de um jeito profissional. É assim que tem que ser. E um paulistano, por definição, jamais fugirá das suas responsabilidades, nem que para isso tenha que abdicar por uns dias do seu dia-a-dia resolvido e relaxado.
Ei! Você aí! Quer parar de chiar o “s”? Não vê que eu tô me estressando?
Ô, meu rei
O paulistano normalmente leva uma vida tranqüila, sem sobressaltos. Estamos perfeitamente adaptados ao nosso habitat. Sabemos como proceder em todas as situações, desenvolvemos métodos e temos soluções à mão para praticamente todo tipo de imprevisto. Na boa: ser paulistano é conseguir ficar relax mesmo morando numa cidade desse tamanho.
Por isso, quando o paulistano quer realmente se estressar, o que ele faz? Quando o paulistano quer realmente se estressar, o paulistano tira férias.
O fato é que o paulistano não está preparado para o estilo de vida de outros povos – principalmente se esses outros povos falam português e vivem dentro do Brasil. Não é um problema apenas de ritmo ou de qualidade de serviço. Qualquer diferença cultural – do jeito de falar à preferência musical ao tempero da comida – é motivo para o paulistano se estressar.
O pessoal dos outros lugares acha graça, pensando que paulistano é um estressado de nascença. Não é. A verdade é que o paulistado ficou estressado foi naquele momento. De São Paulo ele saiu calmo, que eu vi.
Quer ver o paulistano ficar muito, muito, muito estressado? Basta usar o pronome de tratamento “meu rei” numa situação em que algo deu errado. Quando alguém começa a dar uma explicação ou pedir desculpas com um “Ô, meu rei…”, sai de baixo. Do outro lado da linha tem um paulistano à beira de um ataque de nervos.
Mas por que diabos o paulistano tira férias, se fora de casa tudo para ele é motivo de stress? Porque o paulistano é um idealista e um abnegado. O paulistano tem uma missão nessa vida, que é a de levar a eficiência a todos os cantos do país – aproveitando a mesma viagem para, se possível, varrer o coentro da face da Terra.
Isso que o paulistano fala – “eu vou descansar” – é pura desculpa de missionário. Paulistano não sabe descansar. Não está no seu DNA. O paulistano só se propõe a descansar porque dessa maneira ele vai poder ficar mais estessado – o que facilita a tarefa de mostrar a essa gente como é que as coisas devem ser feitas de um jeito profissional. É assim que tem que ser. E um paulistano, por definição, jamais fugirá das suas responsabilidades, nem que para isso tenha que abdicar por uns dias do seu dia-a-dia resolvido e relaxado.
Ei! Você aí! Quer parar de chiar o “s”? Não vê que eu tô me estressando?
14.2.07
Código Morse
Eu tenho uma dessas lousinhas de cozinha. Tipo aquelas lousas de restaurante. Como eu não encontro com a Carmelita, minha empregada, esse é o nosso meio de comunicação. Ontem quando eu cheguei em casa, encontrei:
Dani
Desculpa
Acidente
Vestido
Desse jeitinho.
F*ck.
Dani
Desculpa
Acidente
Vestido
Desse jeitinho.
F*ck.
13.2.07
Ele chegou!
Meu iPod chegou hoje. Lindo lindo lindíssimo. No momento, estou fazendo o download do iTunes.
Sorry, periferia.
Sorry, periferia.
12.2.07
Estive em Manaus e lembrei de você
Adorei Manaus e gostei mais ainda das pessoas de Manaus. A vida às vezes dá uns presentes inusitados e esse foi um.
Trabalhamos bastante mas, claro, eles nos levaram para dar uma volta no Rio Negro, atravessar o rio, na verdade. E fomos almoçar num hotelzinho de floresta que eu já havia visto em alguma reportagem de televisão. É um onde o cara recicla tudo e os chalés ficam em cima de uma plataforma flutuante feita de PETs, já viram? Uma delícia de almoço, peixe fresco e um feijãozinho maravilhoso.
Nunca vi tanto peixe junto. E infelizmente não nadei no rio (água de banho de tão morna), vai ter que ficar pra próxima. Que já está marcada para meados de março.
Estou muito cansada mas é mais o chá de aeroporto e atrasos e tal do que qualquer outra coisa.
E peguei a van do Di*ners para voltar de Guarulhos. Muito boa mesmo. E de graça.
E agora, corro, porque tenho que fazer uns exames de sangue e esse negócio de acordar e não poder tomar café, prejudica sobremaneira o raciocínio desta que vos escreve.
Trabalhamos bastante mas, claro, eles nos levaram para dar uma volta no Rio Negro, atravessar o rio, na verdade. E fomos almoçar num hotelzinho de floresta que eu já havia visto em alguma reportagem de televisão. É um onde o cara recicla tudo e os chalés ficam em cima de uma plataforma flutuante feita de PETs, já viram? Uma delícia de almoço, peixe fresco e um feijãozinho maravilhoso.
Nunca vi tanto peixe junto. E infelizmente não nadei no rio (água de banho de tão morna), vai ter que ficar pra próxima. Que já está marcada para meados de março.
Estou muito cansada mas é mais o chá de aeroporto e atrasos e tal do que qualquer outra coisa.
E peguei a van do Di*ners para voltar de Guarulhos. Muito boa mesmo. E de graça.
E agora, corro, porque tenho que fazer uns exames de sangue e esse negócio de acordar e não poder tomar café, prejudica sobremaneira o raciocínio desta que vos escreve.
8.2.07
A volta das que não foram
A pessoa que deveria se encontrar em Manaus, se encontra aqui em SP. Em casa, para ser mais precisa. Porque como nós somos deveras originais, eu e minha sócia, fomos passear ontem no aeroporto de Guarulhos (aventura somente recomendada para quem aprecia fortes emoções) debaixo da chuva mais torrencial dos últimos tempos e trânsito parado, parado, parado.
Chegamos ao soar do gongo e a mocinha do check-in garante que o avião, claro, está no horário. Oquei, como não? Esbaforidas, suadas, destemperadas, correm para o embarque.
Não mais que de repente (após pagar pelo segundo café com leite mais caro do universo - cinco reais!), a voz no alto-falante anuncia que, em função da chuva, TODOS os aviões estão atrasados e sem previsão de embarque.
Mas nem, nem que me matassem eu ia ficar naquela salinha 17, lotada de pessoas. Bora desembarcar e esperar lá fora. E perguntar, lá no balcão, se e quando esse avião vai sair. E fumar, claro, o que é que eles estão pensando?
Mocinho do balcão diz que não, não podemos ficar lá fora, não. Porque ele não garante que vão chamar o vôo nos alto-falantes de fora e que o vôo pode sair a qualquer momento. Diz ele que a Infrahellus só anuncia alguns, assim aleatoriamente. Ah.... então tá bom então.
Bora de volta pro embarque. Na salinha 15, que é maior e dá prá escutar o raio da pessoa anunciar a chegada do avião.
Mas nem com o benefício da presença de uns seres do sexo masculino de boa aparência se pode contar nessa vida, nem isso para divertir a pessoa tinha não.
Fome. De fome padecem as sócias proprietárias do L'atelier.
Bora comer, então, ali no único café do corredor de embarque.
Misto quente sola de sapato - dez reau
Suco de laranja - num tem, não (mas como ué, tô vendo aí a máquina com as laranjas! A máquina se encontra parada para limpeza- Ah... se encontra, né? Então, tá. Café com leite. Olha, pessoas, um misto rachado e dois cafés com leite - vinte e cinco reaus e vinte centavos - no café do corredor é mais caro).
Avião no horário - realmente, não tem preço.
Embarco, desembarco, fumo embarco, desembarco, fumo. O povo que tava lá esperando as pessoas queridas amigas amantes conhecidas que estavam nos aviões atrasados deve ter achado que, realmente, eu sou uma pessoa que viaja muito rápido. Por teletransporte, deve ser. Que raio essa mulher tá desembarcando de novo?
Well, após umas três horas e meia dessa edificante atividade, vamos pela enésima vez até o check-in. Escolho um mocinho novinho com cara de ingênuo intocado pela crise aeroviária e furo a ondulante fila dos pobres que ainda nem check-in fizeram e acreditam, coitados, que vão viajar.
"Moço, falaverdade, esse avião sai hoje ou não sai, porque, sabe, eu vou prá casa e volto amanhã."
"Olha, o avião está no Galeão, sem previsão de sair de lá". (O Galeão, para quem não sabe fica no Rio de Janeiro).
"Tá, moço, então deu. Vamos remarcar essa joça prá amanhã."
Tec, tec, tec tec, tec tec, tec, tec. Passagem remarcada para amanhã às 19:00.
Acabou? Nananinanão, caros telespecadores.
E as malas? Ah... as malas.... peraí que nós vamos localizar as malas, esperem aqui um segundinho, por favor.
Foram aproximadamente 60X60 segundinhos e cinco pessoas para estarem tentando localizar as malas.
Acabou, agora, então?
Não, pessoas, cabô inda não.
Tinha o táxi.
Fila de umas cinquenta pessoas para pagar com cartão.
Fila de umas trezentas pessoas (não é uma figura de linguagem usada para reforçar a narrativa neste ponto, não) para os táxis, propriamente ditos.
Agora acabou. Depois de uma emocionante aventura de seis horas, chegamos em casa às 2:30 de la matin. Podres. Famélicas.
Mas não desligue ainda, hoje à noite tem mais.
Porque, vejam, neste exato momento, chove. E, (tá lá no Terra) já são vinte e cinco aviões atrasados em Congonhas que estão sendo redirecionados para adivinhem? Guarulhos.
Chegamos ao soar do gongo e a mocinha do check-in garante que o avião, claro, está no horário. Oquei, como não? Esbaforidas, suadas, destemperadas, correm para o embarque.
Não mais que de repente (após pagar pelo segundo café com leite mais caro do universo - cinco reais!), a voz no alto-falante anuncia que, em função da chuva, TODOS os aviões estão atrasados e sem previsão de embarque.
Mas nem, nem que me matassem eu ia ficar naquela salinha 17, lotada de pessoas. Bora desembarcar e esperar lá fora. E perguntar, lá no balcão, se e quando esse avião vai sair. E fumar, claro, o que é que eles estão pensando?
Mocinho do balcão diz que não, não podemos ficar lá fora, não. Porque ele não garante que vão chamar o vôo nos alto-falantes de fora e que o vôo pode sair a qualquer momento. Diz ele que a Infrahellus só anuncia alguns, assim aleatoriamente. Ah.... então tá bom então.
Bora de volta pro embarque. Na salinha 15, que é maior e dá prá escutar o raio da pessoa anunciar a chegada do avião.
Mas nem com o benefício da presença de uns seres do sexo masculino de boa aparência se pode contar nessa vida, nem isso para divertir a pessoa tinha não.
Fome. De fome padecem as sócias proprietárias do L'atelier.
Bora comer, então, ali no único café do corredor de embarque.
Misto quente sola de sapato - dez reau
Suco de laranja - num tem, não (mas como ué, tô vendo aí a máquina com as laranjas! A máquina se encontra parada para limpeza- Ah... se encontra, né? Então, tá. Café com leite. Olha, pessoas, um misto rachado e dois cafés com leite - vinte e cinco reaus e vinte centavos - no café do corredor é mais caro).
Avião no horário - realmente, não tem preço.
Embarco, desembarco, fumo embarco, desembarco, fumo. O povo que tava lá esperando as pessoas queridas amigas amantes conhecidas que estavam nos aviões atrasados deve ter achado que, realmente, eu sou uma pessoa que viaja muito rápido. Por teletransporte, deve ser. Que raio essa mulher tá desembarcando de novo?
Well, após umas três horas e meia dessa edificante atividade, vamos pela enésima vez até o check-in. Escolho um mocinho novinho com cara de ingênuo intocado pela crise aeroviária e furo a ondulante fila dos pobres que ainda nem check-in fizeram e acreditam, coitados, que vão viajar.
"Moço, falaverdade, esse avião sai hoje ou não sai, porque, sabe, eu vou prá casa e volto amanhã."
"Olha, o avião está no Galeão, sem previsão de sair de lá". (O Galeão, para quem não sabe fica no Rio de Janeiro).
"Tá, moço, então deu. Vamos remarcar essa joça prá amanhã."
Tec, tec, tec tec, tec tec, tec, tec. Passagem remarcada para amanhã às 19:00.
Acabou? Nananinanão, caros telespecadores.
E as malas? Ah... as malas.... peraí que nós vamos localizar as malas, esperem aqui um segundinho, por favor.
Foram aproximadamente 60X60 segundinhos e cinco pessoas para estarem tentando localizar as malas.
Acabou, agora, então?
Não, pessoas, cabô inda não.
Tinha o táxi.
Fila de umas cinquenta pessoas para pagar com cartão.
Fila de umas trezentas pessoas (não é uma figura de linguagem usada para reforçar a narrativa neste ponto, não) para os táxis, propriamente ditos.
Agora acabou. Depois de uma emocionante aventura de seis horas, chegamos em casa às 2:30 de la matin. Podres. Famélicas.
Mas não desligue ainda, hoje à noite tem mais.
Porque, vejam, neste exato momento, chove. E, (tá lá no Terra) já são vinte e cinco aviões atrasados em Congonhas que estão sendo redirecionados para adivinhem? Guarulhos.
6.2.07
Muié Cobra. Soon on a movie theater near you.
Então eu resolvi fazer um peeling. Fui ontem na primeira sessão. Não, não tô a muié-cobra. Ainda. O rosto tá vermelho, dolorido e sensível.Acho que a transformação vai começar quando eu estiver em Manaus (de quinta a sábado). Jisuis, que excelente primeira impressão para o cliente novo, não acham?
E ainda bem que amanheceu chovendo em sumpaulo, hoje. Ou a pessoa de chapéu ia realmente chamar a atenção a caminho da farmácia para comprar o mega-filtro-solar que a dermato mandou.
E essa do prefeito, hein? Ridículo. Destemperado, descontrolado e grosso. E pouquíssimo político. Onjáseviu?
Estapear o eleitor e ainda por cima chamá-lo de vagabundo na frente das câmeras? Senhor Kassabs, acho melhor inventar um cursinho de anger management control para nós, paulistanos, feito tem lá nos States.
Alunos, não vão faltar, é só passear no trânsito e recolher.
E ainda bem que amanheceu chovendo em sumpaulo, hoje. Ou a pessoa de chapéu ia realmente chamar a atenção a caminho da farmácia para comprar o mega-filtro-solar que a dermato mandou.
E essa do prefeito, hein? Ridículo. Destemperado, descontrolado e grosso. E pouquíssimo político. Onjáseviu?
Estapear o eleitor e ainda por cima chamá-lo de vagabundo na frente das câmeras? Senhor Kassabs, acho melhor inventar um cursinho de anger management control para nós, paulistanos, feito tem lá nos States.
Alunos, não vão faltar, é só passear no trânsito e recolher.
5.2.07
"O Bobo"

Há tempos estava entediada com o meu trabalho. Tinha se tornado, na maior parte, uma coisa mecânica, sem desafios, pé nas costas. Era só ligar o piloto automático. Agora, com esse trabalho novo em Manaus, estou super entusiasmada. Eufórica, mesmo. É uma coisa que nunca fizemos. E, sincronicidade ou não, é justamente esse assunto específico que tem me interessado nos últimos dois anos.
Sinto uma mistura de medo e excitação.
Tenho estudado, lido, pesquisado.
Sinapses a mil.
Recomeçar é bom.
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