29.3.10

As coisas vem em grupos de 3?


Porque teve a onda pés, e a onda dominação (que eu recusei completamente porque, né... ninguém merece). Ultimamente, parece que ando na fase bunda. Sinceramente.... essas obsessões masculinas...

E só prá descontrair, uma historinha que vale como exemplo.

Cena: Manhã seguinte. Quarto. Som de chuva forte.
A câmera passeia pelo quarto e fecha no casal na cama, meio acordado, meio dormindo, conchinha clássica.

Ele: "Que delícia... esse barulhinho de chuva e eu, aqui, abraçado a uma bunda."
Ela: Rindo... "Engraçado, pensei que eu fosse uma pessoa."

Não que eu me incomode com a frase. De jeito nenhum. Foi a verbalização de um pensamento espontâneo. Duro é a monotonia da coisa mesmo.

Prá que pensar no que escrever

se uma música antiga e melosa do Bérri Mé-ni-lou diz tudo...

....I live in a shell,
Safe from the past,
and doing' okay,
but not very well.
No jolts, no surprises,
No crisis arises
My life goes along as it should,
it's all very nice,
but not very good.

So... that´s it, folks. It's all very nice but not very good.

23.3.10

I just called to say how much I care

A minha amiga Eli me ligou ontem. Prá contar que está apaixonada. Porque a gente precisa contar, né? Prá todo mundo. Publicar, botar na TV, gritar bem alto. E ela conheceu o cara na sexta-feira e ontem era segunda. Vocês acham que eu vou criticar, né? Tem certeza disso. Não vou. De jeito maneira. Porque paixão, caros amigos, é isso mesmo. Desse jeitinho. Súbita, imensa, avassaladora. Ou não é paixão. E ela contou que estava totalmente boba. Uma saudade..... me deu. A mesma que eu senti, dia desses, quando vi um casal brigando apaixonadamente na rua de casa. Saudade de sentir algo que seja capaz de provocar brigas apaixonadas. Não sei, não, hein. Sei que já disse isso aqui mas não custa repetir. Não sei se ainda sou capaz. E não é medo. Nem falta de vontade. Só uma constatação. Talvez seja a maturidade. Hope not.

Eli, querida, seja feliz. Mesmo que por uma semana. Um dia, uma semana, um mês. De coração acelerado, de enxergar tudo rosa, de sorrir feito boba o tempo todo. De ter vontade de ligar às oito da manhã prá dizer bom dia e simplesmente ligar. Porque apaixonado não joga, não calcula, não coloca pé atrás.

E que os deuses continuem protejendo. Os bêbados, os loucos e os apaixonados.

14.3.10

Mulher é um bicho chato

Eu vivo dizendo isso. Que mulher é um bicho chatinho demais pelo qual eu não tenho muita apreciação, não. Claro, muitas exceções. O que eu não gosto é de mulherzinha. Essas que se apoiam nas fases cíclicas naturais e nos humores que, certamente, todas nós temos, prá fazer beicinho, charminho, nhé-nhé.

As que usam o sexo como moeda de troca e pior, como chantagem. Querem afeto, atenção, dinheiro. Dão sexo. E quando recebem sexo de volta, ficam ofendidas. Querem afeto, atenção, dinheiro. Negam sexo. E ficam aturdidas quando não dá muito certo. Ou então, querem é sexo mesmo e tem que inventar um conto de fadas prá justificar.
Essa história das mulheres de se ofender com o desejo masculino... juro, parece piada. Ele só quer me comer. Hã-rã. Provavelmente. Your choice, baby. Veja como um elogio. Decida o que quer fazer. E assuma. Fazem questão de não crescer, de não exercitar o bom senso, a maturidade, a independência.

E não enxergam. Ou enxergam e fingem não enxergar. Onde estão metidas, com que tipo de homem estão envolvidas, quais são as verdadeiras características de suas relações. E colocam sua vida, sua felicidade, seu corpo, seus dias e suas noites nas mãos de outra pessoa, sem assumir responsabilidade por nada que lhes acontece. O mundo é culpado, claro. Os homens são todos iguais (Sim, são, dears. Em algumas características básicas que fazem deles os seres do sexo masculino que apreciamos tanto, são mesmo. E, sinto muito, não adianta espernear contra as coisas que são).

E como reclamam. Como se praticassem um esporte. Reclamam de tudo. Do calor, do frio, da chuva, do sol, da calça que ele comprou, da faxineira, do fato dele não ter reparado que cortaram o cabelo. Pobres dos homens. Haja paciência. Gostam mesmo de nós, viu? Ou não suportariam. Já teriam nos matado a todas.

Uma certa tendência a complicar, elaborar, imaginar futuros possíveis e impossíveis. Ficar caraminholando o que queria dizer aquele sms. Quando queria dizer absolutamente o que estava escrito nele. Homens são, na maioria das vezes, literais. Básicos, simples, diretos*. Dizem o que querem dizer. Não ficam esperando que a outra pessoa adivinhe suas mágoas, seus desejos, suas vontades. Quando dizem: eu quero te comer... é isso mesmo que estão dizendo. Nada mais, nada menos. Aprenda a lidar com isso.

Não estou dizendo que eu não faça nada disso, hein? Faço, claro. É um exercício diário para não escorregar para as formas nas quais, parece, fomos todas moldadas. Mas manter os olhos e ouvidos abertos não é tão complicado assim.

Eu sei. Eu sei. Soa um pouco cético mas é uma das características que a maturidade traz. Os óculos cor-de-rosa não funcionam mais. O que não significa que não sejamos românticas, que não precisemos de colo, que não esperemos ser conduzidas nas ocasiões e momentos certos.
Somos complexas mesmo. Quem sou eu prá negar? Nem nós sabemos direito o que queremos. Simplesmente porque queremos uma coisa num momento e outra, dali a cinco minutos. Os sentimentos mudam, muda o humor... pronto. Muda tudo. Ele olha prá mim e não me vê quando estou passando por um dia particularmente carente e é o que basta. O monstro da insanidade resolve se manifestar.

Somos, como diz a sábia Rita Lee, um bicho esquisito. Exageradas, estabanadas, emotivas demais. Só não precisamos ser cegas. Nem burras.


* ainda escrevo, qualquer dia desses, um post chamado: Homem é um bicho básico.

13.3.10

Quero ver o que você faz... ao sentir que sem você eu passo bem demais


A minha vida toda eu fui magra. Nenhum esforço envolvido, somos todos magros nessa família mesmo. Em uma boa parte da vida, adolescência e tenra juventude, eu podia ser chamada de magrela, até.

O Zé, excelentíssimo senhor meu ex-esposo sempre gostou de mulher magra e elegante. É daqueles raros tipos que abominam as mulheres fruta, as Carlas Per*ez, as bundudas e gostosonas de plantão. Bom... me escolheu, né? Devia ter algum motivo.

Eu tinha dezenove e era bem magrinha mesmo. Ele adorava envolver a minha cintura com as mãos (tem mãos bonitas e grandes, mãos de homem mesmo) e dizia que as minhas costelas eram o seu pianinho. Bom... vamos ao verdadeiro assunto.

Se eu engordasse um pouquinho que fosse... sei lá, um ou dois quilos... claro que ficava com uma barriguinha (depois de ter filho, inevitável, praticamente) e ele, toda vida toda vida toda vida me torturou. Reparava, reclamava, dizia que eu ia ficar feia e barriguda, barriga de bicho e tal. O inferno. Uma das inúmeras maneiras dele de me diminuir para poder me controlar mas isso, eu só sei hoje.

Mês passado, ele esteve aqui visitando o Mateus. E eu estou mesmo, mais gordinha. Quem lê esse blog e me conhece, vai dizer que eu estou louca e tal mas é verdade. Não gorda. Mas mais do que costumava ser o meu habitual. Sabe o que ele disse?

Tá mais gordinha. Melhor assim. Você andava magra demais, não é saudável, não é bom prá você. Tá mais bonita.

Dá prá acreditar nisso? ?? Vontade de mandar tomar no meio daquele lugar.

9.3.10

Papo de Homem

Post do Gustavo no PdH em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Como sempre, não pode deixar de ser lido.

"Curiosamente, um homem que sabe o que fazer com uma mulher é justamente aquele que age a partir de sua incerteza, de seu desconforto. Ele avança sobre um terreno desconhecido, tem coragem, arrisca, entra na onda, cai na correnteza, aposta e muitas vezes recebe mais do que pede. Ele amplifica a liberdade de sua mulher, ainda que isso possa jogar contra ele no futuro."

4.3.10

Na escola

A Mary escreveu um post sobre o que aconteceu com a sobrinha dela na escola. Me deixou puta da vida. Escola é um assunto que sempre me interessou. Aprender e tal. Eu sempre fui uma boa aluna. Aplicada, adorava aprender, notas sempre altissimas. Lia feito uma desesperada na adolescência. Modelo baleia mesmo. Quanto mais água melhor... prá ver se no final sobravam alguns peixinhos.

Me lembrei de uma história que aconteceu comigo e que acabou com a minha fé na escola, de uma vez por todas. Porque juro, eu acreditava mesmo. Inocente, judiação.

Segundo colegial, começa o curso de química orgânica. O professor explica a estrutura da molécula de carbono. Eu levanto a mão e digo: professor, não entendi. Ele explica de novo. Eu digo que não entendi de novo. Ele explica de novo. E eu, pela terceira vez, digo que não entendi. Vejam, eu queria entender de verdade, não só anotar o que ele estava dizendo e repetir na prova feito um papagaio amestrado.

Ele ficou puto, me disse que esse conteúdo era de nível superior e que se eu fizesse faculdade de química, eu, então, aprenderia. Claro que eu perguntei qual a razão de estarmos tendo aquela matéria, já que com o nosso nível de conhecimento éramos incapazes de entender. E que aquilo que ele estava dizendo era absolutamente ilógico. Já viu, né? Arrumei uma confusão sem tamanho.
Mas o que eu mais me lembro é de como fiquei triste. Decepcionada mesmo. E fui conversar com um amigo, que já estava na faculdade e trabalhava na escola meio período.
Ele me disse que era assim mesmo. Que éramos ratos em um labirinto pavloviano e que só tínhamos que apertar o botão certo para receber a comidinha. Faz isso, ele disse. Faz o que te pedem, pega sua nota e vai para casa aprender sozinha.

Pena. Uma pena mesmo, que a escola massacre a verdadeira vontade de aprender. Acabe com os talentos, acabe com o prazer.

Isso sem falar na chatice desse modelo que é absolutamente inadequado para essa geração de crianças. Mas aí... já é outro assunto. Fica prá depois...

3.3.10

Então tá, então... Alguma festinha para hoje?

Abra-se ao prazer!

Que tal se permitir ter mais prazer neste momento, Daniela? Há quanto tempo você não faz coisas de que gosta? Que tal relaxar e curtir mais a vida? O 3 de Copas surge aqui como arcano conselheiro, pedindo-lhe que permita abrir-se ao prazer, para que ele flua na direção do mundo e este lhe atenda, possibilitando situações felizes, festas, namoros (ainda que não necessariamente sérios), em suma, coisas que lhe distraiam e lhe permitam ter dias agradáveis, ao redor de quem você ama. Saia com os amigos, conheça novas pessoas, permita-se rir, conversar, conhecer os outros... estar no mundo! Você sentirá sua alma mais leve e perceberá as coisas a partir de uma perspectiva mais ampla.

Conselho: Deixe o prazer fluir!

24.2.10

For your eyes, only


Eu sempre gostei de me vestir. Roupas e tal. Desde pequenininha. A escolha da profissão parece óbvia. Embora não tenha sido tão simples assim prá mim.
Quase todos os dias, pela manhã, eu penso sobre o que eu vou vestir e isso me dá prazer. Crio um look, um personagem, uma brincadeira. Me visto para mim mesma, para impressionar clientes, para provocar determinadas reações.
Gosto de coisas femininas. Vestidos, sandálias, roupas bonitinhas para dormir.

Porque isso hoje?
Porque hoje, justamente, uma vontade de me vestir para alguém especial?
Um desejo de um olhar específico. Olhar para mim mesma no espelho grande do quarto e sorrir, pensando na apreciação e no desejo nos olhos desse alguém.
Sim, eu sou. Independente, quase sempre segura, equilibrada, feliz. Mesmo sozinha. Principalmente sozinha.

Mas hoje o que eu queria mesmo, era me vestir, for your eyes, only.

11.2.10

Ave Internet

Tá bom... tá bom... admito.

Que me tornei craque nesse negócio de conhecer pessoas pela internet. E que cuspi prá cima e caiu no meio da minha testa. Porque é uma forma legítima mesmo. E funciona surpreendemente bem. Incluo na minha experiência os sites dedicados e os chats. Sendo que o tipo de interação é um pouco diferente, mas nem tanto. Falam por aí que o Twitter funciona as well as... mas sobre isso eu não posso opinar, ainda não testei.

De qualquer forma, o que mais me surpreende é a efetividade da minha conversa escrita. Não que eu esteja negando que seja inteligente, não cometa erros crassos de português, tenha um senso de humor razoável e coloque o ponto exato de pimenta nas conversas (que, aliás, é variável). Mas acho que a principal arma é mesmo, (pasmem nesse ponto) a educação. Pelo que tenho notado é um hábito em desuso. Infelizmente. Me dizem sempre que sou doce e encantadora e eu, sinceramente, acho que o que eu pratico são as regras da boa educação, somente.

Claro que eu sei que oitenta e sete vígula dezoito por cento é xaveco barato mais que básico (nada contra, hein... tudo depende dos objetivos de cada interação mesmo e é absolutamente perceptível para qualquer um com mais de dois neurônios e um pouco de maturidade) mas sobra aí um percentual de pessoas. E, há umas três semanas, recebi até flores*. O que eu estou querendo dizer é que: querendo e tendo-se um pouco de paciência, acha-se o que quiser. Para todas as intenções, estilos, preferências.

Tenho um amigo que diz que virou uma roda viva, que as pessoas tendem a achar que sempre vão encontrar alguma coisa melhor, que não param, que vicia, coisa e tal. Tudo verdade. Mas não para todo mundo, não o tempo todo.

Outro que diz que é cheio de gente doida. Desse, eu discordo. Mesma proporção de doidos que em qualquer outro lugar. Eles apenas se expõe mais, o que, eu acredito, é uma vantagem.

Rogério, um outro amigo, que... aliás, conheci há tempos na internet e virou, primeiro, um muito breve casinho (isso porque ele é um vagabundo (no bom sentido) sem tamanho), depois, o melhor dos amigos, diz que a conversa boa é importante mas uma carinha bonita ajuda muito... e que ele, muito frequentemente escolhe as burrinhas, de propósito. Está sendo, claro, Rogério ele mesmo, com o cinismo, o humor impagável e tudo que o transforma no melhor dos amigos para falar sobre qualquer assunto, de preferência sentado em uma mesa de bar com uma dose de whisky. E ouvindo música boa, claro.

Concordo e discordo.

Estou aqui hoje para fazer apologia mesmo. Abriu portas para uma série de pessoas com características específicas e que não funcionam muito bem em ambientes com música eletrônica e vodka com energético. Estando eu, aí incluída. Sendo que adoro sair mas sou o fracasso da balada no sentido pegação clássica, já que... um pouco tímida, alta demais, bem além da idade média dos locais e segundo, novamente Rogério, com cara de mulher séria (não sei realmente que cara é essa). Além disso, saio com meus amigos para me divertir, dançar, dar risada, ouvir boa música e conhecer alguém, sinceramente, está bem lá embaixo da minha lista de prioridades nessas ocasiões.

Facilitou muito também para os homens. Segundo a maioria, não temos idéia do quanto é difícil atravessar um bar lotado e dizer oi para aquela mulher que ele acha (não, nunca tem certeza) estava sorrindo prá ele de um jeito especial.

Minhas amigas dizem que eu tenho que escrever um livro, normatizar técnicas, ajudar as pessoas. Já fiz isso com várias. Funcionando em graus diferentes, dependendo da aplicação dos pupilos e de suas capacidades pseudo-literárias. Podia, talvez, oferecer meus serviços de Cyrano de Bergerac internética. Cobrar por lauda, talvez? rs

O negócio hoje aqui é agradecer a existência do veículo. Para quem sabe usar, uma ferramenta muitíssimo útil. Proporciona grandes amizades, alisamento de egos, satisfação das necessidades físicas básicas, o que quer que você queira, necessite, deseje. Dizem que até amor... mas na minha humilde opinião, dependemos aí, da nossa senhora da boa fortuna mesmo. Seja na fila do supermercado, na livraria ou eletronicamente.

Temos historinhas... sempre temos historinhas... mas fica prá outro dia. Isso aqui já passou da extensão regulamentar faz tempo.


* Impulse total, se um homem que você nunca viu antes etcetera e tal... e palmas para a engenhosidade da pessoa, hein. Já que eu não tinha dado meu endereço (não, não sou doida, né), somente disse que morava nas proximidades de... e ele tinha meu celular. Passou na floricultura, comprou e pediu que eles me ligassem. Virou um jantar, porque, né... a educação de novo... e foi só isso.

5.2.10

Eu não sei de vocês

mas eu, hoje à noite, irei dançar e balançar o meu corpinho ao som do sensacional Casuarina, no Studio SP. Quem não gosta de samba, bom sujeito não é. Se você é um bom sujeito, aproveite. Os garotos cariocas não passeiam muito por essas paragens, não.

E ontem, duas horas e meia para voltar do cliente prá casa. Viramos Recife, definitivamente. Antes ou depois da chuva?

Contando os milissegundos para a minha semana no Rio. Carnaval, claro. Apartamento em Ipanema alugado, as melhores amigas como companhia, biquinis e sandálias de sambar.

Como diz Caetano...

Lapa
Veio a salvação
Lapa
Falta o mundo ver...

Bóra prá Lapa.

4.2.10

PQP! Mais do mesmo

Só porque eu fui comer uma pizza com um amigo anteontem e essa bendita questão surgiu de novo. E ele ainda teve a coragem de dizer que 30 dias (trinta dias é uma vida pelamordedeus), é o tempo ideal. Quando eu, mais que prontamente citei meus exemplos de que isso é uma bobagem sem tamanho, ele usou a frase mais clichê de todas de que para toda regra existe uma exceção.

Seguem as frases do Alex que, coincidentemente, relatou uma conversa similar com uma amiga. Porque eu, juro, já esgotei a minha paciência com esse assunto faz tempo. E acho que essa é a colocação primordial mesmo:

"Por que você se rebaixaria a transar com um homem que perderia o respeito por você... por transar com ele?!

Se perderia o respeito de um homem por transar com ele antes de um mês, então é porque ele é tão babaca que não deveria transar com ele nunca!"


Então tá. Existem os que preferem sem manipulados. Que preferem não conhecer o desejo que provocam. Que preferem ser enganados. Preferem a relação calculada, onde todo gesto é medido pela probabilidade da reação. Foda-se a espontaneidade, foda-se o desejo, foda-se o prazer. Prá que aquele telefonema no meio do dia para dizer que hoje, tudo o que você consegue pensar é nas mãos dele? Melhor ligar na semana que vem. Porque o que ele quer mesmo é ser tratado feito um idiota.

1.2.10

Passada relâmpago por aqui

só para desabafar mesmo.
E dividir a dúvida. Algumas coisas acontecem na vida da gente para sacudir convicções e são testes. Só pode ser isso. Universo sacode a cenourinha na sua frente. Sei lá se devoro logo de uma vez ou se digo não. Risky business, guys.

19.1.10

Amizade entre um homem e uma mulher..

A maioria das pessoas acha que não existe, que não é possível e tal...
Pelo menos não muito próxima. Não pode viajar junto. Nem tomar porre. Nem dormir no mesmo ambiente.
Pois é, pessoal. Pode. Existe. Funciona.

Quem lê o blog sabe que eu tenho um melhor amigo. Muito, muito amigo. Confidente, parceiro, trabalho para ele de vez em quando, já fomos sócios.
Nos conhecemos quando ambos ainda éramos casados, quase quinze anos se passaram desde então. Respectivos marido e mulher morriam de ciúmes. Penso que talvez, também tivesse. Porque o afeto que temos um pelo outro é muito grande mesmo. Muita intimidade. Coisa rara de haver mesmo entre pessoas do mesmo sexo. Não sei se acredito em outras vidas, esse tipo de assunto não me interessa muito, agnóstica que sou, mas seria uma forma de explicar o que acontece conosco.

E putz... a gente se ama. De verdade. Mas não queremos transar um com o outro. Eu juro. Ele não me atrai, eu não o atraio.

Claro, né... que se a gente deixasse rolar, em qualquer dia de carência, bebedeira, condições anormais de temperatura e pressão, provavelmente aconteceria. Somos dois seres humanos saudáveis, bonitos e que apreciam exercícios praticados a dois; e não, ele não é nem um pouco gay, o contrário disso... eu bem sei, porque é para mim que ele telefona prá contar. Já conversamos claramente sobre isso (a gente conversa claramente sobre tudo). E decidimos que não. Não precisa, não vale a pena, não tem a menor necessidade. Porque somos muito mais importantes e valiosos um para o outro desse jeito. Porque colocaríamos toda essa naturalidade e carinho em risco? Só por uma noite de sexo? Tsc tsc. Seria lamentável. Muito mais fácil achar sexo do que uma amizade como essa. É uma escolha mesmo.

Me diz para quem é que eu vou ligar quando o cara broxar e eu estiver me sentindo a última das criaturas e sem saber o que fazer? Só ele mesmo. Prá quem eu vou ligar quando estiver com a idéia fixa de que nunca mais nessa vida vou me apaixonar por ninguém e que me tornei uma cética incorrigível? Ele. Com quem é que eu vou sair depois da ceia de Natal para dançar, beber e dar risada? De novo, ele.

Me lembro do fim de semana em que fui ao Rio... encontrar o DJ. No mesmo dia em que ele saiu pela primeira vez com uma pessoa que conheceu na net e que futuramente viria a ser a sua namorada. No outro dia, de manhã... a primeira pessoa que me liga. Para saber se está tudo bem, se preciso de ajuda, de socorro, de ombro, de qualquer coisa. E para contar, eufórico, que tinha se apaixonado à primeira vista. E que já tinha avisado a ela que eu existia e que não adiantava ter ciúmes de mim, rs. Combinamos isso, aliás. Nos comprometemos a avisar, seja quem for que nos interesse realmente, que existimos, um na vida do outro e que não tem jeito... até que a morte nos separe.

A amizade dele me faz mais feliz, mais alegre, mais querida e... muito mais sábia. Porque... né? Um insight desses no universo masculino não é privilégio para qualquer uma. E a companhia de uma pessoa criativa, amorosa, inteligente, sensível e que está sempre procurando melhorar e aprender... o maior privilégio de todos.

Sérgio Figueiredo, meu melhor amigo. Esse post é para você.

23.12.09

Mais Deida prá vocês... já q eu estou mergulhada nele mesmo...

A melhor forma de servir a uma mulher é ajudá-la a se render, a confiar na força do amor, para que ela possa abrir seu coração, ser amor e dar esse amor que naturalmente transborda dela. ISSO NÃO COMPREENDE A ANÁLISE DISSECADA DO AMOR DELA. Dissecar os problemas é coisa de homem. Homem adora analisar as coisas por partes, no futebol, no tabuleiro de xadrez, no mercado de ações e até na sua vida íntima. Mas é importante que você, como homem, não projete o seu jeito de fazer as coisas na sua mulher.
Deixe que ela seja o oceano. Encoraje-a a ser livre como o oceano, profunda como o oceano, selvagem como o oceano e poderosa como o oceano. Seja pleno no seu amor, forte e estável na sua presença para que ela possa relaxar e atravessar os limites que ela impôs aos próprios sentimentos. Deixe que as emoções do coração dela fluam sem barreiras. Deixe que ela expresse o seu amor, sem limites. Deixa-a ficar louca de amor.

David Deida - The Way of the Superior Man

20.12.09

Pode ser simples, senhores

"... como homem, você está sempre tentando consertar as coisas. Isso é exatamente o que ela não quer e exatamente o que vai tornar a situação pior, na maior parte das vezes...

A próxima vez em que sua mulher estiver de mau humor, tente isso: suponha que ela não está se sentindo amada. Simplesmente suponha. Mesmo que pareça não ser tão simples, mesmo que pareça haver alguma razão oculta para a tristeza dela, um problema que você poderia resolver. Suponha que ela é uma flor que precisa de água ao invés de um motor que precisa de ajustes no carburador. Não suponha que alguma coisa está errada. Suponha que o que ela quer de você é amor. Forte, firme e sensível."

David Deida - The Way of the Superior Man

19.12.09

Férias............


Nem acredito... Tudo bem que eu ainda tenho um desenho de embalagem para fazer mas só o fato do meu maior cliente estar em férias coletivas e dar sossego... putz, vocês não tem idéia do alívio.
Minha espetacular e adorada irmã chega de Floripa na segunda para passar o Natal. Tantas saudades.... Não vejo a hora.

E não contei a história do amigo secreto que fizemos. Com a turma de criação e importação, do meu cliente. Bom, inventaram lá uma novidade. O presente teria que ser uma coisa bem-humorada para o filho imaginário da pessoa (???). Vai vendo. Ainda bem que eu tirei minha ex-assistente, que eu conheço muito bem. Comprei uma camisetinha tamanho 2 e fiz uma estampa. Essa aí de cima, a menininha do Coppert*ne, transformada em uma moreninha. Ela é casada com um tenente da PM, e muito assanhadinha... Anyway, vamos ao que interessa... o meu presente. A pessoa disse que adorava minhas histórias e que aprendia muito comigo. Me deu um livro infantil com uma menininha com cara de sapeca na capa. O título: Namorados?
Bom... já viu né... Me transformei mesmo na Bridget Jones quarentona. Ai ai.