14.11.10

Feeling miserable

Eu passei metade da minha vida me dedicando quase que exclusivamente à família. Eu trabalhava, claro. Mas a minha prioridade sempre foi meu marido, meu filho. O meu dinheiro sempre foi para sustentar a casa e um monte de sonhos malucos que meu ex-marido tinha. Tudo que eu pude fazer pelos dois, eu fiz. Inclusive em se tratando de presentes, festas, pequenos luxos. Eles sempre vieram primeiro. Quatro últimos modelos de video-game comprados antes do meu primeiro notebook, que é esse aqui, em que eu escrevo agora.
Não estou reclamado. Era apenas meu jeito de ser. Hoje, depois de muito esforço e amadurecimento, eu aprendi que a generosidade absoluta não é saudável. E que ser necessária e querida a qualquer preço não é bom. E que não faz mal dizer não, de vez em quando.

Eu estou dura. Em parte porque estou faturando muito pouco no escritório mesmo, em parte porque comprei computador e celular novos para mim, além de ter pago uma parcela da viagem do reveillon com a turma. Além disso, pretendo comprar duas televisões, parceladas a perder de vista para os nossos quartos no apartamento novo.
Tudo certo, né? Não estou cometendo nenhum crime. Eu sei disso. E esse egoísmo saudável era uma coisa que eu tinha que aprender mesmo. Pelo meu bem. E pelo bem de todas as pessoas que convivem comigo.

Agora me diz porque eu quero morrer quando Mateus vem me dizer que não vai ganhar nenhum presente amanhã? E ainda me joga na cara o que eu comprei para mim? (sim, já sabe como me manipular, a criatura). Porque esse é o mal do generoso, né? Só a simples suspeita de que está fazendo alguém sofrer, mesmo que seja inconscientemente, basta para me deixar arrasada. Acaba comigo mesmo, ser chamada de egoísta.

E não adianta vir me dizer que ele vai ganhar um quarto novo, com cama nova (presente da avó), criado mudo pop novo, tv nova, banheiro só para ele com tapetinho especialmente trazido de Hong Kong... etcetera, etcetera, etcetera. Para o meu quarto ainda não comprei absolutamente nada e ainda assim me sinto culpada, culpada, culpada.

Culpada por estar vivendo. Shoot me. Quando é que eu vou aprender?

11.11.10

Meia noite e vinte e um

e estou meio bêbada. Acabei de chegar de um jantar com música excelente, vinho melhor ainda e a companhia mais querida do mundo. Meu melhor amigo... que, certamente, é um ornitorrinco de primeiríssima linhagem. Já falei dele aqui. E não gente..., não adianta insistir... irmãos mesmo.
Mas depois de muitas risadas, chegamos à seguinte conclusão:

Inteligente demais? Uma lobotomia parcial resolve.
Alta? Sempre podemos cortar um pedaço das pernas.
Bem vestida? O mais simples de resolver... bora pro Brás.
Rica? Faz-me rir... Quer cobrir o meu cheque especial?

Amigos. A solução para todos os problemas. Melhor que diclofenaco de potássio.

10.11.10

Continuação da pesquisa para aprimoramento estratégico

Vocês acham que eu estava exagerando, né? Acham sim, eu sei.
Segue-se um diálogo no eme-esse-ene entre mim e um ex-PA, agora convertido em um bom amigo.

Daniela diz:
Vc me acha assustadora?
não... vc me conhece bem, sabe que eu não sou

Ex-PA, bom amigo diz:
não
intimidadora, sim

Daniela diz:
aimeudeus
pq? posso saber?

Ex-PA, bom amigo diz:
bonita
alta
bem vestida
inteligente
e rica*
mais?

Daniela diz:
rs

Ex-PA, bom amigo diz:
so me daria mais medo se tivesse o pau maior que o meu
rs



I rest my case.


* E não sou rica p*rra nenhuma. Sou designer(confundida com profissão fina e cool mas quando eu escolhi fazer artes plásticas em 1912, todo mundo achou que eu ia morrer de fome) e moro num bairro que hoje é chique mas praticamente nasci aqui e era um bairro de classe média e é o meu bairro. Onde me sinto em casa. Trabalho feito uma moura, isso sim.

9.11.10

Pela estrada afora eu vou BEM sozinha...ou por onde andam os Lobos, pelo amor de Dadá?


Cansada. Cansada de ser desejada e temida. Eu sei que fui eu mesma quem disse que o desejo masculino não é ofensa, o contrário disso. Não mudei de opinião. Só cansada de assustar os homens, mesmo.
Peço para uma criatura que me conheceu biblicamente, para sugerir uma fantasia que ele ache que combine comigo (fantasia mesmo... roupa. Tenho uma festa daqui alguns dias). As sugestões se seguem: Mulher-gato, Mulher Maravilha, Cleópatra, Ísis e mais alguma coisa do gênero. See a pattern here?
OK, eu sei que foi um elogio. Mas, né? Esse é o problema, na verdade.
Too powerfull, these women. Deusas, rainhas, heroínas? Ai ai.
Um outro me diz que eu sou a Carla Bruni (gente, nem de longe tão bonita, tenho vários espelhos aqui em casa), ele quis dizer poderosa também. Agora me diz, quantos presidentes da república existem? Ahhh, tá. Então tá, então. Tantos candidatos me restam... ó que legal...
Ser humano acha que eu não vou permanecer com ele. Então não permanece comigo, in the first place. Para evitar o constrangimento.
Melhor começar a meditação, a sublimação, a busca do nirvana. Porque sobram somente os que se acham a última bolacha do pacote e esses... ninguém merece. Ou os loucos e as crianças, que não tem medo de nada. E aí, acho que também não dá, né?
Eu sei que ando monotemática mas... p*rra... carente, acho. Viram, pessoas? Ca ren te. Normal, comum, feito, igual, que nem ocêis tudim.

Ainda tentei dizer que estava pensando em algo com mais humor. Chapeuzinho Vermelho, talvez... ele disse que de jeito nenhum. Não combina.

Dá para vocês me darem licença de ser a Chapeuzinho, please? Passeando desavisada pelo bosque, e deixando o trabalho todo pro lobo? Thank you.

3.11.10

Procura-se um Ornitorrinco


Acho que é isso. Define bem. Porque o que eu quero mesmo... é quase uma impossibilidade. Um bicho raro. Devem existir por aí, uma meia dúzia de espécimes mas, na realidade, não são exatamente animais em extinção, seriam, praticamente, acidentes genéticos.

Tem que ser macho, o que não deveria implicar necessariamente em cuspir no chão, coçar o saco e usar um tacape. O Deida já colocou em palavras para mim, essa necessidade que eu tenho de um homem macho. Ele escreve bem mais bonitinho... energia masculina para contrapor a minha exagerada energia feminina mas no fundo é isso. Tem que ter verniz. Mas a testosterona por baixo tem que aparecer um pouco ou não me atrai. Em absoluto.

Tem que ter maturidade. E por maturidade, não quero dizer idade. Conheço homens de 30 e moleques de 50. Tem que, ao menos, já ter chegado à algumas conclusões sobre si próprio. Ter tido a coragem de olhar prá si mesmo sem dó. Tem que ter vivido.
E, por outro lado, tem que ser jovem. Jovem no sentido de não ter perdido o encantamento com a vida. A capacidade de se divertir, de rir de si mesmo, de aprender.

Tem que ser independente. Independente a ponto de não precisar de mulher nenhuma para sobreviver. Para fazer o supermercado, pagar as contas, dobrar a roupa da mala, para ser feliz. Mas querer muito uma para usufruir o bom da vida. Alguém capaz de construir uma relação baseada na fruição ao invés da dependência. Uma diferença muito importante: precisar e querer. Eu quero... não preciso de nada. Ou como diz, Flávio Gikovate, uma troca do amor de necessidade pelo amor de desejo. Dois inteiros, não duas metades. Não preciso mais viver 24 horas por dia grudada com ninguém. Been there, done that. Sou uma pessoa ocupada, trabalho muito, tenho um filho adolescente. Tem que ter sua própria vida, seus amigos, seus interesses. Eu tenho os meus.

Tem que ser inteligente. Não... não fazemos questão de mestrados ou doutorados. Mas um pouco de cultura, interesse e curiosidade... indispensável. Aprender, para mim, é um dos maiores prazeres, gostaria que também fosse para ele.

Tem que ter senso de humor. Não precisa (nem deve) ser palhaço. Mas, por favor, ter que explicar a piada, o trocadilho, não dá, né? Risadas são importantes. Gargalhadas são um dos maiores prazeres da vida. Tem que se permitir gargalhar, falar bobagem, ser ridículo (eu deveria colocar um aparte aqui.... tem que ser sério... e seriedade não quer dizer chatice). Bom humor, nem se fala, né? Sine qua non.

Tem que ser seguro. Sem ser arrogante. Prepotência é broxante. Segurança é um tesão. Porque eu sou mesmo inteligente (e não vou me fingir de burra), sou mesmo independente (e não vou me fingir de mulherzinha (mas claro que você pode e deve abrir o pote de azeitonas prá mim)), tenho mesmo pernas bonitas (e não vou deixar de usar saias... como me pediram uma vez). Ciúme é chato. Ofensivo. Estúpido. Olha nos meus olhos e vai ver que estou com você.
E, p*rra, se caminhou o suficiente, deve saber que nada nessa vida é definitivo. Garantias não existem.
Saco bem cheio de homens que tem medo de Mulher (notem o M maiúsculo) #prontofalei.

Tem que ter vocação para o prazer. Sem tesão, como diria Roberto Freire, não há mesmo solução. Tesão por tudo (eu, incluída nesse tudo, claro). Não me venha com "blasezísses"... não tenho saco prá isso, não. Que seja capaz de ter prazer. Com as coisas simples. Que saiba apreciar as pequenas coisas. Uma comida gostosa, um banho quente, a pele encostando em lençóis limpos, tanta coisa boa nessa vida, meudeus. E, claro... as coisas ditas finas e sofisticadas, também. Mas entre gostar e (novamente) precisar... há um rio de diferença. Gente recalcada que precisa de aval de grife... isso é cool, isso não é cool... ahhh, me poupem. Estão perdendo um monte de "porcaria" extremamente divertida.

E com vocação para o prazer, quero dizer "aquilo" que todo mundo pensou quando leu a expressão no início do parágrafo anterior, também. Importante. Importantíssimo. Importantérrimo.
S E X O. Ser conectado com o seu próprio prazer. Ter aprendido que sexo é bom, saudável e necessário. Que segure metaforicamente a minha mão e diga: vem comigo. Prometo que eu respiro fundo e pulo.
Tem que ter caminhado o suficiente para não separar mais as mulheres em gavetinhas. Please. Ninguém merece. Nem vou me estender muito sobre esse assunto, já cansei de falar disso...
A lady, a puta. Somos mulheres. Ponto final.
Tem que saber variar a levada, o groove, o ritmo. A gente gosta de delicadeza, a gente gosta de carinho mas, por favor, refira-se ao segundo parágrafo nesse ponto... a gente gosta de macho.
Eu costumo usar a seguinte analogia: quem já foi à Disney, já andou naquela montanha russa no escuro... Space Mountain. Não é uma montanha russa grande, não é a maior do mundo, nada disso. O segredo? No escuro. Por favor, me surpreenda. Quando eu estiver esperando uma curva suave, me ofereça uma queda vertiginosa.... e vice-versa. Um homem que saiba fazer isso... UAU.

Tem mais? Claro que tem...Tem o óbvio: caráter, honestidade, generosidade e tal. Isso... nem se discute, né? Implícito em seres humanos de qualidade.
Podia gostar de ler, podia saber dançar, podia apreciar cinema e música de qualidade. Mas nada disso é tão importante assim. Da mesma forma que eu não serei aquela que você construiu em pensamentos (a bunda da Ellen R*oche, só a Ellen R*che tem), você também ficará devendo à minha fantasia. Porque é isso que elas são. Fantasias. A realidade é melhor. Tem cor, tem cheiro, tem som, tem toque. E surpreende. E não é o que a gente esperava. Que graça teria se fosse? Se o roteiro da vida pudesse ser escrito assim?

Bom... já me estendi demais... torrei a paciência dos três leitores. Chega, né?

E, enquanto Seu Ornitorrinco não vem?
Enquanto Seu Ornitorrinco não vem continuamos passeando pelo bosque, cantando e colhendo frutinhas silvestres. Life is fun.

31.10.10

Exausta

desse embate diário com o Mateus. Exausta mesmo. Ser mãe, por vezes, é a tarefa mais difícil de todas. E sem o outro para fazer o good cop/bad cop... juro... não me resta muita trégua.
Paz é coisa rara por aqui.

28.10.10

Será que vai?

Uma vontade de escrever um postizinho sobre um assunto aí... mas antes de sair metendo a boca, vou dar mais uma chance prá pessoa se redimir. E redimir metade da humanidade junto.

PS. Parece que foi só um mal-entendido. Então... acreditemos por mais uns instantes que existe esperança para a maturidade nesse mundo.

27.10.10

Triste, mas é verdade...

"É como se não se tivesse passado tempo algum em mais de meio século – as modas mudaram, mas a igualdade das mulheres ainda não passa de uma ilusão – talvez mais agora do que naquela época."

Em um novo mundo, os dois sexos desempenham os mesmos antigos papéis

Matéria do Herald Tribune/UOL, sobre o filme "The Social Network". Vocês deviam ler, meninas.

Quando voltei da viagem de HK, comentava com um amigo que tinha achado um dos caras que trabalhava na Trading que está desenvolvendo os nossos produtos, muito interessante. Escocês. Conheci em um jantar, logo quando cheguei. Rolou um xavequinho light, uns olhares, cigarro na varanda do restaurante e tal. Só isso. Meu amigo me perguntou porque nada mais. Eu disse que quando cheguei no dia seguinte para trabalhar... surprise... ele era o gerente da nossa conta e que várias coisas haviam sido feitas de forma inadequada e que eu tinha que trabalhar para o cliente, O que significava ter que ser bem firme com o cara.
Meu amigo perguntou: E daí?
Eu respondi: Eu sou mulher, não posso fazer isso. Perderia totalmente o respeito e a autoridade naquela situação. Você sabe que é verdade. Se fosse o contrário, um cliente homem, um gerente de conta mulher... a situação seria inversa. Sair com ela, provavelmente traria uma vantagem competitiva. Colocaria o cara em uma posição de "superioridade".
Ele acabou por dizer que eu tinha razão. Claro.

Só uma historinha boba para ilustrar o que ainda vivemos, infelizmente.
Eles "mandam", nós somos os objetos de desejo... mesmo quando em situações que não estão dentro desse contexto.
Nem sempre. Generalizei. Mas quando as generalizações são possíveis... e parecem procedentes, geralmente a realidade corresponde. Soooo sad.

E continuamos aguardando as raras exceções.

26.10.10

Revista Próxima Viagem


Porque tá assim. Praticamente.
Quase que me enfiam em um avião de volta para Hong Kong no sábado passado (outro cliente) mas mesmo com toda minha paixão, não queria ir, não. Acabei de chegar e tenho um filho e uma casa. E minha mãe já está com o bilhete vermelho metade para fora do bolso... ser a responsável exclusiva pelo Mateus, mesmo que por 9 dias plus Rio de Janeiro... meio que exaure as pessoas.
Agora... Reveillon em Cancun. Sei que é completamente cê-vê-cê e meio breguinha mas a turma que vai... putz... sensacional.
Além disso já estou totalmente passada da idade dessas viagens de galera, u-hu, no Caribe mas... pensei e cheguei à conclusão que a minha sala de jantar nova para o apartamento novo... (essa eu não tinha contado, né?) pode esperar. Porque essas coisas são agora ou nunca, a vida é curta, passa rápido, a oportunidade tem cabelos na frente e bla-bla-bla. Todos esse clichês carpe diem, seize the moment, etc and all.
Portanto... vou. E a mesa virá quando puder vir.
Vivemos sem mesa Saarinen. Não vivemos sem memórias, amigos e histórias para contar. Ou vivemos... mas é um raio de uma vida chata e sem graça.

PS. Só para constar e devidamente anotado que a pessoa resolveu entrar na história depois de mim, o cutucador oficial de dragões, agora oficialmente livre, vai nessa viagem. Ainda estou para decidir se isso é bom ou ruim.

22.10.10

United Nations ou meus amigos internacionais...

Meu amigo Márcio morou dois anos e meio na Europa e voltou há alguns meses. Lá, ele morou em algumas casas coletivas. Pessoas morando juntas e dividindo espaço e despesas... meio que como uma república, só que com gente que há muito saiu da faculdade.
Chegando aqui, ele resolveu fazer o mesmo... já que não queria morar sozinho e chegou à conclusão que moraria muito melhor se dividisse despesas.
Alugou uma casa enorme, quatro quartos, em uma vilinha nos jardins e botou anúncio nos sites estrangeiros, já que, segundo ele, brasileiros tem preconceito contra esse tipo de esquema.
Hoje, a casa dele é praticamente a ONU. No momento, um espanhol, um alemão e um canadense.
Tem fila para morar lá.

Tudo isso prá dizer que domingo passado fui almoçar lá, já que a empregada dos moços faz uma feijoada sensacional que ela deixa pronta todo sábado.
E aproveitei para perguntar uma coisa que há muito me intriga...

Nós sabemos, mulheres brasileiras, que fazemos parte do imaginário dos homens de praticamente todas as nacionalidades. Nessa última viagem, encontrei profissionalmente com diversos e era só dizer que era brasileira para ver as estrelinhas nos olhos deles. "O" estereótipo.

Com os caras lá da casa do Márcio, tenho mais intimidade, então perguntei:

"Escuta, que tipo de fantasia vocês tem sobre as brasileiras, que basta falar que nasceu nesse país para vocês fazerem essa cara de peixe morto? Que nós somos vagabundas?" (desculpem pelo termo, não acho aque isso realmente exista mas era para ficar claro para seres do sexo
masculino, entendam...)

"Não, não." Eles disseram. "A gente acha que vocês dançam, são sensuais... (boas de cama implicito nessa observação).

Bom, isso é o que eles imaginavam. Perguntei então, o que realmente encontraram... já que os três estão namorando brasileiras, claro...

Carinhosas (boas de cama implícito nessa observação e também uma certa dose de subserviência), bem-cuidadas (a tal da manicure semanal e, principalmente, a depilação - precisavam ver a cara de nojinho do espanhol quando falou da quantidade de pelos por lá...), ciumentas (isso, segundo eles, em função do hábito compulsivo do brasileiro de trair (homens e mulheres)), nunca transam no primeiro encontro (segundo ou terceiro, normalmente (disseram que as mulheres por lá são muito mais seguras de sua sexualidade, no sentido de expressarem o desejo e de tomarem a iniciativa)).

Acho que é isso. Nenhum julgamento de valor, nada disso. Só para constar mesmo. Informação nunca é demais. E saber como somos vistos por aí... ajuda a pensar em como realmente somos.

Ahhh... a quem interessar possa: alemães são absolutamente fiéis.

20.10.10

EU PRECISO

DE UM BLOG ANÔNIMO!

16.10.10

Amigos

A internet é incrível. Ainda vão teorizar, no futuro, como foi que ela mudou as formas de nos relacionarmos e tal. Mas nós, que estamos aqui, no olho do furacão, na geração do meio... só vivemos e pronto.
Isso porque a gente conhece as pessoas dos blogs, lê sobre a vida delas, vê o afeto crescer, o carinho, a amizade. Acompanha as alegrias, os tropeços, o dia a dia entendiante, os problemas com os filhos, o saco cheio do trabalho. Enfim... se identifica. Sofre junto, ri junto. Conhecemos melhor essas pessoas, às vezes, do que os amigos de carne e osso que frequentam a nossa casa.

Nira, querida, boa sorte. Espero que tudo corra bem para todos vocês. Fico aqui torcendo.

14.10.10

De volta...

Sigam a flecha para encontrar a felicidade.

Dezesseis dias e dezesseis noite e não sou a Sherazade. Dos quais, apenas 4 noites dormidas na minha cama e apenas uma... a de ontem, com mais de seis horas de sono.

O mais engraçado é que o cansaço absoluto só bateu hoje mesmo. Cheguei quinta passada da maratona Hong Kong e Frankfurt (Londres miou devido à minha completa idiotice, uma corrida de obstáculos para obter um passaporte de urgência*) e no sábado de manhã fui para o Rio passar o feriado com os meus queridos e melhores amigos (e saí TODAS as noites).

Olha gente... o que é que eu posso dizer...

Total e completamente apaixonada por Hong Kong. Se alguém souber de um empreguinho lá... tô topando. E falo sério.
Foi uma viagem de 9 dias, 6 aeroportos, três dias e meio em HK e dois em Frankfurt mas valeu a pena. Quando cheguei no hotel, faziam exatamente 49 horas do momento em que eu saí da minha cama mas juro que deixei a mala no hotel e fui andar.

É uma metrópole (SP, NY e tals) mas é chinesa e é praia. Imagine, portanto, uma cidade saída do Blade Runner, misturada à uma baía linda, o mar, o sol, muito calor. Gente do mundo todo. E é a China. Lanternas, incensos, templos, andaimes de bambu. Não dá para explicar direito. Tem que estar lá para sentir.

Tudo que existe nesse mundo de meu deus tem lá. TUDO. Prepare o seu coração, a sua carteira, os seus cartões de crédito. Tudo por menos da metade do preço, muitas vezes, um terço. É para matar a pessoa. Principalmente de ódio desse país em que vivemos onde tanto imposto deixa tudo tão mais caro (Europa incluída nessa observação). Acabei me rendendo mesmo aos eletrônicos e aproveitando a nova política de podemos-trazer-celulares-e-computadores-para-uso-pessoal-amém (Blackberry e Vaio lindinhos, lindinhos). Mas tem coisas fabulosas de design (um tapete para o banheiro do Mateus por (atentem!) 30 reais, que é, simplesmente, bárbaro). E 6 metros de seda pura porque... né? Como não? (Aguardem os vestidos novos para o verão). E outras tantas coisas mais... Morrerei quando a fatura do cartão chegar e ainda me arrependo do que o bom senso (e a falta de numerário) me impediu de comprar. O nosso hotel ficava na rua dos antiquários e galerias de arte... dá para imaginar o que é isso?

Mas chega de compras. Enjoei. Não quero mais. Tem mais alguma coisa para fazer em HK?
Well, mocinhas solteiras, separadas, corações solitários... Um lindo a cada 5 segundos tá de bom tamanho? De todas as nacionalidades possíveis? Todos aglomerados e reunidos no bairro ocidental onde tem um bar ao lado do outro e a festa corre solta sete dias da semana?

Ahhh, meninos, não fiquem tristes, não... o mesmo se aplica às mocinhas, com a vantagem das chinesas serem espetacularmente lindas (que pele é aquela meu deus! Parecem todas saídas de um filme) o que lhes dá um caminhão de vantagem, já que a delicada beleza chinesa funciona muito melhor para mulheres que para homens (o contrário ocorre em Frankfurt, onde a beleza é mais dura e funciona à perfeição para os homens).

Cansou de novo? Pertinho da Tailândia, da Índia, de Bali, do Japão. Phuket, mais barato que ir para Salvador. Que tal um fim de semana relaxando nas praias exóticas?

Mas o que me encantou mesmo foi o caos. Gente do mundo todo fazendo de tudo, tudo acontecendo ao mesmo tempo agora. Profissionalmente, milhares de oportunidades. Muita, muita informação.
Gente, sério mesmo... adoraria passar um ou dois anos lá. Aprenderia horrores e me divertiria outro tanto.

* a anta que atende por Daniela não olhou seu passaporte. Chega toda linda e loura no aeroporto, pronta para embarcar para os 4 dias em Londres que seriam o início e o passeio dessa viagem. Tã-nã!! Passaporte vencido há 20 dias. Sócia embarca, Daniela fica. Era sexta-feira. Polícia Federal? Só segunda. Daniela passa o fim de semana roendo as unhas e se remoendo de ódio. Segunda... PF sem sistema. Nada acontece. Terça, Daniela acorda às 5:30 da manhã e 6:30 já está na porta da PF. SEM SISTEMA. Após 12 horas de chá de cadeira e alguma humilhação (vou te contar, hein?), resolvem me dar um passaporte verdinho (porque é bem assim: resolvem. Apesar de estar no site que essa situação existe e que devidamente justificada pela empresa demanda que você receba um passaporte em, no máximo, 24 horas), praticamente colado com cuspe, que saiu em duas horas (ou seja, poderia ter saído na segunda-feira de manhã), custa o dobro do normal e é válido por uma só viagem*. Saio da PF às 7, vôo marcado para às 10 (em Guarulhos). Passo em casa, jogo uma água no corpo, pego a mala e corro para o aeroporto, direto para Frankfurt para encontrar minha sócia. E de lá, para HK. Com cinco horas de chá de aeroporto no meio.

* eu sei que eu devia contar essa história direito, com todos os detalhes sórdidos mas esse post já está muito maior que deveria. Além disso, ainda tenho que passar no cartório eleitoral porque eu estava fora no dia de eleição e pegar o devido papelzinho, pagar a devida multa, terei que voltar na PF para fazer outro passaporte, com os devidos documentos tudinovo e pagar novamente, oficórsi.

22.9.10

Exposição Pública

Ontem mesmo eu estava conversando com uma amiga sobre esse assunto. Sendo homens criaturas visuais, claro que obviamente gostam de fotos, filminhos e tal. Isso porque uma terceira amiga pediu uma câmera emprestada e nós: aimeudeus, prá que será que ela quer essa câmera? Não ia ser tão obtusa, ingênua, retardada mental.
Essa brincadeira ficou bem perigosa depois da internet. Melhor não, né? Ainda mais depois da Paris.
Chegamos a comentar que ainda é preciso tomar cuidado com IPh*nes, IP*ds e câmeras escondidas (se filmam babás e bebês, também filmam outras coisas, não?)

Pois então, hoje saiu uma notícia no site do Terra. Uma denúncia de extorsão de uma mulher pelo ex-namorado, ameaçando colocar um videozinho íntimo na internet...
Tudo bem que é a clássica: empresária quarentona (sem críticas aqui... tenho 42) com personal trainer garotão (sem críticas aqui também). Esse negócio de "sou personal trainer" tá fazendo par com "sou modelo/manequim/atriz/madrinha da bateria". Meio ingênua essa pessoa mas... mesmo assim...
Melhor pensar bem antes de topar uma brincadeira aparentemente inócua.
Ou providenciar com o seu advogado, um papelzinho para o metido a cineasta/fotógrafo assinar.

21.9.10

Hong Kong and Jolie


Desculpem-me pela ausência. Estamos mesmo indo viajar na próxima sexta (em 4 dias portanto) e endoidecidas pela quantidade de trabalho que temos que entregar antes de ir, já que ficaremos 12 dia fora. Londres, Hong Kong e Franfurt... nada mal, hein? Prometo que conto tudo depois.
Chego dia 6 de outubro, desfaço a mala e dia 8 faço outra para o Rio. Eita nós. Lembram do mood Jack Kerouac? Tudo de novo outra vez agora. Universo me botando de mala na mão.

Quanto às bobagens de sempre, venho aqui e vos digo: Esse negócio de bocão chega a ser constrangedor..., dada a obviedade dos seres do sexo masculino. Eu tenho bocão, o que veio a ser "in" somente depois da Jolie (ou seja, perdi anos de aprovação geral e irrestrita). De qualquer forma, é só do que as criaturas falam quando me vêem. E é tãaao fácil de concluir o que eles estão pensando, né não? Totalmente OK se é alguém com quem você realmente pretende usar, mas na rua, na balada, no trabalho... convenhamos... tá meio demais.

10.9.10

Tá, meu bem?




Então meu corpo resolveu que eu estava sassaricando demais e me presenteou com um mau jeito na lombar que... vou te contar. A velha da Praça da Alegria perde, no quesito evolução. Evoluo com dificuldade, portanto nesses últimos três dias. Dor é f*da.

Feriado de 12 de outubro devidamente planejado, organizado, reservado e pago na cidade maravilhosa. Ô saudades do Rio de Janeiro... Alugamos o apartamento mais LPGT ever em Ipanema. Luxo absoluto. Fotinho acima prá vocês babarem furta-cor. Não vejo a hora, não vejo a hora, não vejo a hora.

Talvez tenha que fazer uma viagem bate e volta para Hong Kong... risível... quem é que bate em Hong Kong e volta? Daniela e sua sócia, claro... Se a viagem rolar mesmo, tentaremos fazer uma paradinha estratégica em Londres, que... como diria a minha amiga Luzia, ninguém é de ferro.
Tudo isso antes de ir ao Rio. Calculem o estado de ansiedade da pissoua, vide lombar, primeiro parágrafo.

Homens? Ai ai. Não vou dizer que não ando bebendo dessa água mas ando meio estrategicamente desaparecida. Um cansaço de me envolver com pessoas que eu sei que não vão me levar à lugar nenhum... excetuando o bom e velho orgasmo, claro.

31.8.10

Decifra-me ou te devoro

A força do desejo masculino é uma coisa muito bonita. E me emociona. Me move a intensidade com que eles desejam.
Claro... nós desejamos também. Mas não é a mesma coisa.
Homens criam mundos, quando desejam uma mulher.

Homens desejam. Mulheres são desejadas. Seleção natural e tal.
Ser o objeto do desejo, do sonho, da fantasia de um homem, gira alguma chave dentro de todas nós.
De mim. Uma chave ancestral, arquetípica, genética... sei lá.

Não. Não é a minha boca que faz isso com você. É o tamanho do seu desejo. O poder da sua fantasia.
Resta saber se a realidade corresponderá.

19.8.10

Nada a declarar, no momento...

Ai, ai, Gustavo... perfeito, como sempre.
Tenho tanto a dizer sobre isso mas... no fundo nada que você já não tenha dito. Vou refletir um pouco sobre o assunto para ver se tenho algo a acrescentar.

PdH - Gustavo Gitti

O homem meia-bomba e a mulher meia-boca

“Ela é areia demais para meu caminhão”. Se o homem não consegue aguentar meia hora de um boquete perfeito, não tem a menor chance com sua mulher na vida em geral, especialmente se ela for independente, solta, livre, inteligente. E não estamos falando em alguma forma de disputa, mas em receber o que o outro nos oferece, em ter espaço para que ele não ofereça menos, não seja menos do que pode e quer ser conosco.

Muitas vezes o homem que não aguenta acaba buscando uma mulher menos exigente, menos livre, menos solta. Por não saber lidar com tanta energia, prefere menos. Troca um boquete perfeito por um meia-boca. Mais seguro, mais garantido, mais confortável. Ele usa o controle para enfrentar sua ansiedade, sem saber que está reprimindo e cortando sua própria energia, ou melhor, a energia da relação como um todo, incluindo a potência feminina, o desejo, a boca, a língua de sua mulher.

Do mesmo modo, uma mulher sem tanto brilho, sem tantos movimentos em sua dança, acaba escolhendo um parceiro mais facilmente perturbável, não tão imóvel assim, sem tanto vigor. Um pau meia-bomba. Ou um pau de menino, duro e frágil, no limite da ejaculação.

Se ainda não ficou claro, estamos falando da cabeça de cima, da mente mesmo. Assim como é mais fácil para um homem segurar um boquete rápido e mal feito, é mais confortável fazer um cara gozar (se apaixonar?) com pouco, sem precisar explorar, dançar, pirar, se expressar tanto.

Ambos perdem quando quem conduz a relação é a ansiedade, o controle, a ausência, o medo, o pé atrás, a hesitação.