20.12.05
Questã existenciarrr
E vale a pena trabalhar tanto, e ganhar dinheiros, e morar em apartamento mesmo sendo na melhor localização do planeta, e ter tanta responsabilidade, e talecoisa e coisaetal.
Depois eu me lembro que já saí fora uma vez. Não prá praia, mas pros interiores. E morei numa chácara. E pintei muito. E fiz tortas de morango. E jardinagem. E estava ficando absolutamente ensandecida com a falta do que fazer e com a mediocridade das pessoas, não necessariamente nessa ordem.
E que lá não tinha nem uma livraria sequer. Muitas árvores, nenhum livro. Muito sol, nenhum cinema. Muita paz, ninguém que tivesse lido mais do que o Pequeno Príncipe.
E que quando eu finalmente decidi voltar prá São Paulo, não parava de suspirar de puro êxtase. E que quando voltei a trabalhar estava feito pinto no lixo, contenta da minha vidinha. E principalmente que, sou feliz assim, rodeada dos meus amigos. Que pensam.
Pois então. Serumano quer ter tudo. Quer. Quer. Quer. Quer.
Ser humano quer ter dinheiros prá poder passear mais e continuar morando lá, no centro do universo. E quem sabe uma casinha de vila, lá mesmo onde eu moro (para isso será necessária a Megasena, bem entendido).
Acabo de me lembrar também que quando voltei, cheguei a uma sábia conclusão. Lembro de dizer para mim mesma: TODA a natureza que eu preciso está contida no Parque do Ibirapuera. Preciso repetir isso mais vezes para voltar a me convencer que aquela cidade sem horizontes é o meu lar. Que eu amo. Amo. Amo.
Pensando bem, o Rio de Janeiro existe e supostamente deveria unir o melhor de todos os mundos. Pena que lá anda meio difícil, né? Helê, que tal? Meu filho, que nasceu com alma de surfista anfíbio (não sei daonde, jurpordeus, mas nasceu) ia agradecer. Quem sabe?
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E continuo acordando cedo. O ser humano é mesmo uma criatura de hábitos.
E a praia de ontem estava, por falta de palavra melhor, ESPETACULAR.
Linda, vazia, céu de brigadeiro. E estamos torrados. Literalmente. Com protetor 30 e tudo.
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E minha irmã reclama e pede uma errata. Diz que daqui não se enxerga o Morro da Lagoa. Que é o Morro da Pedrita. Eu digo que sei, sim senhora, que não sou burra, mas é que fica mais inteligível assim, que ninguém sabe onde é o Morro da Pedrita e que os morros são todos grudados mesmo, que é liberdade literária e coisa e tal. Não tem jeito. Ela diz que vão pensar que ela mora no centrinho da Lagoa (ó, que horror!). Então corrijo.
Daqui se vê o morro da Pedrita e ela mora bem no finalzinho da Joaquina, começo do Campeche. Rio Tavares, para ser mais precisa. Tá bom assim, Isabelinha?
19.12.05
Jardinagem

Absolute true.
Portanto, trate de regar a sua grama, que da minha cuido eu.
Post Secret.
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E hoje aqui promete. Condições climáticas senegalesas.
18.12.05
Boletim Extraordinário
E já que todos dormem (o cérebro do Mateus é jovem, bem mais adaptável e menos estúpido que o meu e o Zé só chega na quarta), vim aqui dar um alô.
Vou fazer o café.
17.12.05
Indoooooooo.... (a voz vai sumindo na distância)
Andam me perguntando se o PPC vai tirar férias também. Não sei. Acho que não. Não de todo. Só um pouco. Sei lá.
16.12.05
Último dia
Nas férias, bem entendido.
Estou no meu terceiro café e o cérebro ainda dá solavancos.
A reunião da tarde foi cancelada. Amém jisuis. Damos graças ao senhor.
Se bem que foi remarcada para a semana que vem e Sir Artur Galahad Carioca, dono da fábrica no Rio vai ter que apresentar o projeto "Gordinhas fofas que são jovens e querem se vestir feito um ser humano normal" sozinho. O que não é de todo bom. Veja bem. Porque ele não entende patavina de moda jovem e só está preocupado com modelitos fáceis de fabricar e com boa margem. De lucro. E a compradora, piorou. É careta que só ela. Então vai ficar difícil. Porque o nosso projetinho precisava da gente lá, o defendendo com unhas, dentes, bandeiras e banda de música. Porque as fofas merecem. E precisam. E tem dinheiro prá gastar, claro, que eu também não vivo de caridade. Seja o que deus quiser. Amém jisuis.
Agora pela manhã temos uma loooonga reunião, veja você, pessoa que tem um trabalho normal, que não consiste de futurologia. Sobre o Verão 2007/2008. Dois mil e oito! *
Às vezes me sinto mais uma cigana que uma designer. Porque haja poder de adivinhação.
* Errata - na verdade não sei o que me deu na cabeça quando escrevi isso. É verão 2006/2007, o que não deixa de ser adiantado, pero no tanto.
15.12.05
Meu anjo, Tião
Foi uma das épocas mais sofridas em toda a minha vida e sem ele, não sei se eu teria conseguido.
Só de lembrar, já fico emocionada. Lá vou eu, derramar lágrimas sobre o teclado.
Pois é. Hoje, lembrei do meu amigo Tião. E senti saudades. E muita falta de alguém que cuide de mim. E meus olhos estão embaçados e não consigo enxergar mais a tela.
Tive que dispensar o Tião quando o Mateus estava com três ou quatro meses. Meu ritmo de trabalho diminuiu muito e os dinheiros já não eram tantos. Me doeu muito abrir mão do Tião.
Perdi o contato com ele, nos anos que passei fora de São Paulo. A última vez que ele me ligou, disse que estava trabalhando como motorista da Enterpa, dirigindo o caminhão de lixo das quatro da tarde às dez da noite e que se eu precisasse dele para qualquer coisa, ele poderia dirigir para mim, de manhã.
Nunca mais o vi. E hoje, de repente, senti muitas saudades do meu anjo, Tião.
E chega. Porque vou para uma reunião e vou chegar lá toda inchada, de tanto chorar. Ainda bem que estou com gripe e dá prá botar a culpa nela.
13.12.05
Ê povinho sem loção*!!!!
Citou Pessoa, "nunca conheci quem tivesse levado porrada...".
Não tem com o que eu concorde mais. Tenho um grau de intolerância elevadíssimo com "gentes perfeitas".
Porque é uma farsa, né? Tem que ser. Ninguém é tão feliz, ou tão lindo, ou tão culto, ou tão qualquer coisa.
Me irrita sobremaneira (sobremaneira não é lindo?).
Tenho a sensação que são como caixas de M. A embalagem é bonita, tudo cobertinho com papel de seda e laços de fita. Mas tá lá. Feito cada um de nós. E como não deixam os vapores tóxicos escaparem, nem usam como adubo prá crescer, uma hora enche. E explode.
Tem uns aí espalhados pela blogolândia.
Gente, vocês me perdoem mas gosto de ruído. Caos, fissuras, imperfeições. Porque são justamente estas que definem a beleza e que nos tornam humanos.
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E prá quem achou que essa semana ia passar num átimo (átimo é ainda melhor!), estou com dor de cabeça, dor de garganta, dores generalizadas.
E uma das compradoras com as quais trabalhamos disse que quer uma coleção de paletós bordados para sexta. Rá! Então tá. E marcou a reunião para sexta à tarde, quarenta e cinco do segundo tempo. E a empresa que ela trabalha fica naquele bairro metido à chique lá perto de Barueri e que tem nome tirado de livro de ficção científica. Me desculpem se vocês moram lá, mas aquilo lá além de não ser São Paulo, é tãaao perfeitinho que vocês já sabem, detesto.
Portanto lá vamos nós, no nosso último dia de trabalho antes das férias... tã nã... trabalhar!
Puta que o pariu! Será que essa fulana faltou nessa aula? Último dia serve para dar um passadex no escritório, pagar umas contas, atender uns telefones com cara de séria, fazer pé e mão, comprar alguma coisa de última hora e beber muito com as amigas.
Tem gente que não tem LOÇÃO*!!
* Essa expressão tem copyright da minha grande amiga Sheila, que eu adoro e que, graças ao bom deus, de perfeita não tem nada!
10.12.05
Good to see
9.12.05
Para minha querida irmã
Este post se destina única e exclusivamente a derramar loas infinitas sobre a sua pessoa.
Meus parabéns, minha irmã.
Sei que não posso estar aí neste fim de semana e que você gostaria muito que alguém da família estivesse presente na sua formatura. Alguém que tem tanta admiração e carinho por você quanto eu.
Porque você é um ser humano de primeiríssima qualidade. Inteligente, linda, generosa e amiga.
E você merece ser elogiada neste dia. Muito.
Então parabéns, parabéns, parabéns.
E até sábado que vem.
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E pode parar de se estressar com a roupa, você vai ser a mais bonita das formandas, tenho certeza.
E é a mais inteligente, ou não teria terminado o MBA em (escutem, pessoas!) PRIMEIRO LUGAR, with honors, suma cum laude, ou sei lá que raio eles chamam isso.
Easy Riders
Sex and the City
"Gô..."
"Hummm"
"Lembra que a gente costumava se divertir à noite? O que era mesmo que a gente fazia?"
"Não lembro, Gô. Mas era bom, né? Engraçado, tenho essa lembrança boa mas não consigo me lembrar direito o que era."
"Quantos anos faz mesmo?"
"Hummm, não sei. Uns trinta?"
"É, acho que é mais ou menos isso."
"Será que eram as palavras cruzadas? Lembra? A gente costumava fazer palavras cruzadas."
"Não, não é isso não. Isso faz uns dezoito anos, eu acho. Era outra coisa"
"É, tem razão. Agora fica quieta que o Jornal Nacional já acabou e eu já tô morrendo de sono"
Fazer? Nada!
A Carmelita, minha super empregada, passa, me olha, e diz:
"Tá passando mal?"
PUTA QUE O PARIU!
Será que eu trabalho tanto assim?
Não posso parar nem três instantes que neguinho já acha que eu tô doente?
Preciso mudar. Preciso mudar. Tenho que mudar.
Primeira decisão de ano novo: Bundar mais. Muito mais.
8.12.05
Super Hackers
Ontem mesmo, ela disse no programa que só nos Estados Unidos estima-se que haja 200.000 crianças servindo como escravas sexuais. Duzentas mil? Puta que o pariu!
Tenho uma idéia meio bobinha, mas que vem rondando a minha cabeça há algum tempo.
Tem esses meninos geniozinhos, não tem? Esses hackers todos, que se divertem provando a sua inteligência, invadindo computadores de governos e empresas e inventando vírus para torrar o saco dos pobres mortais.
Eles podiam ajudar. Formar uma "sala de justiça" virtual e caçar essa gente na internet. E depois passar as informações para a polícia. Podiam ser anônimos, se quisessem. Ou ter nomes como Vingador Cibernético, ou qualquer coisa parecida. Acho que eles iam gostar. São todos adolescentes. E iam poder fazer alguma coisa de útil, para variar.
O que vocês acham?
Acho que vou passar um e-mail prá Oprah.
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Hoje tem teatro na escola do Mateus. Encerramento do ano letivo. Dia de mãe chorar. Daqui a pouco, lá vou eu, assistir à Megera Domada, interpretada por alunos da quarta-série. Ai, ai.
Não passar rímel.
Levar lencinhos de papel.
7.12.05
brrrrrrrr
Que frio da muléstia é esse, por deus?
Crescer
Porque crescer é duro. Porque a vida não é nada fácil. Porque amar é quase uma dor, como já disse alguém muito mais hábil com as palavras do que eu.
Minha última troca de pele foi há uns quatro anos e eu tive que arrancar na unha, deixando a carne viva. Já está mais grossa agora e resistente às intempéries, mas doeu muito durante um bom tempo. Porque eu tive que enfrentar sol e chuva com aquela pele cor de rosa e delicada.
E me pego pensando no Mateus e quantas trocas de pele ele vai ter que enfrentar daqui prá frente. Muitas. Inúmeras. E que não temos escolha. Porque dói ainda mais tentar se ajustar àquela que não serve mais. Ou se fingir de morto.
Ai, ai, como é duro ser mãe, às vezes.
6.12.05
Missa de Sétimo Dia
Estou me sentindo meio órfã com a partida de alguns blogs desta para a melhor.
Como é que eu vou ficar sabendo de tudo que acontece sem o Marcelo Batalha? Vou ter que ler o jornal agora, é Marcelo? Não tenho mais paciência, não. Fiquei muito mal acostumada.
E o Fudido & Meio? Como é que dá prá viver sem aqueles links tão absolutamente inúteis e tão divinamente deliciosos?
Definitivamente, garotos, vocês me deixaram na mão!
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Estou muito, muito cansada por esses dias. Estamos tendo que adiantar uma porrada de coisas lá no escripitório para poder viajar. E as condições de temperatura e pressão por lá andam a léguas das ideais. Tenho a vaga impressão de que esses serão os doze dias mais longos da história.
Hang on, que falta pouco.
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Ando num bode infinito com compras. Não tenho tido vontade de comprar nada. So weird. Porque normalmente, gosto de Natal. Adooouro comprar presentes e nessa época sempre rola um biquininho novo e uma ou outra sandália. Vou deixar tudo prá Florianópolis. Desta vez, já decidi, até shampoo, eu compro lá. A mala, pelo menos, vai mais leve.
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E vou indo, porque temos reunião com o nosso maior cliente daqui a pouco. Reunião para descascamento de pepinos, abacaxis e outras coisas, indigestas e de casca bem dura.
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Deviam botar Prozac na água da Sabesp.
4.12.05
Reunion II
Foi mais como um acerto de contas. Porque a Daniela, aquela, era só possibilidade. Sonhos, desejos, vontades. Tudo por fazer, tudo possível. E a imagem que eles tinham de mim, meu deus, era tão impressionante! E o que foi que eu fiz disso tudo? Dessa inteligência toda, que eles e até eu mesma, achava que tinha?
Foi isso. Foi esse sentimento que me tomou na sexta-feira de manhã.
E ainda tenho que mastigar melhor isso tudo.
2.12.05
Diferente Diverso Discordante Outro
Reunion
Então tá.
Tô falando isso porque ontem eu fui num treco que eu não tinha contado aqui porque não tinha certeza se ia. Acabei indo.
Encontro da minha turma de formatura de ginásio de, pasmem, 1982, era pré - cambriana.
Foi divertido. E esclarecedor. E ao mesmo tempo terrível.
Saí de lá com pelo menos algumas certezas:
Homens ficam carecas.
Mulheres engordam.
Homem ficam carecas e engordam.
O ser humano não resiste ao impulso da procriação.
Não posso mais beber em véspera de dia útil.
Ainda temos 14 anos.
1.12.05
Pombagira
Me escuto falar e percebo que desconheço essa pessoa que fez isso. Tão corajosa, tão independente, tão segura de si mesma, desde tão cedo. Percebo que isso é o que as pessoas de fora vêem. Essa mulher. Não sou eu não, gente. Ela toma conta do meu corpo e vai assim, tomando atitudes e decisões. Quando eu dou por mim, tá feito. E eu, insegurança que só, tenho que arcar com as consequências.
30.11.05
Menos é mais
Mas Europa amigos, é outra história. Não me canso de admirar e invejar a relação deles com o trabalho. Nos Estados Unidos você tem sempre que ser o primeiro, o mais rico, o que trabalha mais, o mega super hiper plus. Lá, não. Lá o "nine to five" é prá valer. Enough is enough. Eles trabalham. São super concentrados, não tem conversa mole nem cafezinho durante o dia mas quando são cinco horas nos ponteiros do Big Ben, chega! Vamos prá casa, vamos pro pub, vamos viver. E as férias são sagradas.
Além disso, não faz tanta diferença assim se você é garçom ou médico, os salários são muito nivelados, então o ser humano pode, de verdade, escolher o que quer fazer. Porque é possível viver com dignidade sendo jardineiro, por exemplo.
Só vão para a faculdade os alunos excelentes, porque é caro e/ou dificílimo de entrar. Todo o resto dos mortais faz curso técnico e se dá por satisfeito (se bem que os cursos técnicos por lá são de primeiríssima qualidade - melhores que muitas das nossas so called universidades).
As casas são todas quase idênticas, construídas no final do século 19. Só tem um banheiro. Pequeno. Lembro que o sonho de consumo do casal com quem eu morava era um bidê. Porque a coisa mais fina do mundo era ter um banheiro onde coubesse um bidê. Quando eu disse prá eles que na casa da minha mãe tínhamos 3 banheiros, todos com bidê, eles acharam que ela era milionária.
Eles compram coisas, claro. Mas não feito a gente. Não há esse desespero pelo último modelo de seja lá o que for. Pelo menos, não havia. Não sei como está hoje. Não tem shopping, nem mega farmácias e os supermercados grandões ficam bem longe da cidade. São lojinhas. Açougue, verdureiro, a farmácia da esquina. Por lá, os pequenos negócios não foram dizimados pelas grandes redes.
Eles compram comida quase todo dia. O que estamos com vontade de comer hoje? É isso que vamos comprar. O de hoje. Amanhã a gente vê.
Eu invejo tanto isso! Claro que eu sei que aqui é impossível. Aqui temos que ganhar trocentos dinheiros para poder morar bem ou passar quatro horas dentro de um ônibus. Pagar uma boa escola ou estar sujeito à péssima qualidade da escola pública. Ser assaltado pelo plano de saúde ou morrer na fila do SUS.
Gente, já falei demais. É que às vezes me dá isso, sabe? Um desejo gigantesco de que a minha vida fosse um pouco mais simples. E mais leve.
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E onde foi parar o raio do reloginho do blogger? O de vocês também sumiu?
29.11.05
Não quero que me vejam
Quanta saudade!
Vocês conhecem uma mulher moderna, apaixonada, completamente à frente do seu tempo? Não conhecem não. Porque não a conheceram. E quando leio no livrinho que a vó da protagonista ajuda as meninas com os respectivos namorados, me lembro dela, Maria Antonieta, me buscando na rodoviária na sexta-feira às onze e meia da noite, botando uma música alta no toca fitas do carro (vermelho e com teto solar) e me levando primeiro prá dar um rolê na cidade e ver o movimento (os garotos, of course) e depois prá casa prá tomar banho, secar cabelos, trocar de roupa, acompanhando toda a produção e palpitando o tempo todo. "Põe uma saia mais curta que o que é bonito a gente tem que mostrar", ela dizia.
E muitas, muitas madrugadas conversando, fumando, cantando e dançando na varanda, vestidas de babydoll.
Ah, minha vó! Como eu queria que você estivesse aqui hoje! Que você tivesse conhecido o Mateus, que eu pudesse escutar a sua voz rouca e a sua gargalhada. Quanta saudade.
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E não, não são cinco horas da manhã, mas o reloginho do Blogger sumiu e eu não consigo acertar a hora dos posts. São sete horas. Que eu acordo cedo, mas nem tanto.
28.11.05
Maria Antonieta

No meu estado normal, os dois dias do fim de semana são completamente suficientes. No domingo à noite, normalmente já estou de saco cheio de ficar em casa e não fazer nada. Não tem sido assim. Tenho a sensação de que os fins de semana tem ficado cada vez mais curtos. Como diz minha sobrinha: deu. Já deu mesmo. Agora que os dias que faltam para as férias podem ser contados nos dedos das mãos e dos pés, tá difícil de segurar. O escritório tá parecendo uma padaria, pão quentinho de hora em hora. Não sei o que deu no povo que desatou a comprar, comprar, comprar. Isso reflete na nossa venda de março/abril do ano que vem. Isso significa que temos que botar os pãezinhos no forno agora, antes de sair de férias. Tudo isso é muito bom, claro. Não dá prá reclamar de estarmos vendidas até abril. Mas vou te contar. Dá vontade de dizer: Que comam brioches!
25.11.05
A Fera e a Bela
24.11.05
Anjos mudos
Pode ser que os anjos falem com alguns eleitos. Só sei que os meus se recusam a abrir a boca.
Esqueci de subir a foto. O escritório estava o caos hoje. Tudo acontecendo ao mesmo tempo, simultaneamente, agora, já. Isso é prá vocês que acham que ser estilista é só poesia e luxo.
As três cajazeiras
Aproveito para desfazer o mito de que as pessoas escondidas atrás da tela são todas nerdzinhos, feinhas, de óculos. Lindas, essas meninas. Dos dentes perfeitos da Suzana, deviam fazer um molde para usar no Extreme Makeover. Os reformados iam ficar bem melhores do que com aqueles dentes horríveis que eles fabricam. Que sorriso tem essa menina! E os olhos da Kellen?
A Ju? Essa deve beber uma dose diária de formol, além de transformar em borboletas bêbadas, todos, sem exceção, que passam perto dela. Homem, mulher, criança, bicho. Ninguém resiste. E ela ainda tem a coragem de dizer que ... Deixa prá lá. Só nós sabemos onde aperta o nosso calo e às vezes, a aprovação de uma única pessoa é mais importante que qualquer coisa.
Eu, como a tia velha de todas elas, encho meu peito de orgulho. São minhas amigas. Essas mulheres tão inteligentes, tão divertidas, tão verdadeiras.
Noite cheia de confissões, a nossa.
E vamos repetir, né? Agora que a Ju foi embora, vai ficar mais complicado. Porque ela catalisa. E nós, por aqui, somos mais tímidos, reservados ou idiotas.
Assim que chegar no escritório, subo a foto para vocês verem.
22.11.05
Faltam adjetivos
"21 de janeiro
Neguinho acha que a gente tem que ser feito aqueles calendários da seicho-nô-iê: só alegria, mensagens de alto-astral, jogo-do-contente e quejandos. Senhores, o acesso à putidão e ao mau-humor é direito garantido pela Constituição."
Fal Azevedo, claro.
Vai ser meu mantra.
Livros
Minha mesa de cabeceira virou uma pilha e a mesinha que fica ao pé da cama está lotada.
Tenho que parar de comprar livros, já que ultimamente não tenho tido concentração suficiente nem prá outdoors.
Mas não resisto.
Ao meu lado repousam:
Ninguém me verá chorar - Cristina Rivera Garza - untouched
Blog de Papel - dos meus, seus, nossos ídolos - esse eu li, no domingo à noite
Crônicas de Quase Amor - Fal - esse eu também li*
Os Malvados - André Dahmer - autografado, tá?
O Caçador de Pipas - Khaled Hosseini - a Ju me emprestou
Contos de Amor Rasgados - Marina Colasanti - já li, reli e treli
Contos - Machado de Assis - está lá prá eu reler, há séculos
Aos meus pés dormem:
Da coleção Penguim de aniversário:
A taste of the unexpected - Roald Dahl - li
On Shopping - India Knight - li
The dressmaker's child - William Trevor - começado
The Mirror Ink - Borges - Presente da Ju, não li ainda
The diamond as big as the Ritz - Scott Fitzgerald - outro presente da Ju que eu também não li
e...
Time's Eye - Arthur C. Clarke - comecei
Um lugar chamado Brick Lane - Monica Ali - ainda não
O mal, o bem e o mais além - Flávio Gikovate - li, mas preciso reler
Mulheres que correm com os lobos - Clarissa Pinkola Estés - nunca paro de ler
E ainda...
Sexo Anal - Biajoni - ganhei de presente dele, na feira**
Atonement - Ian McEwan - também começado
Portanto amarrem as minhas mãos, quebrem meu cartão de crédito, e por favor, vendem meus olhos quando eu passar pela Avenida Paulista. Porque eu preciso tomar vergonha nessa minha cara!
* E sobre o livro da Fal, só posso repetir o que eu disse a ela:
Que é preciso um cantinho quieto para saborear cada pedacinho, drops por drops, dessa delícia de delicadeza que é esse livro. E derramar uma ou duas lágrimas pelos nossos quase amores.
** Obrigada, Bia. Sou sua fã. Juro que vou ler, logo.
21.11.05
Blog de Papel
Cynthia, nós abraçamos e beijamos o Nelson. São abraços e beijos para serem transmitidos a você. Já chegaram aí?
A Juliana tirou foto. Assim que ela me passar, te mando.
Suzana, senti a sua falta.
19.11.05
É hoje!
Até daqui a pouco, meninas!
18.11.05
Lição de Casa
Vou dizer, é o maior tormento dessa profissão de mãe. E apesar de ter sido uma ce-de-efe de primeiríssima (até uns dezesseis anos, pelo menos - ou até as diversões começarem), esqueci tudo. Ai, jisuis! Vou ter que substituir meus livros de cabeceira pela Nova Gramática da Língua Portuguesa. Já. Justo eu. A melhor aluna de Português da classe. Porque dei uma olhadinha no livro dele e a análise sintática está chegando a galope. Gente, é adjunto adnominal ou predicativo do sujeito? Sei lá. Não tenho a menor idéia. Ontem, já tive dificuldades com os plurais dos coletivos. F*deu.
17.11.05
Lady in a Dress
Ele é um dos únicos homens que conheço que prefere (de verdade) ver uma mulher num belo vestido do que de mini saia e micro top. Destesta as boazudas, popozudas e etceteras da hora. E, melhor de tudo, não cai babando pela primeira loira peituda que aparece. O Zé gosta de mulher elegante. Eu também.
É claro, que de vez em quando, também curto uma roupinha sexy. E também tenho um lado meio punk. Não gosto de tudo muito certinho não. Acho que a uniformidade é muito chata e um ruído sempre é bom. Sabe? Uma belíssima saia com uma camiseta branca meio desbeiçada e podrona. Eu gosto desse contraste. O Zé não. Ele gosta mesmo é de um traje perfeito. Por isso comprei um vestido novo. Lindo, feminino, floral. Pro Zé.
16.11.05
Comprei, at last
Eu tenho uma relação especial com as minhas bolsas, já contei essa história. Mas é bonitinha e tem um texto da Marina Colasanti muito bom. Então vou colar aí em baixo, porque ninguém entra nos links, mesmo. Se você já leu, pula.
Em busca da bolsa perfeita - 27.07.05

Faz tempo que venho procurando uma bolsa nova, meses...
Não sei vocês, mas desenvolvo casos de amor com as minhas bolsas, que duram mais ou menos um ano. Quando encontro alguma que eu gosto e que se encaixa perfeitamente comigo e aquele meu momento, eu me apaixono. E me acho o máximo com aquela bolsa nova. Engraçado isso, logo no começo eu não preciso de mais nada - basta a minha bolsa nova e eu posso até sair pelada na rua que eu me sinto perfeita.
Depois de um tempo, o efeito bolsa-nova passa, eu me acostumo com ela e somos apenas isso: eu e a minha bolsa legal. Mais um tempo e preciso desesperadamente de uma bolsa nova.
Como andei pensando neste assunto, me lembrei de um micro-conto da Marina Colasanti que eu adoro:
Tentando se segurar numa alça lilás
Entrou no elevador.
A um canto, outra mulher segurava firme debaixo do braço uma enorme bolsa de couro lilás.
"Que ousadia, uma bolsa lilás - sorriu ela.
"Acabei de dizer a um homem que o amo - respondeu a outra. "Então entrei numa loja e, entre todas, escolhi essa bolsa. Eu precisava sentir nas mãos a minha audácia.
Não sorriu. Agarrou-se náufraga na alça.
Me pergunto então, se talvez eu tivesse guardado minhas antigas bolsas, eu poderia, através delas, recontar toda a minha história (em um momento, ousada, noutro refinada, querendo desaparecer na multidão ou ser o centro das atenções).
E também que tendo procurado por algum tempo, sem encontrar, a minha nova paixão, se sei, ao certo, o que ando com vontade de declarar para o mundo.
Garbo e elegância
Entre os dias 16/11 (hoje) às 23:23h e 27/11 às 20:57h, o planeta Vênus no céu estará formando um aspecto harmônico à Lua do seu mapa de nascimento, Daniela. Este ciclo está associado a uma idéia de popularidade, charme social, boas situações envolvendo lazer, festas, encontros e reuniões. É um excelente momento para conhecer as pessoas certas, que poderão lhe beneficiar de alguma forma no seu trabalho ou em sua vida afetiva, ou até na vida espiritual. A qualidade natural deste momento envolve um bem-estar que está associado a uma busca por tudo aquilo que é bom e belo na sua concepção das coisas. É um período conveniente para interagir, fazer-se ver, conhecer gente nova. Suas emoções estarão fluindo a contento, e as pessoas em geral estarão lhe percebendo como alguém simpático. E é justamente por esta qualidade maior de simpatia neste momento que você tenderá a conseguir as coisas sem muito esforço, valendo-se mais do sorriso e da elegância. Num sentido geral, esta tende a ser uma excelente fase para comprar roupas novas, embelezar-se ou ao seu ambiente doméstico, estrear um novo penteado, ou mesmo um novo estilo de visual.
Em se sendo, que eu normalmente, não sou considerada NADA simpática, vem a calhar. Porque essa semana tem festas de aniversário e encontro com as meninas. Então, valei-me, sorriso e elegância, que eu vou precisar. E toca a comprar roupa nova que o horóscopo tá mandando e a gente sempre precisa de uma boa desculpa.
PS. E as pessoas certas são vocês, claro, meninas.
15.11.05
Paciência
E mudando completamente de assunto: a crônica do Castelo no Blônicas (de 12/11) está uma delícia. Vou já colocar uma gota de Chanel prá poder dormir linda e loura.
E ainda: nunca aparece nada prá fazer, quando aparece vem tudo de uma vez.
14.11.05
Sextas-feiras
11.11.05
Já começou!
Já tem uma música do Gil prá baixar, ele foi o primeiro a contribuir. Legal essa atitude. Quem sabe he comes back to his senses, larga de ministrar e continua fazendo o que ele sabe fazer bem. Música.
Descobri na Fal, que é sabida que só ela! Ah! E o livro dela vai sair! Corram lá antes que a cousa acabe!
Ele veio!
Ainda tá frio. Mas ele, o astro-rei, resolver dar o ar da graça.
O sol brilha em SP hoje. Enfim.
Amigos

Hoje estou pensando em amigos. Li meu trânsito astrológico e falava de amigos. Estava fazendo uma busca na internet e sem querer, topei com um e-mail que acho, pode ser de uma grande amiga francesa que eu não vejo há quase vinte anos. Não sei se já contei prá vocês que quando tinha dezoito anos passei um tempo estudando na Inglaterra. Pois então. Essa garota estudou comigo e nós nos tornamos muito amigas. Passamos nove meses juntas, indo prá cima e prá baixo e conversamos, tomamos porres, dançamos e viajamos juntas por vários países. Queria tanto que fosse ela! Já mandei um e-mail, veremos.
E ontem foi aniversário do Eli, que foi meu melhor amigo durante alguns anos. Nos separamos. Ficamos uns dez anos sem nos ver. Tivemos nossos filhos, que tem a mesma idade e o mesmo nome. Nos encontramos no Orkut. E estamos aqui hoje, grandes amigos, de novo. Parabéns, querido amigo!
E também os amigos do blog. Porque no começo desse negócio aqui, quem aparecia eram os meus amigos do mundo real. Hoje, são outros. Juliana, Suzana, Cynthia, Helena. Adoro ler todas e sou fã mesmo. Mulheres maravilhosas, vocês são.
Eu que era tão descrente dessas relações virtuais, cuspi prá cima e caiu bem no meio da testa. Bem feito!
Porque é muito importante encontrarmos a nossa turma. Ser patinho feio sucks. Bom mesmo é viver assim, no meio de cisnes.
10.11.05
Magras

Somos magras. Eu e minha irmã. Sempre fomos. Até demais em alguns anos da tenra juventude. Herdamos da minha mãe. Ela também, sempre foi magra. Não temos nenhum mérito nessa questão. Olha, eu vou falar uma coisa e ao mesmo tempo já sei que estarão me jogando pedras virtuais. Prometi prá minha irmã que um dia ia falar disso, então vamos lá.
Não podemos reclamar de nada. Nada mesmo. Somos obrigadas a estar satisfeitas conosco e com tudo o tempo todo.
Se eu falo que engordei um pouco, preciso voltar para a musculação ou dar uma maneirada nos pães e doces, pronto. É o que basta. É uma chuva de protestos. Ah, cala boca! Você é magra!
Quando experimentamos uma roupa e dizemos: essa não, marca a barriga... Lá vem o "larga de ser idiota, que barriga?"
Na festinha de aniversário, quando você recusa a segunda fatia de bolo:
"Não gostou?"
"Tá uma delícia, mas sabe, engorda..."
A pessoa olha prá você com uma cara de ódio, juro! E faz algum comentário insuportável.
É um saco absoluto! Total, completo e irrestrito.
Não interessa se o meu cabelo está um horror, se estou com uma espinha no meio da cara que parece o Vesúvio, se estou mesmo acima do meu peso de costume. Magro não tem direitos. Magro não pode reclamar. Nunca.
Olha, vou falar um negócio procêis: é de f*der!
E para mim é ainda pior... Porque além de cometer o supremo sacrilégio de ser magra, ainda tenho que ser responsável pelo maior dos pecados capitais - ser alta.
Pronto, f*deu de vez. Alta e magra. Pode calar a boca e se encolher no seu cantinho - o mundo te odeia! Você foi abençoado pelos Deuses e não pode querer mais nada desta vida.
Ai meu deus, já tô sentindo os olhares malévolos de vocês enquanto lêem isso aqui... Não tem jeito, é sempre a mesma coisa.
Dá licença de eu reclamar, pô! Somos seres humanos normais - com todas as carências e inseguranças de quaisquer outros. E satisfação absoluta ou seu dinheiro de volta não existe!
Porque tem dias, pasmem, que mesmo sendo alta e magra, você está uó. E pronto.
E noutros dias, não. Como TODO MUNDO.
Além disso, bunda de magra também fica mole, fiquem vocês sabendo.
9.11.05
8.11.05
Sorry, mas não deu
Qual foi o caminhão que me atropelou?
Já é Natal lá na Denise e no jornal da manhã na TV também. Que medo. Voou esse ano de 2005.
Parabéns a vocês!!!
Parabéns a vocês todos. Meu coração fica cheio de amor quando penso em vocês. Todos vocês fazem a minha vida mais feliz.
Boneca lésbica causa polêmica nos EUA?????
Belíssima?
A Glorinha Beuttenmuller escorregou feio dessa vez. Que sotaques são aqueles? O do Gianechini nem se fala - precisava ser tão caricato?
E o do Lima Duarte? E o do Toni Ramos? (esse meu filho disse que parece com o pai de um amigo dele - que é judeu alemão!).
O que é aquilo, meu deus?
De belíssimas nesse primeiro capítulo só a Fernandona e a Grécia, que nessas não dá prá botar reparo.
Mas vamos dar mais um tempinho, que eu não sou tão má assim não... E adoro uma novelinha boa!
7.11.05
Verão?
Domingo
5.11.05
Faltam 42 dias
Passagens compradas, pousadas reservadas e partiremos todos, sócias, respectivos parceiros, fillhos, cachorros e papagaios para as praias do sul. Por extremamente longos VINTE dias.
Se os clientes quiserem morrer, que morram. A gente trata da ressurreição na volta.
Queria dormir hoje e acordar no dia 16 de Dezembro. E encontrar as malas já feitas, claro.
4.11.05
Aniversário de Casamento
Só sei que não conseguíamos mais ficar separados e resolvemos morar juntos. Não teve enxoval, nem lua-de-mel, nem vestido de noiva. Também não tinha geladeira, nem fogão, nem sofá. Só um colchão, uma TV e dois jogos de lençóis. E claro, duas crianças apaixonadas e prepotentes a não mais poder. Como deu certo? Não sei. Tinha amor, certamente. E muita paixão. Mas também caras viradas, portas batidas, copos e cinzeiros quebrados. Nem de longe vivíamos na paz que vivemos hoje. Porque não desistimos? Também não sei. Talvez porque a vontade de ficar junto fosse maior que a raiva, o ciúme, a insegurança. Talvez porque de prepotentes que éramos, quiséssemos provar para o mundo que tínhamos razão (ninguém acreditava, disso eu tenho certeza).
Estamos aqui até hoje. Desde domingo eu não vejo o Zé, ele está viajando. Ligou agora há pouco dizendo que chega hoje. Eu disse que depois da meia-noite já é amanhã. Ele respondeu que chega hoje. Que bom! Estou morrendo de saudades!
3.11.05
Boazinha, eu???
Me incluo nessa categoria, mas tenho que dar o devido valor à mudança que tenho provocado na minha vida de uns quatro anos prá cá.
Porque essa posição de mártir é um suicídio lento e se achar vítima da vida não leva ninguém a lugar nenhum. Acho que escolhemos onde queremos estar e somos responsáveis pela vida que levamos. Botar a culpa no outro ou no mundo é uma posição extremamente confortável e covarde.
Ser generoso é uma coisa. Agradar o tempo todo para ser admirado, amado e considerado como pessoa exepcional é outra totalmente diferente. Não é generosidade, é baixa auto-estima.
Ai, coitada! Tão boazinha!
Que boazinha, que nada!
Ser boazinha o tempo todo é se transformar num papel cata-moscas de elogios. E gente, não tem fim. Porque não há elogio que chegue quando a carência é grande e a percepção de si mesmo é equivocada. E usar o sacrifício pessoal, seja ele de que natureza for, como moeda de troca, com certeza só pode resultar em sofrimento.
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O Mateus está melhor, já comeu um pouco ontem e está mais alegrinho. Obrigada a todos que estavam torcendo.
2.11.05
Livro Novo da Fal
Roubei a imagem da sempre deliciosa Pão na Chapa. Façam a sua reserva. Mandem um e-mail para livronovodafal arroba gmail ponto com. Vou já mandar o meu.
Frases do Mateus
Quero dividir com vocês algumas das coisas que ele me disse, durante esses dias de doença.
"Mãe, te amo." (muitas, muitas vezes)
"Mãe, eu não quero ir para o hospital, você é o melhor médico que existe"
"Mãe, me desculpa" (ai, meu deus, não, filho, não precisa se desculpar por nada)
"Mãe, que bom que você não vai na reunião e pode ficar aqui comigo"
"Mãe, te amo." (mais vezes ainda)
Por isso, se você ainda não tem filhos, não vai entender. Não vai entender o meu deslumbramento com esse ser humano tão corajoso, amoroso e delicado que, meu deus, é meu filho!
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Passamos a tarde de ontem no hospital. Ele tomou soro e está um pouco melhor, mas ainda continua com muita dor e sem comer praticamente nada.
1.11.05
Sem motivação
31.10.05
Que las hay, las hay
A Marcia deve estar chegando daqui a dois instantes. E eu não almocei.
Tchau procêis.
Entrei aqui só para alertar: se você puder, não saia de casa hoje. Elas tão soltas!
29.10.05
Na casa da Rainha Mãe
A casa da minha mãe é a perfeita....... perfeição. Vocês não tem idéia do que é ter crescido numa casa perfeita. Não tem não. É muito bom, meus olhos de esteta não podem negar. Mas deixa seqüelas. Profundas.
Já contei um pouco da minha dupla personalidade no post da cigarra e da formiga, mas voltar para a minha casa depois de um fim de semana por aqui, sempre me provoca a reação Lysoform, chego querendo passar paninhos em tudo, distribuir orquídeas para todos os lados e jogar metade das minhas coisas fora.
Tenho que respirar fundo, contar até dez umas dez vezes e assegurar para mim mesma que está tudo bem, limpo e arrumado o suficiente, essa é a minha casa, essa é a minha casa, essa é a minha casa.
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PS. O Mateus está bem doentinho. Não tem nada que me deixe com o coração mais apertado do que ver meu filho doente e ainda por cima ter que sair prá trabalhar porque eu tenho centenas de compromissos, além de um pepino enorme e indigesto para descascar hoje. Estou aqui esperando a Cá chegar para tomar conta dele.
Mãe Coruja
27.10.05
Blog bissexto
Bom,mesmo sem ser verdade...
"Credo mãe! Essa é ela? E essa, então?" E assim por diante.
No final ele olha prá mim, todo sério e diz:
"Mãe, acho que você dá um couro nelas. Porque eu só te vejo assim: descabelada e sem maquiagem" :)))
26.10.05
25.10.05
Cagada de passarinho, literalmente
Cartinha ao Papai Noel
Fui uma boa menina esse ano e acho que mereço um presente.
Eu detesto a parte prática da administração da casa. Gosto de cozinhar e arrumar umas flores no vaso, mas não suporto que me digam que acabou o passe bem ou que o micro ondas quebrou.
Também não gosto da parte burocrática da administração do escritório. Gosto de números, mas vivo esquecendo o dia de recolher o DARF ou a GPS.
E ando trabalhando demais. Minha coluna reclama e não consigo voltar para a ginástica.
Pensei muito e descobri o que eu quero: uma governanta, secretária executiva trilingüe com superior em contabilidade, personal trainer que, de quebra, saiba fazer massagem ayurvédica. Tá?
Não precisa embrulhar prá presente.
Obrigada,
da sua eterna admiradora,
Daniela
24.10.05
Referendo e Baby Consuelo
E ainda por cima já tem gente pagando o dízimo, diz lá, para complementar a renda da vossa santidade, Baby.
Tem idiota prá tudo nesse mundo.
21.10.05
HUAHHUAHHUAAA!!!!!!!!!!!!!!
E agora me vou, que eu, como serumana trabalhadora que sou, tô de saco cheio. De trabalho e de computador. Saltei fora cedo hoje, né? Esse rodízio do nossa carro na sexta é felomenal!
Obrigada, Ju
Amei. Tudo. Muito.
Juliana 2
E também topo. Porque com essa querida amiga não mais secreta, quem não toparia o Cartão Fidelidade Sedex?
Mar de Merda
Pelo jeito vamos ter que fazer que nem baleia, engolir um mooonte de água prá conseguir filtrar alguns peixinhos. Bom, até aí, nada de novo. Não é assim mesmo com a TV, o cinema, os livros? Porque não seria assim com os blogs?
Virtual Reality
Por outro lado (eu e os meus lados), se der prá aprender coisas bem rapidinho tipo Matrix, bem que ia ser bom, né?
20.10.05
Desabafo
Sendo que, nossas calcinhas estão lá há um tempão, só recebemos uma pequeníssima parte do que deveríamos e as fulanas nem se dignaram a nos telefonar. Pausa aqui. Não vou dizer nomes, mas uma delas é uma ex-publicitária socialite que sai em tudo quanto é revista e a outra partilha o sobrenome com um ex-presidente da República, ou seja, dinheiro elas tem, ou deveriam, para abrir um negócio desses. Tudo bem que a gente meio que abandonou, também não cobrou. Mas péra lá. É questão de princípios e educação. Na hora de pedir prá deixar em consignação porque eram peças caras, coisa e tales, só sorrisos e salamaleques. Na hora de encerrar o negócio, nada? Pelo menos deveriam devolver as nossas peças, né? Era o mínimo. Eu nunca faria uma coisa dessas. Deve ser por isso que eu não sou milhona e não saio em revista nenhuma.
To die for
Feliz Aniversário!

Hoje é aniversário da Marcia. Minha querida amiga, sócia e companheira de TODAS as horas. Mesmo. Ela odeia aniversário. Só os dela, bem entendido. Diz, que como toda libriana, fica deprimida no seu próprio aniversário. Não sei. Não conheço tantos librianos assim. Só sei que eu, como boa canceriana, ADORO aniversários - os meus e os de todo mundo. E não consigo deixar passar em branco. Como eu sei que ela só lê o blog de vez em quando - e aí lê tudo de uma vez, vou deixar um recadinho prá ela aqui.
Feliz Aniversário, querida amiga e que o seu ano particular, que começa hoje, seja tudo o que você merece. Te amo!
19.10.05
Dani needs...
Google - você digita "seu nome needs" e vê no que dá.
Lá vai:
"Dani needs revenge" - I sure do sometimes, but rarely act on it.
"Dani needs the love, support and discipline that only two parents provide" - Too late for that
"Dani needs help" - Yeah. But doesn't like to ask for it.
"Dani needs to do something new, exciting that will serve her well later" - Sim! Sim! Sim!
"Dani needs to finish stuff" - Always..., aren't I the Procrastination Queen?
Dani needs to write her mom off and move on with her life - Uau! Essa é f*da!
Dani needs Your vote! - Why not?
Dani needs him - I do. What can I do?
Dani needs the money - Of course. Lots of it.
E chega, já deu.
Espelho, espelho meu
Numa das trocentas e doze palestras que eu assisti no ano passado durante a via crucis "seu filho é hiperativo", um dos palestrantes disse que a linha entre a normalidade e a doença é um continuum. Não há salto. E que se considera doença a partir do momento que atrapalha a vida dita normal. Porque desequilíbrios, todos temos.
Então, quando a nossa preocupação com a aparência, deixa de ser saudável e vira doença?
Porque tá ph*da, gente! Não tá, não? Cada vez pior.
Acho que essas atrizes e modelos famosas ao invés de ficarem propagandeando suas obras assistenciais deviam mesmo é se deixar fotografar sem maquiagem, luz adequada e retoques de Photoshop. Se é que elas, de verdade, querem fazer algum bem real à humanidade.
E nós aqui, pobres mortais, devíamos repensar a vaidade e cuidar da auto-estima. Porque sempre vai haver alguém mais bonito, mais inteligente, mais rico, mais talentoso, mais jovem; e se dependermos da opinião dos outros para construirmos nossa própria imagem, que consistência ela terá?
17.10.05
Café com leite? Não, é uma salada mesmo!
"Bem que eu podia ter saído equilibrada, né. Misturando os dois opostos extremos que são meu pai e minha mãe. Feito café com leite. Misturava os dois e ficava um negócio assim, bege."
E ela:
"Café com leite coisa nenhuma. É vinagre e óleo. Não mistura de jeito nenhum!
Querido amigo, I'm SO sorry.
O problema é que saber as coisas não me impede de sentir. E meu coração agora está do tamanho de uma ervilha. Preta. Apertado e cheio de culpa e remorso. Merda.
16.10.05
Ela disse que vem!
La Cigale et la Fourmi

É isso que dá ser resultado de um cruzamento de uma formiga fêmea com uma cigarra macho. Sábado é menos complicado, meus genes de cigarra falam mais alto e eu consigo bundar sem culpa. Mas, domingo, é impossível. No domingo, acordo para uma casa que é uma zona só. Louça suja, 32 pares de sapatos espalhados pela casa, camas desarrumadas, um colchão na sala que ontem parecia ótimo prá assistir DVDs com mais conforto. A formiguinha dentro de mim entra em pânico. E a cigarra também não cala a boca. Socorro! Dupla personalidade deve ser parecido com isso. Saio feito louca a lavar louça, catar coisas e sacudir lençóis. Mas tem limite, canta a cigarra. Então as roupas ficam estendidas no banco do quarto (esticadinhas mas ainda lá, sem guardar) e não, não seco louça, porque tudo tem limite. Sossego um pouco, acendo um incenso e venho prá internet. Que ontem, o dia todo se recusou a funcionar, juntamente com a TV a cabo (é isso que dá botar todos os ovos na mesma cesta - maldita NET!). Leio meus blogs favoritos, descubro que a minha entrevista do visto americano é amanhã, então fu*eu!, vou ter que remarcar porque ainda não providenciei absolutamente nada do que precisaria levar, ó a cigarra aí de novo! Se fosse a minha mãe, já estaria com a pasta dos documentos pronta há um mês, etiquetada e encapada.
Tem problema não, a viagem já foi adiada mesmo... Mas a culpa da formiguinha tá aqui, martelando. Que genética é assim, dela não temos escapatória...
PS. Ainda bem que o Adalberto existe (esse é o meu padrasto) prá botar um pouco de equilíbrio e bom senso nessa família e salvar a nós todos da insanidade total.
14.10.05
Felicidade?
"Quando eu estava dirigindo para o hospital, eu pensei: se a Allegra estiver bem, eu serei a mulher mais feliz do mundo. E ela estava, e eu fui. Mas hoje, a pia está entupida e há rachaduras na garagem e eu não tenho tempo para lidar com nada disso. O jornal está cheio de miséria e guerra. E eu tenho que ficar me lembrando de ser feliz. Se as coisas tivessem sido diferentes, se alguma coisa tivesse realmente acontecido com a Allegra, eu não teria que me lembrar de ser infeliz. Eu seria infeliz para o resto dos meus dias. Porque a tristeza é tão mais poderosa que a felicidade? "
E é sobre isso que estou pensando hoje. Sei que andei falando sobre felicidade recentemente e que gente felizinha me irrita profundamente. Mas não é dessa felicidade comprada na farmácia ou no shopping que eu tô falando. Estou falando sobre a capacidade do ser humano em estar bem consigo mesmo. De verdade. Depois de ter ido até o fundão do seu próprio poço e voltado. De uma satisfação que transcenda o trivial. Sei não. Acho que não dá. O tempo todo, não dá não. Acho que não fomos construídos para sermos constantemente felizes.
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Depois de uma semana com vontade de raspar a cabeça, meu cabelo hoje, tá espetacular. O que eu fiz? Nada. Go figure.
13.10.05
Zeitgeist
Prá quem não sabe (quem sabe, me desculpe), Zeitgeist é o espírito do tempo, o "clima" de uma época, a posição do dial onde a maioria está sintonizada no momento.
Hoje, temos uma maneira muito eficiente de medir o Zeitgeist, com as buscas que as pessoas fazem na internet. Claro que ainda nem todo mundo tem, mas terá. Humm. O que pode significar isso?
Alguém leu a Trilogia da Fundação do Asimov, na adolescência? Quem leu conhece Hari Seldon, o matemático que, nos livros, é o pai da psicohistória. A psicohistória era a ciência da "previsão do futuro". Usando fórmulas matemáticas seria possível prever o movimento de grandes grupos populacionais. Humm. Sei não. Se pudermos medir com precisão o Zeitgeist (que antes era apenas um conceito filosófico e impalpável, criado, não tenho certeza, por Kepler - intelectuais de plantão, me ajudem!), será que não poderíamos prever estatisticamente o futuro? Prá quem achar que eu tô sci-fi demais, hoje, perdão. De vez em quando, me perco nesses pensamentos. Vai ver é o Zeitgeist.
12.10.05
Ótima
Minha queridíssima irmã me mandou por e-mail, há pouco.
11.10.05
Pedido de Desculpas
Mudou alguma coisa?
"Os ricos, ou seja gente que pode gastar mais de vinte contos numa noite (sem incluir o preço da indumentária), enchem o Municipal, as boites, os grandes bailes dos hotéis de luxo. Convidam atrizes de Hollywood para que elas vejam que êles também sabem se esbaldar, fazem cruzeiros de iate a fantasia pelas águas da Guanabara, promovendo memoráveis farras em ignotos desembarcadouros da baía.
Chegam até a confraternizar com o carnaval de gafieira e escola de samba, muitos talvez por esnobismo, outros mesmo por singela alegria, porque, apesar do que parece, rico é de carne como nós.Tem dêles ruins, tem dêles bons, uns chatos, outros inteligentes, vários burríssimos, - enfim humanidade misturada como a daqui de baixo. A diferença dêles está quase tôda nos automóveis, nas residências, e na padronização. Sim, o pior de rico é que êles são por demais padronizados. O que um faz outro faz. Quando um inventa qualquer bossa bôba, pode jurar que todo o bando imita. Por exemplo, se uma môça rica dá para fazer cerâmica, ou abrir armarinho, (que elas chamam de boutique) tudo corre a amassar barro e a construir forninho da copa, ou passa a vender metro de pano por trás de um balcãozinho decapé. Ou talvez não se use mais decapé, não sei. Foi invenção dêles, também, bossa infernal para desmoralizar belos vinháticos e jacarandás. Por falar em jacarandás, e quando elas deram para ser decoradoras? E a mania dos arranjos florais? Davam de garra num pedaço de pau sêco, pintavam um abacaxi de dourado, juntavam uma cuia, um caco de barro, espetavam por cima um antúrio - era um arranjo floral. Sim, uma das coisas por que eu não gosto de rico é essa padronização. Até a gíria dêles é bôba, misturada de palavras em inglês, qual."
Não tá bem parecidinho com o povo de hoje? Fora que eu amei o português. Que bossa, não?
10.10.05
No Fórum
Gostei.
Sim ou Não?
"Nosso vigor intelectual está diretamente relacionado com a capacidade que temos de sentir dúvidas. Costumamos preferir explicações apressadas e singelas ao convívio doloroso com as dúvidas"
Estou em dúvida. Não tenho medo dela. Sócrates é meu mestre. A respeito desse assunto, por enquanto, só tenho uma certeza: sou contra o referendo. Acho um dinheiro extremamente mal gasto. Dinheiro que poderia ter sido melhor usado em educação. Educação em prevenção à violência.
Me incomoda achar que estamos fazendo parte de mais uma daquelas manobras políticas, sabe? Mais um daqueles lances de demagogia para nos fazer acreditar que estão fazendo algo para resolver o problema. Estão? Não acho. Há exceções. Tenho que citar aqui, o PROERD - programa da Polícia Militar de prevenção ao uso de drogas e à violência que é aplicado em qualquer escola interessada, às crianças da quarta série do ensino fundamental. Mas no geral, não tenho visto nada ser feito. Havemos de precisar de muitas Donas Vitórias e suas câmeras de VHS, para ajudar nas investigações criminais.
Sou contra as armas por princípio. Óbvio. Quem não seria? Pessoalmente, detesto armas. Não tenho coragem nem prá chegar perto. Minha primeira vontade, assim, sem pensar, é votar a favor da proibição. Mas não acho que se deva votar em nada sem pensar. E, definitivamente, não acho que a proibição do comércio de armas vá mudar o quadro da violência nesse país. Não mesmo. Até acredito que pode haver uma diminuição nos acidentes domésticos e crimes passionais. Mas o problema mesmo? Não vai resolver, não. Porque o problema não é causado pelo comércio legal de armas, como todo mundo sabe. O verdadeiro problema é causado pela miséria, pela falta de educação, pela desigualdade de oportunidades. Bom mesmo seria que as armas não fossem mais vendidas por falta de demanda e não por falta de lojas. Além disso, sempre me preocupa o cerceamento de direitos civis, sejam eles quais forem. Deve ser trauma.
Tentei me informar melhor. Ler as pesquisas. Desisti. As pesquisas não dizem nada, são absolutamente contraditórias. Tá parecendo a Bíblia. Querendo provar qualquer tese, sempre se acha lá dentro o que você precisa para defender qualquer argumentação. Tenho lido também, a montanha de matérias e textos já publicados sobre o assunto. Textos muito bem escritos, por sinal, defendendo ambas as posições. Ainda não consegui me decidir.
Tenho um amigo que subiu um morro do Rio. É um outro mundo, ele disse. Armas? É um exército. São metralhadoras, fuzis, automáticas. Alguém acha que essas armas são compradas em lojas? Essas armas não entram no país em um lombo de jegue, gente. Vem de avião ou de navio. E como elas passam debaixo das fuças das nossas autoridades? Não sei. Quem sou eu pra saber?
Sei que vivemos inseguros. E tristes. Tristes porque sabemos que esse problema não é de fácil solução. Tristes porque vivemos em um país onde a desigualdade é enorme, principalmente de oportunidades. Um país que nos faz sentir culpados pela nossa própria prosperidade, ainda que resultado de trabalho duro. Um país violento.
E é por isso que eu vou pensar mais um pouco. Porque esse direito, ninguém me tira.
8.10.05
Paraíso
7.10.05
Falha nossa...
PS. Ainda existe trema nessa língua? Acho que tenho que colocar, mas depois acho que vai ficar parecendo o Jânio, por escrito. Alguém me ajuda?
A arte e suas implicações
Ah! O Mateus mexeu na caixa, todo feliz, por sinal, (obrigada, Adriana) mas não achou as fotos. Hoje tiro elas de lá.
6.10.05
Debaixo dos caracóis ou só prá descontrair
Se você tem cabelos lisos feito a Cleópatra, pode pular este post. Eu não tenho. Fui abençoada com uma cabeleira farta e cheia de cachos. Que lindo, você vai dizer. É, às vezes é lindo. O problema é justamente esse: "O às vezes".
Cabelo crespo é uma entidade à parte, tenho certeza que tenho um lobo frontal paralelo ou um hipotálamo específico escondido em algum lugar que controla os humores do meu cabelo.
Alguns dias ele está espetacular e em outros, ai meu deus, parece um cruzamento de Reginaldo Rossi com Vanderley Cardoso. E não adianta tentar reproduzir passo a passo tudo o que você fez no dia espetacular, ele nunca vai ficar igual, principalmente no dia que você precisa, necessita, depende, de um cabelo decente.
Além disso, haja dinheiro! Porque cabelo crespo significa muitos shampoos, condicionadores, leave-ins, silicones, no-frizzes e toda a ajuda dos deuses e orixás que você puder invocar.
E quando está úmido que nem hoje, que alegria! Fica todo arrepiado como se tivéssemos enfiado o dedo no 220V.
Mas tenho que admitir, nos dias bons, puta que o pariu!. Nada mais bonito que cachos macios balançando ao menor movimento e convidando um afago.
Que chapinha, que nada! Pode pôr a mão que é absolutamente natural!
5.10.05
Só prá esclarecer
Costumo comparar a paixão com um lugar. Feito casa nova de praia. No começo a gente vai lá toda hora, cheeeia de empolgação. Depois o entusiasmo passa e as visitas vão rareando, rareando. Não é que você não goste mais da casa, não é isso. Só não sente a mesma necessidade de ir lá a toda hora.
E aí, de repente, meio sem explicação, a vontade volta e lá estamos, apaixonados de novo.
Comigo funciona assim.
E quando não estamos apaixonados, o quê fazer? Nada. Conviver com educação e gentileza, tentar controlar o mau humor (nosso, claro, que é o único sobre o qual temos ligeiro domínio).
E quando estiver impossível, usar a sabedoria de traseira de caminhão: MANTER DISTÂNCIA. Passa gente, posso garantir. Não vale vender a casa no primeiro tédio ou chuveiro queimado.
E um dia você acorda, olha pro lado e vê aquele homem lá dormindo, suspira e pensa: Ai, ai, acho que eu estou apaixonada...
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PS. Claro que eu estou subentendendo que há amor, afinidade, admiração. Senão, sou a primeira a gritar: Homem ao Mar!! Pula logo desse barco!
E escrevi esse treco aqui prá deixar bem claro que o meu casamento não é perfeito de maneira nenhuma. É. Simplesmente. Bom, péssimo, maravilhoso, mais ou menos. Como o de todo mundo.
E como diz a nossa amiga Luzia, vamos tocando o barco.
4.10.05
Total relief

Hoje parece que o cofre cheio de pedras que eu estava carregando há tempos foi retirado das minhas costas. Não sei quem é o infeliz que está com ele agora, mas tenho muita pena dele. As amostras de Alto Verão acabaram de chegar ontem no final da tarde e ficam ótimas, depois de muitas pedras no meio do caminho. A reunião de apresentação é hoje. Precisamos de MUITOS pedidos prá garantir o Natal das crianças na praia.
Enquanto eu estou aqui, minha sócia e cara metade está na fábrica no Rio para sacarrolhar a primeira entrada de inverno. Sei que ela tem três dias bem difíceis pela frente, mas os desenhos ficaram perfeitos - falta virarem realidade. Para coroar a sensação aspirina com cafeína, emprestei uma grana do meu irmão até o fim do mês. Brigada, mermão! Você me salvou! Saldo suficiente para as contas e luz no fim do túnel. Afe!
Ah! Esqueci de contar: temos, possuímos, cãotratamos, uma assistente! Até que enfim. Deus seja louvado!
Intimidade é uma merda?
Será que os romances tem prazo de validade? E se tem, como é que a gente percebe quando começaram a feder, feito leite azedo?
E por que raios a gente acha que quando a excitação da paixão acaba, acabou tudo?
Porque na maioria das vezes, acabou mesmo. Porque tudo o que tínhamos era aquele banho de adrenalina viciante que quando passa, não deixa nada, só a ressaca.
Mas às vezes tem mais. Só que estamos tão mergulhados na síndrome de abstinência que não notamos e deixamos passar.
Nos dias de hoje, sinto uma dificuldade nas pessoas em passar dessa fase inicial, fase de gratificação instantânea, coração na boca, excitação total.
Muitos se admiram com a duração do meu casamento. Não é milagre não, gente. É amor, paciência, maturidade.
E afinal, que mal há na intimidade? Na rotina?
Se a rotina é boa, porque não?
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Deixei esse post guardado por um bom tempo. Por dois motivos: um, porque tinha um certo tom professoral que às vezes não consigo evitar e que acho um saco. Dois, porque sempre enxergo os dois lados das moedas e adoro fazer a devogada do demo. Tive uma amiga que dizia que temos sempre que manter a cerimônia. E que algumas intimidades não deveriam jamais ser divididas, que nos fazem perder o encantamento com o outro. E eu também acho isso. Ele não precisa saber tudo sobre você, precisa?
Portanto, acho que como tudo na vida, o bom é o caminho do meio (com umas escorregadelas, claro, porque ninguém é de ferro) e há a intimidade deliciosa e a intimidade desnecessária. Como saber o ponto? Sei lá. Vamos tateando, né?
3.10.05
Um dia, no dia dos namorados

Faz três anos, acho. Nessa época, eu e o Zé estávamos morando em cidades diferentes (o trabalho obrigou e o casamento agradeceu). Quando a gente se encontrava, estava cheio de saudades e não havia espaço, nem tempo, para brigar pelo tubo da pasta de dentes ou a toalha molhada na cama. Foi muito bom. Depois de treze anos de casados, voltamos a namorar.
No dia dos namorados, essa aqui, resolveu fazer uma coisa diferente. Comprei um desses milhares de pacotes que os hotéis inventam prá essa data. Era um hotel cinco estrelas, novo em folha, lá na Marginal Pinheiros. Uma coisa finérrima, de um chiquê só. Chegamos no final da tarde, check-in, quarto.
Gente, vocês tinham que estar lá. Lindo, lindo, lindo. Uma cama enorme, lençóis de algodão egípcio, edredom de plumas de ganso, menu de travesseiros (já viu isso?), menu de sabonetes, um luxo TOTAL. Tinha um janelão do teto ao chão, você não escutava nenhum barulhinho da cidade, só aquela vista fenomenal de São Paulo à noite, com lua cheia para completar (incrível como a noite é generosa com essa cidade, escondendo todos os seus defeitos). Dispensaria o clichê dos morangos e pétalas de rosa mas o champagne foi bem vindo.
Estamos lá, tentando aprender como mexer com as trezenas de possibilidades de iluminação (muderrrno, toda vida!), toca a campainha do quarto. É o jantar. Tudo de prata, cristal ou porcelana. Comida linda e deliciosa. Ai, meu deus, já tô gostando desse treco de ser rica! Estamos jantando e toca a campainha de novo: uma moça pergunta se eu já quero que ela prepare o meu banho. Agradeço, totalmente constrangida, mas peço prá ela voltar daqui a pouco. Continuamos a jantar e... toca a campainha de novo: agora são dois moços perguntando se já podem fazer a abertura da cama??? sem coragem prá mandar eles embora também, deixamos (tâmo curioso, né?). Os dois, cada um de um lado da cama, feito nado sincronizado, dobram o lençol, afofam os travesseiros, colocam uma garrafinha de água (EAU, fiiino) e um bombom em cada travesseiro. Agradecem e nós, damos uma gorjeta, né? Não é assim que se faz? Mas um tempinho e ... campainha de novo. Entre risos, deixamos entrar a moça do banho. Será que não vão deixar a gente em paz? Ela entra e vai para o banheiro. Daqui a pouco volta com uma bacia de prata prá eu experimentar a temperatura da água! Olha gente, há de se ter sido criado com a nobreza européia modelo Vestígios do Dia, para conseguir ser natural com essa quantidade de serviçais à sua volta. Tô até vendo a mesa de banquete com aquele monte de gente parada em volta e os convivas conversando e comendo como se eles não existissem. Não sei fazer isso não. Me faltam os anos de internato na Suiça com férias na Riviera francesa e a cara de pau.
Bom, finalmente ficamos sozinhos e vamos até o banheiro ver o que a moça aprontou. Ai, ai. Vocês já sabem que eu tenho um fraco por banheiros. O banho de espuma está lá preparado e o cheiro, vocês não tem noção! Ela usou sais de banho afrodisíacos (diz o folheto) de gengibre e sei lá mais o quê. O cheiro é maravilhoso. Tem velas acesas em lugares estratégicos e orquídeas na borda da banheira. Roupões muito macios e brancos. Afrodisíaca é essa beleza toda, pelo menos, prá mim. Gente, foi muito bom. Rimos muito e nos divertimos muito. Valeram os reais todos. No meio disso tudo ainda tem a história da calcinha que eu comprei na Galeria Ouro Fino, que supostamente, deveria brilhar no escuro com os dizeres: "Open 24 hours". Não brilhou, mas essa é outra história.
PS. A vista aí em cima é legítima, peguei a foto no site do hotel. Da cama a gente enxergava isso aí.









