23.6.09

Ou como dizia meu Tio Luis: Mãe, tenha distância.

E chega um tempo em que você acha que acabou. Que o seu filho cresceu e não quer mais saber de você por perto, a não ser para pagar contas. Aí, uma certa noite, vocês se apertam lado a lado na cadeirona da sala de tv, cobertor e tal. E assistem uma série com um capítulo que, coincidentemente mostra mães. Mães que são mais filhas, mind you. Mães completamente useless. E seu filho, que já está bem maior que você, deita no seu ombro e diz que te ama. E que bom, mãe, que você está trabalhando em casa agora, a gente vai comer comida gostosa todo dia.
Acho que não acabou, não. Que bom.

22.6.09

Ecletismo religioso?

Eu sei que parece que eu só faço isso na minha vida. Travar contato com seres humanos do sexo masculino. Mas não é, não. É o que eu conto aqui porque é o que é divertido, né? Um pouco, pelo menos. De qualquer forma, apesar de parecer, não tive nenhuma interação verdadeiramente interativa com esses seres em dois meses. A caminho da beatificação.
Mas essa eu tenho tenho tenho que contar, porque né? De novo, só comigo.

Pessoa me manda e-mail (negocinho da internétis, claro). Conversamos muito pelo eme-esse-ene. Toda uma identificação. Crescemos a quatro quadras um do outro, frequentamos todos os mesmos lugares na infância e na adolescência. Rimos, rimos, rimos (huahuahuahua, claro). Nada ao vivo. Não sei como nunca nos encontramos naquela época. Deve ser a diferença de quatro anos na nossa idade, que significam décadas quando temos 13 ou 14 anos. Pessoa é judia. Ok, nenhum problema. Sempre tive muitos amigos judeus, muitos mesmo. Duas melhores amigas, inclusive.

E a pessoa não quer me encontrar para um café nunca. Diz que está apaixonado e que tem medo da rejeição (certo, a loucura começa aqui). Além de pedir para eu dizer (escrever) que o amo, todo santo dia. Diz ele que a palavra escrita tem poder e que se eu escrever suficientes vezes, se torna verdade. Ã-hã. Mas não é isso que eu vim contar, não. Na sexta, shabat, ele diz que vai à sinagoga (como sempre, aliás). E que vai perguntar para o rabino.

O que é que você vai perguntar para o rabino, pelamor?

Vou dizer que eu gosto de você e que você não é judia.

Ai, ai. Só comigo, só comigo, sóoooo comigo. Dizem que tá na novela, né? Não sei. Não assisto. Esta é a minha vida. Roteiro de novela. Blah.

14.6.09

Cinderela?

Fato inédito. Ontem, aniversário de amigo. Casa noturna com música ao vivo de excelente qualidade. Delícia mesmo. Dance, dance, dance. Saltos. De vez em quando, acho que eu devia estar fazendo uma cara de dor, ou dando uma de garça, sei lá. Porque um ser humano viu, ajoelhou no chão, pegou meu pé, tirou meu sapato e juro: fez massagem. Sempre há uma primeira vez para tudo nessa vida.

E hoje começa meu inferno astral. Exatos trinta dias para o meu aniversário. Ai.

Ahhh, esqueci de contar. Fui jantar na terça com um dos seres humanos que me pediu em namoro, rs. Nada, nada, aconteceu. Conversa civilizada, comida e vinho excelentes e foi só.
Pois então. Sexta-feira, dia dos namorados. Toca o interfone. Dona Daniela, tem uma coisa aqui para a senhora. Hum, Tá. Peraí. Tô descendo. Deve ser talão de cheque, né?

Não era, não. Um bouquet. Grande. Rosas vermelhas colombianas. Ai, ai. Num tô dizendo que esse povo é doido, minha gente? E se um homem que você nunca viu antes, lhe oferecer flores, isso é.... (preencham como quiserem)

8.6.09

Mudança

Estamos saindo do escritório. Vamos trabalhar em casa por enquanto, nesse tempo de vacas magras. Triste? Não mais. Que é uma pena, é. É, sim. O escritório todo bonitinho, super bem localizado. A reforma toda caprichada que a gente fez, três anos atrás. Fazer o quê, né?
Só mesmo abrir espaço para o que virá.

Mais uma dose


E nada do sensível educado. Totally missing. Ai, ai. Será que eu deveria ter ido ao futebol, hein?

Enquanto isso, na sala de justiça, aparece outro educado. Nem tão sensível. Também preenche os requisitos mas... sei lá, não me empolga tanto, não. God knows why. Ainda estamos na fase do nunca te vi, sempre te amei. Mas esse negócio de fazer esforço, não sei. Deveria ser mais simples, não? É como eu sempre digo: essa coisa de dizer isso é bom prá mim, vai me fazer bem, etcetera e tal, não consigo concordar muito, não. Não é remédio, né? Nem vitamina.
Tampa o nariz e engole aí, Daniela. Suuuper bom para você.

Sei.

5.6.09

Do lado de cá da cerca

Vocês sabem. Eu fui casada dezoito anos, mais dois de namoro, são vinte. Vinte anos sendo metade de um casal. Que era isso que eu achava mesmo, toda uma ilusão romântica a que somos sujeitos desde a infância. Na riqueza, ou na pobreza. Na saúde ou na doença. Eu acreditava mesmo nisso. Casamento para mim, era coisa séria. É ainda.
Mas.

As pessoas dizem que eu sou uma mulher bonita. Sei lá. Não pensava muito nisso, não. O Zé não era dado à muitos elogios. O desejo estava nos olhos dele e me bastava. E não vamos aqui conversar de auto-estima porque, né? Assuntinho longo e muitíssimo explorado.

Não quero desiludir vocês, crianças mas, olha, homem é um negócio complicadinho.
Estamos falando de fidelidade aqui. Difícil, hein?
Porque estando do lado de cá da cerca e não tendo mais um marido segurança, do meu lado 24 horas/dia, eles vêm (ó, sorry, não consigo abandonar estes acentos, não). Os casados, namorando, comprometidos de várias formas.

E, se por um lado parece engraçado e lisonjeiro, por outro, desânimo profundo e arrasador. Porque, amigos, por mais moderna que seja a relação que eu pretenda estabelecer, duas casas, um pouco mais de indepêndencia, amigos em comum e amigos em separado, venho aqui e vos digo: Ô bicho inquieto, esse bicho homem!

E aí eu fico pensando em como administrar esse conhecimento. Porque tapar os olhos é uma coisa que eu não faço mais, seja qual for a realidade que eu precise encarar.
Tem aquele texto que rodou a net, dizendo que não há mesmo, fidelidade masculina. Ou melhor, há. Mas que se estabelece sobre outros padrões. Que uma coisa não tem nada a ver com outra, aquele papo que a gente também escuta desde a tenra infância. E tudo isso porque ontem, recebi um e-mail de um cara casado, lá no negocinho da internétis. Não é o primeiro. Nem o segundo. Nem o terceiro. Nunca respondo. Mas ontem, eu mostrei para a minha sócia, melhor amiga, praticamente irmã. E vi a indignação nos olhos dela. A dor, mesmo. Porque ela está casada, né? E diante dela, eu virei " a outra". A outra encarnada, personalizada em mim, a outra mitológica. A amante, a que está lá, sempre disposta e cheirosa e risonha (será que existe, hein? essa mulher?)

E, olha, devo admitir que é verdade. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Não tinha tido muito tempo, na minha vida pregressa, de testar essas possibilidades. Sexo amigável, livre de expectativas, sem ser usado como moeda de troca, sem pretensões românticas. E é absolutamente possível. E pode ser muito agradável. Mas mesmo assim, ainda acho que estamos em estações diferentes, homens e mulheres.

Ou como disse meu amigo (aquele do post da Virada Cultural), ontem no eme-esse-ene: homem é pornográfico. E terminou dizendo que vai procurar um psicólogo e acabar com essa vida de putaria. Mas antes (palavras dele), bem que a gente podia sair mais uma vez, né?

Crianças, desisto.

3.6.09

E duas

pessoas me pediram em namoro ontem. A clássica frase mesmo: Quer namorar comigo? (assim, uns 25 anos que eu não escutava isso) Não é bonitinho, não. É hilário. Porque eu não conheço pessoalmente nenhuma das duas. E era brincadeira mas não era tão brincadeira, não, viu? Medo. Lisonjeiro? Sim. Mas, né? Reforça aquela impressão do dia da tal da casa noturna. Solidão, hein?

E nenhum deles era o sensível, educado. Que me convidou para ir vê-lo jogar futebol na segunda. Fui? Claro que não. Veeery lame first date! Aimeudeus, homens... Vamos, querida, você fica lá sentada, sozinha, nesse frio do inferno, enquanto eu e mais um monte de marmanjos corremos atrás de uma bola. Hã-rã. OK. Combinadíssimo.

2.6.09

Incrível

como tem homens que mexem com a gente. Sei lá o que é, não sei explicar. Deve ser darwiniana a explicação, porque às vezes não tem outra. Racional, não tem, pelo menos. Antes do fim de semana passado, eu estava bem quieta no meu canto e decidida, decidida mesmo, a parar de gracinhas e encontrar um cara legal (rá, se adiantasse decidir, tudo bem). Então, certas características deveriam estar presentes, condições sine-qua-non. Inteligência, senso de humor, idade adequada, independência, posse do próprio lar, um ser humano que já tivesse sido casado e tido filhos. Porque, né? Esse capítulo, eu já dei por encerrado.

E andava conversando com um ser humano todo fofo, sensível, educado, que perguntou qual o meu signo, inclusive (não sei bem o que significa isso, mas...). Animada, até. Porque ele preenchia as qualidades da lista. Aí, pronto. Aí, F*deu. Porque NY não pergunta nada disso, as perguntas dele são bem outras. E em dois segundos, abandonadas estão, todas as decisões. Alguém me explica isso, por favor? Aí ele diz que vem e eu perco o telefone e tudo aquilo que vocês já sabem. Se bem que, né? Não sei nem se ele me procurou, que essa pessoa não é a mais confiável do planeta. Não é nem um pouquinho confiável, aliás.

Frustração com F maiúsculo.

Certo, crianças. Respira bem fundo, Daniela. Conta até 1.000.000, se necessário. Calma, muita calma nessa hora. Retomar decisões equilibradas. Um, dois, três e já!

31.5.09

Então eu estava

de um tanto entediada ontem. E o ódio no coração que não passava nunca. Porque, né? Ninguém merece. Só eu, claro.
E eu nesse mood tédio + ódio sou um perigo. Devia andar com uma plaquinha. De maneiras que entrei naquele negocinho da internétis e travei conversação com o primeiro fulano que me chamou, porque a pessoa tem que passar o tempo e esquecer que existe uma cidade chamada nova iorque.
E fulano me convida para jantar e tomar vinho e eu, quer saber?, bora beber,vamos lá jantar.
Pessoa legal, divertida, ok. Não é isso que eu vim aqui para contar, não.
Vim aqui, só prá dizer, que, no carro mesmo, descobrimos que nascemos na mesma cidade. Que vem a ser uma pequena cidade do interior de sumpaulo. What the odds? PQP! E eu, (não se esqueçam do meu estado de espírito no momento) só dei uma gargalhada e disse:
"Olha, eu jurei duas coisas prá mim mesma: chega de moleques e chega de ***enses! Portanto, amigo, sem condições!"

30.5.09

Pideitis

Sem updates até o momento. Eu pedi o rei, né? Alguns posts atrás. Certeza absoluta que esse fulano não é rei de coisa nenhuma, apenas mais um valetinho muito interessante. Shit! Quem mandou?

29.5.09

Olha, gente

Obrigadíssima pela demonstrações de solidariedade. Mas não é uma coisa assim, nunca te vi, sempre te amei. Não é, não. Não sofram tanto assim. Bem menos que isso. Não é uma história de amor sem fim, almas gêmeas separadas pela distância, ó que lindo! Não é isso também, não. Nem de longe, muito menos de perto. Tem é todo um tesão mesmo, com o perdão da palavra. Sendo a pessoa, veeeery, very sexy, bonitão, malandro. Ou seja, tudo de bom.
Então não temos mesmo muitas informações um sobre o outro, endereços e etcetera.
E só para constar, dezesseis horas e oito minutos dessa sexta-feira, até agora: nada.

Talvez seja isso mesmo: universo me quer longe dele, só pode ser. Ódio no meu coração, hein. Não se aproximem de mim neste momento.

sócomigo, sócomigo, sócomigo

sóooo comigo acontecem essas coisas. Não é possível. Né não. Comigo e com a Cris, talvez.
Bom, vamos lá. Relatar o que se passa.

Tem essa pessoa, né. Ser humano, sexo masculino, brasileiro, solteiro, residente na cidade de Nova York. New York City. Isso mesmo. Lá. Sex and the City, de verdade verdadeira.
Eu e niu-iórque, que é como eu chamo a pessoa, temos tido, digamos assim, uma relação amigável virtual. Ai Cris, só eu e tu mesmo. Pois então. Lá se vão quase cinco meses de conversações internéticas. Maldito eme-esse-ene. Toda uma empolgação mútua.

Tá. Estou ontem, quieta no meu cantinho, em casa. Niu-iórque pergunta: vai fazer alguma coisa amanhã? E eu: Não sei, não tenho nada marcado.
Ele: Agora tem.
Eu: verdade?
NY: Verdade.
Eu: Tá aqui???
Ele: Chego amanhã.

Bom, a conversa se estendeu um pouquinho mais, mas o resumo é esse. Uma hora dessas, NY deve estar desembarcando lá em Guarulhos. E ficou de me ligar para sairmos hoje.

E vocês devem estar se perguntando: So what? Que drama! Só isso?
Não. Só isso, não. Claro que não. Óbvio que não. Afinal, é ou não é Daniela que está escrevendo essa joça?
Mateus vai sair. Não acha celular. Mãe, empresta o seu? Ã-rã, respondo. Ainda meio atordoada pela notícia da vinda da pessoa. Mateus sai. Mateus leva celular de mã-mã. Mateus esquece celular no taxi. Celular PERDIDO. PER - DI - DO. O celular para o qual a pessoa vai ligar. O ÚNICO número de contato com Daniela. Celular este, que possui em sua agenda, os números da pessoa, locais e internacionais.

Só comigo, só comigo, só comigo, sóoooooooooooooo comigo.

Já. Já tomei providências. Passei e-mail avisando e informando todos os outros números de telefone e mudei o recado da minha caixa postal, avisando também. Mas, p*rra! Senhor doutor universo não quer que eu encontre a pessoa, né? Quer, não. Rolando todo um impedimento astral. Vou lá ler o meu horóscopo e já volto. Juro que conto as cenas dos próximos capítulos. Se houver, claro.

PS. Eu não consigo comprar outro, não. Não sou tão retardada assim. Celular no nome do ex. Foi ele quem me deu o primeiro em 1908, mais ou menos. Ele tem que fazer tudo, inclusive ligar para bloquear. Ele não mora mais em sumpaulo. Ele não atende a meleca do celular dele.

27.5.09

Saturday Night Fever


Então fomos, sábado, numa dessas boates, ops, casa noturna, com pessoas assim, de idade mais elevada, como é justamente o meu caso e das minhas três amigas (Eu sou a mais velha, mind you. Eu sou sempre a mais velha. O que eu não sei bem o que significa mas deve significar alguma coisa não muito boa, melhor não pensar muito nesse assunto, hein, tia). Era aniversário atrasado de uma delas e eu vi por bem comparecer, já que no dia do aniversário real, tive uma reunião até tarde e falhei miseravelmente.

Gripe. Total. Absoluta. Inalação, Nal*decon Dia, pinga remedinho no nariz. Lava o cabelo. Vai Daniela. Bora.

Fila de quarenta minutos. Prestem atenção: qua ren ta mi nu tos. OK. All right. Everything is gonna be all right. Tenha fé na humanidade.

Tenho mais, não. Porque medo, hein. Medo do desespero absoluto nos olhos das pessoas. Toda uma vibração socorroprecisopegaralguémnessemomentoagora.

O que, uia que perigo, me faz pensar. Porque né? Solitárias, as pessoas. Muito. Muito, muito, muito. Eu sei. Somos. OK. Todo mundo sabe disso, Daniela (ou deveria). Mas o desespero do encontro, o desejo do encontro. Meu deus, hein. Me assusta.

E não tem história engraçadinha nesse post, porque nada engraçadinho aconteceu. Excetuando, claro, o fulano que dançava como se não houvesse amanhã, todo um ritmo próprio, passos especialmente desenvolvidos mas esse, só vendo mesmo. Ver para crer. E dançamos nós também porque as musiquinhas agradaram (old times are back again). E gastamos muitos dinheiros, dinheiros estes que eu, particularmente não poderia ter gasto, não, senhores.

E só para constar, estou de férias das aventuras séquiço and the etcetera porque, sei lá. Todo um bode. Uma preguiça. Considerando seriamente a possibilidade de me estabelecer definitivamente como uma senhoura sozinha, abstêmia das atividades mundanas todas. Teria lá suas vantagens. Porque pintar o cabelo, hein? Que saco.

Ou então, não. Talvez o que eu precise seja de um velho e bom, old times are back again, namorado. Um certo medo dessa palavra também. Só para constar.

20.5.09

Só para vocês se alegrarem um pouquinho

Mateus na escola nova. Feliz. Foi uma mudança muito positiva.
Eu sei. São só dois dias mas... mãe é mãe, né?

16.5.09

Cadê tu, meu rei?

Quando a gente estava para abrir o bar, fomos, eu e meu melhor amigo, Sérgio, fazer uma consulta. É. Dessas mesmo.
A pessoa, após falar do bar (não, claro que ela não previu toda essa confusão), entrou pela vereda pessoal.
Disse ela, que "o" cara ia aparecer. A carta era um rei. Mas entre mim e o rei, haviam lá, uns valetes. Namoricos, segundo ela.
Bom, universo, escuta aqui uma coisa:
Absolutamente de saco cheio de valetes. Cadê o rei, hein?

15.5.09

Então, as amizades

e me explica, né? Porque é que eu fico amiga de todo mundo. Até dos casos mais breves do universo. Saio duas vezes com o fulano, fico ano sem ver. As conversas continuam, de vez em quando pelo mê-sê-nê. Toda uma naturalidade. Sei não se é uma boa política. Mas. Essa sou eu.

E tem esse aí. Toda uma afinidade no primeiro encontro. Que era para durar dois chopps, durou quatro horas. E contamos a nossa vida toda um pro outro, muitas, muitas gargalhadas. Adorei a pessoa. Mesmo. Tanto, que imediatamente coloquei na gaveta amigos-de-infância, quero nada com essa pessoa, não, atração zero, bora sair para encher a cara e dar risada e desfiar as nossas agruras amorosas.
Então. Pessoa não concordou com isso, não. Disse que não queria ser meu amigo, aquela conversinha básica de homem quando quer. Porque como diz a minha amiga Sheila, fogo morro acima, água morro abaixo e homem quando quer, ninguém segura.
Pois então.
Pessoa mora em outra cidade, o segundo encontro demorou um pouco. Resolvi seguir os conselhos do guru Gikovate e dar uma chance para as afinidades.
Rolou. Foi bom, mas foi só isso. Nunca mais nos vimos, mas, claro, of course, naturally, continuamos amigos.

E pessoa volta com a namorada e Daniela vira conselheira-mor. Inclusive botando água fria na animação da pessoa (não, não comigo). Porque namorada mora em país próximo da América Latina, três meses lá, três cá. E nos três meses lá, segura esse hómi. Vagabundo perde.

E mais um ano se passou e nem sequer ouvi falar seu nome, etcetera.

Virada Cultural. Pessoa me liga que vem. OK. Vamos. Combinei com mais dois amigos.
Que me dão o cano. As pragas. E chego lá e a pessoa já providenciou dois whiskies em copos imensos de plástico. Daqueles de refrigerante plus size. Hum.
E bebemos, né. E assistimos shows. E bebemos mais. E jantamos. E pessoa está hospedada em hotel convenientemente localizado na Avenida São João. E... oh..., fuck. Literally.
E assistimos mais shows. E dançamos. E bebemos mais. E... oh..., fuck, literally. Again.

Não sei porque eu tô contando isso tudo, não. Foi bom, mas foi só. Culpa? Eu, não. Friendly sex é bom. De novo, segundo nosso guru máximo. Eu concordo.

Só para dizer que continuamos amigos. Toda uma naturalidade. Sei não se é uma boa política. Mas. Essa sou eu.

My life is a mess

Perdi um cliente grande no escritório. A situação do bar continua na mesma. Mateus foi expulso da escola. E admito, tenho usado essas aventurinhas ridículas como anestésico.
Quem nunca se f*deu que jogue a primeira pedra.

10.5.09

Então eu preciso

voltar a escrever nessa joça aqui ou fazer um blog anônimo logo porque, né, sem condições. Desabafos much necessários.
Mas o bar está (temporariamente ou não) fechado e eu não sou mais pessoa pública, lá se foram meus 15 minutos de fama, que, na realidade, duraram um pouco mais.

E coisas tem acontecido. Muitas. No departamento seres humanos do sexo masculino. E no departamento filial. E no departamento profissional. Eu sei. Pouco vos interessam essas coisas com exceção dos episódios séquiço en de citi. Eu sei.

E tenho saído com diversos seres. Admito. Não, né. Não todos ao mesmo tempo. Um de cada vez. Que eu, feito o Calligaris, acredito em monogamias. Sucessivas (extremamente breves, às vezes) mas, nem por isso, menos monogâmicas. Mas liguei mesmo um botão careless e chega de complicar Daniela, let's enjoy o que a vida tem para oferecer.
Não. Namorei ninguém, não. Porque esse tipo de coisa que as pessoas chamam de namoro eu acho que não houve. E para dizer a verdade, eu não tive a menor vontade de namorar nenhum deles.

Mas o que eu quero mesmo dizer é que achei um padrão. Duas ocorrências. Já são um padrão, né? Porque eu nunca tinha me relacionado com seres deste modelo. E o primeiro foi aquele que caiu do céu em Dezembro passado. Que eu relatei como espetacular, porque era mesmo espetacular. Mas não tinha sido capaz de detectar o modelo. Ainda. Até agora.
Batizei de pirotécnicos. Mas o melhor nome talvez fosse performáticos. Mas é menos engraçadinho, então, permaneçamos com pirotécnicos. Que nem contrato. Fulanos, doravante chamados como pirotécnicos, etcetera e tales.

São seres extremamente, e eu disse, extremamente, preocupados em impressionar naquele departamento específico. Toda uma técnica. Muitas perguntas. Não posso reclamar, não. Mas, já estou reclamando. Porque é muito, muito esquisito. Não tem abandono, não tem entrega. E, sei lá, né, mas na minha humilde e relativamente inexperiente opinião, grande parte do prazer está em provocar prazer e chega uma hora que, well, a entrega é necessária. Você pode dizer, claro, que isso que eu escrevi na frase anterior me contradiz. Que é justamente isso que eles estão fazendo. Provendo prazer. Mas não. É diferente, hein. Porque o prazer deles não está no prazer em si, mas na performance, nos elogios. Toda uma vaidade envolvida no processo.
Eu sempre preferi fazer a coisa a falar da coisa. Mas descobri que tem gente que não é assim, não. Vai entender. Tem gosto prá tudo nessa vida.

Então é isso. Se há algum homem lendo aí, podia me explicar isso, por favor. Qual é a graça, pelamordedeus? Ou mulher, né? Porque parece que existe o paralelo.

E esse post já está enorme. Síndrome de abstinência, deve ser. Chega, né.

PS. E o segundo continua meio que assim, disposto. Praticamente delivery. Agora me digam, porque é que eu não vejo vantagem nenhuma nisso? Devia, né? Devia, sim.

4.5.09

O Bar

Não, o bar não acabou. Estamos com problemas sérios com a documentação e o proprietário do imóvel e a orientação do nosso advogado é permanecermos fechados. Eu sei. É uma merda. Mas estamos fazendo todo o possível para resolver. Não sabemos se e quando.

12.4.09

Allan Sieber

Eu fico

séculos sem escrever e abandono todos vocês e quando eu coloco uma frase de desabafo (porque está difícil mesmo), recebo tanto carinho. Obrigada.

8.4.09

Meu mundo caiu

E tá difícil até de fazer gracinha.
Porque tudo, absolutamente tudo, está uma bosta nessa minha vida. Desmoronou, mesmo.

6.3.09

Então leio lá na Su,

é o amor. Lindo post. E, sinceramente, fico feliz, querida.

Tem a história da Luzia, irmã da Márcia, minha sócia.
Que foi viajar. Por muuuito tempo. Pegou as cositas dela e se desinpirulitou para Fortaleza. Sem data para voltar. Só que tinha o cachorro. O que fazer com o cachorro?
Pediu para a vizinha tomar conta do cachorro. Vizinha prestativa. Topou.
Meses depois. Sei lá quantos, mas foram muitos. Luzia retorna. Bronzeada, desestressada e querendo o cachorro de volta.
Passa na vizinha. Olha vizinha, voltei, quero meu cachorro. E a vizinha diz: mas justo agora? Passou tanto tempo! A menina pegou amor.
E a Luzia: Amorrr não! Não pega amorrr, não!

Pois é. Assim estou eu. Não pega amorrr, não, hein? Não tô podendo. Medo, pânico, correria desse tal de amorrrr. Gato escaldado, talecousa, cousaetal.

E juro. Me aconteceu ontem. No bar. Tô lá, como sempre às quintas, fecho o caixa.
Tenho um anel de brilhantes. Herança de família. Da minha amada, idolatrada, salve, salve, avó. Que deixou especificamente para mim, com recomendações e um montão de amor (esse pode).
É assim, um negócio impressive, sete brilhantes grandes. Não sai do meu dedo. Todo mundo pensa que é bijoux. Nem vale tanto assim mas... é meu amuleto, meu escudo, meu tudo.
Bom, estava no bar. Fui ao banheiro. Na hora de lavar as mãos, o anel estoura. Acho que só posso definir assim. Porque o aro, partiu em dois. Com um estalo. Nosssinhora, levei um susto. E, fiquei com o pé atrás. Não sou dessas coisas, não mas foi esquisito. Tá. Catei as partes, guardei. Hoje mesmo levo para arrumar.

Estou indo embora. Estava com um vestido colorido, vaporoso (vaporoso é ótimo), bonito mesmo. Vários elogios da tchurma do sexo masculino, ontem. Pois então. Com um estalo similar, a alça do meu vestido arrebenta. Assim. Sem mais.

Sei não, hein. Pé de pato, mangalô, três veiz. Banho de sal grosso urgente.

5.3.09

Yourrrr Drrrress is verrrrry beautifullllll

Tá bom. Eu leio lá, aqueles reports, e vocês continuam aqui. Doidos. Porque gente, ficou complicado mesmo. Muito.
Mas vamos lá. Bora tocar o barco. A remos, por enquanto.

Cena 1
Carnaval - Rio de Janeiro - Bar - Lapa
1 hora da manhã
Daniela e duas amigas, bebendo caipirinhas e fazendo hora para a fila do Rio Scenarium diminuir.
Mesa ao lado: grande grupo de pessoas louras falando língua cheia de erres, supõe-se que seja alemão.

Pessoa loura do sexo feminino olha para Daniela, sorri e faz um sinalzinho. Chamando.
Daniela, já muito simpática, devido aos efeitos das caipirinhas vai até a mesa.

Pessoa loura diz: I love yourrrr drrresss, yourrrr drrrress is verrrry beautifulllll.

Daniela diz: Thank you. Where are you from? (muito simpática, como podem ver)

PL: Slovakia. Ve are frrrrom Slovakia. Yourrrr drrrresss, sooo beautifulllll. You are soooo beautifulll. Verrry sexy, your drrrress. I vant do buy yourrrr drrrresss. Let me see. Five hundrrrred dollarrrrs. I give five hundrrrred dollars forrr yourrr drrrrress.

D, rindo: No, I can't. Thank you but, no. What am I going to wear?

PL, taking his t-shirtt off and showing it.

D, rindo: No, no, I can't.

PL: Pleazzzze, pleazzzze, I vant to buy yourrrr drrrrresss.

Bom gente, isso foi longe. A doida queria porque queria meu vestido de qualquer jeito. Me chamou dezoito vezes, foi na minha mesa, tirou foto, o escambau.

Eu sei, vocês vão dizer, porque não vendeu? Sei lá. Me arrependi. Se bem que ficar de camiseta e calcinha no meio da Lapa, não sei, não. Carnaval, né? Mas tem limites.

E o vestido, adoro, mas já é bem velhinho, de malha, preto. Tudo bem. É diferente. Mas, mesmo assim, né? Five hundrrrred dollars? Acho que paguei uns 70 paus. Pagava minha viagem toda, passagem, hotel e sobrava. E eu estou quebrada. Mesmo.

Mulé doida me deu o e-mail. Quem sabe? Mas duvido. Depois que o fogo dela passou e ela chegou na Slovakia, que raios ela vai fazer com aquele vestido? Dezoito abaixo de zero, deve estar fazendo lá, agora.

6.2.09

Queria muito saber

quem foi a pessoa que deixou o comentário no último post. Queria sim. Mind you. Não é por nada, não, mas tem se tornado frequente essa coisa de comentários e e-mails sem assinatura (os e-mails são para o endereço do bar). Claro, dã. O e-mail é um e-mail portanto tem como ver de onde veio, mas a pessoa não assina, portanto eu não respondo.
Foram três até agora, nada ameaçador, amémjisuis. Mas...

Então, que se dane. Porque isso aqui sempre foi uma brincadeira para quem gosta de mim (me conhecendo ou não) e só tem graça se continuar sendo assim. Livre e bem humorado.

E são tantas emoões.

Minha amiga Sheila, que é a mais sábia de todas, quando se trata de generalizar ou opinar sobre a vida alheia, tem toda a razão: testosterona atrai testosterona. Sabe-se lá porquê. Darwin deve ter explicado, com certeza.

E tirei o fim de semana de folga do bar: sexta e sábado, não vou. Hoje tem festa de amiga. Amanhã, só deus sabe. Estou aceitando sugestões.

4.2.09

De novo

Férias mais tontas essas.
Na verdade, eu só ando cansada. De encher os olhos e ouvidos de vocês de besteiras.
Coisas acontecem, o universo conspira, etecetera e tal mas eu tenho que parar com essas histórias sex and the city. Preciso. Ou aquela velha opção, blog anônimo.
Porque, né? Eu nunca imaginaria.

E voltei para colocar um pedaço do último post do Gustavo Gitti, porque o cara manda muito bem. Não conhecem? O que estão esperando?


Você precisa entender que mulher é coisa feita de chuva, vento, fogo, mar, areia. De terra. De fruta (mulher se come). De cheiro. De guaraná e Viagra (mulher causa ereção). De céu e Sol (mulher clareia). De nuvem. Para se entender uma mulher, é preciso pisar descalço na grama molhada e depois deitar e imaginar seres mais reais que você e eu.

Você precisa entender que mulher não é livro, enigma, mistério, problema matemático, sonho psicanalítico, arquétipo junguiano ou mapa astral. Mulher não se interpreta. Mulher não se resolve. Mulher não se lê. Freud, Sherlock Holmes, Fermat e Harold Bloom não explicam. Se quiser saber, a última coisa que você deve fazer é tentar entender, adivinhar, solucionar ou perguntar. Talvez ela mesmo não saiba. Talvez ela fale algo que não é bem certo. Elas não mentem, só alternam verdades (é por isso que com mulher se dança).

Para entender uma mulher, você precisa esquecer o que é uma mulher.

É preciso chamá-la sem antes lhe perguntar o nome. Enxergá-la nua. Sempre. Em vez de adivinhar o desejo dela, oferecer o seu. Antes de entender, antes de ler, é preciso saber escrever uma mulher.

Você precisa entender, para se entender uma mulher, que o sabor da picanha só existe dentro da sua boca, que o som das fugas de Bach só nasce quando chega aos seus ouvidos, que a textura da mesa não tem realidade na ausência do toque. Uma mulher não é nada antes de seu encontro com coisas, seres e mundos. Então, para ver o feminino lá fora, é preciso atuar aí dentro. Agir. Para fazer nascer uma mulher, é preciso ser homem.

Para entender uma mulher, enfim, você precisa fazê-la suar, digo, fazê-la sua mulher

28.1.09

Eu sei que eu disse, mas...

Essa eu tenho que contar. Saí no domingo. Fui à uma balada* aqui em São Paulo, no centro da cidade. Quem é daqui deve conhecer ou pelo menos deve ter ouvido falar: ( http://www.gambiarraafesta.com.br/ ). Ótima para dançar, o DJ é fenomenal, só toca música brasileira. Foi lá inclusive, que eu ganhei o meu presente de Natal (mas essa é outra história).
Estou dançando, um cara se aproxima. Bonitinho, belo sorriso, baixinho.

Ele - "Você é linda. Parece uma modelo."
Eu - "Brigada."
Ele - "Você gosta de meninas ou de meninos?"
Eu - "MeninOs".
Ele - "Que pena! Queria apresentar minha amiga prá você."
Eu - (Sorriso) "É, mas eu gosto de meninos, mesmo."
Ele - (Sorriso maior ainda) "Eu também."

Bom gente, é engraçado mas também é a civilidade absoluta. Aliás, essa balada é totalmente a favor da diversidade. Só tenho uma preocupação: A maioria dos meninos se assusta facilmente. É uma pena, mas é a realidade. Só espero que eles continuem a comparecer. Oremos.


* esse termo não me agrada muito, não. Acho meio adolescente. Mas fazer o quê? Para esse tipo de festa, não tem outro.

**Aliás, fechei com ele para a minha festa à fantasia no bar - dia 14 de Fevereiro. Quem estiver a fim, me deixa o e-mail nos comentários que eu entro em contato. Não vou mais mencionar o nome do bar aqui, agora que me tornei pessoa pública (vai ser dona de bar, vai), isso tem me causado umas saias justas. Pessoa bota nome do bar no google, pessoa acha o blog, pessoa lê blog, pessoa vai ao bar. Já viu, né?

15.1.09

Pessoas

Vou tirar umas férias do blog, tá?

10.1.09

E o ano começou

E preciso urgentemente remover todas as menções ao bar deste blog. Ou pelo menos o nome. Porque na quinta, foi um amigo de um dos sócios lá e disse que procurou o bar na internet e bem, achou o blog. E leu. Ele foi muito do discreto mas juro, MORRI. Vergonha é apelido.

29.12.08

Olha, voltei rapidinho

pra dizer só uma coisinha. Ou duas.
Esse presente do velhinho de barba branca foi, realmente, uma faca de dois "legumes".
Porque eu tava bem quietinha no meu canto, fingindo de morta. O monstro dormia.
Pois bem, esse tal desse garoto, acordou o monstro e ainda por cima elevou os standards. Muito.
Muitíssimo. A níveis quase impossíveis de equiparação. Juro. Essa nova geração andou aprendendo umas coisas.
F*deu.

De férias, em Florianópolis

Volto dia 5.
Feliz 2009 a todos os meus três leitores. Até lá.

22.12.08

Natal antecipado


Tem dias em que o Universo olha prá você, fica com peninha e resolve te dar um presente.
O meu papai noel veio ontem. Tinha 1,90, um sorriso de matar, mãos macias e beijos perfeitos.
Obrigada, hein, pessoal aí de cima, veio sob medida, não tenho nenhum reparo a fazer. E olha, que eu nem tinha escrito uma cartinha.

5.12.08

Morta? Almost.

Gente, esse negócio de dona de bar, vou contar, hein? Já dizia o nosso amigo Robin, que entendia bem desse assunto: Santa jornada dupla, Batman!
De dia, funcionária. De noite, bailarina. E joga mãe, no meio desse negócio, para completar e não ficar faltando nada.
Ainda bem que eu não sou mais esposa, porque não ia dar, não. Sem condições.

Mas eu estou feliz, as coisas estão entrando nos eixos, agora é só encher esse bar de gente. Só, é força de expressão, né? Porque, vejam. Tudo nesta vida dá muito trabalho.
Bem que a cigana disse que o meu dinheiro nunca ia vir fácil. Não para loterias. Não para marido rico. Não para sorteio do "credicardi". Trabaia mizifia!

30.11.08

Só para lembrar que não é tão simples assim

Ontem ficou bem vazio. Mas, no geral, para o primeiro fim de semana, acho que foi ótimo.
Quinta, bom. Sexta, excelente. Sábado, fraco.
Agora, precisamos trabalhar muito na divulgação.
Conto com vocês.

29.11.08

Rapidinha

Gente, absoluto sucesso.
Ontem lotou mesmo. Fechei o caixa às 5 e às 9 já estava encomendando pão para hoje.
Até o champagne acabou.
Foi muito, muito, muito legal.
E agora, vou dormir mais um pouquinho (se eu conseguir, né?)

27.11.08

Sorry

Tô tão doida que troquei de princesa. Não é Rapuzel, não. Bela Adormecida.
E esqueci da Amber. Amber, cadê seu e-mail? Não vai na inauguração, não?
Aliás, tá tudo bem com vc?

26.11.08

Enfim

Bom gente, é amanhã. E o que está faltando vai ficar faltando porque não dá mais não.
O Bar, finalmente parece um bar, já que chegaram as bebidas e foram colocadas naquelas prateleiras designadas para tal finalidade. Um bar, portanto.
Ontem, ficamos lá até umas horas, um exército de pessoas. E lava e varre e carrega e testa o som e cadastra os produtos e descarrega a cerveja e, e, e.
Para hoje, treinamento do sistema, treinamento da brigada de incêndio e treinamento do pessoal em um test-drive às sete da noite com uns doze desavisados amigos e familiares, que serão nossos clientes fake.

Ainda dá tempo hein, pessouash, de ir na inauguração. Quem quiser, pode passar um e-mail para danidemenezes arroba ge mail ponto com, tá? Com os nomes completos e dia preferido: quinta, sexta ou sábado. Prometo que vai ser bom. Pelo menos, a música. Essa, eu garanto.
Klein, Hunny, Cris, Su, cadê vocês?

E tem lá um baixista que não sai de mim, não sai. Mas sabe, né, onde se ganha o pão, não se come etcetera, todo mundo conhece a frasezinha clássica. E , depois, essa parte de mim parece que virou Rapunzel de vez, está dormindo há uns cem anos. É que me parece, pelo menos.

22.11.08

Sehr gut

A vida está monótona? Precisando de um pouquinho de aventura?
Ó, queridos, simples. Simplinho. Montem um bar. Tudo, tudo, pode acontecer, feche os olhos, etcetera e tal.

O cano do banheiro pode furar enquanto a pessoa da empresa que coloca os negocinhos de papel, sabonete e afins está, finalmente, instalando os malditos negocinhos. E descobre-se que não há registro. Sem registro. SEM REGISTRO. E a água jorra pelo bar e a pessoa instaladora coloca o dedo no furinho e lá fica por trinta intermináveis minutos enquanto as outras pessoas procuram o registro da caixa d'água e o bar inunda.

Também pode acontecer que a vaga de caixa nunca é preenchida, porque sinceramente, já foram três. Três seres humanos que a gente contrata e resolvem trabalhar em outro lugar. TRÊS. E temos que marcar o treinamento do sistema e cadastrar as coisinhas a vender no bar e NÃO temos a pessoa-caixa. Não temos.

E a obra Sísifo, porque só pode ser, não tem outra explicação, não. Estou num sonho sem fim, rolando esta p*rra desta obra que nunca acabanuncaacacanuncanuncaacabanunca.

E o tapeceiro pode inverter as cores dos sofás cuidadosamente escolhidas. Pode. Pode sim.

E a costureira das cortinas pode resolver que cortinas são uma coisa por demais monótona e porque não? Vamos fazer cada pedaço de um comprimento diferente. Ó que original! Que divertido! Assim as pessoas sobem no andaime para pendurar a dita cuja (pé direito alto não é uma cousa linda?), um peso do c*aralho, oito pessoas envolvidas no processo, para descobrir, ao final, que a cortina é maneta, perneta, whatever. E despendurar tudo, né? Senão, qual a graça?

Olha, vou parando por aqui, eram só uns exemplinhos. Juro. Tem mais. Mas não quero fazer sofrer os coraçõezinhos dos pobres e parcos leitores.

Só mais uma, vai...

Não há freezers. Ninguém entregou nada. Cerveja quente. Bom, né? Diz que lá na Alemanha faz um sucesso danado.
Moço, por favor, dá logo aí uma passagem sem volta para Munique. Brigada.

14.11.08

Pideites, absolutamente sem graça nenhuma

Eu quase nunca leio aqueles reports do negocinho que conta as pessoas que vem aqui. Quase nunca. Mas quando dou uma espiada vejo que tem uns doidos que insistem. Poucos. Porque, né, gente, esse serviço de inutilidade pública anda às moscas. Ou nem elas. Minha vida virou um trabalho sem fim. Dia e noite, noite e dia. Leio mais livro nenhum. Cinema nem sei mais o que é. Vida sequiçuar, que, by the way, já não era das mais movimentadas, inexiste.
Fico aqui pensando n'algo para escrever que não seja o bar. Não tem, não. Xeu pensar... hummm... Não tem.

Para quem me pediu notícias de Mateus, este completa 14 anos amanhã. Está calçando 41 e não para de crescer. Tem me dado o trabalho de adolescente normal, todos os itens incluídos, sem faltar nenhum. Mas apesar do mau humorzinho, continua a pessoa doce que sempre foi, se bem que a doçura tá lá escondida debaixo de várias camadas de casca adolescente. Que eu saiba, não tem namoradas no momento, não. E vai dançar a primeira valsa, próximo dia 28, em uma festa de 15 anos (parece que as meninas estão fazendo estas festas de novo, sei lá, no meu tempo, era totalmente uó, esse negócio de valsa). Fotografarei a pessoinha no seu primeiro terno. Prometo.

12.11.08

Mudamos para 27 de Novembro

Bom, pessoal, não teve jeito, não.
Faltam papéis, homologações e outras cositas que impedirão a inauguração neste fim de semana. Estamos adiando a festa para daqui a duas semana para não correr nenhum risco de ter que cancelar de novo. I sinceraly hope. Principalmente porque, dinheiro no hay. Acabou. Boa Sorte.
Precisamos abrir.
O bar ficou a coisa mais linda, o som está maravilhoso (teve ensaio ontem, uma lindeza!).
Espero vocês lá, no dia 27, hein?

10.11.08

Tô viva

Morri não. Ainda.
As coisas caminham lá no bar. Estamos mantendo a data da inauguração. Somos absolutamente doidos.

2.11.08

Medo, medo, medo, medo

de não dar tempo.
E mais nada a declarar. Cérebro em processo de shut down.

29.10.08

Bonita ponte, aquela nova, não?

Até ontem, eu juro que achava que esse bar não ia inaugurar no dia 14, não. Impossível. Mas ontem a congregação reunida de marceneiro, serralheiro, vidraceiro, resolveu trabalhar. Disseram que terminam tudo até sexta. E o ar condicionado chegou. Três dias adiantado.
Contratamos cozinheiro, barman, caixa e a empresa de valet. Sem garçons, por enquanto.

E pessoas continuam mandando seus nomes para a lista e pânico, hein? Pânico total desta que vos fala. Ohh, claro que eu mantenho o controle. Outro no meu lugar já teria pulado da ponte.
Porque o escritório está parecendo casa de doido, estamos desenhando uma coleção de uns quinhentos modelos (e não é figura de linguagem) mais o bar e sem ratos? (Falando nisso, temos um bar com ratos (daqueles que roem e são peludinhos e tem um rabinho enroladinho. Não vi nenhum, amémjisuis, mas eles deixam rastros, os animaizinhos simpáticos), a dedetização e desratização está marcada para semana que vem)).

Well, well, well, qual a ponte mais próxima, amigos?
Aquela nova do Morumbi até que é boa, hein? Boazinha, mesmo.

20.10.08

Pessoas

O bar tá ficando lindo, lindo. Apesar da dupla de sócios que eu possuo, ter cortado meu orçamento de decoração todo, praticamente. Porque o isolamento acústico vem primeiro, o banheiro de deficiente é mais importante, precisamos de um fogão novo, etcetera sem fim.
Homem não entende nada mesmo. A importância de um espelho bonito escapa à compreensão (da maioria) destes seres.
Mesmo assim, o prédio é muito legal, as cores das paredes ficaram ótimas, me sobrou um dinheirinho para uns quadros e vamos lá.
A iluminação tá ficando excelente (devo aqui, agradecer à Milena, nova namorada do meu sócio, que é arquiteta e fez o projeto, god bless her).
O som, super hiper mega blaster profissa também, apesar de eu não entender nada disso e aqui vai um PA e aqui uma caixa sei lá das quantas, porque assim o som fica perfeito e uma não anula a outra e blablabla bla bla.
E se vocês forem lá hoje, vão achar que a gente tá doido mas ainda pretendemos inaugurar no fim de semana do dia 14 de Novembro.
Se algum de vocês quiser convites, por favor, deixe um recadinho com e-mail e dia preferido (14 ou 15) nos comentários, tá?

16.10.08

Seu passado a espera?

Eu tive um namorado suiço. Lá nos idos das eras jurássicas, antes do Zé, eu conheci esse garoto quando estudava na Inglaterra. E nós tivemos um romance lindjo e viajamos pela França, Itália e Grécia mochilando no verão, todo um filme adolescente, praticamente. Foi sim. Verdade verdadeira.
Depois nós terminamos porque, sinceramente a inviabilidade era óbvia. Principalmente nos tempos da comunicação via cartas, porque era assim que era, né? Antes das internetis e uébi-cams.

Pois então. Não é que mexendo nuns guardados, procurando sei lá o quê, não acho uma pilha de cartas da pessoa? Uma pilha. Literalmente. Tão fofas, tão doces, chega a dar coceira na língua, igual doce de leite com muito açúcar.

E levo pro escritório prás meninas lerem e darem risada. E elas amam. Claro, né.

E a desvairada da Camila II, toca a me azucrinar para escrever pro moço. E me enche o saco todo santo dia. O tempotodosemfim. Escreve-escreve-escreve, uma ladainha. As carpideiras perderiam longe.

Escrevi.
Não, ele ainda não respondeu, isso foi anteontem. Nem sei se a pessoa mora no mesmo lugar, né? Que lá se vão (ui) vinte anos. De qualquer forma, enquanto estava escrevendo (juro), recebi um telefonema do meu primeiro namorado, pessoa esta que namorei quando tinha treze anos. Treze. Olha, para não fugir da verdade, devo dizer que temos relações cordiais até hoje e nos falamos de vez em quando (de vez em quando significando uma vez a cada dois ou três ANOS).

Dá um arrepio, hein. Medo Peggy Sue.

13.10.08

A noiva do cowboy era você, além das outras três

É o seguinte: Estou aprontando um negocinho lá pro Bar e preciso da colaboração de vocês.
Preciso de frases de música em português. Engraçadas, românticas, cortospulsos (mas não muito) com os temas: relacionamento, amor, sexo, etcetera.
Eu sei que quase ninguém mais lê isso aqui mas, por favor, sobreviventes do navio, já queimei todos os meus miolos e ainda preciso de mais.
Quem não tem as suas preferidas? Mandem, mandem.
Desde já, encarecidamente, agradecemos.

Prometo que coloco fotos aqui depois de tudo pronto.

11.10.08

Então tá, notícias do bar

Porque é só o que eu tenho, pessoal... notícias de bar.
E, claro, bar em obras rende notícias espetaculares. E acho que esse negócio de ser dona de bar vai acabar destruindo todo o prazer da minha vida em frequentar bares em geral, porque eu agora presto atenção em tudo, tudo, tudo.
Viu? Aquela fiação tá aparecendo. Olha, os descartáveis são da empresa Xis. Ihh, também não tem isolamento acústico.
Olho o cardápio, os preços, o serviço, o valet, o diabo a quatro. F*deu de vez.

Orçamento estourado, claro.
Faltam milhões de coisas, claro.
Minha verba de decoração foi pro vinagre depois da chuva (reforma do telhado, calha nova e tals) e do banheiro de deficiente (tem que falar cadeirante, acho, né?) que tivemos que fazer. É a lei, é a lei. E da porta de emergência e dos extintores de incêndio e etcetera, etcetera, vários etceteras.

Bom, hoje vou ver uma banda de rock clássico que pretendemos contratar para as quintas-feiras.

A inauguração está prevista para 14 de Novembro. Cinco semanas. Cinco semanas. Ai, ai.

4.10.08

O bar

está me deixando doida e me tirando o sono e são coisas e são coisas e são coisas.
Eu sabia mas mesmo assim, não esperava. Vai entender.

1.10.08

Update gastronômico 2

Então na segunda-feira, mais duas ligações. Sendo que não atendi a primeira (celular) e na segunda vez ele ligou no escritório e a minha assistente disse que eu estava. E eu conversei e desconversei e disse que EU ligava.

E ontem, de novo para o escritório, e graças ao bomdeus, eu não estava de verdade.

Tá me dando a meda, hein? Dessa pessoa?

E vocês, é claro, estarão se perguntando: porque eu não dispenso de uma vez?
Ainda não, hein, melhor manter assim, na marmitinha, porque mesmo sendo totalmente irritante, é comestível. Nunca se sabe.

30.9.08

Praise the Lord


Então tem essa coisa que eu preciso aprender. Porque não me ensinaram, realmente. A dar e muitíssimo menos, receber.
Problemas com os elogios.
E acredito que teria evitado algumas situações e tido mais sucesso em outras, caso eu soubesse praticar esta arte.
Se algum de vocês conhece um curso, por favor, quem sabe eu aprendo. Porque eu sou uma aluna muito aplicada. Então, se tiver lousa e professor, existe esperança.

E os seres humanos do gênero masculino parecem carecer dessa reafirmação de qualidades em quantidades nunca imagináveis (por mim, pelo menos).
E me surpreende constatar que eles preferem que você diga que eles são uma f*da espetacular, absoluta e inesquecível, que chegam a brilhar no escuro, ou qualquer outra coisa engrandecedora (literal e não literalmente) do ponto de vista sexual, a dizer que eles são engraçados, inteligentes e que sim, você gosta deles, putz, quero você como amigo, você é um cara muito legal.

Porque naquelas cabecinhas, uma coisa exclui a outra e lá se vão as oportunidades de uma amizade fabercastelliana. Me iludo. Eu sei. De achar que isso seja possível.

28.9.08

Então era isso...

Tem uma cousa acontecendo que eu não tinha mencionado aqui ainda. O Bar. Pois então. A doida aqui, que já faz pouca coisa nesta vida, está, com mais três sócios, abrindo um bar. Não tinha falado nada ainda porque queria que as coisas estivessem mais certas mas agora... agora f*deu. Porque o imóvel está alugado, a obra começou e não tem mais volta, não.
Esperamos inaugurar até o dia 20 de novembro mais ou menos, juro que aviso vocês. Inclusive porque precisa-se desesperadamente de clientes, Susan.
Por ora, digo que é um bar com boa música ao vivo, focado em uma faixa etária acima dos 30 (mas não me abandonem crianças, não me abandonem!), ali pertinho da Praça Benedito Calixto.

Dona de bar, era só o que me faltava, não era não?

Update Gastronômico:
E o italiano ligou algumas vezes e apareceu lá no escritório para tomar um café mas juro, acho que não tenho forças, não. Fala demais, a pessoa.

22.9.08

PT Saudações

Cheguei quarta. Câmbio. Viajo hoje de novo. Câmbio. Minas Gerais. Câmbio. Volto quinta. Câmbio.
Exausta. Câmbio.

8.9.08

Meeting Ike and an italian


Bom, eu estou indo viajar afinal. Digo afinal, porque deveria ter ido na quarta ou quinta passadas.
Viajo amanhã pela manhã e chego aos Estados Unidos juntamente com o Ike.
Nada como um furacão para animar as coisas, não?
Olha, gente, eu brinco mas não é brincadeira, não.
Pelo menos, já eliminaram o risco do furacão passar por Miami (parece que ele mudou um pouco de direção) mas sofreremos os side effects (ventos fortíssimos e tempestades, risco de tornados)
E todo mundo vai perguntar porque não esperamos o raio do furacão passar mas acho que não vai dar, não. Essa viagem já está mais do que atrasada e se não formos agora, não podemos mais ir, vai ser tarde demais. Precisamos da informação para fazer o trabalho e é isso, furacão ou não furacão.

E ontem fui tomar um café com mais um ser humano, gênero masculino, proveniência internetis.
A Marcia, minha sócia diz que eu vou morrer de tanto tomar café mas não vou, não. Adoro café.
Têm sido vários, mas eu não me dou ao trabalho de contar porque não valem as letras digitadas.

O de ontem vale. Porque eu nunca ri tanto.
Se eu andava reclamando da insegurança dos rapazes, paguei a minha língua. O cara era italiano. Italiano e xavequeiro são quase que sinônimos absolutos mas esse, esse era O Rei.
Cocky? Super mega blaster cocky, ao cubo. Beirando o ridículo, praticamente um Zé Bonitinho.

Sim, eu sei que esse é o modelo, eles são educados desse jeito, sei lá, deve ter uma cartilha que eles lêem quando pequenos, ou coisa que o valha porque, sinceramente, não é possível.
E olha, nunca conheci ninguém tão direto, italiano ou de qualquer outra nacionalidade.
O cara é muito interessante, não posso negar, mas terei que atravessar um mar de presunção, primeiro.

E é a união de dois estereótipos, né não? Eles, com uma imagem fantasiosa da mulher brasileira (segundo ele, as brasileiras são as mulheres número 1 do mundo, obrigada pela parte que me toca mas, né, eles assistem carnaval demais na televisão) e nós, com uma imagem praticamente espelhada do homem italiano e igualmente fictícia (Casanova, o fundador da tradição (ou da maldição)).

Minha amiga Sheila, para quem eu liguei, às gargalhadas, assim que cheguei em casa, me disse: pelo menos faz bem pro ego. Sei não. Quem é que acredita naquele monte de bobagem?

Ele disse que quer cozinhar prá mim, quando eu voltar da viagem, na semana que vem. Então, fica aqui a questão:
Comemos ou não, um prato italiano?

3.9.08

Pedido de desculpas



Eu sinceramente pretendia ter ido ao lançamento do livro da Fal. E ter encontrado todas vocês lá. Mas eu não ando muito bem e ontem, especialmente, ninguém merecia minha companhia. Ninguém mesmo.
Espero que tenha sido o sucesso que ela merece.

1.9.08

Ôceis num presta prá nada, mes

Num rezáru, né? Rezáru coisa nenhuma.
Porque me ligaram lá de Manaus hoje e, além da entrevista onde eu só falei asneiras ter passado na televisão, disseram que eu saí em todos os jornais.
E gente, juro juro juro, não sirvo prá isso, não. Morro de vergonha. Verdade verdadeira.

29.8.08

Nem fui e já voltei

Então, né. O chá. Que não foi chá coisa nenhuma, sendo que serviram champagne e trufas. Correu tudo dentro dos conformes. O troço foi organizado por um colunista social de lá. Kind of Amaury Djuniors manauara. Sei lá quem foram as fulanas que foram mas segundo eles, eram as fulanas que eles queriam que fossem.
E vai aparecer em todos os jornais locais e tchã-nã-nã, na televisão. No tal do programa da pessoua.
Para o qual eu dei uma entrevista absolutamente ridícula. Vergonha. Medo. Medo. Vergonha.
Ainda bem, deuzépai, que só passa lá, né? Ou eu me enterraria em um buraco bem fundo para sempre. Ou então, quem sabe, os deuses olharão cá prá baixo e se condoerão (???) de mim e o tal do Alex me editará. Cortará tudo. Me apagará dos anais da história televisiva amazônica para sempre.
Orem amigos.

27.8.08

A saga continua

Só para não perder o hábito a viagem da semana é... tã-nã ... Manaus!

O nosso cliente está promovendo um evento para cinquenta mulheres da sociedade de Manaus. Um chá. E queria que uma de nós estivesse presente. Após uma disputa ferrenha de par ou ímpar com a minha querida sócia, quem ganhou, quem ganhou? Adivinhou.
A " sortuda" aqui.
Bate e volta para Manaus (tão pertinho, né, crianças?), para tomar chá com as damas da sociedade. Mereço?

22.8.08

Será possível?

Pensei e pensei e pensei sobre o que aconteceu e só me restou uma pergunta:

Será que é sempre necessário esse equilíbrio: um forte e um fraco? Um egoísta e um generoso?
Um adicto e um co-dependente? Um doador e um tomador? Essa interação de opostos, sempre?

Porque foram duas experiências onde eu estava forte, sabia o que queria, agi com segurança e naturalidade e o resultado foi provocar uma insegurança enorme do outro lado.

Quero, preciso acreditar que não. Que o encontro de duas pessoas seguras é possível. Dois justos (para citar o Gikovate).
Dois inteiros.

Então

eu recebi um e-mail do DJ. Vocês não tem idéia. Da putice dele. Disse que eu o reduzi a uma mera ejac*lação, justo ele que era um amante secular (sic) (o cara acha mesmo que é um vampiro) , e que tinha frases preparadas para sussurrar no meu ouvido, e justo ele que adora fazer amor, and so on and so on. O tom, completamente agressivo. Muito.

A-hã. Reduzi mesmo. Ele tem toda a razão. Foi exatamente o que eu fiz. Fria. Agindo totalmente contra a minha natureza, on purpose. Fucking like a man. Realizando a tal da experiência, onde eu era o rato. Deixando de ser a agradadora patológica para ser a tomadora (não, não vou ficar assim prá sempre, não sou eu, de jeito nenhum. É um exercício mesmo, e demanda um tremendo esforço da minha parte. O objetivo é uma certa forma equilíbrio. Consigo? Não sei. Preciso tentar, se é que eu pretendo ter um relacionamento decente algum dia, no futuro )

E não é inacreditável isso? A gente não pode, não. A gente tem que bancar a dama arrebatada e apaixonada, suspirando pelos cantos e pedindo sais. Não esquecendo de bater as pestanas e abanar o leque. Merece uma análise de alguém mais competente que eu, esse negócio aqui. Porque ontem, tive uma outra demonstração de insegurança, vinda de outro lugar. Pois então, fuck like a man, they become little women. Muitíssimo esclarecedora, essa inversão.

Gente, esses experimentos estão se revelando muito mais do que o inicialmente pretendido.
E, por favor, não fiquem com peninha dele, não. Que o que ele queria era a minha alma, como ele mesmo deixou bem claro várias vezes. Ele é um sedutor profissional e eu, uma mera enganação.

Fiquem com peninha de mim. Porque a co-dependente que mora aqui dentro (e não sai de mim, não sai), sofreu um pouco. Desagradar, para mim, é extremamente difícil. E essa luta para largar de achar que o mundo inteiro tem que gostar de mim e das minhas atitudes é diária.
Um dia de cada vez.

21.8.08

Falta pouco

E ainda bem que a minha irmã chega amanhã. De Florianópolis, that is. Onde ela escolheu morar. Que é onde moram todas as pessoas de sumpaulo que resolveram dar um basta e disseram não. Não ao trânsito, não à essa vida maluca, etceteras. Tudo bem que ela foi bem antes dessa moda dos paulistanos. Ela merece esse aparte. Vinte anos atrás, só os neo-hippies iam morar em Florianópolis. Minha irmã é neo-hippie? Sei lá, acho que não. Gosta de praia, isso sim. Mas eu também gosto e não iria morar lá, não. E olha que adoro, hein? Florianópolis.
Natureza demais faz mal para a saúde. Parque do Ibirapuera já tá de bom tamanho. E umas férias e rólideis, de vez em quando.

Porque ela veio para salvar a minha vida, entendam. Que atravessei essa semana a nado. E o ar parecia mercúrio. Quase não respirei, porque se eu respirasse, afogava. Fiz que nem o garoto lá, da medalha, respirei, pulei, nadei. E não respirarei mais até o fim da tarde de sexta. Quando iniciarei os trabalhos de embebedamento que durarão o final de semana. Todo.
Isso é para vocês, que acham que eu levo uma vida de glamour e sofisticação com toques de Samantha Jones. Levo, não.
Problemas abundam, decisões são necessárias, o tédio impera, o trabalho se arrasta, o ex complica a vida.

Por isso, ave Isabela, que vem me fazer companhia e partirá comigo para as duas festas para as quais fomos convidadas (uma, eu e a outra, ela). Às vezes, até acho que deus existe.

16.8.08

Relatório

Eu tenho que explicar direito esse negócio das experiências. Onde eu sou o rato. Ontem conversei com o meu amigo filósofo e ele sempre me faz perguntas tão procedentes que eu sou obrigada a pensar sobre os assuntos.
E ele me pediu para explicar cada experiência e o objetivo delas. E perguntou o que eu estava realmente pretendendo aprender.

Então cheguei à seguinte conclusão: o que eu estou tentando fazer é romper com meus padrões de comportamento para ser mais livre.
Elaborando: eu tenho tentado não seguir meus primeiros impulsos, ignorando os meus imprints. Isso eu gosto, isso eu não gosto, isso eu faço, isso eu não faço, isso me atrai, isso não me atrai. Será? Vamos ver. Eu paro, racionalizo e então, experimento agir em outra direção que não aquela que eu instintivamente seguiria.
Tenho feito descobertas impressionantes sobre mim mesma e tido experiências muito especiais.
Exige uma frieza que normalmente não é parte da minha personalidade mas tem servido aos seus propósitos.

Quanto ao DJ e o fim de semana no Rio, preciso confessar uma coisa. Porque ficou parecendo a final de um jogo e não foi bem assim. Quando eu disse que ganhei, ganhei de mim mesma.
Porque seria uma situação e um objeto com os quais, em outros tempos, eu me envolveria profundamente.
Nós temos mesmo, muitas afinidades. Conversamos muito abertamente sobre esses e outros assuntos.

E agora, tenho que admitir, eu sinto falta dele. Não do DJ da vida real, atentem. Mas do DJ de antes. Do jogo, da fantasia, da brincadeira.

Bem, da adrenalina.

Não, não mudei tanto assim.

11.8.08

Veni, vidi, vinci

Well, dears, brasas atravessadas. Eu eu, ilesa. Sorriso de satisfação aqui, porque ele até disse que não gosta de ninguém, hein? Ninguém mesmo. Só dele. Olha que isca perfeita prá mim? Desafio, hein? Mas, não. Não funcionou, não.

Eu sei que vocês gostam de relatos detalhados mas acho que basta dizer que conversamos, passeamos, dançamos, jantamos, the works.
Nasa, the butterfly has landed. And it´s not flying again. Not with this crew, anyway. (e porquê é muito mais fácil escrever em inglês, hein? Digam-me. Não é metideza, não, juro. Eu penso muito em inglês, vai saber lá porquê. Deve ser a capacidade de síntese. Da língua, não minha.)

The most expensive fuck, ever*, mas o motivo da ida não foi esse, em absoluto. Eu estou fazendo diversos testes comigo mesma e tenho passado com flying colors (essa expressão, por exemplo, tem equivalente? com notas azuis? com notas dez?).


*essa, por sua vez, tem a tradução perfeita mas fica assim, meio que mais discretinho e classudo em inglês, não? Posso usar também a famosa BFSF, best f so far. It applies.

* e eu vou ter que pagar essa, São Pedro. Bad karma e tudo. Mas acho que terei um desconto, tendo em vista que era um teste e que o sujeito passeia bastante, me or not me.




8.8.08

Olha,

se eu soubesse mesmo escolher hómis com propriedade e bom senso, como faz a minha mãe* (só retirem o meu pai biológico dessa lista, por favor, que todo mundo erra, vez ou outra), o cara com quem eu tomei café ontem e que, sim, saiu lá do negocinho da internetis, seria a perfeição.
Totalmente do bem, um pai maravilhoso, trabalho, dinheiro no banco, com cabelo e sem barriga.
Mas e as borboletas, hein? Borboletas totally missing.

Ligo para a minha irmã, descrevo e ela diz: gostei desse.
E eu: Gostou desse o c*ralho, Belinha! Que no seu histórico só tem vagabundo! (Dei exemplos para reforçar o argumento e ela, claro, foi obrigada a concordar). Gostou prá mim, né? Que você me ama e só quer o meu bem. Eu sei. Mas me explica, agora, por favor, porque é que a gente só gosta de sem-vergonha? É genético?
E ela: é, né.
E eu: é.
E ela: Pois é. Mas dá uma chance prá esse, vai..

Gente, juro que eu tentarei. Prometo. Estou aqui beijando os dedinhos cruzados.
Mas, depois. Depois do fim de semana no Rio, para o qual, já estou de passagens compradas (e as borboletas flying, que só elas. Montes).

*gente, minha mãe tá namorando. E o cara é um príncipe. E trata ela feito rainha. Só minha mãe, mesmo. E essa lição, não aprendi, não. Sei lá porquê. Freud me entenderia. Talvez.

7.8.08

São tantas emoções

Coisas acontecem por aqui. Os astros se movimentam, acho.
Bom, acho que o fim de semana à carioca vai rolar e será neste próximo.
At least, resolveremos esse mistério (Dona Branca na sala de jantar com a faca?), que esse jogo já foi longe demais.

E, pasmem todos vocês, eu ganhei uma passagem para Londres! (aliás, posso escolher Londres, Paris, Barcelona ou Milão). Chique, hein?
Pé de pato, mangalô, três vezes (acho que é necessário, na atual conjuntura). Porque eu já estava indo viajar, vejam vocês. Daqui a vinte dias, vou para Miami trabalhar. Fazer pesquisa pros crientis. E também não estou pagando essa viagem (as despesas sim, mas nem passagem, nem hospedagem). Veja bem. Note. Que coisa.

Os astros, então, resolveram me botar para andar e, seja o que for que isso signifique, estou indo.

E, assim, throwing in, for good measure, já estive no Rio semana passada à trabalho, de novo esse fim de semana. Sei lá. Um momento Ja*ck Ke*rouac rolando, né não?

Esse Londres terá que ser entre setembro e outubro, que é a validade do presente (porque foi isso que aconteceu, não é sorteio, não. Foi um presente daquele meu amigo que é bambambam em uma companhia aérea e muito, muito generoso.).
Portanto, setembro nos eua e outubro nas oropa. Fina é pouco. (Não sei onde vou arrumar dinheiro para todos esses moveres, né? Mas. Cartão no povo e bóra lá).

Mando notícias. Ou postais.

3.8.08

Séquis and the city, literally

Depois de uma sexta-feira bêbada dançante e uma ressaca dos infernos no sábado, somada às visitas a pontos comerciais com um corretor e dois sócios de um negócio que ainda não existe mas que está me assustando mais do que deveria, eu fiz o que eu devia ter feito desde o início: maratona Séquis and the City, pipoca, amendoim, chocolate, coca-cola, montes de cigarros. Um domingo perfeito.

Eu sei, eu sei. Mas sempre me faz rir and besides, eu sou a própria Carrie Bradxó, por fora bela viola, por dentro pão bolorento (e não estou falando da minha lingerie, não, que essa também é bem bonitinha). Além de idolatrar sapatos, claro. Mas como eu já comprei duas sandálias novas na semana passada e ainda não usei nenhuma, bom, só me restaram as antigas temporadas.

E, vejam, não falei (falar é eufemismo para o eme-esse-ene) com nenhum dos excelentíssimos senhores presentes na minha janelinha. (Mentira, só um, cinco minutinhos, e a história do fim de semana no Rio renasce das cinzas).
Olha, vocês não conhecem nem uma pequena parte desse livro mas não adianta contar, não.
Tantos twists and turns que tá mais para roteiro filme B. Nem eu mesma consigo entender muita coisa. E sou personagem principal.
Mas acho mesmo que tenho que colocar um ponto nesse negócio, seja qual for. Final, interrogação, exclamação, necessita-se de um ponto qualquer. Com urgência.

Só vou dizer mais uma coisinha: aquele site de relacionamentos tem me rendido boas risadas (só vendo os e-mails para crer), algumas boas conversas, um ou outro amigo e well, you know, that too. Portanto, eu recomendo para quem tem paciência. Muitíssimo necessária na seleção e recrutamento.

30.7.08

Eu sei, sumi

mas é que eu estava em um tipo de férias, com o Mateus no acampamento por quinze dias.
Passei duas semanas sozinha e literalmente caí. Na farra, na balada, no rock and roll. Sei que vocês queriam relatos precisos dos episódios "séx and th*e city" que eu tenho vivido mas, né? Kind of complicated, pessoas lêem, etecetera e tal.
É aquele negócio de sempre, não é, Klein? Blog anônimo, blog não anônimo, eis a questão.
Mas posso garantir que dava um roteiro para uns dois ou três episódios bem engraçados.

Quanto ao cara lá, aquele de sempre, tudo na mesma. Ou não. Porque eu andei apertando alguns parafusos e claro, ele espanou um pouco. Ofereci um fim de semana em São Paulo, hospedagem cinco estrelas, all inclusive, e ele não veio. Deu lá umas desculpas, mas.
Então mudei meu ponto de vista. E acho que tenho servido, na verdade, para colocar um pouco de emoção em uma vida que deve ser extremamente monótona. Sem problemas. Ele também me diverte e me ajudou muito a passar um período bem complicado.

Ahh, obrigada. Pelos generosos elogios. Eu roubei, né? E escolhi umas fotos bem boas mas obrigada de qualquer forma. E, engraçado, todos vocês disseram que achavam que eu era bem mais velha. Ou que o que eu escrevo é bem mais vellho. Sei lá o que isso quer dizer, mas não sei se concordo. Se velhice tiver a ver com sabedoria, estou porca. Porque gente, tateio como todo mundo. Talvez passados quarenta anos, o que eu tenha seja uma idéia um pouco menos vaga de quem eu sou e de onde os calos me apertam mas, digo de cadeira, na maioria das vezes não me adianta de absolutamente nada.

20.7.08

Ama-se

Tenho dissertado sobre os métodos de sedução e a vida de solteira e festas e baladas e séquiço casual e bláblábá mas, o resumo da ópera, mesmo, é esse: tudo isso diverte mas me cansa deveras, dá uma trabalheira danada.
Dia desses, meu amigo Marcelo me disse que estava fazendo uma pequena pesquisa informal, perguntando às pessoas o seguinte: se elas tivessem que escolher uma coisa só, se prefeririam amar ou ser amadas*.
Não precisei pensar nem meio segundo para responder: amar.
Não sei ser amada muito bem, não. Mas amo à perfeição. Claro, amo meu filho, meus amigos, minha família. Amo o ex, até. Mas o que tem me faltado, amigos, é um alguém para amar.
Deve ter alguém por aí sem a menor idéia do que está perdendo.

* a título de curiosidade, a maioria das pessoas responde: ser amado.

Mereço?

A pessoa, agora, disse que está pensando em largar tudo para casar comigo.
Detalhe importantíssimo: ele nem me conhece pessoalmente. Nunca te vi, sempre te amei, trilili, etcetera.
Minha vida é uma novela mexicana.

19.7.08

Cantora, eu?





Eu nunca coloco fotos aqui mas algumas do meu aniversário ficaram tão legais que eu quis dividir com vocês. Escolhi duas do meu momento pop star.

14.7.08

Sucesso de público e crítica

Feliz, feliz, feliz. A festa foi um sucesso. Todos os meus amigos, música excelente, bebida a não mais podermos.
Até cantei uma musiquinha, surpresa para os meus amigos (amigos tem que aguentar de tudo).
Meu aniversário, mesmo, é hoje, portanto, não se acanhem crianças. Como boa canceriana que sou, adoro rebeber os parabéns.

10.7.08

Quarta-feira feriado

Esse negócio de feriado no meio da semana é bom mas parece que fica faltando um domingo depois, né? Sei lá. Meio esquisito.

De qualquer forma, marquei roupas para o acampamento, fui almoçar com meu irmão and family (temos um novo integrante na família, dez dias de vida, e morro de tanto apertar a criaturinha mais fofa desse mundo), gravei CDS para amigos (esse negócio de baixar as tais das pérolas da internetis acabou provocando essa demanda) e jantei com meu melhor amigo, aquele que vai cantar no meu aniversário e com quem vou me casar aos 70, caso ainda estejamos sozinhos (pacto feito, só faltaram as gotas de sangue). Tenho certeza de que ele não leva esse pacto tão à sério quanto eu, já que é muito, muito mais romântico e tem sinceras esperanças de encontrar o eterno amor. Eu torço por ele todos os dias, juro. Mas tenho lá minhas restrições à essa prática de colocar "eterno" e "amor" na mesma frase.

7.7.08

Então,

o DJ me convidou para um fim de semana no Rio. Porque eu quereria passar um fim de semana com esse ser humano complicado, vagabundo, casado, eu não sei. Mas admito, estou tentada. Tá bom, podem mandar me prender. Ou internar, acho melhor.

Tenho considerado como a minha prova de fogo. São brasas, que se eu conseguir atravessar descalça e sair sem nenhuma queimadura do outro lado, me darão a liberdade. Eu sei, eu sei, é um primeiro gole que eu nunca deveria tomar. E depois, casados são bad karma. Mas, putaqueopariu, ter virado esse jogo, foi sublime. Fulaninho está babando furta-cor, método ou não método. Mereço o Oscar.

Não fiquem preocupados ainda, crianças. Eu tratei de voltar para o lugar de onde nunca deveria ter saído: a terapia. O grupo. E eu tenho plena consciência de que estou passando pela crise de abstinência. Falta a adrenalina de sempre. Aquela que o meu casamento sempre me deu em doses cavalares, regulares, consistentes.
As pessoas terminam casamentos porque estão entediadas, eu terminei porque eu queria paz.

Eu sei que nesse caso específico, além da adrenalina, tem o jogo, o controle, a disputa pelo poder, o desafio, coisas que também me movem. Doida, eu? Imagine...

É isso. Desabafo feito. Preciso aprender a gostar da paz. Preciso aprender a gostar de pessoas saudáveis. Oremos.

3.7.08

Eu estou só o pó

Olha, deu tudo certo com o trabalho enorme. Mas antes de dar tudo certo, deu tudo errado. E nós trabalhamos sábado e domingo, viramos noites, estamos exaustas. Mas foi um sucesso.
Hoje e amanhã, folga para todo mundo, porque, juro, ninguém merece.
Então, vou sair daqui a pouco e começar a providenciar cousas para a minha festa (sábado, 12) e para o acampamento do Mateus. E para minha casa, que não tem shampoo, não tem pão, não tem nada na geladeira.
E, claro, um vestido novo para usar no dia D, que eu mereço, mereço, mereço.

30.6.08

O Convite

Ficou bonitinho, não? Cliquem para aumentar.

26.6.08

It´s birthday, let´s celebrate

Não, calma. Não ainda. Só no mês que vem. É que eu resolvi fazer uma festa de aniversário esse ano. E com festas de aniversário, sou uma bissexta megalomaníaca. Na maioria das vezes não faço absolutamente nada e de vez em anos, resolvo dar uma festa de arromba. Este é o ano. Preparem-se. Sempre me arrependo quando está chegando perto, muitas providências, muitas despesas, ai, será que não vem ninguém, todo aquele stress pré-traumático. Mas, essa sou eu. E esse aniversário é especial, idade redonda, vida nova, etcetera and all.

Sobre a crise dos quarenta, espero escrever algum dia, se eu tiver alguma crise para escrever sobre, porque além da resolução de manter a idade pública em 39 para sempre, nada mudou (pensando bem, isso não vai dar muito certo, não, porque as pessoas possuem matemática básica, ainda que memória deficiente. Acho que vou ter que dar uma reduzida para uns trinta e seis e ir aumentando de dois em dois anos, sei lá. Pensarei melhor nesse assunto).

Recebi três conselhos de seres humanos do séquiço masculino me recomendando a prática. Todos me sugeriram a permanência abaixo dos 35, com a finalidade de manter-me dentro do target dos hómis do meu target. Eu sei, dá vontade de mandar tomar no cú (com acento) mas, pensando bem, melhor rir , concluir que homem é um bicho idiota mesmo e aproveitar-me do que a genética me deu (risada malévola nesse ponto da narrativa).

E, atenção! Festa com música ao vivo, claro, que festa de Daniela sem música ao vivo da melhor qualidade, tocada pelos amigos músicos (sim, eu tenho), não é festa, não senhor.
E estou há semanas baixando pérolas da internetis para a trilha do acontecimento. Tudo música pré-histórica, anos 70 e 80, claro. Vou até promover um "bailinho". Músicas para dançar a dois (eu sei que essa parte do post quase precisa de tradução para a maioria dos que lêem este humilde blog. Lá nos idos de 1912, as pessoas dançavam juntas. Juro.)
São só seis músicas lentas, escolhidas, peneiradas, outras cortadas com lágrimas de sangue mas, putz, o povo vai se emocionar, garanto.

E, no meio disso tudo, a entrega de um trabalho de seis meses, dois dias de apresentação e show-room montado no nosso escritório, na semana que vem e falta tudo, tudo, tudo.

E Mateus vai para o acampamento no dia justo da festa e tem que arrumar mala e marcar todas as malditas peças de roupa e comprar meias e cuecas e, e, e ... Socorro!

22.6.08

Então na sexta,

eu fui ao aniversário de uma amiga. E depois fomos tomar uns drinks em um bar novo, pertinho da minha casa. Eu sei que essa informação não interessa a vocês em nada, mas estavam lá (na mesma mesa) Sabrina Sato, Júnior (Sandy), Vesgo (Pânico) e um barbudinho que, acho eu, deve ser o namorado da Sabrina.
Só prá constar. Acho que tenho ido aos lugares errados. Independente da tal da mesa.

Ah! Esqueci de contar. Rato número dois, DJ clássico, de volta com força total. Aumentei o nível do meu xadrez, consideravelmente. E tenho salvo as conversas. Quase todas, pelo menos. Quem sabe, um dia, dá um livro. E os amigos me perguntam o que realmente eu quero com esse cara, vagabundo master plus. Eu, sinceramente, não sei responder direito, mas o que eu tenho certeza é de que essa partida me agrada muito e me diverte horrores. Somos páreo um para o outro e devo dizer, isso é coisa raríssima. Os outros ratos (exceção feita ao Marcelo, meu amigo filósofo) não conseguem manter a minha atenção por mais de alguns minutos. Déficit de atenção, eu?

15.6.08

Canto-terapia

E ontem fui fazer uma aula experimental de canto. Juntamente com a Sheila-amiga que marcou a tal da aula. E a quem eu agradeço porque eu teria morrido de vergonha sozinha.

Aulas de canto são uma coisa que eu quero fazer desde sempre e nunca fiz. Tenho um amigo músico que vive dizendo que a minha voz é boa e que eu sou afinada e ti ti ti e tá tá tá mas eu gosto demais de música e tenho um ouvido muito bom para concordar. Então sempre dei milhões de desculpas mas acho que a melhor, é a que eu nunca dou, que é vergonha absoluta mesmo.
Mas amei! Só conversamos com a professora, claro, que é minha xará e canceriana também. Ou seja, outra d'eu, praticamente.

No final ela nos pediu para cantar um pouquinho (ai). Pois então, não sei se ela estava puxando o saco mas ela disse que eu tenho uma voz linda e que ela acha que eu sou contralto(?), o que, segundo ela, é raríssimo (na verdade, depois de uma "googlada", descobri que contralto é a voz feminina mais grave, modelo anas carolinas da vida).
E claro, disse que era um pecado eu fumar.
Bom, como eu não pretendo ser cantora, sei lá, mas as aulas, estou bem tentada a fazer. Além do quê, juro, é praticamente uma terapia.

13.6.08

Diadusnamoradus

Primeiro dia dos namorados sozinha em hum... dois mais três menos um, noves fora, vinte e um anos. Não posso me dar ao luxo de reclamar, não. Eu sei. Então não vou. Ainda mais porque o ex não dava a menor bola prá essas coisas.

E andei conversando essa semana sobre a beleza. E de como a gente gosta de estar com alguém (so called) bunito para se validar. Porque, p*rra, a beleza não serve para absolutamente nada, é completamente passiva. E pessoas que cresceram sendo muito bonitas normalmente não desenvolveram quase nenhuma outra habilidade por falta absoluta de necessidade prática. Há uma fase da vida em que a beleza e a coolzisse abre todas as portas (não foi o meu caso, hein?). Eu sei, estou generalizando mas qual é a graça da vida sem generalizações de botequim?

E toca a fazer uma retrospectiva, puxando pelos farrapos da memória porque, né, faz tempo, Alzheimer em processo. E, vixe! Não é que eles eram lindos, os ex'es do passado remoto? Lindos mesmo. F*deu. Mas para tudo tem perdão, né? Eu sou uma esteta, era nova demais e não sabia de nada, nada, nada. E a vida, ultimamente, tem me dado belíssimas lições (ou rasteiras, dependendo do ponto de vista).

E, falando em beleza, eu juro que adoraria roubar aquela gravura do Picasso da Estação Pinacoteca. Mesmo.

12.6.08

Sai, darling.


Dessa vez , foi a Sheila, que deu a definição perfeita. Muito bom ter amigos inteligentes e divertidos. Se um dia vocês precisarem de amigos, podem emprestar os meus, são realmente de primeira categoria.
Depois de contar os últimos acontecimentos, ela me diz:

Amiga, finalmente você tirou o elefante cor de rosa da sua vida.

E eu digo: tirei e foi simplíssimo.

E ela: Pois é, dá até uma propaganda. O elefante tá lá. Você faz de tudo. Grita, chora, empurra, contrata um caminhão munck. E nada. O elefante permanece firme, forte e cada vez mais cor de rosa.
Aí um dia, você simplesmente olha pro elefante, sorri e diz: Sai, querido. Sai, elefante. E ele sai. Sem mais.

11.6.08

Variadas e Diversas

Ó, só para vocês não reclamarem, eu vou dizer que a história teve mais alguns capítulos. Vou me abster de contar mais por enquanto, porque eu não sei direito o que fazer, tá?
Não se preocupem, está tudo certinho. Quem não é certinha, sou eu. Mas isso, vocês já estão carecas de saber.

E amigo espirituoso é tudo, hein?
Fui à uma festa no sábado. Casa noturna, balada clássica. O amigo supracitado, no fim da noite, define a frequência à perfeição: festa de amigo oculto* da Moto*rola. HUAHUAHUA. Impossível ser mais preciso.

* o "oculto" fica por conta da origem carioca da pessoa, que, por aqui, em terras paulistanas, o amigo é secreto.

E a Su escreve sobre a percepção que os outros tem de nós. Eu sou a rainha. De passar uma imagem enganosa. Falsidade ideológica, praticamente. Não, não é de propósito e só me atrapalha mas a gente precisa se defender de alguma forma e cria umas máscaras que nos acompanham por anos. Para remover, acho que só com cirurgia radical.

7.6.08

Bom, eu prometi

que contaria tudo. Então vamos lá.
Saí ontem à noite com um ser humano do sexo masculino, contato feito através da internet.
(queridos preocupados, tomei todas as precauções: lugar público, amigo avisado, etecetera e tal mas nada disso foi necessário).
Não, não é o rato DJ, claro. Desse mato não sai mais nada.
Eu mudei as premissas do experimento. Agora só São Paulo, e telefone depois de três ou quatro conversas. Digamos que somadas à (para mim) quase que indispensável altura mínima de um-metro-e-oitenta e posse do português básico, não sobram muitos candidatos. Mas. É a vida.
E sabem? Foi muito divertido. O cara é inteligente, agradável e quando sorri, faz uma carinha de garoto que é muito ...(estou aqui há meia hora tentando achar o adjetivo certo e não consegui nada melhor que "fofa").
Well, ele é mesmo uns anos mais novo que eu, mas como disse meu amigo Marcelo: Amiga, você tem que ampliar essa faixa! Ampliada est.
Não completamente ampliada, não; para bom entendedor, meia palavra, etc.
Mas, very nice steps towards.

Veremos. Conto mais, caso haja.
Ou não conto, né, porque estamos correndo o risco de transformar isso aqui no Diário da Bridget Jones, dating after the net.

2.6.08

Morreu Saint Laurent


E eu, que desde que me entendo por gente que gosta e trabalha com moda, tenho como sonho de consumo, um dos seus célebres smokings, deixo aqui, minha homenagem.

1.6.08

Ai, que saco!

Tem gente que não sabe se divertir. E ponto final. E fica bancando de politicamente correta, ecológica, feminista, intelectual, engajada (ou qualquer outra bandeira que carregue) e é simplesmente cega. E completamente chata.
Porque é óbvio que existem degraus de qualidade nas coisas. Dã. Qualquer retardado sabe.
ÓBVIO. Mas também qualquer retardado sabe não esperar das coisas o que elas não estão se propondo a dar e que porcaria faz parte intrínseca da vida e pode ser muito, muito divertida. Menos pretensão e mais diversão, esse é o lema.
Filme ruim, às vezes é ótimo. Livro ruim também. Música ruim, então, quando no contexto? Excelente! Você sabe rir, querida?
Feminismo dentro do quarto de dormir? Ah! Vai te catar! São brincadeiras, amor. FANTASIAS.
Depois você vai embora do motel e paga a conta. E pega sua bolsinha e vai para a sua casa. Pronto. Feminismo suficiente?
Desculpa, gente. Vocês não tem nada a ver com isso. Mas é que eu leio umas coisas por aí, de vez em quando, que putz!, me irritam muito.

Eu tiro as fotos






e depois fico com preguiça de baixar do celular, mas aí está:

A Parada - vista exclusiva do apartamento do meu irmão
(clique para aumentar)