29.1.10
19.1.10
Amizade entre um homem e uma mulher..
A maioria das pessoas acha que não existe, que não é possível e tal...
Pelo menos não muito próxima. Não pode viajar junto. Nem tomar porre. Nem dormir no mesmo ambiente.
Pois é, pessoal. Pode. Existe. Funciona.
Quem lê o blog sabe que eu tenho um melhor amigo. Muito, muito amigo. Confidente, parceiro, trabalho para ele de vez em quando, já fomos sócios.
Nos conhecemos quando ambos ainda éramos casados, quase quinze anos se passaram desde então. Respectivos marido e mulher morriam de ciúmes. Penso que talvez, também tivesse. Porque o afeto que temos um pelo outro é muito grande mesmo. Muita intimidade. Coisa rara de haver mesmo entre pessoas do mesmo sexo. Não sei se acredito em outras vidas, esse tipo de assunto não me interessa muito, agnóstica que sou, mas seria uma forma de explicar o que acontece conosco.
E putz... a gente se ama. De verdade. Mas não queremos transar um com o outro. Eu juro. Ele não me atrai, eu não o atraio.
Claro, né... que se a gente deixasse rolar, em qualquer dia de carência, bebedeira, condições anormais de temperatura e pressão, provavelmente aconteceria. Somos dois seres humanos saudáveis, bonitos e que apreciam exercícios praticados a dois; e não, ele não é nem um pouco gay, o contrário disso... eu bem sei, porque é para mim que ele telefona prá contar. Já conversamos claramente sobre isso (a gente conversa claramente sobre tudo). E decidimos que não. Não precisa, não vale a pena, não tem a menor necessidade. Porque somos muito mais importantes e valiosos um para o outro desse jeito. Porque colocaríamos toda essa naturalidade e carinho em risco? Só por uma noite de sexo? Tsc tsc. Seria lamentável. Muito mais fácil achar sexo do que uma amizade como essa. É uma escolha mesmo.
Me diz para quem é que eu vou ligar quando o cara broxar e eu estiver me sentindo a última das criaturas e sem saber o que fazer? Só ele mesmo. Prá quem eu vou ligar quando estiver com a idéia fixa de que nunca mais nessa vida vou me apaixonar por ninguém e que me tornei uma cética incorrigível? Ele. Com quem é que eu vou sair depois da ceia de Natal para dançar, beber e dar risada? De novo, ele.
Me lembro do fim de semana em que fui ao Rio... encontrar o DJ. No mesmo dia em que ele saiu pela primeira vez com uma pessoa que conheceu na net e que futuramente viria a ser a sua namorada. No outro dia, de manhã... a primeira pessoa que me liga. Para saber se está tudo bem, se preciso de ajuda, de socorro, de ombro, de qualquer coisa. E para contar, eufórico, que tinha se apaixonado à primeira vista. E que já tinha avisado a ela que eu existia e que não adiantava ter ciúmes de mim, rs. Combinamos isso, aliás. Nos comprometemos a avisar, seja quem for que nos interesse realmente, que existimos, um na vida do outro e que não tem jeito... até que a morte nos separe.
A amizade dele me faz mais feliz, mais alegre, mais querida e... muito mais sábia. Porque... né? Um insight desses no universo masculino não é privilégio para qualquer uma. E a companhia de uma pessoa criativa, amorosa, inteligente, sensível e que está sempre procurando melhorar e aprender... o maior privilégio de todos.
Sérgio Figueiredo, meu melhor amigo. Esse post é para você.
Pelo menos não muito próxima. Não pode viajar junto. Nem tomar porre. Nem dormir no mesmo ambiente.
Pois é, pessoal. Pode. Existe. Funciona.
Quem lê o blog sabe que eu tenho um melhor amigo. Muito, muito amigo. Confidente, parceiro, trabalho para ele de vez em quando, já fomos sócios.
Nos conhecemos quando ambos ainda éramos casados, quase quinze anos se passaram desde então. Respectivos marido e mulher morriam de ciúmes. Penso que talvez, também tivesse. Porque o afeto que temos um pelo outro é muito grande mesmo. Muita intimidade. Coisa rara de haver mesmo entre pessoas do mesmo sexo. Não sei se acredito em outras vidas, esse tipo de assunto não me interessa muito, agnóstica que sou, mas seria uma forma de explicar o que acontece conosco.
E putz... a gente se ama. De verdade. Mas não queremos transar um com o outro. Eu juro. Ele não me atrai, eu não o atraio.
Claro, né... que se a gente deixasse rolar, em qualquer dia de carência, bebedeira, condições anormais de temperatura e pressão, provavelmente aconteceria. Somos dois seres humanos saudáveis, bonitos e que apreciam exercícios praticados a dois; e não, ele não é nem um pouco gay, o contrário disso... eu bem sei, porque é para mim que ele telefona prá contar. Já conversamos claramente sobre isso (a gente conversa claramente sobre tudo). E decidimos que não. Não precisa, não vale a pena, não tem a menor necessidade. Porque somos muito mais importantes e valiosos um para o outro desse jeito. Porque colocaríamos toda essa naturalidade e carinho em risco? Só por uma noite de sexo? Tsc tsc. Seria lamentável. Muito mais fácil achar sexo do que uma amizade como essa. É uma escolha mesmo.
Me diz para quem é que eu vou ligar quando o cara broxar e eu estiver me sentindo a última das criaturas e sem saber o que fazer? Só ele mesmo. Prá quem eu vou ligar quando estiver com a idéia fixa de que nunca mais nessa vida vou me apaixonar por ninguém e que me tornei uma cética incorrigível? Ele. Com quem é que eu vou sair depois da ceia de Natal para dançar, beber e dar risada? De novo, ele.
Me lembro do fim de semana em que fui ao Rio... encontrar o DJ. No mesmo dia em que ele saiu pela primeira vez com uma pessoa que conheceu na net e que futuramente viria a ser a sua namorada. No outro dia, de manhã... a primeira pessoa que me liga. Para saber se está tudo bem, se preciso de ajuda, de socorro, de ombro, de qualquer coisa. E para contar, eufórico, que tinha se apaixonado à primeira vista. E que já tinha avisado a ela que eu existia e que não adiantava ter ciúmes de mim, rs. Combinamos isso, aliás. Nos comprometemos a avisar, seja quem for que nos interesse realmente, que existimos, um na vida do outro e que não tem jeito... até que a morte nos separe.
A amizade dele me faz mais feliz, mais alegre, mais querida e... muito mais sábia. Porque... né? Um insight desses no universo masculino não é privilégio para qualquer uma. E a companhia de uma pessoa criativa, amorosa, inteligente, sensível e que está sempre procurando melhorar e aprender... o maior privilégio de todos.
Sérgio Figueiredo, meu melhor amigo. Esse post é para você.
1.1.10
23.12.09
Mais Deida prá vocês... já q eu estou mergulhada nele mesmo...
A melhor forma de servir a uma mulher é ajudá-la a se render, a confiar na força do amor, para que ela possa abrir seu coração, ser amor e dar esse amor que naturalmente transborda dela. ISSO NÃO COMPREENDE A ANÁLISE DISSECADA DO AMOR DELA. Dissecar os problemas é coisa de homem. Homem adora analisar as coisas por partes, no futebol, no tabuleiro de xadrez, no mercado de ações e até na sua vida íntima. Mas é importante que você, como homem, não projete o seu jeito de fazer as coisas na sua mulher.
Deixe que ela seja o oceano. Encoraje-a a ser livre como o oceano, profunda como o oceano, selvagem como o oceano e poderosa como o oceano. Seja pleno no seu amor, forte e estável na sua presença para que ela possa relaxar e atravessar os limites que ela impôs aos próprios sentimentos. Deixe que as emoções do coração dela fluam sem barreiras. Deixe que ela expresse o seu amor, sem limites. Deixa-a ficar louca de amor.
David Deida - The Way of the Superior Man
Deixe que ela seja o oceano. Encoraje-a a ser livre como o oceano, profunda como o oceano, selvagem como o oceano e poderosa como o oceano. Seja pleno no seu amor, forte e estável na sua presença para que ela possa relaxar e atravessar os limites que ela impôs aos próprios sentimentos. Deixe que as emoções do coração dela fluam sem barreiras. Deixe que ela expresse o seu amor, sem limites. Deixa-a ficar louca de amor.
David Deida - The Way of the Superior Man
20.12.09
Pode ser simples, senhores
"... como homem, você está sempre tentando consertar as coisas. Isso é exatamente o que ela não quer e exatamente o que vai tornar a situação pior, na maior parte das vezes...
A próxima vez em que sua mulher estiver de mau humor, tente isso: suponha que ela não está se sentindo amada. Simplesmente suponha. Mesmo que pareça não ser tão simples, mesmo que pareça haver alguma razão oculta para a tristeza dela, um problema que você poderia resolver. Suponha que ela é uma flor que precisa de água ao invés de um motor que precisa de ajustes no carburador. Não suponha que alguma coisa está errada. Suponha que o que ela quer de você é amor. Forte, firme e sensível."
David Deida - The Way of the Superior Man
A próxima vez em que sua mulher estiver de mau humor, tente isso: suponha que ela não está se sentindo amada. Simplesmente suponha. Mesmo que pareça não ser tão simples, mesmo que pareça haver alguma razão oculta para a tristeza dela, um problema que você poderia resolver. Suponha que ela é uma flor que precisa de água ao invés de um motor que precisa de ajustes no carburador. Não suponha que alguma coisa está errada. Suponha que o que ela quer de você é amor. Forte, firme e sensível."
David Deida - The Way of the Superior Man
19.12.09
Férias............

Nem acredito... Tudo bem que eu ainda tenho um desenho de embalagem para fazer mas só o fato do meu maior cliente estar em férias coletivas e dar sossego... putz, vocês não tem idéia do alívio.
Minha espetacular e adorada irmã chega de Floripa na segunda para passar o Natal. Tantas saudades.... Não vejo a hora.
E não contei a história do amigo secreto que fizemos. Com a turma de criação e importação, do meu cliente. Bom, inventaram lá uma novidade. O presente teria que ser uma coisa bem-humorada para o filho imaginário da pessoa (???). Vai vendo. Ainda bem que eu tirei minha ex-assistente, que eu conheço muito bem. Comprei uma camisetinha tamanho 2 e fiz uma estampa. Essa aí de cima, a menininha do Coppert*ne, transformada em uma moreninha. Ela é casada com um tenente da PM, e muito assanhadinha... Anyway, vamos ao que interessa... o meu presente. A pessoa disse que adorava minhas histórias e que aprendia muito comigo. Me deu um livro infantil com uma menininha com cara de sapeca na capa. O título: Namorados?
Bom... já viu né... Me transformei mesmo na Bridget Jones quarentona. Ai ai.
16.12.09
E ontem quase coloquei um anúncio no jornal:

Porque vou te contar, hein? Foram parar onde, alguém quer me dizer, pliz?
Gente, não sei... acho que manuais demais, revistas femininas demais, informação desencontrada demais... acabaram por prejudicar a naturalidade e a apreciação das boas coisas dessa vida. Nota-se que o entorno passa a ser mais importante do que as coisas em si. O estímulo é tanto que acaba sendo necessário para tudo. Um bom drink, uma comida gostosa, uma música do caralho, uma boa trepada, uma paisagem de tirar o fôlego ... fruição mesmo... o tesão do Roberto Freire propriamente dito, não conseguem mais ser apreciados em sua simplicidade e beleza. Houve uma dessensibilização. Eu sei que eu pareço nostálgica e esse não é absolutamente o meu modelo mas... sinto que a maioria necessita de aditivos para tudo. Uma pena mesmo.
14.12.09
9.12.09
O fim do mundo
Não, não foi ontem, dia da chuva e do caos aqui em sumpaulo. Nem será em 2012. Segundo consta, para os meus clientes, pelo menos, será na sexta-feira dia 18, quando se encerram os trabalhos de 2009 e se iniciam as férias coletivas de todos eles. Tudo, tudo, tudo, nesse mundo demeudeus tem que estar pronto e terminado até esta data. Mesmo coisas que não tem a menos necessidade de estarem prontas e terminadas... como a coleção de verão 2011 TODA. Inclusive, me passaram um pequeno trabalhinho novo ontem, veja você, que delícia.
Inspiração zero, vontade negativa. PQP! Vai ser uma semaninha arrastada, essa.
Ou também podemos considerar que o mundo já acabou e o fim foi na festa de confraternização de sábado (medo de festas de confraternização, hein) ... Sodoma e Gomorra perderam longe. Ahhh, as delícias do mundo corporativo, quando regado à muitas caipiroskas.... Onde estamos hoje? Ué... só pode ser no purgatório.
Inspiração zero, vontade negativa. PQP! Vai ser uma semaninha arrastada, essa.
Ou também podemos considerar que o mundo já acabou e o fim foi na festa de confraternização de sábado (medo de festas de confraternização, hein) ... Sodoma e Gomorra perderam longe. Ahhh, as delícias do mundo corporativo, quando regado à muitas caipiroskas.... Onde estamos hoje? Ué... só pode ser no purgatório.
4.12.09
E você é uma putinha na cama?
E esse título foi só para chamar a atenção mesmo.
Eu acho válido que as pessoas tentem esclarecer algumas dúvidas mas... esse tipo de pergunta anda me tirando do sério, ultimamente.
As pessoas pedem tantas informações que acaba virando uma agenda de congresso. E eu sei, muitos adoram uma historinha, teatrinho e tals mas, sorry, eu não. Espontaneidade é o meu ingrediente principal. Estarmos abertos para surpreender inclusive a nós mesmos.
Dia desses recebi uma mensagem de um "amigo" com uma série de perguntas e sugestões. A minha resposta deve ter incomodado, ofendido, sei lá... porque a pessoa em questão, simplesmente desapareceu do mapa. (Se bem que meu celular se auto-destruiu uma semana após essa msg, então, realmente, não sei se o desaparecimento foi absoluto mas também não é importante para o desenvolvimento desta idéia).
E o que eu disse de tão exótico?
"Na verdade eu não preciso* de nada disso. Tesão é o suficiente. Sem roteiro. Bjs"
* Note bem que eu disse apenas que não precisava. Não disse que não curtia nem que ohh, meu deus, que horror, não faria isso aí de jeito nenhum. Apenas quis deixar as possibilidades em aberto. Porque para mim, é mais ou menos como dançar. Depende da música, do dia, do par. Um ritmo se estabelece. Mas parece que não pode, não, hein? Há uma nova etiqueta da qual eu não havia sido informada. Antes de qualquer coisa, parece que é necessário que você envie um manual de instruções do seu prazer. Em tópicos. Bem detalhadinhos.
Eu acho válido que as pessoas tentem esclarecer algumas dúvidas mas... esse tipo de pergunta anda me tirando do sério, ultimamente.
As pessoas pedem tantas informações que acaba virando uma agenda de congresso. E eu sei, muitos adoram uma historinha, teatrinho e tals mas, sorry, eu não. Espontaneidade é o meu ingrediente principal. Estarmos abertos para surpreender inclusive a nós mesmos.
Dia desses recebi uma mensagem de um "amigo" com uma série de perguntas e sugestões. A minha resposta deve ter incomodado, ofendido, sei lá... porque a pessoa em questão, simplesmente desapareceu do mapa. (Se bem que meu celular se auto-destruiu uma semana após essa msg, então, realmente, não sei se o desaparecimento foi absoluto mas também não é importante para o desenvolvimento desta idéia).
E o que eu disse de tão exótico?
"Na verdade eu não preciso* de nada disso. Tesão é o suficiente. Sem roteiro. Bjs"
* Note bem que eu disse apenas que não precisava. Não disse que não curtia nem que ohh, meu deus, que horror, não faria isso aí de jeito nenhum. Apenas quis deixar as possibilidades em aberto. Porque para mim, é mais ou menos como dançar. Depende da música, do dia, do par. Um ritmo se estabelece. Mas parece que não pode, não, hein? Há uma nova etiqueta da qual eu não havia sido informada. Antes de qualquer coisa, parece que é necessário que você envie um manual de instruções do seu prazer. Em tópicos. Bem detalhadinhos.
1.12.09
Sorry, mais uma, não resisti.
"Acho interessantes as relações de suplementação* entre os casais porque nós estamos acostumados a buscar no outro algo que nos complete. Isso para mim é um grande erro, porque a grande novidade que eu estou vendo é as pessoas não precisarem nada uma das outras para que o amor seja realmente uma troca de emoções, de delícias, de encantamentos e não apenas um quebra-galho onde um dá força para a fraqueza do outro. As pessoas se encontram para brincar, para ler juntas, para fazer experiências novas, para trepar e para inventar trepadas que não
estão no gibi." Roberto Freire
* (suplementação em oposição à complementação)
estão no gibi." Roberto Freire
* (suplementação em oposição à complementação)
25 anos depois
E por causa de uma pergunta que uma pessoa me fez, eu fui procurar o livro do Roberto Freire, para ler de novo.
"Sem tesão não há solução"
E admito, me desviei do caminho, não sei bem onde, não sei bem quando.
Mas estou feliz, caminho do tesão devidamente retomado.
Um trechinho para vocês...
"E o que significa amar, além daquilo que explicam a fisiologia e a biologia? Não sei, não sei mesmo. Eu sinto, eu conheço, eu preciso, eu me delicio, eu me acabo por ele e com ele, mas não sei o que ele é. Porém, quando eu o uso como poder, contrariando sua natureza, sei perfeitamente no que ele se transforma: a maior e mais perigosa arma de chantagem autoritária que existe, através da qual se invalida o impulso da liberdade das pessoas, sobretudo enquanto amadas e amantes. A realidade, pois, é esta: pela chantagem amorosa, quando usamos o amor na forma de poder, podemos seduzir, dominar, nos apropriar, comandar, reprimir, castrar e até matar as pessoas, apenas com ameaças de retirada, com a própria retirada e com a perversão do nosso amor. Mas para que isso aconteça, para que possamos manipular a vida das pessoas que nos amam e que dependem de nós, elas necessitam supor que somos o melhor, o maior, o único amante possível em suas vidas.
Essa será a tarefa básica da sedução como instrumento de poder no amor."
"Sem tesão não há solução"
E admito, me desviei do caminho, não sei bem onde, não sei bem quando.
Mas estou feliz, caminho do tesão devidamente retomado.
Um trechinho para vocês...
"E o que significa amar, além daquilo que explicam a fisiologia e a biologia? Não sei, não sei mesmo. Eu sinto, eu conheço, eu preciso, eu me delicio, eu me acabo por ele e com ele, mas não sei o que ele é. Porém, quando eu o uso como poder, contrariando sua natureza, sei perfeitamente no que ele se transforma: a maior e mais perigosa arma de chantagem autoritária que existe, através da qual se invalida o impulso da liberdade das pessoas, sobretudo enquanto amadas e amantes. A realidade, pois, é esta: pela chantagem amorosa, quando usamos o amor na forma de poder, podemos seduzir, dominar, nos apropriar, comandar, reprimir, castrar e até matar as pessoas, apenas com ameaças de retirada, com a própria retirada e com a perversão do nosso amor. Mas para que isso aconteça, para que possamos manipular a vida das pessoas que nos amam e que dependem de nós, elas necessitam supor que somos o melhor, o maior, o único amante possível em suas vidas.
Essa será a tarefa básica da sedução como instrumento de poder no amor."
30.11.09
Mania dos pés

Não sei o que aconteceu, juro. A gente sabe que existe. Sempre houve. Temos até aquele nosso amigo famoso, uma delícia de ler (e sim, claro, eu já li Mulher de um Homem Só, você não?), que vive declarando publicamente seu amor pelos pés femininos. Mas... sei lá. De uns tempos prá cá, parece que virou moda ( e tudo que é moda fica assim meio... chato). Porque se eu bem me lembro, no passado (e por passado entendam os famosos anos 80), a gente podia sair de casa desavisada, despreocupada, usando as nossas sandalinhas favoritas que não iríamos causar tanta comoção.
Agora, putz... uma febre praticamente.
Como diz a minha amiga Sheila, pés bonitos são quase uma impossibilidade física. Há. Ela mesma, os tem. Talvez por isso, seja tão crítica. Mas gente, pelamor, né? O que será que está acontecendo?
Tá bom, tá bom. Os meus. Não são feios. Razoáveis, eu diria. Pés de quem usa salto alto diariamente. O Alex já explicou isso bem melhor do que eu jamais conseguiria (e não achei link do texto, sorry). Mas olha, me constrange deveras. Beijar meus pés? Well, well. Ok. Mas não precisamos exagerar, né?
25.11.09
Príncipe ou Ogro? Nenhum dos dois, anta

Gustavo Gitti.
As mulheres buscam o homem sensível ou o machão?
Gitti - Elas não buscam nenhum dos dois. Elas se confundem ora pensando que desejam um homem sensível, ora pensando desejar um machão, mas elas sempre quiseram um homem presente, profundo e livre. Elas desejam uma energia masculina que libere sua energia feminina. Cada uma delas deseja um homem que a faça mulher.
... "Um dos grandes erros que os homens cometem é não conduzir uma relação. Em vez de levá-la para jantar, ele pergunta se ela quer jantar, qual restaurante quer, oferece mil opções, tenta uma certa democracia medrosa em vez de oferecer um presente: “Ei, fique linda hoje à noite. Nós vamos em um lugar maravilhoso”. Toda mulher adora simplesmente ser mulher, ser rendida, ficar entregue e ser conduzida. Não ter de se preocupar com nada além de brilhar, dançar, sorrir e se abrir."
Principalmente, se você for realmente independente, tiver o controle da sua vida e não tiver medo de se deixar conduzir ou receio de estar perdendo o poder. Não está, não.
E ontem, mandei esse texto, durante uma conversa com um ser humano, porque, porra, para de falar que eu fico fugindo e que nunca dá certo, que nunca nos encontramos e me diz dia, hora e local, please.
20.11.09
Domingo passado
foi aniversário do Mateus. Quinze anos. Hoje estou indo para o sítio do namorado da minha mãe (que lógico, diferentemente de mim, possui um namorado). A molecada foi ontem com eles (Mateus e 4 amigos). Consciência negra será pois, passada no sítio, comemorando o debut. Até domingo, dears.
14.11.09
Ai meu deus do céu, que saco!
Porque as coisas não mudam, hein. Não mudam mesmo. Século vinte e um, quase chegando ao teletransporte e à colonização da lua, a água do planeta acabando e as pessoas ainda preocupadas com dou ou não dou no primeiro encontro, será que ele vai me achar uma vagabunda*, meudeus. Li por aí. Meio bravinha hoje, sei lá porquê. E também conversei longamente com dois amigos homens. Maduros. Ambos com quarenta e vários**. Esse assunto está na mesma categoria da polaridade lady X puta e todos esses chavões que, sério, me cansam, me cansam, me cansam demais.
Tudo que eu digo aqui nesse blog é verdade, mas é brincadeira. Se é que dá para entender. Escrevo para divertir-me e, com sorte, divertir os outros. Uma certa liberdade literária prevalece. A graça da coisa predomina.
Flávio Gikovate, meu guru, é que tem razão. Uma minoria bem restrita de pessoas conseguiu sair desta para melhor e não quero dizer morrer, não. Evoluir como seres humanos, se preocupar com assuntos que realmente tem relevância e colocar o sexo no devido lugar dele.
É bom, é saudável, é natural. Menos, vai. Aqui, nesse departamento, às vezes menos é mais. Sensacional com amor mas pode também ser muito bom sem ele. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Ambas existem. OK. Está dito. Espero que não tenha sido tão decepcionante como a descoberta da inexistência do Papai Noel. There, there, eu sei... perder as ilusões, às vezes dói. Suck it up, é a vida, pessoal.
E, o fato de vir a ser uma coisa primeiro não impede que se torne a outra não, senhoras***. Não tem regra, não tem regra, não tem regra. Repita na frente do espelho, se precisar. Pode ser na primeira noite ou na trigésima. Não é isso que importa pelamordedeus. Pessoas importam. Pessoas inteligentes, interessantes, maduras, (seja qual for a idade), senso de humor importa. Viver importa (incluindo aqui, sofrer, né?).
Queridas, sério mesmo, não se procupem com isso, please. Se ele se preocupa, não vale um segundo de sinapse dos seus neurônios.
* Vagabunda é um termo amplo, né? Significando várias coisas simultaneamente. Sei bem o que querem dizer, os queridos do outro sexo, quando mencionam a palavra neste contexto. Pena. Porque, para mim, só pode ser insegurança. Porque pensam primeiro que você age dessa maneira com qualquer um (so what?) ao invés de pensar que eles é que são um tesão mesmo? Tsc tsc. Seriam mais felizes.
** Opiniões divergentes, só para constar. Um deles, meu melhor amigo (e agradeço aos céus por ele fazer parte da minha vida) diz que prefere a espontaneidade e que está totalmente de saco cheio de joguinhos. O outro.... sei lá, ainda não entendi direito onde se coloca mas, sinto um certo ranço de antiguidade ali.
*** Fui pedida em casamento duas vezes nesta vida. Por enquanto pelo menos, rs. Os dois deles... bem... eram tesões mesmo. Amém.
Tudo que eu digo aqui nesse blog é verdade, mas é brincadeira. Se é que dá para entender. Escrevo para divertir-me e, com sorte, divertir os outros. Uma certa liberdade literária prevalece. A graça da coisa predomina.
Flávio Gikovate, meu guru, é que tem razão. Uma minoria bem restrita de pessoas conseguiu sair desta para melhor e não quero dizer morrer, não. Evoluir como seres humanos, se preocupar com assuntos que realmente tem relevância e colocar o sexo no devido lugar dele.
É bom, é saudável, é natural. Menos, vai. Aqui, nesse departamento, às vezes menos é mais. Sensacional com amor mas pode também ser muito bom sem ele. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Ambas existem. OK. Está dito. Espero que não tenha sido tão decepcionante como a descoberta da inexistência do Papai Noel. There, there, eu sei... perder as ilusões, às vezes dói. Suck it up, é a vida, pessoal.
E, o fato de vir a ser uma coisa primeiro não impede que se torne a outra não, senhoras***. Não tem regra, não tem regra, não tem regra. Repita na frente do espelho, se precisar. Pode ser na primeira noite ou na trigésima. Não é isso que importa pelamordedeus. Pessoas importam. Pessoas inteligentes, interessantes, maduras, (seja qual for a idade), senso de humor importa. Viver importa (incluindo aqui, sofrer, né?).
Queridas, sério mesmo, não se procupem com isso, please. Se ele se preocupa, não vale um segundo de sinapse dos seus neurônios.
* Vagabunda é um termo amplo, né? Significando várias coisas simultaneamente. Sei bem o que querem dizer, os queridos do outro sexo, quando mencionam a palavra neste contexto. Pena. Porque, para mim, só pode ser insegurança. Porque pensam primeiro que você age dessa maneira com qualquer um (so what?) ao invés de pensar que eles é que são um tesão mesmo? Tsc tsc. Seriam mais felizes.
** Opiniões divergentes, só para constar. Um deles, meu melhor amigo (e agradeço aos céus por ele fazer parte da minha vida) diz que prefere a espontaneidade e que está totalmente de saco cheio de joguinhos. O outro.... sei lá, ainda não entendi direito onde se coloca mas, sinto um certo ranço de antiguidade ali.
*** Fui pedida em casamento duas vezes nesta vida. Por enquanto pelo menos, rs. Os dois deles... bem... eram tesões mesmo. Amém.
13.11.09
Eu já escrevi isso aqui antes mas...
de novo me parece absolutamente adequado ao que vem me acontecendo. Então.... sorry. Repeat.
"O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: Esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa,
Sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem."
(Guimarães Rosa)
"O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: Esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa,
Sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem."
(Guimarães Rosa)
12.11.09
Desde os primórdios, até hoje em dia

Olha aí o Darwin de novo. Não dá para fugir dele, não dá mesmo. Principalmente em se tratando de seres do sexo masculino. Inacreditável como a programação funciona.
E você fica sei lá quanto tempo quieta no seu canto. Todo mundo quieto lá no canto deles também, tocando a vida como bem lhes cabe.
Aí chega um dia que você resolve aceitar um convite para um café, porque, crédito seja dado, a pessoa é insistente e vem convidando há exatos três meses. Não, não estava cozinhando a criatura nem me fazendo de difícil, só meio enrolada mesmo com todo o trabalho, Mateus tocando o terror, ex-marido instalado aqui em casa. Problemas, problemas, problemas. Saco cheio e zero paciência.
Aí pessoa liga e diz que vai sair mais cedo do hospital (coisa rara) e convida para um café.
OK, bora.
Bom, só tenho a dizer que ocorre um apagão de proporções continentais durante o café. E que, talvez a escuridão e o inusitado da situação, contribuam. Então rola toda uma descontração (copyright da minha amiga Luzia para este termo). E, olha, beeem divertido. Foi mesmo. Deveria ter tomado esse café antes.
De qualquer forma, não é isso que interessa, nem o que eu vim falar. Mesmo porque, não é nada que tenha assim, uma importância tão grande no rumo da humanidade ou da minha vida, btw.
No dia seguinte, todos os homens dessa vida demeudeus resolvem aparecer. Novos, antigos, prospects, aqueles que você achava que eram amigos, uns que você nem nunca encontrou na vida real. E perguntam como você está e você diz. Não com todas as letras mas dá a entender. Muito bem, obrigada. (Apagãozinho bom, né). É o que basta. Todos com os primatas aflorados, disputando território. Mesmo aqueles para quem você não disse absolutamente nada. Eu diria que era o meu tom de voz, se a maioria das conversas não tivesse sido pelo eme-esse-ene. Ou o cheiro, ou outra coisa qualquer visível ao instinto. Mas nada disso é possível, então.. sei lá. Coincidência? Duvido. Um até me disse que eu tirei ele do meu caderninho e perguntou porque eu fiz isso. Você não me acha legal? Por acaso eu tenho p* pequeno? (juro). Sendo que no decorrer deste período (que pode ser contado em séculos, praticamente) em que ocorreu a retirada do nome, a criatura se casou. Prá você ver.
Darwin, my friend, you rule the world.
10.11.09
E eu tenho uma historinha boa...
para contar, a piada me ocorreu assim, com perfeição mas... acho que não posso. Ainda não, pelo menos.
Acho que posso contar a primeira parte. A segunda, aquela que se relaciona comigo e o paralelo que eu fiz com minha própria vida, não dá. De qualquer forma, o protagonista da primeira parte, ontem, tratou de me dar, de presente, um outro final. Não tão bom... mas um final.
No feriado, no Rio, conhecemos um amigo de uma amiga. Médico homeopata, um tanto mais velho, algo de sabededoria cética, ex-esposas e tals. Fomos beber com a turma. Boteco das Garrafa. Assim mesmo, faltando o esse. Lá pelas tantas... e pela décima quinta garrafa de cerveja (tomamos dezoito e juro que eu não sei como fomos parar nesse número tão rápido em quatro pessoas), ele diz:
Toda mulher tem uma puta escondida. *
Às vezes mais óbvia, às vezes menos.
Quando eu não consigo enxergar a puta, fico sempre me perguntando... cadê a puta dessa mulher, cadê, cadê? Cadê a puta dessa mulher?
É muito menos engraçado sem todo o gestual e a cerveja que acompanhou mas... acho que deu para captar.
Bom, me aconteceu uma coisa no sábado que me lembrou disso mas... não dá.
De qualquer forma, ontem minha amiga me disse que ele perguntou por mim especificamente (juro que não senti nenhuma vibe desse tipo).
Vai ver enxergou a minha... rs.
* essa história de lady aqui, puta acolá me irrita deveras. Eu até entendo o que eles querem dizer mas essa divisão é absolutamente desnecessária. Mulher já não está bom?
Acho que posso contar a primeira parte. A segunda, aquela que se relaciona comigo e o paralelo que eu fiz com minha própria vida, não dá. De qualquer forma, o protagonista da primeira parte, ontem, tratou de me dar, de presente, um outro final. Não tão bom... mas um final.
No feriado, no Rio, conhecemos um amigo de uma amiga. Médico homeopata, um tanto mais velho, algo de sabededoria cética, ex-esposas e tals. Fomos beber com a turma. Boteco das Garrafa. Assim mesmo, faltando o esse. Lá pelas tantas... e pela décima quinta garrafa de cerveja (tomamos dezoito e juro que eu não sei como fomos parar nesse número tão rápido em quatro pessoas), ele diz:
Toda mulher tem uma puta escondida. *
Às vezes mais óbvia, às vezes menos.
Quando eu não consigo enxergar a puta, fico sempre me perguntando... cadê a puta dessa mulher, cadê, cadê? Cadê a puta dessa mulher?
É muito menos engraçado sem todo o gestual e a cerveja que acompanhou mas... acho que deu para captar.
Bom, me aconteceu uma coisa no sábado que me lembrou disso mas... não dá.
De qualquer forma, ontem minha amiga me disse que ele perguntou por mim especificamente (juro que não senti nenhuma vibe desse tipo).
Vai ver enxergou a minha... rs.
* essa história de lady aqui, puta acolá me irrita deveras. Eu até entendo o que eles querem dizer mas essa divisão é absolutamente desnecessária. Mulher já não está bom?
6.11.09
Solidão
Não sou eu, não. Pelo menos, não especificamente. Acho que somos todos. Mas aí é filosofia, Nietzsche e tal. Não é disso que eu quero falar.
Eu tenho várias amigas. Mulheres muito especiais. Bonitas, independentes, divertidas, inteligentes. Estão sozinhas. Todas na casa dos trinta e uns. E quando conversamos, é sempre a mesma história. Todas, sem exceção adorariam se apaixonar, namorar alguém legal (e nem, estou falando de casamento aqui, hein? Porque a maioria nem quer isso). Querem (queremos) é um relacionamento legal mesmo.
Alguém interessante, inteligente, bem-humorado, independente (e hábil, claro...). Difícil. Muito. E acredito ser difícil para eles também, porque ouço a mesma coisa de alguns amigos homens.
Acredito que foi para o bem, mas esse novo hábito de casar mais tarde, de tratar da independência primeiro e, (em alguns casos) de amadurecer e aprender quem somos, tornou a possibilidade do encontro mais difícil.
Exigentes, somos. E acho que devemos mesmo ser. Um tanto egoístas também. Temos nossa casa, nossos hábitos e manias, a solidão pode ser muito prazerosa. E dividir esse espaço com alguém a quem temos de fazer várias concessões, fica bem menos tentador. A troca parece não valer a pena, na maior parte das vezes.
Não sei. Não sei. Acredito mesmo que estando cada vez mais confortáveis e felizes com a nossa solidão é que nos tornamos capazes de nos relacionar melhor. Sem dependência, sem posse, sem insegurança.
Tudo isso porque conversei com uma delas ontem, que me contou dois recentes casos. Eram impossibilidades de saída. Pessoas indisponíveis. Por variados motivos. Ela já sabia. Porque a tristeza, então? O desânimo? Se tem coisa que eu não consigo fazer é isso: idealizar pessoas, fantasiar situações.
E digo a ela que precisa relaxar. Se divertir. Ser feliz. Essas coisas são assim mesmo. Não se procura. Aparecem quando tem que aparecer.
Acho que estou dizendo a mim mesma.
Eu tenho várias amigas. Mulheres muito especiais. Bonitas, independentes, divertidas, inteligentes. Estão sozinhas. Todas na casa dos trinta e uns. E quando conversamos, é sempre a mesma história. Todas, sem exceção adorariam se apaixonar, namorar alguém legal (e nem, estou falando de casamento aqui, hein? Porque a maioria nem quer isso). Querem (queremos) é um relacionamento legal mesmo.
Alguém interessante, inteligente, bem-humorado, independente (e hábil, claro...). Difícil. Muito. E acredito ser difícil para eles também, porque ouço a mesma coisa de alguns amigos homens.
Acredito que foi para o bem, mas esse novo hábito de casar mais tarde, de tratar da independência primeiro e, (em alguns casos) de amadurecer e aprender quem somos, tornou a possibilidade do encontro mais difícil.
Exigentes, somos. E acho que devemos mesmo ser. Um tanto egoístas também. Temos nossa casa, nossos hábitos e manias, a solidão pode ser muito prazerosa. E dividir esse espaço com alguém a quem temos de fazer várias concessões, fica bem menos tentador. A troca parece não valer a pena, na maior parte das vezes.
Não sei. Não sei. Acredito mesmo que estando cada vez mais confortáveis e felizes com a nossa solidão é que nos tornamos capazes de nos relacionar melhor. Sem dependência, sem posse, sem insegurança.
Tudo isso porque conversei com uma delas ontem, que me contou dois recentes casos. Eram impossibilidades de saída. Pessoas indisponíveis. Por variados motivos. Ela já sabia. Porque a tristeza, então? O desânimo? Se tem coisa que eu não consigo fazer é isso: idealizar pessoas, fantasiar situações.
E digo a ela que precisa relaxar. Se divertir. Ser feliz. Essas coisas são assim mesmo. Não se procura. Aparecem quando tem que aparecer.
Acho que estou dizendo a mim mesma.
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