17.2.06

Uia


Tô aqui enrolando porque hoje é nosso rodízio e temos uma reunião fora. E lendo notícias na internet. O camarote feee-nér-ri-mo do Gianecchini foi cancelado. Aquele da propaganda, onde ele diz que vai ser o camarote mais bombado do carnaval (ai, jisuis - camarote bombado é f*da! Eita propagandinha ruim!). Diz no Terra que não pagaram o aluguel do espaço. Não devem é ter vendido ingresso, porque 3 mil dinheiros por pessoa, por noite, vou te dizer, é ridículo. Não teve trouxa suficiente. Ou gringos, sei lá. Esse povo deve ter tido o maior prejuízo do século. Graças a Momo, meus convitinhos são de outro camarote. E quem já pagou, hein?

E continuando no assunto obssessão, leio que nem a Gaviões nem a Mancha vão disputar o Carnaval. Vão desfilar, mas vão concorrer só uma com a outra. Isso porque a Gaviões entrou com recurso. Porque a Liga queria botar ambas num desfile separado no domingo. Vou te contar. Aí é que ia virar briga de torcida mesmo. E sem público, excetuando as torcidas. E sem transmissão de TV. Porque domingo tem carnaval no Rio, todo mundo sabe disso. O que é que eles querem? Acabar com o carnaval de São Paulo? Que engatinha mas já é um bebê forte, rosado e rechonchudo?
Olha, eu sei que esse assunto dá pano prá manga e além disso todo mundo sabe que eu sou corinthiana (que não liga muuuito prá futebol, mas carnaval é outro departamento), mas vá lá, o carnaval em São Paulo sem a Gaviões perde metade da graça. E tenho o dito.
Sou Gavião. Me abraça.

PS. O Zé é palmeirense. Já viu, né? Mas ele me ama. Me ama mes. Porque no ano passado me levou ao carnaval do segundo grupo, vestida de preto e branco, prá assistir à Gaviões.

Um carnaval em 1979

Minha mãe comprou uma fantasia de Cinderela. Amarela. Com saia de tule e coroa de lantejoulas e um collant todo bordado. Estou sentada nos degraus da varanda da casa da "fazenda". De olhos fechados. Ela está fazendo a maquiagem. Essa sensação não tem nome. Não dá prá definir. Estou imensamente feliz e ansiosa. De repente, escuto a orquestra. Laaaá longe. Lins é uma cidade pequena e a fazenda é dentro da cidade. Pã ran, pã ran, pã ran, pã ran, pã ran ran ran ran ran ran...
"Vamu, mãe, rápido. Já tá começando! Vamu logo!
E ela me manda ficar quieta e fechar os olhos para terminar a maquigem. Tento, mas é quase impossível. (rápidomãerápidomãerápidomãeporfavorporfavorporfavor).
Nesse dia eu sou feliz.
E o Carnaval está chegando.
E, desculpem, queridos, mas esse blog vai ficar monotemático, por um breve período.

16.2.06

Sono, muito sono ou Sleep deprivation

Quando a gente é pequeno a gente vai pro jardim da infância, certo? Certo. E depois pro primário e depois pro ginásio e depois pro colegial (já mudou tudo de nome mas esses nomes novos, não decorei não). Então vem o cursinho e a faculdade. E esse tempo todo a gente rezando prá acabar logo, prá um dia láaaa no futuro a gente poder acordar um pouquinho mais tarde. Não precisa muito. Só uma horinha a mais já seria o paraíso. Aí você tem filhos. E eles entram no jardim da infância e depois no primário e depois ... Bom você já captou a idéia. E a faculdade do Mateus tá ainda bem distante, sabe?
Ai, jisuis, essa escola ainda acaba me matando de sono!

E como a querida da Helê me botou lá no Dufas e disse que passa aqui todo dia, preciso tomar vergonha na cara e escrever alguma coisa de vez em quando.

E ontem tive que falar inglês profissionalmente. Oh my god! Meu inglês já foi muito bom. Mesmo. E ainda tinha a petulância de possuir um sotaque british, que se perdeu no tempo e no espaço, no buraco negro, sei lá. Para falar a verdade, é muito, muito difícil, você se vender e vender um projeto em inglês. Porque todos os seus argumentos, aquele discurso bonito que você leva na manga e a gracinha espirituosa no tom e na hora certa, você não tem. Não tem porque nunca precisou se vender em inglês, não tem prática. Porque bater papo em inglês, fine, I can do that. Mesmo estando enferrujada, sai. Mas parecer inteligente, competente e convencer uma diretora da Warner Bros for Latin America, that's another thing. Besides that, eu e a Marcia subimos no elevador com ela, sem saber que ela era ela. E ela presenciou uma leve discussão entre nós (coisinha normal entre sócias de longa data). E eu sinceramente espero que ela não fale nenhuma palavra de português. Apesar de tudo, acho que ela gostou do nosso trabalho, fez vários elogios, a começar pelo nosso cartão de visita - "that's very nice", she said, "I love black on black!" Yeah, me too.
Não sei se vai sair alguma coisa desse treco porque nós não somos exatamente o que eles estão procurando e isso eles já sabiam quando me ligaram para marcar essa conversa. Mas, como eles mesmo dizem, há que se fazer networking, né?
E só prá terminar: como se vestem mal, essas gringas! E o tamanho da unhas! Sinceramente não sei como elas conseguem realizar as tarefas mais simples do dia a dia com essas garras! Fico aqui imaginando como elas... Bom deixa prá lá.

13.2.06

No pain, no gain

Parece frase de pitboy marombeiro mas é verdade.
Estou aqui recém chegada da academia e me sentindo feito uma gelatina com ataque epilético, esperando meus ovos quentes ferverem.
E não estou falando só de musculação, não, onde aquele tijolinho a mais que você coloca no aparelho faz toda a diferença. Estou falando da vida. Porque tudo que vale a pena nessa vida demanda um certo esforço. Se você é uma pessoa que quer ir além da mediocridade.
Crescer dói. Amadurescer emocionalmente é uma das coisas mais doídas. Aprender também. Não há progresso sem aquele esforcinho extra.
Ô vida dura!

10.2.06

What you see isn't always what you get

Preciso me preparar. Não tem curso prá isso, mas devia. Uma mãe de um pré-adolescente não poderia prescindir de um mestrado em paciência chinesa e quem sabe, até um doutorado em auto controle Jedi.
Porque vou te contar. Um dia você tem um filho. Com qualidades e defeitos, claro. Como todos. Mas, ao menos, ele tem um temperamento que você conhece. Estável. Você sabe que ele é ativo. Ponto. Que ele não gosta de strogonoff. Ponto. Que não gosta de ir pro banho mas quando entra não quer mais sair e que acorda cedo.
Bom, você sabia. Porque de repente (e, gente, é de repente mesmo!) ele se transforma num melê de gremlim com incrível Hulk com chub chub (alguém assistiu esse curta de animação?).
Num minuto ele é aquela criança de sempre, agitada mas carinhosa, teimosa mas educada, corajosa mas dependente. E no outro, sei lá. Vira um monstrinho. Ou fica muito irritado ou os olhos enchem d'água por absolutamente nada. Basta dizer: meu filho, tem lição? Meu filho, já fez a lição? Filho, vamos! A lição! E pronto. O mundo desaba.
Ai ai, dai-me forças, mestre Yoda. Que o negócio vai longe.

6.2.06

Onze e meia

Eu devia estar exausta. Eu devia estar dormindo. Ou pelo menos procurando o meu sono. Hoje foi o primeiro dia de aula do Mateus (de pé às seis) e pela segunda vez recomecei a academia.

Estou aqui. Encalorada, tensa, esquisita.

Tenho estado assim desde que voltei das férias. Uma preguiça que normalmente não tenho. Uma falta de entusiasmo em relação ao trabalho que, realmente, não sou eu.

Vai ver o Personare estava certo e eu tenho que repensar algumas coisas na minha vida.

Ou então, como o resto do Brasil, só estou esperando o carnaval passar, prá poder começar o ano.

E tem um doido aqui na vizinhança (doido mesmo!) que de vez em quando, à noite, começa a gritar e a grunhir uma língua só dele. É de dar arrepios.

Problema de classe?

Eu chamo atenção. Não, não é bem isso que vocês estão pensando. Não sou nenhum monumento. Sou alta, só isso. Na verdade, nem tão alta assim, mas o suficiente para as pessoas virarem o pescoço na rua prá me olhar. Estou acostumada, já que tenho este tamanho desde os treze anos. E acho que em função disso, moldei o meu vestir. Esse vestir, como o de todo mundo, passa uma imagem.
Dia desses fui ao cartório reconhecer firma de uns papéis. Estava lá esperando quando entrou uma moça. Essa, também, chamava a atenção. Propositalmente. Fico pensando o que dá na cabeça das mulheres para sair pela rua vestidas desse jeito. Fazia um calor infernal e a pessoa usava botas salto agulha até o joelho e uma calça muito justa, mas muito, muito justa. E um cinto largo cheio de tachas e uma camiseta justinha cor de rosa e balançava os cabelos de lá prá cá. Descrevendo não sei se dá prá entender, vocês tinham que ter visto.
Olha, eu até gosto de sexy, mas aquilo era outra coisa. Era um deseperado: OLHEM PRÁ MIM!!
Eu também gosto de me sentir bonita, claro. Quem não gosta de olhares de admiração?
Talvez eu esteja sendo careta, mas acho que tudo tem hora e lugar. E não consigo evitar de me sentir um pouco diminuída como mulher, quando vejo esses seres, pertencentes ao meu gênero, trabalharem tão insistentemente na manutenção da condição da mulher como objeto.
Talvez eu esteja exagerando. Sei lá. Já falei um pouco disso no post Nem Luma de Oliveira nem Ruth Cardoso, tempos atrás. Tenho lá minhas dificuldades em usar minhas armas de mulher. Sempre acho que estou apelando.
Pensando bem, tenho que parar de ver isso como um problema de classe (classe aqui, significando as mulheres) e passar a ver, simplesmente, como uma questão de escolha.

2.2.06

Primeiro preciso pedir desculpas

Não tenho respondido meus e-mails, nem vindo aqui. Minha lista de links é uma vergonha! Tanta gente que eu leio e não está lá. Prometo consertar. Assim que der. Muito trabalho e, sinceramente, meu ritmo ainda está de férias.
Tenho andado me sentindo feito a Sra. Jockey Club, que já viu melhores dias. Preciso fazer umas compras. Sapatos novos, urgente. Porque a elegância de um ser humano depende do que ele calça. Jeans, pelamordedeus! E os meus cabelos? Quanta diferença! Acho que não vai dar mais para evitar - tinta neles! Que os cabelos brancos resolveram chegar de vez, todos juntos, de repente, agora. ODEIO pintar cabelos! Fico vendo vocês aí, trocarem de cores, feito quem troca de roupa e não consigo entender onde acham saco. Mas não tá dando prá arrancar mais não, que já já fico careca.
Então, preciso dar um jeito nimim-mesma. Que esse negócio de ser a tia véia dos blogs, né fácil, não! Não é, Ju e Amber?
E, Suzana, senti muito a sua falta!
E preciso escrever sobre um assunto que não me sai da cabeça. Pessoas maravilhosas e generosas e cousa e tal, mas não acho tempo prá botar as idéias em ordem. Mas sai. quem sabe no fim de semana?

30.1.06

Achei tão lindo que pedi licença prá colocar aqui:

e ela me deu, com toda a delicadeza.


Dias Femininos

By Tatiana

Parece que os dias andam de TPM.
De repente, assim, completamente do nada, cai um pé d'água que alaga tudo, despenteia o mundo, aquele chiliquito, um piti úmido, berros de trovões tremendo a casa, estampidos ensurdecedores, clarões histéricos, lágrimas gigantescas escorrendo por debaixo de minha porta, invadindo a minha cozinha. O céu tá berrando NINGUÉM ME ENTENDE! NINGUÉM ME AJUDA NESTA MERDA DE VIDA! TUDO EU!!! AIIII, QUERO MORRER E ALAGAR O MUNDO!!
Aí vai embora da mesma forma que chegou. Abrupto. Como se nada tivesse acontecido. Passou.
Para me garantir, mantenho um pacotinho de BIS, meio comido pelas formigas. Quando começa a chover, berro pro céu:
-Tá aqui, meu bem, tá aqui. Tó esse chocolate vai ficar tudo bem. Tó. Tá aqui em cima. É teu.
E os céus, com vergonha de suas instabilidades, descem uma língua invisível e lambem o chocolate ofertado lá na mureta. Assim que se saciam, acalma e levam suas águas para longe.
É..os dias estão femininos.
Tomara que menstruem logo e acabem de vez com esse sofrimento. Uma semana de chuva forte, limpando os dias, esvaziando o porão do céu e ele, femininamente novo, possa descansar em paz e me deixar tranqüila quando saio e deixo roupa no varal.

Decadence avec Elegance

Sábado fui almoçar no Jockey. Moro nessa cidade há 37 anos (com um intervalo de quatro) e nunca tinha ido ao Jockey. Na verdade, o convite partiu do cara que vai ser o novo chefe do Zé.
Então não tinha como recusar, né? Ele levou a família e lá fomos nós também (eu e o Mateus), fazer modelo família estável e feliz. A princípio achamos (nós dois) que ia ser um porre. E não. Nos divertimos muito. A mulher dele (essa é a terceira que eu conheço, o Zé já trabalhou com ele há mais de dez anos atrás) é muito boa gente e a filha dela, um doce. Acho que até o Mateus ficou embasbacado com aqueles olhinhos verdes de dez anos de idade.
Mas eu queria falar mesmo é do Jockey. Bonito lá. Mas tem aquele jeito de senhora da sociedade que um dia já foi muuuito rica e não perdeu a pose. Os vestidos já meio puídos, sapatos desbotados que antes dançaram em grandes salões, o batom meio que ultrapassando a linha dos lábios, o brinco de pérola com brilhantes pesado demais. Uma sensação esquisita.
E o pobre do garçom tentando servir à francesa e tendo que pedir para "apertarmos" as cadeiras prá ele conseguir passar entre elas e a grade. Coitado. Lá pelo meio do almoço, ele desistiu, claro. Talvez porque não tivéssemos cara de quem fazia tanta questão assim do serviço à francesa ou então pela simples dificuldade prática. Sei lá. Só sei que na hora da sobremesa ele já estava passando os pratos por cima da mesa. Amém. Que aquele sacrifício todo já estava me dando nos nervos.
E jogamos nos cavalos, claro.

28.1.06

Monster

Eu sei que ando ausente. E desinteressante. Mas há de se dar ao ser humano o direito de ser ausente e desinteressante quando lhe convém.
Então vamos lá: esqueci de desligar o despertador do celular e acabei acordando no horário de sempre nas férias do Mateus: sete horas. Fiz café e aqui estou. A Cyn se superou de novo e quase me levou às lágrimas. Vão lá. A Rosana também fez um texto pro Blônicas que diz tudo o que eu queria dizer sobre São Paulo. Também amo essa cidade.
Estive no Rio e tchã nã... Conheci a Helê!!!!!
Olha, essas experiências com o blog tem sido tão boas! Diz a Sheila, minha amiga paulistana que mora no Rio, que elas criaram um monstro. Elas são ela e a Marcia, minha sócia. O monstro sou eu mesma. Porque de serumana tímida e reservada, me transformei nessa pessoa que manda e-mails para pessoas que não conhece e marca encontros. Como disse a Helê, quando a gente tem que perguntar por telefone o que a outra pessoa está vestindo para poder reconhecê-la, é que realmente percebemos como tudo isso é muito estranho. Sim, é estranho. Mas não tem deixado de ser maravilhoso e surpreendentemente, muito, muito bom.

Helê, adorei te conhecer. E mais que tudo, adorei a surpresa de descobrir o seu humor. Porque seu texto deixa sempre transparecer a inteligência, o carinho, a sensatez. Mas esse humor maravilhoso, só mesmo pessoalmente. Portanto, admito novamente, principalmente para o Eli, que sim, é possível se relacionar virtualmente e sim, tenho conhecido pessoas incríveis desse jeito, por mais improvável que isso parecesse para mim, uma canceriana fã do olho no olho.

O post do bum bum paticumbum prugurundum sumiu, então tá aqui de novo: O maravilhoso irmão da Marcia descolou lá com os infinitos contatos dele, os ingressos para o camarote do Carnaval em São Paulo. Estou eternamente agradecida e eufórica. Mas tenho que admitir também que a minha doença, co-dependência crônica já começou a agir e me sinto..... culpada.
Já sei, vocês vão dizer que sou uma trouxa porque o que eu queria mesmo era arrastar TODOS os meus amigos a tiracolo e fico feliz e triste ao mesmo tempo porque não posso levar a Cláudia, nem a Sheila, nem minha irmã comigo para curtir a mordomia toda.
Cheguei a conclusão de que não poderia nunca ser política. Ia ser a rainha do nepotismo!

25.1.06

The past came back to haunt me

Hoje foi um dia estranho. Uma volta ao passado. Rever um trabalho que fez parte da minha vida por muito tempo. Me apertou o coração. Porque as coisas na fábrica não andam muito bem e muito da minha energia e trabalho foram colocados lá por muitos anos. Fiquei triste.

Depois tive uma discussão com o Zé (discussão é meio forte mas conversa também não descreve) que me provocou sensações que há muito não sentia. Uma certa recaída emocional. Emoções que eu acreditava sob controle, reemergiram. Ai, ai. Como é difícil curar algumas feridas! Quando a gente pensa que já cicatrizaram, basta uma topada e pronto, lá estão latejando de novo. E como dizem os sábios escoteiros: Sempre alerta! Prá poder manter as neuras sob controle, não se pode relaxar. Mea culpa. Mea maxima culpa.

E amanhã vou pro Rio. E volto na sexta.
Lins, Ipaussu, São Paulo, Campinas, São Paulo, Rio de Janeiro, São Paulo. Em sete dias.

24.1.06

Três parágrafos

Sábado, quatro e meia da manhã, quatrocentos e cinquenta quilômetros, casa da mãe.
Segunda-feira, nove horas da manhã, duzentos e doze quilômetros, fábrica de jeans.
Segunda-feira, três horas da tarde, trezentos e cinquenta e sete quilômetros, home sweet home.
E amanhã tenho que ir a Campinas.


Ando com dificuldade em arrumar assunto para escrever aqui. Na verdade, os assuntos existem mas teimam em não querer virar palavra escrita.


Pensando sobre o que eu queria desse ano de 2006: Um pouco mais de dinheiro e muito menos stress. Considerando que minha causa de stress número 1 é a falta de dinheiro e a número 2 é muito trabalho, fica uma equação difícil de resolver.

19.1.06

Presentation is sooo important

Consulado americano, depois de duas horas de chá de cadeira, impressões digitais, eteceteras.

"Pegue o telefone" (você fica de pé de frente para uma cabine com vidros duplos e fala num daqueles telefones de cadeia americana)
"O que você faz?"

"Sou sócia de uma empresa que dá consultoria para o grande varejo de moda, sou estilista"
(Detalhe: nada disso está formalizado, não sou sócia da Marcia no papel, estamos neste exato momento mudando o contrato social da empresa para me incluir)

"Me dá o imposto de renda."

(Meu imposto de renda é uma merda, o do ano passado diz que eu ganhei, o ano todo, a tantalizing quantia de 14 mil reais)
Enfio pelo buraquinho o contrato social ainda não registrado, o extrato da conta do escritório e o meu extrato pessoal.

"Você não tem imposto de renda?"

"Peraí, estou procurando."
(Enrolo mais uns segundos para dar tempo de ele olhar os extratos e enfio o tal imposto no buraquinho. Ele me olha com uma cara de quem diz: só? Olho prá ele com uma cara de quem diz: ó, esse imposto é assim meio mais ou menos... e pergunto:)

"Você quer os documentos do meu filho?"
(Mais um detalhe: não sou legalmente casada. No meu passaporte está escrito SOLTEIRA, então preciso dar um jeito prá ele saber que tenho filho e marido e absolutamente não quero de maneira alguma lavar pratos nos Estados Unidos)

"Você tem filho?"

"Tenho. Tem onze anos."

"Você mora sozinha com o seu filho?"

"Não. Moro com meu filho e meu marido, mas não sou legalmente casada. Você quer os documentos do meu filho?"

"Não. Não precisa. Há quanto tempo você é casada?"

"Dezesseis anos."
(Ele me olha com um misto de surpresa e aprovação nessa hora)

"Você trouxe o imposto de renda dele?"
(Pausa para reflexão aqui. Eu não levei porque achei que eles não iam nem considerar mas, se podia ter levado, então você pode levar o imposto do seu amigo milionário e dizer que é teúda e manteúda, madame de primeiríssima categoria. Aliás, nesse quesito documentos, meio que dá prá levar o que quiser, porque eles nem olham direito e não checam nada)

"Não. Porque achei que como não sou casada, vocês não iam considerar."

"Há quanto tempo você trabalha nessa empresa?"

"Três anos."

"O que você vai fazer nos Estados Unidos?"

"Ver a coleção de verão que está entrando nas lojas."

"Porque você ficou tanto tempo sem ir para os Estados Unidos?"
(A última vez foi há dez anos)

"Meu filho era pequeno e eu fiquei um tempo sem trabalhar e viajar."
(Uma meia verdade - também passamos esses dez anos sem tostão)

"Ah! Você mora no Jardim América?"
(Tom de admiração nessa frase, percebo que é aqui que está minha abertura e digo:)

"É. Pertinho de onde ficava o consulado."

"Então, tá. "
(E assinou lá o papel e me deu um papelzinho amarelo que eu já sabia, de observar as pessoas antes de mim, que significava: sim, você merece viajar para os Estados Unidos)

Olha, gente, sei lá. Eu achava que com as minhas credenciais esse visto tinha a maior probabilidade de não rolar, apesar de eu já ter viajado um bocado nos bons tempos e sempre ter voltado bonitinha para casa. Claro que fui vestida de Patrícia casual tentando transmitir "sou chique assim mesmo, sem fazer nenhum esforço, todo santo dia da semana, nem me arrumei hoje". E fiz as unhas e uma escovinha (porque riquinha, nesse país, tem cabelo liso) e botei um anel de ouro que o Zé me deu de Natal há anos e que eu quase nunca uso porque acho ele meio Patrícia demais pro meu gosto.
Não sei o que foi que funcionou. Mas tenho quase absoluta certeza de que foi meu endereço. Do qual aliás, ele não pediu comprovante, portanto você também pode botar lá na ficha que mora na Vila Nova Conceição.
Só prá finalizar quero deixar bem claro (vai que o moço do consulado lê blogs) que eu não quero de maneira nenhuma morar nos Estados Unidos. Nem que me paguem.

17.1.06

Assim não vai dar

Por onde eu passo hoje, leio frustração. Inacreditável a guerra pelos ingressos. Juro que eu tinha intenção de ir a esse show. Inicialmente. Porque eles fizeram parte da minha adolescência e eu já cantava e pulava as músicas deles antes de vocês engatinharem. Mas isso foi antes de saber o preço dos ingressos e antes, claro, da confusão de ontem. Porque nem por decreto presidencial eu ia me enfiar naquele melê de fila. Ju, fica triste não. Tão dizendo que vai ter mais um show.
Eu, eu mesma, euzinha, já desisti faz tempo. Meu contato imediato com o Bono vai ficar restrito a um recadinho que eu mandei para ele pelo motorista da limousine da turnê de (oh meu deus) 1987 na França. Que eu, por acaso, conheci durante a minha mochilagem de verão pela Europa.
Se o recadinho chegou nele, até hoje eu não sei, mas que eu mandei, mandei.

With or without you? Without you, for sure.

14.1.06

Bonitinha mas ordinária

Esse caso do surfista brasileiro que apanhou na Austrália me botou pensando em preconceito e lembrei de uma historinha.
Quando eu morava na Inglaterra (no pré cambriano), minha melhor amiga era uma francesa que estudava comigo. Vivíamos grudadas. Um certo feriado, a família dela veio da França para uma visita. Estávamos todos no pub, comendo e bebendo, quando a conversa chegou em famílias, ascendências, etcetera. Então eu disse que descendia de brancos, negros e índios. Tudo misturado. O que aqui no Brasil é a coisa mais comum do mundo. O pai dela olhou para mim com um sorriso e disse:
"Não tem problema não. Não fica triste. Você é bonita assim mesmo."
Dá prá acreditar?

13.1.06

First one gone

De volta do primeiro dia de academia. Como é duro voltar, meu deus. No momento me ataca o mal de Parkinson, tudo treme. Amanhã, eu sei, até minhas sobrancelhas vão doer.
Mas a sensação é familiar e não deixa de ser boa. Uma sensação de poder.

10.1.06

Naked Chef


Eu amo amo amo amo o Jamie Oliver. E a porcaria da Net me sai do ar bem na hora do primeiro programa da série Viagem para a Itália? Ódio. Voltou agora, claro. Depois que acabou.

9.1.06

É devagar, é devagar, é devagar

é devagar, devagarinho...
Bão. Primeiro dia. Tento com todas as minhas forças começar devagar (não é um contra-senso isso? Precisar de mais força para andar mais devagar?). Consigo mais ou menos. Mais por força da lerdeza do cérebro que da nobreza das intenções. Que eu estou devagar mesmo.
Sento aqui para escrever um e-mail prá minha irmã (já com saudades) e aproveito para uma passada rápida por aqui.
Para essa primeira semana são duas reuniões com clientes, uma viagem de 350 km. para uma fábrica no interior, um aniversário e uns quatro bordados e silks para desenhar. Só. Ah! tenho também que preparar a papelada da entrevista do visto, que dessa vez não dá prá esquecer de novo, né? E tinha uma coleçãozinha - o fulano teve a cara de pau de ligar hoje e pedir prá sexta-feira, que chutamos para a semana que vem. Mas mantive o controle. Se orgulhem de mim, crianças! Que o coração até tentou acelerar mas eu não deixei - daqui a pouco viro iogue (se bem que estou tomando umas bolinhas homeopáticas para a ansiedade - desde já que é prá ela nem pensar em se instalar aqui de novo).
Acho que vou ter que andar com o Devagar debaixo do braço - que por sinal já li todo (meio depressinha, mas o texto é fluido e sem complicações - bem objetivo mesmo). Até óbvio, eu diria.
Mas o difícil é praticar o óbvio. Fácil é dizer: Isso? Isso eu já sei! Duro é fazer.
Se bem que a maioria eu já faço, ou tento.
Não dirijo, ando.
Não tenho horários rígidos no trabalho.
Cozinho.
Já fiz muito e vou voltar a fazer exercícios físicos. Não é o tal do SuperSlow mas funciona.
Falta alguma coisa tipo Pilates ou Shiatsu ou Yoga ou qquer coisa do tipo.
Desligar mais a televisão também falta (difícil essa), mas não se pode dizer que eu não tenha hobbies no modelo Devagar.
Meu filho está numa escola que pode ser classificada como Devagar - privilegia a formação e não a informação.
Sexo tântrico? Bom, aí é pedir demais, né?
E então, porque raios Sr. Carl, não consigo me manter internamente devagar?

Oba! American Idol!

Que BBB, que nada. Dia 26 começa a nova temporada do American Idol. Não perco um. Adoro. Desde o começo com aqueles testes hilários até o final com o povo cantando de verdade. Porque vamos concordar aqui, aquele povo lá é muito do dãrds mas sabe cantar. O Mateus assiste comigo e nos divertimos muito. E também tem a Sheila, lá no Rio, que é outra fã. E no dia seguinte, ou logo depois, ficamos horas ao telefone comentando os cãodidatos. Delícia.

8.1.06

Carnaval Obsessão 1

Apaixonada por carnaval. Ter sido neta de Maria Antonieta dá nisso. E em muitas outras coisas. Mas nisso principalmente. Difícil contar. São tantas histórias e tantas lembranças queridas. Basta dizer que minha infância e juventude, com férias passadas no interior, em Lins, foram indelevelmente marcadas pelo Carnaval. E pela personalidade exuberante da minha avó. Que aglutinava outros apaixonados pelo carnaval em torno dela, tornando aquela casa um QG. Antes, durante e depois, a casa cheia de gente se preparando, tendo idéias, fazendo blocos, bordando fantasias, bebendo, cantando e sendo feliz.
Portanto agora começa. O comichão. É só a vinheta da "Grobeleuza" entrar no ar e pronto. As borboletas que dormem no meu estômago acordam e começam a voar alucinadas.
É um drama isso, gente. Porque aquele carnaval que eu vivi, não existe mais. O clube, a orquestra, as fantasias, os confetes, as marchinhas. E o carnaval que restou, que, mind you, eu também adoro, ficou caro, caro, muito caro. As fantasias de escola de samba são caras e os ingressos para assistir, piorou. Todo ano eu prometo guardar dinheiros para ir ao carnaval em grande estilo e é lógico que eu não guardo. Esse ano, eu consegui guardar um pouco. Não o suficiente, mas um pouco. Então agora começa a cruzada. Primeiro prá tentar descolar uns ingressinhos na faixa. Não é fácil, mas às vezes, rola. Depois prá ver o que dá prá fazer com os poucos dinheiros que eu tenho.
E no mais, resta sofrer. Porque eu sofro muito. Muito muito muito. Que eu quero estar lá. E lá. E lá também. E nessas horas, eu gostaria de ser celebridade. Prá ser convidada prá tudo quanto é camarote.

6.1.06

Tô voltando...

Arrumar a mala para ir viajar já é um saco. Para voltar, então, nem se fala. Fico aqui enrolando e não começo. Pretendemos sair amanhã bem cedo. São muuuitas horas de estrada e puxando a moto atrás prá complicar um pouco mais. É uma mistura de sensações, isso que eu sinto toda vez que terminam as férias. No último dia, nunca quero voltar. Apesar de já ter sentido vontade de estar em casa nos últimos dias, quando chega a hora mesmo, sempre quero ficar mais uma semana.
Como eu me conheço, sei também que é só botar o pé na estrada para começar a sentir falta da minha casa e das minhas coisas. E o grande suspiro de satisfação que eu vou dar quando eu chegar lá. Porque também tem isso. Acho que é coisa de canceriano. Adoro a minha concha. Quanto ao trabalho, é obvius que eu gostaria de começar mais devagar como disse a Suzana, mas não sei se vai dar não. É só pisar naquela cidade que o trabalho despenca em cima de você. Para o bem ou para o mal.
Das resoluções de ano novo, só a volta para a academia, que já está de bom tamanho. E alguns compromissos que fiz com o Zé, que não vem ao
caso - mas que se conseguirmos cumprir, acho que daremos mais um passo importante nesse relacionamento.
Portanto, põe meia dúzia de brahma prá gelar e muda a roupa de cama que eu tô voltando.

PS. A partir deste momento, se instala nesse blogue a obsessão Carnaval, da qual vocês não sabem nada ainda. Mas vão saber. Vão saber.

4.1.06

Back from the Zululand

Como sempre, os metereologistas estavam redondamente enganados e aqui deu praia, praia, praia. Praticamente todos os dias. Hoje não é exceção. A exceção sou eu. Porque é o seguinte: se eu tomar mais sol, vou ficar invisível. À noite.
Sempre que estou aqui, faço muitas palavras cruzadas. Adoro. Esse era um hábito antigo que gradualmente foi se extinguindo mas, por aqui, eu retomo. Quando volto para casa, abandono. Já sei porque. Einstein. O tempo é mesmo relativo. As vinte e quatro horas do dia aqui são muito mais longas do que lá em casa.
Não estou com a menor vontade de voltar a trabalhar ainda mas já tenho pelo menos uma síndrome de abstinência. Da minha cama.
E já comprei o Devagar, Ju (na Cultura tá mais barato). Como eu te disse, ele vai estar me esperando em casa no sábado. Assim, ao menos tento começar 2006 mais lentamente.

1.1.06

Reveillon

Acordei. Já estou no segundo café. Passamos o reveillon na casa de amigos. Não muita gente. Só pessoas queridas. E que cozinham muito bem, by the way. Cada um levou alguma coisa e eu vou te contar, eita comida caprichada! A dona da casa é filha do Nikolas Vlavianos, que para quem não conhece é um escultor fenomenal. Infelizmente, não tive a sorte de ter tido aula com ele quando estudei na FAAP. O Mateus estava absolutamente boquiaberto. Olhava para as fotos do livro que estava em cima da mesinha de cabeceira e olhava para ele. Olhava para o livro, olhava para ele.
"Mãe, ele fez isso?"
"Fez, filho."
"E isso, também?"
"Também, filho"
Daqui a pouco, olho para o lado e lá está o Mateus sentado à mesa, conversando com o "seu" Nikos. Sobre escultura. E dizendo a ele que tinha visto uma escultura parecida com as do livro quando foi à FAAP numa excursão da escola. Só ouvi "seu" Nikos dizer com um sorrisão:
"Bom, se era parecida com as do livro, então deve ser minha."
Uma simpatia absoluta, o "seu" Nikos. E o orgulho do Mateus que eu senti! Ê moleque esperto e sensível, esse meu filho. Além de desinibido até o último fio dos cabelos longos!
Eu e o Zé dispensamos a festa na praia. Sono, muito sono. Além da garoinha fina que teimava em cair.
Voltamos prá casa e o povo foi prá festa no "riozinho". Minha irmã ligou de lá dizendo que estava uótemo! Mas me faltaram forças. E a garoinha fina teimava em cair. Ela ainda não acordou, então não tenho relatos.
Depois eu conto.
E já é 2006.

30.12.05

Ueba! Ainda bem que eles não são de nada!

Previsão do tempo para hoje: Nublado com trovoadas esparsas (com direito a desenho de furacão com rainho)
Realidade - Sol do Senegal, nuvens nenhumas.
Vamos a la playa.

Mais Canela



Ó que desenhos lindos essa menina faz!


29.12.05

Bela Acordadíssima

Problemas com o sono? Não, que eu durmo muito bem, obrigada. Mas, vou contar. Já estou acordada há exatamente DUAS HORAS E MEIA e todo o povo desta casa dorme. As tsé-tsés, provavelmente não gostam do meu sangue. Sei lá.
E o sol brilha lá fora. Nuvens esparsas dizia a previsão. Nuvens nenhumas. Acho que vou caminhar na praia.

Horroroscópio

Em um dia, provavelmente sem muito o que fazer, assinei o Personare. O Personare é um site de astrologia gratuito e eles ficam mandando os trânsitos astrológicos por e-mail. Não acredito muuuito em astrologia, mas acho divertido. Sou daquelas que lê o horóscopo se ele estiver ali, na frente. Se estiver bom, ótimo. Se não estiver, não funciona mesmo, né? Pois então. Desde que cheguei aqui, meus trânsitos astrológicos tem pedido recolhimento e reflexão. E dito muito claramente que eu preciso eliminar da minha vida o que me incomoda e fazer as mudanças necessárias que, segundo eles, eu sei quais são. Hummm. Dia após dia, tem chegado e-mails, dizendo quase a mesma coisa. Já disse ontem que estou vivendo no modelo AA - só por hoje. Aliás, nem isso. Só pela próxima meia hora seria um mote mais apropriado. Não estou nem um pouco a fim de analisar nada, mudar nada, eliminar porra nenhuma e não tenho a menor idéia do que esses maledetos desses trânsitos estão querendo.
Veja só:

"...um transbordamento de emoções e problemas que você tem tentado evitar nos últimos dias, Daniela. A Lua Nova neste momento pede que você não faça de conta que não existem coisas que lhe incomodam e que dê atenção a estes pontos."

e ainda:

"A presença do Sol no oitavo setor astral ilumina as questões problemáticas que você deseja resolver definitivamente, e a Lua transitando pela sétima casa lhe permite um aprofundamento emocional nas questões pendentes que você precisa trabalhar e resolver a fim de depurar seus relacionamentos."

e mais esse:

"...permitindo a você uma consciência mais crítica acerca das coisas que estão em sua vida, mas que não servem mais. Este é um momento de depuração muito forte, em que o joio é separado do trigo e, deste modo, você pode renovar sua vida, jogando fora o lixo (físico e mental)."

Tão ou não tão pegando no meu pé, esses putos?
Três trânsitos astrológicos seguidos e nenhum diz: Ótima fase para se divertir. Se entregue aos prazeres terrenos e esqueça os problemas. Céu azul e mar sem ondas para você, querido canceriano. Se liberte dos pensamentos analíticos, tudo vai bem na sua vida e você merece descansar e relaxar. Deixe para depois o que não tem vontade de fazer hoje. Jogue na Megasena acumulada. Beije muito. Sossegue o seu coração. Saia para dançar. Etcetera, etcetera.

Ou qualquer outra coisa do tipo. Mas não. Não, senhora. Pense aí nos seus pobrema, Daniela. Que nem o raio do horóscopo quer te dar férias!

28.12.05

Ao sabor do vento

Preciso escrever alguma coisa. Sei disso. As poucas pessoas que ainda passam por aqui devem estar achando que eu morri. Afogada no Natal Let it be. Morri não. O Natal acabou sendo na casa da minha irmã mesmo, muito petit comitê, muito bom.
Não tenho estado por aqui porque, sinceramente, não tenho pensado. Desliguei esse botão. Não me pergunte como, porque eu não tenho a menor idéia, mas tá desligado. Por hora. Sobrevivo somente com o sistema límbico*. Necessidade e satisfação. Fome - comida, sono - dormir, tesão - sexo, preguiça - rede. E assim por diante.
Não costumo fazer balanços de fim de ano e menos ainda promessas de Ano Novo nessa época. Não tenho saco, nem vontade. Então fico lendo as de vocês, tão lindas, profundas, pensadas. E me admiro. Porque a determinação me falta.
Porque eu penso o ano inteiro. Sem parar. Porque eu meço e remeço à mim mesma, minha vida, meu trabalho, meus amores. O sacro santo tempo todo.
Então quando as férias chegam, me dou folga, sabe? Prá não enlouquecer de vez. Porque esse negócio de auto-análise pode ser de uma chatice sem fim. Sem contar a prepotência. Sei que ainda preciso mexer nuns baús e que nunca temos os porões completamente desimpedidos mas, por enquanto, deixa lá. Que desembrulhar, nessa época, só presente.
A única certeza que eu tenho é que preciso voltar para a musculação. Que essa certeza você adquire aqui. Muito rapidamente. Morar numa cidade onde se passa a maior parte do tempo seminua não deve ser fácil. Ou não. Sei lá. O tal sistema não permite elaborações muito complexas. Ele é uma mistura de Caetano Veloso com Zeca Pagodinho.
Deixa a vida me levar.
Ou não.

* sei lá se esse é o nome certo, foi o que me ocorreu. Pesquisas no Google são impossíveis neste estado de espírito.

24.12.05

HO HO HO


Feliz Natal

23.12.05

Natal Relax



Sem planos. Sem presentes (ou com poucos - só mesmo para as crianças), talvez até sem ceia. Só um ranguinho mais caprichado que (benção dos deuses da imprevisibilidade) ainda nem decidimos qual vai ser. Pensando em ir para a praia da Guarda. Natal hippie paz e amor. Todos de sunga e biquini naquela praia que é o paraíso. Pode ser uma boa idéia. Mas ainda não decidimos.
É o nosso primeiro Natal nesse mode let it be. Não posso dizer que não esteja achando bom. Gosto de Natal tradicional. Mas este ano, estava precisando mesmo era disso. Ausência de planos, ausência de preparativos, ausência de compromissos.
Let it be.

21.12.05

Tem gente que eu vou te contar!

Ó, a porcaria do blogger se recusa a colocar a imagem, mas lá vai:
Vocês são uns caras de pau!
Acabei de passar na Fal e descobri que 40% (QUARENTA!!!) das pessoas que disseram que queriam o livro, ainda não pagaram. Escutem, ó antas, ela fez a pré-venda para saber se dava para rodar o livro e quantos realmente interessados haviam. Dá pra mandar o seu rico dinheirinho, já que vocês se comprometeram? Realizem, pessoas! Vocês estão atrasando o livro e sacaneando a Fal.

20.12.05

Questã existenciarrr

Toda vez que eu venho prá cá é a mesma coisa. Passam dois ou três dias e me pego a pensar o que raios estou fazendo da minha vida. Que porra de vida é essa que eu levo e etcetera e tal. A beleza desse lugar me provoca isso. E me dou conta de como sinto falta de mar, de sol, de tranquilidade. E vejo, com meus próprios olhinhos, meu filho correr pela praia, corado de sol, molhado de mar, feliz da vidinha dele, carregando uma prancha.
E vale a pena trabalhar tanto, e ganhar dinheiros, e morar em apartamento mesmo sendo na melhor localização do planeta, e ter tanta responsabilidade, e talecoisa e coisaetal.
Depois eu me lembro que já saí fora uma vez. Não prá praia, mas pros interiores. E morei numa chácara. E pintei muito. E fiz tortas de morango. E jardinagem. E estava ficando absolutamente ensandecida com a falta do que fazer e com a mediocridade das pessoas, não necessariamente nessa ordem.
E que lá não tinha nem uma livraria sequer. Muitas árvores, nenhum livro. Muito sol, nenhum cinema. Muita paz, ninguém que tivesse lido mais do que o Pequeno Príncipe.
E que quando eu finalmente decidi voltar prá São Paulo, não parava de suspirar de puro êxtase. E que quando voltei a trabalhar estava feito pinto no lixo, contenta da minha vidinha. E principalmente que, sou feliz assim, rodeada dos meus amigos. Que pensam.
Pois então. Serumano quer ter tudo. Quer. Quer. Quer. Quer.
Ser humano quer ter dinheiros prá poder passear mais e continuar morando lá, no centro do universo. E quem sabe uma casinha de vila, lá mesmo onde eu moro (para isso será necessária a Megasena, bem entendido).
Acabo de me lembrar também que quando voltei, cheguei a uma sábia conclusão. Lembro de dizer para mim mesma: TODA a natureza que eu preciso está contida no Parque do Ibirapuera. Preciso repetir isso mais vezes para voltar a me convencer que aquela cidade sem horizontes é o meu lar. Que eu amo. Amo. Amo.
Pensando bem, o Rio de Janeiro existe e supostamente deveria unir o melhor de todos os mundos. Pena que lá anda meio difícil, né? Helê, que tal? Meu filho, que nasceu com alma de surfista anfíbio (não sei daonde, jurpordeus, mas nasceu) ia agradecer. Quem sabe?

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E continuo acordando cedo. O ser humano é mesmo uma criatura de hábitos.
E a praia de ontem estava, por falta de palavra melhor, ESPETACULAR.
Linda, vazia, céu de brigadeiro. E estamos torrados. Literalmente. Com protetor 30 e tudo.

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E minha irmã reclama e pede uma errata. Diz que daqui não se enxerga o Morro da Lagoa. Que é o Morro da Pedrita. Eu digo que sei, sim senhora, que não sou burra, mas é que fica mais inteligível assim, que ninguém sabe onde é o Morro da Pedrita e que os morros são todos grudados mesmo, que é liberdade literária e coisa e tal. Não tem jeito. Ela diz que vão pensar que ela mora no centrinho da Lagoa (ó, que horror!). Então corrijo.
Daqui se vê o morro da Pedrita e ela mora bem no finalzinho da Joaquina, começo do Campeche. Rio Tavares, para ser mais precisa. Tá bom assim, Isabelinha?

19.12.05

Jardinagem



Absolute true.
Portanto, trate de regar a sua grama, que da minha cuido eu.
Post Secret.

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E hoje aqui promete. Condições climáticas senegalesas.

18.12.05

Boletim Extraordinário

O ser humano acostuma com qualquer coisa. Apesar de ter ido dormir às três da manhã, já estou de pé. É sempre assim nos meus primeiros dias aqui. Demoro muito prá dormir por causa do silêncio e acordo cedo por causa dos inúmeros pássaros. Meu cérebro sente falta do ruído constante dos carros, da cidade. E até ele entender que eu estou de férias e que ele pode relaxar, demora um pouco. E como vocês podem perceber, aqui na casa da minha irmã tem internet. Banda larga. Porque a pessoa mora a metros da praia, enxerga o morro da Lagoa da janela e ainda por cima é conectada. Boba ela, não?
E já que todos dormem (o cérebro do Mateus é jovem, bem mais adaptável e menos estúpido que o meu e o Zé só chega na quarta), vim aqui dar um alô.
Vou fazer o café.

17.12.05

Indoooooooo.... (a voz vai sumindo na distância)

Embarco hoje. Prá vocês que ficam, meu cordial boa noite.

Andam me perguntando se o PPC vai tirar férias também. Não sei. Acho que não. Não de todo. Só um pouco. Sei lá.

16.12.05

Último dia

Tem uma igreja, né. Não sei que lá das quantas dos santos dos últimos dias. Pois agora entendo. Há que se rezar muito para chegar lá.
Nas férias, bem entendido.
Estou no meu terceiro café e o cérebro ainda dá solavancos.
A reunião da tarde foi cancelada. Amém jisuis. Damos graças ao senhor.
Se bem que foi remarcada para a semana que vem e Sir Artur Galahad Carioca, dono da fábrica no Rio vai ter que apresentar o projeto "Gordinhas fofas que são jovens e querem se vestir feito um ser humano normal" sozinho. O que não é de todo bom. Veja bem. Porque ele não entende patavina de moda jovem e só está preocupado com modelitos fáceis de fabricar e com boa margem. De lucro. E a compradora, piorou. É careta que só ela. Então vai ficar difícil. Porque o nosso projetinho precisava da gente lá, o defendendo com unhas, dentes, bandeiras e banda de música. Porque as fofas merecem. E precisam. E tem dinheiro prá gastar, claro, que eu também não vivo de caridade. Seja o que deus quiser. Amém jisuis.

Agora pela manhã temos uma loooonga reunião, veja você, pessoa que tem um trabalho normal, que não consiste de futurologia. Sobre o Verão 2007/2008. Dois mil e oito! *
Às vezes me sinto mais uma cigana que uma designer. Porque haja poder de adivinhação.

* Errata - na verdade não sei o que me deu na cabeça quando escrevi isso. É verão 2006/2007, o que não deixa de ser adiantado, pero no tanto.

15.12.05

Meu anjo, Tião

Não sei bem porque, hoje eu me lembrei do Tião. E senti saudades. Veja bem, Tião foi meu motorista. Eu não dirigia, não dirijo e provavelmente nunca vou dirigir. Não gosto. Tinha 25 anos e fiquei grávida. O Zé, que na época estava galgando muchos degraus da corporate ladder, não queria que eu ficasse sassaricando por aí, barriguda, dentro de um taxi. Então contratou o Tião. Se bem que ele pagou o primeiro salário e depois passou a bola prá mim. Whatever. Eu também ganhava muitos dinheiros nessa época. Pois bem. O Tião era meu anjo da guarda. O Tião cuidava de mim. Ele me acompanhou durante toda a gravidez. Exames, consultas, trabalho, trabalho, trabalho. Ele fazia por mim todas as coisas chatas e insuportáveis que um ser humano fêmea proprietária de uma casa tem que fazer: banco (não tinha internet, né?), supermercado, feira, tudo mesmo. E quando o Mateus nasceu, prematuro de quase sete meses e teve que passar quarenta e oito longos dias no hospital, era o Tião que me levava todo santo dia de manhã bem cedo para a primeira ordenha (eles botavam a gente numa máquina para tirar o leite). E era o Tião que estava lá até a hora da última, às nove da noite. Porque vejam bem, o Zé estava galgando os degraus da fucking corporate ladder.
Foi uma das épocas mais sofridas em toda a minha vida e sem ele, não sei se eu teria conseguido.
Só de lembrar, já fico emocionada. Lá vou eu, derramar lágrimas sobre o teclado.
Pois é. Hoje, lembrei do meu amigo Tião. E senti saudades. E muita falta de alguém que cuide de mim. E meus olhos estão embaçados e não consigo enxergar mais a tela.
Tive que dispensar o Tião quando o Mateus estava com três ou quatro meses. Meu ritmo de trabalho diminuiu muito e os dinheiros já não eram tantos. Me doeu muito abrir mão do Tião.
Perdi o contato com ele, nos anos que passei fora de São Paulo. A última vez que ele me ligou, disse que estava trabalhando como motorista da Enterpa, dirigindo o caminhão de lixo das quatro da tarde às dez da noite e que se eu precisasse dele para qualquer coisa, ele poderia dirigir para mim, de manhã.
Nunca mais o vi. E hoje, de repente, senti muitas saudades do meu anjo, Tião.
E chega. Porque vou para uma reunião e vou chegar lá toda inchada, de tanto chorar. Ainda bem que estou com gripe e dá prá botar a culpa nela.

13.12.05

Ê povinho sem loção*!!!!

Dia desses a Helê deixou um comentário no post do séquiço bissexto.
Citou Pessoa, "nunca conheci quem tivesse levado porrada...".
Não tem com o que eu concorde mais. Tenho um grau de intolerância elevadíssimo com "gentes perfeitas".
Porque é uma farsa, né? Tem que ser. Ninguém é tão feliz, ou tão lindo, ou tão culto, ou tão qualquer coisa.
Me irrita sobremaneira (sobremaneira não é lindo?).
Tenho a sensação que são como caixas de M. A embalagem é bonita, tudo cobertinho com papel de seda e laços de fita. Mas tá lá. Feito cada um de nós. E como não deixam os vapores tóxicos escaparem, nem usam como adubo prá crescer, uma hora enche. E explode.
Tem uns aí espalhados pela blogolândia.
Gente, vocês me perdoem mas gosto de ruído. Caos, fissuras, imperfeições. Porque são justamente estas que definem a beleza e que nos tornam humanos.

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E prá quem achou que essa semana ia passar num átimo (átimo é ainda melhor!), estou com dor de cabeça, dor de garganta, dores generalizadas.
E uma das compradoras com as quais trabalhamos disse que quer uma coleção de paletós bordados para sexta. Rá! Então tá. E marcou a reunião para sexta à tarde, quarenta e cinco do segundo tempo. E a empresa que ela trabalha fica naquele bairro metido à chique lá perto de Barueri e que tem nome tirado de livro de ficção científica. Me desculpem se vocês moram lá, mas aquilo lá além de não ser São Paulo, é tãaao perfeitinho que vocês já sabem, detesto.
Portanto lá vamos nós, no nosso último dia de trabalho antes das férias... tã nã... trabalhar!
Puta que o pariu! Será que essa fulana faltou nessa aula? Último dia serve para dar um passadex no escritório, pagar umas contas, atender uns telefones com cara de séria, fazer pé e mão, comprar alguma coisa de última hora e beber muito com as amigas.
Tem gente que não tem LOÇÃO*!!

* Essa expressão tem copyright da minha grande amiga Sheila, que eu adoro e que, graças ao bom deus, de perfeita não tem nada!

10.12.05

Good to see

É claro que a gente sabe que as fotos das revistas todas são photoshopadas. Mas que é bom ver o antes e o depois, ah, isso é! Vai lá!
Pensando bem, devia ter contratado esse fulano para dar um jeito nas fotos que eu mandei prá Cyn.


9.12.05

Para minha querida irmã

Isabela (olha que nome lindo ela tem!),

Este post se destina única e exclusivamente a derramar loas infinitas sobre a sua pessoa.
Meus parabéns, minha irmã.
Sei que não posso estar aí neste fim de semana e que você gostaria muito que alguém da família estivesse presente na sua formatura. Alguém que tem tanta admiração e carinho por você quanto eu.
Porque você é um ser humano de primeiríssima qualidade. Inteligente, linda, generosa e amiga.
E você merece ser elogiada neste dia. Muito.
Então parabéns, parabéns, parabéns.
E até sábado que vem.

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E pode parar de se estressar com a roupa, você vai ser a mais bonita das formandas, tenho certeza.
E é a mais inteligente, ou não teria terminado o MBA em (escutem, pessoas!) PRIMEIRO LUGAR, with honors, suma cum laude, ou sei lá que raio eles chamam isso.

Easy Riders

O Zé acabou de me ligar. Ele viajou ontem mas já tá voltando hoje. Foi buscar uma moto emprestada em Ribeirão Preto. Prá levar prá Florianópolis (às vezes dá vontade de dizer Floripa - mas é tãaaao bestinha, né não?). Pois então. Ele tem um amigo que tem uma chopper - não sei que raio de marca é porque carros e motos não são o meu forte. Mas é tipo assim, uma Harley (o estilo, pelo menos). Eu adoro motos. ADORO. Sempre digo pro Mateus que na formatura dele, vamos chegar, eu e o Zé, de couro preto, botas e quetais, eu de bandana e com uma trança grisalha enoooorme e o Zé com aquele chapéu de chifrinho cobrindo a careca. Ele quer morrer. O Mateus, claro. Mas que seria divertido, seria.

Sex and the City

As atividades sobre os lençóis neste lar andam meio devegar nessa última semana. Temos estado tão cansados que parece uma competição prá ver quem consegue dormir mais rápido. Claro que quem aguenta mais uns dois ou três minutos ganha, porque depois pode botar a culpa no outro. De repente, tive uma visão. Eu e o Zé, pijamas de flanela, conversando:

"Gô..."
"Hummm"
"Lembra que a gente costumava se divertir à noite? O que era mesmo que a gente fazia?"
"Não lembro, Gô. Mas era bom, né? Engraçado, tenho essa lembrança boa mas não consigo me lembrar direito o que era."
"Quantos anos faz mesmo?"
"Hummm, não sei. Uns trinta?"
"É, acho que é mais ou menos isso."
"Será que eram as palavras cruzadas? Lembra? A gente costumava fazer palavras cruzadas."
"Não, não é isso não. Isso faz uns dezoito anos, eu acho. Era outra coisa"
"É, tem razão. Agora fica quieta que o Jornal Nacional já acabou e eu já tô morrendo de sono"

Fazer? Nada!

Ontem não fui trabalhar de manhã. Só ia dar tempo de bater o pique no escritório e sair correndo para o teatro do Mateus, então nem fui. Tinha uma reunião às 14:00. A Marcia ficou de passar para me pegar. Então, entre a escola e a reunião sobraram uns quarenta e cinco minutos e eu vim prá casa. Deitei na sala, me enrosquei numa manta e liguei a TV no jornal.
A Carmelita, minha super empregada, passa, me olha, e diz:
"Tá passando mal?"
PUTA QUE O PARIU!
Será que eu trabalho tanto assim?
Não posso parar nem três instantes que neguinho já acha que eu tô doente?
Preciso mudar. Preciso mudar. Tenho que mudar.
Primeira decisão de ano novo: Bundar mais. Muito mais.

8.12.05

Super Hackers

Não sei se vocês já viram, mas a Oprah está numa cruzada pessoal contra os pedófilos. Tem feito uma série de programas sobre o assunto. Não tem faceta do ser humano que me deixe mais revoltada do que essa. Normalmente, consigo entender as fraquezas humanas. Posso não concordar mas consigo ver o que leva as pessoas a atos insanos. Mas isso? Não desce de jeito nenhum. Não consigo. Não entendo. Não aceito.
Ontem mesmo, ela disse no programa que só nos Estados Unidos estima-se que haja 200.000 crianças servindo como escravas sexuais. Duzentas mil? Puta que o pariu!
Tenho uma idéia meio bobinha, mas que vem rondando a minha cabeça há algum tempo.
Tem esses meninos geniozinhos, não tem? Esses hackers todos, que se divertem provando a sua inteligência, invadindo computadores de governos e empresas e inventando vírus para torrar o saco dos pobres mortais.
Eles podiam ajudar. Formar uma "sala de justiça" virtual e caçar essa gente na internet. E depois passar as informações para a polícia. Podiam ser anônimos, se quisessem. Ou ter nomes como Vingador Cibernético, ou qualquer coisa parecida. Acho que eles iam gostar. São todos adolescentes. E iam poder fazer alguma coisa de útil, para variar.
O que vocês acham?
Acho que vou passar um e-mail prá Oprah.

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Hoje tem teatro na escola do Mateus. Encerramento do ano letivo. Dia de mãe chorar. Daqui a pouco, lá vou eu, assistir à Megera Domada, interpretada por alunos da quarta-série. Ai, ai.
Não passar rímel.
Levar lencinhos de papel.

7.12.05

brrrrrrrr

São Paulo. Sete de dezembro de dois mil e cinco. Oito horas da manhã. Dezesseis graus?
Que frio da muléstia é esse, por deus?

Crescer

Os últimos dentes de leite do Mateus estão caindo feito castelo de cartas. Cada vez que ele me pede prá lavar o cabelo dele, encontro pêlos em lugares onde antes só havia uma pele lisinha de bebê. Meu filho tá crescendo, crescendo, crescendo. Que medo, que medo, que medo.

Porque crescer é duro. Porque a vida não é nada fácil. Porque amar é quase uma dor, como já disse alguém muito mais hábil com as palavras do que eu.

Minha última troca de pele foi há uns quatro anos e eu tive que arrancar na unha, deixando a carne viva. Já está mais grossa agora e resistente às intempéries, mas doeu muito durante um bom tempo. Porque eu tive que enfrentar sol e chuva com aquela pele cor de rosa e delicada.
E me pego pensando no Mateus e quantas trocas de pele ele vai ter que enfrentar daqui prá frente. Muitas. Inúmeras. E que não temos escolha. Porque dói ainda mais tentar se ajustar àquela que não serve mais. Ou se fingir de morto.

Ai, ai, como é duro ser mãe, às vezes.

6.12.05

Missa de Sétimo Dia

Olha, eu vou dizer uma coisa:
Estou me sentindo meio órfã com a partida de alguns blogs desta para a melhor.
Como é que eu vou ficar sabendo de tudo que acontece sem o Marcelo Batalha? Vou ter que ler o jornal agora, é Marcelo? Não tenho mais paciência, não. Fiquei muito mal acostumada.
E o Fudido & Meio? Como é que dá prá viver sem aqueles links tão absolutamente inúteis e tão divinamente deliciosos?
Definitivamente, garotos, vocês me deixaram na mão!

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Estou muito, muito cansada por esses dias. Estamos tendo que adiantar uma porrada de coisas lá no escripitório para poder viajar. E as condições de temperatura e pressão por lá andam a léguas das ideais. Tenho a vaga impressão de que esses serão os doze dias mais longos da história.
Hang on, que falta pouco.

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Ando num bode infinito com compras. Não tenho tido vontade de comprar nada. So weird. Porque normalmente, gosto de Natal. Adooouro comprar presentes e nessa época sempre rola um biquininho novo e uma ou outra sandália. Vou deixar tudo prá Florianópolis. Desta vez, já decidi, até shampoo, eu compro lá. A mala, pelo menos, vai mais leve.

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E vou indo, porque temos reunião com o nosso maior cliente daqui a pouco. Reunião para descascamento de pepinos, abacaxis e outras coisas, indigestas e de casca bem dura.

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Deviam botar Prozac na água da Sabesp.

4.12.05

Reunion II

Reli o meu post e me achei de um mau humor insuportável. E eu estava mesmo. De ressaca e de mau humor. O encontro, na verdade, foi muito divertido. Impossível não existir carinho entre essas pessoas que cresceram juntas. O que me deixou de mau humor, que nem era bem um mau humor propriamente dito, mas uma certa depressão, foi encontrar comigo mesma. Porque, entendam, eu não via aquelas pessoas há vinte e três anos e vice-versa. A Daniela que elas conhecem não sou eu, era outra. E num instante eu fui catapultada para a minha adolescência. Não foi nostalgia não. Deus me livre! Que eu não sou mesmo dessas pessoas que acham que a melhor época da vida é a juventude.
Foi mais como um acerto de contas. Porque a Daniela, aquela, era só possibilidade. Sonhos, desejos, vontades. Tudo por fazer, tudo possível. E a imagem que eles tinham de mim, meu deus, era tão impressionante! E o que foi que eu fiz disso tudo? Dessa inteligência toda, que eles e até eu mesma, achava que tinha?
Foi isso. Foi esse sentimento que me tomou na sexta-feira de manhã.
E ainda tenho que mastigar melhor isso tudo.

2.12.05

Diferente Diverso Discordante Outro

Eu já lia esse blog há algum tempo. Não muito. Hoje eu tenho dentista e fiquei fazendo hora aqui em casa. Entrei lá e li o blog praticamente INTEIRO. Ri muito. Ela é o máximo.

Reunion

Num dia perdido da minha juventude, achei que eu ia crescer. E que com, digamos assim, mais de trinta anos, o ser humano ia ter certezas nessa vida.
Então tá.

Tô falando isso porque ontem eu fui num treco que eu não tinha contado aqui porque não tinha certeza se ia. Acabei indo.
Encontro da minha turma de formatura de ginásio de, pasmem, 1982, era pré - cambriana.
Foi divertido. E esclarecedor. E ao mesmo tempo terrível.

Saí de lá com pelo menos algumas certezas:

Homens ficam carecas.
Mulheres engordam.
Homem ficam carecas e engordam.
O ser humano não resiste ao impulso da procriação.
Não posso mais beber em véspera de dia útil.
Ainda temos 14 anos.

1.12.05

Pombagira

Ontem fizemos um plano de saúde coletivo lá no escritório. Pela empresa, prá ficar mais barato para as nossas duas famílias. A fulana do plano que foi lá pediu a minha carteira de trabalho. Eu disse que não tinha, nem nunca tinha tido. Ela abriu uns olhos de susto. Como? Uma mulher de 37 anos sem carteira de trabalho? Eu disse a ela que trabalho e muito desde os dezenove mas fui estagiária em dois lugares durante uns dois anos (sem carteira assinada, claro) e aos vinte e um, antes mesmo de terminar a faculdade, abri meu próprio escritório e aos vinte e dois já tinha também uma loja.
Me escuto falar e percebo que desconheço essa pessoa que fez isso. Tão corajosa, tão independente, tão segura de si mesma, desde tão cedo. Percebo que isso é o que as pessoas de fora vêem. Essa mulher. Não sou eu não, gente. Ela toma conta do meu corpo e vai assim, tomando atitudes e decisões. Quando eu dou por mim, tá feito. E eu, insegurança que só, tenho que arcar com as consequências.

30.11.05

Menos é mais

Ontem um amigo que mora em Miami me ligou dizendo que tem uma proposta de trabalho para se mudar para Londres. E quis saber o que eu achava. Minhas experiências londrinas já tem quase vinte anos de idade e eu sou suspeita. Porque lá eu fui muito feliz. Disse isso a ele. Ele mora muito do bem em Miami, tem um empregão, as crianças já estão adaptadas, eteceteras e tales.
Mas Europa amigos, é outra história. Não me canso de admirar e invejar a relação deles com o trabalho. Nos Estados Unidos você tem sempre que ser o primeiro, o mais rico, o que trabalha mais, o mega super hiper plus. Lá, não. Lá o "nine to five" é prá valer. Enough is enough. Eles trabalham. São super concentrados, não tem conversa mole nem cafezinho durante o dia mas quando são cinco horas nos ponteiros do Big Ben, chega! Vamos prá casa, vamos pro pub, vamos viver. E as férias são sagradas.
Além disso, não faz tanta diferença assim se você é garçom ou médico, os salários são muito nivelados, então o ser humano pode, de verdade, escolher o que quer fazer. Porque é possível viver com dignidade sendo jardineiro, por exemplo.
Só vão para a faculdade os alunos excelentes, porque é caro e/ou dificílimo de entrar. Todo o resto dos mortais faz curso técnico e se dá por satisfeito (se bem que os cursos técnicos por lá são de primeiríssima qualidade - melhores que muitas das nossas so called universidades).
As casas são todas quase idênticas, construídas no final do século 19. Só tem um banheiro. Pequeno. Lembro que o sonho de consumo do casal com quem eu morava era um bidê. Porque a coisa mais fina do mundo era ter um banheiro onde coubesse um bidê. Quando eu disse prá eles que na casa da minha mãe tínhamos 3 banheiros, todos com bidê, eles acharam que ela era milionária.
Eles compram coisas, claro. Mas não feito a gente. Não há esse desespero pelo último modelo de seja lá o que for. Pelo menos, não havia. Não sei como está hoje. Não tem shopping, nem mega farmácias e os supermercados grandões ficam bem longe da cidade. São lojinhas. Açougue, verdureiro, a farmácia da esquina. Por lá, os pequenos negócios não foram dizimados pelas grandes redes.
Eles compram comida quase todo dia. O que estamos com vontade de comer hoje? É isso que vamos comprar. O de hoje. Amanhã a gente vê.
Eu invejo tanto isso! Claro que eu sei que aqui é impossível. Aqui temos que ganhar trocentos dinheiros para poder morar bem ou passar quatro horas dentro de um ônibus. Pagar uma boa escola ou estar sujeito à péssima qualidade da escola pública. Ser assaltado pelo plano de saúde ou morrer na fila do SUS.
Gente, já falei demais. É que às vezes me dá isso, sabe? Um desejo gigantesco de que a minha vida fosse um pouco mais simples. E mais leve.

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E onde foi parar o raio do reloginho do blogger? O de vocês também sumiu?

29.11.05

Não quero que me vejam

Eu não sou cega, muito menos pop star. Mas tem dias que pode estar anoitecendo ou até chovendo que eu preciso dos meus enormes óculos escuros. Não quero ninguém olhando dentro dos meus olhos.

Quanta saudade!

Li de uma sentada (literalmente) o livrinho que a Ju deu de presente pro Mateus (PS Beijei da Adriana Falcão). No fim, chorei. Choro com e por qualquer coisa e livro infantil não seria exceção. Mas chorei mesmo de saudades da minha avó. E percebi que nunca falei dela aqui. Talvez porque não é fácil falar ou descrever essa pessoa que foi tão importante na minha vida.
Vocês conhecem uma mulher moderna, apaixonada, completamente à frente do seu tempo? Não conhecem não. Porque não a conheceram. E quando leio no livrinho que a vó da protagonista ajuda as meninas com os respectivos namorados, me lembro dela, Maria Antonieta, me buscando na rodoviária na sexta-feira às onze e meia da noite, botando uma música alta no toca fitas do carro (vermelho e com teto solar) e me levando primeiro prá dar um rolê na cidade e ver o movimento (os garotos, of course) e depois prá casa prá tomar banho, secar cabelos, trocar de roupa, acompanhando toda a produção e palpitando o tempo todo. "Põe uma saia mais curta que o que é bonito a gente tem que mostrar", ela dizia.
E muitas, muitas madrugadas conversando, fumando, cantando e dançando na varanda, vestidas de babydoll.
Ah, minha vó! Como eu queria que você estivesse aqui hoje! Que você tivesse conhecido o Mateus, que eu pudesse escutar a sua voz rouca e a sua gargalhada. Quanta saudade.
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E não, não são cinco horas da manhã, mas o reloginho do Blogger sumiu e eu não consigo acertar a hora dos posts. São sete horas. Que eu acordo cedo, mas nem tanto.

28.11.05

Maria Antonieta


No meu estado normal, os dois dias do fim de semana são completamente suficientes. No domingo à noite, normalmente já estou de saco cheio de ficar em casa e não fazer nada. Não tem sido assim. Tenho a sensação de que os fins de semana tem ficado cada vez mais curtos. Como diz minha sobrinha: deu. Já deu mesmo. Agora que os dias que faltam para as férias podem ser contados nos dedos das mãos e dos pés, tá difícil de segurar. O escritório tá parecendo uma padaria, pão quentinho de hora em hora. Não sei o que deu no povo que desatou a comprar, comprar, comprar. Isso reflete na nossa venda de março/abril do ano que vem. Isso significa que temos que botar os pãezinhos no forno agora, antes de sair de férias. Tudo isso é muito bom, claro. Não dá prá reclamar de estarmos vendidas até abril. Mas vou te contar. Dá vontade de dizer: Que comam brioches!

25.11.05

A Fera e a Bela

Nesse domingo é o batizado do meu sobrinho, filho do meu irmão. Eu sou a madrinha devocional. Nem me pergunte o que é isso que eu não sei. Sei que a madrinha de verdade é a irmã da minha cunhada, mas lá na igreja eles pediram prá trazer mais uma madrinha. A tal da devocional. Acho que é uma estratégia prá poder enfiar mais gente no negócio. Mas eu amo esse bebê gordinho, então vou de madrinha estepe com o maior orgulho. Essa semana está desesperadoramente atrapalhada, com muito, muito trabalho. E a madrinha que vos fala, necessita de umas duas horas no salão de beleza, prá poder ficar gravada para o infinito e além nas fotinhos e filminhos do batizado. E uma sandália nova para poder estrear o vestido que eu comprei pro Zé.

24.11.05

Anjos mudos

Marcia diz que a gente recebe sinais e que devia prestar mais atenção neles. Dia desses, ela disse, entrou uma borboletona daquelas pretas, durante a madrugada no quarto dela e ela acordou assustada. Pensou: mau agouro, mau agouro. No dia seguinte um conhecido nosso entrou numa fria lascada. Preciso dizer que ele construiu esse iglu, bloquinho de gelo por bloquinho de gelo. Então. Hoje ela disse que deveria ter prestado mais atenção na borboleta e que temos que aprender a ler esses sinais. E que ela poderia tê-lo avisado se fosse atenta e sábia o suficiente. Sei não. Acho que a vida dá sinais, sim. Pros seus protagonistas. Fulano já se f*deu uma vez, quase se f*deu diversas outras e não aprendeu?
Pode ser que os anjos falem com alguns eleitos. Só sei que os meus se recusam a abrir a boca.

Esqueci de subir a foto. O escritório estava o caos hoje. Tudo acontecendo ao mesmo tempo, simultaneamente, agora, já. Isso é prá vocês que acham que ser estilista é só poesia e luxo.

As três cajazeiras

Continuaram na terça-feira as descobertas. E como eu não me canso de dizer, nada substitui o olho no olho. Nos encontramos. Ju, Suzana, Kellen e eu. A Kellen, infelizmente foi embora logo. E ficamos as três, conversando, bebendo, rindo até sei lá que horas.
Aproveito para desfazer o mito de que as pessoas escondidas atrás da tela são todas nerdzinhos, feinhas, de óculos. Lindas, essas meninas. Dos dentes perfeitos da Suzana, deviam fazer um molde para usar no Extreme Makeover. Os reformados iam ficar bem melhores do que com aqueles dentes horríveis que eles fabricam. Que sorriso tem essa menina! E os olhos da Kellen?
A Ju? Essa deve beber uma dose diária de formol, além de transformar em borboletas bêbadas, todos, sem exceção, que passam perto dela. Homem, mulher, criança, bicho. Ninguém resiste. E ela ainda tem a coragem de dizer que ... Deixa prá lá. Só nós sabemos onde aperta o nosso calo e às vezes, a aprovação de uma única pessoa é mais importante que qualquer coisa.
Eu, como a tia velha de todas elas, encho meu peito de orgulho. São minhas amigas. Essas mulheres tão inteligentes, tão divertidas, tão verdadeiras.
Noite cheia de confissões, a nossa.
E vamos repetir, né? Agora que a Ju foi embora, vai ficar mais complicado. Porque ela catalisa. E nós, por aqui, somos mais tímidos, reservados ou idiotas.
Assim que chegar no escritório, subo a foto para vocês verem.

22.11.05

Faltam adjetivos

Quanto ao encontro de sábado, ainda não consegui reunir os adjetivos suficientes para descrevê-lo. Por enquanto, deixo um gostinho do Blog de Papel:

"21 de janeiro
Neguinho acha que a gente tem que ser feito aqueles calendários da seicho-nô-iê: só alegria, mensagens de alto-astral, jogo-do-contente e quejandos. Senhores, o acesso à putidão e ao mau-humor é direito garantido pela Constituição."

Fal Azevedo, claro.
Vai ser meu mantra.

Livros

Saí da Primavera dos livros na Oca carregando uma sacola cheia.
Minha mesa de cabeceira virou uma pilha e a mesinha que fica ao pé da cama está lotada.
Tenho que parar de comprar livros, já que ultimamente não tenho tido concentração suficiente nem prá outdoors.
Mas não resisto.

Ao meu lado repousam:

Ninguém me verá chorar - Cristina Rivera Garza - untouched
Blog de Papel - dos meus, seus, nossos ídolos - esse eu li, no domingo à noite
Crônicas de Quase Amor - Fal - esse eu também li*
Os Malvados - André Dahmer - autografado, tá?
O Caçador de Pipas - Khaled Hosseini - a Ju me emprestou
Contos de Amor Rasgados - Marina Colasanti - já li, reli e treli
Contos - Machado de Assis - está lá prá eu reler, há séculos

Aos meus pés dormem:

Da coleção Penguim de aniversário:
A taste of the unexpected - Roald Dahl - li
On Shopping - India Knight - li
The dressmaker's child - William Trevor - começado
The Mirror Ink - Borges - Presente da Ju, não li ainda
The diamond as big as the Ritz - Scott Fitzgerald - outro presente da Ju que eu também não li
e...
Time's Eye - Arthur C. Clarke - comecei
Um lugar chamado Brick Lane - Monica Ali - ainda não
O mal, o bem e o mais além - Flávio Gikovate - li, mas preciso reler
Mulheres que correm com os lobos - Clarissa Pinkola Estés - nunca paro de ler
E ainda...
Sexo Anal - Biajoni - ganhei de presente dele, na feira**
Atonement - Ian McEwan - também começado

Portanto amarrem as minhas mãos, quebrem meu cartão de crédito, e por favor, vendem meus olhos quando eu passar pela Avenida Paulista. Porque eu preciso tomar vergonha nessa minha cara!

* E sobre o livro da Fal, só posso repetir o que eu disse a ela:
Que é preciso um cantinho quieto para saborear cada pedacinho, drops por drops, dessa delícia de delicadeza que é esse livro. E derramar uma ou duas lágrimas pelos nossos quase amores.

** Obrigada, Bia. Sou sua fã. Juro que vou ler, logo.

21.11.05

Blog de Papel

Bom. Fui lá. No lançamento do livro. Foi muito bom. Um primeiro encontro ao vivo com essas pessoas merece mais do que duas ou três linhas. Por hora, digo apenas que fiquei encantada com eles e que já devorei o livro todinho, com capa e tudo.

Cynthia, nós abraçamos e beijamos o Nelson. São abraços e beijos para serem transmitidos a você. Já chegaram aí?
A Juliana tirou foto. Assim que ela me passar, te mando.

Suzana, senti a sua falta.

19.11.05

É hoje!

Eu devia ter deitado cedo. Feito um ritual de beleza. Botado umas rodelas de pepino em cima dos olhos. Ido fazer uma escova. Porque hoje é o dia de conhecer as meninas dos blogs e eu queria estar linda. Então. Fui no aniversário doMarcelo, bebi feito um gambá, fui dormir às sete da manhã, acordei às dez e meia, estou um lixo. Fazer o quê? Um lixo ansioso, e animado, e feliz.
Até daqui a pouco, meninas!

18.11.05

Lição de Casa

Filho na escola = lição de casa.
Vou dizer, é o maior tormento dessa profissão de mãe. E apesar de ter sido uma ce-de-efe de primeiríssima (até uns dezesseis anos, pelo menos - ou até as diversões começarem), esqueci tudo. Ai, jisuis! Vou ter que substituir meus livros de cabeceira pela Nova Gramática da Língua Portuguesa. Já. Justo eu. A melhor aluna de Português da classe. Porque dei uma olhadinha no livro dele e a análise sintática está chegando a galope. Gente, é adjunto adnominal ou predicativo do sujeito? Sei lá. Não tenho a menor idéia. Ontem, já tive dificuldades com os plurais dos coletivos. F*deu.

17.11.05

Lady in a Dress

O Zé é um homem de bom gosto no que se refere à mulheres e roupas de mulher. Sei que parece auto-elogio mas não é não. Ele tem mesmo um gosto refinado nesse departamento. Estávamos, dia desses assistindo um DVD, filme passado no sul da Itália, década de 30 ou 40, balneário de ricos. Sabe? Aquele povo cheeeeio de dinheiro que fugia do frio e ia veranear com seus iates e serviçais? Então. Lá pelo meio do filme ele diz: "Não sei porque as mulheres não se vestem mais desse jeito, era tão mais bonito." E era mesmo. Chapéus maravilhosos, vestidos femininos e delicados, cabelos presos e batons escuros durante à noite. Lindo mesmo. Pena que não é prático e só combina com a vida de quem não faz nada e tem muuuuuitos serviçais.
Ele é um dos únicos homens que conheço que prefere (de verdade) ver uma mulher num belo vestido do que de mini saia e micro top. Destesta as boazudas, popozudas e etceteras da hora. E, melhor de tudo, não cai babando pela primeira loira peituda que aparece. O Zé gosta de mulher elegante. Eu também.
É claro, que de vez em quando, também curto uma roupinha sexy. E também tenho um lado meio punk. Não gosto de tudo muito certinho não. Acho que a uniformidade é muito chata e um ruído sempre é bom. Sabe? Uma belíssima saia com uma camiseta branca meio desbeiçada e podrona. Eu gosto desse contraste. O Zé não. Ele gosta mesmo é de um traje perfeito. Por isso comprei um vestido novo. Lindo, feminino, floral. Pro Zé.

16.11.05

Comprei, at last

Comprei uma bolsa nova. Nem sei se é o que eu queria mesmo mas o meu antigo baú já estava desmanchando.
Eu tenho uma relação especial com as minhas bolsas, já contei essa história. Mas é bonitinha e tem um texto da Marina Colasanti muito bom. Então vou colar aí em baixo, porque ninguém entra nos links, mesmo. Se você já leu, pula.

Em busca da bolsa perfeita - 27.07.05


Faz tempo que venho procurando uma bolsa nova, meses...
Não sei vocês, mas desenvolvo casos de amor com as minhas bolsas, que duram mais ou menos um ano. Quando encontro alguma que eu gosto e que se encaixa perfeitamente comigo e aquele meu momento, eu me apaixono. E me acho o máximo com aquela bolsa nova. Engraçado isso, logo no começo eu não preciso de mais nada - basta a minha bolsa nova e eu posso até sair pelada na rua que eu me sinto perfeita.
Depois de um tempo, o efeito bolsa-nova passa, eu me acostumo com ela e somos apenas isso: eu e a minha bolsa legal. Mais um tempo e preciso desesperadamente de uma bolsa nova.
Como andei pensando neste assunto, me lembrei de um micro-conto da Marina Colasanti que eu adoro:

Tentando se segurar numa alça lilás

Entrou no elevador.
A um canto, outra mulher segurava firme debaixo do braço uma enorme bolsa de couro lilás.
"Que ousadia, uma bolsa lilás - sorriu ela.
"Acabei de dizer a um homem que o amo - respondeu a outra. "Então entrei numa loja e, entre todas, escolhi essa bolsa. Eu precisava sentir nas mãos a minha audácia.
Não sorriu. Agarrou-se náufraga na alça.

Me pergunto então, se talvez eu tivesse guardado minhas antigas bolsas, eu poderia, através delas, recontar toda a minha história (em um momento, ousada, noutro refinada, querendo desaparecer na multidão ou ser o centro das atenções).
E também que tendo procurado por algum tempo, sem encontrar, a minha nova paixão, se sei, ao certo, o que ando com vontade de declarar para o mundo.

Garbo e elegância

Oi só:

Entre os dias 16/11 (hoje) às 23:23h e 27/11 às 20:57h, o planeta Vênus no céu estará formando um aspecto harmônico à Lua do seu mapa de nascimento, Daniela. Este ciclo está associado a uma idéia de popularidade, charme social, boas situações envolvendo lazer, festas, encontros e reuniões. É um excelente momento para conhecer as pessoas certas, que poderão lhe beneficiar de alguma forma no seu trabalho ou em sua vida afetiva, ou até na vida espiritual. A qualidade natural deste momento envolve um bem-estar que está associado a uma busca por tudo aquilo que é bom e belo na sua concepção das coisas. É um período conveniente para interagir, fazer-se ver, conhecer gente nova. Suas emoções estarão fluindo a contento, e as pessoas em geral estarão lhe percebendo como alguém simpático. E é justamente por esta qualidade maior de simpatia neste momento que você tenderá a conseguir as coisas sem muito esforço, valendo-se mais do sorriso e da elegância. Num sentido geral, esta tende a ser uma excelente fase para comprar roupas novas, embelezar-se ou ao seu ambiente doméstico, estrear um novo penteado, ou mesmo um novo estilo de visual.

Em se sendo, que eu normalmente, não sou considerada NADA simpática, vem a calhar. Porque essa semana tem festas de aniversário e encontro com as meninas. Então, valei-me, sorriso e elegância, que eu vou precisar. E toca a comprar roupa nova que o horóscopo tá mandando e a gente sempre precisa de uma boa desculpa.

PS. E as pessoas certas são vocês, claro, meninas.

15.11.05

Paciência

Tem dias que contar até dez é pouco. Muito pouco. E nem a minha máxima de sabedoria: Mantenha Distância, resolve.

E mudando completamente de assunto: a crônica do Castelo no Blônicas (de 12/11) está uma delícia. Vou já colocar uma gota de Chanel prá poder dormir linda e loura.

E ainda: nunca aparece nada prá fazer, quando aparece vem tudo de uma vez.

14.11.05

Sextas-feiras

Amanhã é feriado. Vou dar uma trabalhadinha hoje, mas só de leve, prá não estragar o clima. O dia da semana que eu mais gosto é sexta-feira. Porque o fim de semana ainda está por vir e são só expectativas. E quando tem feriado, a semana vira uma sucessão de sextas-feiras. É uma delícia. Estava/estou num enjôo absoluto das minhas coisas. Me dá isso de tempos em tempos. Então nesse fim de semana resolvi trocar uns enfeites, mudar as coisas de lugar, pintar uns troços. Há tempos não pintava. Resolvi mudar a cor do fundo de um quadro que estava atrás do armário da área de serviço há tempos. Gostei. Pendurei vários quadros na cozinha. Está uma cozinha muito "artística" (rsrsrsrs). Comprei uma orquídea enorme (baixou a minha mãe) e uma fruteirinha francesa de louça branca cheia de limõezinhos (não tenho um puto e sei que vou surtar quando a proxima fatura do cartão chegar mas foda-se). Ainda bem que não deu tempo de ir na Benedito Calixto e que eu não achei nada na lojinha de coisinhas da Formatex (Garimpo - vcs. conhecem? É de matar alguém do coração - eu pelo menos) - senão eu ia ter que passar o mês que vem a pão e água. E essa semana ainda tem a Ju chegando, e uma expectativa de primeiro encontro com as queridas dos blogs. Êita, semana boa!

11.11.05

Já começou!

Eli, as mudanças sobre as formas de distribuição cultural sobre as quais conversamos tanto, já começaram por aqui também e estão acontecendo cada vez mais rápido. Vai lá no OVERMUNDO e dá uma olhada.
Já tem uma música do Gil prá baixar, ele foi o primeiro a contribuir. Legal essa atitude. Quem sabe he comes back to his senses, larga de ministrar e continua fazendo o que ele sabe fazer bem. Música.
Descobri na Fal, que é sabida que só ela! Ah! E o livro dela vai sair! Corram lá antes que a cousa acabe!

Ele veio!

Ele não aparecia há dias. E eu, já puta da cara. Onde já se viu? Sumir assim, desse jeito?
Ainda tá frio. Mas ele, o astro-rei, resolver dar o ar da graça.
O sol brilha em SP hoje. Enfim.

Amigos


Hoje estou pensando em amigos. Li meu trânsito astrológico e falava de amigos. Estava fazendo uma busca na internet e sem querer, topei com um e-mail que acho, pode ser de uma grande amiga francesa que eu não vejo há quase vinte anos. Não sei se já contei prá vocês que quando tinha dezoito anos passei um tempo estudando na Inglaterra. Pois então. Essa garota estudou comigo e nós nos tornamos muito amigas. Passamos nove meses juntas, indo prá cima e prá baixo e conversamos, tomamos porres, dançamos e viajamos juntas por vários países. Queria tanto que fosse ela! Já mandei um e-mail, veremos.
E ontem foi aniversário do Eli, que foi meu melhor amigo durante alguns anos. Nos separamos. Ficamos uns dez anos sem nos ver. Tivemos nossos filhos, que tem a mesma idade e o mesmo nome. Nos encontramos no Orkut. E estamos aqui hoje, grandes amigos, de novo. Parabéns, querido amigo!
E também os amigos do blog. Porque no começo desse negócio aqui, quem aparecia eram os meus amigos do mundo real. Hoje, são outros. Juliana, Suzana, Cynthia, Helena. Adoro ler todas e sou fã mesmo. Mulheres maravilhosas, vocês são.
Eu que era tão descrente dessas relações virtuais, cuspi prá cima e caiu bem no meio da testa. Bem feito!
Porque é muito importante encontrarmos a nossa turma. Ser patinho feio sucks. Bom mesmo é viver assim, no meio de cisnes.

10.11.05

Magras


Somos magras. Eu e minha irmã. Sempre fomos. Até demais em alguns anos da tenra juventude. Herdamos da minha mãe. Ela também, sempre foi magra. Não temos nenhum mérito nessa questão. Olha, eu vou falar uma coisa e ao mesmo tempo já sei que estarão me jogando pedras virtuais. Prometi prá minha irmã que um dia ia falar disso, então vamos lá.
Não podemos reclamar de nada. Nada mesmo. Somos obrigadas a estar satisfeitas conosco e com tudo o tempo todo.
Se eu falo que engordei um pouco, preciso voltar para a musculação ou dar uma maneirada nos pães e doces, pronto. É o que basta. É uma chuva de protestos. Ah, cala boca! Você é magra!
Quando experimentamos uma roupa e dizemos: essa não, marca a barriga... Lá vem o "larga de ser idiota, que barriga?"
Na festinha de aniversário, quando você recusa a segunda fatia de bolo:
"Não gostou?"
"Tá uma delícia, mas sabe, engorda..."
A pessoa olha prá você com uma cara de ódio, juro! E faz algum comentário insuportável.
É um saco absoluto! Total, completo e irrestrito.
Não interessa se o meu cabelo está um horror, se estou com uma espinha no meio da cara que parece o Vesúvio, se estou mesmo acima do meu peso de costume. Magro não tem direitos. Magro não pode reclamar. Nunca.
Olha, vou falar um negócio procêis: é de f*der!
E para mim é ainda pior... Porque além de cometer o supremo sacrilégio de ser magra, ainda tenho que ser responsável pelo maior dos pecados capitais - ser alta.
Pronto, f*deu de vez. Alta e magra. Pode calar a boca e se encolher no seu cantinho - o mundo te odeia! Você foi abençoado pelos Deuses e não pode querer mais nada desta vida.
Ai meu deus, já tô sentindo os olhares malévolos de vocês enquanto lêem isso aqui... Não tem jeito, é sempre a mesma coisa.
Dá licença de eu reclamar, pô! Somos seres humanos normais - com todas as carências e inseguranças de quaisquer outros. E satisfação absoluta ou seu dinheiro de volta não existe!
Porque tem dias, pasmem, que mesmo sendo alta e magra, você está uó. E pronto.
E noutros dias, não. Como TODO MUNDO.
Além disso, bunda de magra também fica mole, fiquem vocês sabendo.

E a Blogolândia?


Vi lá no Afonso. Então fiz. Apesar de eu odiar pesquisas. É rápido. Participem vocês também.


9.11.05

Sem tempo

Estou postando do Rio de Janeiro. Vim trabalhar. Ocupada. Atarefada. Enrolada.

8.11.05

Sorry, mas não deu

Até que eu tentei. Botei lá no Roda Viva, que do Roda Viva ótimo de sempre não tinha nada e tentei. Mas não deu mesmo. Insuportavelmente chato. Virou discurso e não teve graça nenhuma. Lula lá e eu aqui. Bem longe um do outro.

Qual foi o caminhão que me atropelou?

Dingou béus, dingou béus, dingou óu de uei...
Já é Natal lá na Denise e no jornal da manhã na TV também. Que medo. Voou esse ano de 2005.

Parabéns a vocês!!!

Estou rodeada de escorpiões. Adoro. Sou canceriana, somos brothers in arms. Grandes e queridos amigos fazem aniversário este mês. Meu amado filho Mateus (primeiro e único), minha querida amiga Sheila (que está longe mas está perto), meu grande amigo Eli (quase vinte anos, hein? Tamu véio mêmo!), e meu amigo Marcelo (quem mandou namorar a sócia? Entrou prá família, não tem mais jeito, não).
Parabéns a vocês todos. Meu coração fica cheio de amor quando penso em vocês. Todos vocês fazem a minha vida mais feliz.

Boneca lésbica causa polêmica nos EUA?????

Ó, o link da notícia tá aqui. Mas não entendi muito bem não. Como diabos eles determinam a preferência sequiçual das bonecas? Qual a diferença entre uma boneca heterossexual e uma lésbica? Sei não. Achei que as diferenças fossem só de preferências e fôssemos todas mulheres. Vai ver me enganei.

Belíssima?

Olha, não sou a Fal, mas tenho que dizer uma coisa sobre essa novela nova.
A Glorinha Beuttenmuller escorregou feio dessa vez. Que sotaques são aqueles? O do Gianechini nem se fala - precisava ser tão caricato?
E o do Lima Duarte? E o do Toni Ramos? (esse meu filho disse que parece com o pai de um amigo dele - que é judeu alemão!).
O que é aquilo, meu deus?
De belíssimas nesse primeiro capítulo só a Fernandona e a Grécia, que nessas não dá prá botar reparo.
Mas vamos dar mais um tempinho, que eu não sou tão má assim não... E adoro uma novelinha boa!

7.11.05

Verão?


Ninguém merece. 13 graus? Em Novembro? Com chuva, prá completar? Quando é mesmo que começa o verão? Ê semana simpática, essa!

Domingo

Passei o dia com a Tia Enxaqueca, ontem. Fazia tempo que ela não vinha me visitar. Resultado? Um domingo meio embaralhado pelos efeitos de quilos de analgésico. Acordei e ela já tinha ido embora. Amém.

5.11.05

Faltam 42 dias

Começa hoje, oficialmente, a contagem regressiva para as férias coletivas, amplas, gerais e irrestritas, do internacionalmente famoso e renomado escritório de design e desenvolvimento de produto - tã nã - L'atelier.
Passagens compradas, pousadas reservadas e partiremos todos, sócias, respectivos parceiros, fillhos, cachorros e papagaios para as praias do sul. Por extremamente longos VINTE dias.
Se os clientes quiserem morrer, que morram. A gente trata da ressurreição na volta.
Queria dormir hoje e acordar no dia 16 de Dezembro. E encontrar as malas já feitas, claro.

4.11.05

Aniversário de Casamento

Não sei porque fui me lembrar hoje, que no dia 28 de Outubro, fizemos 16 anos de casados. Passou em branco, como costuma passar sempre. Na verdade, eu sei o porquê. Porque eu e o Zé nunca nos casamos de fato, então esse dia foi inventado. Nosso casamento foi acontecendo gradualmente, conforme eu fui passando cada vez mais noites na "casa" dele e menos na casa da minha mãe. E dias inventados não dão muito certo, acho.
Só sei que não conseguíamos mais ficar separados e resolvemos morar juntos. Não teve enxoval, nem lua-de-mel, nem vestido de noiva. Também não tinha geladeira, nem fogão, nem sofá. Só um colchão, uma TV e dois jogos de lençóis. E claro, duas crianças apaixonadas e prepotentes a não mais poder. Como deu certo? Não sei. Tinha amor, certamente. E muita paixão. Mas também caras viradas, portas batidas, copos e cinzeiros quebrados. Nem de longe vivíamos na paz que vivemos hoje. Porque não desistimos? Também não sei. Talvez porque a vontade de ficar junto fosse maior que a raiva, o ciúme, a insegurança. Talvez porque de prepotentes que éramos, quiséssemos provar para o mundo que tínhamos razão (ninguém acreditava, disso eu tenho certeza).
Estamos aqui até hoje. Desde domingo eu não vejo o Zé, ele está viajando. Ligou agora há pouco dizendo que chega hoje. Eu disse que depois da meia-noite já é amanhã. Ele respondeu que chega hoje. Que bom! Estou morrendo de saudades!

3.11.05

Boazinha, eu???

Estávamos na casa da minha mãe a conversar sobre as mulheres desta família, que tem uma tendência a serem "boazinhas" e ocuparem a posição de mártires carregadoras da cruz.
Me incluo nessa categoria, mas tenho que dar o devido valor à mudança que tenho provocado na minha vida de uns quatro anos prá cá.
Porque essa posição de mártir é um suicídio lento e se achar vítima da vida não leva ninguém a lugar nenhum. Acho que escolhemos onde queremos estar e somos responsáveis pela vida que levamos. Botar a culpa no outro ou no mundo é uma posição extremamente confortável e covarde.
Ser generoso é uma coisa. Agradar o tempo todo para ser admirado, amado e considerado como pessoa exepcional é outra totalmente diferente. Não é generosidade, é baixa auto-estima.
Ai, coitada! Tão boazinha!
Que boazinha, que nada!
Ser boazinha o tempo todo é se transformar num papel cata-moscas de elogios. E gente, não tem fim. Porque não há elogio que chegue quando a carência é grande e a percepção de si mesmo é equivocada. E usar o sacrifício pessoal, seja ele de que natureza for, como moeda de troca, com certeza só pode resultar em sofrimento.
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O Mateus está melhor, já comeu um pouco ontem e está mais alegrinho. Obrigada a todos que estavam torcendo.

2.11.05

Livro Novo da Fal

Roubei a imagem da sempre deliciosa Pão na Chapa. Façam a sua reserva. Mandem um e-mail para livronovodafal arroba gmail ponto com. Vou já mandar o meu.

Frases do Mateus

Eu sei que só dá Mateus por aqui, mas e daí?
Quero dividir com vocês algumas das coisas que ele me disse, durante esses dias de doença.

"Mãe, te amo." (muitas, muitas vezes)
"Mãe, eu não quero ir para o hospital, você é o melhor médico que existe"
"Mãe, me desculpa" (ai, meu deus, não, filho, não precisa se desculpar por nada)
"Mãe, que bom que você não vai na reunião e pode ficar aqui comigo"
"Mãe, te amo." (mais vezes ainda)

Por isso, se você ainda não tem filhos, não vai entender. Não vai entender o meu deslumbramento com esse ser humano tão corajoso, amoroso e delicado que, meu deus, é meu filho!

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Passamos a tarde de ontem no hospital. Ele tomou soro e está um pouco melhor, mas ainda continua com muita dor e sem comer praticamente nada.

1.11.05

Sem motivação

Estou aqui em casa de novo porque o Mateus não melhorou nada, nada. E eu também fico assim, sem vontade de nada, quando meu filho está sofrendo. Só para vocês que gostam de mim saberem, é o tal do rotavírus que ele tem. E não há muito a fazer, além de medicar os sintomas e ter paciência. Agora, ele dorme. E eu aproveito esses minutinhos para vir até aqui. Obrigada Ju e Suzana pelos recadinhos nos comentários.