28.8.09

Eu JURO que é verdade, eu não inventaria isso

Sóoooooooooo comigo devia ser o nome de todos os post desse blog. Sério.

Tudo bem que eu perco meu tempo na internet mas o tempo é meu, né? E, de qualquer forma, tenho vivido a vida real muito bem, obrigada.
Mas de vez em quando a vida real complica e esta que vos fala precisa de diversão. Bajulação. Elogios. Risadas. OK, vocês não precisam me falar. Eu sei que é tudo chaveco mais que barato mas diverte, assim mesmo. Última coisa que eu sou, hoje, é tonta. A vida se encarregou de me levar toda a tontice.

Pessoa me procura na internet. MSN? OK. Why not? Depois deleta-se tudo mesmo.
Pessoa diz que é mordomo (?) de um cirurgião plástico. E que está fazendo uma seleção para o patrão. Eu rio. Ele me pergunta porque estou rindo. Diz que é um trabalho como qualquer outro, que é como um personal assistant, um secretário particular, que não é como um mordomo de novela (eu tinha rido porque achava que era piada, claro. Mas a pessoa respondeu tão seriamente que sei lá..., decidi remar para ver onde ia parar esse barco insólito). Remendei dizendo que a hipótese é que era engraçada. A hipótese de ser verdade que ele estivesse escolhendo para outra pessoa. Todo educado, disse que não, não era bem assim, não estava escolhendo propriamente, só fazendo uma primeira seleção. Hã-rã.

E a senhora me permite fazer algumas perguntas? Claro, pode fazer (que raios? rs).

Depois de algumas perguntas sobre o meu temperamento (se eu era mandona, se ficava de mau humor) desatou a perguntar sobre como eu gostava da casa, quais as minhas maiores exigências, se já tinha tido um mordomo, como gostava de receber, como gostaria que meus sapatos fossem cuidados. JURO. Por todos os deuses do panteão grego. E egípcio. E romano.
Como a senhora gosta dos uniformes dos serviçais? Juro gente. Hilário. Insólito. Sei lá o que foi isso.
Quando me perguntou se eu tinha Manolos ou Louboutins, quase desmaiei de rir. Manolos? Quem me dera, rs.

A senhora sabe, se o meu patrão gostar da senhora, a senhora vai ser a minha patroa. Rá. OK. Tudo certinho. Eu caso com o seu patrão e você cuida dos meus sapatos. Tudo dentro da mais total normalidade. A vida como ela é. Mordomos e Manolos.

Ai, ai. E tem gente que ainda diz que não vale a pena.


Marina W

Eu gosto deles. Eu adoro eles. A vida sem eles é tédio. Mas como os homens andam decepcionantes.
Dela.


Também gosto. Adoro também. Já disse isso aqui, inclusive. Gosto da conversa, da energia que vibra grave, do humor, da objetividade. Interessantímas, essas criaturas.
E não sei se eles são decepcionantes. Eles são o que são. Algo previsíveis, talvez. Sigo esperando por um que me surpreenda.

Em cárcere privado

Queridos, sei que desapareço. Mas foi por uma boa causa dessa vez. Mateus me dando um trabalhão adolescente clássico. Pedi ajuda para o pai, inclusive. Que, por sua vez, me pediu para passar uns dias aqui com ele. Aceitei, né. Não tinha como dizer não. É importante. Mas...

Devo dizer que a civilidade reina absoluta, parecemos uma família de ingleses, praticamente.
Mas tenho que admitir também que já estou cansada. Sem liberdade dentro da minha própria casa.

E tenho evitado sair. Não é por nada, não. Mas acho que Mateus precisava dessa força-tarefa mesmo. E, também, não custa , né? Melhor não complicar. São só alguns dias.

E eu que estava em nova fase de recrutamento e seleção, porque desde o primeiro semestre não tenho assim, como podemos dizer, um ser humano do sexo masculino transformado em amigo colorido. (Ai, vocês vão pensar que eu estou abandonada às traças desde então. Não é bem assim, não. Quis dizer o clássico PA mesmo. Que eu obtive a façanha de conseguir realizar e não contei nada aqui porque a criatura é por demais sabidinha e achou este humilde blog em dois segundos e meio).

O que aconteceu com ele? Vocês vão perguntar, claro. Tá lá, ótimo, transformado em amigo, para variar. Outra descoberta feita, aliás. Essas situações não duram muito, não. São equilíbrios instáveis, sujeitos à auto-destruição. Acho que é a natureza da coisa mesmo. E, acrescento, homem diz que gosta disso, que quer, que é um sonho dourado e tal mas, na verdade, não é bem assim. Uma certa tendência à possessividade, têm as criaturas.

E li, na net, blog de pessoa muito ousada e amante de exercícios realizados em dupla, que um só não funciona. Que há de se ter uma equipe. Equipe essa, que ela chamou de equipe de manutenção... Muito espirituosa a menina, lá. E descreveu a equipe ideal, dizendo que na dela, sempre tem um casado. Que casados são excelentes. Não dão trabalho. Não tendem a transformar a natureza da coisa. OK. Entendi. Muito bem entendidinho. Meio óbvio até, né?

E de posse dessa informação, resolvi responder a um deles. Não, não me joguem pedras. Ainda não, pelo menos.

continua....

17.8.09

Doente

Eu. Eu mesma. Uma gripe, vou te contar. Que descambou para uma sinusite que não sai de mim, não sai. E hoje tentei ir ao hospital para tirar uma chapa dos seios da face (plano de sáude bom, hospital particular). Rá! Vocês não tem idéia.
O caos instalado. Quatro horas de espera para ser atendido em pré-consulta. Pessoas, pessoas, pessoas. Máscaras, máscaras, máscaras. Cena de filme catástrofe.
Abandonei. Claro. E fiz o que não devia mas comprei lá o antibiótico e bora. Ninguém merece. Eu ia ter que ficar lá umas seis horas, pelo menos. Aí é que eu ia pegar a tal da gripe mesmo. No meio daquela gente toda e estando doente como eu estou.
Um amigo médico havia me dito. Não acreditei. Disse que o PS estava uma loucura, que as pessoas davam um espirro e corriam para o hospital, que eles não estavam conseguindo dar conta dos doentes de verdade.
Pois então. É isso. Nem ouse quebrar um pé numa hora dessas. E se quebrar, melhor fazer uma tala com a colher de pau da cozinha.

13.8.09

Eu te disse, eu te disse

Eu vivo dizendo que minha vida é novela, ou roteiro filmeco B. Pois então, acabei de receber esse e-mail lá no negocinho da internétis. Me fala se eu não tenho razão.

"me 40 anos, homem indiano,vivo em Portugal, gostaria muito de conhcer voce, se é possivel,por favor manda seu email ou escreva para:kutuji(resto constroi *** ok?-facil de construir e adicionar meu email.
um abraço-voce tem um nariz muito lindo-sabia???" (sic)

Nariz? Essa é nova, rs.

E vou registrar aqui muito rapidamente, porque, juro, saco absolutamente cheio dessa lei e dos argumentos dos chatinhos. A profanação da Chanel, não admito. NÃO ADMITO. É uma figura histórica. Fumava feito uma chaminé. Todo mundo sabe. Em todas as fotos existentes da pessoa, está com o cigarro na mão. É censura e ponto final. Ridículo. Passa de todos os limites do razoável. Me dá medo, até. Sem brincadeira.

10.8.09

Interrogatório

Internet. Nick da pessoa: Homem Culto. Bom, digamos que é raro. Na internet e fora dela. Pessoa conversa com Daniela. Pessoa pergunta se pode fazer umas perguntas. Shoot.
Um filme. É a primeira. Aimeudeus, e dá para escolher? E isso lá é pergunta que se faça? Shit. Pergunto se pode ser o último que eu gostei. Pode. Tá. Respondo. Pessoa diz que adorou esse também. E assim, por diante. Um livro, uma cidade, um país, uma música, um restaurante e sei lá mais o quê.
Perguntas impossíveis para mim, chego à conclusão. Porque escolher significa eliminar todas as outras opções e dói, dói, dói. Louca, eu sei.
Pergunto tudo de volta. Bom gosto a pessoa tem. Foto? Não. Tem um cachorrinho, lá na janelinha do eme-esse-ene. Digo que ele é lindo. Não estou mentindo, né?
Pessoa pede o número do celular. Agora quer ouvir a voz. Eita pessoa exigente, essa. Eu dou. Sozinha em casa, careless mood. Pessoa liga. Diz que tenho uma voz bonita. Eu digo: é, grave. Ele diz: Não, sexy. Hum. Sei. Pessoa conversa por uns cinco minutos. Cidades da Europa e restaurantes dominam a temática. Bom gosto, mesmo. Pessoa diz que está cansada, reunião bem cedo hoje, que me liga para tomarmos um café. É quando eu percebo que nem ao menos sei o nome da criatura. Sem nome, sem cara. Pessoa diz: amanhã te falo. Hã-rã. OK.
Só eu mesma.

9.8.09

Fora da lei


Bom, de novo. O cigarro. Ontem não saí. Preguiça absoluta. Internet, então. Enquanto esperava Mateus chegar da rua. Filho na balada é um tormento, amigos.
E uma pergunta que não rolava nunca, antes da lei. Você fuma? Sim, fumo.
Achando que devia ser daqueles seres humanos que abominam cigarros e acham que as mulheres que fumam deviam ser exterminadas da face da terra. Junto com aquelas que tem o despudor de mostrar os tornozelos.
Não. O oposto. Ai, que bom, ele disse. Só rindo. Porque o que o ser humano queria era achar um lugar onde pudéssemos tomar um vinho e fumar. Até morrer se bem nos apetecesse.
Então é isso. O que está acontecendo é que essa lei está favorecendo a aproximação entre fumantes. Solidários, se encontram nas calçadas, se sentindo os párias máximos. Se acham na internet. Se buscam. Engraçado.
Devo sair hoje. Um lugar que, segundo e-mail que recebi, preparou um jardinzinho para os fumantes. Vou conhecer um monte de gente. Quer apostar? A lei está é favorecendo o encontro dos agora, foras da lei.

7.8.09

A p*rra da lei e essa discussão toda

Eu fumo, né? Obviously. Olha o nome desse blog, por favor. Leia de novo. Ok. Fumante.

Eu também saio bastante. Eu gosto de música. Juntando essas três coisas, o resultado são lugares hermeticamente fechados para o som não sair, sem cigarro. Hum.

Concordo? Não. Acho que devemos respeitar o direito dos que não fumam mas acho que deveriam permitir os fumódromos adequados. Ventilação, cadeiras para sentarmos, umas plantinhas também cairiam bem (não precisa ser um depósito de viciados). Não pode ter teto? Ahhh, vai se f*der, de verdade. Qual a diferença, meudeus, se o lugar for bem ventilado? E, atentem, não haverá nenhum fumante lá para se incomodar com a fumaça, não?

E lugares exclusivos para fumantes. Faço questão. AQUI SE FUMA, em letras garrafais. Quem quiser entra, quem não quiser, não entra. At your own risk. Porque isso é liberdade. No meu entendimento. Bares de fumantes. Pronto.

E, sinceramente (já fui dona de bar, vocês sabem), como é que vão controlar a conta das pessoas, a saída? Vai ser muito muito complicado para os que não tiverem condições para fazer um jardim interno, por exemplo.

Como sempre, nunca se sabe o que vai acontecer. Veremos. Mas como diz meu pai (que não fuma, by the way, mas é um defensor da liberdade). Bando de gente chata essa dupla Serr*/K*ssab. Primeiro, fecharam todos os puteiros (não pode mais tr*par), depois, a lei seca (não pode mais beber), agora essa? PQP. O que faremos, pois?
Orar, é o que nos resta.

5.8.09

O Poder?

Então dizem. Que aos 40, a mulher tem o poder. Que é a melhor idade. Blá blá blá. Concordo. Não tenho como discordar. É a mais pura verdade. E eu me transformei na rainha do first date, praticamente. Ok, ok, às vezes second. Mas não passa daí. Admito que eu sou a responsável pela maior parte desses finais antecipados mas também sou esnobada às vezes. Normal. Se tem uma coisa que eu não sou é iludida. Nunca fui. Sei exatamente onde eu estou pisando, o que às vezes é uma pena. Porque até dava uma vontadinha de fingir e pintar tudo de cor de rosa mas... não consigo. O ceticismo que a idade traz.

E escuto que sou linda e encantadora e suave e doce e delícia e sei lá mais o quê. Acredito? Mais ou menos. E vou acumulando primeiros e segundos encontros sei lá com que propósito. Essa maldita decisão de "vamos conhecer pessoas". Poderia escrever um livro. O nerd, o casado, o tântrico, o performático, o tímido, o novinho, o certinho, o puto e assim por diante.
Blog anônimo, talvez. Garanto que vocês iam se divertir muito. Minhas amigas se divertem. Cheguei ao ponto de começar a fornecer eme-esse-enes para a galera feminina, fazendo os matchs, inclusive. Olha, esse aqui, não é para mim, não, mas acho que você ia adorar.

Não sei, não sei, não sei.
O que está acontecendo comigo. Fico pensando se perdi minha capacidade de encantamento. Se esse encantamento depende de uma certa dose de cegueira. Porque eu enxergo as pessoas. Ahhh, tãaao bem. E gosto delas. Gosto, sim. Como seres humanos. Mas paixão que é bom, acho que foi exterminada da minha vida para sempre.

E hoje, mais um café. Amanhã, outro. E assim, vamos caminhando e cantando e seguindo a canção. Somos mesmo todos iguais? Acho que não somos, não. E ao mesmo tempo, acho que somos.

Um amigo, ex first date (porque, né, já falei sobre isso, transformo todo mundo em amigo) me disse que esse é o mal da internet. Uma sucessão de pessoas, nós sempre achando que o melhor está por vir. No meu caso, não concordo. Não é esse o ponto.

A idade maturidade é assim: ficamos muito mais tolerantes e ao mesmo tempo, muito mais exigentes. Se é que dá para entender.

16.7.09

As últimas

Eu tinha pensado num post genial, que tinha até gracinhas e trocadilhos. No banho. Costumo ter idéias geniais no banho. Mas... esqueci. Tinha que ter anotado na hora.

E me aconteceram umas coisas que me deixaram ao mesmo tempo deprimidinha e mais convicta.
Claro, né, Clóvis. Que foram coisas relacionadas aos seres misteriosos que habitam o planeta dos macacos homens.
Então fiz a bendita listinha das qualidades/características a serem preenchidas. E pronto. Não é que eu achei? Completo. Tudo lá. As qualidades da listinha. E mais várias outras. Olha, tinha
qualidades habilidades, que eu nem pensaria em colocar na listinha. Juro.
Mas.... mas....... mas.......

Sei lá. Não tem explicação, não. Um amigo até me perguntou: mas era príncipe ou era ogro? Príncipe, respondi. Porque era mesmo. Mas não era o meu príncipe, infelizmente.
E a pessoa se empolgou toda e eu, ai. Eu nem sabia muito bem o que fazer ou dizer. Apesar de só terem sido dois encontros, acho que encorajei, né?
E aquela história do tu te tornas eternamente responsável e blá blá blá... Maldito livro. Não acredito nisso, não. E não fui miss.

Bom, depois dessa, qual a conclusão? Chega, hein? De fazer listinha, de escolher baseada na merda da listinha. A convicção? Sozinha mesmo. Melhor. Porque essas coisas a gente não procura, a gente acha. E divertir-me, claro. Essencial.


5.7.09

Does size matter?

Tem uns assuntos que nunca se esgotam. Por mais batidos que sejam e por mais que já saibamos todas as respostas. Eles querem saber. Does size matter?

Bom, vou dizer a verdade, queridos. Eu sei que vocês também querem saber se nós, mulheres conversamos sobre isso e gostariam de ser a mosquinha. Vou transformar, pois, vocês em mosquinhas por alguns instantes. Depois não reclamem. E não corram para ir ao B*ston Medical Group (como me disse um amigo outro dia desses).

Size does matter. E sim, nós falamos sobre isso. Sorry. Para algumas mais, para outras menos, para outras ainda, quase nada (eu faço parte dessa última categoria mas isso não vem absolutamente ao caso). E é, na verdade, uma questão fisiológica, anatômica. Portanto nada que se possa fazer. Compatibilidade de tamanho vem a ser mais uma das compatibilidades necessárias. E é isso. Simples assim.

E tem a piadinha, inventada por mim mesma (desculpem queridos, saibam que eu vos amo e amarei eternamente). Mas tem umas coisas que não dá para deixar passar. Foi no carnaval, então... Bebidas demais, entendam.

Então lá vai: o kinder-ovo - Bonitinho e gostosinho , mas quando você abre, toda ansiosa, para encontrar a surpresinha, o brinquedinho é tãaaaaaaaao pequenininho.... Infame, eu sei. Péssima. De novo, carnaval, teor alcóolico elevado. Sorry, sorry, sorry.

Ninguém mandou quererem ser a mosca.

24.6.09

Flores (algumas considerações)

Eu já disse isso antes. Não estou muito acostumada a ser bajulada, não. Ou bem tratada, vá lá. O Zé não era de muitos salamaleques, vocês já sabem. Romantismo zero. Na verdade, me deu flores umas três ou quatro vezes em vinte anos. Sendo que a primeira foi quando o Mateus nasceu e todas as outras, no dia das mães. Flores para a mãe, portanto.

E vamos ao caso em questão. É claro que eu não estou reclamando. Não é isso. Adoro flores.

O problema é o constrangimento. Estava conversando ontem, com o meu melhor amigo. Que está/estava saindo com uma pessoa nova (uma certa dificuldade aqui, de encerrar essa relação. Conheço alguém parecido)). Ele adora presentear com flores. Mas ele disse que não. Não, não, não. Três dias depois de conhecer a pessoa? OK, tudo bem, até passa. Pode ser galante, delicado, o cara pode estar, literalmente, fazendo a corte. Mesmo que ainda não tenha rolado nem mesmo um beijo. Mas no dia dos namorados? Cons-tran-ge-dor.

Ai que chata, vocês vão dizer. E tem regra? Onde fica a impulsividade? Mas gente, juro. A sensação que eu tive é de que servia qualquer uma. Sem me menosprezar, claro. Devo ter preenchido uma lista de qualidades, que ele deve ter lá, na cabeça dele. Bonitinha? Check. Inteligente? Check. Bem-educada? Check. Mais ou menos isso.
Não é que eu não acredite em paixão à primeira vista (ou tesão). Mas não houve. Juro que não houve. O problema foi justamente esse.

E meu amigo me conta que também ganhou da tal menina (não no dia 12), umas camisas super sofisticadas e que isso o constrangeu. Muito. Porque, né? Como é que se recusa um presente? Não se recusa.
Mas as pessoas podiam maneirar nas demonstrações de apreço viradas em presentes caros, logo assim, no início. Acho até falta de educação. Sério. Cria a obrigatoriedade de agradecer (mamãe me ensinou isso, né?). De ser delicada. De sorrir muito. De responder a contento.
OK. OK. Eu sou co-dependente. Desagradar é extremamente complicado para mim. Mas mesmo assim, é complicado. Mesmo que você seja pós-graduado em dizer não.

Quer agradar? Uma bobagem qualquer é suficiente. Um bilhetinho escondido para você encontrar, uma música especial mandada por e-mail, uma mensagem apimentadinha no celular. Tá de bom tamanho, não tá?

Como é que você vai falar para a pessoa andar, depois de um bouquet desses?


PS. Só para constar, tomei café com ele depois das flores. Fui educada, não encorajei. Ele não me ligou mais. Talvez nenhuma atitude drástica seja necessária. E meu amigo, continua torcendo para a menina não ligar mais também. Acha que já disse o suficiente, sem ter que ser obrigado a dizer com todas as letras. Mas tem gente que não lê nas entrelinhas. Ou finge que não vê, né?

23.6.09

Ou como dizia meu Tio Luis: Mãe, tenha distância.

E chega um tempo em que você acha que acabou. Que o seu filho cresceu e não quer mais saber de você por perto, a não ser para pagar contas. Aí, uma certa noite, vocês se apertam lado a lado na cadeirona da sala de tv, cobertor e tal. E assistem uma série com um capítulo que, coincidentemente mostra mães. Mães que são mais filhas, mind you. Mães completamente useless. E seu filho, que já está bem maior que você, deita no seu ombro e diz que te ama. E que bom, mãe, que você está trabalhando em casa agora, a gente vai comer comida gostosa todo dia.
Acho que não acabou, não. Que bom.

22.6.09

Ecletismo religioso?

Eu sei que parece que eu só faço isso na minha vida. Travar contato com seres humanos do sexo masculino. Mas não é, não. É o que eu conto aqui porque é o que é divertido, né? Um pouco, pelo menos. De qualquer forma, apesar de parecer, não tive nenhuma interação verdadeiramente interativa com esses seres em dois meses. A caminho da beatificação.
Mas essa eu tenho tenho tenho que contar, porque né? De novo, só comigo.

Pessoa me manda e-mail (negocinho da internétis, claro). Conversamos muito pelo eme-esse-ene. Toda uma identificação. Crescemos a quatro quadras um do outro, frequentamos todos os mesmos lugares na infância e na adolescência. Rimos, rimos, rimos (huahuahuahua, claro). Nada ao vivo. Não sei como nunca nos encontramos naquela época. Deve ser a diferença de quatro anos na nossa idade, que significam décadas quando temos 13 ou 14 anos. Pessoa é judia. Ok, nenhum problema. Sempre tive muitos amigos judeus, muitos mesmo. Duas melhores amigas, inclusive.

E a pessoa não quer me encontrar para um café nunca. Diz que está apaixonado e que tem medo da rejeição (certo, a loucura começa aqui). Além de pedir para eu dizer (escrever) que o amo, todo santo dia. Diz ele que a palavra escrita tem poder e que se eu escrever suficientes vezes, se torna verdade. Ã-hã. Mas não é isso que eu vim contar, não. Na sexta, shabat, ele diz que vai à sinagoga (como sempre, aliás). E que vai perguntar para o rabino.

O que é que você vai perguntar para o rabino, pelamor?

Vou dizer que eu gosto de você e que você não é judia.

Ai, ai. Só comigo, só comigo, sóoooo comigo. Dizem que tá na novela, né? Não sei. Não assisto. Esta é a minha vida. Roteiro de novela. Blah.

14.6.09

Cinderela?

Fato inédito. Ontem, aniversário de amigo. Casa noturna com música ao vivo de excelente qualidade. Delícia mesmo. Dance, dance, dance. Saltos. De vez em quando, acho que eu devia estar fazendo uma cara de dor, ou dando uma de garça, sei lá. Porque um ser humano viu, ajoelhou no chão, pegou meu pé, tirou meu sapato e juro: fez massagem. Sempre há uma primeira vez para tudo nessa vida.

E hoje começa meu inferno astral. Exatos trinta dias para o meu aniversário. Ai.

Ahhh, esqueci de contar. Fui jantar na terça com um dos seres humanos que me pediu em namoro, rs. Nada, nada, aconteceu. Conversa civilizada, comida e vinho excelentes e foi só.
Pois então. Sexta-feira, dia dos namorados. Toca o interfone. Dona Daniela, tem uma coisa aqui para a senhora. Hum, Tá. Peraí. Tô descendo. Deve ser talão de cheque, né?

Não era, não. Um bouquet. Grande. Rosas vermelhas colombianas. Ai, ai. Num tô dizendo que esse povo é doido, minha gente? E se um homem que você nunca viu antes, lhe oferecer flores, isso é.... (preencham como quiserem)

8.6.09

Mudança

Estamos saindo do escritório. Vamos trabalhar em casa por enquanto, nesse tempo de vacas magras. Triste? Não mais. Que é uma pena, é. É, sim. O escritório todo bonitinho, super bem localizado. A reforma toda caprichada que a gente fez, três anos atrás. Fazer o quê, né?
Só mesmo abrir espaço para o que virá.

Mais uma dose


E nada do sensível educado. Totally missing. Ai, ai. Será que eu deveria ter ido ao futebol, hein?

Enquanto isso, na sala de justiça, aparece outro educado. Nem tão sensível. Também preenche os requisitos mas... sei lá, não me empolga tanto, não. God knows why. Ainda estamos na fase do nunca te vi, sempre te amei. Mas esse negócio de fazer esforço, não sei. Deveria ser mais simples, não? É como eu sempre digo: essa coisa de dizer isso é bom prá mim, vai me fazer bem, etcetera e tal, não consigo concordar muito, não. Não é remédio, né? Nem vitamina.
Tampa o nariz e engole aí, Daniela. Suuuper bom para você.

Sei.

5.6.09

Do lado de cá da cerca

Vocês sabem. Eu fui casada dezoito anos, mais dois de namoro, são vinte. Vinte anos sendo metade de um casal. Que era isso que eu achava mesmo, toda uma ilusão romântica a que somos sujeitos desde a infância. Na riqueza, ou na pobreza. Na saúde ou na doença. Eu acreditava mesmo nisso. Casamento para mim, era coisa séria. É ainda.
Mas.

As pessoas dizem que eu sou uma mulher bonita. Sei lá. Não pensava muito nisso, não. O Zé não era dado à muitos elogios. O desejo estava nos olhos dele e me bastava. E não vamos aqui conversar de auto-estima porque, né? Assuntinho longo e muitíssimo explorado.

Não quero desiludir vocês, crianças mas, olha, homem é um negócio complicadinho.
Estamos falando de fidelidade aqui. Difícil, hein?
Porque estando do lado de cá da cerca e não tendo mais um marido segurança, do meu lado 24 horas/dia, eles vêm (ó, sorry, não consigo abandonar estes acentos, não). Os casados, namorando, comprometidos de várias formas.

E, se por um lado parece engraçado e lisonjeiro, por outro, desânimo profundo e arrasador. Porque, amigos, por mais moderna que seja a relação que eu pretenda estabelecer, duas casas, um pouco mais de indepêndencia, amigos em comum e amigos em separado, venho aqui e vos digo: Ô bicho inquieto, esse bicho homem!

E aí eu fico pensando em como administrar esse conhecimento. Porque tapar os olhos é uma coisa que eu não faço mais, seja qual for a realidade que eu precise encarar.
Tem aquele texto que rodou a net, dizendo que não há mesmo, fidelidade masculina. Ou melhor, há. Mas que se estabelece sobre outros padrões. Que uma coisa não tem nada a ver com outra, aquele papo que a gente também escuta desde a tenra infância. E tudo isso porque ontem, recebi um e-mail de um cara casado, lá no negocinho da internétis. Não é o primeiro. Nem o segundo. Nem o terceiro. Nunca respondo. Mas ontem, eu mostrei para a minha sócia, melhor amiga, praticamente irmã. E vi a indignação nos olhos dela. A dor, mesmo. Porque ela está casada, né? E diante dela, eu virei " a outra". A outra encarnada, personalizada em mim, a outra mitológica. A amante, a que está lá, sempre disposta e cheirosa e risonha (será que existe, hein? essa mulher?)

E, olha, devo admitir que é verdade. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Não tinha tido muito tempo, na minha vida pregressa, de testar essas possibilidades. Sexo amigável, livre de expectativas, sem ser usado como moeda de troca, sem pretensões românticas. E é absolutamente possível. E pode ser muito agradável. Mas mesmo assim, ainda acho que estamos em estações diferentes, homens e mulheres.

Ou como disse meu amigo (aquele do post da Virada Cultural), ontem no eme-esse-ene: homem é pornográfico. E terminou dizendo que vai procurar um psicólogo e acabar com essa vida de putaria. Mas antes (palavras dele), bem que a gente podia sair mais uma vez, né?

Crianças, desisto.

3.6.09

E duas

pessoas me pediram em namoro ontem. A clássica frase mesmo: Quer namorar comigo? (assim, uns 25 anos que eu não escutava isso) Não é bonitinho, não. É hilário. Porque eu não conheço pessoalmente nenhuma das duas. E era brincadeira mas não era tão brincadeira, não, viu? Medo. Lisonjeiro? Sim. Mas, né? Reforça aquela impressão do dia da tal da casa noturna. Solidão, hein?

E nenhum deles era o sensível, educado. Que me convidou para ir vê-lo jogar futebol na segunda. Fui? Claro que não. Veeery lame first date! Aimeudeus, homens... Vamos, querida, você fica lá sentada, sozinha, nesse frio do inferno, enquanto eu e mais um monte de marmanjos corremos atrás de uma bola. Hã-rã. OK. Combinadíssimo.

2.6.09

Incrível

como tem homens que mexem com a gente. Sei lá o que é, não sei explicar. Deve ser darwiniana a explicação, porque às vezes não tem outra. Racional, não tem, pelo menos. Antes do fim de semana passado, eu estava bem quieta no meu canto e decidida, decidida mesmo, a parar de gracinhas e encontrar um cara legal (rá, se adiantasse decidir, tudo bem). Então, certas características deveriam estar presentes, condições sine-qua-non. Inteligência, senso de humor, idade adequada, independência, posse do próprio lar, um ser humano que já tivesse sido casado e tido filhos. Porque, né? Esse capítulo, eu já dei por encerrado.

E andava conversando com um ser humano todo fofo, sensível, educado, que perguntou qual o meu signo, inclusive (não sei bem o que significa isso, mas...). Animada, até. Porque ele preenchia as qualidades da lista. Aí, pronto. Aí, F*deu. Porque NY não pergunta nada disso, as perguntas dele são bem outras. E em dois segundos, abandonadas estão, todas as decisões. Alguém me explica isso, por favor? Aí ele diz que vem e eu perco o telefone e tudo aquilo que vocês já sabem. Se bem que, né? Não sei nem se ele me procurou, que essa pessoa não é a mais confiável do planeta. Não é nem um pouquinho confiável, aliás.

Frustração com F maiúsculo.

Certo, crianças. Respira bem fundo, Daniela. Conta até 1.000.000, se necessário. Calma, muita calma nessa hora. Retomar decisões equilibradas. Um, dois, três e já!