Na semana passada aconteceu uma coisa que me deixou muito orgulhosa. Eu sempre fico me questionando profissionalmente, principalmente em relação à minha capacidade de fazer marketing pessoal que é praticamente nula. Nesse mundinho da suposta moda, então, sou incapaz de fazer os salamaleques necessários. Não gosto mesmo. Não tenho saco. Sou tímida.
Sei que o meu trabalho é bom mas eu me vendo muito, muito mal.
Além disso, sou incapaz de puxar sacos ou tapetes alheios para conseguir qualquer coisa.
Pois então. Na semana passada liguei para uma pessoa para a qual fiz uma série de trabalhos há quase vinte anos atrás. Eu era garota, ainda estava na faculdade, mas já tinha um pequeno escritório. Estamos precisando de trabalho, já que o fracasso desse inverno no varejo vai refeletir no faturamento do escritório até setembro mais ou menos e temos que dar um jeito de tapar esse buraco com uns frilas.
Marcamos uma reunião e fomos lá. Essa pessoa trabalha numa grande empresa importadora de tecidos e eles tem trocentos e dezenove mil clientes. O que eu pedi foi que ela me indicasse caso algum cliente perguntasse ou estivesse precisando de algum serviço de criação. Ela me recebeu muito bem, disse que vai fazer isso e ainda me ofereceu um trabalho lá mesmo, para eles, que caso role bem, ainda tem a possibilidade de se tornar uma consultoria fixa.
Tudo isso depois de fazer muitos elogios à minha competência, seriedade e profissionalismo e dizer que eles gostam muito de mim pessoalmente e profissionalmente.
Um trabalho de vinte anos atrás, veja só.
Então, ao invés de ficar pensando que eu sempre vou me ferrar porque me falta a cara de pau e a paciência de puxar os sacos certos, acho que posso me orgulhar de trabalhar direito e ser correta, né?
19.7.06
18.7.06
Dolce far niente
Tirei essa semana de férias e estou passando esses dias no interior, na casa da minha mãe. Minha irmã não estava muito bem de saúde e veio prá cá, dar um tempo e se cuidar um pouco.
Então, estamos as duas aqui, bundando juntas, de pernas para o ar. E comendo muito.
Bom, muito bom.
Então, estamos as duas aqui, bundando juntas, de pernas para o ar. E comendo muito.
Bom, muito bom.
15.7.06
Com quem será?

Ontem eu fui a primeira a tomar banho. Hoje de manhã, fui a última. Entre os meus dois banhos, o Zé tomou banho duas vezes e o Mateus, uma.
Me lembro de um conto de fadas que estava em um livrão do Câmara Cascudo que eu li e reli na minha infância e adolescência. Eram três moças casadoiras. Candidatas a casar com um príncipe, claro. Ele convidava, uma de cada vez, a ir ao castelo, e colocava, não me lembro bem, acho que uma escova ou qualquer coisa parecida, no chão, no caminho de entrada da moçoila.
A primeira passava pela escova e nem notava, a segunda pisava em cima e a terceira pegava a escova e guardava. O príncipe casou com essa. Com a ordeira, organizada, limpinha.
Bom, tenho que dizer a vocês que, feliz ou infelizmente, eu casaria com o príncipe. E o Mateus e o Zé, bem, esses iam ficar solteiros. Ou prá homem, a estória é outra?
14.7.06
10.7.06
Eu te disse, eu te disse
A crônica de hoje na Franka fala de uma propaganda de lançamento de um prédio que diz que andar a pé é chique. Um luxo. Pois é. Eu também acho. Tanto é que ando. Todo santo dia.
Mas hoje, amores, it's raining cats and dogs e eu acho que preciso rever a minha posição. Ou virar fina de vez e comprar uma capa de chuva Burberry. Que lá na Inglaterra, o povo entende de chuva.
E obrigada, obrigada, obrigada. Aos amigos que me desejaram boa sorte. E Su, me manda seu endereço por e-mail para eu poder te mandar um convite, tá?
Mas hoje, amores, it's raining cats and dogs e eu acho que preciso rever a minha posição. Ou virar fina de vez e comprar uma capa de chuva Burberry. Que lá na Inglaterra, o povo entende de chuva.
E obrigada, obrigada, obrigada. Aos amigos que me desejaram boa sorte. E Su, me manda seu endereço por e-mail para eu poder te mandar um convite, tá?
5.7.06
Agora vai
Bom, gente. Agora é fato. Estaremos lançando a Babydoll aqui em São Paulo, em agosto. Já fechamos um espaço no Salão Lingerie Brasil que acontecerá de 6 a 8 de agosto, no Centro de Exposições Imigrantes. Não tenho os convites ainda mas, se algum de vocês, amigos, quiser ir, me avise, tá?
Ai, tô com um medo...
Ai, tô com um medo...
3.7.06
Afe! Acabou!
O jogo de sábado teve tudo que a gente queria ver. Chapéu, passe de letra, toque de bola.
Era isso que a gente estava querendo, Parreira. Só que no nosso time.
No fim, o que fica mesmo, como disse a minha irmã, é uma sensação de alívio.
O fim do martírio.
Era isso que a gente estava querendo, Parreira. Só que no nosso time.
No fim, o que fica mesmo, como disse a minha irmã, é uma sensação de alívio.
O fim do martírio.
1.7.06
Tem TV aí no hotel, Parreira?

A Argentina perdeu o jodo de ontem por causa do conservadorismo do técnico. Tinha o jogo na mão quando o técnico resolveu jogar feito time europeu. Deu no que deu.
Eu fiz a minha parte. Cedi ao pedido do Tevez aos corinthianos e torci. Aliás, parabéns ao Tevez, que jogou um bolão.
Sinceramente, espero que o Parreira tenha assistido ao jogo. E que tenha servido de lição.
Time sul-americano tem que jogar futebol. Marcar gol. Senão, é arrumar a mala.
29.6.06
Uh, huuuuu! Tá frio!!!!!!!!!!!
O Personare me diz que é tempo de segurar a onda no que diz respeito às questões financeiras e que é um tempo de recolhimento e de economia. Recolhimento, my ass! O que vem pela frente é penúria total e absoluta. Os clientes dizem que esse é o pior inverno dos últimos oito anos, que as vendas cairam 70% e prorrogaram nossos pedidos de Junho e Julho a perder de vista. A explicação é a falta de frio e a copa. Bom, queridos. O frio chegou. Toquem a comprar casacos porque a serumana aqui tem contas a pagar e nós já estamos vendendo o verão. E ninguém compra nada enquanto esses maledetos casacos não sairem das lojas (entendam que nós não fazemos casacos pesados. Aliás, ninguém faz. Na maioria das grandes lojas, os casacos vem da China e todo santo ano é a mesma história - os importados empatam as verbas e as pobres indústrias nacionais não conseguem vender nada).
Quanto à copa... bem, não dá prá torcer pro Brasil perder, não. Apesar do Parreira, apesar da falta absoluta de toque de bola, apesar de metermos a boca mesmo, ninguém quer que eles caiam fora. Então, só nos resta esperar até o dia nove de julho.
Quanto à copa... bem, não dá prá torcer pro Brasil perder, não. Apesar do Parreira, apesar da falta absoluta de toque de bola, apesar de metermos a boca mesmo, ninguém quer que eles caiam fora. Então, só nos resta esperar até o dia nove de julho.
28.6.06
Ronaldinho*, cade você? Eu vim aqui só prá te ver!
Acho bom esse povo parar de bater recordes e começar a jogar futebol.
E nem vem dizer que é uma coisa feia ficar reclamando de uma seleção que está ganhando, e que brasileiro é muito exigente e talecoisa e coisaetal porque mais da metade da graça da copa tá aí.
Afinal, somos todos técnicos, comentaristas, especialistas em medicina esportiva. Ou não?
* Gaúcho, bem entendido.
E nem vem dizer que é uma coisa feia ficar reclamando de uma seleção que está ganhando, e que brasileiro é muito exigente e talecoisa e coisaetal porque mais da metade da graça da copa tá aí.
Afinal, somos todos técnicos, comentaristas, especialistas em medicina esportiva. Ou não?
* Gaúcho, bem entendido.
27.6.06
Favoritos
Formatamos o computador e perdi todos os meus blogs favoritos. Resolvi, dessa vez, colocar os links aí do lado. Que não estão em ordem alfabética nem em ordem de preferência. Ordem nenhuma que representa a desordem da minha cabeça. Se você não está aí do lado, não se preocupe, não. Não acabei ainda.
22.6.06
20.6.06
Descascando o abacaxi
Nosso fogão novo chegou na semana passada e foi instalado no sábado. Há tempos queríamos um fogão melhor e principalmente, mais potente. Se cozinha muito nesta casa. O fogão não é dos mais chiques mas tá quase lá. Lindo. Pois então me diga: quem foi o espírito de porco que resolveu colocar um adesivo de papel no vidro do forno? Puta que o pariu! Vou passar um e-mail pro diretor de marketing da Brastemps pedindo prá ele vir aqui, sentar o bundão no chão gelado da minha cozinha e ficar descascando o raio do adesivo com a unha. Não me conformo! Um fogão caro desse e neguinho economiza no adesivo? Tenho óooodio de adesivo de papel! Será que não cabia no orçamento, um reles de um adesivinho de plástico, tipo daqueles de carro?
Deve haver um inferno específico para essa gente. O inferno dos descascadores de adesivo. E o chão de lá, há de ser bem mais quentinho!
E só prá vocês saberem, ainda não consegui tirar tudo, não. Ainda sobraram os restinhos daquela cola maligna. Não sai de jeito nenhum. Óooooodio!
Deve haver um inferno específico para essa gente. O inferno dos descascadores de adesivo. E o chão de lá, há de ser bem mais quentinho!
E só prá vocês saberem, ainda não consegui tirar tudo, não. Ainda sobraram os restinhos daquela cola maligna. Não sai de jeito nenhum. Óooooodio!
13.6.06
Quinze segundos, melhor dizendo
Respeitável público
Estava relendo o post do seminário de marketing e me pareceu que passei a impressão de que sou um completo desastre em termos financeiros. Não é bem assim, não. O problema é que eu passei suficientes vezes na fila do empreendedorismo (montei meu primeiro escritório aos vinte e um anos enquanto ainda estava na faculdade) mas acho que esqueci da fila do valor próprio.
Porque tenho ganhado dinheiro, sim, durante quase vinte anos de carreira (ui). Mas não muito.
Bastante. Mas não muito. Então só posso chegar a conclusão de que eu não sei cobrar direito. Porque trabalhar eu sei. Na fila da Isaura, entrei váaarias vezes.
Me falta um mecenas, é isso. Se eu tivesse nascido em priscas eras, teria um mecenas e estaria tudo certo.
Voltando ao misterioso assunto do que fui fazer em Blumenau...
Tã dã! Rufar de tambores, por favor.
Fomos lançar uma marca de sleepwear. Chic, né?
Nossa marca. Nossa marca. Nossa marca.
Vou repetir feito um mantra.
Não sei se vocês se lembram do post das camisolas mas sempre achei que havia uma oportunidade nesse segmento, já que os fabricantes parecem acreditar que gostamos de parecer débeis mentais ou vacas. Porque, por favor. Tente procurar uma camisola por aí, que não tenha um ursinho rodeado de corações ou então seja vermelha com rendas pretas. Tem não. Raríssimas exceções.
Tá bom. Eu sei que tem dia que a gente tá a fim de bancar a colegial ou a fodona. Mas não é todo dia. Na minha experiência pessoal, devo dizer que é quase dia nenhum.
Portanto, começamos. Pequenininhas, mas começamos.
Tudo de malha super macia. São coordenados, onde tudo combina com tudo e você pode montar seu próprio pijama, escolhendo as peças que ficam melhor em você.
Sei que tá parecendo propaganda mas não é não. Não tá nem vendendo em lugar nenhum ainda.
Estamos começando a vender para entregar no verão.
Quando eu tiver mais notícias, conto.
Porque tenho ganhado dinheiro, sim, durante quase vinte anos de carreira (ui). Mas não muito.
Bastante. Mas não muito. Então só posso chegar a conclusão de que eu não sei cobrar direito. Porque trabalhar eu sei. Na fila da Isaura, entrei váaarias vezes.
Me falta um mecenas, é isso. Se eu tivesse nascido em priscas eras, teria um mecenas e estaria tudo certo.
Voltando ao misterioso assunto do que fui fazer em Blumenau...
Tã dã! Rufar de tambores, por favor.
Fomos lançar uma marca de sleepwear. Chic, né?
Nossa marca. Nossa marca. Nossa marca.
Vou repetir feito um mantra.
Não sei se vocês se lembram do post das camisolas mas sempre achei que havia uma oportunidade nesse segmento, já que os fabricantes parecem acreditar que gostamos de parecer débeis mentais ou vacas. Porque, por favor. Tente procurar uma camisola por aí, que não tenha um ursinho rodeado de corações ou então seja vermelha com rendas pretas. Tem não. Raríssimas exceções.
Tá bom. Eu sei que tem dia que a gente tá a fim de bancar a colegial ou a fodona. Mas não é todo dia. Na minha experiência pessoal, devo dizer que é quase dia nenhum.
Portanto, começamos. Pequenininhas, mas começamos.
Tudo de malha super macia. São coordenados, onde tudo combina com tudo e você pode montar seu próprio pijama, escolhendo as peças que ficam melhor em você.
Sei que tá parecendo propaganda mas não é não. Não tá nem vendendo em lugar nenhum ainda.
Estamos começando a vender para entregar no verão.
Quando eu tiver mais notícias, conto.
9.6.06
Estação Trianommmmmm
Preciso dar um aviso aos publicitários. Ei! Vocês estão gastando muito dinheiro à toa. Sim, eu sei. Vocês são especialistas em gastar dinheiro, já que levam uma porcentagem de tudo que gastam. Mas nesse caso específico, os clientes vão logo notar que não está dando resultado nenhum.
Estou falando dos anúncios no metrô. Vocês sabem que eu sou uma usuária diária desse meio de transporte que é o único que realmente funciona nessa cidade. Pois bem. Ultimamente, neguinho anda botando propaganda em tudo que é lugar, lá dentro. Ontem mesmo, o trem tava inteirinho plotado. Ronaldinho Gaúcho (de novo!) e Roberto Carlos vendendo, o quê mesmo? Não lembro. Ninguém vai lembrar.
Porque sabe, não sei o que acontece, mas quando descemos as escadas do metrô, entramos imediatamente em uma espécie de transe. Pode reparar. Não sei se é o fato de estarmos confinados e não podermos sair. E embaixo da terra. Não tenho certeza. Mas que acontece, acontece. Fica todo mundo feito zumbi, olhando pro nada. É claro que passamos os olhos por tudo. E tendo letras, lemos. Mas, sinceramente, depois de dois segundos, não lembramos mais de nada. Ficamos assim, meio que levitando.
Pensando bem, acho que vou levar a fatura do cartão, todo mês, prá abrir lá embaixo.
Metrô-Nirvana.
Estou falando dos anúncios no metrô. Vocês sabem que eu sou uma usuária diária desse meio de transporte que é o único que realmente funciona nessa cidade. Pois bem. Ultimamente, neguinho anda botando propaganda em tudo que é lugar, lá dentro. Ontem mesmo, o trem tava inteirinho plotado. Ronaldinho Gaúcho (de novo!) e Roberto Carlos vendendo, o quê mesmo? Não lembro. Ninguém vai lembrar.
Porque sabe, não sei o que acontece, mas quando descemos as escadas do metrô, entramos imediatamente em uma espécie de transe. Pode reparar. Não sei se é o fato de estarmos confinados e não podermos sair. E embaixo da terra. Não tenho certeza. Mas que acontece, acontece. Fica todo mundo feito zumbi, olhando pro nada. É claro que passamos os olhos por tudo. E tendo letras, lemos. Mas, sinceramente, depois de dois segundos, não lembramos mais de nada. Ficamos assim, meio que levitando.
Pensando bem, acho que vou levar a fatura do cartão, todo mês, prá abrir lá embaixo.
Metrô-Nirvana.
6.6.06
Super Nanny, vai catar coquinho!
A Super Nanny que me ponha de castigo no degrauzinho, mas tem dia que a gente tá cansada.
Dias em que fica difícil manter a coerência. Como no caso dos banhos, por exemplo. Não sei o que é que dá nos seres do sexo masculino quando chegam à idade de onze anos. Eles definitivamente não querem mais tomar banho. É fato. Cada operação diária de higienização corporal vira isso mesmo, um palavrão. Uma negociação que rivaliza com o conflito de Gaza. Complicada, demorada, com raízes no inconsciente coletivo e que não leva a lugar nenhum.
Me lembro do meu irmão. Era assim. A Marcia diz que o Gabriel também teve essa fase. Ele confirma. Me lembro também do Rodrigo, irmão da minha amiga Fernanda. Esse entrava no banheiro, ligava o chuveiro e ficava lendo gibis. Depois molhava o cabelo na pia e tava tudo certo.
Aqui em casa, estamos assim. Exausta de insistir, pedir, implorar, gritar, dar de louca, meio que desisti. Em termos. Dia sim, dia não, é mais ou menos como estamos. Então, eu grito dia sim, dia não e tenho um descanso. Em relação ao banho, bem entendido. Porque, amigos, não é assim tão simples. Tem também a lição de casa, né?
Pensando bem, será que tem filhos, essa fulana?
Dias em que fica difícil manter a coerência. Como no caso dos banhos, por exemplo. Não sei o que é que dá nos seres do sexo masculino quando chegam à idade de onze anos. Eles definitivamente não querem mais tomar banho. É fato. Cada operação diária de higienização corporal vira isso mesmo, um palavrão. Uma negociação que rivaliza com o conflito de Gaza. Complicada, demorada, com raízes no inconsciente coletivo e que não leva a lugar nenhum.
Me lembro do meu irmão. Era assim. A Marcia diz que o Gabriel também teve essa fase. Ele confirma. Me lembro também do Rodrigo, irmão da minha amiga Fernanda. Esse entrava no banheiro, ligava o chuveiro e ficava lendo gibis. Depois molhava o cabelo na pia e tava tudo certo.
Aqui em casa, estamos assim. Exausta de insistir, pedir, implorar, gritar, dar de louca, meio que desisti. Em termos. Dia sim, dia não, é mais ou menos como estamos. Então, eu grito dia sim, dia não e tenho um descanso. Em relação ao banho, bem entendido. Porque, amigos, não é assim tão simples. Tem também a lição de casa, né?
Pensando bem, será que tem filhos, essa fulana?
2.6.06
Fica prá próxima. Vida, bem entendido.
Estava no aeroporto, voltando de Blumenau e vi um cartaz com a propaganda de um seminário. Desses de marketing/vendas. Gostei dos temas e sinceramente, pensei em ir. Eu vim com essa parte faltando, sabe. Essa aí que faz você ganhar muito dinheiro. Tinha certeza de que ia ser caro, porque todos os palestrantes eram gringos, com exceção do Bilhão Diniz. Imaginei assim, uns quinhentos reau. Mas eu tava disposta. O que é que são quinhentos reau para aprender com os gurus do make a lot of money? Pois então. Entrei no site. Quatromilecem reaus. Believe it or not.
Agora, diz aí. Se você tem quatro mil e cem reais para dar num seminário, num tá precisando de seminário prá aprender a vender mais e melhor, não, né?
Agora, diz aí. Se você tem quatro mil e cem reais para dar num seminário, num tá precisando de seminário prá aprender a vender mais e melhor, não, né?
31.5.06
Vento Sul
Eu não estou muito disposta a escrever nada hoje, não. Mas passei por aqui só prá contar que sumi porque passei os últimos cinco dias trabalhando em Blumenau/Brusque. Muito. Mesmo.
Cheguei ontem à noite e estou acabada. Não vou trabalhar hoje. Depois eu conto o que foi que eu e a sócia fomos fazer por lá. Quando estiver mais maduro, eu conto. Mas é uma cousa muitíssimo legal.
Cheguei ontem à noite e estou acabada. Não vou trabalhar hoje. Depois eu conto o que foi que eu e a sócia fomos fazer por lá. Quando estiver mais maduro, eu conto. Mas é uma cousa muitíssimo legal.
23.5.06
Mais da TV
Engraçado como nos acostumamos com as coisas. As boas e as ruins. Mas principalmente, as boas. A TV tá aqui, montada e funcionando desde sexta feira à noite (a ansiedade dos machos alfa desta casa não suportou esperar nem a tinta da estante secar direito - tivemos que mudar uma prateleita de lugar, a tv é muito grande). Passamos o fim de semana acampados na sala, assistindo filmes, filmes e mais filmes (o carinha da locadora tá sorrindo de orelha a orelha). Mas hoje, a euforia total passou e já está quase parecendo que ela esteve sempre aqui. Espero que as faturas do cartão nos ajudem a lembrar. Fica feito férias, sabe? Todo ano, passo quase seis meses pagando as passagens de avião das férias. Gostinho agridoce, tem isso.
Su, seus comentários sumiram ou foram sumidos?
............................................................
Assisto o jornal da manhã e vejo que um reles comentário do cara do FMI provocou a queda das bolsas do mundo inteiro. Feito castelos de cartas. Não sei direito o que significa isso não, só que a tal da globalização está instalada, quer vocês queiram, quer não. E que não era bem isso que se pensava quando se falava de Gaia mas, tá aí, Gaia, all right. Todos ligados pelo dólar.
Su, seus comentários sumiram ou foram sumidos?
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Assisto o jornal da manhã e vejo que um reles comentário do cara do FMI provocou a queda das bolsas do mundo inteiro. Feito castelos de cartas. Não sei direito o que significa isso não, só que a tal da globalização está instalada, quer vocês queiram, quer não. E que não era bem isso que se pensava quando se falava de Gaia mas, tá aí, Gaia, all right. Todos ligados pelo dólar.
19.5.06
Bem, amigos da Rede Globo
O Zé fez cometeu extravagâcia enoooorme. Ele estava falando nisso há meses e eu, a chata responsável, dizendo que não, é muito caro; nãaao, o preço ainda vai baixar muito; nãaaaao, a gente não tem dinheiro.
Neste momento, repousa ali na sala de estar, ainda dentro da caixa, uma TV de plasma. Na qual ele pretende, claro, assistir à Copa do Mundo e cujas parcelas vamos passar um ano pagando. Então, caros amigos, a partir de sábado (dia oficial da instalação do aparato) começo a vender ingressos* para os jogos da copa com pipoca incluída. Quem se habilita?
É bom se apressarem porque a sala é pequena e espero, rivalizaremos com as filas para o Cirque du Soleil.
*Crianças e aposentados pagam meia.
Neste momento, repousa ali na sala de estar, ainda dentro da caixa, uma TV de plasma. Na qual ele pretende, claro, assistir à Copa do Mundo e cujas parcelas vamos passar um ano pagando. Então, caros amigos, a partir de sábado (dia oficial da instalação do aparato) começo a vender ingressos* para os jogos da copa com pipoca incluída. Quem se habilita?
É bom se apressarem porque a sala é pequena e espero, rivalizaremos com as filas para o Cirque du Soleil.
*Crianças e aposentados pagam meia.
18.5.06
O que é o que é?
17.5.06
Jeanne
Jeanne Hébuterne (1898 - 1920)
Jeanne Hébuterne, por Modigliani (1919)
"Do you know what love is?
Real love?
Have you ever loved so deeply that you have condemned yourself to eternity in hell?
I have"
Jeanne Hébuterne, no filme "Modigliani".
15.5.06
Estou triste, muito triste
Fiz uma brincadeira sobre o que está acontecendo aqui em SP mas não consigo parar de pensar em tudo isso. E em como isso é sério. O que transforma seres humanos em monstros? Me lembro do filme que eu mesma indiquei no questionário roubado da Monix - A Onda. E como é fácil ser dragado pela espiral do grupo. Como é quase impossível resistir à influência do meio, principalmente quando se é muito jovem e carente de auto-estima. Que vem a ser o caso de boa parte da juventude brasileira que vive nas grandes metrópoles. Moradores de favelas, cercados pelo tráfico de drogas, vindos de lares disfuncionais e, principalmente, recebidos por um sistema educacional que não funciona ou ainda pior, que é contra-producente.
É um círculo vicioso de baixa expectativa. Eles não esperam muito da vida e não se espera muito deles. Há uma falta absoluta de sentido de valor próprio, então é compreensível que eles busquem esse valor, essa identificação, nos grupos que estão à sua volta, os bandidos. Quando é que essa criança perde a esperança? Quando é que ela perde todo e qualquer parâmetro moral e ético e se tranforma num ser humano capaz de atitudes tão atrozes? Quando é que ela se torna controlada pela raiva diante da injustiça que é a sua realidade? Não sei.
É claro que a resposta está na educação que nos falta. É óbvio que escolas não são somente prédios onde se jogam crianças dentro, com um punhado de cadernos e livros. Não deveriam ser. Deveriam ser lugares onde fosse possível descobrir o próprio valor, a própria capacidade. Deveriam ser lugares onde o poder transformador do conhecimento, da arte e do esporte pudessem realizar o seu milagre. Um lugar onde um garoto descobre que é capaz de tocar um instrumento, que é um artista, portanto é capaz de qualquer coisa. Acontece o contrário, infelizmente.
O que nós podemos fazer?
É um círculo vicioso de baixa expectativa. Eles não esperam muito da vida e não se espera muito deles. Há uma falta absoluta de sentido de valor próprio, então é compreensível que eles busquem esse valor, essa identificação, nos grupos que estão à sua volta, os bandidos. Quando é que essa criança perde a esperança? Quando é que ela perde todo e qualquer parâmetro moral e ético e se tranforma num ser humano capaz de atitudes tão atrozes? Quando é que ela se torna controlada pela raiva diante da injustiça que é a sua realidade? Não sei.
É claro que a resposta está na educação que nos falta. É óbvio que escolas não são somente prédios onde se jogam crianças dentro, com um punhado de cadernos e livros. Não deveriam ser. Deveriam ser lugares onde fosse possível descobrir o próprio valor, a própria capacidade. Deveriam ser lugares onde o poder transformador do conhecimento, da arte e do esporte pudessem realizar o seu milagre. Um lugar onde um garoto descobre que é capaz de tocar um instrumento, que é um artista, portanto é capaz de qualquer coisa. Acontece o contrário, infelizmente.
O que nós podemos fazer?
Fim dos tempos
Estou aqui lendo blogs e assistindo ao jornal da manhã, simultaneamente. Rebeliões, ataques, ônibus queimados, tiros, coquetéis molotov. E não para, não acaba nunca. Olha, gente, só consigo pensar numa palavra. Desilusão. Essa experiência deu errado. Muito errado. Acho melhor ele lá em cima, passar a régua e começar tudinovo. Deu certo, não.
update 07:47
A minha empregada acabou de ligar e disse que não vem porque não tem ônibus. Estão todos queimados. A casa está uma zona. Modelo segunda-feira. F*deu.
update 07:47
A minha empregada acabou de ligar e disse que não vem porque não tem ônibus. Estão todos queimados. A casa está uma zona. Modelo segunda-feira. F*deu.
14.5.06
Dia das Mães
Silêncio total. O Mateus saiu com o Zé para comprar um presente de dia das mães prá mim. Eu não faço absolutamente nenhuma questão e não é fingimento de mãe. O Zé quase nunca compra presentes prá mim. Ele diz que é muito difícil e tenho que admitir que é mesmo. Mas o Mateus quer, então, lá foram eles. Eu disse pro Zé prá passar na feira e comprar umas flores. Assim não tem erro. Eu adoro flores. O almoço vai ser aqui em casa mesmo. O Zé vai fazer sukiaky. Fila de restaurante no dia das mães, ninguém merece.
Estou aqui me lembrando do meu primeiro dia das mães. Vou lá no Google. 8 de Maio de 1994. Faço xixi naquele palitinho de plástico branco e confirmo que estou grávida. Dezessete dias de gravidez. Não tinha muita certeza se o palitinho ia funcionar com tão pouco tempo, mas esperava que funcionasse. Vocês tem que admitir que é especialmente dramático, descobrir que se está grávida no dia das mães. O Mateus nasceu dia 15 de Novembro desse mesmo ano. Prematuro.
Hoje eu sei que tivemos muita sorte mas, na época, eu tinha certeza de que ia dar tudo certo. E deu. Hoje ele está aqui. Onze anos. Bonito, inteligente, perfeito (eu sou mãe dele, né?).
Não foi fácil prá mim, ser mãe. Me lembro muito bem de ter ficado paralisada com a responsabilidade e o tamanho dessa tarefa. Por um bom tempo. Ele me acompanhava com os olhos. E me olhava com tanta .... adoração, acho que é a palavra mais correta. E eu ficava apavorada. Pensava: meu deus! Essa pobre criança não tem noção. Colocar toda a sua vida nas minhas mãos! Será que eu tenho competência prá isso? Formar um ser humano, ensinar valores, estabelecer as bases de um caráter, educar. Era muito, muito grande.
Depois eu fui relaxando, claro. E me convencendo de que o que eu podia fazer era, simplesmente, o que eu tinha condições de fazer, sendo quem eu era. Era o meu melhor e, com certeza, não seria a perfeição.
Porque, entendam, eu queria que fosse perfeito. Eu queria ser perfeita para ele.
Hoje eu sei que eu não sou. Nem de longe. Mas também não posso evitar de sentir orgulho quando vejo essa criança, acima de tudo generosa. Com um caráter íntegro e a capacidade de se colocar no lugar dos outros. Capacidade de sentir compaixão. Não sei até que ponto, fui responsável por isso. Não sei. Mas sei que não importa que tipo de pais sejamos, sempre haverão problemas. E conflitos. E que o mais importante, acho, é a capacidade de reconhecer os erros e mudar de curso, quando necessário. E a honestidade.
Bom senso e muito amor. É com isso que podemos contar. E é muito.
Estou aqui me lembrando do meu primeiro dia das mães. Vou lá no Google. 8 de Maio de 1994. Faço xixi naquele palitinho de plástico branco e confirmo que estou grávida. Dezessete dias de gravidez. Não tinha muita certeza se o palitinho ia funcionar com tão pouco tempo, mas esperava que funcionasse. Vocês tem que admitir que é especialmente dramático, descobrir que se está grávida no dia das mães. O Mateus nasceu dia 15 de Novembro desse mesmo ano. Prematuro.
Hoje eu sei que tivemos muita sorte mas, na época, eu tinha certeza de que ia dar tudo certo. E deu. Hoje ele está aqui. Onze anos. Bonito, inteligente, perfeito (eu sou mãe dele, né?).
Não foi fácil prá mim, ser mãe. Me lembro muito bem de ter ficado paralisada com a responsabilidade e o tamanho dessa tarefa. Por um bom tempo. Ele me acompanhava com os olhos. E me olhava com tanta .... adoração, acho que é a palavra mais correta. E eu ficava apavorada. Pensava: meu deus! Essa pobre criança não tem noção. Colocar toda a sua vida nas minhas mãos! Será que eu tenho competência prá isso? Formar um ser humano, ensinar valores, estabelecer as bases de um caráter, educar. Era muito, muito grande.
Depois eu fui relaxando, claro. E me convencendo de que o que eu podia fazer era, simplesmente, o que eu tinha condições de fazer, sendo quem eu era. Era o meu melhor e, com certeza, não seria a perfeição.
Porque, entendam, eu queria que fosse perfeito. Eu queria ser perfeita para ele.
Hoje eu sei que eu não sou. Nem de longe. Mas também não posso evitar de sentir orgulho quando vejo essa criança, acima de tudo generosa. Com um caráter íntegro e a capacidade de se colocar no lugar dos outros. Capacidade de sentir compaixão. Não sei até que ponto, fui responsável por isso. Não sei. Mas sei que não importa que tipo de pais sejamos, sempre haverão problemas. E conflitos. E que o mais importante, acho, é a capacidade de reconhecer os erros e mudar de curso, quando necessário. E a honestidade.
Bom senso e muito amor. É com isso que podemos contar. E é muito.
5.5.06
Que vergonha!
Eu sou corinthiana. Mas não sou fanática. Aliás, não sou fanática por nada. Fanatismo, para mim, induz à minimização das semelhanças e supervalorização das diferenças. Impede que você se coloque no lugar do outro. Porque podemos ser corinthianos, palmeirenses, judeus, muçulmanos, negros, mulheres; e ainda assim sempre seremos muito mais parecidos uns com os outros do que diferentes.
Hoje, tenho vergonha de ser corinthiana. Tenho vergonha de fazer parte, de alguma maneira, desse grupo de pessoas capaz de fazer o que fez ontem, no estádio do Pacaembu.
Hoje, tenho vergonha de ser corinthiana. Tenho vergonha de fazer parte, de alguma maneira, desse grupo de pessoas capaz de fazer o que fez ontem, no estádio do Pacaembu.
4.5.06
Primeiros passos
Meu sobrinho tem onze meses. Na segunda, feriado, minha cunhada deixou ele comigo por umas poucas horas à tarde para poder trabalhar. Foi uma delícia. E fascinante poder observá-lo. Acho que quando são nossos próprios filhos, a gente tá muito atarantada e atarefada para perceber certas coisas. Um bebê nessa idade é o aprendizado acontecendo minuto a minuto na frente dos nossos olhos. Impressionante. No curto período que ele ficou aqui, aprendeu umas duas ou três coisas. Sem brincadeira, eu ficava imaginando as conexões neuronais se formando, naquele exato instante. Lembrei das minhas aulas sobre Piaget, na faculdade, e das suas teorias sobre educação. Eu sei que o Piaget observou os próprios filhos, mas ele era cientista, né? E era pai. Acho que isso confere a isenção necessária. Só sei que nos divertimos muito. Eu e ele. O Tomás, claro, não o Piaget.
Mais sobre bebês e internet:
Nem quando o Mateus, meu filho, era pequeno, eu acompanhei tão de perto TUDO o que acontecia com ele. Acabo de receber um filminho por e-mail do meu sobrinho dando os primeiros passos. Os do Mateus, eu não vi. Estava trabalhando. Esse mundo novo traz bençãos que acredito, ainda não somos capazes de avaliar por completo. Minha relação com vocês é um exemplo óbvio.
Mais sobre bebês e internet:
Nem quando o Mateus, meu filho, era pequeno, eu acompanhei tão de perto TUDO o que acontecia com ele. Acabo de receber um filminho por e-mail do meu sobrinho dando os primeiros passos. Os do Mateus, eu não vi. Estava trabalhando. Esse mundo novo traz bençãos que acredito, ainda não somos capazes de avaliar por completo. Minha relação com vocês é um exemplo óbvio.
3.5.06
Antes que eu mude de idéia
Peguei lá nas Fridas e deve fazer uns quinze dias que eu estou respondendo isso.
Nome?
Daniela
Data de nascimento?
14/07/1968
Local de nascimento?
Lins, São Paulo
Residência?
São Paulo, capital, desde os três meses de idade.
Olhos?
Castanho-escuros, pequenos e como diz meu pai, tristes e misteriosos.
Cabelos?
Cachos, também castanho-escuros.
Altura?
1,74
Destro ou canhoto?
Destra
Ascendência?
Avô paterno, avó paterna, avô materno, avó materna, pai e mãe:
Todos do interior de São Paulo. Caipira, sim senhorrr.
Signo e ascendente?
Câncer e Touro
Sapatos que usou hoje?
Havaianas.
Fraqueza?
Achar que eu posso e vou resolver tudo, sempre.
Medos?
Tantos...
Objetivo que gostaria de alcançar?
Trabalhar menos e ganhar mais
Frase que mais usa no MSN Messenger?
Nenhuma. Não tenho MSN. Acredite, se quiser. Ainda prefiro os e-mails.
Melhor parte do corpo?
Pernas. Costumavam ser outras partes. Mas as pernas, a gravidade ainda não levou.
Pepsi ou Coca?
Coca-cola, forever.
McDonalds ou Bob's?
Tendo que escolher, Mc Donalds. Mas o lanche do Zé (daqui de casa mesmo) que é uma adaptação livre do cheeseburger da Rocket's é o melhor.
Café ou capuccino?
Café. Adoro.
Fuma?
Um maço por dia.
Palavrão?
Caral*o
Perfume?
Até prá dormir. Floral, fresco e feminino.
Canta?
Canto. Sofrivelmente, mas canto.
Toma banho todo dia?
De manhã prá acordar, de noite prá dormir.
Gostava da escola?
Adorava. Aprender sempre foi uma das minhas maiores diversões.
Quer se casar?
Sou casada.
Acredita em si mesmo?
Oscilo entre a fé absoluta e o ateísmo total.
Tem fixação com saúde?
Não.
Se dá bem com seus pais?
Sim, mostly.
Gosta de tempestades?
Gostar, eu gosto. Mas moro em SP, o que significa trânsito e caos absoluto quando chove muito.
No último mês...
Bebeu álcool: sim
Fumou: sim
Usou drogas: não
Fez saliência: saliência?
Foi ao shopping: não
Comeu um pacote inteiro de Oreos: quase, mas era Bono
Comeu sushi: comi
Subiu ao palco: não
Levou um fora: sim
Fez biscoitos caseiros: não
Pintou o cabelo: não
Roubou algo: não
Já tomou um porre?
Vários e diversos.
Já apanhou?
Minha mãe costumava dar uns beliscões.
Já bateu?
Já dei uns tapas.
Número de filhos?
Um. Às vezes acho que tenho uma dúzia, já que tenho o péssimo hábito de virar mãe de todo mundo.
Como você quer morrer?
Sei lá. Prefiro escolher como eu quero viver.
Onde você fez faculdade?
FAAP
Piercings?
Não
Tatuagens?
Sempre quis ter e nunca fiz. Ainda não achei uma imagem que eu encare de forma definitiva.
Quantas vezes seu nome apareceu em jornal?
Três ou quatro.
Cicatrizes no corpo?
No pé direito, uma queimadura. A cicatriz da cesariana. E várias pequenininhas espalhadas pelo corpo, que eu fui criança, né?
Do que você se arrepende de ter feito?
Começado a fumar.
Qual sua cor favorita?
Branco.
Me fale sobre um talento ou habilidade que você tem e que eu ainda não vi ou descobri.
Ah, sei lá.
Qual sua disciplina favorita na escola?
Gostava de tudo, mas acho que Português. Ler tem sido fascinante desde que aprendi.
Diga um lugar no qual você nunca esteve, mas que gostaria de visitar algum dia (aqui ou no exterior).
Índia.
Você é uma pessoa matutina ou noturna?
Já fui noturna. Mas o Mateus, meu filho, nasceu para mudar isso. Hoje sou do dia e não nego.
Os astronautas pousaram mesmo na Lua ou foi tudo armação?
Prefiro acreditar que pousaram. Adoro SCI-FI!
O que você tem no bolso? (Ou, se não há nada no momento, que tipo de coisas geralmente estão lá?)
No bolso, normalmente nada. Na bolsa? Putz, tudo!
Em 10 anos, você se vê... (termine como quiser)
Uma quase cinquentona. Espero que mais sábia.
Falta energia e você não tem um gerador.
Isso quer dizer nenhum eletrônico: computador, TV, vídeo, aparelho de som, etc. O que você faz para se manter aquecido, contente e entretido?
Você quer que eu diga sexo mas provavelmente vai ser um cobertor e um bom livro.
O que você jamais comeria?
Carne humana. Mas se eu estivesse lá no avião dos Andes, acho que comia.
Quanto tempo de TV você assiste por dia?
Muito mais do que deveria, sou junkie.
Fale sobre um filme ou programa de TV obscuro e diga por que deveríamos assisti-lo.
Obscuro? Sei lá! Mas tem um filme de 1970, chamado a Onda, que na superfície é sobre o nazismo, mas eu acho que é um tratado sobre como o meio influencia o homem. E também um documentário chamado Olhos Azuis, sobre racismo.
Fale sobre uma banda ou talento musical obscuro e diga por que deveríamos ouvi-lo.
Não tenho a menor idéia. Adoro música mas não me preocupo muito com os nomes das coisas.
Se tivesse que escolher, você preferia estar com muito frio ou com muito calor?
Não vou escolher, não. Sempre tenho saudades do frio quando está calor e vice-versa.
Um dia haverá um evento em sua vida tão grande que lhe arrancará da obscuridade e fará seu nome conhecido em todo mundo. Especule sobre o que vai lhe trazer seus 15 minutos de fama.
Quem sabe, finalmente, vou conseguir assinar um trabalho meu. Uma marca só minha. E da Marcia, minha sócia, claro.
Qual seria a sua última refeição se você estivesse no corredor da morte?
Cardápio completo. Entrada, primeiro e segundo pratos, sobremesa. Pode ser italiano ou francês.
Qual sua lembrança mais antiga?
Brincar de boneca na laje da casa do Butantã. Um desfile de sete de setembro, visto pela janela do prédio em que morávamos na Avenida Paulista. O dia da mudança desse mesmo prédio, quando minha mãe deixou uma colcha de cama que ela não queria mais, dentro do armário. Tudo isso, antes dos três anos.
Se você tivesse direito a 3 desejos, qual seria o terceiro?
Uma pele perfeita ou talvez habilidade para cantar de verdade.
Qual seu vegetal favorito?
Prá comer? Morango. Prá ver: Flores.
O que você queria ser quando era criança?
Primeiro, astronauta. Mais tarde, arquiteta
Qual o seu time, e por quê?
Corinthians. Ser corinthiano não demanda explicações
Qual sua canção favorita no momento?
Mudo de idéia várias vezes ao dia
Onde você morou?
São Paulo, Bournemouth, São Paulo, São José do Rio Preto, Lins, São Paulo
Quando criança, quais eram o seu brinquedo, livro, programa de TV e personagem de desenho animado favorito?
Brinquedo: Detetive
Livro: Se tivesse letras, eu lia. Mas Monteiro Lobato, era o meu mestre.
Programa de TV: Vila Sésamo e Sítio do Picapau Amarelo.
Personagem de desenho animado: Princesa Safire
Mostre-nos uma foto de como você era adorável quando criança.
Mas, nem. Que eu vou lá procurar uma foto, scannear e subir. Não mesmo.
Se você pudesse roubar algo, certo de que não seria pego, o que seria?
TODAS os minhas telas prediletas. Que delícia!
Se você pudesse vandalizar algo sem medo de ser pego, o que seria?
Sou absolutamente contra vandalismo. São Paulo é uma cidade muito mais feia graças aos malditos pichadores (não estou falando dos grafiteiros, entendam).
Se você pudesse entrar em um lugar onde não tivesse permissão e ninguém descobrisse, qual seria?
Não consigo pensar em nenhum lugar em que eu queira entrar e não me deixem.
Existe algum assunto do qual você sabe mais do que qualquer pessoa que você conheça pessoalmente?
Well, lots of subjects, dear.
Você testemunhou contra a Máfia e tem que deixar o país. Aonde você iria para começar sua nova vida, e que carreira iria tentar?
Londres ou qualquer desses paraísos perdidos no Pacífico. A profissão? Não tenho a menor idéia, mas provavelmente teria alguma coisa a ver com estética ou habilidades manuais, é só o que eu sei fazer.
De quais eventos olímpicos você gosta mais e menos?
Adoro ginástica olímpica e natação. Judô é um porre, né não?
Se você pudesse incluir ou criar um novo esporte olímpico, qual seria?
Mais?
O que você está ouvindo neste momento?
O SPTV na televisão, aqui do lado.
Qual foi a última coisa que você comeu?
Mini-esfihas compradas ontem numa casa de massas caseiras.
Primeira coisa que você nota no sexo oposto?
O conjunto da obra. Mas as mãos são importantes e os olhos.
Bebida favorita?
Coca-cola. Recentemente traí a original e mudei prá light. Essa nova tá dando prá beber.
Bebida alcoólica favorita?
Depende. Do objetivo e da ocasião. Prá ficar bêbada, whisky no frio e gim tônica no calor. Prá acompanhar comidinhas, vinho tinto. E champagne, sempre.
Você usa lentes de contato?
Não
Irmãs ou irmãos:
Uma e um.
Mês favorito:
Eu gosto dos dias frios e ensolarados de outono. Nesse país que a gente vive, às vezes é Maio, às vezes Abril, às vezes Junho.
Comida favorita:
Varia. Ultimamente, massa.
Último filme a que assistiu no cinema:
Clube da Lua
Você consegue tocar seu nariz com sua língua?
Não, obrigada.
Qual a primeira coisa em que você pensa quando acorda pela manhã?
Mochila, dinheiro pro lanche, uniforme, etc. Acordar cedo para mandar filho prá escola, dá nisso.
Como é o seu wallpaper?
Uma foto do Mateus, meu filho, de autoria do mesmo. Digamos assim, um self-portrait. Ah! E foi ele que colocou aqui.
Sugira algo para ler, algo para assistir:
Leia Divine Secrets of the Ya-Ya Sisterhood. Acho que só existe em inglês, infelizmente. E não, não assista o filme, pelamordedeus. Tentaram e obviamente não conseguiram fazer um filme desse livro. Botaram até a Sandra Bullock (?) nele, jisuis!
O que lhe irrita acima de tudo...
Burocracia, contabilidade, etceteras e tales. E tentar argumentar com alguém que só escuta a si mesmo.
O que você faz e que deixa as pessoas irritadas?
Falo demais.
Nasceu em que dia da semana?
Domingo
Ator favorito?
Não tenho. Muda muito. Esse mês é o cara argentino do Clube da Lua, preguiça de procurar no Google.
Instrumentos que toca?
Nenhum. Que merda!
Internação em hospital?
Para o parto do Mateus, somente.
Religião?
Família católica. Eu, hoje? Acho que tô mais prá agnóstica.
Qual seu aparelho eletrônico favorito? E qual aparelho você gostaria de ter?
Computador e TV. Um notebook.
Nome?
Daniela
Data de nascimento?
14/07/1968
Local de nascimento?
Lins, São Paulo
Residência?
São Paulo, capital, desde os três meses de idade.
Olhos?
Castanho-escuros, pequenos e como diz meu pai, tristes e misteriosos.
Cabelos?
Cachos, também castanho-escuros.
Altura?
1,74
Destro ou canhoto?
Destra
Ascendência?
Avô paterno, avó paterna, avô materno, avó materna, pai e mãe:
Todos do interior de São Paulo. Caipira, sim senhorrr.
Signo e ascendente?
Câncer e Touro
Sapatos que usou hoje?
Havaianas.
Fraqueza?
Achar que eu posso e vou resolver tudo, sempre.
Medos?
Tantos...
Objetivo que gostaria de alcançar?
Trabalhar menos e ganhar mais
Frase que mais usa no MSN Messenger?
Nenhuma. Não tenho MSN. Acredite, se quiser. Ainda prefiro os e-mails.
Melhor parte do corpo?
Pernas. Costumavam ser outras partes. Mas as pernas, a gravidade ainda não levou.
Pepsi ou Coca?
Coca-cola, forever.
McDonalds ou Bob's?
Tendo que escolher, Mc Donalds. Mas o lanche do Zé (daqui de casa mesmo) que é uma adaptação livre do cheeseburger da Rocket's é o melhor.
Café ou capuccino?
Café. Adoro.
Fuma?
Um maço por dia.
Palavrão?
Caral*o
Perfume?
Até prá dormir. Floral, fresco e feminino.
Canta?
Canto. Sofrivelmente, mas canto.
Toma banho todo dia?
De manhã prá acordar, de noite prá dormir.
Gostava da escola?
Adorava. Aprender sempre foi uma das minhas maiores diversões.
Quer se casar?
Sou casada.
Acredita em si mesmo?
Oscilo entre a fé absoluta e o ateísmo total.
Tem fixação com saúde?
Não.
Se dá bem com seus pais?
Sim, mostly.
Gosta de tempestades?
Gostar, eu gosto. Mas moro em SP, o que significa trânsito e caos absoluto quando chove muito.
No último mês...
Bebeu álcool: sim
Fumou: sim
Usou drogas: não
Fez saliência: saliência?
Foi ao shopping: não
Comeu um pacote inteiro de Oreos: quase, mas era Bono
Comeu sushi: comi
Subiu ao palco: não
Levou um fora: sim
Fez biscoitos caseiros: não
Pintou o cabelo: não
Roubou algo: não
Já tomou um porre?
Vários e diversos.
Já apanhou?
Minha mãe costumava dar uns beliscões.
Já bateu?
Já dei uns tapas.
Número de filhos?
Um. Às vezes acho que tenho uma dúzia, já que tenho o péssimo hábito de virar mãe de todo mundo.
Como você quer morrer?
Sei lá. Prefiro escolher como eu quero viver.
Onde você fez faculdade?
FAAP
Piercings?
Não
Tatuagens?
Sempre quis ter e nunca fiz. Ainda não achei uma imagem que eu encare de forma definitiva.
Quantas vezes seu nome apareceu em jornal?
Três ou quatro.
Cicatrizes no corpo?
No pé direito, uma queimadura. A cicatriz da cesariana. E várias pequenininhas espalhadas pelo corpo, que eu fui criança, né?
Do que você se arrepende de ter feito?
Começado a fumar.
Qual sua cor favorita?
Branco.
Me fale sobre um talento ou habilidade que você tem e que eu ainda não vi ou descobri.
Ah, sei lá.
Qual sua disciplina favorita na escola?
Gostava de tudo, mas acho que Português. Ler tem sido fascinante desde que aprendi.
Diga um lugar no qual você nunca esteve, mas que gostaria de visitar algum dia (aqui ou no exterior).
Índia.
Você é uma pessoa matutina ou noturna?
Já fui noturna. Mas o Mateus, meu filho, nasceu para mudar isso. Hoje sou do dia e não nego.
Os astronautas pousaram mesmo na Lua ou foi tudo armação?
Prefiro acreditar que pousaram. Adoro SCI-FI!
O que você tem no bolso? (Ou, se não há nada no momento, que tipo de coisas geralmente estão lá?)
No bolso, normalmente nada. Na bolsa? Putz, tudo!
Em 10 anos, você se vê... (termine como quiser)
Uma quase cinquentona. Espero que mais sábia.
Falta energia e você não tem um gerador.
Isso quer dizer nenhum eletrônico: computador, TV, vídeo, aparelho de som, etc. O que você faz para se manter aquecido, contente e entretido?
Você quer que eu diga sexo mas provavelmente vai ser um cobertor e um bom livro.
O que você jamais comeria?
Carne humana. Mas se eu estivesse lá no avião dos Andes, acho que comia.
Quanto tempo de TV você assiste por dia?
Muito mais do que deveria, sou junkie.
Fale sobre um filme ou programa de TV obscuro e diga por que deveríamos assisti-lo.
Obscuro? Sei lá! Mas tem um filme de 1970, chamado a Onda, que na superfície é sobre o nazismo, mas eu acho que é um tratado sobre como o meio influencia o homem. E também um documentário chamado Olhos Azuis, sobre racismo.
Fale sobre uma banda ou talento musical obscuro e diga por que deveríamos ouvi-lo.
Não tenho a menor idéia. Adoro música mas não me preocupo muito com os nomes das coisas.
Se tivesse que escolher, você preferia estar com muito frio ou com muito calor?
Não vou escolher, não. Sempre tenho saudades do frio quando está calor e vice-versa.
Um dia haverá um evento em sua vida tão grande que lhe arrancará da obscuridade e fará seu nome conhecido em todo mundo. Especule sobre o que vai lhe trazer seus 15 minutos de fama.
Quem sabe, finalmente, vou conseguir assinar um trabalho meu. Uma marca só minha. E da Marcia, minha sócia, claro.
Qual seria a sua última refeição se você estivesse no corredor da morte?
Cardápio completo. Entrada, primeiro e segundo pratos, sobremesa. Pode ser italiano ou francês.
Qual sua lembrança mais antiga?
Brincar de boneca na laje da casa do Butantã. Um desfile de sete de setembro, visto pela janela do prédio em que morávamos na Avenida Paulista. O dia da mudança desse mesmo prédio, quando minha mãe deixou uma colcha de cama que ela não queria mais, dentro do armário. Tudo isso, antes dos três anos.
Se você tivesse direito a 3 desejos, qual seria o terceiro?
Uma pele perfeita ou talvez habilidade para cantar de verdade.
Qual seu vegetal favorito?
Prá comer? Morango. Prá ver: Flores.
O que você queria ser quando era criança?
Primeiro, astronauta. Mais tarde, arquiteta
Qual o seu time, e por quê?
Corinthians. Ser corinthiano não demanda explicações
Qual sua canção favorita no momento?
Mudo de idéia várias vezes ao dia
Onde você morou?
São Paulo, Bournemouth, São Paulo, São José do Rio Preto, Lins, São Paulo
Quando criança, quais eram o seu brinquedo, livro, programa de TV e personagem de desenho animado favorito?
Brinquedo: Detetive
Livro: Se tivesse letras, eu lia. Mas Monteiro Lobato, era o meu mestre.
Programa de TV: Vila Sésamo e Sítio do Picapau Amarelo.
Personagem de desenho animado: Princesa Safire
Mostre-nos uma foto de como você era adorável quando criança.
Mas, nem. Que eu vou lá procurar uma foto, scannear e subir. Não mesmo.
Se você pudesse roubar algo, certo de que não seria pego, o que seria?
TODAS os minhas telas prediletas. Que delícia!
Se você pudesse vandalizar algo sem medo de ser pego, o que seria?
Sou absolutamente contra vandalismo. São Paulo é uma cidade muito mais feia graças aos malditos pichadores (não estou falando dos grafiteiros, entendam).
Se você pudesse entrar em um lugar onde não tivesse permissão e ninguém descobrisse, qual seria?
Não consigo pensar em nenhum lugar em que eu queira entrar e não me deixem.
Existe algum assunto do qual você sabe mais do que qualquer pessoa que você conheça pessoalmente?
Well, lots of subjects, dear.
Você testemunhou contra a Máfia e tem que deixar o país. Aonde você iria para começar sua nova vida, e que carreira iria tentar?
Londres ou qualquer desses paraísos perdidos no Pacífico. A profissão? Não tenho a menor idéia, mas provavelmente teria alguma coisa a ver com estética ou habilidades manuais, é só o que eu sei fazer.
De quais eventos olímpicos você gosta mais e menos?
Adoro ginástica olímpica e natação. Judô é um porre, né não?
Se você pudesse incluir ou criar um novo esporte olímpico, qual seria?
Mais?
O que você está ouvindo neste momento?
O SPTV na televisão, aqui do lado.
Qual foi a última coisa que você comeu?
Mini-esfihas compradas ontem numa casa de massas caseiras.
Primeira coisa que você nota no sexo oposto?
O conjunto da obra. Mas as mãos são importantes e os olhos.
Bebida favorita?
Coca-cola. Recentemente traí a original e mudei prá light. Essa nova tá dando prá beber.
Bebida alcoólica favorita?
Depende. Do objetivo e da ocasião. Prá ficar bêbada, whisky no frio e gim tônica no calor. Prá acompanhar comidinhas, vinho tinto. E champagne, sempre.
Você usa lentes de contato?
Não
Irmãs ou irmãos:
Uma e um.
Mês favorito:
Eu gosto dos dias frios e ensolarados de outono. Nesse país que a gente vive, às vezes é Maio, às vezes Abril, às vezes Junho.
Comida favorita:
Varia. Ultimamente, massa.
Último filme a que assistiu no cinema:
Clube da Lua
Você consegue tocar seu nariz com sua língua?
Não, obrigada.
Qual a primeira coisa em que você pensa quando acorda pela manhã?
Mochila, dinheiro pro lanche, uniforme, etc. Acordar cedo para mandar filho prá escola, dá nisso.
Como é o seu wallpaper?
Uma foto do Mateus, meu filho, de autoria do mesmo. Digamos assim, um self-portrait. Ah! E foi ele que colocou aqui.
Sugira algo para ler, algo para assistir:
Leia Divine Secrets of the Ya-Ya Sisterhood. Acho que só existe em inglês, infelizmente. E não, não assista o filme, pelamordedeus. Tentaram e obviamente não conseguiram fazer um filme desse livro. Botaram até a Sandra Bullock (?) nele, jisuis!
O que lhe irrita acima de tudo...
Burocracia, contabilidade, etceteras e tales. E tentar argumentar com alguém que só escuta a si mesmo.
O que você faz e que deixa as pessoas irritadas?
Falo demais.
Nasceu em que dia da semana?
Domingo
Ator favorito?
Não tenho. Muda muito. Esse mês é o cara argentino do Clube da Lua, preguiça de procurar no Google.
Instrumentos que toca?
Nenhum. Que merda!
Internação em hospital?
Para o parto do Mateus, somente.
Religião?
Família católica. Eu, hoje? Acho que tô mais prá agnóstica.
Qual seu aparelho eletrônico favorito? E qual aparelho você gostaria de ter?
Computador e TV. Um notebook.
26.4.06
Vou de táxi
Pego um taxi de manhã num dia de preguiça ou talvez de chuva, não lembro mais. Quase chegando no escritório, o motorista me pergunta o que eu faço. Digo que sou estilista. Ele diz:
"Ah! Então você ganha dinheiro" (ênfase no você).
E eu:
"Então, tá. Até parece."
Não posso dizer que eu não ganho quando ganho bem mais que a grande maioria da população deste país. Mas não é tanto assim, não.
Percebo a força dessas imagens que projetamos e porquê?
Projetamos força, glamour, riqueza, equilíbrio, competência, bom senso. Criamos uma armadura, um exoesqueleto. Que pressupostamente deveria suportar. Sustentar a criança, frágil, delicada, medrosa. Não suporta. Endurece, enrijece, impede o crescimento e prejudica a visão que temos de nós mesmos e do mundo. E certamente pesa. Muito. Porque há que se manter essa imagem a qualquer preço e a qualquer custo. E vamos pagando. Anos à fio, juros de Casas Bahia.
"Ah! Então você ganha dinheiro" (ênfase no você).
E eu:
"Então, tá. Até parece."
Não posso dizer que eu não ganho quando ganho bem mais que a grande maioria da população deste país. Mas não é tanto assim, não.
Percebo a força dessas imagens que projetamos e porquê?
Projetamos força, glamour, riqueza, equilíbrio, competência, bom senso. Criamos uma armadura, um exoesqueleto. Que pressupostamente deveria suportar. Sustentar a criança, frágil, delicada, medrosa. Não suporta. Endurece, enrijece, impede o crescimento e prejudica a visão que temos de nós mesmos e do mundo. E certamente pesa. Muito. Porque há que se manter essa imagem a qualquer preço e a qualquer custo. E vamos pagando. Anos à fio, juros de Casas Bahia.
25.4.06
Luna de Avellaneda
Passei aqui só prá dizer que fui assistir Clube da Lua. Há tempos não gostava tanto de um filme. Delicado, engraçado, verdadeiro. Vão ver.
18.4.06
Só por hoje
Todo mundo sumiu então não tô me sentindo nem culpada. Aliás, expiação de culpas faz parte desse meu processo de metamorfose. Faz, sim. Então, não tem culpa. Tem é saudade, de vez em quando. Que nem hoje. Então passo para dizer que estou bem e que continuo na crisálida, que as asas ainda estão úmidas e muito, muito fraquinhas. E que esse negócio de crescer dói muito. Já disse isso antes. Tem fases na vida que, simplesmente, aquela pele que a gente conhece e usou por tanto tempo começa a ficar incômoda. Pequena demais. A cor é estranha. Sei lá. E esse negócio de arrancar a pele, deixa a gente em carne viva. E é nesse ponto que eu me encontro agora. Sei tudo que eu não quero, só falta saber o que eu quero. E ainda me restam muitos esqueletos no armário. Haja terapia. Não tenho a menor idéia de onde vou parar. E não é assim mesmo que é a vida? Por isso, vou de Anônimos. Só por hoje. Um dia de cada vez.
4.4.06
Tempo
28.3.06
Gato escaldado
Eu conheço uma menina que é veterinária de cavalos de corrida. Na verdade, ela é especialista em acupuntura em cavalos, para tratamento da dor. Certa vez, estávamos conversando e ela me disse que pior que tratar a dor, é lidar com o trauma da memória da dor. Disse que se você sofre de uma dor muito profunda, depois que ela passa, fica a memória dessa dor. E que essa memória e o medo de sofrer novamente, paralisam. E muitas vezes, doem mais que a dor, propriamente dita.
Só posso dizer que entendo. Profundamente.
Só posso dizer que entendo. Profundamente.
27.3.06
Fal, aos pedacinhos
Sabe aquela barra de chocolate importado que você compra prá comer sozinha, escondida no seu quarto, devagarzinho? Aquela vontade de comer misturada ao medo de que acabe logo?
Assim é o livro da Fal. Que eu comi inteirinho esse fim de semana, entre lágrimas, suspiros e sorrisos. Quebrando em pequenos pedacinhos prá durar mais. E quando, finalmente acabou, deixou um gosto doce amargo na boca e um desejo de quero mais.
Assim é o livro da Fal. Que eu comi inteirinho esse fim de semana, entre lágrimas, suspiros e sorrisos. Quebrando em pequenos pedacinhos prá durar mais. E quando, finalmente acabou, deixou um gosto doce amargo na boca e um desejo de quero mais.
24.3.06
Filhos do Silêncio
Queridos amigos, voltei. Cheguei ontem de manhã e dormi praticamente o dia todo. Que tinha um bebê no avião que eu vou te contar. A viagem valeu por muitas razões mas, principalmente, pela razão que a motivou, o próximo verão. Tá tudo aqui na cachola, devidamente anotado e arquivado. Ficamos na casa do irmão da Marcia, que mora nos Estados Unidos há vinte anos. Ele mora num daqueles condomínios de subúrbio, totally Desperate Housewives . As casas, as ruas, os jardins, as pessoas. Pessoas? Que pessoas? Juro, gente, você não vê, nem ouve ninguém. Diz a lenda que moram pessoas naquelas casas. Inclusive crianças e cachorros. Mas a gente só vê os carros e escuta o silêncio. Total. Absoluto. Completo. Miami é uma cidade com um clima maravilhoso nessa época. Céu azul de Brigadeiro, sol todo dia, não muito quente. Ninguém sai no jardim. Ficam todos trancados em casa com o ar condicionado central ligado e as cortinas fechadas. O tempo TODO. Ninguém abre uma sacrossanta janela para o dia entrar. Nunca. É muito, muito estranho. Acabo de descobrir que sou uma filha do caos. Que aquele silêncio me deu nos nervos. A perfeição. Irritante.
Mas tem coisas boas, tem sim. Uma inveja total e absoluta daqueles eletrodomésticos que não sai de mim, não sai de mim, não sai. E cousas, cousas, muitas cousas para comprar. Tudo de tudo em todos os tamanhos, modelos e cores. Que a diversão lá, é sair para consumir. A deles, bem entendido. Que ganham em dólares. Muitos e verdes.
Tá, tá bom. Fiz umas comprinhas. Passei QUATRO horas no Wall Mart e enchi o carrinho de bugigangas. E trouxe uma bicicleta pro Mateus megastrônica, super hiper blaster de 79,99 doletas. E umas 501 pro Zé. E um telefone sem fio com DOIS aparelhos. E mais umas coisitas. E é bom, bom, muito bom, ter um amigo que trabalha na companhia aérea e despacha tudo, passa a gente para a frente da fila e não cobra excesso de peso.
Ah! E o carro! Alugamos um veículo. Que era para ser um carro mas parecia mais assim, uma nave espacial. Vamos sentir muitas saudades dele.
E é mais ou menos isso. Somado com bolhas nos pés, um resfriado americano (o que é aquele ar condicionado, minha gente!) e a consciência que sou pobre, pobre, pobre de marré, mas muito feliz.
Mas tem coisas boas, tem sim. Uma inveja total e absoluta daqueles eletrodomésticos que não sai de mim, não sai de mim, não sai. E cousas, cousas, muitas cousas para comprar. Tudo de tudo em todos os tamanhos, modelos e cores. Que a diversão lá, é sair para consumir. A deles, bem entendido. Que ganham em dólares. Muitos e verdes.
Tá, tá bom. Fiz umas comprinhas. Passei QUATRO horas no Wall Mart e enchi o carrinho de bugigangas. E trouxe uma bicicleta pro Mateus megastrônica, super hiper blaster de 79,99 doletas. E umas 501 pro Zé. E um telefone sem fio com DOIS aparelhos. E mais umas coisitas. E é bom, bom, muito bom, ter um amigo que trabalha na companhia aérea e despacha tudo, passa a gente para a frente da fila e não cobra excesso de peso.
Ah! E o carro! Alugamos um veículo. Que era para ser um carro mas parecia mais assim, uma nave espacial. Vamos sentir muitas saudades dele.
E é mais ou menos isso. Somado com bolhas nos pés, um resfriado americano (o que é aquele ar condicionado, minha gente!) e a consciência que sou pobre, pobre, pobre de marré, mas muito feliz.
15.3.06
Complexo de Cinderela
Enquanto a Marcia não chega para irmos pro aeroporto, aproveito para dar uma passadinha por aqui. Viajar é bom. É muito bom. É ótimo. Mas arrumar a mala, vou te contar. É um saco. Sou craque, sabe. Em malas para viagens curtas. Com dois ou três jeans, uma boa jaqueta, uma saia legal, três camisetas brancas e duas pretas e um monte de bijous, vou prá qualquer lugar. Até jantar com a Queen Elisabeth. Mas tem o problema dos sapatos. Sou uma maníaca por proporção e na hora da dupla mala-sapatos é que essa mania se revela mais. Porque cada roupa pede um sapato. Mesmo sendo a mesma camiseta branca com a mesma calça jeans, mudando o sapato, muda tudo. Então, vira um parto. Porque sapato pesa e ocupa muito espaço. E eu não consigo decidir quais levar. Demoro séeeculos. A roupa toda pronta, lá separadinha e dobradinha com perfeição e chega a hora fatídica: sapatos. Passo uma semana pensando e não adianta nada. Na hora da mala, a dor que eu sinto é atroz. Cada sapato deixado prá trás, uma pontada no coração.
Mas se orgulhem de mim, crianças. Porque eu consegui enfiar tudo numa mala minúscula (mesmo, até dá para levar dentro do avião) e ainda colocar uma mala vazia dentro. Pros leves e baratos da galera.
Mas se orgulhem de mim, crianças. Porque eu consegui enfiar tudo numa mala minúscula (mesmo, até dá para levar dentro do avião) e ainda colocar uma mala vazia dentro. Pros leves e baratos da galera.
14.3.06
Leve, barato e fácil de achar
Bom, amanhã cedo, eu viajo. Estou ligando prá família próxima e amigos íntimos prá saber se eles querem que eu traga alguma coisa. É a praxe. Quando eu era adolescente, minha mãe costumava viajar com frequência para a Europa, a trabalho, e ligava prá família toda. Ela sempre dizia que haviam três condições: que fosse leve, barato e fácil de achar. Não sei se vocês lembram do meu Tio Wilsinho. Já falei dele no post "A boina do Che".
Minha mãe liga prá ele e pergunta:
"Wilsinho, estou ligando prá saber se você quer que eu traga alguma coisa da viagem prá você. Só que é o seguinte: tem que ser leve, barato e fácil de achar."
"Bom, fácil de achar é, porque eu vou te dar o endereço, já vai estar tudo acertado. O dinheiro também não tem problema, que eu te dou. Leve? Não é muito leve não, mas também não é muuuito pesado. Eles embalam direito. Tem até uma alça prá segurar."
"Fala logo, Wilsinho, o que é que você quer?"
"Um bode."
"Bode? Como assim, bode?"
"Bode. Um bode. Béeeee. Bode.
Aliás, não é bem um bode. É um filhotinho de bode. Pequenininho, um cabritinho."
"Mas, Wilsin..."
"Você vai prá Alemanha, não vai? Então. É lá que ficam as melhores criações de cabras. Eu preciso de uma matriz alemã. Um bode alemão. É fácil, ele vem numa caixa, tipo uma gaiolinha, com alça e tudo. É só você dar comida prá ele e pronto."
"Ah, tá. E eu vou viajar a Europa inteira, de hotel em hotel, carregando um bode. Não. Um bode, não, um cabritinho."
"É. É fácil."
Bom, não preciso dizer que a minha mãe não trouxe bode nenhum e que o cabril do meu Tio Wilsinho ficou sem seu bode alemão por um tempo. Não muito, claro. Que ele acabou importando um. Que aquele não se dava por vencido. Um bode enorme, todo branco que ele botou o nome de Ringo Starr.
E vocês aí, amigos da rede globo, que ainda não me passaram seus e-mails com as encomendas: atenção!
Tem que ser leve, barato e fácil de achar! E eu ando incluindo uma outra condição: nada que me faça correr o risco de ser presa no aeroporto. Prá não dar bode, né? (sorry, impossível resistir!)
Minha mãe liga prá ele e pergunta:
"Wilsinho, estou ligando prá saber se você quer que eu traga alguma coisa da viagem prá você. Só que é o seguinte: tem que ser leve, barato e fácil de achar."
"Bom, fácil de achar é, porque eu vou te dar o endereço, já vai estar tudo acertado. O dinheiro também não tem problema, que eu te dou. Leve? Não é muito leve não, mas também não é muuuito pesado. Eles embalam direito. Tem até uma alça prá segurar."
"Fala logo, Wilsinho, o que é que você quer?"
"Um bode."
"Bode? Como assim, bode?"
"Bode. Um bode. Béeeee. Bode.
Aliás, não é bem um bode. É um filhotinho de bode. Pequenininho, um cabritinho."
"Mas, Wilsin..."
"Você vai prá Alemanha, não vai? Então. É lá que ficam as melhores criações de cabras. Eu preciso de uma matriz alemã. Um bode alemão. É fácil, ele vem numa caixa, tipo uma gaiolinha, com alça e tudo. É só você dar comida prá ele e pronto."
"Ah, tá. E eu vou viajar a Europa inteira, de hotel em hotel, carregando um bode. Não. Um bode, não, um cabritinho."
"É. É fácil."
Bom, não preciso dizer que a minha mãe não trouxe bode nenhum e que o cabril do meu Tio Wilsinho ficou sem seu bode alemão por um tempo. Não muito, claro. Que ele acabou importando um. Que aquele não se dava por vencido. Um bode enorme, todo branco que ele botou o nome de Ringo Starr.
E vocês aí, amigos da rede globo, que ainda não me passaram seus e-mails com as encomendas: atenção!
Tem que ser leve, barato e fácil de achar! E eu ando incluindo uma outra condição: nada que me faça correr o risco de ser presa no aeroporto. Prá não dar bode, né? (sorry, impossível resistir!)
13.3.06
Baygon
Eu não ando muito bem, não. Deve ser o retorno de Saturno ou qualquer coisa parecida. Ou então aquele Personare de janeiro estava certo e eu preciso analisar tudo que me incomoda nesta minha vida. Quase tudo me incomoda nesse momento específico. Profissionalmente. Acho que deu. Tenho, quero, preciso mudar "de um tudo" e não sei por onde começar nem prá onde ir. Eu perdi meu entusiasmo n'algum canto por aí e não há São Longuinho que resolva.
Todo mundo passa por isso, acho. É como se você estivesse lá, quieta no seu canto, fazendo o que tem que fazer e tivesse um bichinho te picando. Você passa a mão ali, dá um peteleco nele, e continua, minding your own bloody business. Ele volta. Você dá um tapa e acha que o maldito mór-reu dessa vez e bóra lá, vamos retomar as tarefas. Não, não, não. Ele volta. No fim, quando você vai prestar atenção de verdade, já tá toda picada e coceirenta e não tem mais denial que dê jeito. Há que se lidar com o incômodo instalado e matar o bicho de uma vez por todas.
Todo mundo passa por isso, acho. É como se você estivesse lá, quieta no seu canto, fazendo o que tem que fazer e tivesse um bichinho te picando. Você passa a mão ali, dá um peteleco nele, e continua, minding your own bloody business. Ele volta. Você dá um tapa e acha que o maldito mór-reu dessa vez e bóra lá, vamos retomar as tarefas. Não, não, não. Ele volta. No fim, quando você vai prestar atenção de verdade, já tá toda picada e coceirenta e não tem mais denial que dê jeito. Há que se lidar com o incômodo instalado e matar o bicho de uma vez por todas.
9.3.06
Havaianas

Sou fã das famosas que não tem cheiro e não soltam as tiras. Sempre fui. Muito antes delas virarem moda (ai, jisuis, como detesto muito tudo isso). Aliás, meu sonho de consumo, prá quando eu for muito rica, é ter um closet enooooorme com um pedaço cheio de prateleiras quadradinhas brancas, iluminadas com dicróicas, feito uma galeria, para expor a minha coleção.
Pois bem. Compramos várias revistas importadas (ossos do ofício) e nun é qui eu topo com umas havaianas lindérrimas AMERICANAS! Não, eles ainda não estão roubando a nossa amada marca. Ainda, não. São havaianas mesmo. Só a venda nos Estados Unidos. Fiquei puta. Muito nervosa. Revoltada. Descontrolada. Dava prá comprar pelo site. Hum hum. Dezoito dólares. Assalto. E tinha que mandar entregar nos Estados Unidos, na casa de alguém. E depois, correio. Deixei prá lá. E não é que ontem, não mais que de repente, adiam uma reunião em hora e meia e eu e a Marcia vamos matar tempo lá no Jorge Alex. Tã-Dã! A minha havaiana tá lá. Lindona. Vinte e nove pilas. Mei cara, né. Mas eu sou viciada. Admito. Comprei.
Ela voltou!
A Ju voltou e amém jisuis, está ótima. Diz que tem muitas histórias prá contar, vamos aguardar, Dona Ju! Quanto à mim, continuo cansada, de saco muito cheio e com miles pepinos prá descascar no trabalho. Semana que vem, viajo e boto meu novo visto prá funcionar. Ueba! É só uma semaninha mas, uma semaninha sem salada de pepino, já tá de bom tamanho. Duro é viajar pros Estados Unidos sem meia pataca. Que lá, de bom mesmo, só compras, muitas compras. Aliás, é prá isso mesmo que, nóis, profissionais deste glamouroso segmento, vamos prá lá. Prá dar uma passada dóios nas lôjinias. Que isso, os americanos sabem fazer, estimular o monstro consumista que mora em cada um de nós até o limite. A gente passa o tempo todo taquicárdica, com as mãos suadas, tremendo e babando. Colorido.
8.3.06
Não sei o de vocês
mas o meu ano começou mesmo. Estou exausta. Quarta-feira de manhã e eu já tô com cara de sexta desde ontem. Estou moída. Preciso falar sobre como eu ando me sentindo em relação ao trabalho. Muitas coisas andam acontecendo. Mas hoje não dá. Tenho que correr. De novo. Ó lá, Su! Vou pruma apresentação sobre o verão 2007. Depois te conto. E boa sorte, viu?
6.3.06
3.3.06
De volta à programação normal
Pronto. Voltei ao normal. Aquele ser que toma conta de mim durante o carnaval já se foi.
E alguém aí sabe por onde anda a Ju?
E alguém aí sabe por onde anda a Ju?
2.3.06
Considerações Finais
Asssisti ao desfile do Rio pela TV. Não todo, mas quase. Estava torcendo pela Mangueira e pela Unidos da Tijuca (que, esse ano, não fez um desfile tão bom como nos dois anteriores mas o carnavalesco Paulo Barros, merece um título. Genial, esse cara!). Deu Vila. E não há como não se ter simpatia pela Vila Isabel. Que aliás, como eu disse prá Helê, dia desses, num comentário, ganhou a última vez com Kizomba, um dos desfiles mais lindos e emocionantes de todos os tempos.
Ano que vem tem mais.
Ano que vem tem mais.
Carnaval - 3º e úrtemo
Sábado.
Acordei razoavelmente bem, portanto meu mais novo conhecido, uísque oito anos importado (não lembro o nome dele, meu deus) não era tão paraguaio assim.
Almoçamos e claro, depois de procurar o compacto dos desfiles na TV e só achar futebol, vou dormir de novo. Juro que nessa hora, minha vontade de ir ao Carnaval de novo não era muita, não. Acordo às sete, nova em folha. Café, cigarro e banho. Nessa ordem.
Começa a arrumação de novo. O Zé saiu. A pessoa marca a mudança do escritório no sábado de carnaval. Combinamos de sair um pouco mais cedo para evitar o perrengue da van e resolvo jantar lá no camarote mesmo, já que agora eu sei que tem comida a granel.
Chegamos no estacionamento e está um sossego. Chegamos no sambódromo e está bem vazio. Camarotes particulares fechados, mesas vazias, arquibancada meia boca. Efeito Gaviões.
Dessa vez, decidimos assistir "de cima" e como chegamos cedo, nos instalamos num ponto estratégico da "varandinha" do camarote. Bom. O único problema é que não podemos sair de lá. Os dois juntos, bem entendido. Foi prá Portugal, perdeu o lugar. Resolvemos, sem consultar um ao outro, que não vamos beber muito hoje. O desfile, visto lá de cima, é do jeito que o carnavalesco planejou. Você vê tudo direitinho mas perde muito da emoção. Prá falar a verdade, prá ver bem mesmo, melhor ficar em casa e assistir na Globo. Lá é outra coisa.
Assistimos, de novo, cinco desfiles and I give up. Derrotada pelos pés, mais que pelo sono. Que prá manter a posição estratégica, não dava prá sentar, não. Tentamos levar um banquinho lá prá varandinha e o segurança não deixou. Então, tá. Se tivessem me dito que eu não ia poder sentar NUNCA, tinha feito um treinamento com um reco de quartel.
Então, foi isso. Se eu gostei? Que pergunta! E as conclusões? Camarote, só de for de graça, que a mesa de pista tá de ótimo tamanho (e dá prá sentar sem perder o maldito lugar). E a comida? A gente se vira, ué! Tem uns fulaninhos lá, que passam vendendo espetinho, batata chips, amendoim e chocolate. Bebida? Chopp. Ou levar uma garrafinha de casa, mas não sei se passa pela segurança. Acho que uma garrafinha de Gatorade cheia de destilado, passa. Banheiro? Fila. Muita fila. Que o banheiro das mesas é o mesmo das cadeiras, arquibancadas, todo mundo junto agora. Muita, muita fila.
Ano que vem tem mais? Sure.
Quem sabe uma dobradinha São Paulo/Rio com fantasia incluída?
Acordei razoavelmente bem, portanto meu mais novo conhecido, uísque oito anos importado (não lembro o nome dele, meu deus) não era tão paraguaio assim.
Almoçamos e claro, depois de procurar o compacto dos desfiles na TV e só achar futebol, vou dormir de novo. Juro que nessa hora, minha vontade de ir ao Carnaval de novo não era muita, não. Acordo às sete, nova em folha. Café, cigarro e banho. Nessa ordem.
Começa a arrumação de novo. O Zé saiu. A pessoa marca a mudança do escritório no sábado de carnaval. Combinamos de sair um pouco mais cedo para evitar o perrengue da van e resolvo jantar lá no camarote mesmo, já que agora eu sei que tem comida a granel.
Chegamos no estacionamento e está um sossego. Chegamos no sambódromo e está bem vazio. Camarotes particulares fechados, mesas vazias, arquibancada meia boca. Efeito Gaviões.
Dessa vez, decidimos assistir "de cima" e como chegamos cedo, nos instalamos num ponto estratégico da "varandinha" do camarote. Bom. O único problema é que não podemos sair de lá. Os dois juntos, bem entendido. Foi prá Portugal, perdeu o lugar. Resolvemos, sem consultar um ao outro, que não vamos beber muito hoje. O desfile, visto lá de cima, é do jeito que o carnavalesco planejou. Você vê tudo direitinho mas perde muito da emoção. Prá falar a verdade, prá ver bem mesmo, melhor ficar em casa e assistir na Globo. Lá é outra coisa.
Assistimos, de novo, cinco desfiles and I give up. Derrotada pelos pés, mais que pelo sono. Que prá manter a posição estratégica, não dava prá sentar, não. Tentamos levar um banquinho lá prá varandinha e o segurança não deixou. Então, tá. Se tivessem me dito que eu não ia poder sentar NUNCA, tinha feito um treinamento com um reco de quartel.
Então, foi isso. Se eu gostei? Que pergunta! E as conclusões? Camarote, só de for de graça, que a mesa de pista tá de ótimo tamanho (e dá prá sentar sem perder o maldito lugar). E a comida? A gente se vira, ué! Tem uns fulaninhos lá, que passam vendendo espetinho, batata chips, amendoim e chocolate. Bebida? Chopp. Ou levar uma garrafinha de casa, mas não sei se passa pela segurança. Acho que uma garrafinha de Gatorade cheia de destilado, passa. Banheiro? Fila. Muita fila. Que o banheiro das mesas é o mesmo das cadeiras, arquibancadas, todo mundo junto agora. Muita, muita fila.
Ano que vem tem mais? Sure.
Quem sabe uma dobradinha São Paulo/Rio com fantasia incluída?
1.3.06
Carnaval - 2º Capítulo
Mais percalços no caminho. O motorista não sabe onde é o nosso camarote. Pergunta daqui, pergunta dali, chegamos. Setor F. Já mais pro final da avenida. Prá vocês que não sabem, os camarotes mais feeenos ficam ao lado ou em frente ao recuo da bateria, bem lá no meio. Pego o raio da camiseta e me dão uma tesoura. Tem lá umas cabininhas feitas de tecido com um espelhão pendurado - prá você cortar a camiseta e poder se olhar. Tá. Minha mão treme tanto que quase não dou conta de cortar. Justo eu. A Rainha Suprema e Absoluta Majestade da Camiseta Cortada. Ah! Esclarecimento aqui. Camiseta é um elogio muito, muito grande. Porque o treco é feito de 100% poliéster legítimo e gente, esse camarote vai feder! E é verde limão.
Corto lá, de qualquer jeito, e subo a escada pro camarote.
Espaçoso, dois bares, um buffet cheio de comida, até shiatsu tem! Não olho muito não, que eu tô com pressa. Capturo um uísque (que dizem, é oito anos importado mas nunca tínhamos sido apresentados, não, senhor) e uma água e corro lá prá parte inferior do camarote que fica no nível da avenida, colada no alambrado. Vejo o Luiz Carlos e a Magé lá na mesinha (que fica assim, a uns três metros do alambrado. Lindo. Perfeito. Sento um pouco e tento respirar. Percebo que estava sem respirar desde casa, acho.
Nem dez minutos e começa. Gaviões. Um samba gostoso mas nem de longe tão bom como o do ano passado e eu lá, grudada no alambrado, pulando e cantando como se eu estivesse no meio da escola. Delícia.
A Gaviões passa e tenho um tempo prá olhar melhor as coisas. De estrelas nesse camarote, só se forem anãs brancas ou gigantes vermelhas. Dessas, várias. Um povo feio de doer. Mas eu não tô nem ligando. Não foi prá isso que eu vim, graças a deus.
A comida é muito, muito boa. E tem comida mesmo. Pizza, diversos tipos de massa e uma sopinha just in time lá pelas quatro. Se vale por alguma coisa, o camarote, é por isso. Porque a comidinha ajuda mesmo a segurar as forças e o mé. Bebida de graça, também é bom, claro.
E os banheiros. Quesito importantíssimo. Eram só quatro: dois muié, dois hómi. Containers. Suficientes para os homens, poucos para as mulheres, principalmente depois que lacraram um. Relativamente limpos no primeiro dia, limpíssimos no segundo.
Gente, e como tem camarote! Muitos, de várias empresas. Alguns bem vazios. Preciso mesmo melhorar meu sofrível networking, que tem boca livre à rodo, lá no Anhembi.
Não vou ficar aqui comentando as escolas que prá isso vocês tem a Lecy Brandão.
Só dizer que o desfile da Gaviões não foi dos melhores mas também não acho que tenha merecido aquelas notas e que a escola que mais me emocionou foi a Nenê de Vila Matide, que do mesmo jeito que a Mangueira, lá no Rio, tinha um samba muito bom e os componentes da escola eram pura felicidade!
Não fiquei até o fim, não. Assisti cinco, faltaram três. Nos dois dias. Olha, isso a gente precisa mudar por aqui. Em São Paulo são oito escolas por noite (ano que vem vão ser sete) e o desfile começa muito mais tarde que no Rio. Às onze e meia, quando estamos começando e ainda faltam SETE escolas prá passar, o Rio já tá na terceira, faltando apenas quatro. Não dá não, gente. É muito cansativo! E depois, com aquela quantidade de uísque, vou te contar.
Na sexta, enchemos a cara.
O sábado, fica pro terceiro capítulo.
Corto lá, de qualquer jeito, e subo a escada pro camarote.
Espaçoso, dois bares, um buffet cheio de comida, até shiatsu tem! Não olho muito não, que eu tô com pressa. Capturo um uísque (que dizem, é oito anos importado mas nunca tínhamos sido apresentados, não, senhor) e uma água e corro lá prá parte inferior do camarote que fica no nível da avenida, colada no alambrado. Vejo o Luiz Carlos e a Magé lá na mesinha (que fica assim, a uns três metros do alambrado. Lindo. Perfeito. Sento um pouco e tento respirar. Percebo que estava sem respirar desde casa, acho.
Nem dez minutos e começa. Gaviões. Um samba gostoso mas nem de longe tão bom como o do ano passado e eu lá, grudada no alambrado, pulando e cantando como se eu estivesse no meio da escola. Delícia.
A Gaviões passa e tenho um tempo prá olhar melhor as coisas. De estrelas nesse camarote, só se forem anãs brancas ou gigantes vermelhas. Dessas, várias. Um povo feio de doer. Mas eu não tô nem ligando. Não foi prá isso que eu vim, graças a deus.
A comida é muito, muito boa. E tem comida mesmo. Pizza, diversos tipos de massa e uma sopinha just in time lá pelas quatro. Se vale por alguma coisa, o camarote, é por isso. Porque a comidinha ajuda mesmo a segurar as forças e o mé. Bebida de graça, também é bom, claro.
E os banheiros. Quesito importantíssimo. Eram só quatro: dois muié, dois hómi. Containers. Suficientes para os homens, poucos para as mulheres, principalmente depois que lacraram um. Relativamente limpos no primeiro dia, limpíssimos no segundo.
Gente, e como tem camarote! Muitos, de várias empresas. Alguns bem vazios. Preciso mesmo melhorar meu sofrível networking, que tem boca livre à rodo, lá no Anhembi.
Não vou ficar aqui comentando as escolas que prá isso vocês tem a Lecy Brandão.
Só dizer que o desfile da Gaviões não foi dos melhores mas também não acho que tenha merecido aquelas notas e que a escola que mais me emocionou foi a Nenê de Vila Matide, que do mesmo jeito que a Mangueira, lá no Rio, tinha um samba muito bom e os componentes da escola eram pura felicidade!
Não fiquei até o fim, não. Assisti cinco, faltaram três. Nos dois dias. Olha, isso a gente precisa mudar por aqui. Em São Paulo são oito escolas por noite (ano que vem vão ser sete) e o desfile começa muito mais tarde que no Rio. Às onze e meia, quando estamos começando e ainda faltam SETE escolas prá passar, o Rio já tá na terceira, faltando apenas quatro. Não dá não, gente. É muito cansativo! E depois, com aquela quantidade de uísque, vou te contar.
Na sexta, enchemos a cara.
O sábado, fica pro terceiro capítulo.
Carnaval - 1º capítulo
Tá bom. Vou contar tudo. Tim-tim por tim-tim.
Sexta-feira. Acordo cedo, Mateus tem aula.
Faço café, assisto o jornal (carnaval, carnaval, carnaval), enrolo um pouco e vou pra manicure. Marquei nove e meia mas resolvo chegar mais cedo e fazer um bronzeamento. Tá bom. Confesso. Fui lá, destruir o epitélio. Bronzeado e unhas nos trinques, saio às compras. Lista: pancake ou uma base nova bem boa, sombra preta que a minha tá toda despedaçada, quem sabe encontro a sandália e uma regatinha verde? (disseram que a camiseta do camarote é verdona - essas foram as palavras, assumo que vou assistir à Gaviões vestida de palmeirense mas é carnaval e vale tudo).
Acho tudo e mais um pouco numa loja de artigos de beleza que as meninas do cabeleireiro me indicaram e ainda saio de lá com um baby-liss profissa (coisa que eu já queria há muito tempo, para quando os meus cachos se rebelam e se recusam a dar o ar da graça).
Vou caçar a camiseta e acabo comprando outras duas na liquidação e que absolutamente não servem para o carnaval. Então, tá.
Pelo menos, encontro a sandália. Plataforma na frente, salto alto e fino, pero no mucho - tudo de cortiça (leve, leve, leve) e numa corzinha assim meio couro cru com uns melecadinhos leves de dourado fosco. Perfeita!
Volto prá casa. Almoço. Jornal de novo (carnaval, carnaval, carnaval).
Vou deitar e tentar dormir. Demora, mas consigo sonhar por duas horas. Acordo às quinze prás seis. Café, cigarro e banho, nessa ordem.
Comprei também um ativador de cachos, então toca a passar o treco e amassa daqui, amassa dali.
Vou até a padaria. Red Bull e lanche pro Mateus que pela primeira vez na história vai ficar sozinho em casa à noite. Ai ai.
Mais spray e mais amassos e já são quase sete. Os cachos vão bem, obrigada e toca a fazer a maquiagem.
Até essa hora não sei o que vou vestir. Tinha separado uma pilha de possíveis blusas e uma minissaia jeans. Visto todas e claro, que dúvida, não gosto de nenhuma. Pego uma hering preta e passo a tesoura nela. Pronto. Amarro um colar que tem uma pena no braço. Perfeito. Minissaia. Check. Saltão. Check. Cabelão cacheado. Check. Make-up. Check.
Agora é esperar o Zé. Que tá no bar do português, tomando uma cerveja com o pessoal do escritório. Combinamos de sair às nove. Tá. Falta meia hora. Não é muito prá esperar.
Nove horas, nada. Nove e cinco, nada. Nove e sete, nada. Ligo no celular dele e ouço tocar aqui em casa. Puto! Nove e dez, nove e doze, nove e quinze... Quando eu acho que eu vou surtar de vez, ele aparece e vai tomar banho. Na maior c a l m a do m u n d o.
Bom, estamos a caminho. Trânsito zero até as proximidades do sambódromo. Fico de olho no relógio (a Gaviões é a primeira, né?) mas estou tranquila, temos tempo.
De acordo com as instruções que eu recebi, temos que ir até o Campo de Marte. Lá podemos estacionar o carro (pagando vinte pilas), pegar o ingresso e sermos levados de van, até o camarote. Mordomias e tal e coisa.
Bão. Um certo trânsito paulistano, absolutamente parado, para chegar no tal do estacionamento. Chegamos.
Lá tem umas barraquinhas, com o pessoal receptivo (termos deles) de vários camarotes. Nessa hora, o Luiz Carlos, amigo que descolou esses convites, já me ligou três vezes e já tá lá sentado numa mesinha no nível da avenida, guardando lugares, amém.
Então. Nossa barraquinha. Nome na lista. Documentos. Pulseirinha no pulso e um cartão magnético na mão, vamos para a fila da van. Isso mesmo, amigos da Rede Globo. A fila da van parece mais um ponto de lotação, trocentos seres humanos. Na nossa fila, bem entendido. Que na fila do camarote das Casas Bahia tem muito menos gente.
Ai, que bom! Lá vem um micro-ônibus! E para na fila das Casas Bahia! E outro! E toca a levar o povo das Casas Bahia! E o tempo passa e os micro-ônibus vem e vão e viva as Casas Bahia!
Começo a conversar na fila (incrível como é fácil fazer "amigos" em filas! Quem sofre unido, permanece unido) e descubro que as "nossas" vans tiveram problemas com a licença e não estão podendo passar por dentro do Campo de Marte e através de uma rua interditada para chegar ao sambódromo (fiquem sabendo aqui e agora que "os povos dos camarotes" não tem que passar pelo trânsito dos pobres mortais). Sei. E as vans demoram séculos, eras geológicas, galácticas, para voltar. Ai, meu deus, porque é que eu não conheço viv'alma das Casas Bahia?
O Zé se mexe. Vocês não conhecem o Zé. Tem cinco microônibus das CB lá parados e nenhuma van. Conversa com o moço organizador do nosso barraco e insiste prá que ele converse com o povo lá, que detém o controle dos micros. Nessa hora, estamos muito próximos de uma rebelião. Cê já viu povo fino na fila da van? Pois então. Revolta instalada. Aproveito esse momento para deixar bem claro que ninguém que estava nesta fila pagou, absolutamente nenhum centavo, para estar lá, eram todos convidados, tudo "de grátis". Motivo mais que suficiente para eles reclamarem mais ainda, claro. Eu, por mim, já tinha atravessado o Campo de Marte inteirinho a pé, em cima do salto, que a Gaviões eu não perco!
Bom, deu certo. Não sei se foi a conversa do Zé mas lá fomos nós, confortavelmente instalados, no micro-ônibus das Casas Bahia.
Sexta-feira. Acordo cedo, Mateus tem aula.
Faço café, assisto o jornal (carnaval, carnaval, carnaval), enrolo um pouco e vou pra manicure. Marquei nove e meia mas resolvo chegar mais cedo e fazer um bronzeamento. Tá bom. Confesso. Fui lá, destruir o epitélio. Bronzeado e unhas nos trinques, saio às compras. Lista: pancake ou uma base nova bem boa, sombra preta que a minha tá toda despedaçada, quem sabe encontro a sandália e uma regatinha verde? (disseram que a camiseta do camarote é verdona - essas foram as palavras, assumo que vou assistir à Gaviões vestida de palmeirense mas é carnaval e vale tudo).
Acho tudo e mais um pouco numa loja de artigos de beleza que as meninas do cabeleireiro me indicaram e ainda saio de lá com um baby-liss profissa (coisa que eu já queria há muito tempo, para quando os meus cachos se rebelam e se recusam a dar o ar da graça).
Vou caçar a camiseta e acabo comprando outras duas na liquidação e que absolutamente não servem para o carnaval. Então, tá.
Pelo menos, encontro a sandália. Plataforma na frente, salto alto e fino, pero no mucho - tudo de cortiça (leve, leve, leve) e numa corzinha assim meio couro cru com uns melecadinhos leves de dourado fosco. Perfeita!
Volto prá casa. Almoço. Jornal de novo (carnaval, carnaval, carnaval).
Vou deitar e tentar dormir. Demora, mas consigo sonhar por duas horas. Acordo às quinze prás seis. Café, cigarro e banho, nessa ordem.
Comprei também um ativador de cachos, então toca a passar o treco e amassa daqui, amassa dali.
Vou até a padaria. Red Bull e lanche pro Mateus que pela primeira vez na história vai ficar sozinho em casa à noite. Ai ai.
Mais spray e mais amassos e já são quase sete. Os cachos vão bem, obrigada e toca a fazer a maquiagem.
Até essa hora não sei o que vou vestir. Tinha separado uma pilha de possíveis blusas e uma minissaia jeans. Visto todas e claro, que dúvida, não gosto de nenhuma. Pego uma hering preta e passo a tesoura nela. Pronto. Amarro um colar que tem uma pena no braço. Perfeito. Minissaia. Check. Saltão. Check. Cabelão cacheado. Check. Make-up. Check.
Agora é esperar o Zé. Que tá no bar do português, tomando uma cerveja com o pessoal do escritório. Combinamos de sair às nove. Tá. Falta meia hora. Não é muito prá esperar.
Nove horas, nada. Nove e cinco, nada. Nove e sete, nada. Ligo no celular dele e ouço tocar aqui em casa. Puto! Nove e dez, nove e doze, nove e quinze... Quando eu acho que eu vou surtar de vez, ele aparece e vai tomar banho. Na maior c a l m a do m u n d o.
Bom, estamos a caminho. Trânsito zero até as proximidades do sambódromo. Fico de olho no relógio (a Gaviões é a primeira, né?) mas estou tranquila, temos tempo.
De acordo com as instruções que eu recebi, temos que ir até o Campo de Marte. Lá podemos estacionar o carro (pagando vinte pilas), pegar o ingresso e sermos levados de van, até o camarote. Mordomias e tal e coisa.
Bão. Um certo trânsito paulistano, absolutamente parado, para chegar no tal do estacionamento. Chegamos.
Lá tem umas barraquinhas, com o pessoal receptivo (termos deles) de vários camarotes. Nessa hora, o Luiz Carlos, amigo que descolou esses convites, já me ligou três vezes e já tá lá sentado numa mesinha no nível da avenida, guardando lugares, amém.
Então. Nossa barraquinha. Nome na lista. Documentos. Pulseirinha no pulso e um cartão magnético na mão, vamos para a fila da van. Isso mesmo, amigos da Rede Globo. A fila da van parece mais um ponto de lotação, trocentos seres humanos. Na nossa fila, bem entendido. Que na fila do camarote das Casas Bahia tem muito menos gente.
Ai, que bom! Lá vem um micro-ônibus! E para na fila das Casas Bahia! E outro! E toca a levar o povo das Casas Bahia! E o tempo passa e os micro-ônibus vem e vão e viva as Casas Bahia!
Começo a conversar na fila (incrível como é fácil fazer "amigos" em filas! Quem sofre unido, permanece unido) e descubro que as "nossas" vans tiveram problemas com a licença e não estão podendo passar por dentro do Campo de Marte e através de uma rua interditada para chegar ao sambódromo (fiquem sabendo aqui e agora que "os povos dos camarotes" não tem que passar pelo trânsito dos pobres mortais). Sei. E as vans demoram séculos, eras geológicas, galácticas, para voltar. Ai, meu deus, porque é que eu não conheço viv'alma das Casas Bahia?
O Zé se mexe. Vocês não conhecem o Zé. Tem cinco microônibus das CB lá parados e nenhuma van. Conversa com o moço organizador do nosso barraco e insiste prá que ele converse com o povo lá, que detém o controle dos micros. Nessa hora, estamos muito próximos de uma rebelião. Cê já viu povo fino na fila da van? Pois então. Revolta instalada. Aproveito esse momento para deixar bem claro que ninguém que estava nesta fila pagou, absolutamente nenhum centavo, para estar lá, eram todos convidados, tudo "de grátis". Motivo mais que suficiente para eles reclamarem mais ainda, claro. Eu, por mim, já tinha atravessado o Campo de Marte inteirinho a pé, em cima do salto, que a Gaviões eu não perco!
Bom, deu certo. Não sei se foi a conversa do Zé mas lá fomos nós, confortavelmente instalados, no micro-ônibus das Casas Bahia.
24.2.06
Não me leve a mal, hoje é Carnaval
Na semana passada tivemos uma reunião com um amigo que não víamos há tempos. Muito fino, muito chic, cheio das posses, ele. A Marcia perguntou onde ele ia passar o Carnaval e ele disse que ia prá Trancoso. Sabe, né? Trancoso virou o reduto-mor dos paulistanos endinheirados. Patrícias e Maurícios uni-vos, que Trancoso é a filial da Vila Olímpia com praia. Não, nada contra Trancoso. Já fui e é lindo. A Marcia disse: Ai, que vontade! Eu é que queria estar indo prá Trancoso!
Cumé qui é?
Eu: "Que mané Trancoso que nada! A gente tem ingressos pro Carnaval! Camarote!"
Ela: "Eu preferia ir prá Trancoso... Você não?"
Eu: "Não. Trancoso tá lá e não vai sair do lugar. Se fosse uma viagem pro Tahiti, quem sabe. Eu ia, talvez, pensar no assunto."
Ela: "Sério? Mesmo?"
Eu: "Ai, meu deus!"
Então essa é a diferença. E é por isso que eu queria muito que a minha amiga Cláudia estivesse aqui e pudesse ir comigo. Porque ela entende.
E eu vou contar um segredinho só para vocês: vou trabalhar hoje, não. Vou fazer meu pé e mão, tirar dinheiros do caixa eletrônico, comprar uma base nova que ninguém é de ferro. Ou porcelana, melhor dizendo. E voltar prá casa e almoçar e dormir. Se eu conseguir, claro. Dominar a ansiedade. Porque todos esses dias eu consegui manter meu coração na rédea curta mas, hoje, não sei se consigo mais segurar o galope.
E já chorei de manhã, assistindo ao jornal local. Só de ver os carros alegóricos lá, paradinhos. Não tenho cura, não. Porque se fosse daquelas moléstias tipo quando casar sara, eu já estaria sã faz tempo.
E a minha sábia avó, carnavalesca-mor, dizia: Uma mulher que se preze tem que ter duas sandálias de carnaval. Beeem altas mas, confortáveis. Uma dourada e uma prateada. Já tive. Não tenho mais. F*deu.
Cumé qui é?
Eu: "Que mané Trancoso que nada! A gente tem ingressos pro Carnaval! Camarote!"
Ela: "Eu preferia ir prá Trancoso... Você não?"
Eu: "Não. Trancoso tá lá e não vai sair do lugar. Se fosse uma viagem pro Tahiti, quem sabe. Eu ia, talvez, pensar no assunto."
Ela: "Sério? Mesmo?"
Eu: "Ai, meu deus!"
Então essa é a diferença. E é por isso que eu queria muito que a minha amiga Cláudia estivesse aqui e pudesse ir comigo. Porque ela entende.
E eu vou contar um segredinho só para vocês: vou trabalhar hoje, não. Vou fazer meu pé e mão, tirar dinheiros do caixa eletrônico, comprar uma base nova que ninguém é de ferro. Ou porcelana, melhor dizendo. E voltar prá casa e almoçar e dormir. Se eu conseguir, claro. Dominar a ansiedade. Porque todos esses dias eu consegui manter meu coração na rédea curta mas, hoje, não sei se consigo mais segurar o galope.
E já chorei de manhã, assistindo ao jornal local. Só de ver os carros alegóricos lá, paradinhos. Não tenho cura, não. Porque se fosse daquelas moléstias tipo quando casar sara, eu já estaria sã faz tempo.
E a minha sábia avó, carnavalesca-mor, dizia: Uma mulher que se preze tem que ter duas sandálias de carnaval. Beeem altas mas, confortáveis. Uma dourada e uma prateada. Já tive. Não tenho mais. F*deu.
20.2.06
Segundo grau completo
Copy and paste da Chapeira:
Carta de um leitor publicada no Jornal Zero Hora/RS
"Não pude inscrever-me para o concurso público municipal de serviços gerais, pois não tinha segundo grau. Pergunto se é engraçado ou desgraçado o país em que se exige segundo grau para um varredor de rua e não se exige o primeiro grau para ser presidente."
Eu não tinha lido essa frase. Genial. E me lembro do primeiro concurso para lixeiros com essa exigência, onde milhentos candidatos se acotovelavam na fila de inscrição. E de como me aproveitei disso prá dizer ao Mateus:
"Viu, só? Por isso a gente tem que estudar. Agora, até prá ser lixeiro precisa estudar."
E dele ter me respondido na lata: "Prá ser jogador de futebol não precisa."
Carta de um leitor publicada no Jornal Zero Hora/RS
"Não pude inscrever-me para o concurso público municipal de serviços gerais, pois não tinha segundo grau. Pergunto se é engraçado ou desgraçado o país em que se exige segundo grau para um varredor de rua e não se exige o primeiro grau para ser presidente."
Eu não tinha lido essa frase. Genial. E me lembro do primeiro concurso para lixeiros com essa exigência, onde milhentos candidatos se acotovelavam na fila de inscrição. E de como me aproveitei disso prá dizer ao Mateus:
"Viu, só? Por isso a gente tem que estudar. Agora, até prá ser lixeiro precisa estudar."
E dele ter me respondido na lata: "Prá ser jogador de futebol não precisa."
18.2.06
Sábado
E aí é sábado e você pede chinês. Pausa aqui. Você pede chinês porque foi trabalhar hoje de manhã e então não deu tempo de fazer o almoço como todo sábado. Liga no China Massas Caseiras (quem não conhece, devia) e pede porção de pastel frito, porção de lombinho de porco frito com cebolinha, carne com brócolis. E não tira a mesa do almoço porque é sábado e você tá com uma tremenda preguiça. O sono. Aí você dorme a tarde toda e acorda e fica assistindo as olimpíadas. E a mesa lá. E aí dá fome de novo. E você pega o lombinho e traz prá perto do computador com um copão de coca-light e fica comendo com a mão (não é bom chinês que já vem tudo picadinho?) e lendo blogs e escutando as olimpíadas. Paraíso. Sábado.
E as pessoas me dizem

que eu não tenho cara de quem gosta de carnaval. Sei. E prá gostar de carnaval precisa ter alguma cara específica? Tá. Eu sei o que eles estão querendo dizer. E pobres. Acham que estão me fazendo elogios. Querem dizer que eu tenho cara de "chic". Hum hum. Brigada. Mas esse negócio de carnaval não obedece muito a esses critérios, não senhor. Porque passa muito mais pelo coração e pelo útero, do que qualquer outra coisa. Em primeiro lugar, simplesmente não resisto a um tambor. É impossível. Deve ser em função dos meus negros ancestrais, porque a maior parte da família é assim. O samba tá no pé, na alma e no coração. Minha tia sempre diz que ela pode estar moribunda na cama que se o Olodum passar debaixo da janela dela, ela sai pulando atrás. Fora isso, tem a questão das fantasias. A possibilidade de se travestir de qualquer coisa, de escrava a rainha, e ainda por cima, liberar o grito, o ritmo, o sonho. A massa. A emoção de participar de uma celebração que chega a ser uma catarse. Se largar no meio das pessoas, ser uma pequena parte de um todo que pulsa no ritmo da bateria. Sinto muito quem não concorda, mas é a experiência mais Gaia que eu conheço. E prá terminar, é lindo. É uma expressão de arte, criatividade, cultura. A passarela do samba é isso mesmo. Uma passarela, onde não existem regras. Onde você pode, de verdade, criar. Porque não precisa ser comercial, não precisa ser fácil de produzir e de lavar à máquina, não precisa ser barato. Que são os limitantes do meu trabalho, todo santo dia. Sonho. Sonho. Sonho. O Zé vive dizendo que se eu tivesse nascido negra, num morro qualquer do Rio, eu seria mais feliz. Talvez, não sei. Mas com certeza, numa hora dessas, estaria dando os retoques finais em fantasias desenhadas por mim. E põe mais uma lantejoula, que é prá brilhar muito!
17.2.06
Uia

Tô aqui enrolando porque hoje é nosso rodízio e temos uma reunião fora. E lendo notícias na internet. O camarote feee-nér-ri-mo do Gianecchini foi cancelado. Aquele da propaganda, onde ele diz que vai ser o camarote mais bombado do carnaval (ai, jisuis - camarote bombado é f*da! Eita propagandinha ruim!). Diz no Terra que não pagaram o aluguel do espaço. Não devem é ter vendido ingresso, porque 3 mil dinheiros por pessoa, por noite, vou te dizer, é ridículo. Não teve trouxa suficiente. Ou gringos, sei lá. Esse povo deve ter tido o maior prejuízo do século. Graças a Momo, meus convitinhos são de outro camarote. E quem já pagou, hein?
E continuando no assunto obssessão, leio que nem a Gaviões nem a Mancha vão disputar o Carnaval. Vão desfilar, mas vão concorrer só uma com a outra. Isso porque a Gaviões entrou com recurso. Porque a Liga queria botar ambas num desfile separado no domingo. Vou te contar. Aí é que ia virar briga de torcida mesmo. E sem público, excetuando as torcidas. E sem transmissão de TV. Porque domingo tem carnaval no Rio, todo mundo sabe disso. O que é que eles querem? Acabar com o carnaval de São Paulo? Que engatinha mas já é um bebê forte, rosado e rechonchudo?
Olha, eu sei que esse assunto dá pano prá manga e além disso todo mundo sabe que eu sou corinthiana (que não liga muuuito prá futebol, mas carnaval é outro departamento), mas vá lá, o carnaval em São Paulo sem a Gaviões perde metade da graça. E tenho o dito.
Sou Gavião. Me abraça.
PS. O Zé é palmeirense. Já viu, né? Mas ele me ama. Me ama mes. Porque no ano passado me levou ao carnaval do segundo grupo, vestida de preto e branco, prá assistir à Gaviões.
Um carnaval em 1979
Minha mãe comprou uma fantasia de Cinderela. Amarela. Com saia de tule e coroa de lantejoulas e um collant todo bordado. Estou sentada nos degraus da varanda da casa da "fazenda". De olhos fechados. Ela está fazendo a maquiagem. Essa sensação não tem nome. Não dá prá definir. Estou imensamente feliz e ansiosa. De repente, escuto a orquestra. Laaaá longe. Lins é uma cidade pequena e a fazenda é dentro da cidade. Pã ran, pã ran, pã ran, pã ran, pã ran ran ran ran ran ran...
"Vamu, mãe, rápido. Já tá começando! Vamu logo!
E ela me manda ficar quieta e fechar os olhos para terminar a maquigem. Tento, mas é quase impossível. (rápidomãerápidomãerápidomãeporfavorporfavorporfavor).
Nesse dia eu sou feliz.
E o Carnaval está chegando.
E, desculpem, queridos, mas esse blog vai ficar monotemático, por um breve período.
"Vamu, mãe, rápido. Já tá começando! Vamu logo!
E ela me manda ficar quieta e fechar os olhos para terminar a maquigem. Tento, mas é quase impossível. (rápidomãerápidomãerápidomãeporfavorporfavorporfavor).
Nesse dia eu sou feliz.
E o Carnaval está chegando.
E, desculpem, queridos, mas esse blog vai ficar monotemático, por um breve período.
16.2.06
Sono, muito sono ou Sleep deprivation
Quando a gente é pequeno a gente vai pro jardim da infância, certo? Certo. E depois pro primário e depois pro ginásio e depois pro colegial (já mudou tudo de nome mas esses nomes novos, não decorei não). Então vem o cursinho e a faculdade. E esse tempo todo a gente rezando prá acabar logo, prá um dia láaaa no futuro a gente poder acordar um pouquinho mais tarde. Não precisa muito. Só uma horinha a mais já seria o paraíso. Aí você tem filhos. E eles entram no jardim da infância e depois no primário e depois ... Bom você já captou a idéia. E a faculdade do Mateus tá ainda bem distante, sabe?
Ai, jisuis, essa escola ainda acaba me matando de sono!
E como a querida da Helê me botou lá no Dufas e disse que passa aqui todo dia, preciso tomar vergonha na cara e escrever alguma coisa de vez em quando.
E ontem tive que falar inglês profissionalmente. Oh my god! Meu inglês já foi muito bom. Mesmo. E ainda tinha a petulância de possuir um sotaque british, que se perdeu no tempo e no espaço, no buraco negro, sei lá. Para falar a verdade, é muito, muito difícil, você se vender e vender um projeto em inglês. Porque todos os seus argumentos, aquele discurso bonito que você leva na manga e a gracinha espirituosa no tom e na hora certa, você não tem. Não tem porque nunca precisou se vender em inglês, não tem prática. Porque bater papo em inglês, fine, I can do that. Mesmo estando enferrujada, sai. Mas parecer inteligente, competente e convencer uma diretora da Warner Bros for Latin America, that's another thing. Besides that, eu e a Marcia subimos no elevador com ela, sem saber que ela era ela. E ela presenciou uma leve discussão entre nós (coisinha normal entre sócias de longa data). E eu sinceramente espero que ela não fale nenhuma palavra de português. Apesar de tudo, acho que ela gostou do nosso trabalho, fez vários elogios, a começar pelo nosso cartão de visita - "that's very nice", she said, "I love black on black!" Yeah, me too.
Não sei se vai sair alguma coisa desse treco porque nós não somos exatamente o que eles estão procurando e isso eles já sabiam quando me ligaram para marcar essa conversa. Mas, como eles mesmo dizem, há que se fazer networking, né?
E só prá terminar: como se vestem mal, essas gringas! E o tamanho da unhas! Sinceramente não sei como elas conseguem realizar as tarefas mais simples do dia a dia com essas garras! Fico aqui imaginando como elas... Bom deixa prá lá.
Ai, jisuis, essa escola ainda acaba me matando de sono!
E como a querida da Helê me botou lá no Dufas e disse que passa aqui todo dia, preciso tomar vergonha na cara e escrever alguma coisa de vez em quando.
E ontem tive que falar inglês profissionalmente. Oh my god! Meu inglês já foi muito bom. Mesmo. E ainda tinha a petulância de possuir um sotaque british, que se perdeu no tempo e no espaço, no buraco negro, sei lá. Para falar a verdade, é muito, muito difícil, você se vender e vender um projeto em inglês. Porque todos os seus argumentos, aquele discurso bonito que você leva na manga e a gracinha espirituosa no tom e na hora certa, você não tem. Não tem porque nunca precisou se vender em inglês, não tem prática. Porque bater papo em inglês, fine, I can do that. Mesmo estando enferrujada, sai. Mas parecer inteligente, competente e convencer uma diretora da Warner Bros for Latin America, that's another thing. Besides that, eu e a Marcia subimos no elevador com ela, sem saber que ela era ela. E ela presenciou uma leve discussão entre nós (coisinha normal entre sócias de longa data). E eu sinceramente espero que ela não fale nenhuma palavra de português. Apesar de tudo, acho que ela gostou do nosso trabalho, fez vários elogios, a começar pelo nosso cartão de visita - "that's very nice", she said, "I love black on black!" Yeah, me too.
Não sei se vai sair alguma coisa desse treco porque nós não somos exatamente o que eles estão procurando e isso eles já sabiam quando me ligaram para marcar essa conversa. Mas, como eles mesmo dizem, há que se fazer networking, né?
E só prá terminar: como se vestem mal, essas gringas! E o tamanho da unhas! Sinceramente não sei como elas conseguem realizar as tarefas mais simples do dia a dia com essas garras! Fico aqui imaginando como elas... Bom deixa prá lá.
13.2.06
No pain, no gain
Parece frase de pitboy marombeiro mas é verdade.
Estou aqui recém chegada da academia e me sentindo feito uma gelatina com ataque epilético, esperando meus ovos quentes ferverem.
E não estou falando só de musculação, não, onde aquele tijolinho a mais que você coloca no aparelho faz toda a diferença. Estou falando da vida. Porque tudo que vale a pena nessa vida demanda um certo esforço. Se você é uma pessoa que quer ir além da mediocridade.
Crescer dói. Amadurescer emocionalmente é uma das coisas mais doídas. Aprender também. Não há progresso sem aquele esforcinho extra.
Ô vida dura!
Estou aqui recém chegada da academia e me sentindo feito uma gelatina com ataque epilético, esperando meus ovos quentes ferverem.
E não estou falando só de musculação, não, onde aquele tijolinho a mais que você coloca no aparelho faz toda a diferença. Estou falando da vida. Porque tudo que vale a pena nessa vida demanda um certo esforço. Se você é uma pessoa que quer ir além da mediocridade.
Crescer dói. Amadurescer emocionalmente é uma das coisas mais doídas. Aprender também. Não há progresso sem aquele esforcinho extra.
Ô vida dura!
10.2.06
What you see isn't always what you get
Preciso me preparar. Não tem curso prá isso, mas devia. Uma mãe de um pré-adolescente não poderia prescindir de um mestrado em paciência chinesa e quem sabe, até um doutorado em auto controle Jedi.
Porque vou te contar. Um dia você tem um filho. Com qualidades e defeitos, claro. Como todos. Mas, ao menos, ele tem um temperamento que você conhece. Estável. Você sabe que ele é ativo. Ponto. Que ele não gosta de strogonoff. Ponto. Que não gosta de ir pro banho mas quando entra não quer mais sair e que acorda cedo.
Bom, você sabia. Porque de repente (e, gente, é de repente mesmo!) ele se transforma num melê de gremlim com incrível Hulk com chub chub (alguém assistiu esse curta de animação?).
Num minuto ele é aquela criança de sempre, agitada mas carinhosa, teimosa mas educada, corajosa mas dependente. E no outro, sei lá. Vira um monstrinho. Ou fica muito irritado ou os olhos enchem d'água por absolutamente nada. Basta dizer: meu filho, tem lição? Meu filho, já fez a lição? Filho, vamos! A lição! E pronto. O mundo desaba.
Ai ai, dai-me forças, mestre Yoda. Que o negócio vai longe.
Porque vou te contar. Um dia você tem um filho. Com qualidades e defeitos, claro. Como todos. Mas, ao menos, ele tem um temperamento que você conhece. Estável. Você sabe que ele é ativo. Ponto. Que ele não gosta de strogonoff. Ponto. Que não gosta de ir pro banho mas quando entra não quer mais sair e que acorda cedo.
Bom, você sabia. Porque de repente (e, gente, é de repente mesmo!) ele se transforma num melê de gremlim com incrível Hulk com chub chub (alguém assistiu esse curta de animação?).
Num minuto ele é aquela criança de sempre, agitada mas carinhosa, teimosa mas educada, corajosa mas dependente. E no outro, sei lá. Vira um monstrinho. Ou fica muito irritado ou os olhos enchem d'água por absolutamente nada. Basta dizer: meu filho, tem lição? Meu filho, já fez a lição? Filho, vamos! A lição! E pronto. O mundo desaba.
Ai ai, dai-me forças, mestre Yoda. Que o negócio vai longe.
6.2.06
Onze e meia
Eu devia estar exausta. Eu devia estar dormindo. Ou pelo menos procurando o meu sono. Hoje foi o primeiro dia de aula do Mateus (de pé às seis) e pela segunda vez recomecei a academia.
Estou aqui. Encalorada, tensa, esquisita.
Tenho estado assim desde que voltei das férias. Uma preguiça que normalmente não tenho. Uma falta de entusiasmo em relação ao trabalho que, realmente, não sou eu.
Vai ver o Personare estava certo e eu tenho que repensar algumas coisas na minha vida.
Ou então, como o resto do Brasil, só estou esperando o carnaval passar, prá poder começar o ano.
E tem um doido aqui na vizinhança (doido mesmo!) que de vez em quando, à noite, começa a gritar e a grunhir uma língua só dele. É de dar arrepios.
Estou aqui. Encalorada, tensa, esquisita.
Tenho estado assim desde que voltei das férias. Uma preguiça que normalmente não tenho. Uma falta de entusiasmo em relação ao trabalho que, realmente, não sou eu.
Vai ver o Personare estava certo e eu tenho que repensar algumas coisas na minha vida.
Ou então, como o resto do Brasil, só estou esperando o carnaval passar, prá poder começar o ano.
E tem um doido aqui na vizinhança (doido mesmo!) que de vez em quando, à noite, começa a gritar e a grunhir uma língua só dele. É de dar arrepios.
Problema de classe?
Eu chamo atenção. Não, não é bem isso que vocês estão pensando. Não sou nenhum monumento. Sou alta, só isso. Na verdade, nem tão alta assim, mas o suficiente para as pessoas virarem o pescoço na rua prá me olhar. Estou acostumada, já que tenho este tamanho desde os treze anos. E acho que em função disso, moldei o meu vestir. Esse vestir, como o de todo mundo, passa uma imagem.
Dia desses fui ao cartório reconhecer firma de uns papéis. Estava lá esperando quando entrou uma moça. Essa, também, chamava a atenção. Propositalmente. Fico pensando o que dá na cabeça das mulheres para sair pela rua vestidas desse jeito. Fazia um calor infernal e a pessoa usava botas salto agulha até o joelho e uma calça muito justa, mas muito, muito justa. E um cinto largo cheio de tachas e uma camiseta justinha cor de rosa e balançava os cabelos de lá prá cá. Descrevendo não sei se dá prá entender, vocês tinham que ter visto.
Olha, eu até gosto de sexy, mas aquilo era outra coisa. Era um deseperado: OLHEM PRÁ MIM!!
Eu também gosto de me sentir bonita, claro. Quem não gosta de olhares de admiração?
Talvez eu esteja sendo careta, mas acho que tudo tem hora e lugar. E não consigo evitar de me sentir um pouco diminuída como mulher, quando vejo esses seres, pertencentes ao meu gênero, trabalharem tão insistentemente na manutenção da condição da mulher como objeto.
Talvez eu esteja exagerando. Sei lá. Já falei um pouco disso no post Nem Luma de Oliveira nem Ruth Cardoso, tempos atrás. Tenho lá minhas dificuldades em usar minhas armas de mulher. Sempre acho que estou apelando.
Pensando bem, tenho que parar de ver isso como um problema de classe (classe aqui, significando as mulheres) e passar a ver, simplesmente, como uma questão de escolha.
Dia desses fui ao cartório reconhecer firma de uns papéis. Estava lá esperando quando entrou uma moça. Essa, também, chamava a atenção. Propositalmente. Fico pensando o que dá na cabeça das mulheres para sair pela rua vestidas desse jeito. Fazia um calor infernal e a pessoa usava botas salto agulha até o joelho e uma calça muito justa, mas muito, muito justa. E um cinto largo cheio de tachas e uma camiseta justinha cor de rosa e balançava os cabelos de lá prá cá. Descrevendo não sei se dá prá entender, vocês tinham que ter visto.
Olha, eu até gosto de sexy, mas aquilo era outra coisa. Era um deseperado: OLHEM PRÁ MIM!!
Eu também gosto de me sentir bonita, claro. Quem não gosta de olhares de admiração?
Talvez eu esteja sendo careta, mas acho que tudo tem hora e lugar. E não consigo evitar de me sentir um pouco diminuída como mulher, quando vejo esses seres, pertencentes ao meu gênero, trabalharem tão insistentemente na manutenção da condição da mulher como objeto.
Talvez eu esteja exagerando. Sei lá. Já falei um pouco disso no post Nem Luma de Oliveira nem Ruth Cardoso, tempos atrás. Tenho lá minhas dificuldades em usar minhas armas de mulher. Sempre acho que estou apelando.
Pensando bem, tenho que parar de ver isso como um problema de classe (classe aqui, significando as mulheres) e passar a ver, simplesmente, como uma questão de escolha.
2.2.06
Primeiro preciso pedir desculpas
Não tenho respondido meus e-mails, nem vindo aqui. Minha lista de links é uma vergonha! Tanta gente que eu leio e não está lá. Prometo consertar. Assim que der. Muito trabalho e, sinceramente, meu ritmo ainda está de férias.
Tenho andado me sentindo feito a Sra. Jockey Club, que já viu melhores dias. Preciso fazer umas compras. Sapatos novos, urgente. Porque a elegância de um ser humano depende do que ele calça. Jeans, pelamordedeus! E os meus cabelos? Quanta diferença! Acho que não vai dar mais para evitar - tinta neles! Que os cabelos brancos resolveram chegar de vez, todos juntos, de repente, agora. ODEIO pintar cabelos! Fico vendo vocês aí, trocarem de cores, feito quem troca de roupa e não consigo entender onde acham saco. Mas não tá dando prá arrancar mais não, que já já fico careca.
Então, preciso dar um jeito nimim-mesma. Que esse negócio de ser a tia véia dos blogs, né fácil, não! Não é, Ju e Amber?
E, Suzana, senti muito a sua falta!
E preciso escrever sobre um assunto que não me sai da cabeça. Pessoas maravilhosas e generosas e cousa e tal, mas não acho tempo prá botar as idéias em ordem. Mas sai. quem sabe no fim de semana?
Tenho andado me sentindo feito a Sra. Jockey Club, que já viu melhores dias. Preciso fazer umas compras. Sapatos novos, urgente. Porque a elegância de um ser humano depende do que ele calça. Jeans, pelamordedeus! E os meus cabelos? Quanta diferença! Acho que não vai dar mais para evitar - tinta neles! Que os cabelos brancos resolveram chegar de vez, todos juntos, de repente, agora. ODEIO pintar cabelos! Fico vendo vocês aí, trocarem de cores, feito quem troca de roupa e não consigo entender onde acham saco. Mas não tá dando prá arrancar mais não, que já já fico careca.
Então, preciso dar um jeito nimim-mesma. Que esse negócio de ser a tia véia dos blogs, né fácil, não! Não é, Ju e Amber?
E, Suzana, senti muito a sua falta!
E preciso escrever sobre um assunto que não me sai da cabeça. Pessoas maravilhosas e generosas e cousa e tal, mas não acho tempo prá botar as idéias em ordem. Mas sai. quem sabe no fim de semana?
30.1.06
Achei tão lindo que pedi licença prá colocar aqui:
e ela me deu, com toda a delicadeza.
Dias Femininos
By Tatiana
Parece que os dias andam de TPM.
De repente, assim, completamente do nada, cai um pé d'água que alaga tudo, despenteia o mundo, aquele chiliquito, um piti úmido, berros de trovões tremendo a casa, estampidos ensurdecedores, clarões histéricos, lágrimas gigantescas escorrendo por debaixo de minha porta, invadindo a minha cozinha. O céu tá berrando NINGUÉM ME ENTENDE! NINGUÉM ME AJUDA NESTA MERDA DE VIDA! TUDO EU!!! AIIII, QUERO MORRER E ALAGAR O MUNDO!!
Aí vai embora da mesma forma que chegou. Abrupto. Como se nada tivesse acontecido. Passou.
Para me garantir, mantenho um pacotinho de BIS, meio comido pelas formigas. Quando começa a chover, berro pro céu:
-Tá aqui, meu bem, tá aqui. Tó esse chocolate vai ficar tudo bem. Tó. Tá aqui em cima. É teu.
E os céus, com vergonha de suas instabilidades, descem uma língua invisível e lambem o chocolate ofertado lá na mureta. Assim que se saciam, acalma e levam suas águas para longe.
É..os dias estão femininos.
Tomara que menstruem logo e acabem de vez com esse sofrimento. Uma semana de chuva forte, limpando os dias, esvaziando o porão do céu e ele, femininamente novo, possa descansar em paz e me deixar tranqüila quando saio e deixo roupa no varal.
Dias Femininos
By Tatiana
Parece que os dias andam de TPM.
De repente, assim, completamente do nada, cai um pé d'água que alaga tudo, despenteia o mundo, aquele chiliquito, um piti úmido, berros de trovões tremendo a casa, estampidos ensurdecedores, clarões histéricos, lágrimas gigantescas escorrendo por debaixo de minha porta, invadindo a minha cozinha. O céu tá berrando NINGUÉM ME ENTENDE! NINGUÉM ME AJUDA NESTA MERDA DE VIDA! TUDO EU!!! AIIII, QUERO MORRER E ALAGAR O MUNDO!!
Aí vai embora da mesma forma que chegou. Abrupto. Como se nada tivesse acontecido. Passou.
Para me garantir, mantenho um pacotinho de BIS, meio comido pelas formigas. Quando começa a chover, berro pro céu:
-Tá aqui, meu bem, tá aqui. Tó esse chocolate vai ficar tudo bem. Tó. Tá aqui em cima. É teu.
E os céus, com vergonha de suas instabilidades, descem uma língua invisível e lambem o chocolate ofertado lá na mureta. Assim que se saciam, acalma e levam suas águas para longe.
É..os dias estão femininos.
Tomara que menstruem logo e acabem de vez com esse sofrimento. Uma semana de chuva forte, limpando os dias, esvaziando o porão do céu e ele, femininamente novo, possa descansar em paz e me deixar tranqüila quando saio e deixo roupa no varal.
Decadence avec Elegance
Sábado fui almoçar no Jockey. Moro nessa cidade há 37 anos (com um intervalo de quatro) e nunca tinha ido ao Jockey. Na verdade, o convite partiu do cara que vai ser o novo chefe do Zé.
Então não tinha como recusar, né? Ele levou a família e lá fomos nós também (eu e o Mateus), fazer modelo família estável e feliz. A princípio achamos (nós dois) que ia ser um porre. E não. Nos divertimos muito. A mulher dele (essa é a terceira que eu conheço, o Zé já trabalhou com ele há mais de dez anos atrás) é muito boa gente e a filha dela, um doce. Acho que até o Mateus ficou embasbacado com aqueles olhinhos verdes de dez anos de idade.
Mas eu queria falar mesmo é do Jockey. Bonito lá. Mas tem aquele jeito de senhora da sociedade que um dia já foi muuuito rica e não perdeu a pose. Os vestidos já meio puídos, sapatos desbotados que antes dançaram em grandes salões, o batom meio que ultrapassando a linha dos lábios, o brinco de pérola com brilhantes pesado demais. Uma sensação esquisita.
E o pobre do garçom tentando servir à francesa e tendo que pedir para "apertarmos" as cadeiras prá ele conseguir passar entre elas e a grade. Coitado. Lá pelo meio do almoço, ele desistiu, claro. Talvez porque não tivéssemos cara de quem fazia tanta questão assim do serviço à francesa ou então pela simples dificuldade prática. Sei lá. Só sei que na hora da sobremesa ele já estava passando os pratos por cima da mesa. Amém. Que aquele sacrifício todo já estava me dando nos nervos.
E jogamos nos cavalos, claro.
Então não tinha como recusar, né? Ele levou a família e lá fomos nós também (eu e o Mateus), fazer modelo família estável e feliz. A princípio achamos (nós dois) que ia ser um porre. E não. Nos divertimos muito. A mulher dele (essa é a terceira que eu conheço, o Zé já trabalhou com ele há mais de dez anos atrás) é muito boa gente e a filha dela, um doce. Acho que até o Mateus ficou embasbacado com aqueles olhinhos verdes de dez anos de idade.
Mas eu queria falar mesmo é do Jockey. Bonito lá. Mas tem aquele jeito de senhora da sociedade que um dia já foi muuuito rica e não perdeu a pose. Os vestidos já meio puídos, sapatos desbotados que antes dançaram em grandes salões, o batom meio que ultrapassando a linha dos lábios, o brinco de pérola com brilhantes pesado demais. Uma sensação esquisita.
E o pobre do garçom tentando servir à francesa e tendo que pedir para "apertarmos" as cadeiras prá ele conseguir passar entre elas e a grade. Coitado. Lá pelo meio do almoço, ele desistiu, claro. Talvez porque não tivéssemos cara de quem fazia tanta questão assim do serviço à francesa ou então pela simples dificuldade prática. Sei lá. Só sei que na hora da sobremesa ele já estava passando os pratos por cima da mesa. Amém. Que aquele sacrifício todo já estava me dando nos nervos.
E jogamos nos cavalos, claro.
28.1.06
Monster
Eu sei que ando ausente. E desinteressante. Mas há de se dar ao ser humano o direito de ser ausente e desinteressante quando lhe convém.
Então vamos lá: esqueci de desligar o despertador do celular e acabei acordando no horário de sempre nas férias do Mateus: sete horas. Fiz café e aqui estou. A Cyn se superou de novo e quase me levou às lágrimas. Vão lá. A Rosana também fez um texto pro Blônicas que diz tudo o que eu queria dizer sobre São Paulo. Também amo essa cidade.
Estive no Rio e tchã nã... Conheci a Helê!!!!!
Olha, essas experiências com o blog tem sido tão boas! Diz a Sheila, minha amiga paulistana que mora no Rio, que elas criaram um monstro. Elas são ela e a Marcia, minha sócia. O monstro sou eu mesma. Porque de serumana tímida e reservada, me transformei nessa pessoa que manda e-mails para pessoas que não conhece e marca encontros. Como disse a Helê, quando a gente tem que perguntar por telefone o que a outra pessoa está vestindo para poder reconhecê-la, é que realmente percebemos como tudo isso é muito estranho. Sim, é estranho. Mas não tem deixado de ser maravilhoso e surpreendentemente, muito, muito bom.
Helê, adorei te conhecer. E mais que tudo, adorei a surpresa de descobrir o seu humor. Porque seu texto deixa sempre transparecer a inteligência, o carinho, a sensatez. Mas esse humor maravilhoso, só mesmo pessoalmente. Portanto, admito novamente, principalmente para o Eli, que sim, é possível se relacionar virtualmente e sim, tenho conhecido pessoas incríveis desse jeito, por mais improvável que isso parecesse para mim, uma canceriana fã do olho no olho.
O post do bum bum paticumbum prugurundum sumiu, então tá aqui de novo: O maravilhoso irmão da Marcia descolou lá com os infinitos contatos dele, os ingressos para o camarote do Carnaval em São Paulo. Estou eternamente agradecida e eufórica. Mas tenho que admitir também que a minha doença, co-dependência crônica já começou a agir e me sinto..... culpada.
Já sei, vocês vão dizer que sou uma trouxa porque o que eu queria mesmo era arrastar TODOS os meus amigos a tiracolo e fico feliz e triste ao mesmo tempo porque não posso levar a Cláudia, nem a Sheila, nem minha irmã comigo para curtir a mordomia toda.
Cheguei a conclusão de que não poderia nunca ser política. Ia ser a rainha do nepotismo!
Então vamos lá: esqueci de desligar o despertador do celular e acabei acordando no horário de sempre nas férias do Mateus: sete horas. Fiz café e aqui estou. A Cyn se superou de novo e quase me levou às lágrimas. Vão lá. A Rosana também fez um texto pro Blônicas que diz tudo o que eu queria dizer sobre São Paulo. Também amo essa cidade.
Estive no Rio e tchã nã... Conheci a Helê!!!!!
Olha, essas experiências com o blog tem sido tão boas! Diz a Sheila, minha amiga paulistana que mora no Rio, que elas criaram um monstro. Elas são ela e a Marcia, minha sócia. O monstro sou eu mesma. Porque de serumana tímida e reservada, me transformei nessa pessoa que manda e-mails para pessoas que não conhece e marca encontros. Como disse a Helê, quando a gente tem que perguntar por telefone o que a outra pessoa está vestindo para poder reconhecê-la, é que realmente percebemos como tudo isso é muito estranho. Sim, é estranho. Mas não tem deixado de ser maravilhoso e surpreendentemente, muito, muito bom.
Helê, adorei te conhecer. E mais que tudo, adorei a surpresa de descobrir o seu humor. Porque seu texto deixa sempre transparecer a inteligência, o carinho, a sensatez. Mas esse humor maravilhoso, só mesmo pessoalmente. Portanto, admito novamente, principalmente para o Eli, que sim, é possível se relacionar virtualmente e sim, tenho conhecido pessoas incríveis desse jeito, por mais improvável que isso parecesse para mim, uma canceriana fã do olho no olho.
O post do bum bum paticumbum prugurundum sumiu, então tá aqui de novo: O maravilhoso irmão da Marcia descolou lá com os infinitos contatos dele, os ingressos para o camarote do Carnaval em São Paulo. Estou eternamente agradecida e eufórica. Mas tenho que admitir também que a minha doença, co-dependência crônica já começou a agir e me sinto..... culpada.
Já sei, vocês vão dizer que sou uma trouxa porque o que eu queria mesmo era arrastar TODOS os meus amigos a tiracolo e fico feliz e triste ao mesmo tempo porque não posso levar a Cláudia, nem a Sheila, nem minha irmã comigo para curtir a mordomia toda.
Cheguei a conclusão de que não poderia nunca ser política. Ia ser a rainha do nepotismo!
25.1.06
The past came back to haunt me
Hoje foi um dia estranho. Uma volta ao passado. Rever um trabalho que fez parte da minha vida por muito tempo. Me apertou o coração. Porque as coisas na fábrica não andam muito bem e muito da minha energia e trabalho foram colocados lá por muitos anos. Fiquei triste.
Depois tive uma discussão com o Zé (discussão é meio forte mas conversa também não descreve) que me provocou sensações que há muito não sentia. Uma certa recaída emocional. Emoções que eu acreditava sob controle, reemergiram. Ai, ai. Como é difícil curar algumas feridas! Quando a gente pensa que já cicatrizaram, basta uma topada e pronto, lá estão latejando de novo. E como dizem os sábios escoteiros: Sempre alerta! Prá poder manter as neuras sob controle, não se pode relaxar. Mea culpa. Mea maxima culpa.
E amanhã vou pro Rio. E volto na sexta.
Lins, Ipaussu, São Paulo, Campinas, São Paulo, Rio de Janeiro, São Paulo. Em sete dias.
Depois tive uma discussão com o Zé (discussão é meio forte mas conversa também não descreve) que me provocou sensações que há muito não sentia. Uma certa recaída emocional. Emoções que eu acreditava sob controle, reemergiram. Ai, ai. Como é difícil curar algumas feridas! Quando a gente pensa que já cicatrizaram, basta uma topada e pronto, lá estão latejando de novo. E como dizem os sábios escoteiros: Sempre alerta! Prá poder manter as neuras sob controle, não se pode relaxar. Mea culpa. Mea maxima culpa.
E amanhã vou pro Rio. E volto na sexta.
Lins, Ipaussu, São Paulo, Campinas, São Paulo, Rio de Janeiro, São Paulo. Em sete dias.
24.1.06
Três parágrafos
Sábado, quatro e meia da manhã, quatrocentos e cinquenta quilômetros, casa da mãe.
Segunda-feira, nove horas da manhã, duzentos e doze quilômetros, fábrica de jeans.
Segunda-feira, três horas da tarde, trezentos e cinquenta e sete quilômetros, home sweet home.
E amanhã tenho que ir a Campinas.
Ando com dificuldade em arrumar assunto para escrever aqui. Na verdade, os assuntos existem mas teimam em não querer virar palavra escrita.
Pensando sobre o que eu queria desse ano de 2006: Um pouco mais de dinheiro e muito menos stress. Considerando que minha causa de stress número 1 é a falta de dinheiro e a número 2 é muito trabalho, fica uma equação difícil de resolver.
Segunda-feira, nove horas da manhã, duzentos e doze quilômetros, fábrica de jeans.
Segunda-feira, três horas da tarde, trezentos e cinquenta e sete quilômetros, home sweet home.
E amanhã tenho que ir a Campinas.
Ando com dificuldade em arrumar assunto para escrever aqui. Na verdade, os assuntos existem mas teimam em não querer virar palavra escrita.
Pensando sobre o que eu queria desse ano de 2006: Um pouco mais de dinheiro e muito menos stress. Considerando que minha causa de stress número 1 é a falta de dinheiro e a número 2 é muito trabalho, fica uma equação difícil de resolver.
19.1.06
Presentation is sooo important
Consulado americano, depois de duas horas de chá de cadeira, impressões digitais, eteceteras.
"Pegue o telefone" (você fica de pé de frente para uma cabine com vidros duplos e fala num daqueles telefones de cadeia americana)
"O que você faz?"
"Sou sócia de uma empresa que dá consultoria para o grande varejo de moda, sou estilista"
(Detalhe: nada disso está formalizado, não sou sócia da Marcia no papel, estamos neste exato momento mudando o contrato social da empresa para me incluir)
"Me dá o imposto de renda."
(Meu imposto de renda é uma merda, o do ano passado diz que eu ganhei, o ano todo, a tantalizing quantia de 14 mil reais)
Enfio pelo buraquinho o contrato social ainda não registrado, o extrato da conta do escritório e o meu extrato pessoal.
"Você não tem imposto de renda?"
"Peraí, estou procurando."
(Enrolo mais uns segundos para dar tempo de ele olhar os extratos e enfio o tal imposto no buraquinho. Ele me olha com uma cara de quem diz: só? Olho prá ele com uma cara de quem diz: ó, esse imposto é assim meio mais ou menos... e pergunto:)
"Você quer os documentos do meu filho?"
(Mais um detalhe: não sou legalmente casada. No meu passaporte está escrito SOLTEIRA, então preciso dar um jeito prá ele saber que tenho filho e marido e absolutamente não quero de maneira alguma lavar pratos nos Estados Unidos)
"Você tem filho?"
"Tenho. Tem onze anos."
"Você mora sozinha com o seu filho?"
"Não. Moro com meu filho e meu marido, mas não sou legalmente casada. Você quer os documentos do meu filho?"
"Não. Não precisa. Há quanto tempo você é casada?"
"Dezesseis anos."
(Ele me olha com um misto de surpresa e aprovação nessa hora)
"Você trouxe o imposto de renda dele?"
(Pausa para reflexão aqui. Eu não levei porque achei que eles não iam nem considerar mas, se podia ter levado, então você pode levar o imposto do seu amigo milionário e dizer que é teúda e manteúda, madame de primeiríssima categoria. Aliás, nesse quesito documentos, meio que dá prá levar o que quiser, porque eles nem olham direito e não checam nada)
"Não. Porque achei que como não sou casada, vocês não iam considerar."
"Há quanto tempo você trabalha nessa empresa?"
"Três anos."
"O que você vai fazer nos Estados Unidos?"
"Ver a coleção de verão que está entrando nas lojas."
"Porque você ficou tanto tempo sem ir para os Estados Unidos?"
(A última vez foi há dez anos)
"Meu filho era pequeno e eu fiquei um tempo sem trabalhar e viajar."
(Uma meia verdade - também passamos esses dez anos sem tostão)
"Ah! Você mora no Jardim América?"
(Tom de admiração nessa frase, percebo que é aqui que está minha abertura e digo:)
"É. Pertinho de onde ficava o consulado."
"Então, tá. "
(E assinou lá o papel e me deu um papelzinho amarelo que eu já sabia, de observar as pessoas antes de mim, que significava: sim, você merece viajar para os Estados Unidos)
Olha, gente, sei lá. Eu achava que com as minhas credenciais esse visto tinha a maior probabilidade de não rolar, apesar de eu já ter viajado um bocado nos bons tempos e sempre ter voltado bonitinha para casa. Claro que fui vestida de Patrícia casual tentando transmitir "sou chique assim mesmo, sem fazer nenhum esforço, todo santo dia da semana, nem me arrumei hoje". E fiz as unhas e uma escovinha (porque riquinha, nesse país, tem cabelo liso) e botei um anel de ouro que o Zé me deu de Natal há anos e que eu quase nunca uso porque acho ele meio Patrícia demais pro meu gosto.
Não sei o que foi que funcionou. Mas tenho quase absoluta certeza de que foi meu endereço. Do qual aliás, ele não pediu comprovante, portanto você também pode botar lá na ficha que mora na Vila Nova Conceição.
Só prá finalizar quero deixar bem claro (vai que o moço do consulado lê blogs) que eu não quero de maneira nenhuma morar nos Estados Unidos. Nem que me paguem.
"Pegue o telefone" (você fica de pé de frente para uma cabine com vidros duplos e fala num daqueles telefones de cadeia americana)
"O que você faz?"
"Sou sócia de uma empresa que dá consultoria para o grande varejo de moda, sou estilista"
(Detalhe: nada disso está formalizado, não sou sócia da Marcia no papel, estamos neste exato momento mudando o contrato social da empresa para me incluir)
"Me dá o imposto de renda."
(Meu imposto de renda é uma merda, o do ano passado diz que eu ganhei, o ano todo, a tantalizing quantia de 14 mil reais)
Enfio pelo buraquinho o contrato social ainda não registrado, o extrato da conta do escritório e o meu extrato pessoal.
"Você não tem imposto de renda?"
"Peraí, estou procurando."
(Enrolo mais uns segundos para dar tempo de ele olhar os extratos e enfio o tal imposto no buraquinho. Ele me olha com uma cara de quem diz: só? Olho prá ele com uma cara de quem diz: ó, esse imposto é assim meio mais ou menos... e pergunto:)
"Você quer os documentos do meu filho?"
(Mais um detalhe: não sou legalmente casada. No meu passaporte está escrito SOLTEIRA, então preciso dar um jeito prá ele saber que tenho filho e marido e absolutamente não quero de maneira alguma lavar pratos nos Estados Unidos)
"Você tem filho?"
"Tenho. Tem onze anos."
"Você mora sozinha com o seu filho?"
"Não. Moro com meu filho e meu marido, mas não sou legalmente casada. Você quer os documentos do meu filho?"
"Não. Não precisa. Há quanto tempo você é casada?"
"Dezesseis anos."
(Ele me olha com um misto de surpresa e aprovação nessa hora)
"Você trouxe o imposto de renda dele?"
(Pausa para reflexão aqui. Eu não levei porque achei que eles não iam nem considerar mas, se podia ter levado, então você pode levar o imposto do seu amigo milionário e dizer que é teúda e manteúda, madame de primeiríssima categoria. Aliás, nesse quesito documentos, meio que dá prá levar o que quiser, porque eles nem olham direito e não checam nada)
"Não. Porque achei que como não sou casada, vocês não iam considerar."
"Há quanto tempo você trabalha nessa empresa?"
"Três anos."
"O que você vai fazer nos Estados Unidos?"
"Ver a coleção de verão que está entrando nas lojas."
"Porque você ficou tanto tempo sem ir para os Estados Unidos?"
(A última vez foi há dez anos)
"Meu filho era pequeno e eu fiquei um tempo sem trabalhar e viajar."
(Uma meia verdade - também passamos esses dez anos sem tostão)
"Ah! Você mora no Jardim América?"
(Tom de admiração nessa frase, percebo que é aqui que está minha abertura e digo:)
"É. Pertinho de onde ficava o consulado."
"Então, tá. "
(E assinou lá o papel e me deu um papelzinho amarelo que eu já sabia, de observar as pessoas antes de mim, que significava: sim, você merece viajar para os Estados Unidos)
Olha, gente, sei lá. Eu achava que com as minhas credenciais esse visto tinha a maior probabilidade de não rolar, apesar de eu já ter viajado um bocado nos bons tempos e sempre ter voltado bonitinha para casa. Claro que fui vestida de Patrícia casual tentando transmitir "sou chique assim mesmo, sem fazer nenhum esforço, todo santo dia da semana, nem me arrumei hoje". E fiz as unhas e uma escovinha (porque riquinha, nesse país, tem cabelo liso) e botei um anel de ouro que o Zé me deu de Natal há anos e que eu quase nunca uso porque acho ele meio Patrícia demais pro meu gosto.
Não sei o que foi que funcionou. Mas tenho quase absoluta certeza de que foi meu endereço. Do qual aliás, ele não pediu comprovante, portanto você também pode botar lá na ficha que mora na Vila Nova Conceição.
Só prá finalizar quero deixar bem claro (vai que o moço do consulado lê blogs) que eu não quero de maneira nenhuma morar nos Estados Unidos. Nem que me paguem.
17.1.06
Assim não vai dar
Por onde eu passo hoje, leio frustração. Inacreditável a guerra pelos ingressos. Juro que eu tinha intenção de ir a esse show. Inicialmente. Porque eles fizeram parte da minha adolescência e eu já cantava e pulava as músicas deles antes de vocês engatinharem. Mas isso foi antes de saber o preço dos ingressos e antes, claro, da confusão de ontem. Porque nem por decreto presidencial eu ia me enfiar naquele melê de fila. Ju, fica triste não. Tão dizendo que vai ter mais um show.
Eu, eu mesma, euzinha, já desisti faz tempo. Meu contato imediato com o Bono vai ficar restrito a um recadinho que eu mandei para ele pelo motorista da limousine da turnê de (oh meu deus) 1987 na França. Que eu, por acaso, conheci durante a minha mochilagem de verão pela Europa.
Se o recadinho chegou nele, até hoje eu não sei, mas que eu mandei, mandei.
With or without you? Without you, for sure.
Eu, eu mesma, euzinha, já desisti faz tempo. Meu contato imediato com o Bono vai ficar restrito a um recadinho que eu mandei para ele pelo motorista da limousine da turnê de (oh meu deus) 1987 na França. Que eu, por acaso, conheci durante a minha mochilagem de verão pela Europa.
Se o recadinho chegou nele, até hoje eu não sei, mas que eu mandei, mandei.
With or without you? Without you, for sure.
14.1.06
Bonitinha mas ordinária
Esse caso do surfista brasileiro que apanhou na Austrália me botou pensando em preconceito e lembrei de uma historinha.
Quando eu morava na Inglaterra (no pré cambriano), minha melhor amiga era uma francesa que estudava comigo. Vivíamos grudadas. Um certo feriado, a família dela veio da França para uma visita. Estávamos todos no pub, comendo e bebendo, quando a conversa chegou em famílias, ascendências, etcetera. Então eu disse que descendia de brancos, negros e índios. Tudo misturado. O que aqui no Brasil é a coisa mais comum do mundo. O pai dela olhou para mim com um sorriso e disse:
"Não tem problema não. Não fica triste. Você é bonita assim mesmo."
Dá prá acreditar?
Quando eu morava na Inglaterra (no pré cambriano), minha melhor amiga era uma francesa que estudava comigo. Vivíamos grudadas. Um certo feriado, a família dela veio da França para uma visita. Estávamos todos no pub, comendo e bebendo, quando a conversa chegou em famílias, ascendências, etcetera. Então eu disse que descendia de brancos, negros e índios. Tudo misturado. O que aqui no Brasil é a coisa mais comum do mundo. O pai dela olhou para mim com um sorriso e disse:
"Não tem problema não. Não fica triste. Você é bonita assim mesmo."
Dá prá acreditar?
13.1.06
First one gone
De volta do primeiro dia de academia. Como é duro voltar, meu deus. No momento me ataca o mal de Parkinson, tudo treme. Amanhã, eu sei, até minhas sobrancelhas vão doer.
Mas a sensação é familiar e não deixa de ser boa. Uma sensação de poder.
Mas a sensação é familiar e não deixa de ser boa. Uma sensação de poder.
10.1.06
Naked Chef
9.1.06
É devagar, é devagar, é devagar
é devagar, devagarinho...
Bão. Primeiro dia. Tento com todas as minhas forças começar devagar (não é um contra-senso isso? Precisar de mais força para andar mais devagar?). Consigo mais ou menos. Mais por força da lerdeza do cérebro que da nobreza das intenções. Que eu estou devagar mesmo.
Sento aqui para escrever um e-mail prá minha irmã (já com saudades) e aproveito para uma passada rápida por aqui.
Para essa primeira semana são duas reuniões com clientes, uma viagem de 350 km. para uma fábrica no interior, um aniversário e uns quatro bordados e silks para desenhar. Só. Ah! tenho também que preparar a papelada da entrevista do visto, que dessa vez não dá prá esquecer de novo, né? E tinha uma coleçãozinha - o fulano teve a cara de pau de ligar hoje e pedir prá sexta-feira, que chutamos para a semana que vem. Mas mantive o controle. Se orgulhem de mim, crianças! Que o coração até tentou acelerar mas eu não deixei - daqui a pouco viro iogue (se bem que estou tomando umas bolinhas homeopáticas para a ansiedade - desde já que é prá ela nem pensar em se instalar aqui de novo).
Acho que vou ter que andar com o Devagar debaixo do braço - que por sinal já li todo (meio depressinha, mas o texto é fluido e sem complicações - bem objetivo mesmo). Até óbvio, eu diria.
Mas o difícil é praticar o óbvio. Fácil é dizer: Isso? Isso eu já sei! Duro é fazer.
Se bem que a maioria eu já faço, ou tento.
Não dirijo, ando.
Não tenho horários rígidos no trabalho.
Cozinho.
Já fiz muito e vou voltar a fazer exercícios físicos. Não é o tal do SuperSlow mas funciona.
Falta alguma coisa tipo Pilates ou Shiatsu ou Yoga ou qquer coisa do tipo.
Desligar mais a televisão também falta (difícil essa), mas não se pode dizer que eu não tenha hobbies no modelo Devagar.
Meu filho está numa escola que pode ser classificada como Devagar - privilegia a formação e não a informação.
Sexo tântrico? Bom, aí é pedir demais, né?
E então, porque raios Sr. Carl, não consigo me manter internamente devagar?
Bão. Primeiro dia. Tento com todas as minhas forças começar devagar (não é um contra-senso isso? Precisar de mais força para andar mais devagar?). Consigo mais ou menos. Mais por força da lerdeza do cérebro que da nobreza das intenções. Que eu estou devagar mesmo.
Sento aqui para escrever um e-mail prá minha irmã (já com saudades) e aproveito para uma passada rápida por aqui.
Para essa primeira semana são duas reuniões com clientes, uma viagem de 350 km. para uma fábrica no interior, um aniversário e uns quatro bordados e silks para desenhar. Só. Ah! tenho também que preparar a papelada da entrevista do visto, que dessa vez não dá prá esquecer de novo, né? E tinha uma coleçãozinha - o fulano teve a cara de pau de ligar hoje e pedir prá sexta-feira, que chutamos para a semana que vem. Mas mantive o controle. Se orgulhem de mim, crianças! Que o coração até tentou acelerar mas eu não deixei - daqui a pouco viro iogue (se bem que estou tomando umas bolinhas homeopáticas para a ansiedade - desde já que é prá ela nem pensar em se instalar aqui de novo).
Acho que vou ter que andar com o Devagar debaixo do braço - que por sinal já li todo (meio depressinha, mas o texto é fluido e sem complicações - bem objetivo mesmo). Até óbvio, eu diria.
Mas o difícil é praticar o óbvio. Fácil é dizer: Isso? Isso eu já sei! Duro é fazer.
Se bem que a maioria eu já faço, ou tento.
Não dirijo, ando.
Não tenho horários rígidos no trabalho.
Cozinho.
Já fiz muito e vou voltar a fazer exercícios físicos. Não é o tal do SuperSlow mas funciona.
Falta alguma coisa tipo Pilates ou Shiatsu ou Yoga ou qquer coisa do tipo.
Desligar mais a televisão também falta (difícil essa), mas não se pode dizer que eu não tenha hobbies no modelo Devagar.
Meu filho está numa escola que pode ser classificada como Devagar - privilegia a formação e não a informação.
Sexo tântrico? Bom, aí é pedir demais, né?
E então, porque raios Sr. Carl, não consigo me manter internamente devagar?
Oba! American Idol!
Que BBB, que nada. Dia 26 começa a nova temporada do American Idol. Não perco um. Adoro. Desde o começo com aqueles testes hilários até o final com o povo cantando de verdade. Porque vamos concordar aqui, aquele povo lá é muito do dãrds mas sabe cantar. O Mateus assiste comigo e nos divertimos muito. E também tem a Sheila, lá no Rio, que é outra fã. E no dia seguinte, ou logo depois, ficamos horas ao telefone comentando os cãodidatos. Delícia.
8.1.06
Carnaval Obsessão 1
Apaixonada por carnaval. Ter sido neta de Maria Antonieta dá nisso. E em muitas outras coisas. Mas nisso principalmente. Difícil contar. São tantas histórias e tantas lembranças queridas. Basta dizer que minha infância e juventude, com férias passadas no interior, em Lins, foram indelevelmente marcadas pelo Carnaval. E pela personalidade exuberante da minha avó. Que aglutinava outros apaixonados pelo carnaval em torno dela, tornando aquela casa um QG. Antes, durante e depois, a casa cheia de gente se preparando, tendo idéias, fazendo blocos, bordando fantasias, bebendo, cantando e sendo feliz.
Portanto agora começa. O comichão. É só a vinheta da "Grobeleuza" entrar no ar e pronto. As borboletas que dormem no meu estômago acordam e começam a voar alucinadas.
É um drama isso, gente. Porque aquele carnaval que eu vivi, não existe mais. O clube, a orquestra, as fantasias, os confetes, as marchinhas. E o carnaval que restou, que, mind you, eu também adoro, ficou caro, caro, muito caro. As fantasias de escola de samba são caras e os ingressos para assistir, piorou. Todo ano eu prometo guardar dinheiros para ir ao carnaval em grande estilo e é lógico que eu não guardo. Esse ano, eu consegui guardar um pouco. Não o suficiente, mas um pouco. Então agora começa a cruzada. Primeiro prá tentar descolar uns ingressinhos na faixa. Não é fácil, mas às vezes, rola. Depois prá ver o que dá prá fazer com os poucos dinheiros que eu tenho.
E no mais, resta sofrer. Porque eu sofro muito. Muito muito muito. Que eu quero estar lá. E lá. E lá também. E nessas horas, eu gostaria de ser celebridade. Prá ser convidada prá tudo quanto é camarote.
Portanto agora começa. O comichão. É só a vinheta da "Grobeleuza" entrar no ar e pronto. As borboletas que dormem no meu estômago acordam e começam a voar alucinadas.
É um drama isso, gente. Porque aquele carnaval que eu vivi, não existe mais. O clube, a orquestra, as fantasias, os confetes, as marchinhas. E o carnaval que restou, que, mind you, eu também adoro, ficou caro, caro, muito caro. As fantasias de escola de samba são caras e os ingressos para assistir, piorou. Todo ano eu prometo guardar dinheiros para ir ao carnaval em grande estilo e é lógico que eu não guardo. Esse ano, eu consegui guardar um pouco. Não o suficiente, mas um pouco. Então agora começa a cruzada. Primeiro prá tentar descolar uns ingressinhos na faixa. Não é fácil, mas às vezes, rola. Depois prá ver o que dá prá fazer com os poucos dinheiros que eu tenho.
E no mais, resta sofrer. Porque eu sofro muito. Muito muito muito. Que eu quero estar lá. E lá. E lá também. E nessas horas, eu gostaria de ser celebridade. Prá ser convidada prá tudo quanto é camarote.
6.1.06
Tô voltando...
Arrumar a mala para ir viajar já é um saco. Para voltar, então, nem se fala. Fico aqui enrolando e não começo. Pretendemos sair amanhã bem cedo. São muuuitas horas de estrada e puxando a moto atrás prá complicar um pouco mais. É uma mistura de sensações, isso que eu sinto toda vez que terminam as férias. No último dia, nunca quero voltar. Apesar de já ter sentido vontade de estar em casa nos últimos dias, quando chega a hora mesmo, sempre quero ficar mais uma semana.
Como eu me conheço, sei também que é só botar o pé na estrada para começar a sentir falta da minha casa e das minhas coisas. E o grande suspiro de satisfação que eu vou dar quando eu chegar lá. Porque também tem isso. Acho que é coisa de canceriano. Adoro a minha concha. Quanto ao trabalho, é obvius que eu gostaria de começar mais devagar como disse a Suzana, mas não sei se vai dar não. É só pisar naquela cidade que o trabalho despenca em cima de você. Para o bem ou para o mal.
Das resoluções de ano novo, só a volta para a academia, que já está de bom tamanho. E alguns compromissos que fiz com o Zé, que não vem ao
caso - mas que se conseguirmos cumprir, acho que daremos mais um passo importante nesse relacionamento.
Portanto, põe meia dúzia de brahma prá gelar e muda a roupa de cama que eu tô voltando.
PS. A partir deste momento, se instala nesse blogue a obsessão Carnaval, da qual vocês não sabem nada ainda. Mas vão saber. Vão saber.
Como eu me conheço, sei também que é só botar o pé na estrada para começar a sentir falta da minha casa e das minhas coisas. E o grande suspiro de satisfação que eu vou dar quando eu chegar lá. Porque também tem isso. Acho que é coisa de canceriano. Adoro a minha concha. Quanto ao trabalho, é obvius que eu gostaria de começar mais devagar como disse a Suzana, mas não sei se vai dar não. É só pisar naquela cidade que o trabalho despenca em cima de você. Para o bem ou para o mal.
Das resoluções de ano novo, só a volta para a academia, que já está de bom tamanho. E alguns compromissos que fiz com o Zé, que não vem ao
caso - mas que se conseguirmos cumprir, acho que daremos mais um passo importante nesse relacionamento.
Portanto, põe meia dúzia de brahma prá gelar e muda a roupa de cama que eu tô voltando.
PS. A partir deste momento, se instala nesse blogue a obsessão Carnaval, da qual vocês não sabem nada ainda. Mas vão saber. Vão saber.
4.1.06
Back from the Zululand
Como sempre, os metereologistas estavam redondamente enganados e aqui deu praia, praia, praia. Praticamente todos os dias. Hoje não é exceção. A exceção sou eu. Porque é o seguinte: se eu tomar mais sol, vou ficar invisível. À noite.
Sempre que estou aqui, faço muitas palavras cruzadas. Adoro. Esse era um hábito antigo que gradualmente foi se extinguindo mas, por aqui, eu retomo. Quando volto para casa, abandono. Já sei porque. Einstein. O tempo é mesmo relativo. As vinte e quatro horas do dia aqui são muito mais longas do que lá em casa.
Não estou com a menor vontade de voltar a trabalhar ainda mas já tenho pelo menos uma síndrome de abstinência. Da minha cama.
E já comprei o Devagar, Ju (na Cultura tá mais barato). Como eu te disse, ele vai estar me esperando em casa no sábado. Assim, ao menos tento começar 2006 mais lentamente.
Sempre que estou aqui, faço muitas palavras cruzadas. Adoro. Esse era um hábito antigo que gradualmente foi se extinguindo mas, por aqui, eu retomo. Quando volto para casa, abandono. Já sei porque. Einstein. O tempo é mesmo relativo. As vinte e quatro horas do dia aqui são muito mais longas do que lá em casa.
Não estou com a menor vontade de voltar a trabalhar ainda mas já tenho pelo menos uma síndrome de abstinência. Da minha cama.
E já comprei o Devagar, Ju (na Cultura tá mais barato). Como eu te disse, ele vai estar me esperando em casa no sábado. Assim, ao menos tento começar 2006 mais lentamente.
1.1.06
Reveillon
Acordei. Já estou no segundo café. Passamos o reveillon na casa de amigos. Não muita gente. Só pessoas queridas. E que cozinham muito bem, by the way. Cada um levou alguma coisa e eu vou te contar, eita comida caprichada! A dona da casa é filha do Nikolas Vlavianos, que para quem não conhece é um escultor fenomenal. Infelizmente, não tive a sorte de ter tido aula com ele quando estudei na FAAP. O Mateus estava absolutamente boquiaberto. Olhava para as fotos do livro que estava em cima da mesinha de cabeceira e olhava para ele. Olhava para o livro, olhava para ele.
"Mãe, ele fez isso?"
"Fez, filho."
"E isso, também?"
"Também, filho"
Daqui a pouco, olho para o lado e lá está o Mateus sentado à mesa, conversando com o "seu" Nikos. Sobre escultura. E dizendo a ele que tinha visto uma escultura parecida com as do livro quando foi à FAAP numa excursão da escola. Só ouvi "seu" Nikos dizer com um sorrisão:
"Bom, se era parecida com as do livro, então deve ser minha."
Uma simpatia absoluta, o "seu" Nikos. E o orgulho do Mateus que eu senti! Ê moleque esperto e sensível, esse meu filho. Além de desinibido até o último fio dos cabelos longos!
Eu e o Zé dispensamos a festa na praia. Sono, muito sono. Além da garoinha fina que teimava em cair.
Voltamos prá casa e o povo foi prá festa no "riozinho". Minha irmã ligou de lá dizendo que estava uótemo! Mas me faltaram forças. E a garoinha fina teimava em cair. Ela ainda não acordou, então não tenho relatos.
Depois eu conto.
E já é 2006.
"Mãe, ele fez isso?"
"Fez, filho."
"E isso, também?"
"Também, filho"
Daqui a pouco, olho para o lado e lá está o Mateus sentado à mesa, conversando com o "seu" Nikos. Sobre escultura. E dizendo a ele que tinha visto uma escultura parecida com as do livro quando foi à FAAP numa excursão da escola. Só ouvi "seu" Nikos dizer com um sorrisão:
"Bom, se era parecida com as do livro, então deve ser minha."
Uma simpatia absoluta, o "seu" Nikos. E o orgulho do Mateus que eu senti! Ê moleque esperto e sensível, esse meu filho. Além de desinibido até o último fio dos cabelos longos!
Eu e o Zé dispensamos a festa na praia. Sono, muito sono. Além da garoinha fina que teimava em cair.
Voltamos prá casa e o povo foi prá festa no "riozinho". Minha irmã ligou de lá dizendo que estava uótemo! Mas me faltaram forças. E a garoinha fina teimava em cair. Ela ainda não acordou, então não tenho relatos.
Depois eu conto.
E já é 2006.
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