10.11.09

E eu tenho uma historinha boa...

para contar, a piada me ocorreu assim, com perfeição mas... acho que não posso. Ainda não, pelo menos.

Acho que posso contar a primeira parte. A segunda, aquela que se relaciona comigo e o paralelo que eu fiz com minha própria vida, não dá. De qualquer forma, o protagonista da primeira parte, ontem, tratou de me dar, de presente, um outro final. Não tão bom... mas um final.

No feriado, no Rio, conhecemos um amigo de uma amiga. Médico homeopata, um tanto mais velho, algo de sabededoria cética, ex-esposas e tals. Fomos beber com a turma. Boteco das Garrafa. Assim mesmo, faltando o esse. Lá pelas tantas... e pela décima quinta garrafa de cerveja (tomamos dezoito e juro que eu não sei como fomos parar nesse número tão rápido em quatro pessoas), ele diz:

Toda mulher tem uma puta escondida. *
Às vezes mais óbvia, às vezes menos.
Quando eu não consigo enxergar a puta, fico sempre me perguntando... cadê a puta dessa mulher, cadê, cadê? Cadê a puta dessa mulher?

É muito menos engraçado sem todo o gestual e a cerveja que acompanhou mas... acho que deu para captar.

Bom, me aconteceu uma coisa no sábado que me lembrou disso mas... não dá.

De qualquer forma, ontem minha amiga me disse que ele perguntou por mim especificamente (juro que não senti nenhuma vibe desse tipo).

Vai ver enxergou a minha... rs.

* essa história de lady aqui, puta acolá me irrita deveras. Eu até entendo o que eles querem dizer mas essa divisão é absolutamente desnecessária. Mulher já não está bom?

6.11.09

Solidão

Não sou eu, não. Pelo menos, não especificamente. Acho que somos todos. Mas aí é filosofia, Nietzsche e tal. Não é disso que eu quero falar.

Eu tenho várias amigas. Mulheres muito especiais. Bonitas, independentes, divertidas, inteligentes. Estão sozinhas. Todas na casa dos trinta e uns. E quando conversamos, é sempre a mesma história. Todas, sem exceção adorariam se apaixonar, namorar alguém legal (e nem, estou falando de casamento aqui, hein? Porque a maioria nem quer isso). Querem (queremos) é um relacionamento legal mesmo.
Alguém interessante, inteligente, bem-humorado, independente (e hábil, claro...). Difícil. Muito. E acredito ser difícil para eles também, porque ouço a mesma coisa de alguns amigos homens.

Acredito que foi para o bem, mas esse novo hábito de casar mais tarde, de tratar da independência primeiro e, (em alguns casos) de amadurecer e aprender quem somos, tornou a possibilidade do encontro mais difícil.
Exigentes, somos. E acho que devemos mesmo ser. Um tanto egoístas também. Temos nossa casa, nossos hábitos e manias, a solidão pode ser muito prazerosa. E dividir esse espaço com alguém a quem temos de fazer várias concessões, fica bem menos tentador. A troca parece não valer a pena, na maior parte das vezes.

Não sei. Não sei. Acredito mesmo que estando cada vez mais confortáveis e felizes com a nossa solidão é que nos tornamos capazes de nos relacionar melhor. Sem dependência, sem posse, sem insegurança.

Tudo isso porque conversei com uma delas ontem, que me contou dois recentes casos. Eram impossibilidades de saída. Pessoas indisponíveis. Por variados motivos. Ela já sabia. Porque a tristeza, então? O desânimo? Se tem coisa que eu não consigo fazer é isso: idealizar pessoas, fantasiar situações.

E digo a ela que precisa relaxar. Se divertir. Ser feliz. Essas coisas são assim mesmo. Não se procura. Aparecem quando tem que aparecer.

Acho que estou dizendo a mim mesma.

3.11.09

Cidade Maravilhosa

Então eu fui passar o feriado no Rio. Não sei se devia, já que as finanças andam meio complicadas e eu vou sentir o after taste desses dias quando a fatura do cartão chegar mas... toda santa vez que eu vou para lá, fico me perguntando porque é que eu fiquei tanto tempo sem ir. Eu sou a mais paulistana das pessoas. Amo amo amo SP , o que não me impede, em nenhum momento, de amar o Rio de Janeiro também. Delícia de feriado.

30.10.09

Só para não dizerem que não disse...

Nada de engraçado acontece nessa minha vida, meudeus. Ou seja... , a conclusão: que vida sem graça.

Hotel reservado para o feriado no Rio mas... manhã de sexta e sei lá, não sei, preguiça, um monte de coisas juntas. Entregamos a primeira parte do projeto novo na semana passada, o que colocou o escritório em uma posição mais ou menos (atente para o mais ou menos) regular. Coisas se acumulam ainda mas, pelo menos, não tenho mais a sensação de estar enterrada sob um monte de trabalho a fazer. O monte diminuiu um pouco.

Ahhh... foi um sucesso. Pediram até um outro orçamento. Ok, ok... Única parte da minha vida que parece que tenho alguma competência para administrar.

Séquiço en de citi? kakakakaka. Só rindo. Sinceramente, tem me faltado a disposição para começar coisas. As coisas começadas não me empolgam em nada. Zero empolgação mesmo.

28.10.09

So fun...


Claro, né. Dica das Fridas. De novo.

20.10.09

Eu não sei quanto os mouros trabalhavam mas...



Eu, de segunda a segunda, dias de 14, 16 horas.
Juro.
Ninguém merece.
Desculpem pela ausência mas absolutamente sem novidades a não ser que vocês se interessem pelas tendências do inverno 2010 ou verão 2011.
Aqueles seres que fazem a gente feliz e deixam a gente doida ao mesmo tempo? Existem? Sei não. Não tenho tido a sorte de cruzar com nenhum.

7.10.09

E só mais uma, rapidinha e infame

Além de todas as coisas que andam me acontecendo, estava com uma puta dor de dentes. Desde sexta-feira, vivendo à base de lisador de 8 em 8 horas. Fui ao dentista ontem. Era o ciso. Parece que o meu juízo cedeu de vez, já que está com uma parede interna rachada. Deveras esclarecedor.
Devo extrair, diz o dentista. Eu, tá bom... semana que vem, não quero passar o feriado inchada e sem poder comer.

Saindo do dentista, conto a novidade para minha amiga... digo que vou ter que arrancar o dente. Ela diz... quando? E eu: ahhh, só na semana que vem. Esta semana eu tiro o atraso, na outra eu tiro o ciso.

Eu sei... péssima.

Bom, Flávio

eu disse que ainda dava tempo de desistir de tudo... ou mudar de planos...

Mas deixa eu perguntar só uma coisinha? Você não acha que me conhece demais, não? rs

E é bom, você deixar o seu e-mail aí, nos comentários, porque não pega bem ficar respondendo assim, né?

Obrigada.

Bora, vai...

Não sei o que me deu ontem. Mas depois de semanas aposentada, trancafiada em casa, praticando o celibato, aceitei três convites. Três seres humanos do séquiço masculino diferentes, que eu ainda não conheço. Café na quinta, jantar na sexta, balada no domingo. Estilos diferentes, como vocês podem notar.
Claro, ainda dá tempo de desistir de tudo.

2.10.09

Tão, tão, tão cansada...


Vocês não tem idéia. Exausta. Meus problemas continuam e são de uma sorte que, realmente, me pegam. Mateus atingiu a adolescência com uma força que eu nunca imaginaria. Amigos, juro. Tem sido muito, muito pesado. Difícil mesmo. Exigiu até a volta do ex (não para mim, claro) para dar uma mão. E ainda estamos, assim, meio que sem saber muito como agir. Apesar da ajuda profissional (sim, fizemos isso, antes que você pergunte).

De qualquer forma, tenho trabalhado demais e estou completamente tomada com esse assunto.
Historinhas divertidas? No hay. No hay.
Não tenho saído quase nada. Tenho recusado todos os convites. Não acho que seja uma boa companhia, nesse momento.

Mas não sei. Divertir-me talvez fosse bom. Mas todo um bode, uma preguiça, um cansaço mesmo. Porque não ando em condições de dar. Nada. Tomar, talvez? Sei lá.

E bate aquela vontade... de alguém que tome conta de mim, para variar. Coisa da qual nunca desfrutei nessa vida toda. Nunca mesmo. Mas eu não sei bem como fazer isso, então continuo tocando desse jeito. In charge. Que é a única forma que eu conheço.

Cansada mesmo.

17.9.09

Thanks

Obrigada, Flávio. Só um comentário desses para me tirar do buraquinho onde me encontro e me fazer vir até aqui. Obrigada mesmo.

Então tá. Só uma. Curtinha. Ou duas.

Domingo, véspera de feriado. Balada Gay. Não tem melhor para dançar, a melhor música da cidade. Faço um best friend gay, no fumódromo. Pessoa vem conversar com os meus amigos/as. Conversa, conversa, conversa. De repente, olha para mim e diz? Cadê meu beijo?
E eu: Que beijo, criatura, tu não é gay?
Ele: Gay nãaaaao. BI. Olha é assim, eu vou explicar... Se vier a Maya, linda, gostosa... eu pego. Mas se vier o Raj, com aquele lenço... aí .... eu morro.

Só gargalhando mesmo.

E mais uma do mesmo dia... ou da mesma noite.

Vou ao banheiro. Fila, fila, fila. Segurança olha prá mim e diz: vai no outro, mais vazio.
O outro era do lado. Banheiro mas cu li no. Entro, olho. Pessoas do sexo masculino. Várias. Nos mictórios, nos espelhos. Os reservados vazios. Ai meu deus. Tô moderninha, né? Morrendo de vontade de fazer xixi, isso eu estou mesmo. Entro. Vou lá, uso o banheiro, saio, me olho no espelho. O cara do lado olha para mim. Sorri. Diz: Posso falar uma coisa?
Eu: Claro.
Ele: TUDO esse seu sapato!!!!!!!!!!!!!

Ai, ai.

16.9.09

Exausta

Problemas. Quando eu tiver disposição para brincar, eu volto.

2.9.09

Darwin? Match made in heaven? Coincidência?


Um dos meus amigos, e ex PA, (para ser absolutamente sincera), está namorando. Eu, para variar, conselheira para todos os assuntos. Então. Diz ele, que não tem sexo. Isso mesmo. Não tem sexo. Ou tem, lá muito de vez em quando. Segundo ele, tem que sair e encher a criatura de bebida. Justo ele, que não bebe nada. Uma ou duas latinhas de cerveja. Tops.

Eu digo que não entendo. Ele diz que o problema é ele. Eu digo: como você, criatura? Eu te conheço. Ele diz: ela gosta de mim, se sente segura do meu lado mas não tem paixão, não tem tesão. E eu fico perguntando porque é que ele continua tocando esse relacionamento desse jeito e ele responde que é difícil achar uma pessoa que realmente encante, que seja interessante. Que sexo é mais fácil. Até concordo. Mas deixar assim... de lado, totalmente? Não sei, não. Já passei por grandes períodos de celibato. Mas estava sozinha. Precisava ficar sozinha. Nenhum problema aí. Mas celibato acompanhado? Eu sei que existe, mas ele é bem jovem, ela também. Não costuma ser o caso. Sei, claro, que existem pessoas, para as quais o sexo é bem pouco importante. Não é o caso dele. Não conheço ela. Ele diz que não acha que seja isso. Digo que não entendo, não sei o porquê, não posso ajudar.

Por outro lado, o oposto também é verdadeiro. Sexo espetacular, encantamento zero. Porque, hein?

Aconteceu comigo, há um tempinho atrás. Desse nível, nunca tinha acontecido antes. Absolutamente surpreendente. Sinergia absoluta, quase mágica mesmo. Tanto que me deixou meio confusa. Ele, empolgadíssimo. Essas coisas são mútuas, ou não são. Existem. Ou não existem. Foi o que eu disse para o meu amigo: sempre dá para aperfeiçoar mas tem que se partir de algum lugar.

Mas, poxa, fico me perguntando... Tem que ser assim, hein? Que puta dificuldade! Foi a maior saia justa para sair daquela situação e essa semana, quase liguei para ele. Porque, juro, nada chega aos pés daquilo. Nada, nada, nada. Se eu detalhar aqui, ninguém acredita. Porque nem eu achei que isso fosse possível.

Darwin, será? Meus genes querendo fazer filhinhos com os genes dele? Coincidência? Estávamos em um dia especial e é isso, nada mais? Seria reproduzível em um outro dia? Fomos feitos um para o outro nesse aspecto e não nos outros? Porque, p*rra, nem com anos de exercício, chegaria àquele lugar com várias outras pessoas de quem eu gostei muito. Ex-marido, incluído.

Então fica aqui a constatação, porque é só isso e nada mais que eu tenho para oferecer neste momento: que coisa difícil essa... juntar as coisas...

28.8.09

Eu JURO que é verdade, eu não inventaria isso

Sóoooooooooo comigo devia ser o nome de todos os post desse blog. Sério.

Tudo bem que eu perco meu tempo na internet mas o tempo é meu, né? E, de qualquer forma, tenho vivido a vida real muito bem, obrigada.
Mas de vez em quando a vida real complica e esta que vos fala precisa de diversão. Bajulação. Elogios. Risadas. OK, vocês não precisam me falar. Eu sei que é tudo chaveco mais que barato mas diverte, assim mesmo. Última coisa que eu sou, hoje, é tonta. A vida se encarregou de me levar toda a tontice.

Pessoa me procura na internet. MSN? OK. Why not? Depois deleta-se tudo mesmo.
Pessoa diz que é mordomo (?) de um cirurgião plástico. E que está fazendo uma seleção para o patrão. Eu rio. Ele me pergunta porque estou rindo. Diz que é um trabalho como qualquer outro, que é como um personal assistant, um secretário particular, que não é como um mordomo de novela (eu tinha rido porque achava que era piada, claro. Mas a pessoa respondeu tão seriamente que sei lá..., decidi remar para ver onde ia parar esse barco insólito). Remendei dizendo que a hipótese é que era engraçada. A hipótese de ser verdade que ele estivesse escolhendo para outra pessoa. Todo educado, disse que não, não era bem assim, não estava escolhendo propriamente, só fazendo uma primeira seleção. Hã-rã.

E a senhora me permite fazer algumas perguntas? Claro, pode fazer (que raios? rs).

Depois de algumas perguntas sobre o meu temperamento (se eu era mandona, se ficava de mau humor) desatou a perguntar sobre como eu gostava da casa, quais as minhas maiores exigências, se já tinha tido um mordomo, como gostava de receber, como gostaria que meus sapatos fossem cuidados. JURO. Por todos os deuses do panteão grego. E egípcio. E romano.
Como a senhora gosta dos uniformes dos serviçais? Juro gente. Hilário. Insólito. Sei lá o que foi isso.
Quando me perguntou se eu tinha Manolos ou Louboutins, quase desmaiei de rir. Manolos? Quem me dera, rs.

A senhora sabe, se o meu patrão gostar da senhora, a senhora vai ser a minha patroa. Rá. OK. Tudo certinho. Eu caso com o seu patrão e você cuida dos meus sapatos. Tudo dentro da mais total normalidade. A vida como ela é. Mordomos e Manolos.

Ai, ai. E tem gente que ainda diz que não vale a pena.


Marina W

Eu gosto deles. Eu adoro eles. A vida sem eles é tédio. Mas como os homens andam decepcionantes.
Dela.


Também gosto. Adoro também. Já disse isso aqui, inclusive. Gosto da conversa, da energia que vibra grave, do humor, da objetividade. Interessantímas, essas criaturas.
E não sei se eles são decepcionantes. Eles são o que são. Algo previsíveis, talvez. Sigo esperando por um que me surpreenda.

Em cárcere privado

Queridos, sei que desapareço. Mas foi por uma boa causa dessa vez. Mateus me dando um trabalhão adolescente clássico. Pedi ajuda para o pai, inclusive. Que, por sua vez, me pediu para passar uns dias aqui com ele. Aceitei, né. Não tinha como dizer não. É importante. Mas...

Devo dizer que a civilidade reina absoluta, parecemos uma família de ingleses, praticamente.
Mas tenho que admitir também que já estou cansada. Sem liberdade dentro da minha própria casa.

E tenho evitado sair. Não é por nada, não. Mas acho que Mateus precisava dessa força-tarefa mesmo. E, também, não custa , né? Melhor não complicar. São só alguns dias.

E eu que estava em nova fase de recrutamento e seleção, porque desde o primeiro semestre não tenho assim, como podemos dizer, um ser humano do sexo masculino transformado em amigo colorido. (Ai, vocês vão pensar que eu estou abandonada às traças desde então. Não é bem assim, não. Quis dizer o clássico PA mesmo. Que eu obtive a façanha de conseguir realizar e não contei nada aqui porque a criatura é por demais sabidinha e achou este humilde blog em dois segundos e meio).

O que aconteceu com ele? Vocês vão perguntar, claro. Tá lá, ótimo, transformado em amigo, para variar. Outra descoberta feita, aliás. Essas situações não duram muito, não. São equilíbrios instáveis, sujeitos à auto-destruição. Acho que é a natureza da coisa mesmo. E, acrescento, homem diz que gosta disso, que quer, que é um sonho dourado e tal mas, na verdade, não é bem assim. Uma certa tendência à possessividade, têm as criaturas.

E li, na net, blog de pessoa muito ousada e amante de exercícios realizados em dupla, que um só não funciona. Que há de se ter uma equipe. Equipe essa, que ela chamou de equipe de manutenção... Muito espirituosa a menina, lá. E descreveu a equipe ideal, dizendo que na dela, sempre tem um casado. Que casados são excelentes. Não dão trabalho. Não tendem a transformar a natureza da coisa. OK. Entendi. Muito bem entendidinho. Meio óbvio até, né?

E de posse dessa informação, resolvi responder a um deles. Não, não me joguem pedras. Ainda não, pelo menos.

continua....

17.8.09

Doente

Eu. Eu mesma. Uma gripe, vou te contar. Que descambou para uma sinusite que não sai de mim, não sai. E hoje tentei ir ao hospital para tirar uma chapa dos seios da face (plano de sáude bom, hospital particular). Rá! Vocês não tem idéia.
O caos instalado. Quatro horas de espera para ser atendido em pré-consulta. Pessoas, pessoas, pessoas. Máscaras, máscaras, máscaras. Cena de filme catástrofe.
Abandonei. Claro. E fiz o que não devia mas comprei lá o antibiótico e bora. Ninguém merece. Eu ia ter que ficar lá umas seis horas, pelo menos. Aí é que eu ia pegar a tal da gripe mesmo. No meio daquela gente toda e estando doente como eu estou.
Um amigo médico havia me dito. Não acreditei. Disse que o PS estava uma loucura, que as pessoas davam um espirro e corriam para o hospital, que eles não estavam conseguindo dar conta dos doentes de verdade.
Pois então. É isso. Nem ouse quebrar um pé numa hora dessas. E se quebrar, melhor fazer uma tala com a colher de pau da cozinha.

13.8.09

Eu te disse, eu te disse

Eu vivo dizendo que minha vida é novela, ou roteiro filmeco B. Pois então, acabei de receber esse e-mail lá no negocinho da internétis. Me fala se eu não tenho razão.

"me 40 anos, homem indiano,vivo em Portugal, gostaria muito de conhcer voce, se é possivel,por favor manda seu email ou escreva para:kutuji(resto constroi *** ok?-facil de construir e adicionar meu email.
um abraço-voce tem um nariz muito lindo-sabia???" (sic)

Nariz? Essa é nova, rs.

E vou registrar aqui muito rapidamente, porque, juro, saco absolutamente cheio dessa lei e dos argumentos dos chatinhos. A profanação da Chanel, não admito. NÃO ADMITO. É uma figura histórica. Fumava feito uma chaminé. Todo mundo sabe. Em todas as fotos existentes da pessoa, está com o cigarro na mão. É censura e ponto final. Ridículo. Passa de todos os limites do razoável. Me dá medo, até. Sem brincadeira.

10.8.09

Interrogatório

Internet. Nick da pessoa: Homem Culto. Bom, digamos que é raro. Na internet e fora dela. Pessoa conversa com Daniela. Pessoa pergunta se pode fazer umas perguntas. Shoot.
Um filme. É a primeira. Aimeudeus, e dá para escolher? E isso lá é pergunta que se faça? Shit. Pergunto se pode ser o último que eu gostei. Pode. Tá. Respondo. Pessoa diz que adorou esse também. E assim, por diante. Um livro, uma cidade, um país, uma música, um restaurante e sei lá mais o quê.
Perguntas impossíveis para mim, chego à conclusão. Porque escolher significa eliminar todas as outras opções e dói, dói, dói. Louca, eu sei.
Pergunto tudo de volta. Bom gosto a pessoa tem. Foto? Não. Tem um cachorrinho, lá na janelinha do eme-esse-ene. Digo que ele é lindo. Não estou mentindo, né?
Pessoa pede o número do celular. Agora quer ouvir a voz. Eita pessoa exigente, essa. Eu dou. Sozinha em casa, careless mood. Pessoa liga. Diz que tenho uma voz bonita. Eu digo: é, grave. Ele diz: Não, sexy. Hum. Sei. Pessoa conversa por uns cinco minutos. Cidades da Europa e restaurantes dominam a temática. Bom gosto, mesmo. Pessoa diz que está cansada, reunião bem cedo hoje, que me liga para tomarmos um café. É quando eu percebo que nem ao menos sei o nome da criatura. Sem nome, sem cara. Pessoa diz: amanhã te falo. Hã-rã. OK.
Só eu mesma.

9.8.09

Fora da lei


Bom, de novo. O cigarro. Ontem não saí. Preguiça absoluta. Internet, então. Enquanto esperava Mateus chegar da rua. Filho na balada é um tormento, amigos.
E uma pergunta que não rolava nunca, antes da lei. Você fuma? Sim, fumo.
Achando que devia ser daqueles seres humanos que abominam cigarros e acham que as mulheres que fumam deviam ser exterminadas da face da terra. Junto com aquelas que tem o despudor de mostrar os tornozelos.
Não. O oposto. Ai, que bom, ele disse. Só rindo. Porque o que o ser humano queria era achar um lugar onde pudéssemos tomar um vinho e fumar. Até morrer se bem nos apetecesse.
Então é isso. O que está acontecendo é que essa lei está favorecendo a aproximação entre fumantes. Solidários, se encontram nas calçadas, se sentindo os párias máximos. Se acham na internet. Se buscam. Engraçado.
Devo sair hoje. Um lugar que, segundo e-mail que recebi, preparou um jardinzinho para os fumantes. Vou conhecer um monte de gente. Quer apostar? A lei está é favorecendo o encontro dos agora, foras da lei.

7.8.09

A p*rra da lei e essa discussão toda

Eu fumo, né? Obviously. Olha o nome desse blog, por favor. Leia de novo. Ok. Fumante.

Eu também saio bastante. Eu gosto de música. Juntando essas três coisas, o resultado são lugares hermeticamente fechados para o som não sair, sem cigarro. Hum.

Concordo? Não. Acho que devemos respeitar o direito dos que não fumam mas acho que deveriam permitir os fumódromos adequados. Ventilação, cadeiras para sentarmos, umas plantinhas também cairiam bem (não precisa ser um depósito de viciados). Não pode ter teto? Ahhh, vai se f*der, de verdade. Qual a diferença, meudeus, se o lugar for bem ventilado? E, atentem, não haverá nenhum fumante lá para se incomodar com a fumaça, não?

E lugares exclusivos para fumantes. Faço questão. AQUI SE FUMA, em letras garrafais. Quem quiser entra, quem não quiser, não entra. At your own risk. Porque isso é liberdade. No meu entendimento. Bares de fumantes. Pronto.

E, sinceramente (já fui dona de bar, vocês sabem), como é que vão controlar a conta das pessoas, a saída? Vai ser muito muito complicado para os que não tiverem condições para fazer um jardim interno, por exemplo.

Como sempre, nunca se sabe o que vai acontecer. Veremos. Mas como diz meu pai (que não fuma, by the way, mas é um defensor da liberdade). Bando de gente chata essa dupla Serr*/K*ssab. Primeiro, fecharam todos os puteiros (não pode mais tr*par), depois, a lei seca (não pode mais beber), agora essa? PQP. O que faremos, pois?
Orar, é o que nos resta.

5.8.09

O Poder?

Então dizem. Que aos 40, a mulher tem o poder. Que é a melhor idade. Blá blá blá. Concordo. Não tenho como discordar. É a mais pura verdade. E eu me transformei na rainha do first date, praticamente. Ok, ok, às vezes second. Mas não passa daí. Admito que eu sou a responsável pela maior parte desses finais antecipados mas também sou esnobada às vezes. Normal. Se tem uma coisa que eu não sou é iludida. Nunca fui. Sei exatamente onde eu estou pisando, o que às vezes é uma pena. Porque até dava uma vontadinha de fingir e pintar tudo de cor de rosa mas... não consigo. O ceticismo que a idade traz.

E escuto que sou linda e encantadora e suave e doce e delícia e sei lá mais o quê. Acredito? Mais ou menos. E vou acumulando primeiros e segundos encontros sei lá com que propósito. Essa maldita decisão de "vamos conhecer pessoas". Poderia escrever um livro. O nerd, o casado, o tântrico, o performático, o tímido, o novinho, o certinho, o puto e assim por diante.
Blog anônimo, talvez. Garanto que vocês iam se divertir muito. Minhas amigas se divertem. Cheguei ao ponto de começar a fornecer eme-esse-enes para a galera feminina, fazendo os matchs, inclusive. Olha, esse aqui, não é para mim, não, mas acho que você ia adorar.

Não sei, não sei, não sei.
O que está acontecendo comigo. Fico pensando se perdi minha capacidade de encantamento. Se esse encantamento depende de uma certa dose de cegueira. Porque eu enxergo as pessoas. Ahhh, tãaao bem. E gosto delas. Gosto, sim. Como seres humanos. Mas paixão que é bom, acho que foi exterminada da minha vida para sempre.

E hoje, mais um café. Amanhã, outro. E assim, vamos caminhando e cantando e seguindo a canção. Somos mesmo todos iguais? Acho que não somos, não. E ao mesmo tempo, acho que somos.

Um amigo, ex first date (porque, né, já falei sobre isso, transformo todo mundo em amigo) me disse que esse é o mal da internet. Uma sucessão de pessoas, nós sempre achando que o melhor está por vir. No meu caso, não concordo. Não é esse o ponto.

A idade maturidade é assim: ficamos muito mais tolerantes e ao mesmo tempo, muito mais exigentes. Se é que dá para entender.

16.7.09

As últimas

Eu tinha pensado num post genial, que tinha até gracinhas e trocadilhos. No banho. Costumo ter idéias geniais no banho. Mas... esqueci. Tinha que ter anotado na hora.

E me aconteceram umas coisas que me deixaram ao mesmo tempo deprimidinha e mais convicta.
Claro, né, Clóvis. Que foram coisas relacionadas aos seres misteriosos que habitam o planeta dos macacos homens.
Então fiz a bendita listinha das qualidades/características a serem preenchidas. E pronto. Não é que eu achei? Completo. Tudo lá. As qualidades da listinha. E mais várias outras. Olha, tinha
qualidades habilidades, que eu nem pensaria em colocar na listinha. Juro.
Mas.... mas....... mas.......

Sei lá. Não tem explicação, não. Um amigo até me perguntou: mas era príncipe ou era ogro? Príncipe, respondi. Porque era mesmo. Mas não era o meu príncipe, infelizmente.
E a pessoa se empolgou toda e eu, ai. Eu nem sabia muito bem o que fazer ou dizer. Apesar de só terem sido dois encontros, acho que encorajei, né?
E aquela história do tu te tornas eternamente responsável e blá blá blá... Maldito livro. Não acredito nisso, não. E não fui miss.

Bom, depois dessa, qual a conclusão? Chega, hein? De fazer listinha, de escolher baseada na merda da listinha. A convicção? Sozinha mesmo. Melhor. Porque essas coisas a gente não procura, a gente acha. E divertir-me, claro. Essencial.


5.7.09

Does size matter?

Tem uns assuntos que nunca se esgotam. Por mais batidos que sejam e por mais que já saibamos todas as respostas. Eles querem saber. Does size matter?

Bom, vou dizer a verdade, queridos. Eu sei que vocês também querem saber se nós, mulheres conversamos sobre isso e gostariam de ser a mosquinha. Vou transformar, pois, vocês em mosquinhas por alguns instantes. Depois não reclamem. E não corram para ir ao B*ston Medical Group (como me disse um amigo outro dia desses).

Size does matter. E sim, nós falamos sobre isso. Sorry. Para algumas mais, para outras menos, para outras ainda, quase nada (eu faço parte dessa última categoria mas isso não vem absolutamente ao caso). E é, na verdade, uma questão fisiológica, anatômica. Portanto nada que se possa fazer. Compatibilidade de tamanho vem a ser mais uma das compatibilidades necessárias. E é isso. Simples assim.

E tem a piadinha, inventada por mim mesma (desculpem queridos, saibam que eu vos amo e amarei eternamente). Mas tem umas coisas que não dá para deixar passar. Foi no carnaval, então... Bebidas demais, entendam.

Então lá vai: o kinder-ovo - Bonitinho e gostosinho , mas quando você abre, toda ansiosa, para encontrar a surpresinha, o brinquedinho é tãaaaaaaaao pequenininho.... Infame, eu sei. Péssima. De novo, carnaval, teor alcóolico elevado. Sorry, sorry, sorry.

Ninguém mandou quererem ser a mosca.

24.6.09

Flores (algumas considerações)

Eu já disse isso antes. Não estou muito acostumada a ser bajulada, não. Ou bem tratada, vá lá. O Zé não era de muitos salamaleques, vocês já sabem. Romantismo zero. Na verdade, me deu flores umas três ou quatro vezes em vinte anos. Sendo que a primeira foi quando o Mateus nasceu e todas as outras, no dia das mães. Flores para a mãe, portanto.

E vamos ao caso em questão. É claro que eu não estou reclamando. Não é isso. Adoro flores.

O problema é o constrangimento. Estava conversando ontem, com o meu melhor amigo. Que está/estava saindo com uma pessoa nova (uma certa dificuldade aqui, de encerrar essa relação. Conheço alguém parecido)). Ele adora presentear com flores. Mas ele disse que não. Não, não, não. Três dias depois de conhecer a pessoa? OK, tudo bem, até passa. Pode ser galante, delicado, o cara pode estar, literalmente, fazendo a corte. Mesmo que ainda não tenha rolado nem mesmo um beijo. Mas no dia dos namorados? Cons-tran-ge-dor.

Ai que chata, vocês vão dizer. E tem regra? Onde fica a impulsividade? Mas gente, juro. A sensação que eu tive é de que servia qualquer uma. Sem me menosprezar, claro. Devo ter preenchido uma lista de qualidades, que ele deve ter lá, na cabeça dele. Bonitinha? Check. Inteligente? Check. Bem-educada? Check. Mais ou menos isso.
Não é que eu não acredite em paixão à primeira vista (ou tesão). Mas não houve. Juro que não houve. O problema foi justamente esse.

E meu amigo me conta que também ganhou da tal menina (não no dia 12), umas camisas super sofisticadas e que isso o constrangeu. Muito. Porque, né? Como é que se recusa um presente? Não se recusa.
Mas as pessoas podiam maneirar nas demonstrações de apreço viradas em presentes caros, logo assim, no início. Acho até falta de educação. Sério. Cria a obrigatoriedade de agradecer (mamãe me ensinou isso, né?). De ser delicada. De sorrir muito. De responder a contento.
OK. OK. Eu sou co-dependente. Desagradar é extremamente complicado para mim. Mas mesmo assim, é complicado. Mesmo que você seja pós-graduado em dizer não.

Quer agradar? Uma bobagem qualquer é suficiente. Um bilhetinho escondido para você encontrar, uma música especial mandada por e-mail, uma mensagem apimentadinha no celular. Tá de bom tamanho, não tá?

Como é que você vai falar para a pessoa andar, depois de um bouquet desses?


PS. Só para constar, tomei café com ele depois das flores. Fui educada, não encorajei. Ele não me ligou mais. Talvez nenhuma atitude drástica seja necessária. E meu amigo, continua torcendo para a menina não ligar mais também. Acha que já disse o suficiente, sem ter que ser obrigado a dizer com todas as letras. Mas tem gente que não lê nas entrelinhas. Ou finge que não vê, né?

23.6.09

Ou como dizia meu Tio Luis: Mãe, tenha distância.

E chega um tempo em que você acha que acabou. Que o seu filho cresceu e não quer mais saber de você por perto, a não ser para pagar contas. Aí, uma certa noite, vocês se apertam lado a lado na cadeirona da sala de tv, cobertor e tal. E assistem uma série com um capítulo que, coincidentemente mostra mães. Mães que são mais filhas, mind you. Mães completamente useless. E seu filho, que já está bem maior que você, deita no seu ombro e diz que te ama. E que bom, mãe, que você está trabalhando em casa agora, a gente vai comer comida gostosa todo dia.
Acho que não acabou, não. Que bom.

22.6.09

Ecletismo religioso?

Eu sei que parece que eu só faço isso na minha vida. Travar contato com seres humanos do sexo masculino. Mas não é, não. É o que eu conto aqui porque é o que é divertido, né? Um pouco, pelo menos. De qualquer forma, apesar de parecer, não tive nenhuma interação verdadeiramente interativa com esses seres em dois meses. A caminho da beatificação.
Mas essa eu tenho tenho tenho que contar, porque né? De novo, só comigo.

Pessoa me manda e-mail (negocinho da internétis, claro). Conversamos muito pelo eme-esse-ene. Toda uma identificação. Crescemos a quatro quadras um do outro, frequentamos todos os mesmos lugares na infância e na adolescência. Rimos, rimos, rimos (huahuahuahua, claro). Nada ao vivo. Não sei como nunca nos encontramos naquela época. Deve ser a diferença de quatro anos na nossa idade, que significam décadas quando temos 13 ou 14 anos. Pessoa é judia. Ok, nenhum problema. Sempre tive muitos amigos judeus, muitos mesmo. Duas melhores amigas, inclusive.

E a pessoa não quer me encontrar para um café nunca. Diz que está apaixonado e que tem medo da rejeição (certo, a loucura começa aqui). Além de pedir para eu dizer (escrever) que o amo, todo santo dia. Diz ele que a palavra escrita tem poder e que se eu escrever suficientes vezes, se torna verdade. Ã-hã. Mas não é isso que eu vim contar, não. Na sexta, shabat, ele diz que vai à sinagoga (como sempre, aliás). E que vai perguntar para o rabino.

O que é que você vai perguntar para o rabino, pelamor?

Vou dizer que eu gosto de você e que você não é judia.

Ai, ai. Só comigo, só comigo, sóoooo comigo. Dizem que tá na novela, né? Não sei. Não assisto. Esta é a minha vida. Roteiro de novela. Blah.

14.6.09

Cinderela?

Fato inédito. Ontem, aniversário de amigo. Casa noturna com música ao vivo de excelente qualidade. Delícia mesmo. Dance, dance, dance. Saltos. De vez em quando, acho que eu devia estar fazendo uma cara de dor, ou dando uma de garça, sei lá. Porque um ser humano viu, ajoelhou no chão, pegou meu pé, tirou meu sapato e juro: fez massagem. Sempre há uma primeira vez para tudo nessa vida.

E hoje começa meu inferno astral. Exatos trinta dias para o meu aniversário. Ai.

Ahhh, esqueci de contar. Fui jantar na terça com um dos seres humanos que me pediu em namoro, rs. Nada, nada, aconteceu. Conversa civilizada, comida e vinho excelentes e foi só.
Pois então. Sexta-feira, dia dos namorados. Toca o interfone. Dona Daniela, tem uma coisa aqui para a senhora. Hum, Tá. Peraí. Tô descendo. Deve ser talão de cheque, né?

Não era, não. Um bouquet. Grande. Rosas vermelhas colombianas. Ai, ai. Num tô dizendo que esse povo é doido, minha gente? E se um homem que você nunca viu antes, lhe oferecer flores, isso é.... (preencham como quiserem)

8.6.09

Mudança

Estamos saindo do escritório. Vamos trabalhar em casa por enquanto, nesse tempo de vacas magras. Triste? Não mais. Que é uma pena, é. É, sim. O escritório todo bonitinho, super bem localizado. A reforma toda caprichada que a gente fez, três anos atrás. Fazer o quê, né?
Só mesmo abrir espaço para o que virá.

Mais uma dose


E nada do sensível educado. Totally missing. Ai, ai. Será que eu deveria ter ido ao futebol, hein?

Enquanto isso, na sala de justiça, aparece outro educado. Nem tão sensível. Também preenche os requisitos mas... sei lá, não me empolga tanto, não. God knows why. Ainda estamos na fase do nunca te vi, sempre te amei. Mas esse negócio de fazer esforço, não sei. Deveria ser mais simples, não? É como eu sempre digo: essa coisa de dizer isso é bom prá mim, vai me fazer bem, etcetera e tal, não consigo concordar muito, não. Não é remédio, né? Nem vitamina.
Tampa o nariz e engole aí, Daniela. Suuuper bom para você.

Sei.

5.6.09

Do lado de cá da cerca

Vocês sabem. Eu fui casada dezoito anos, mais dois de namoro, são vinte. Vinte anos sendo metade de um casal. Que era isso que eu achava mesmo, toda uma ilusão romântica a que somos sujeitos desde a infância. Na riqueza, ou na pobreza. Na saúde ou na doença. Eu acreditava mesmo nisso. Casamento para mim, era coisa séria. É ainda.
Mas.

As pessoas dizem que eu sou uma mulher bonita. Sei lá. Não pensava muito nisso, não. O Zé não era dado à muitos elogios. O desejo estava nos olhos dele e me bastava. E não vamos aqui conversar de auto-estima porque, né? Assuntinho longo e muitíssimo explorado.

Não quero desiludir vocês, crianças mas, olha, homem é um negócio complicadinho.
Estamos falando de fidelidade aqui. Difícil, hein?
Porque estando do lado de cá da cerca e não tendo mais um marido segurança, do meu lado 24 horas/dia, eles vêm (ó, sorry, não consigo abandonar estes acentos, não). Os casados, namorando, comprometidos de várias formas.

E, se por um lado parece engraçado e lisonjeiro, por outro, desânimo profundo e arrasador. Porque, amigos, por mais moderna que seja a relação que eu pretenda estabelecer, duas casas, um pouco mais de indepêndencia, amigos em comum e amigos em separado, venho aqui e vos digo: Ô bicho inquieto, esse bicho homem!

E aí eu fico pensando em como administrar esse conhecimento. Porque tapar os olhos é uma coisa que eu não faço mais, seja qual for a realidade que eu precise encarar.
Tem aquele texto que rodou a net, dizendo que não há mesmo, fidelidade masculina. Ou melhor, há. Mas que se estabelece sobre outros padrões. Que uma coisa não tem nada a ver com outra, aquele papo que a gente também escuta desde a tenra infância. E tudo isso porque ontem, recebi um e-mail de um cara casado, lá no negocinho da internétis. Não é o primeiro. Nem o segundo. Nem o terceiro. Nunca respondo. Mas ontem, eu mostrei para a minha sócia, melhor amiga, praticamente irmã. E vi a indignação nos olhos dela. A dor, mesmo. Porque ela está casada, né? E diante dela, eu virei " a outra". A outra encarnada, personalizada em mim, a outra mitológica. A amante, a que está lá, sempre disposta e cheirosa e risonha (será que existe, hein? essa mulher?)

E, olha, devo admitir que é verdade. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Não tinha tido muito tempo, na minha vida pregressa, de testar essas possibilidades. Sexo amigável, livre de expectativas, sem ser usado como moeda de troca, sem pretensões românticas. E é absolutamente possível. E pode ser muito agradável. Mas mesmo assim, ainda acho que estamos em estações diferentes, homens e mulheres.

Ou como disse meu amigo (aquele do post da Virada Cultural), ontem no eme-esse-ene: homem é pornográfico. E terminou dizendo que vai procurar um psicólogo e acabar com essa vida de putaria. Mas antes (palavras dele), bem que a gente podia sair mais uma vez, né?

Crianças, desisto.

3.6.09

E duas

pessoas me pediram em namoro ontem. A clássica frase mesmo: Quer namorar comigo? (assim, uns 25 anos que eu não escutava isso) Não é bonitinho, não. É hilário. Porque eu não conheço pessoalmente nenhuma das duas. E era brincadeira mas não era tão brincadeira, não, viu? Medo. Lisonjeiro? Sim. Mas, né? Reforça aquela impressão do dia da tal da casa noturna. Solidão, hein?

E nenhum deles era o sensível, educado. Que me convidou para ir vê-lo jogar futebol na segunda. Fui? Claro que não. Veeery lame first date! Aimeudeus, homens... Vamos, querida, você fica lá sentada, sozinha, nesse frio do inferno, enquanto eu e mais um monte de marmanjos corremos atrás de uma bola. Hã-rã. OK. Combinadíssimo.

2.6.09

Incrível

como tem homens que mexem com a gente. Sei lá o que é, não sei explicar. Deve ser darwiniana a explicação, porque às vezes não tem outra. Racional, não tem, pelo menos. Antes do fim de semana passado, eu estava bem quieta no meu canto e decidida, decidida mesmo, a parar de gracinhas e encontrar um cara legal (rá, se adiantasse decidir, tudo bem). Então, certas características deveriam estar presentes, condições sine-qua-non. Inteligência, senso de humor, idade adequada, independência, posse do próprio lar, um ser humano que já tivesse sido casado e tido filhos. Porque, né? Esse capítulo, eu já dei por encerrado.

E andava conversando com um ser humano todo fofo, sensível, educado, que perguntou qual o meu signo, inclusive (não sei bem o que significa isso, mas...). Animada, até. Porque ele preenchia as qualidades da lista. Aí, pronto. Aí, F*deu. Porque NY não pergunta nada disso, as perguntas dele são bem outras. E em dois segundos, abandonadas estão, todas as decisões. Alguém me explica isso, por favor? Aí ele diz que vem e eu perco o telefone e tudo aquilo que vocês já sabem. Se bem que, né? Não sei nem se ele me procurou, que essa pessoa não é a mais confiável do planeta. Não é nem um pouquinho confiável, aliás.

Frustração com F maiúsculo.

Certo, crianças. Respira bem fundo, Daniela. Conta até 1.000.000, se necessário. Calma, muita calma nessa hora. Retomar decisões equilibradas. Um, dois, três e já!

31.5.09

Então eu estava

de um tanto entediada ontem. E o ódio no coração que não passava nunca. Porque, né? Ninguém merece. Só eu, claro.
E eu nesse mood tédio + ódio sou um perigo. Devia andar com uma plaquinha. De maneiras que entrei naquele negocinho da internétis e travei conversação com o primeiro fulano que me chamou, porque a pessoa tem que passar o tempo e esquecer que existe uma cidade chamada nova iorque.
E fulano me convida para jantar e tomar vinho e eu, quer saber?, bora beber,vamos lá jantar.
Pessoa legal, divertida, ok. Não é isso que eu vim aqui para contar, não.
Vim aqui, só prá dizer, que, no carro mesmo, descobrimos que nascemos na mesma cidade. Que vem a ser uma pequena cidade do interior de sumpaulo. What the odds? PQP! E eu, (não se esqueçam do meu estado de espírito no momento) só dei uma gargalhada e disse:
"Olha, eu jurei duas coisas prá mim mesma: chega de moleques e chega de ***enses! Portanto, amigo, sem condições!"

30.5.09

Pideitis

Sem updates até o momento. Eu pedi o rei, né? Alguns posts atrás. Certeza absoluta que esse fulano não é rei de coisa nenhuma, apenas mais um valetinho muito interessante. Shit! Quem mandou?

29.5.09

Olha, gente

Obrigadíssima pela demonstrações de solidariedade. Mas não é uma coisa assim, nunca te vi, sempre te amei. Não é, não. Não sofram tanto assim. Bem menos que isso. Não é uma história de amor sem fim, almas gêmeas separadas pela distância, ó que lindo! Não é isso também, não. Nem de longe, muito menos de perto. Tem é todo um tesão mesmo, com o perdão da palavra. Sendo a pessoa, veeeery, very sexy, bonitão, malandro. Ou seja, tudo de bom.
Então não temos mesmo muitas informações um sobre o outro, endereços e etcetera.
E só para constar, dezesseis horas e oito minutos dessa sexta-feira, até agora: nada.

Talvez seja isso mesmo: universo me quer longe dele, só pode ser. Ódio no meu coração, hein. Não se aproximem de mim neste momento.

sócomigo, sócomigo, sócomigo

sóooo comigo acontecem essas coisas. Não é possível. Né não. Comigo e com a Cris, talvez.
Bom, vamos lá. Relatar o que se passa.

Tem essa pessoa, né. Ser humano, sexo masculino, brasileiro, solteiro, residente na cidade de Nova York. New York City. Isso mesmo. Lá. Sex and the City, de verdade verdadeira.
Eu e niu-iórque, que é como eu chamo a pessoa, temos tido, digamos assim, uma relação amigável virtual. Ai Cris, só eu e tu mesmo. Pois então. Lá se vão quase cinco meses de conversações internéticas. Maldito eme-esse-ene. Toda uma empolgação mútua.

Tá. Estou ontem, quieta no meu cantinho, em casa. Niu-iórque pergunta: vai fazer alguma coisa amanhã? E eu: Não sei, não tenho nada marcado.
Ele: Agora tem.
Eu: verdade?
NY: Verdade.
Eu: Tá aqui???
Ele: Chego amanhã.

Bom, a conversa se estendeu um pouquinho mais, mas o resumo é esse. Uma hora dessas, NY deve estar desembarcando lá em Guarulhos. E ficou de me ligar para sairmos hoje.

E vocês devem estar se perguntando: So what? Que drama! Só isso?
Não. Só isso, não. Claro que não. Óbvio que não. Afinal, é ou não é Daniela que está escrevendo essa joça?
Mateus vai sair. Não acha celular. Mãe, empresta o seu? Ã-rã, respondo. Ainda meio atordoada pela notícia da vinda da pessoa. Mateus sai. Mateus leva celular de mã-mã. Mateus esquece celular no taxi. Celular PERDIDO. PER - DI - DO. O celular para o qual a pessoa vai ligar. O ÚNICO número de contato com Daniela. Celular este, que possui em sua agenda, os números da pessoa, locais e internacionais.

Só comigo, só comigo, só comigo, sóoooooooooooooo comigo.

Já. Já tomei providências. Passei e-mail avisando e informando todos os outros números de telefone e mudei o recado da minha caixa postal, avisando também. Mas, p*rra! Senhor doutor universo não quer que eu encontre a pessoa, né? Quer, não. Rolando todo um impedimento astral. Vou lá ler o meu horóscopo e já volto. Juro que conto as cenas dos próximos capítulos. Se houver, claro.

PS. Eu não consigo comprar outro, não. Não sou tão retardada assim. Celular no nome do ex. Foi ele quem me deu o primeiro em 1908, mais ou menos. Ele tem que fazer tudo, inclusive ligar para bloquear. Ele não mora mais em sumpaulo. Ele não atende a meleca do celular dele.

27.5.09

Saturday Night Fever


Então fomos, sábado, numa dessas boates, ops, casa noturna, com pessoas assim, de idade mais elevada, como é justamente o meu caso e das minhas três amigas (Eu sou a mais velha, mind you. Eu sou sempre a mais velha. O que eu não sei bem o que significa mas deve significar alguma coisa não muito boa, melhor não pensar muito nesse assunto, hein, tia). Era aniversário atrasado de uma delas e eu vi por bem comparecer, já que no dia do aniversário real, tive uma reunião até tarde e falhei miseravelmente.

Gripe. Total. Absoluta. Inalação, Nal*decon Dia, pinga remedinho no nariz. Lava o cabelo. Vai Daniela. Bora.

Fila de quarenta minutos. Prestem atenção: qua ren ta mi nu tos. OK. All right. Everything is gonna be all right. Tenha fé na humanidade.

Tenho mais, não. Porque medo, hein. Medo do desespero absoluto nos olhos das pessoas. Toda uma vibração socorroprecisopegaralguémnessemomentoagora.

O que, uia que perigo, me faz pensar. Porque né? Solitárias, as pessoas. Muito. Muito, muito, muito. Eu sei. Somos. OK. Todo mundo sabe disso, Daniela (ou deveria). Mas o desespero do encontro, o desejo do encontro. Meu deus, hein. Me assusta.

E não tem história engraçadinha nesse post, porque nada engraçadinho aconteceu. Excetuando, claro, o fulano que dançava como se não houvesse amanhã, todo um ritmo próprio, passos especialmente desenvolvidos mas esse, só vendo mesmo. Ver para crer. E dançamos nós também porque as musiquinhas agradaram (old times are back again). E gastamos muitos dinheiros, dinheiros estes que eu, particularmente não poderia ter gasto, não, senhores.

E só para constar, estou de férias das aventuras séquiço and the etcetera porque, sei lá. Todo um bode. Uma preguiça. Considerando seriamente a possibilidade de me estabelecer definitivamente como uma senhoura sozinha, abstêmia das atividades mundanas todas. Teria lá suas vantagens. Porque pintar o cabelo, hein? Que saco.

Ou então, não. Talvez o que eu precise seja de um velho e bom, old times are back again, namorado. Um certo medo dessa palavra também. Só para constar.

20.5.09

Só para vocês se alegrarem um pouquinho

Mateus na escola nova. Feliz. Foi uma mudança muito positiva.
Eu sei. São só dois dias mas... mãe é mãe, né?

16.5.09

Cadê tu, meu rei?

Quando a gente estava para abrir o bar, fomos, eu e meu melhor amigo, Sérgio, fazer uma consulta. É. Dessas mesmo.
A pessoa, após falar do bar (não, claro que ela não previu toda essa confusão), entrou pela vereda pessoal.
Disse ela, que "o" cara ia aparecer. A carta era um rei. Mas entre mim e o rei, haviam lá, uns valetes. Namoricos, segundo ela.
Bom, universo, escuta aqui uma coisa:
Absolutamente de saco cheio de valetes. Cadê o rei, hein?

15.5.09

Então, as amizades

e me explica, né? Porque é que eu fico amiga de todo mundo. Até dos casos mais breves do universo. Saio duas vezes com o fulano, fico ano sem ver. As conversas continuam, de vez em quando pelo mê-sê-nê. Toda uma naturalidade. Sei não se é uma boa política. Mas. Essa sou eu.

E tem esse aí. Toda uma afinidade no primeiro encontro. Que era para durar dois chopps, durou quatro horas. E contamos a nossa vida toda um pro outro, muitas, muitas gargalhadas. Adorei a pessoa. Mesmo. Tanto, que imediatamente coloquei na gaveta amigos-de-infância, quero nada com essa pessoa, não, atração zero, bora sair para encher a cara e dar risada e desfiar as nossas agruras amorosas.
Então. Pessoa não concordou com isso, não. Disse que não queria ser meu amigo, aquela conversinha básica de homem quando quer. Porque como diz a minha amiga Sheila, fogo morro acima, água morro abaixo e homem quando quer, ninguém segura.
Pois então.
Pessoa mora em outra cidade, o segundo encontro demorou um pouco. Resolvi seguir os conselhos do guru Gikovate e dar uma chance para as afinidades.
Rolou. Foi bom, mas foi só isso. Nunca mais nos vimos, mas, claro, of course, naturally, continuamos amigos.

E pessoa volta com a namorada e Daniela vira conselheira-mor. Inclusive botando água fria na animação da pessoa (não, não comigo). Porque namorada mora em país próximo da América Latina, três meses lá, três cá. E nos três meses lá, segura esse hómi. Vagabundo perde.

E mais um ano se passou e nem sequer ouvi falar seu nome, etcetera.

Virada Cultural. Pessoa me liga que vem. OK. Vamos. Combinei com mais dois amigos.
Que me dão o cano. As pragas. E chego lá e a pessoa já providenciou dois whiskies em copos imensos de plástico. Daqueles de refrigerante plus size. Hum.
E bebemos, né. E assistimos shows. E bebemos mais. E jantamos. E pessoa está hospedada em hotel convenientemente localizado na Avenida São João. E... oh..., fuck. Literally.
E assistimos mais shows. E dançamos. E bebemos mais. E... oh..., fuck, literally. Again.

Não sei porque eu tô contando isso tudo, não. Foi bom, mas foi só. Culpa? Eu, não. Friendly sex é bom. De novo, segundo nosso guru máximo. Eu concordo.

Só para dizer que continuamos amigos. Toda uma naturalidade. Sei não se é uma boa política. Mas. Essa sou eu.

My life is a mess

Perdi um cliente grande no escritório. A situação do bar continua na mesma. Mateus foi expulso da escola. E admito, tenho usado essas aventurinhas ridículas como anestésico.
Quem nunca se f*deu que jogue a primeira pedra.

10.5.09

Então eu preciso

voltar a escrever nessa joça aqui ou fazer um blog anônimo logo porque, né, sem condições. Desabafos much necessários.
Mas o bar está (temporariamente ou não) fechado e eu não sou mais pessoa pública, lá se foram meus 15 minutos de fama, que, na realidade, duraram um pouco mais.

E coisas tem acontecido. Muitas. No departamento seres humanos do sexo masculino. E no departamento filial. E no departamento profissional. Eu sei. Pouco vos interessam essas coisas com exceção dos episódios séquiço en de citi. Eu sei.

E tenho saído com diversos seres. Admito. Não, né. Não todos ao mesmo tempo. Um de cada vez. Que eu, feito o Calligaris, acredito em monogamias. Sucessivas (extremamente breves, às vezes) mas, nem por isso, menos monogâmicas. Mas liguei mesmo um botão careless e chega de complicar Daniela, let's enjoy o que a vida tem para oferecer.
Não. Namorei ninguém, não. Porque esse tipo de coisa que as pessoas chamam de namoro eu acho que não houve. E para dizer a verdade, eu não tive a menor vontade de namorar nenhum deles.

Mas o que eu quero mesmo dizer é que achei um padrão. Duas ocorrências. Já são um padrão, né? Porque eu nunca tinha me relacionado com seres deste modelo. E o primeiro foi aquele que caiu do céu em Dezembro passado. Que eu relatei como espetacular, porque era mesmo espetacular. Mas não tinha sido capaz de detectar o modelo. Ainda. Até agora.
Batizei de pirotécnicos. Mas o melhor nome talvez fosse performáticos. Mas é menos engraçadinho, então, permaneçamos com pirotécnicos. Que nem contrato. Fulanos, doravante chamados como pirotécnicos, etcetera e tales.

São seres extremamente, e eu disse, extremamente, preocupados em impressionar naquele departamento específico. Toda uma técnica. Muitas perguntas. Não posso reclamar, não. Mas, já estou reclamando. Porque é muito, muito esquisito. Não tem abandono, não tem entrega. E, sei lá, né, mas na minha humilde e relativamente inexperiente opinião, grande parte do prazer está em provocar prazer e chega uma hora que, well, a entrega é necessária. Você pode dizer, claro, que isso que eu escrevi na frase anterior me contradiz. Que é justamente isso que eles estão fazendo. Provendo prazer. Mas não. É diferente, hein. Porque o prazer deles não está no prazer em si, mas na performance, nos elogios. Toda uma vaidade envolvida no processo.
Eu sempre preferi fazer a coisa a falar da coisa. Mas descobri que tem gente que não é assim, não. Vai entender. Tem gosto prá tudo nessa vida.

Então é isso. Se há algum homem lendo aí, podia me explicar isso, por favor. Qual é a graça, pelamordedeus? Ou mulher, né? Porque parece que existe o paralelo.

E esse post já está enorme. Síndrome de abstinência, deve ser. Chega, né.

PS. E o segundo continua meio que assim, disposto. Praticamente delivery. Agora me digam, porque é que eu não vejo vantagem nenhuma nisso? Devia, né? Devia, sim.

4.5.09

O Bar

Não, o bar não acabou. Estamos com problemas sérios com a documentação e o proprietário do imóvel e a orientação do nosso advogado é permanecermos fechados. Eu sei. É uma merda. Mas estamos fazendo todo o possível para resolver. Não sabemos se e quando.

12.4.09

Allan Sieber

Eu fico

séculos sem escrever e abandono todos vocês e quando eu coloco uma frase de desabafo (porque está difícil mesmo), recebo tanto carinho. Obrigada.

8.4.09

Meu mundo caiu

E tá difícil até de fazer gracinha.
Porque tudo, absolutamente tudo, está uma bosta nessa minha vida. Desmoronou, mesmo.

6.3.09

Então leio lá na Su,

é o amor. Lindo post. E, sinceramente, fico feliz, querida.

Tem a história da Luzia, irmã da Márcia, minha sócia.
Que foi viajar. Por muuuito tempo. Pegou as cositas dela e se desinpirulitou para Fortaleza. Sem data para voltar. Só que tinha o cachorro. O que fazer com o cachorro?
Pediu para a vizinha tomar conta do cachorro. Vizinha prestativa. Topou.
Meses depois. Sei lá quantos, mas foram muitos. Luzia retorna. Bronzeada, desestressada e querendo o cachorro de volta.
Passa na vizinha. Olha vizinha, voltei, quero meu cachorro. E a vizinha diz: mas justo agora? Passou tanto tempo! A menina pegou amor.
E a Luzia: Amorrr não! Não pega amorrr, não!

Pois é. Assim estou eu. Não pega amorrr, não, hein? Não tô podendo. Medo, pânico, correria desse tal de amorrrr. Gato escaldado, talecousa, cousaetal.

E juro. Me aconteceu ontem. No bar. Tô lá, como sempre às quintas, fecho o caixa.
Tenho um anel de brilhantes. Herança de família. Da minha amada, idolatrada, salve, salve, avó. Que deixou especificamente para mim, com recomendações e um montão de amor (esse pode).
É assim, um negócio impressive, sete brilhantes grandes. Não sai do meu dedo. Todo mundo pensa que é bijoux. Nem vale tanto assim mas... é meu amuleto, meu escudo, meu tudo.
Bom, estava no bar. Fui ao banheiro. Na hora de lavar as mãos, o anel estoura. Acho que só posso definir assim. Porque o aro, partiu em dois. Com um estalo. Nosssinhora, levei um susto. E, fiquei com o pé atrás. Não sou dessas coisas, não mas foi esquisito. Tá. Catei as partes, guardei. Hoje mesmo levo para arrumar.

Estou indo embora. Estava com um vestido colorido, vaporoso (vaporoso é ótimo), bonito mesmo. Vários elogios da tchurma do sexo masculino, ontem. Pois então. Com um estalo similar, a alça do meu vestido arrebenta. Assim. Sem mais.

Sei não, hein. Pé de pato, mangalô, três veiz. Banho de sal grosso urgente.

5.3.09

Yourrrr Drrrress is verrrrry beautifullllll

Tá bom. Eu leio lá, aqueles reports, e vocês continuam aqui. Doidos. Porque gente, ficou complicado mesmo. Muito.
Mas vamos lá. Bora tocar o barco. A remos, por enquanto.

Cena 1
Carnaval - Rio de Janeiro - Bar - Lapa
1 hora da manhã
Daniela e duas amigas, bebendo caipirinhas e fazendo hora para a fila do Rio Scenarium diminuir.
Mesa ao lado: grande grupo de pessoas louras falando língua cheia de erres, supõe-se que seja alemão.

Pessoa loura do sexo feminino olha para Daniela, sorri e faz um sinalzinho. Chamando.
Daniela, já muito simpática, devido aos efeitos das caipirinhas vai até a mesa.

Pessoa loura diz: I love yourrrr drrresss, yourrrr drrrress is verrrry beautifulllll.

Daniela diz: Thank you. Where are you from? (muito simpática, como podem ver)

PL: Slovakia. Ve are frrrrom Slovakia. Yourrrr drrrresss, sooo beautifulllll. You are soooo beautifulll. Verrry sexy, your drrrress. I vant do buy yourrrr drrrresss. Let me see. Five hundrrrred dollarrrrs. I give five hundrrrred dollars forrr yourrr drrrrress.

D, rindo: No, I can't. Thank you but, no. What am I going to wear?

PL, taking his t-shirtt off and showing it.

D, rindo: No, no, I can't.

PL: Pleazzzze, pleazzzze, I vant to buy yourrrr drrrrresss.

Bom gente, isso foi longe. A doida queria porque queria meu vestido de qualquer jeito. Me chamou dezoito vezes, foi na minha mesa, tirou foto, o escambau.

Eu sei, vocês vão dizer, porque não vendeu? Sei lá. Me arrependi. Se bem que ficar de camiseta e calcinha no meio da Lapa, não sei, não. Carnaval, né? Mas tem limites.

E o vestido, adoro, mas já é bem velhinho, de malha, preto. Tudo bem. É diferente. Mas, mesmo assim, né? Five hundrrrred dollars? Acho que paguei uns 70 paus. Pagava minha viagem toda, passagem, hotel e sobrava. E eu estou quebrada. Mesmo.

Mulé doida me deu o e-mail. Quem sabe? Mas duvido. Depois que o fogo dela passou e ela chegou na Slovakia, que raios ela vai fazer com aquele vestido? Dezoito abaixo de zero, deve estar fazendo lá, agora.

6.2.09

Queria muito saber

quem foi a pessoa que deixou o comentário no último post. Queria sim. Mind you. Não é por nada, não, mas tem se tornado frequente essa coisa de comentários e e-mails sem assinatura (os e-mails são para o endereço do bar). Claro, dã. O e-mail é um e-mail portanto tem como ver de onde veio, mas a pessoa não assina, portanto eu não respondo.
Foram três até agora, nada ameaçador, amémjisuis. Mas...

Então, que se dane. Porque isso aqui sempre foi uma brincadeira para quem gosta de mim (me conhecendo ou não) e só tem graça se continuar sendo assim. Livre e bem humorado.

E são tantas emoões.

Minha amiga Sheila, que é a mais sábia de todas, quando se trata de generalizar ou opinar sobre a vida alheia, tem toda a razão: testosterona atrai testosterona. Sabe-se lá porquê. Darwin deve ter explicado, com certeza.

E tirei o fim de semana de folga do bar: sexta e sábado, não vou. Hoje tem festa de amiga. Amanhã, só deus sabe. Estou aceitando sugestões.

4.2.09

De novo

Férias mais tontas essas.
Na verdade, eu só ando cansada. De encher os olhos e ouvidos de vocês de besteiras.
Coisas acontecem, o universo conspira, etecetera e tal mas eu tenho que parar com essas histórias sex and the city. Preciso. Ou aquela velha opção, blog anônimo.
Porque, né? Eu nunca imaginaria.

E voltei para colocar um pedaço do último post do Gustavo Gitti, porque o cara manda muito bem. Não conhecem? O que estão esperando?


Você precisa entender que mulher é coisa feita de chuva, vento, fogo, mar, areia. De terra. De fruta (mulher se come). De cheiro. De guaraná e Viagra (mulher causa ereção). De céu e Sol (mulher clareia). De nuvem. Para se entender uma mulher, é preciso pisar descalço na grama molhada e depois deitar e imaginar seres mais reais que você e eu.

Você precisa entender que mulher não é livro, enigma, mistério, problema matemático, sonho psicanalítico, arquétipo junguiano ou mapa astral. Mulher não se interpreta. Mulher não se resolve. Mulher não se lê. Freud, Sherlock Holmes, Fermat e Harold Bloom não explicam. Se quiser saber, a última coisa que você deve fazer é tentar entender, adivinhar, solucionar ou perguntar. Talvez ela mesmo não saiba. Talvez ela fale algo que não é bem certo. Elas não mentem, só alternam verdades (é por isso que com mulher se dança).

Para entender uma mulher, você precisa esquecer o que é uma mulher.

É preciso chamá-la sem antes lhe perguntar o nome. Enxergá-la nua. Sempre. Em vez de adivinhar o desejo dela, oferecer o seu. Antes de entender, antes de ler, é preciso saber escrever uma mulher.

Você precisa entender, para se entender uma mulher, que o sabor da picanha só existe dentro da sua boca, que o som das fugas de Bach só nasce quando chega aos seus ouvidos, que a textura da mesa não tem realidade na ausência do toque. Uma mulher não é nada antes de seu encontro com coisas, seres e mundos. Então, para ver o feminino lá fora, é preciso atuar aí dentro. Agir. Para fazer nascer uma mulher, é preciso ser homem.

Para entender uma mulher, enfim, você precisa fazê-la suar, digo, fazê-la sua mulher

28.1.09

Eu sei que eu disse, mas...

Essa eu tenho que contar. Saí no domingo. Fui à uma balada* aqui em São Paulo, no centro da cidade. Quem é daqui deve conhecer ou pelo menos deve ter ouvido falar: ( http://www.gambiarraafesta.com.br/ ). Ótima para dançar, o DJ é fenomenal, só toca música brasileira. Foi lá inclusive, que eu ganhei o meu presente de Natal (mas essa é outra história).
Estou dançando, um cara se aproxima. Bonitinho, belo sorriso, baixinho.

Ele - "Você é linda. Parece uma modelo."
Eu - "Brigada."
Ele - "Você gosta de meninas ou de meninos?"
Eu - "MeninOs".
Ele - "Que pena! Queria apresentar minha amiga prá você."
Eu - (Sorriso) "É, mas eu gosto de meninos, mesmo."
Ele - (Sorriso maior ainda) "Eu também."

Bom gente, é engraçado mas também é a civilidade absoluta. Aliás, essa balada é totalmente a favor da diversidade. Só tenho uma preocupação: A maioria dos meninos se assusta facilmente. É uma pena, mas é a realidade. Só espero que eles continuem a comparecer. Oremos.


* esse termo não me agrada muito, não. Acho meio adolescente. Mas fazer o quê? Para esse tipo de festa, não tem outro.

**Aliás, fechei com ele para a minha festa à fantasia no bar - dia 14 de Fevereiro. Quem estiver a fim, me deixa o e-mail nos comentários que eu entro em contato. Não vou mais mencionar o nome do bar aqui, agora que me tornei pessoa pública (vai ser dona de bar, vai), isso tem me causado umas saias justas. Pessoa bota nome do bar no google, pessoa acha o blog, pessoa lê blog, pessoa vai ao bar. Já viu, né?

15.1.09

Pessoas

Vou tirar umas férias do blog, tá?

10.1.09

E o ano começou

E preciso urgentemente remover todas as menções ao bar deste blog. Ou pelo menos o nome. Porque na quinta, foi um amigo de um dos sócios lá e disse que procurou o bar na internet e bem, achou o blog. E leu. Ele foi muito do discreto mas juro, MORRI. Vergonha é apelido.

29.12.08

Olha, voltei rapidinho

pra dizer só uma coisinha. Ou duas.
Esse presente do velhinho de barba branca foi, realmente, uma faca de dois "legumes".
Porque eu tava bem quietinha no meu canto, fingindo de morta. O monstro dormia.
Pois bem, esse tal desse garoto, acordou o monstro e ainda por cima elevou os standards. Muito.
Muitíssimo. A níveis quase impossíveis de equiparação. Juro. Essa nova geração andou aprendendo umas coisas.
F*deu.

De férias, em Florianópolis

Volto dia 5.
Feliz 2009 a todos os meus três leitores. Até lá.

22.12.08

Natal antecipado


Tem dias em que o Universo olha prá você, fica com peninha e resolve te dar um presente.
O meu papai noel veio ontem. Tinha 1,90, um sorriso de matar, mãos macias e beijos perfeitos.
Obrigada, hein, pessoal aí de cima, veio sob medida, não tenho nenhum reparo a fazer. E olha, que eu nem tinha escrito uma cartinha.

5.12.08

Morta? Almost.

Gente, esse negócio de dona de bar, vou contar, hein? Já dizia o nosso amigo Robin, que entendia bem desse assunto: Santa jornada dupla, Batman!
De dia, funcionária. De noite, bailarina. E joga mãe, no meio desse negócio, para completar e não ficar faltando nada.
Ainda bem que eu não sou mais esposa, porque não ia dar, não. Sem condições.

Mas eu estou feliz, as coisas estão entrando nos eixos, agora é só encher esse bar de gente. Só, é força de expressão, né? Porque, vejam. Tudo nesta vida dá muito trabalho.
Bem que a cigana disse que o meu dinheiro nunca ia vir fácil. Não para loterias. Não para marido rico. Não para sorteio do "credicardi". Trabaia mizifia!

30.11.08

Só para lembrar que não é tão simples assim

Ontem ficou bem vazio. Mas, no geral, para o primeiro fim de semana, acho que foi ótimo.
Quinta, bom. Sexta, excelente. Sábado, fraco.
Agora, precisamos trabalhar muito na divulgação.
Conto com vocês.

29.11.08

Rapidinha

Gente, absoluto sucesso.
Ontem lotou mesmo. Fechei o caixa às 5 e às 9 já estava encomendando pão para hoje.
Até o champagne acabou.
Foi muito, muito, muito legal.
E agora, vou dormir mais um pouquinho (se eu conseguir, né?)

27.11.08

Sorry

Tô tão doida que troquei de princesa. Não é Rapuzel, não. Bela Adormecida.
E esqueci da Amber. Amber, cadê seu e-mail? Não vai na inauguração, não?
Aliás, tá tudo bem com vc?

26.11.08

Enfim

Bom gente, é amanhã. E o que está faltando vai ficar faltando porque não dá mais não.
O Bar, finalmente parece um bar, já que chegaram as bebidas e foram colocadas naquelas prateleiras designadas para tal finalidade. Um bar, portanto.
Ontem, ficamos lá até umas horas, um exército de pessoas. E lava e varre e carrega e testa o som e cadastra os produtos e descarrega a cerveja e, e, e.
Para hoje, treinamento do sistema, treinamento da brigada de incêndio e treinamento do pessoal em um test-drive às sete da noite com uns doze desavisados amigos e familiares, que serão nossos clientes fake.

Ainda dá tempo hein, pessouash, de ir na inauguração. Quem quiser, pode passar um e-mail para danidemenezes arroba ge mail ponto com, tá? Com os nomes completos e dia preferido: quinta, sexta ou sábado. Prometo que vai ser bom. Pelo menos, a música. Essa, eu garanto.
Klein, Hunny, Cris, Su, cadê vocês?

E tem lá um baixista que não sai de mim, não sai. Mas sabe, né, onde se ganha o pão, não se come etcetera, todo mundo conhece a frasezinha clássica. E , depois, essa parte de mim parece que virou Rapunzel de vez, está dormindo há uns cem anos. É que me parece, pelo menos.

22.11.08

Sehr gut

A vida está monótona? Precisando de um pouquinho de aventura?
Ó, queridos, simples. Simplinho. Montem um bar. Tudo, tudo, pode acontecer, feche os olhos, etcetera e tal.

O cano do banheiro pode furar enquanto a pessoa da empresa que coloca os negocinhos de papel, sabonete e afins está, finalmente, instalando os malditos negocinhos. E descobre-se que não há registro. Sem registro. SEM REGISTRO. E a água jorra pelo bar e a pessoa instaladora coloca o dedo no furinho e lá fica por trinta intermináveis minutos enquanto as outras pessoas procuram o registro da caixa d'água e o bar inunda.

Também pode acontecer que a vaga de caixa nunca é preenchida, porque sinceramente, já foram três. Três seres humanos que a gente contrata e resolvem trabalhar em outro lugar. TRÊS. E temos que marcar o treinamento do sistema e cadastrar as coisinhas a vender no bar e NÃO temos a pessoa-caixa. Não temos.

E a obra Sísifo, porque só pode ser, não tem outra explicação, não. Estou num sonho sem fim, rolando esta p*rra desta obra que nunca acabanuncaacacanuncanuncaacabanunca.

E o tapeceiro pode inverter as cores dos sofás cuidadosamente escolhidas. Pode. Pode sim.

E a costureira das cortinas pode resolver que cortinas são uma coisa por demais monótona e porque não? Vamos fazer cada pedaço de um comprimento diferente. Ó que original! Que divertido! Assim as pessoas sobem no andaime para pendurar a dita cuja (pé direito alto não é uma cousa linda?), um peso do c*aralho, oito pessoas envolvidas no processo, para descobrir, ao final, que a cortina é maneta, perneta, whatever. E despendurar tudo, né? Senão, qual a graça?

Olha, vou parando por aqui, eram só uns exemplinhos. Juro. Tem mais. Mas não quero fazer sofrer os coraçõezinhos dos pobres e parcos leitores.

Só mais uma, vai...

Não há freezers. Ninguém entregou nada. Cerveja quente. Bom, né? Diz que lá na Alemanha faz um sucesso danado.
Moço, por favor, dá logo aí uma passagem sem volta para Munique. Brigada.

14.11.08

Pideites, absolutamente sem graça nenhuma

Eu quase nunca leio aqueles reports do negocinho que conta as pessoas que vem aqui. Quase nunca. Mas quando dou uma espiada vejo que tem uns doidos que insistem. Poucos. Porque, né, gente, esse serviço de inutilidade pública anda às moscas. Ou nem elas. Minha vida virou um trabalho sem fim. Dia e noite, noite e dia. Leio mais livro nenhum. Cinema nem sei mais o que é. Vida sequiçuar, que, by the way, já não era das mais movimentadas, inexiste.
Fico aqui pensando n'algo para escrever que não seja o bar. Não tem, não. Xeu pensar... hummm... Não tem.

Para quem me pediu notícias de Mateus, este completa 14 anos amanhã. Está calçando 41 e não para de crescer. Tem me dado o trabalho de adolescente normal, todos os itens incluídos, sem faltar nenhum. Mas apesar do mau humorzinho, continua a pessoa doce que sempre foi, se bem que a doçura tá lá escondida debaixo de várias camadas de casca adolescente. Que eu saiba, não tem namoradas no momento, não. E vai dançar a primeira valsa, próximo dia 28, em uma festa de 15 anos (parece que as meninas estão fazendo estas festas de novo, sei lá, no meu tempo, era totalmente uó, esse negócio de valsa). Fotografarei a pessoinha no seu primeiro terno. Prometo.

12.11.08

Mudamos para 27 de Novembro

Bom, pessoal, não teve jeito, não.
Faltam papéis, homologações e outras cositas que impedirão a inauguração neste fim de semana. Estamos adiando a festa para daqui a duas semana para não correr nenhum risco de ter que cancelar de novo. I sinceraly hope. Principalmente porque, dinheiro no hay. Acabou. Boa Sorte.
Precisamos abrir.
O bar ficou a coisa mais linda, o som está maravilhoso (teve ensaio ontem, uma lindeza!).
Espero vocês lá, no dia 27, hein?

10.11.08

Tô viva

Morri não. Ainda.
As coisas caminham lá no bar. Estamos mantendo a data da inauguração. Somos absolutamente doidos.

2.11.08

Medo, medo, medo, medo

de não dar tempo.
E mais nada a declarar. Cérebro em processo de shut down.

29.10.08

Bonita ponte, aquela nova, não?

Até ontem, eu juro que achava que esse bar não ia inaugurar no dia 14, não. Impossível. Mas ontem a congregação reunida de marceneiro, serralheiro, vidraceiro, resolveu trabalhar. Disseram que terminam tudo até sexta. E o ar condicionado chegou. Três dias adiantado.
Contratamos cozinheiro, barman, caixa e a empresa de valet. Sem garçons, por enquanto.

E pessoas continuam mandando seus nomes para a lista e pânico, hein? Pânico total desta que vos fala. Ohh, claro que eu mantenho o controle. Outro no meu lugar já teria pulado da ponte.
Porque o escritório está parecendo casa de doido, estamos desenhando uma coleção de uns quinhentos modelos (e não é figura de linguagem) mais o bar e sem ratos? (Falando nisso, temos um bar com ratos (daqueles que roem e são peludinhos e tem um rabinho enroladinho. Não vi nenhum, amémjisuis, mas eles deixam rastros, os animaizinhos simpáticos), a dedetização e desratização está marcada para semana que vem)).

Well, well, well, qual a ponte mais próxima, amigos?
Aquela nova do Morumbi até que é boa, hein? Boazinha, mesmo.

20.10.08

Pessoas

O bar tá ficando lindo, lindo. Apesar da dupla de sócios que eu possuo, ter cortado meu orçamento de decoração todo, praticamente. Porque o isolamento acústico vem primeiro, o banheiro de deficiente é mais importante, precisamos de um fogão novo, etcetera sem fim.
Homem não entende nada mesmo. A importância de um espelho bonito escapa à compreensão (da maioria) destes seres.
Mesmo assim, o prédio é muito legal, as cores das paredes ficaram ótimas, me sobrou um dinheirinho para uns quadros e vamos lá.
A iluminação tá ficando excelente (devo aqui, agradecer à Milena, nova namorada do meu sócio, que é arquiteta e fez o projeto, god bless her).
O som, super hiper mega blaster profissa também, apesar de eu não entender nada disso e aqui vai um PA e aqui uma caixa sei lá das quantas, porque assim o som fica perfeito e uma não anula a outra e blablabla bla bla.
E se vocês forem lá hoje, vão achar que a gente tá doido mas ainda pretendemos inaugurar no fim de semana do dia 14 de Novembro.
Se algum de vocês quiser convites, por favor, deixe um recadinho com e-mail e dia preferido (14 ou 15) nos comentários, tá?

16.10.08

Seu passado a espera?

Eu tive um namorado suiço. Lá nos idos das eras jurássicas, antes do Zé, eu conheci esse garoto quando estudava na Inglaterra. E nós tivemos um romance lindjo e viajamos pela França, Itália e Grécia mochilando no verão, todo um filme adolescente, praticamente. Foi sim. Verdade verdadeira.
Depois nós terminamos porque, sinceramente a inviabilidade era óbvia. Principalmente nos tempos da comunicação via cartas, porque era assim que era, né? Antes das internetis e uébi-cams.

Pois então. Não é que mexendo nuns guardados, procurando sei lá o quê, não acho uma pilha de cartas da pessoa? Uma pilha. Literalmente. Tão fofas, tão doces, chega a dar coceira na língua, igual doce de leite com muito açúcar.

E levo pro escritório prás meninas lerem e darem risada. E elas amam. Claro, né.

E a desvairada da Camila II, toca a me azucrinar para escrever pro moço. E me enche o saco todo santo dia. O tempotodosemfim. Escreve-escreve-escreve, uma ladainha. As carpideiras perderiam longe.

Escrevi.
Não, ele ainda não respondeu, isso foi anteontem. Nem sei se a pessoa mora no mesmo lugar, né? Que lá se vão (ui) vinte anos. De qualquer forma, enquanto estava escrevendo (juro), recebi um telefonema do meu primeiro namorado, pessoa esta que namorei quando tinha treze anos. Treze. Olha, para não fugir da verdade, devo dizer que temos relações cordiais até hoje e nos falamos de vez em quando (de vez em quando significando uma vez a cada dois ou três ANOS).

Dá um arrepio, hein. Medo Peggy Sue.

13.10.08

A noiva do cowboy era você, além das outras três

É o seguinte: Estou aprontando um negocinho lá pro Bar e preciso da colaboração de vocês.
Preciso de frases de música em português. Engraçadas, românticas, cortospulsos (mas não muito) com os temas: relacionamento, amor, sexo, etcetera.
Eu sei que quase ninguém mais lê isso aqui mas, por favor, sobreviventes do navio, já queimei todos os meus miolos e ainda preciso de mais.
Quem não tem as suas preferidas? Mandem, mandem.
Desde já, encarecidamente, agradecemos.

Prometo que coloco fotos aqui depois de tudo pronto.

11.10.08

Então tá, notícias do bar

Porque é só o que eu tenho, pessoal... notícias de bar.
E, claro, bar em obras rende notícias espetaculares. E acho que esse negócio de ser dona de bar vai acabar destruindo todo o prazer da minha vida em frequentar bares em geral, porque eu agora presto atenção em tudo, tudo, tudo.
Viu? Aquela fiação tá aparecendo. Olha, os descartáveis são da empresa Xis. Ihh, também não tem isolamento acústico.
Olho o cardápio, os preços, o serviço, o valet, o diabo a quatro. F*deu de vez.

Orçamento estourado, claro.
Faltam milhões de coisas, claro.
Minha verba de decoração foi pro vinagre depois da chuva (reforma do telhado, calha nova e tals) e do banheiro de deficiente (tem que falar cadeirante, acho, né?) que tivemos que fazer. É a lei, é a lei. E da porta de emergência e dos extintores de incêndio e etcetera, etcetera, vários etceteras.

Bom, hoje vou ver uma banda de rock clássico que pretendemos contratar para as quintas-feiras.

A inauguração está prevista para 14 de Novembro. Cinco semanas. Cinco semanas. Ai, ai.

4.10.08

O bar

está me deixando doida e me tirando o sono e são coisas e são coisas e são coisas.
Eu sabia mas mesmo assim, não esperava. Vai entender.

1.10.08

Update gastronômico 2

Então na segunda-feira, mais duas ligações. Sendo que não atendi a primeira (celular) e na segunda vez ele ligou no escritório e a minha assistente disse que eu estava. E eu conversei e desconversei e disse que EU ligava.

E ontem, de novo para o escritório, e graças ao bomdeus, eu não estava de verdade.

Tá me dando a meda, hein? Dessa pessoa?

E vocês, é claro, estarão se perguntando: porque eu não dispenso de uma vez?
Ainda não, hein, melhor manter assim, na marmitinha, porque mesmo sendo totalmente irritante, é comestível. Nunca se sabe.

30.9.08

Praise the Lord


Então tem essa coisa que eu preciso aprender. Porque não me ensinaram, realmente. A dar e muitíssimo menos, receber.
Problemas com os elogios.
E acredito que teria evitado algumas situações e tido mais sucesso em outras, caso eu soubesse praticar esta arte.
Se algum de vocês conhece um curso, por favor, quem sabe eu aprendo. Porque eu sou uma aluna muito aplicada. Então, se tiver lousa e professor, existe esperança.

E os seres humanos do gênero masculino parecem carecer dessa reafirmação de qualidades em quantidades nunca imagináveis (por mim, pelo menos).
E me surpreende constatar que eles preferem que você diga que eles são uma f*da espetacular, absoluta e inesquecível, que chegam a brilhar no escuro, ou qualquer outra coisa engrandecedora (literal e não literalmente) do ponto de vista sexual, a dizer que eles são engraçados, inteligentes e que sim, você gosta deles, putz, quero você como amigo, você é um cara muito legal.

Porque naquelas cabecinhas, uma coisa exclui a outra e lá se vão as oportunidades de uma amizade fabercastelliana. Me iludo. Eu sei. De achar que isso seja possível.

28.9.08

Então era isso...

Tem uma cousa acontecendo que eu não tinha mencionado aqui ainda. O Bar. Pois então. A doida aqui, que já faz pouca coisa nesta vida, está, com mais três sócios, abrindo um bar. Não tinha falado nada ainda porque queria que as coisas estivessem mais certas mas agora... agora f*deu. Porque o imóvel está alugado, a obra começou e não tem mais volta, não.
Esperamos inaugurar até o dia 20 de novembro mais ou menos, juro que aviso vocês. Inclusive porque precisa-se desesperadamente de clientes, Susan.
Por ora, digo que é um bar com boa música ao vivo, focado em uma faixa etária acima dos 30 (mas não me abandonem crianças, não me abandonem!), ali pertinho da Praça Benedito Calixto.

Dona de bar, era só o que me faltava, não era não?

Update Gastronômico:
E o italiano ligou algumas vezes e apareceu lá no escritório para tomar um café mas juro, acho que não tenho forças, não. Fala demais, a pessoa.

22.9.08

PT Saudações

Cheguei quarta. Câmbio. Viajo hoje de novo. Câmbio. Minas Gerais. Câmbio. Volto quinta. Câmbio.
Exausta. Câmbio.

8.9.08

Meeting Ike and an italian


Bom, eu estou indo viajar afinal. Digo afinal, porque deveria ter ido na quarta ou quinta passadas.
Viajo amanhã pela manhã e chego aos Estados Unidos juntamente com o Ike.
Nada como um furacão para animar as coisas, não?
Olha, gente, eu brinco mas não é brincadeira, não.
Pelo menos, já eliminaram o risco do furacão passar por Miami (parece que ele mudou um pouco de direção) mas sofreremos os side effects (ventos fortíssimos e tempestades, risco de tornados)
E todo mundo vai perguntar porque não esperamos o raio do furacão passar mas acho que não vai dar, não. Essa viagem já está mais do que atrasada e se não formos agora, não podemos mais ir, vai ser tarde demais. Precisamos da informação para fazer o trabalho e é isso, furacão ou não furacão.

E ontem fui tomar um café com mais um ser humano, gênero masculino, proveniência internetis.
A Marcia, minha sócia diz que eu vou morrer de tanto tomar café mas não vou, não. Adoro café.
Têm sido vários, mas eu não me dou ao trabalho de contar porque não valem as letras digitadas.

O de ontem vale. Porque eu nunca ri tanto.
Se eu andava reclamando da insegurança dos rapazes, paguei a minha língua. O cara era italiano. Italiano e xavequeiro são quase que sinônimos absolutos mas esse, esse era O Rei.
Cocky? Super mega blaster cocky, ao cubo. Beirando o ridículo, praticamente um Zé Bonitinho.

Sim, eu sei que esse é o modelo, eles são educados desse jeito, sei lá, deve ter uma cartilha que eles lêem quando pequenos, ou coisa que o valha porque, sinceramente, não é possível.
E olha, nunca conheci ninguém tão direto, italiano ou de qualquer outra nacionalidade.
O cara é muito interessante, não posso negar, mas terei que atravessar um mar de presunção, primeiro.

E é a união de dois estereótipos, né não? Eles, com uma imagem fantasiosa da mulher brasileira (segundo ele, as brasileiras são as mulheres número 1 do mundo, obrigada pela parte que me toca mas, né, eles assistem carnaval demais na televisão) e nós, com uma imagem praticamente espelhada do homem italiano e igualmente fictícia (Casanova, o fundador da tradição (ou da maldição)).

Minha amiga Sheila, para quem eu liguei, às gargalhadas, assim que cheguei em casa, me disse: pelo menos faz bem pro ego. Sei não. Quem é que acredita naquele monte de bobagem?

Ele disse que quer cozinhar prá mim, quando eu voltar da viagem, na semana que vem. Então, fica aqui a questão:
Comemos ou não, um prato italiano?

3.9.08

Pedido de desculpas



Eu sinceramente pretendia ter ido ao lançamento do livro da Fal. E ter encontrado todas vocês lá. Mas eu não ando muito bem e ontem, especialmente, ninguém merecia minha companhia. Ninguém mesmo.
Espero que tenha sido o sucesso que ela merece.

1.9.08

Ôceis num presta prá nada, mes

Num rezáru, né? Rezáru coisa nenhuma.
Porque me ligaram lá de Manaus hoje e, além da entrevista onde eu só falei asneiras ter passado na televisão, disseram que eu saí em todos os jornais.
E gente, juro juro juro, não sirvo prá isso, não. Morro de vergonha. Verdade verdadeira.