8.4.10

Shhhhhhhh, shhhhhhhhhhh, dorme....


Dentro de mim mora um dragão. Fêmea. Domar a criatura e botá-la prá dormir me dá um trabalhão danado. I manage. Por meses, às vezes. Na maior parte delas, demanda alimentação. Então, eu faço isso: dou alguma coisinha prá ela comer e imediatamente tento botar ela prá dormir. O efeito pode ser oposto. E o lanchinho deixá-la mais voraz, abrir o apetite, criar insatisfação. Tem uma bendita semana do mês que manter a besta dormindo é quase uma impossibilidade. O bicho acorda faminto e juro, eu canto canções de ninar, faço cafuné, prometo banquetes futuros, peço paciência e... nada. Mal acostumadinha, a praga. Vinte anos sendo alimentada e mimada constantemente. Deu nisso. Nesse bicho quase incontrolável.
Pois então.

Tem uma criatura do sexo masculino que teima em cutucar a fera. Teima. Teima. Teima.
Quase um ano fazendo isso. Juro, gente. Fico quieta lá no meu canto, minding my own business. Os encontros são profissionais, na maior parte. Estado civil da pessoa é impeditivo. Pessoa não é metralhadora giratória. O oposto disso. Certinho, poderíamos classificar.

Então me conta porque... porque é que insiste em fazer barulho toda vez que eu chego perto? Toda vez que eu me aproximo, dá nisso. Pessoa cutuca de leve. Beeeeem de leve. Nada que possa servir de prova in a court of law. Dragão abre um olho, dá uma rugidinha, se mexe. PQP.
Levo dias para amansar a fera.

Olha aqui, pessoa, presta atenção... se não pretende lidar com o dragão, pode, por favor, deixar ela dormir sossegada?

Agradeço imensamente.

1.4.10

Deixa eu escrever alguma coisa

prá tirar essa bunda do topo do blog. Melhor. E gente... a história é velha, hein? Ve-lha.
O presente continua presente. The same, no news. Nada relevante, pelo menos. Só muito trabalho. Não estou reclamando.

Como é que eu posso dizer no news? Retardada, eu. A viagem. Viajo para Amsterdam, dia 17 próximo, para uma pesquisa de tendências, acompanhada do meu melhor amigo. Podem babar.

Feriado dos ovos e coelhinhos. Permanecerei em SP. Trabalho sábado e domingo. Viram? Onde é que eu vou arrumar tempo para que coisas aconteçam? Me digam, por favor...

29.3.10

As coisas vem em grupos de 3?


Porque teve a onda pés, e a onda dominação (que eu recusei completamente porque, né... ninguém merece). Ultimamente, parece que ando na fase bunda. Sinceramente.... essas obsessões masculinas...

E só prá descontrair, uma historinha que vale como exemplo.

Cena: Manhã seguinte. Quarto. Som de chuva forte.
A câmera passeia pelo quarto e fecha no casal na cama, meio acordado, meio dormindo, conchinha clássica.

Ele: "Que delícia... esse barulhinho de chuva e eu, aqui, abraçado a uma bunda."
Ela: Rindo... "Engraçado, pensei que eu fosse uma pessoa."

Não que eu me incomode com a frase. De jeito nenhum. Foi a verbalização de um pensamento espontâneo. Duro é a monotonia da coisa mesmo.

Prá que pensar no que escrever

se uma música antiga e melosa do Bérri Mé-ni-lou diz tudo...

....I live in a shell,
Safe from the past,
and doing' okay,
but not very well.
No jolts, no surprises,
No crisis arises
My life goes along as it should,
it's all very nice,
but not very good.

So... that´s it, folks. It's all very nice but not very good.

23.3.10

I just called to say how much I care

A minha amiga Eli me ligou ontem. Prá contar que está apaixonada. Porque a gente precisa contar, né? Prá todo mundo. Publicar, botar na TV, gritar bem alto. E ela conheceu o cara na sexta-feira e ontem era segunda. Vocês acham que eu vou criticar, né? Tem certeza disso. Não vou. De jeito maneira. Porque paixão, caros amigos, é isso mesmo. Desse jeitinho. Súbita, imensa, avassaladora. Ou não é paixão. E ela contou que estava totalmente boba. Uma saudade..... me deu. A mesma que eu senti, dia desses, quando vi um casal brigando apaixonadamente na rua de casa. Saudade de sentir algo que seja capaz de provocar brigas apaixonadas. Não sei, não, hein. Sei que já disse isso aqui mas não custa repetir. Não sei se ainda sou capaz. E não é medo. Nem falta de vontade. Só uma constatação. Talvez seja a maturidade. Hope not.

Eli, querida, seja feliz. Mesmo que por uma semana. Um dia, uma semana, um mês. De coração acelerado, de enxergar tudo rosa, de sorrir feito boba o tempo todo. De ter vontade de ligar às oito da manhã prá dizer bom dia e simplesmente ligar. Porque apaixonado não joga, não calcula, não coloca pé atrás.

E que os deuses continuem protejendo. Os bêbados, os loucos e os apaixonados.

14.3.10

Mulher é um bicho chato

Eu vivo dizendo isso. Que mulher é um bicho chatinho demais pelo qual eu não tenho muita apreciação, não. Claro, muitas exceções. O que eu não gosto é de mulherzinha. Essas que se apoiam nas fases cíclicas naturais e nos humores que, certamente, todas nós temos, prá fazer beicinho, charminho, nhé-nhé.

As que usam o sexo como moeda de troca e pior, como chantagem. Querem afeto, atenção, dinheiro. Dão sexo. E quando recebem sexo de volta, ficam ofendidas. Querem afeto, atenção, dinheiro. Negam sexo. E ficam aturdidas quando não dá muito certo. Ou então, querem é sexo mesmo e tem que inventar um conto de fadas prá justificar.
Essa história das mulheres de se ofender com o desejo masculino... juro, parece piada. Ele só quer me comer. Hã-rã. Provavelmente. Your choice, baby. Veja como um elogio. Decida o que quer fazer. E assuma. Fazem questão de não crescer, de não exercitar o bom senso, a maturidade, a independência.

E não enxergam. Ou enxergam e fingem não enxergar. Onde estão metidas, com que tipo de homem estão envolvidas, quais são as verdadeiras características de suas relações. E colocam sua vida, sua felicidade, seu corpo, seus dias e suas noites nas mãos de outra pessoa, sem assumir responsabilidade por nada que lhes acontece. O mundo é culpado, claro. Os homens são todos iguais (Sim, são, dears. Em algumas características básicas que fazem deles os seres do sexo masculino que apreciamos tanto, são mesmo. E, sinto muito, não adianta espernear contra as coisas que são).

E como reclamam. Como se praticassem um esporte. Reclamam de tudo. Do calor, do frio, da chuva, do sol, da calça que ele comprou, da faxineira, do fato dele não ter reparado que cortaram o cabelo. Pobres dos homens. Haja paciência. Gostam mesmo de nós, viu? Ou não suportariam. Já teriam nos matado a todas.

Uma certa tendência a complicar, elaborar, imaginar futuros possíveis e impossíveis. Ficar caraminholando o que queria dizer aquele sms. Quando queria dizer absolutamente o que estava escrito nele. Homens são, na maioria das vezes, literais. Básicos, simples, diretos*. Dizem o que querem dizer. Não ficam esperando que a outra pessoa adivinhe suas mágoas, seus desejos, suas vontades. Quando dizem: eu quero te comer... é isso mesmo que estão dizendo. Nada mais, nada menos. Aprenda a lidar com isso.

Não estou dizendo que eu não faça nada disso, hein? Faço, claro. É um exercício diário para não escorregar para as formas nas quais, parece, fomos todas moldadas. Mas manter os olhos e ouvidos abertos não é tão complicado assim.

Eu sei. Eu sei. Soa um pouco cético mas é uma das características que a maturidade traz. Os óculos cor-de-rosa não funcionam mais. O que não significa que não sejamos românticas, que não precisemos de colo, que não esperemos ser conduzidas nas ocasiões e momentos certos.
Somos complexas mesmo. Quem sou eu prá negar? Nem nós sabemos direito o que queremos. Simplesmente porque queremos uma coisa num momento e outra, dali a cinco minutos. Os sentimentos mudam, muda o humor... pronto. Muda tudo. Ele olha prá mim e não me vê quando estou passando por um dia particularmente carente e é o que basta. O monstro da insanidade resolve se manifestar.

Somos, como diz a sábia Rita Lee, um bicho esquisito. Exageradas, estabanadas, emotivas demais. Só não precisamos ser cegas. Nem burras.


* ainda escrevo, qualquer dia desses, um post chamado: Homem é um bicho básico.

13.3.10

Quero ver o que você faz... ao sentir que sem você eu passo bem demais


A minha vida toda eu fui magra. Nenhum esforço envolvido, somos todos magros nessa família mesmo. Em uma boa parte da vida, adolescência e tenra juventude, eu podia ser chamada de magrela, até.

O Zé, excelentíssimo senhor meu ex-esposo sempre gostou de mulher magra e elegante. É daqueles raros tipos que abominam as mulheres fruta, as Carlas Per*ez, as bundudas e gostosonas de plantão. Bom... me escolheu, né? Devia ter algum motivo.

Eu tinha dezenove e era bem magrinha mesmo. Ele adorava envolver a minha cintura com as mãos (tem mãos bonitas e grandes, mãos de homem mesmo) e dizia que as minhas costelas eram o seu pianinho. Bom... vamos ao verdadeiro assunto.

Se eu engordasse um pouquinho que fosse... sei lá, um ou dois quilos... claro que ficava com uma barriguinha (depois de ter filho, inevitável, praticamente) e ele, toda vida toda vida toda vida me torturou. Reparava, reclamava, dizia que eu ia ficar feia e barriguda, barriga de bicho e tal. O inferno. Uma das inúmeras maneiras dele de me diminuir para poder me controlar mas isso, eu só sei hoje.

Mês passado, ele esteve aqui visitando o Mateus. E eu estou mesmo, mais gordinha. Quem lê esse blog e me conhece, vai dizer que eu estou louca e tal mas é verdade. Não gorda. Mas mais do que costumava ser o meu habitual. Sabe o que ele disse?

Tá mais gordinha. Melhor assim. Você andava magra demais, não é saudável, não é bom prá você. Tá mais bonita.

Dá prá acreditar nisso? ?? Vontade de mandar tomar no meio daquele lugar.

9.3.10

Papo de Homem

Post do Gustavo no PdH em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Como sempre, não pode deixar de ser lido.

"Curiosamente, um homem que sabe o que fazer com uma mulher é justamente aquele que age a partir de sua incerteza, de seu desconforto. Ele avança sobre um terreno desconhecido, tem coragem, arrisca, entra na onda, cai na correnteza, aposta e muitas vezes recebe mais do que pede. Ele amplifica a liberdade de sua mulher, ainda que isso possa jogar contra ele no futuro."

4.3.10

Na escola

A Mary escreveu um post sobre o que aconteceu com a sobrinha dela na escola. Me deixou puta da vida. Escola é um assunto que sempre me interessou. Aprender e tal. Eu sempre fui uma boa aluna. Aplicada, adorava aprender, notas sempre altissimas. Lia feito uma desesperada na adolescência. Modelo baleia mesmo. Quanto mais água melhor... prá ver se no final sobravam alguns peixinhos.

Me lembrei de uma história que aconteceu comigo e que acabou com a minha fé na escola, de uma vez por todas. Porque juro, eu acreditava mesmo. Inocente, judiação.

Segundo colegial, começa o curso de química orgânica. O professor explica a estrutura da molécula de carbono. Eu levanto a mão e digo: professor, não entendi. Ele explica de novo. Eu digo que não entendi de novo. Ele explica de novo. E eu, pela terceira vez, digo que não entendi. Vejam, eu queria entender de verdade, não só anotar o que ele estava dizendo e repetir na prova feito um papagaio amestrado.

Ele ficou puto, me disse que esse conteúdo era de nível superior e que se eu fizesse faculdade de química, eu, então, aprenderia. Claro que eu perguntei qual a razão de estarmos tendo aquela matéria, já que com o nosso nível de conhecimento éramos incapazes de entender. E que aquilo que ele estava dizendo era absolutamente ilógico. Já viu, né? Arrumei uma confusão sem tamanho.
Mas o que eu mais me lembro é de como fiquei triste. Decepcionada mesmo. E fui conversar com um amigo, que já estava na faculdade e trabalhava na escola meio período.
Ele me disse que era assim mesmo. Que éramos ratos em um labirinto pavloviano e que só tínhamos que apertar o botão certo para receber a comidinha. Faz isso, ele disse. Faz o que te pedem, pega sua nota e vai para casa aprender sozinha.

Pena. Uma pena mesmo, que a escola massacre a verdadeira vontade de aprender. Acabe com os talentos, acabe com o prazer.

Isso sem falar na chatice desse modelo que é absolutamente inadequado para essa geração de crianças. Mas aí... já é outro assunto. Fica prá depois...

3.3.10

Então tá, então... Alguma festinha para hoje?

Abra-se ao prazer!

Que tal se permitir ter mais prazer neste momento, Daniela? Há quanto tempo você não faz coisas de que gosta? Que tal relaxar e curtir mais a vida? O 3 de Copas surge aqui como arcano conselheiro, pedindo-lhe que permita abrir-se ao prazer, para que ele flua na direção do mundo e este lhe atenda, possibilitando situações felizes, festas, namoros (ainda que não necessariamente sérios), em suma, coisas que lhe distraiam e lhe permitam ter dias agradáveis, ao redor de quem você ama. Saia com os amigos, conheça novas pessoas, permita-se rir, conversar, conhecer os outros... estar no mundo! Você sentirá sua alma mais leve e perceberá as coisas a partir de uma perspectiva mais ampla.

Conselho: Deixe o prazer fluir!

24.2.10

For your eyes, only


Eu sempre gostei de me vestir. Roupas e tal. Desde pequenininha. A escolha da profissão parece óbvia. Embora não tenha sido tão simples assim prá mim.
Quase todos os dias, pela manhã, eu penso sobre o que eu vou vestir e isso me dá prazer. Crio um look, um personagem, uma brincadeira. Me visto para mim mesma, para impressionar clientes, para provocar determinadas reações.
Gosto de coisas femininas. Vestidos, sandálias, roupas bonitinhas para dormir.

Porque isso hoje?
Porque hoje, justamente, uma vontade de me vestir para alguém especial?
Um desejo de um olhar específico. Olhar para mim mesma no espelho grande do quarto e sorrir, pensando na apreciação e no desejo nos olhos desse alguém.
Sim, eu sou. Independente, quase sempre segura, equilibrada, feliz. Mesmo sozinha. Principalmente sozinha.

Mas hoje o que eu queria mesmo, era me vestir, for your eyes, only.

11.2.10

Ave Internet

Tá bom... tá bom... admito.

Que me tornei craque nesse negócio de conhecer pessoas pela internet. E que cuspi prá cima e caiu no meio da minha testa. Porque é uma forma legítima mesmo. E funciona surpreendemente bem. Incluo na minha experiência os sites dedicados e os chats. Sendo que o tipo de interação é um pouco diferente, mas nem tanto. Falam por aí que o Twitter funciona as well as... mas sobre isso eu não posso opinar, ainda não testei.

De qualquer forma, o que mais me surpreende é a efetividade da minha conversa escrita. Não que eu esteja negando que seja inteligente, não cometa erros crassos de português, tenha um senso de humor razoável e coloque o ponto exato de pimenta nas conversas (que, aliás, é variável). Mas acho que a principal arma é mesmo, (pasmem nesse ponto) a educação. Pelo que tenho notado é um hábito em desuso. Infelizmente. Me dizem sempre que sou doce e encantadora e eu, sinceramente, acho que o que eu pratico são as regras da boa educação, somente.

Claro que eu sei que oitenta e sete vígula dezoito por cento é xaveco barato mais que básico (nada contra, hein... tudo depende dos objetivos de cada interação mesmo e é absolutamente perceptível para qualquer um com mais de dois neurônios e um pouco de maturidade) mas sobra aí um percentual de pessoas. E, há umas três semanas, recebi até flores*. O que eu estou querendo dizer é que: querendo e tendo-se um pouco de paciência, acha-se o que quiser. Para todas as intenções, estilos, preferências.

Tenho um amigo que diz que virou uma roda viva, que as pessoas tendem a achar que sempre vão encontrar alguma coisa melhor, que não param, que vicia, coisa e tal. Tudo verdade. Mas não para todo mundo, não o tempo todo.

Outro que diz que é cheio de gente doida. Desse, eu discordo. Mesma proporção de doidos que em qualquer outro lugar. Eles apenas se expõe mais, o que, eu acredito, é uma vantagem.

Rogério, um outro amigo, que... aliás, conheci há tempos na internet e virou, primeiro, um muito breve casinho (isso porque ele é um vagabundo (no bom sentido) sem tamanho), depois, o melhor dos amigos, diz que a conversa boa é importante mas uma carinha bonita ajuda muito... e que ele, muito frequentemente escolhe as burrinhas, de propósito. Está sendo, claro, Rogério ele mesmo, com o cinismo, o humor impagável e tudo que o transforma no melhor dos amigos para falar sobre qualquer assunto, de preferência sentado em uma mesa de bar com uma dose de whisky. E ouvindo música boa, claro.

Concordo e discordo.

Estou aqui hoje para fazer apologia mesmo. Abriu portas para uma série de pessoas com características específicas e que não funcionam muito bem em ambientes com música eletrônica e vodka com energético. Estando eu, aí incluída. Sendo que adoro sair mas sou o fracasso da balada no sentido pegação clássica, já que... um pouco tímida, alta demais, bem além da idade média dos locais e segundo, novamente Rogério, com cara de mulher séria (não sei realmente que cara é essa). Além disso, saio com meus amigos para me divertir, dançar, dar risada, ouvir boa música e conhecer alguém, sinceramente, está bem lá embaixo da minha lista de prioridades nessas ocasiões.

Facilitou muito também para os homens. Segundo a maioria, não temos idéia do quanto é difícil atravessar um bar lotado e dizer oi para aquela mulher que ele acha (não, nunca tem certeza) estava sorrindo prá ele de um jeito especial.

Minhas amigas dizem que eu tenho que escrever um livro, normatizar técnicas, ajudar as pessoas. Já fiz isso com várias. Funcionando em graus diferentes, dependendo da aplicação dos pupilos e de suas capacidades pseudo-literárias. Podia, talvez, oferecer meus serviços de Cyrano de Bergerac internética. Cobrar por lauda, talvez? rs

O negócio hoje aqui é agradecer a existência do veículo. Para quem sabe usar, uma ferramenta muitíssimo útil. Proporciona grandes amizades, alisamento de egos, satisfação das necessidades físicas básicas, o que quer que você queira, necessite, deseje. Dizem que até amor... mas na minha humilde opinião, dependemos aí, da nossa senhora da boa fortuna mesmo. Seja na fila do supermercado, na livraria ou eletronicamente.

Temos historinhas... sempre temos historinhas... mas fica prá outro dia. Isso aqui já passou da extensão regulamentar faz tempo.


* Impulse total, se um homem que você nunca viu antes etcetera e tal... e palmas para a engenhosidade da pessoa, hein. Já que eu não tinha dado meu endereço (não, não sou doida, né), somente disse que morava nas proximidades de... e ele tinha meu celular. Passou na floricultura, comprou e pediu que eles me ligassem. Virou um jantar, porque, né... a educação de novo... e foi só isso.

5.2.10

Eu não sei de vocês

mas eu, hoje à noite, irei dançar e balançar o meu corpinho ao som do sensacional Casuarina, no Studio SP. Quem não gosta de samba, bom sujeito não é. Se você é um bom sujeito, aproveite. Os garotos cariocas não passeiam muito por essas paragens, não.

E ontem, duas horas e meia para voltar do cliente prá casa. Viramos Recife, definitivamente. Antes ou depois da chuva?

Contando os milissegundos para a minha semana no Rio. Carnaval, claro. Apartamento em Ipanema alugado, as melhores amigas como companhia, biquinis e sandálias de sambar.

Como diz Caetano...

Lapa
Veio a salvação
Lapa
Falta o mundo ver...

Bóra prá Lapa.

4.2.10

PQP! Mais do mesmo

Só porque eu fui comer uma pizza com um amigo anteontem e essa bendita questão surgiu de novo. E ele ainda teve a coragem de dizer que 30 dias (trinta dias é uma vida pelamordedeus), é o tempo ideal. Quando eu, mais que prontamente citei meus exemplos de que isso é uma bobagem sem tamanho, ele usou a frase mais clichê de todas de que para toda regra existe uma exceção.

Seguem as frases do Alex que, coincidentemente, relatou uma conversa similar com uma amiga. Porque eu, juro, já esgotei a minha paciência com esse assunto faz tempo. E acho que essa é a colocação primordial mesmo:

"Por que você se rebaixaria a transar com um homem que perderia o respeito por você... por transar com ele?!

Se perderia o respeito de um homem por transar com ele antes de um mês, então é porque ele é tão babaca que não deveria transar com ele nunca!"


Então tá. Existem os que preferem sem manipulados. Que preferem não conhecer o desejo que provocam. Que preferem ser enganados. Preferem a relação calculada, onde todo gesto é medido pela probabilidade da reação. Foda-se a espontaneidade, foda-se o desejo, foda-se o prazer. Prá que aquele telefonema no meio do dia para dizer que hoje, tudo o que você consegue pensar é nas mãos dele? Melhor ligar na semana que vem. Porque o que ele quer mesmo é ser tratado feito um idiota.

1.2.10

Passada relâmpago por aqui

só para desabafar mesmo.
E dividir a dúvida. Algumas coisas acontecem na vida da gente para sacudir convicções e são testes. Só pode ser isso. Universo sacode a cenourinha na sua frente. Sei lá se devoro logo de uma vez ou se digo não. Risky business, guys.

19.1.10

Amizade entre um homem e uma mulher..

A maioria das pessoas acha que não existe, que não é possível e tal...
Pelo menos não muito próxima. Não pode viajar junto. Nem tomar porre. Nem dormir no mesmo ambiente.
Pois é, pessoal. Pode. Existe. Funciona.

Quem lê o blog sabe que eu tenho um melhor amigo. Muito, muito amigo. Confidente, parceiro, trabalho para ele de vez em quando, já fomos sócios.
Nos conhecemos quando ambos ainda éramos casados, quase quinze anos se passaram desde então. Respectivos marido e mulher morriam de ciúmes. Penso que talvez, também tivesse. Porque o afeto que temos um pelo outro é muito grande mesmo. Muita intimidade. Coisa rara de haver mesmo entre pessoas do mesmo sexo. Não sei se acredito em outras vidas, esse tipo de assunto não me interessa muito, agnóstica que sou, mas seria uma forma de explicar o que acontece conosco.

E putz... a gente se ama. De verdade. Mas não queremos transar um com o outro. Eu juro. Ele não me atrai, eu não o atraio.

Claro, né... que se a gente deixasse rolar, em qualquer dia de carência, bebedeira, condições anormais de temperatura e pressão, provavelmente aconteceria. Somos dois seres humanos saudáveis, bonitos e que apreciam exercícios praticados a dois; e não, ele não é nem um pouco gay, o contrário disso... eu bem sei, porque é para mim que ele telefona prá contar. Já conversamos claramente sobre isso (a gente conversa claramente sobre tudo). E decidimos que não. Não precisa, não vale a pena, não tem a menor necessidade. Porque somos muito mais importantes e valiosos um para o outro desse jeito. Porque colocaríamos toda essa naturalidade e carinho em risco? Só por uma noite de sexo? Tsc tsc. Seria lamentável. Muito mais fácil achar sexo do que uma amizade como essa. É uma escolha mesmo.

Me diz para quem é que eu vou ligar quando o cara broxar e eu estiver me sentindo a última das criaturas e sem saber o que fazer? Só ele mesmo. Prá quem eu vou ligar quando estiver com a idéia fixa de que nunca mais nessa vida vou me apaixonar por ninguém e que me tornei uma cética incorrigível? Ele. Com quem é que eu vou sair depois da ceia de Natal para dançar, beber e dar risada? De novo, ele.

Me lembro do fim de semana em que fui ao Rio... encontrar o DJ. No mesmo dia em que ele saiu pela primeira vez com uma pessoa que conheceu na net e que futuramente viria a ser a sua namorada. No outro dia, de manhã... a primeira pessoa que me liga. Para saber se está tudo bem, se preciso de ajuda, de socorro, de ombro, de qualquer coisa. E para contar, eufórico, que tinha se apaixonado à primeira vista. E que já tinha avisado a ela que eu existia e que não adiantava ter ciúmes de mim, rs. Combinamos isso, aliás. Nos comprometemos a avisar, seja quem for que nos interesse realmente, que existimos, um na vida do outro e que não tem jeito... até que a morte nos separe.

A amizade dele me faz mais feliz, mais alegre, mais querida e... muito mais sábia. Porque... né? Um insight desses no universo masculino não é privilégio para qualquer uma. E a companhia de uma pessoa criativa, amorosa, inteligente, sensível e que está sempre procurando melhorar e aprender... o maior privilégio de todos.

Sérgio Figueiredo, meu melhor amigo. Esse post é para você.

23.12.09

Mais Deida prá vocês... já q eu estou mergulhada nele mesmo...

A melhor forma de servir a uma mulher é ajudá-la a se render, a confiar na força do amor, para que ela possa abrir seu coração, ser amor e dar esse amor que naturalmente transborda dela. ISSO NÃO COMPREENDE A ANÁLISE DISSECADA DO AMOR DELA. Dissecar os problemas é coisa de homem. Homem adora analisar as coisas por partes, no futebol, no tabuleiro de xadrez, no mercado de ações e até na sua vida íntima. Mas é importante que você, como homem, não projete o seu jeito de fazer as coisas na sua mulher.
Deixe que ela seja o oceano. Encoraje-a a ser livre como o oceano, profunda como o oceano, selvagem como o oceano e poderosa como o oceano. Seja pleno no seu amor, forte e estável na sua presença para que ela possa relaxar e atravessar os limites que ela impôs aos próprios sentimentos. Deixe que as emoções do coração dela fluam sem barreiras. Deixe que ela expresse o seu amor, sem limites. Deixa-a ficar louca de amor.

David Deida - The Way of the Superior Man

20.12.09

Pode ser simples, senhores

"... como homem, você está sempre tentando consertar as coisas. Isso é exatamente o que ela não quer e exatamente o que vai tornar a situação pior, na maior parte das vezes...

A próxima vez em que sua mulher estiver de mau humor, tente isso: suponha que ela não está se sentindo amada. Simplesmente suponha. Mesmo que pareça não ser tão simples, mesmo que pareça haver alguma razão oculta para a tristeza dela, um problema que você poderia resolver. Suponha que ela é uma flor que precisa de água ao invés de um motor que precisa de ajustes no carburador. Não suponha que alguma coisa está errada. Suponha que o que ela quer de você é amor. Forte, firme e sensível."

David Deida - The Way of the Superior Man

19.12.09

Férias............


Nem acredito... Tudo bem que eu ainda tenho um desenho de embalagem para fazer mas só o fato do meu maior cliente estar em férias coletivas e dar sossego... putz, vocês não tem idéia do alívio.
Minha espetacular e adorada irmã chega de Floripa na segunda para passar o Natal. Tantas saudades.... Não vejo a hora.

E não contei a história do amigo secreto que fizemos. Com a turma de criação e importação, do meu cliente. Bom, inventaram lá uma novidade. O presente teria que ser uma coisa bem-humorada para o filho imaginário da pessoa (???). Vai vendo. Ainda bem que eu tirei minha ex-assistente, que eu conheço muito bem. Comprei uma camisetinha tamanho 2 e fiz uma estampa. Essa aí de cima, a menininha do Coppert*ne, transformada em uma moreninha. Ela é casada com um tenente da PM, e muito assanhadinha... Anyway, vamos ao que interessa... o meu presente. A pessoa disse que adorava minhas histórias e que aprendia muito comigo. Me deu um livro infantil com uma menininha com cara de sapeca na capa. O título: Namorados?
Bom... já viu né... Me transformei mesmo na Bridget Jones quarentona. Ai ai.

16.12.09

E ontem quase coloquei um anúncio no jornal:



Porque vou te contar, hein? Foram parar onde, alguém quer me dizer, pliz?

Gente, não sei... acho que manuais demais, revistas femininas demais, informação desencontrada demais... acabaram por prejudicar a naturalidade e a apreciação das boas coisas dessa vida. Nota-se que o entorno passa a ser mais importante do que as coisas em si. O estímulo é tanto que acaba sendo necessário para tudo. Um bom drink, uma comida gostosa, uma música do caralho, uma boa trepada, uma paisagem de tirar o fôlego ... fruição mesmo... o tesão do Roberto Freire propriamente dito, não conseguem mais ser apreciados em sua simplicidade e beleza. Houve uma dessensibilização. Eu sei que eu pareço nostálgica e esse não é absolutamente o meu modelo mas... sinto que a maioria necessita de aditivos para tudo. Uma pena mesmo.

14.12.09

9.12.09

O fim do mundo

Não, não foi ontem, dia da chuva e do caos aqui em sumpaulo. Nem será em 2012. Segundo consta, para os meus clientes, pelo menos, será na sexta-feira dia 18, quando se encerram os trabalhos de 2009 e se iniciam as férias coletivas de todos eles. Tudo, tudo, tudo, nesse mundo demeudeus tem que estar pronto e terminado até esta data. Mesmo coisas que não tem a menos necessidade de estarem prontas e terminadas... como a coleção de verão 2011 TODA. Inclusive, me passaram um pequeno trabalhinho novo ontem, veja você, que delícia.
Inspiração zero, vontade negativa. PQP! Vai ser uma semaninha arrastada, essa.

Ou também podemos considerar que o mundo já acabou e o fim foi na festa de confraternização de sábado (medo de festas de confraternização, hein) ... Sodoma e Gomorra perderam longe. Ahhh, as delícias do mundo corporativo, quando regado à muitas caipiroskas.... Onde estamos hoje? Ué... só pode ser no purgatório.

4.12.09

E você é uma putinha na cama?

E esse título foi só para chamar a atenção mesmo.

Eu acho válido que as pessoas tentem esclarecer algumas dúvidas mas... esse tipo de pergunta anda me tirando do sério, ultimamente.
As pessoas pedem tantas informações que acaba virando uma agenda de congresso. E eu sei, muitos adoram uma historinha, teatrinho e tals mas, sorry, eu não. Espontaneidade é o meu ingrediente principal. Estarmos abertos para surpreender inclusive a nós mesmos.

Dia desses recebi uma mensagem de um "amigo" com uma série de perguntas e sugestões. A minha resposta deve ter incomodado, ofendido, sei lá... porque a pessoa em questão, simplesmente desapareceu do mapa. (Se bem que meu celular se auto-destruiu uma semana após essa msg, então, realmente, não sei se o desaparecimento foi absoluto mas também não é importante para o desenvolvimento desta idéia).

E o que eu disse de tão exótico?

"Na verdade eu não preciso* de nada disso. Tesão é o suficiente. Sem roteiro. Bjs"


* Note bem que eu disse apenas que não precisava. Não disse que não curtia nem que ohh, meu deus, que horror, não faria isso aí de jeito nenhum. Apenas quis deixar as possibilidades em aberto. Porque para mim, é mais ou menos como dançar. Depende da música, do dia, do par. Um ritmo se estabelece. Mas parece que não pode, não, hein? Há uma nova etiqueta da qual eu não havia sido informada. Antes de qualquer coisa, parece que é necessário que você envie um manual de instruções do seu prazer. Em tópicos. Bem detalhadinhos.

1.12.09

Sorry, mais uma, não resisti.

"Acho interessantes as relações de suplementação* entre os casais porque nós estamos acostumados a buscar no outro algo que nos complete. Isso para mim é um grande erro, porque a grande novidade que eu estou vendo é as pessoas não precisarem nada uma das outras para que o amor seja realmente uma troca de emoções, de delícias, de encantamentos e não apenas um quebra-galho onde um dá força para a fraqueza do outro. As pessoas se encontram para brincar, para ler juntas, para fazer experiências novas, para trepar e para inventar trepadas que não
estão no gibi." Roberto Freire

* (suplementação em oposição à complementação)

25 anos depois

E por causa de uma pergunta que uma pessoa me fez, eu fui procurar o livro do Roberto Freire, para ler de novo.

"Sem tesão não há solução"

E admito, me desviei do caminho, não sei bem onde, não sei bem quando.
Mas estou feliz, caminho do tesão devidamente retomado.

Um trechinho para vocês...

"E o que significa amar, além daquilo que explicam a fisiologia e a biologia? Não sei, não sei mesmo. Eu sinto, eu conheço, eu preciso, eu me delicio, eu me acabo por ele e com ele, mas não sei o que ele é. Porém, quando eu o uso como poder, contrariando sua natureza, sei perfeitamente no que ele se transforma: a maior e mais perigosa arma de chantagem autoritária que existe, através da qual se invalida o impulso da liberdade das pessoas, sobretudo enquanto amadas e amantes. A realidade, pois, é esta: pela chantagem amorosa, quando usamos o amor na forma de poder, podemos seduzir, dominar, nos apropriar, comandar, reprimir, castrar e até matar as pessoas, apenas com ameaças de retirada, com a própria retirada e com a perversão do nosso amor. Mas para que isso aconteça, para que possamos manipular a vida das pessoas que nos amam e que dependem de nós, elas necessitam supor que somos o melhor, o maior, o único amante possível em suas vidas.
Essa será a tarefa básica da sedução como instrumento de poder no amor."

30.11.09

Mania dos pés


Não sei o que aconteceu, juro. A gente sabe que existe. Sempre houve. Temos até aquele nosso amigo famoso, uma delícia de ler (e sim, claro, eu já li Mulher de um Homem Só, você não?), que vive declarando publicamente seu amor pelos pés femininos. Mas... sei lá. De uns tempos prá cá, parece que virou moda ( e tudo que é moda fica assim meio... chato). Porque se eu bem me lembro, no passado (e por passado entendam os famosos anos 80), a gente podia sair de casa desavisada, despreocupada, usando as nossas sandalinhas favoritas que não iríamos causar tanta comoção.

Agora, putz... uma febre praticamente.

Como diz a minha amiga Sheila, pés bonitos são quase uma impossibilidade física. Há. Ela mesma, os tem. Talvez por isso, seja tão crítica. Mas gente, pelamor, né? O que será que está acontecendo?

Tá bom, tá bom. Os meus. Não são feios. Razoáveis, eu diria. Pés de quem usa salto alto diariamente. O Alex já explicou isso bem melhor do que eu jamais conseguiria (e não achei link do texto, sorry). Mas olha, me constrange deveras. Beijar meus pés? Well, well. Ok. Mas não precisamos exagerar, né?

25.11.09

Príncipe ou Ogro? Nenhum dos dois, anta


Gustavo Gitti.

As mulheres buscam o homem sensível ou o machão?

Gitti - Elas não buscam nenhum dos dois. Elas se confundem ora pensando que desejam um homem sensível, ora pensando desejar um machão, mas elas sempre quiseram um homem presente, profundo e livre. Elas desejam uma energia masculina que libere sua energia feminina. Cada uma delas deseja um homem que a faça mulher.


... "Um dos grandes erros que os homens cometem é não conduzir uma relação. Em vez de levá-la para jantar, ele pergunta se ela quer jantar, qual restaurante quer, oferece mil opções, tenta uma certa democracia medrosa em vez de oferecer um presente: “Ei, fique linda hoje à noite. Nós vamos em um lugar maravilhoso”. Toda mulher adora simplesmente ser mulher, ser rendida, ficar entregue e ser conduzida. Não ter de se preocupar com nada além de brilhar, dançar, sorrir e se abrir."

Principalmente, se você for realmente independente, tiver o controle da sua vida e não tiver medo de se deixar conduzir ou receio de estar perdendo o poder. Não está, não.

E ontem, mandei esse texto, durante uma conversa com um ser humano, porque, porra, para de falar que eu fico fugindo e que nunca dá certo, que nunca nos encontramos e me diz dia, hora e local, please.

20.11.09

Domingo passado

foi aniversário do Mateus. Quinze anos. Hoje estou indo para o sítio do namorado da minha mãe (que lógico, diferentemente de mim, possui um namorado). A molecada foi ontem com eles (Mateus e 4 amigos). Consciência negra será pois, passada no sítio, comemorando o debut. Até domingo, dears.

14.11.09

Ai meu deus do céu, que saco!

Porque as coisas não mudam, hein. Não mudam mesmo. Século vinte e um, quase chegando ao teletransporte e à colonização da lua, a água do planeta acabando e as pessoas ainda preocupadas com dou ou não dou no primeiro encontro, será que ele vai me achar uma vagabunda*, meudeus. Li por aí. Meio bravinha hoje, sei lá porquê. E também conversei longamente com dois amigos homens. Maduros. Ambos com quarenta e vários**. Esse assunto está na mesma categoria da polaridade lady X puta e todos esses chavões que, sério, me cansam, me cansam, me cansam demais.

Tudo que eu digo aqui nesse blog é verdade, mas é brincadeira. Se é que dá para entender. Escrevo para divertir-me e, com sorte, divertir os outros. Uma certa liberdade literária prevalece. A graça da coisa predomina.

Flávio Gikovate, meu guru, é que tem razão. Uma minoria bem restrita de pessoas conseguiu sair desta para melhor e não quero dizer morrer, não. Evoluir como seres humanos, se preocupar com assuntos que realmente tem relevância e colocar o sexo no devido lugar dele.
É bom, é saudável, é natural. Menos, vai. Aqui, nesse departamento, às vezes menos é mais. Sensacional com amor mas pode também ser muito bom sem ele. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Ambas existem. OK. Está dito. Espero que não tenha sido tão decepcionante como a descoberta da inexistência do Papai Noel. There, there, eu sei... perder as ilusões, às vezes dói. Suck it up, é a vida, pessoal.

E, o fato de vir a ser uma coisa primeiro não impede que se torne a outra não, senhoras***. Não tem regra, não tem regra, não tem regra. Repita na frente do espelho, se precisar. Pode ser na primeira noite ou na trigésima. Não é isso que importa pelamordedeus. Pessoas importam. Pessoas inteligentes, interessantes, maduras, (seja qual for a idade), senso de humor importa. Viver importa (incluindo aqui, sofrer, né?).

Queridas, sério mesmo, não se procupem com isso, please. Se ele se preocupa, não vale um segundo de sinapse dos seus neurônios.

* Vagabunda é um termo amplo, né? Significando várias coisas simultaneamente. Sei bem o que querem dizer, os queridos do outro sexo, quando mencionam a palavra neste contexto. Pena. Porque, para mim, só pode ser insegurança. Porque pensam primeiro que você age dessa maneira com qualquer um (so what?) ao invés de pensar que eles é que são um tesão mesmo? Tsc tsc. Seriam mais felizes.

** Opiniões divergentes, só para constar. Um deles, meu melhor amigo (e agradeço aos céus por ele fazer parte da minha vida) diz que prefere a espontaneidade e que está totalmente de saco cheio de joguinhos. O outro.... sei lá, ainda não entendi direito onde se coloca mas, sinto um certo ranço de antiguidade ali.

*** Fui pedida em casamento duas vezes nesta vida. Por enquanto pelo menos, rs. Os dois deles... bem... eram tesões mesmo. Amém.

13.11.09

Eu já escrevi isso aqui antes mas...

de novo me parece absolutamente adequado ao que vem me acontecendo. Então.... sorry. Repeat.


"O correr da vida embrulha tudo.

A vida é assim: Esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa,
Sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem."

(Guimarães Rosa)

12.11.09

Desde os primórdios, até hoje em dia


Olha aí o Darwin de novo. Não dá para fugir dele, não dá mesmo. Principalmente em se tratando de seres do sexo masculino. Inacreditável como a programação funciona.

E você fica sei lá quanto tempo quieta no seu canto. Todo mundo quieto lá no canto deles também, tocando a vida como bem lhes cabe.

Aí chega um dia que você resolve aceitar um convite para um café, porque, crédito seja dado, a pessoa é insistente e vem convidando há exatos três meses. Não, não estava cozinhando a criatura nem me fazendo de difícil, só meio enrolada mesmo com todo o trabalho, Mateus tocando o terror, ex-marido instalado aqui em casa. Problemas, problemas, problemas. Saco cheio e zero paciência.

Aí pessoa liga e diz que vai sair mais cedo do hospital (coisa rara) e convida para um café.
OK, bora.

Bom, só tenho a dizer que ocorre um apagão de proporções continentais durante o café. E que, talvez a escuridão e o inusitado da situação, contribuam. Então rola toda uma descontração (copyright da minha amiga Luzia para este termo). E, olha, beeem divertido. Foi mesmo. Deveria ter tomado esse café antes.

De qualquer forma, não é isso que interessa, nem o que eu vim falar. Mesmo porque, não é nada que tenha assim, uma importância tão grande no rumo da humanidade ou da minha vida, btw.

No dia seguinte, todos os homens dessa vida demeudeus resolvem aparecer. Novos, antigos, prospects, aqueles que você achava que eram amigos, uns que você nem nunca encontrou na vida real. E perguntam como você está e você diz. Não com todas as letras mas dá a entender. Muito bem, obrigada. (Apagãozinho bom, né). É o que basta. Todos com os primatas aflorados, disputando território. Mesmo aqueles para quem você não disse absolutamente nada. Eu diria que era o meu tom de voz, se a maioria das conversas não tivesse sido pelo eme-esse-ene. Ou o cheiro, ou outra coisa qualquer visível ao instinto. Mas nada disso é possível, então.. sei lá. Coincidência? Duvido. Um até me disse que eu tirei ele do meu caderninho e perguntou porque eu fiz isso. Você não me acha legal? Por acaso eu tenho p* pequeno? (juro). Sendo que no decorrer deste período (que pode ser contado em séculos, praticamente) em que ocorreu a retirada do nome, a criatura se casou. Prá você ver.

Darwin, my friend, you rule the world.

10.11.09

E eu tenho uma historinha boa...

para contar, a piada me ocorreu assim, com perfeição mas... acho que não posso. Ainda não, pelo menos.

Acho que posso contar a primeira parte. A segunda, aquela que se relaciona comigo e o paralelo que eu fiz com minha própria vida, não dá. De qualquer forma, o protagonista da primeira parte, ontem, tratou de me dar, de presente, um outro final. Não tão bom... mas um final.

No feriado, no Rio, conhecemos um amigo de uma amiga. Médico homeopata, um tanto mais velho, algo de sabededoria cética, ex-esposas e tals. Fomos beber com a turma. Boteco das Garrafa. Assim mesmo, faltando o esse. Lá pelas tantas... e pela décima quinta garrafa de cerveja (tomamos dezoito e juro que eu não sei como fomos parar nesse número tão rápido em quatro pessoas), ele diz:

Toda mulher tem uma puta escondida. *
Às vezes mais óbvia, às vezes menos.
Quando eu não consigo enxergar a puta, fico sempre me perguntando... cadê a puta dessa mulher, cadê, cadê? Cadê a puta dessa mulher?

É muito menos engraçado sem todo o gestual e a cerveja que acompanhou mas... acho que deu para captar.

Bom, me aconteceu uma coisa no sábado que me lembrou disso mas... não dá.

De qualquer forma, ontem minha amiga me disse que ele perguntou por mim especificamente (juro que não senti nenhuma vibe desse tipo).

Vai ver enxergou a minha... rs.

* essa história de lady aqui, puta acolá me irrita deveras. Eu até entendo o que eles querem dizer mas essa divisão é absolutamente desnecessária. Mulher já não está bom?

6.11.09

Solidão

Não sou eu, não. Pelo menos, não especificamente. Acho que somos todos. Mas aí é filosofia, Nietzsche e tal. Não é disso que eu quero falar.

Eu tenho várias amigas. Mulheres muito especiais. Bonitas, independentes, divertidas, inteligentes. Estão sozinhas. Todas na casa dos trinta e uns. E quando conversamos, é sempre a mesma história. Todas, sem exceção adorariam se apaixonar, namorar alguém legal (e nem, estou falando de casamento aqui, hein? Porque a maioria nem quer isso). Querem (queremos) é um relacionamento legal mesmo.
Alguém interessante, inteligente, bem-humorado, independente (e hábil, claro...). Difícil. Muito. E acredito ser difícil para eles também, porque ouço a mesma coisa de alguns amigos homens.

Acredito que foi para o bem, mas esse novo hábito de casar mais tarde, de tratar da independência primeiro e, (em alguns casos) de amadurecer e aprender quem somos, tornou a possibilidade do encontro mais difícil.
Exigentes, somos. E acho que devemos mesmo ser. Um tanto egoístas também. Temos nossa casa, nossos hábitos e manias, a solidão pode ser muito prazerosa. E dividir esse espaço com alguém a quem temos de fazer várias concessões, fica bem menos tentador. A troca parece não valer a pena, na maior parte das vezes.

Não sei. Não sei. Acredito mesmo que estando cada vez mais confortáveis e felizes com a nossa solidão é que nos tornamos capazes de nos relacionar melhor. Sem dependência, sem posse, sem insegurança.

Tudo isso porque conversei com uma delas ontem, que me contou dois recentes casos. Eram impossibilidades de saída. Pessoas indisponíveis. Por variados motivos. Ela já sabia. Porque a tristeza, então? O desânimo? Se tem coisa que eu não consigo fazer é isso: idealizar pessoas, fantasiar situações.

E digo a ela que precisa relaxar. Se divertir. Ser feliz. Essas coisas são assim mesmo. Não se procura. Aparecem quando tem que aparecer.

Acho que estou dizendo a mim mesma.

3.11.09

Cidade Maravilhosa

Então eu fui passar o feriado no Rio. Não sei se devia, já que as finanças andam meio complicadas e eu vou sentir o after taste desses dias quando a fatura do cartão chegar mas... toda santa vez que eu vou para lá, fico me perguntando porque é que eu fiquei tanto tempo sem ir. Eu sou a mais paulistana das pessoas. Amo amo amo SP , o que não me impede, em nenhum momento, de amar o Rio de Janeiro também. Delícia de feriado.

30.10.09

Só para não dizerem que não disse...

Nada de engraçado acontece nessa minha vida, meudeus. Ou seja... , a conclusão: que vida sem graça.

Hotel reservado para o feriado no Rio mas... manhã de sexta e sei lá, não sei, preguiça, um monte de coisas juntas. Entregamos a primeira parte do projeto novo na semana passada, o que colocou o escritório em uma posição mais ou menos (atente para o mais ou menos) regular. Coisas se acumulam ainda mas, pelo menos, não tenho mais a sensação de estar enterrada sob um monte de trabalho a fazer. O monte diminuiu um pouco.

Ahhh... foi um sucesso. Pediram até um outro orçamento. Ok, ok... Única parte da minha vida que parece que tenho alguma competência para administrar.

Séquiço en de citi? kakakakaka. Só rindo. Sinceramente, tem me faltado a disposição para começar coisas. As coisas começadas não me empolgam em nada. Zero empolgação mesmo.

28.10.09

So fun...


Claro, né. Dica das Fridas. De novo.

20.10.09

Eu não sei quanto os mouros trabalhavam mas...



Eu, de segunda a segunda, dias de 14, 16 horas.
Juro.
Ninguém merece.
Desculpem pela ausência mas absolutamente sem novidades a não ser que vocês se interessem pelas tendências do inverno 2010 ou verão 2011.
Aqueles seres que fazem a gente feliz e deixam a gente doida ao mesmo tempo? Existem? Sei não. Não tenho tido a sorte de cruzar com nenhum.

7.10.09

E só mais uma, rapidinha e infame

Além de todas as coisas que andam me acontecendo, estava com uma puta dor de dentes. Desde sexta-feira, vivendo à base de lisador de 8 em 8 horas. Fui ao dentista ontem. Era o ciso. Parece que o meu juízo cedeu de vez, já que está com uma parede interna rachada. Deveras esclarecedor.
Devo extrair, diz o dentista. Eu, tá bom... semana que vem, não quero passar o feriado inchada e sem poder comer.

Saindo do dentista, conto a novidade para minha amiga... digo que vou ter que arrancar o dente. Ela diz... quando? E eu: ahhh, só na semana que vem. Esta semana eu tiro o atraso, na outra eu tiro o ciso.

Eu sei... péssima.

Bom, Flávio

eu disse que ainda dava tempo de desistir de tudo... ou mudar de planos...

Mas deixa eu perguntar só uma coisinha? Você não acha que me conhece demais, não? rs

E é bom, você deixar o seu e-mail aí, nos comentários, porque não pega bem ficar respondendo assim, né?

Obrigada.

Bora, vai...

Não sei o que me deu ontem. Mas depois de semanas aposentada, trancafiada em casa, praticando o celibato, aceitei três convites. Três seres humanos do séquiço masculino diferentes, que eu ainda não conheço. Café na quinta, jantar na sexta, balada no domingo. Estilos diferentes, como vocês podem notar.
Claro, ainda dá tempo de desistir de tudo.

2.10.09

Tão, tão, tão cansada...


Vocês não tem idéia. Exausta. Meus problemas continuam e são de uma sorte que, realmente, me pegam. Mateus atingiu a adolescência com uma força que eu nunca imaginaria. Amigos, juro. Tem sido muito, muito pesado. Difícil mesmo. Exigiu até a volta do ex (não para mim, claro) para dar uma mão. E ainda estamos, assim, meio que sem saber muito como agir. Apesar da ajuda profissional (sim, fizemos isso, antes que você pergunte).

De qualquer forma, tenho trabalhado demais e estou completamente tomada com esse assunto.
Historinhas divertidas? No hay. No hay.
Não tenho saído quase nada. Tenho recusado todos os convites. Não acho que seja uma boa companhia, nesse momento.

Mas não sei. Divertir-me talvez fosse bom. Mas todo um bode, uma preguiça, um cansaço mesmo. Porque não ando em condições de dar. Nada. Tomar, talvez? Sei lá.

E bate aquela vontade... de alguém que tome conta de mim, para variar. Coisa da qual nunca desfrutei nessa vida toda. Nunca mesmo. Mas eu não sei bem como fazer isso, então continuo tocando desse jeito. In charge. Que é a única forma que eu conheço.

Cansada mesmo.

17.9.09

Thanks

Obrigada, Flávio. Só um comentário desses para me tirar do buraquinho onde me encontro e me fazer vir até aqui. Obrigada mesmo.

Então tá. Só uma. Curtinha. Ou duas.

Domingo, véspera de feriado. Balada Gay. Não tem melhor para dançar, a melhor música da cidade. Faço um best friend gay, no fumódromo. Pessoa vem conversar com os meus amigos/as. Conversa, conversa, conversa. De repente, olha para mim e diz? Cadê meu beijo?
E eu: Que beijo, criatura, tu não é gay?
Ele: Gay nãaaaao. BI. Olha é assim, eu vou explicar... Se vier a Maya, linda, gostosa... eu pego. Mas se vier o Raj, com aquele lenço... aí .... eu morro.

Só gargalhando mesmo.

E mais uma do mesmo dia... ou da mesma noite.

Vou ao banheiro. Fila, fila, fila. Segurança olha prá mim e diz: vai no outro, mais vazio.
O outro era do lado. Banheiro mas cu li no. Entro, olho. Pessoas do sexo masculino. Várias. Nos mictórios, nos espelhos. Os reservados vazios. Ai meu deus. Tô moderninha, né? Morrendo de vontade de fazer xixi, isso eu estou mesmo. Entro. Vou lá, uso o banheiro, saio, me olho no espelho. O cara do lado olha para mim. Sorri. Diz: Posso falar uma coisa?
Eu: Claro.
Ele: TUDO esse seu sapato!!!!!!!!!!!!!

Ai, ai.

16.9.09

Exausta

Problemas. Quando eu tiver disposição para brincar, eu volto.

2.9.09

Darwin? Match made in heaven? Coincidência?


Um dos meus amigos, e ex PA, (para ser absolutamente sincera), está namorando. Eu, para variar, conselheira para todos os assuntos. Então. Diz ele, que não tem sexo. Isso mesmo. Não tem sexo. Ou tem, lá muito de vez em quando. Segundo ele, tem que sair e encher a criatura de bebida. Justo ele, que não bebe nada. Uma ou duas latinhas de cerveja. Tops.

Eu digo que não entendo. Ele diz que o problema é ele. Eu digo: como você, criatura? Eu te conheço. Ele diz: ela gosta de mim, se sente segura do meu lado mas não tem paixão, não tem tesão. E eu fico perguntando porque é que ele continua tocando esse relacionamento desse jeito e ele responde que é difícil achar uma pessoa que realmente encante, que seja interessante. Que sexo é mais fácil. Até concordo. Mas deixar assim... de lado, totalmente? Não sei, não. Já passei por grandes períodos de celibato. Mas estava sozinha. Precisava ficar sozinha. Nenhum problema aí. Mas celibato acompanhado? Eu sei que existe, mas ele é bem jovem, ela também. Não costuma ser o caso. Sei, claro, que existem pessoas, para as quais o sexo é bem pouco importante. Não é o caso dele. Não conheço ela. Ele diz que não acha que seja isso. Digo que não entendo, não sei o porquê, não posso ajudar.

Por outro lado, o oposto também é verdadeiro. Sexo espetacular, encantamento zero. Porque, hein?

Aconteceu comigo, há um tempinho atrás. Desse nível, nunca tinha acontecido antes. Absolutamente surpreendente. Sinergia absoluta, quase mágica mesmo. Tanto que me deixou meio confusa. Ele, empolgadíssimo. Essas coisas são mútuas, ou não são. Existem. Ou não existem. Foi o que eu disse para o meu amigo: sempre dá para aperfeiçoar mas tem que se partir de algum lugar.

Mas, poxa, fico me perguntando... Tem que ser assim, hein? Que puta dificuldade! Foi a maior saia justa para sair daquela situação e essa semana, quase liguei para ele. Porque, juro, nada chega aos pés daquilo. Nada, nada, nada. Se eu detalhar aqui, ninguém acredita. Porque nem eu achei que isso fosse possível.

Darwin, será? Meus genes querendo fazer filhinhos com os genes dele? Coincidência? Estávamos em um dia especial e é isso, nada mais? Seria reproduzível em um outro dia? Fomos feitos um para o outro nesse aspecto e não nos outros? Porque, p*rra, nem com anos de exercício, chegaria àquele lugar com várias outras pessoas de quem eu gostei muito. Ex-marido, incluído.

Então fica aqui a constatação, porque é só isso e nada mais que eu tenho para oferecer neste momento: que coisa difícil essa... juntar as coisas...

28.8.09

Eu JURO que é verdade, eu não inventaria isso

Sóoooooooooo comigo devia ser o nome de todos os post desse blog. Sério.

Tudo bem que eu perco meu tempo na internet mas o tempo é meu, né? E, de qualquer forma, tenho vivido a vida real muito bem, obrigada.
Mas de vez em quando a vida real complica e esta que vos fala precisa de diversão. Bajulação. Elogios. Risadas. OK, vocês não precisam me falar. Eu sei que é tudo chaveco mais que barato mas diverte, assim mesmo. Última coisa que eu sou, hoje, é tonta. A vida se encarregou de me levar toda a tontice.

Pessoa me procura na internet. MSN? OK. Why not? Depois deleta-se tudo mesmo.
Pessoa diz que é mordomo (?) de um cirurgião plástico. E que está fazendo uma seleção para o patrão. Eu rio. Ele me pergunta porque estou rindo. Diz que é um trabalho como qualquer outro, que é como um personal assistant, um secretário particular, que não é como um mordomo de novela (eu tinha rido porque achava que era piada, claro. Mas a pessoa respondeu tão seriamente que sei lá..., decidi remar para ver onde ia parar esse barco insólito). Remendei dizendo que a hipótese é que era engraçada. A hipótese de ser verdade que ele estivesse escolhendo para outra pessoa. Todo educado, disse que não, não era bem assim, não estava escolhendo propriamente, só fazendo uma primeira seleção. Hã-rã.

E a senhora me permite fazer algumas perguntas? Claro, pode fazer (que raios? rs).

Depois de algumas perguntas sobre o meu temperamento (se eu era mandona, se ficava de mau humor) desatou a perguntar sobre como eu gostava da casa, quais as minhas maiores exigências, se já tinha tido um mordomo, como gostava de receber, como gostaria que meus sapatos fossem cuidados. JURO. Por todos os deuses do panteão grego. E egípcio. E romano.
Como a senhora gosta dos uniformes dos serviçais? Juro gente. Hilário. Insólito. Sei lá o que foi isso.
Quando me perguntou se eu tinha Manolos ou Louboutins, quase desmaiei de rir. Manolos? Quem me dera, rs.

A senhora sabe, se o meu patrão gostar da senhora, a senhora vai ser a minha patroa. Rá. OK. Tudo certinho. Eu caso com o seu patrão e você cuida dos meus sapatos. Tudo dentro da mais total normalidade. A vida como ela é. Mordomos e Manolos.

Ai, ai. E tem gente que ainda diz que não vale a pena.


Marina W

Eu gosto deles. Eu adoro eles. A vida sem eles é tédio. Mas como os homens andam decepcionantes.
Dela.


Também gosto. Adoro também. Já disse isso aqui, inclusive. Gosto da conversa, da energia que vibra grave, do humor, da objetividade. Interessantímas, essas criaturas.
E não sei se eles são decepcionantes. Eles são o que são. Algo previsíveis, talvez. Sigo esperando por um que me surpreenda.

Em cárcere privado

Queridos, sei que desapareço. Mas foi por uma boa causa dessa vez. Mateus me dando um trabalhão adolescente clássico. Pedi ajuda para o pai, inclusive. Que, por sua vez, me pediu para passar uns dias aqui com ele. Aceitei, né. Não tinha como dizer não. É importante. Mas...

Devo dizer que a civilidade reina absoluta, parecemos uma família de ingleses, praticamente.
Mas tenho que admitir também que já estou cansada. Sem liberdade dentro da minha própria casa.

E tenho evitado sair. Não é por nada, não. Mas acho que Mateus precisava dessa força-tarefa mesmo. E, também, não custa , né? Melhor não complicar. São só alguns dias.

E eu que estava em nova fase de recrutamento e seleção, porque desde o primeiro semestre não tenho assim, como podemos dizer, um ser humano do sexo masculino transformado em amigo colorido. (Ai, vocês vão pensar que eu estou abandonada às traças desde então. Não é bem assim, não. Quis dizer o clássico PA mesmo. Que eu obtive a façanha de conseguir realizar e não contei nada aqui porque a criatura é por demais sabidinha e achou este humilde blog em dois segundos e meio).

O que aconteceu com ele? Vocês vão perguntar, claro. Tá lá, ótimo, transformado em amigo, para variar. Outra descoberta feita, aliás. Essas situações não duram muito, não. São equilíbrios instáveis, sujeitos à auto-destruição. Acho que é a natureza da coisa mesmo. E, acrescento, homem diz que gosta disso, que quer, que é um sonho dourado e tal mas, na verdade, não é bem assim. Uma certa tendência à possessividade, têm as criaturas.

E li, na net, blog de pessoa muito ousada e amante de exercícios realizados em dupla, que um só não funciona. Que há de se ter uma equipe. Equipe essa, que ela chamou de equipe de manutenção... Muito espirituosa a menina, lá. E descreveu a equipe ideal, dizendo que na dela, sempre tem um casado. Que casados são excelentes. Não dão trabalho. Não tendem a transformar a natureza da coisa. OK. Entendi. Muito bem entendidinho. Meio óbvio até, né?

E de posse dessa informação, resolvi responder a um deles. Não, não me joguem pedras. Ainda não, pelo menos.

continua....

17.8.09

Doente

Eu. Eu mesma. Uma gripe, vou te contar. Que descambou para uma sinusite que não sai de mim, não sai. E hoje tentei ir ao hospital para tirar uma chapa dos seios da face (plano de sáude bom, hospital particular). Rá! Vocês não tem idéia.
O caos instalado. Quatro horas de espera para ser atendido em pré-consulta. Pessoas, pessoas, pessoas. Máscaras, máscaras, máscaras. Cena de filme catástrofe.
Abandonei. Claro. E fiz o que não devia mas comprei lá o antibiótico e bora. Ninguém merece. Eu ia ter que ficar lá umas seis horas, pelo menos. Aí é que eu ia pegar a tal da gripe mesmo. No meio daquela gente toda e estando doente como eu estou.
Um amigo médico havia me dito. Não acreditei. Disse que o PS estava uma loucura, que as pessoas davam um espirro e corriam para o hospital, que eles não estavam conseguindo dar conta dos doentes de verdade.
Pois então. É isso. Nem ouse quebrar um pé numa hora dessas. E se quebrar, melhor fazer uma tala com a colher de pau da cozinha.

13.8.09

Eu te disse, eu te disse

Eu vivo dizendo que minha vida é novela, ou roteiro filmeco B. Pois então, acabei de receber esse e-mail lá no negocinho da internétis. Me fala se eu não tenho razão.

"me 40 anos, homem indiano,vivo em Portugal, gostaria muito de conhcer voce, se é possivel,por favor manda seu email ou escreva para:kutuji(resto constroi *** ok?-facil de construir e adicionar meu email.
um abraço-voce tem um nariz muito lindo-sabia???" (sic)

Nariz? Essa é nova, rs.

E vou registrar aqui muito rapidamente, porque, juro, saco absolutamente cheio dessa lei e dos argumentos dos chatinhos. A profanação da Chanel, não admito. NÃO ADMITO. É uma figura histórica. Fumava feito uma chaminé. Todo mundo sabe. Em todas as fotos existentes da pessoa, está com o cigarro na mão. É censura e ponto final. Ridículo. Passa de todos os limites do razoável. Me dá medo, até. Sem brincadeira.

10.8.09

Interrogatório

Internet. Nick da pessoa: Homem Culto. Bom, digamos que é raro. Na internet e fora dela. Pessoa conversa com Daniela. Pessoa pergunta se pode fazer umas perguntas. Shoot.
Um filme. É a primeira. Aimeudeus, e dá para escolher? E isso lá é pergunta que se faça? Shit. Pergunto se pode ser o último que eu gostei. Pode. Tá. Respondo. Pessoa diz que adorou esse também. E assim, por diante. Um livro, uma cidade, um país, uma música, um restaurante e sei lá mais o quê.
Perguntas impossíveis para mim, chego à conclusão. Porque escolher significa eliminar todas as outras opções e dói, dói, dói. Louca, eu sei.
Pergunto tudo de volta. Bom gosto a pessoa tem. Foto? Não. Tem um cachorrinho, lá na janelinha do eme-esse-ene. Digo que ele é lindo. Não estou mentindo, né?
Pessoa pede o número do celular. Agora quer ouvir a voz. Eita pessoa exigente, essa. Eu dou. Sozinha em casa, careless mood. Pessoa liga. Diz que tenho uma voz bonita. Eu digo: é, grave. Ele diz: Não, sexy. Hum. Sei. Pessoa conversa por uns cinco minutos. Cidades da Europa e restaurantes dominam a temática. Bom gosto, mesmo. Pessoa diz que está cansada, reunião bem cedo hoje, que me liga para tomarmos um café. É quando eu percebo que nem ao menos sei o nome da criatura. Sem nome, sem cara. Pessoa diz: amanhã te falo. Hã-rã. OK.
Só eu mesma.

9.8.09

Fora da lei


Bom, de novo. O cigarro. Ontem não saí. Preguiça absoluta. Internet, então. Enquanto esperava Mateus chegar da rua. Filho na balada é um tormento, amigos.
E uma pergunta que não rolava nunca, antes da lei. Você fuma? Sim, fumo.
Achando que devia ser daqueles seres humanos que abominam cigarros e acham que as mulheres que fumam deviam ser exterminadas da face da terra. Junto com aquelas que tem o despudor de mostrar os tornozelos.
Não. O oposto. Ai, que bom, ele disse. Só rindo. Porque o que o ser humano queria era achar um lugar onde pudéssemos tomar um vinho e fumar. Até morrer se bem nos apetecesse.
Então é isso. O que está acontecendo é que essa lei está favorecendo a aproximação entre fumantes. Solidários, se encontram nas calçadas, se sentindo os párias máximos. Se acham na internet. Se buscam. Engraçado.
Devo sair hoje. Um lugar que, segundo e-mail que recebi, preparou um jardinzinho para os fumantes. Vou conhecer um monte de gente. Quer apostar? A lei está é favorecendo o encontro dos agora, foras da lei.

7.8.09

A p*rra da lei e essa discussão toda

Eu fumo, né? Obviously. Olha o nome desse blog, por favor. Leia de novo. Ok. Fumante.

Eu também saio bastante. Eu gosto de música. Juntando essas três coisas, o resultado são lugares hermeticamente fechados para o som não sair, sem cigarro. Hum.

Concordo? Não. Acho que devemos respeitar o direito dos que não fumam mas acho que deveriam permitir os fumódromos adequados. Ventilação, cadeiras para sentarmos, umas plantinhas também cairiam bem (não precisa ser um depósito de viciados). Não pode ter teto? Ahhh, vai se f*der, de verdade. Qual a diferença, meudeus, se o lugar for bem ventilado? E, atentem, não haverá nenhum fumante lá para se incomodar com a fumaça, não?

E lugares exclusivos para fumantes. Faço questão. AQUI SE FUMA, em letras garrafais. Quem quiser entra, quem não quiser, não entra. At your own risk. Porque isso é liberdade. No meu entendimento. Bares de fumantes. Pronto.

E, sinceramente (já fui dona de bar, vocês sabem), como é que vão controlar a conta das pessoas, a saída? Vai ser muito muito complicado para os que não tiverem condições para fazer um jardim interno, por exemplo.

Como sempre, nunca se sabe o que vai acontecer. Veremos. Mas como diz meu pai (que não fuma, by the way, mas é um defensor da liberdade). Bando de gente chata essa dupla Serr*/K*ssab. Primeiro, fecharam todos os puteiros (não pode mais tr*par), depois, a lei seca (não pode mais beber), agora essa? PQP. O que faremos, pois?
Orar, é o que nos resta.

5.8.09

O Poder?

Então dizem. Que aos 40, a mulher tem o poder. Que é a melhor idade. Blá blá blá. Concordo. Não tenho como discordar. É a mais pura verdade. E eu me transformei na rainha do first date, praticamente. Ok, ok, às vezes second. Mas não passa daí. Admito que eu sou a responsável pela maior parte desses finais antecipados mas também sou esnobada às vezes. Normal. Se tem uma coisa que eu não sou é iludida. Nunca fui. Sei exatamente onde eu estou pisando, o que às vezes é uma pena. Porque até dava uma vontadinha de fingir e pintar tudo de cor de rosa mas... não consigo. O ceticismo que a idade traz.

E escuto que sou linda e encantadora e suave e doce e delícia e sei lá mais o quê. Acredito? Mais ou menos. E vou acumulando primeiros e segundos encontros sei lá com que propósito. Essa maldita decisão de "vamos conhecer pessoas". Poderia escrever um livro. O nerd, o casado, o tântrico, o performático, o tímido, o novinho, o certinho, o puto e assim por diante.
Blog anônimo, talvez. Garanto que vocês iam se divertir muito. Minhas amigas se divertem. Cheguei ao ponto de começar a fornecer eme-esse-enes para a galera feminina, fazendo os matchs, inclusive. Olha, esse aqui, não é para mim, não, mas acho que você ia adorar.

Não sei, não sei, não sei.
O que está acontecendo comigo. Fico pensando se perdi minha capacidade de encantamento. Se esse encantamento depende de uma certa dose de cegueira. Porque eu enxergo as pessoas. Ahhh, tãaao bem. E gosto delas. Gosto, sim. Como seres humanos. Mas paixão que é bom, acho que foi exterminada da minha vida para sempre.

E hoje, mais um café. Amanhã, outro. E assim, vamos caminhando e cantando e seguindo a canção. Somos mesmo todos iguais? Acho que não somos, não. E ao mesmo tempo, acho que somos.

Um amigo, ex first date (porque, né, já falei sobre isso, transformo todo mundo em amigo) me disse que esse é o mal da internet. Uma sucessão de pessoas, nós sempre achando que o melhor está por vir. No meu caso, não concordo. Não é esse o ponto.

A idade maturidade é assim: ficamos muito mais tolerantes e ao mesmo tempo, muito mais exigentes. Se é que dá para entender.

16.7.09

As últimas

Eu tinha pensado num post genial, que tinha até gracinhas e trocadilhos. No banho. Costumo ter idéias geniais no banho. Mas... esqueci. Tinha que ter anotado na hora.

E me aconteceram umas coisas que me deixaram ao mesmo tempo deprimidinha e mais convicta.
Claro, né, Clóvis. Que foram coisas relacionadas aos seres misteriosos que habitam o planeta dos macacos homens.
Então fiz a bendita listinha das qualidades/características a serem preenchidas. E pronto. Não é que eu achei? Completo. Tudo lá. As qualidades da listinha. E mais várias outras. Olha, tinha
qualidades habilidades, que eu nem pensaria em colocar na listinha. Juro.
Mas.... mas....... mas.......

Sei lá. Não tem explicação, não. Um amigo até me perguntou: mas era príncipe ou era ogro? Príncipe, respondi. Porque era mesmo. Mas não era o meu príncipe, infelizmente.
E a pessoa se empolgou toda e eu, ai. Eu nem sabia muito bem o que fazer ou dizer. Apesar de só terem sido dois encontros, acho que encorajei, né?
E aquela história do tu te tornas eternamente responsável e blá blá blá... Maldito livro. Não acredito nisso, não. E não fui miss.

Bom, depois dessa, qual a conclusão? Chega, hein? De fazer listinha, de escolher baseada na merda da listinha. A convicção? Sozinha mesmo. Melhor. Porque essas coisas a gente não procura, a gente acha. E divertir-me, claro. Essencial.


5.7.09

Does size matter?

Tem uns assuntos que nunca se esgotam. Por mais batidos que sejam e por mais que já saibamos todas as respostas. Eles querem saber. Does size matter?

Bom, vou dizer a verdade, queridos. Eu sei que vocês também querem saber se nós, mulheres conversamos sobre isso e gostariam de ser a mosquinha. Vou transformar, pois, vocês em mosquinhas por alguns instantes. Depois não reclamem. E não corram para ir ao B*ston Medical Group (como me disse um amigo outro dia desses).

Size does matter. E sim, nós falamos sobre isso. Sorry. Para algumas mais, para outras menos, para outras ainda, quase nada (eu faço parte dessa última categoria mas isso não vem absolutamente ao caso). E é, na verdade, uma questão fisiológica, anatômica. Portanto nada que se possa fazer. Compatibilidade de tamanho vem a ser mais uma das compatibilidades necessárias. E é isso. Simples assim.

E tem a piadinha, inventada por mim mesma (desculpem queridos, saibam que eu vos amo e amarei eternamente). Mas tem umas coisas que não dá para deixar passar. Foi no carnaval, então... Bebidas demais, entendam.

Então lá vai: o kinder-ovo - Bonitinho e gostosinho , mas quando você abre, toda ansiosa, para encontrar a surpresinha, o brinquedinho é tãaaaaaaaao pequenininho.... Infame, eu sei. Péssima. De novo, carnaval, teor alcóolico elevado. Sorry, sorry, sorry.

Ninguém mandou quererem ser a mosca.

24.6.09

Flores (algumas considerações)

Eu já disse isso antes. Não estou muito acostumada a ser bajulada, não. Ou bem tratada, vá lá. O Zé não era de muitos salamaleques, vocês já sabem. Romantismo zero. Na verdade, me deu flores umas três ou quatro vezes em vinte anos. Sendo que a primeira foi quando o Mateus nasceu e todas as outras, no dia das mães. Flores para a mãe, portanto.

E vamos ao caso em questão. É claro que eu não estou reclamando. Não é isso. Adoro flores.

O problema é o constrangimento. Estava conversando ontem, com o meu melhor amigo. Que está/estava saindo com uma pessoa nova (uma certa dificuldade aqui, de encerrar essa relação. Conheço alguém parecido)). Ele adora presentear com flores. Mas ele disse que não. Não, não, não. Três dias depois de conhecer a pessoa? OK, tudo bem, até passa. Pode ser galante, delicado, o cara pode estar, literalmente, fazendo a corte. Mesmo que ainda não tenha rolado nem mesmo um beijo. Mas no dia dos namorados? Cons-tran-ge-dor.

Ai que chata, vocês vão dizer. E tem regra? Onde fica a impulsividade? Mas gente, juro. A sensação que eu tive é de que servia qualquer uma. Sem me menosprezar, claro. Devo ter preenchido uma lista de qualidades, que ele deve ter lá, na cabeça dele. Bonitinha? Check. Inteligente? Check. Bem-educada? Check. Mais ou menos isso.
Não é que eu não acredite em paixão à primeira vista (ou tesão). Mas não houve. Juro que não houve. O problema foi justamente esse.

E meu amigo me conta que também ganhou da tal menina (não no dia 12), umas camisas super sofisticadas e que isso o constrangeu. Muito. Porque, né? Como é que se recusa um presente? Não se recusa.
Mas as pessoas podiam maneirar nas demonstrações de apreço viradas em presentes caros, logo assim, no início. Acho até falta de educação. Sério. Cria a obrigatoriedade de agradecer (mamãe me ensinou isso, né?). De ser delicada. De sorrir muito. De responder a contento.
OK. OK. Eu sou co-dependente. Desagradar é extremamente complicado para mim. Mas mesmo assim, é complicado. Mesmo que você seja pós-graduado em dizer não.

Quer agradar? Uma bobagem qualquer é suficiente. Um bilhetinho escondido para você encontrar, uma música especial mandada por e-mail, uma mensagem apimentadinha no celular. Tá de bom tamanho, não tá?

Como é que você vai falar para a pessoa andar, depois de um bouquet desses?


PS. Só para constar, tomei café com ele depois das flores. Fui educada, não encorajei. Ele não me ligou mais. Talvez nenhuma atitude drástica seja necessária. E meu amigo, continua torcendo para a menina não ligar mais também. Acha que já disse o suficiente, sem ter que ser obrigado a dizer com todas as letras. Mas tem gente que não lê nas entrelinhas. Ou finge que não vê, né?

23.6.09

Ou como dizia meu Tio Luis: Mãe, tenha distância.

E chega um tempo em que você acha que acabou. Que o seu filho cresceu e não quer mais saber de você por perto, a não ser para pagar contas. Aí, uma certa noite, vocês se apertam lado a lado na cadeirona da sala de tv, cobertor e tal. E assistem uma série com um capítulo que, coincidentemente mostra mães. Mães que são mais filhas, mind you. Mães completamente useless. E seu filho, que já está bem maior que você, deita no seu ombro e diz que te ama. E que bom, mãe, que você está trabalhando em casa agora, a gente vai comer comida gostosa todo dia.
Acho que não acabou, não. Que bom.

22.6.09

Ecletismo religioso?

Eu sei que parece que eu só faço isso na minha vida. Travar contato com seres humanos do sexo masculino. Mas não é, não. É o que eu conto aqui porque é o que é divertido, né? Um pouco, pelo menos. De qualquer forma, apesar de parecer, não tive nenhuma interação verdadeiramente interativa com esses seres em dois meses. A caminho da beatificação.
Mas essa eu tenho tenho tenho que contar, porque né? De novo, só comigo.

Pessoa me manda e-mail (negocinho da internétis, claro). Conversamos muito pelo eme-esse-ene. Toda uma identificação. Crescemos a quatro quadras um do outro, frequentamos todos os mesmos lugares na infância e na adolescência. Rimos, rimos, rimos (huahuahuahua, claro). Nada ao vivo. Não sei como nunca nos encontramos naquela época. Deve ser a diferença de quatro anos na nossa idade, que significam décadas quando temos 13 ou 14 anos. Pessoa é judia. Ok, nenhum problema. Sempre tive muitos amigos judeus, muitos mesmo. Duas melhores amigas, inclusive.

E a pessoa não quer me encontrar para um café nunca. Diz que está apaixonado e que tem medo da rejeição (certo, a loucura começa aqui). Além de pedir para eu dizer (escrever) que o amo, todo santo dia. Diz ele que a palavra escrita tem poder e que se eu escrever suficientes vezes, se torna verdade. Ã-hã. Mas não é isso que eu vim contar, não. Na sexta, shabat, ele diz que vai à sinagoga (como sempre, aliás). E que vai perguntar para o rabino.

O que é que você vai perguntar para o rabino, pelamor?

Vou dizer que eu gosto de você e que você não é judia.

Ai, ai. Só comigo, só comigo, sóoooo comigo. Dizem que tá na novela, né? Não sei. Não assisto. Esta é a minha vida. Roteiro de novela. Blah.

14.6.09

Cinderela?

Fato inédito. Ontem, aniversário de amigo. Casa noturna com música ao vivo de excelente qualidade. Delícia mesmo. Dance, dance, dance. Saltos. De vez em quando, acho que eu devia estar fazendo uma cara de dor, ou dando uma de garça, sei lá. Porque um ser humano viu, ajoelhou no chão, pegou meu pé, tirou meu sapato e juro: fez massagem. Sempre há uma primeira vez para tudo nessa vida.

E hoje começa meu inferno astral. Exatos trinta dias para o meu aniversário. Ai.

Ahhh, esqueci de contar. Fui jantar na terça com um dos seres humanos que me pediu em namoro, rs. Nada, nada, aconteceu. Conversa civilizada, comida e vinho excelentes e foi só.
Pois então. Sexta-feira, dia dos namorados. Toca o interfone. Dona Daniela, tem uma coisa aqui para a senhora. Hum, Tá. Peraí. Tô descendo. Deve ser talão de cheque, né?

Não era, não. Um bouquet. Grande. Rosas vermelhas colombianas. Ai, ai. Num tô dizendo que esse povo é doido, minha gente? E se um homem que você nunca viu antes, lhe oferecer flores, isso é.... (preencham como quiserem)

8.6.09

Mudança

Estamos saindo do escritório. Vamos trabalhar em casa por enquanto, nesse tempo de vacas magras. Triste? Não mais. Que é uma pena, é. É, sim. O escritório todo bonitinho, super bem localizado. A reforma toda caprichada que a gente fez, três anos atrás. Fazer o quê, né?
Só mesmo abrir espaço para o que virá.

Mais uma dose


E nada do sensível educado. Totally missing. Ai, ai. Será que eu deveria ter ido ao futebol, hein?

Enquanto isso, na sala de justiça, aparece outro educado. Nem tão sensível. Também preenche os requisitos mas... sei lá, não me empolga tanto, não. God knows why. Ainda estamos na fase do nunca te vi, sempre te amei. Mas esse negócio de fazer esforço, não sei. Deveria ser mais simples, não? É como eu sempre digo: essa coisa de dizer isso é bom prá mim, vai me fazer bem, etcetera e tal, não consigo concordar muito, não. Não é remédio, né? Nem vitamina.
Tampa o nariz e engole aí, Daniela. Suuuper bom para você.

Sei.

5.6.09

Do lado de cá da cerca

Vocês sabem. Eu fui casada dezoito anos, mais dois de namoro, são vinte. Vinte anos sendo metade de um casal. Que era isso que eu achava mesmo, toda uma ilusão romântica a que somos sujeitos desde a infância. Na riqueza, ou na pobreza. Na saúde ou na doença. Eu acreditava mesmo nisso. Casamento para mim, era coisa séria. É ainda.
Mas.

As pessoas dizem que eu sou uma mulher bonita. Sei lá. Não pensava muito nisso, não. O Zé não era dado à muitos elogios. O desejo estava nos olhos dele e me bastava. E não vamos aqui conversar de auto-estima porque, né? Assuntinho longo e muitíssimo explorado.

Não quero desiludir vocês, crianças mas, olha, homem é um negócio complicadinho.
Estamos falando de fidelidade aqui. Difícil, hein?
Porque estando do lado de cá da cerca e não tendo mais um marido segurança, do meu lado 24 horas/dia, eles vêm (ó, sorry, não consigo abandonar estes acentos, não). Os casados, namorando, comprometidos de várias formas.

E, se por um lado parece engraçado e lisonjeiro, por outro, desânimo profundo e arrasador. Porque, amigos, por mais moderna que seja a relação que eu pretenda estabelecer, duas casas, um pouco mais de indepêndencia, amigos em comum e amigos em separado, venho aqui e vos digo: Ô bicho inquieto, esse bicho homem!

E aí eu fico pensando em como administrar esse conhecimento. Porque tapar os olhos é uma coisa que eu não faço mais, seja qual for a realidade que eu precise encarar.
Tem aquele texto que rodou a net, dizendo que não há mesmo, fidelidade masculina. Ou melhor, há. Mas que se estabelece sobre outros padrões. Que uma coisa não tem nada a ver com outra, aquele papo que a gente também escuta desde a tenra infância. E tudo isso porque ontem, recebi um e-mail de um cara casado, lá no negocinho da internétis. Não é o primeiro. Nem o segundo. Nem o terceiro. Nunca respondo. Mas ontem, eu mostrei para a minha sócia, melhor amiga, praticamente irmã. E vi a indignação nos olhos dela. A dor, mesmo. Porque ela está casada, né? E diante dela, eu virei " a outra". A outra encarnada, personalizada em mim, a outra mitológica. A amante, a que está lá, sempre disposta e cheirosa e risonha (será que existe, hein? essa mulher?)

E, olha, devo admitir que é verdade. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Não tinha tido muito tempo, na minha vida pregressa, de testar essas possibilidades. Sexo amigável, livre de expectativas, sem ser usado como moeda de troca, sem pretensões românticas. E é absolutamente possível. E pode ser muito agradável. Mas mesmo assim, ainda acho que estamos em estações diferentes, homens e mulheres.

Ou como disse meu amigo (aquele do post da Virada Cultural), ontem no eme-esse-ene: homem é pornográfico. E terminou dizendo que vai procurar um psicólogo e acabar com essa vida de putaria. Mas antes (palavras dele), bem que a gente podia sair mais uma vez, né?

Crianças, desisto.

3.6.09

E duas

pessoas me pediram em namoro ontem. A clássica frase mesmo: Quer namorar comigo? (assim, uns 25 anos que eu não escutava isso) Não é bonitinho, não. É hilário. Porque eu não conheço pessoalmente nenhuma das duas. E era brincadeira mas não era tão brincadeira, não, viu? Medo. Lisonjeiro? Sim. Mas, né? Reforça aquela impressão do dia da tal da casa noturna. Solidão, hein?

E nenhum deles era o sensível, educado. Que me convidou para ir vê-lo jogar futebol na segunda. Fui? Claro que não. Veeery lame first date! Aimeudeus, homens... Vamos, querida, você fica lá sentada, sozinha, nesse frio do inferno, enquanto eu e mais um monte de marmanjos corremos atrás de uma bola. Hã-rã. OK. Combinadíssimo.

2.6.09

Incrível

como tem homens que mexem com a gente. Sei lá o que é, não sei explicar. Deve ser darwiniana a explicação, porque às vezes não tem outra. Racional, não tem, pelo menos. Antes do fim de semana passado, eu estava bem quieta no meu canto e decidida, decidida mesmo, a parar de gracinhas e encontrar um cara legal (rá, se adiantasse decidir, tudo bem). Então, certas características deveriam estar presentes, condições sine-qua-non. Inteligência, senso de humor, idade adequada, independência, posse do próprio lar, um ser humano que já tivesse sido casado e tido filhos. Porque, né? Esse capítulo, eu já dei por encerrado.

E andava conversando com um ser humano todo fofo, sensível, educado, que perguntou qual o meu signo, inclusive (não sei bem o que significa isso, mas...). Animada, até. Porque ele preenchia as qualidades da lista. Aí, pronto. Aí, F*deu. Porque NY não pergunta nada disso, as perguntas dele são bem outras. E em dois segundos, abandonadas estão, todas as decisões. Alguém me explica isso, por favor? Aí ele diz que vem e eu perco o telefone e tudo aquilo que vocês já sabem. Se bem que, né? Não sei nem se ele me procurou, que essa pessoa não é a mais confiável do planeta. Não é nem um pouquinho confiável, aliás.

Frustração com F maiúsculo.

Certo, crianças. Respira bem fundo, Daniela. Conta até 1.000.000, se necessário. Calma, muita calma nessa hora. Retomar decisões equilibradas. Um, dois, três e já!

31.5.09

Então eu estava

de um tanto entediada ontem. E o ódio no coração que não passava nunca. Porque, né? Ninguém merece. Só eu, claro.
E eu nesse mood tédio + ódio sou um perigo. Devia andar com uma plaquinha. De maneiras que entrei naquele negocinho da internétis e travei conversação com o primeiro fulano que me chamou, porque a pessoa tem que passar o tempo e esquecer que existe uma cidade chamada nova iorque.
E fulano me convida para jantar e tomar vinho e eu, quer saber?, bora beber,vamos lá jantar.
Pessoa legal, divertida, ok. Não é isso que eu vim aqui para contar, não.
Vim aqui, só prá dizer, que, no carro mesmo, descobrimos que nascemos na mesma cidade. Que vem a ser uma pequena cidade do interior de sumpaulo. What the odds? PQP! E eu, (não se esqueçam do meu estado de espírito no momento) só dei uma gargalhada e disse:
"Olha, eu jurei duas coisas prá mim mesma: chega de moleques e chega de ***enses! Portanto, amigo, sem condições!"

30.5.09

Pideitis

Sem updates até o momento. Eu pedi o rei, né? Alguns posts atrás. Certeza absoluta que esse fulano não é rei de coisa nenhuma, apenas mais um valetinho muito interessante. Shit! Quem mandou?

29.5.09

Olha, gente

Obrigadíssima pela demonstrações de solidariedade. Mas não é uma coisa assim, nunca te vi, sempre te amei. Não é, não. Não sofram tanto assim. Bem menos que isso. Não é uma história de amor sem fim, almas gêmeas separadas pela distância, ó que lindo! Não é isso também, não. Nem de longe, muito menos de perto. Tem é todo um tesão mesmo, com o perdão da palavra. Sendo a pessoa, veeeery, very sexy, bonitão, malandro. Ou seja, tudo de bom.
Então não temos mesmo muitas informações um sobre o outro, endereços e etcetera.
E só para constar, dezesseis horas e oito minutos dessa sexta-feira, até agora: nada.

Talvez seja isso mesmo: universo me quer longe dele, só pode ser. Ódio no meu coração, hein. Não se aproximem de mim neste momento.

sócomigo, sócomigo, sócomigo

sóooo comigo acontecem essas coisas. Não é possível. Né não. Comigo e com a Cris, talvez.
Bom, vamos lá. Relatar o que se passa.

Tem essa pessoa, né. Ser humano, sexo masculino, brasileiro, solteiro, residente na cidade de Nova York. New York City. Isso mesmo. Lá. Sex and the City, de verdade verdadeira.
Eu e niu-iórque, que é como eu chamo a pessoa, temos tido, digamos assim, uma relação amigável virtual. Ai Cris, só eu e tu mesmo. Pois então. Lá se vão quase cinco meses de conversações internéticas. Maldito eme-esse-ene. Toda uma empolgação mútua.

Tá. Estou ontem, quieta no meu cantinho, em casa. Niu-iórque pergunta: vai fazer alguma coisa amanhã? E eu: Não sei, não tenho nada marcado.
Ele: Agora tem.
Eu: verdade?
NY: Verdade.
Eu: Tá aqui???
Ele: Chego amanhã.

Bom, a conversa se estendeu um pouquinho mais, mas o resumo é esse. Uma hora dessas, NY deve estar desembarcando lá em Guarulhos. E ficou de me ligar para sairmos hoje.

E vocês devem estar se perguntando: So what? Que drama! Só isso?
Não. Só isso, não. Claro que não. Óbvio que não. Afinal, é ou não é Daniela que está escrevendo essa joça?
Mateus vai sair. Não acha celular. Mãe, empresta o seu? Ã-rã, respondo. Ainda meio atordoada pela notícia da vinda da pessoa. Mateus sai. Mateus leva celular de mã-mã. Mateus esquece celular no taxi. Celular PERDIDO. PER - DI - DO. O celular para o qual a pessoa vai ligar. O ÚNICO número de contato com Daniela. Celular este, que possui em sua agenda, os números da pessoa, locais e internacionais.

Só comigo, só comigo, só comigo, sóoooooooooooooo comigo.

Já. Já tomei providências. Passei e-mail avisando e informando todos os outros números de telefone e mudei o recado da minha caixa postal, avisando também. Mas, p*rra! Senhor doutor universo não quer que eu encontre a pessoa, né? Quer, não. Rolando todo um impedimento astral. Vou lá ler o meu horóscopo e já volto. Juro que conto as cenas dos próximos capítulos. Se houver, claro.

PS. Eu não consigo comprar outro, não. Não sou tão retardada assim. Celular no nome do ex. Foi ele quem me deu o primeiro em 1908, mais ou menos. Ele tem que fazer tudo, inclusive ligar para bloquear. Ele não mora mais em sumpaulo. Ele não atende a meleca do celular dele.